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domingo, 28 de setembro de 2014

Rico, tímido e hiperactivo, Jean-Marc teve uma experiência mística perante o Santíssimo e transformou-se

Entrou numa capela por curiosidade quando faziam adoração 

Jean-Marc Potdevin em 2008 já era um triunfador dos negócios
na Internet, mas algo lhe faltava... Uma experiência mística no
início do Caminho de Santiago marcou-lhe o seu caminho vital

Actualizado 1 de Setembro de 2014

Aleteia/ReL

A experiência do francês Jean-Marc Potdevin forma parte destes encontros surpreendentes que Cristo oferece às vezes a pessoas que parecem não esperar mas que estão dispostas a mudar a sua vida desde que a luz de Deus se manifesta a eles.

Oferecemos a continuação alguns fragmentos do testemunho de Jean-Marc Potdevin, business angel, engenheiro, milionário, ex-CTO da Kelkoo (um comparador de preços online), ex-vice-presidente de Yahoo! Europa, casado com 4 filhos, desportista, aventureiro, hiperactivo, e cristão tímido e pouco convencido até viver um encontro que mudou a sua vida. Foi em 2008, quando começou o Caminho de Santiago, insatisfeito com o que tinha e sem saber o que queria nem o que procurava.

- Então como se reencontrou com Deus?
- É Ele quem veio ao meu encontro. Cara a cara. E isso é muito impressionante. Ocorreu um pouco por casualidade. Tinha entrado em Puy-en-Velay [famoso santuário francês, início de uma rota do Caminho de Santiago, nota de ReL] numa capela durante a adoração ao Santíssimo Sacramento – eu não sabia o que era - e quase instantaneamente apareceu há minha frente, muito grande, muito impressionante. E eu que nunca fumei nem tomei psicotrópicos, etc., pode dizer-nos que se torna raro ver o sobrenatural surgir assim. 

- E o seu psiquiatra que diz disso?
- Os psiquiatras tem a noção de delírio místico. Eu sei o que vi, estava perfeitamente consciente no momento desta experiência, desta quase-experiência de Deus, e encontrei depois nos livros critérios precisos que permitem distinguir um delírio místico de uma quase-experiência de Deus. Dito isto, mais tarde me deu conta também de que há que ser cauteloso com este tipo de aparição. Evidentemente procurei-a porque a sensação é tão boa que se procura a consolação enquanto tal, mas isso é bastante perigoso. São João da Cruz é claro a esse respeito: não há que procurar este tipo de experiência.

- Como se faz para ver Deus?

- Deixa-se fazer. É Ele quem faz todo o trabalho. Não é necessariamente simples deixá-lo fazer. Mas encontrei um livro que se converteu no meu livro de cabeceira, Je veux voir Dieu [Quero ver Deus, n.d.t.] do Padre Marie-Eugène del Niño Jesús e neste livro ele explica as boas disposições que permitem justamente deixá-lo fazer o Senhor para que venha a nós, entre elas a humildade, o dom de si e o silêncio.

- Uma conversão, que muda exactamente?

- Muda tudo. Porque põe o mundo ao contrário. No final, isso volta a por cada um no seu lugar mais precisamente, é uma inversão de foco. É um pouco como em Alice no país das maravilhas quando ela passa ao outro lado do espelho, na história de Lewis Carroll. No outro lado do espelho, o mundo está invertido: a esquerda passa a direita, o forte converte-se em débil, as minhas debilidades são as minhas forças. O mais impressionante é dar-se conta do impacto, da maneira como a graça actua no mundo. Eu tive que voltar a aprender todas as coisas: a andar, a falar, a escrever, a comportar-me. Porque uma vez que as regras do mundo inverteram-se, volta-se a começar neste mundo como um recém-nascido. 

- Depois você convidou Deus aos seus encontros de business angel?
- Deus já está presente. Ele já está ali. Dito isto, agora passa-se que falo com os empresários já seja de Deus directamente (é um pouco mais raro) ou indirectamente através da doutrina social da Igreja.

Os empresários planeiam perguntas sobre o sentido do trabalho, da responsabilidade, do seu compromisso, o sentido da propriedade, o sentido do dinheiro. E em nenhum sitio se os educa. Não são formados nas escolas de comércio, de engenharia, de negócios, nem nos MBA. E sem dúvida são questões fundamentais.

- Que gostaria de transmitir aos leitores do seu livro?
- Dei-me conta de que eu era um cristão mal crente depois do encontro com o Senhor. E de que fazia muitas coisas ao contrário. Talvez transmitir isso.

Um segundo aspecto que é importante para mim neste livro: a função do testemunho. Eu não posso guardar este tesouro para mim. É um pouco difícil falar destas coisas íntimas, destas coisas da fé. Mas não posso guardar este tesouro: é necessário que o dê. As pessoas não o sabem. Em todo o caso, algumas pessoas não o sabem e eu não posso guardá-lo.

«As palavras não podem explicar o que eu vivi»
A experiência mística de um business angel (em francês)
(O seu livro-testemunho publicou-o em francês em 2012 nas Edições do Emmanuel


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Papa convida a rezar pelo Sínodo sobre a família

As palavras do pontífice antes de rezar o Angelus


Roma, 28 de Setembro de 2014 (Zenit.org)


No final da Santa Missa por ocasião do encontro com os idosos e avós, celebrada no Sagrado da Basílica de São Pedro, Francisco pediu aos fiéis para rezarem pelo Sínodo. Apresentamos as palavras pronunciadas pelo Pontífice antes de rezar o Angelus.

Antes de concluir esta celebração, desejo saudar todos os peregrinos, especialmente vocês idosos, vindos de tantos países. Obrigado de coração!

Dirijo uma cordial saudação aos participantes do congresso-peregrinação “Cantar a fé”, promovida em ocasião do trigésimo aniversário do coro das dioceses de Roma. Obrigado pela vossa presença e obrigado por terem animado com o canto esta celebração. Continuem a desenvolver com alegria e generosidade o serviço litúrgico nas vossas comunidades!

Ontem, em Madri, foi proclamado beato o Bispo Álvaro del Portillo; o seu exemplar testemunho cristão e sacerdotal possa suscitar em muitos o desejo de aderir sempre mais a Cristo e ao Evangelho.

No próximo domingo terá início a Assembleia Sinodal sobre o tema da família. Está aqui presente o responsável principal, o Cardeal Baldisseri: rezem por ele. Convido todos, indivíduos e comunidades, a rezar por este importante evento e confio esta intenção à intercessão de Maria Salus Populi Romani.

Agora rezemos juntos o Angelus. Com esta oração, invoquemos a protecção de Maria para os idosos do mundo inteiro, de modo particular por aqueles que vivem situações de maior dificuldade.

(Tradução: Canção Nova)

Não há futuro para um povo sem este encontro entre as gerações

Homilia do Papa na missa com os idosos e avós


Roma, 28 de Setembro de 2014 (Zenit.org)


Durante a Santa Missa com os idosos e os avós celebrada neste domingo, 28 de setembro, na Praça de São Pedro, o Santo Padre Francisco pronunciou a seguinte homilia:


O Evangelho que acabamos de ouvir é acolhido hoje por nós como o Evangelho do encontro entre os jovens e os idosos: um encontro cheio de alegria, cheio de fé e cheio de esperança. Maria é jovem, muito jovem. Isabel é idosa, mas manifestou-se nela a misericórdia de Deus e há seis meses que ela e o marido Zacarias estão à espera de um filho. Maria, também nesta circunstância, nos indica o caminho: ir encontrar a parente Isabel, estar com ela naturalmente para a ajudar mas também e sobretudo para aprender dela, que é idosa, a sabedoria da vida. A primeira Leitura faz ecoar, através de várias expressões, o quarto mandamento: «Honra o teu pai e a tua mãe, para que se prolonguem os teus dias sobre a terra que o Senhor, teu Deus, te dá» (Ex 20, 12). Não há futuro para um povo sem este encontro entre as gerações, sem os filhos receberem, com gratidão, das mãos dos pais o testemunho da vida. E, dentro desta gratidão a quem te transmitiu a vida, entra também a gratidão ao Pai que está nos céus.

Às vezes há gerações de jovens que, por complexas razões históricas e culturais, vivem de forma mais intensa a necessidade de se tornar autónomos dos pais, a necessidade quase de «libertar-se» do legado da geração anterior. Parece um momento de adolescência rebelde. Mas, se depois não se recupera o encontro, se não se volta a encontrar um equilíbrio novo, fecundo entre as gerações, o resultado é um grave empobrecimento para o povo, e a liberdade que prevalece na sociedade é uma liberdade falsa, que se transforma quase sempre em autoritarismo. Chega-nos esta mesma mensagem da exortação que o apóstolo Paulo dirige a Timóteo e, através dele, à comunidade cristã. Jesus não aboliu a lei da família e da passagem entre gerações, mas levou-a à perfeição. O Senhor formou uma nova família, na qual prevalece, sobre os laços de sangue, a relação com Ele e o cumprimento da vontade de Deus Pai. Mas o amor por Jesus e pelo Pai leva à perfeição o amor pelos pais, pelos irmãos, pelos avós, renova as relações familiares com a seiva do Evangelho e do Espírito Santo. E, assim, São Paulo recomenda a Timóteo – que é Pastor e, consequentemente, pai da comunidade – que tenha respeito pelos idosos e os familiares e exorta a fazê-lo com atitude filial: o idoso «como se fosse teu pai», «as mulheres idosas como se fossem mães» (cf. 1 Tim 5, 1). O chefe da comunidade não está dispensado desta vontade de Deus; antes, a caridade de Cristo impele a fazê-lo com um amor maior. Como fez a Virgem Maria, que, apesar de Se ter tornado a Mãe do Messias, sente-Se impelida pelo amor de Deus, que n’Ela Se está fazendo carne, a ir sem demora ter com a sua parente idosa.

E, deste modo, voltamos a este «ícone» cheio de alegria e de esperança, cheio de fé, cheio de caridade. Podemos pensar que a Virgem Maria, quando Se encontrava em casa de Isabel, terá ouvido esta e o marido Zacarias rezarem com as palavras do Salmo Responsorial de hoje: «Tu és a minha esperança, ó Senhor Deus, e a minha confiança desde a juventude. (…) Não me rejeites no tempo da velhice, não me abandones, quando já não tiver forças. (…) Agora, na velhice e de cabelos brancos, não me abandones, ó Deus, para que anuncie a esta geração o teu poder, e às gerações futuras, a tua força» (Sal 71/70, 5.9.18). A jovem Maria ouvia e guardava tudo no seu coração. A sabedoria de Isabel e Zacarias enriqueceu o seu espírito jovem; não eram especialistas de maternidade e paternidade, porque para eles também era a primeira gravidez, mas eram especialistas da fé, especialistas de Deus, especialistas da esperança que vem d’Ele: é disto que o mundo tem necessidade, em todo o tempo. Maria soube ouvir aqueles pais idosos e cheios de enlevo, aprendeu com a sabedoria deles, e esta revelou-se preciosa para Ela, no seu caminho de mulher, de esposa, de mãe. Assim, a Virgem Maria indica-nos o caminho: o caminho do encontro entre os jovens e os idosos. O futuro de um povo supõe necessariamente este encontro: os jovens dão a força para fazer caminhar o povo e os idosos revigoram esta força com a memória e a sabedoria popular.

© Copyright - Libreria Editrice Vaticana

200.000 pessoas assistem à beatificação de Álvaro del Portillo, primeiro prelado da Opus Dei



Não posso dizer “NÃO” a ninguém

A Paulinas Editora, acaba de lançar o livro-entrevista “A Vida é sempre um valor”, de Monsenhor Vítor Feytor Pinto, Prior da Paróquia dos Santos Reis Magos, mais conhecida por Igreja do Campo Grande, em Lisboa. A sua apresentação esteve a cargo de Michel Renaud, membro do Conselho Nacional de Ética para as Ciências da Vida, professor catedrático de Filosofia da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa.
 
Homem e sacerdote da geração do Concílio Vaticano II, Monsenhor Feytor Pinto é um apaixonado pela Igreja em diálogo com o mundo. “Servir, servir, esquecer-se completamente de si e servir”. “Ser ponte, ser ponte”(…).
 
“Eu sei que a Igreja tem de estar metida dentro do mundo, portanto eu tenho de servir a Igreja, servindo o mundo. E aí, o meu grande vade-mécum é a ‘Gaudium et Spes’: dignidade humana, comunidade humana, atividade humana e família, vida socioeconómica, cultura, política, paz. É muito simples: os grandes valores estão sempre cá dentro, não posso sacrificá-los, nunca”.
 
Trabalhar com ele é sempre um gosto e um privilégio, não se impõe, propõe, sugere, estimula, insinua e, discretamente, acompanha, ampara e apoia.
 
“Fazer o que ainda não foi feito” é o seu projecto de sempre, em cada dia que passa descobre novas razões para viver mais.
 
Educador fervoroso, entusiasmante e contagiante, o padre Vítor Feytor Pinto é, sem dúvida, uma figura pública de primeiro plano e um verdadeiro pastor, membro de uma Igreja que é «perita em humanidade». Desde muito cedo, esteve envolvido em grandes causas, como no-lo recorda neste livro-entrevista de Octávio Carmo, chefe de redação da Agência Ecclesia.
 
Durante o Concílio Vaticano II, esteve em Roma, no Centro Internacional Pio XII, sede do Movimento «Por um Mundo Melhor». Acompanhou os debates dos Padres conciliares, e divulgou-os em Portugal, ao mesmo tempo que se entrega à Pastoral Juvenil.
 
No início da década de 1980, conclui um mestrado em Bioética e começou a sua longa imersão na Pastoral da Saúde, foi coordenador da Comissão Nacional da Pastoral da Saúde durante 28 anos! Neste âmbito, a sua acção pautou-se por uma enorme sensibilidade a favor da dignidade e da defesa dos direitos fundamentais de cada ser humano, mas também pela luta que travou em prol da humanização da saúde.
 
Parafraseando uma citação sua preferida do poeta espanhol António Machado: “Caminante, no hay caminho, se hace el caminho al andar”, sugiro:
 
Caro leitor, não perca a viagem que este livro nos proporciona. Leia-o, caminhe com ele, deixe-se embrenhar pela esperança de um mundo melhor, o qual não existe mas temos de o construir, no dia-a-dia de cada um, na vida com os demais, no local onde estamos, no “hoje, aqui e agora”.
 
Ao aproximar-se o sexagésimo aniversário da sua ordenação sacerdotal, o padre Vítor continua a testemunhar-nos a mesma paixão dos começos e a acreditar que “ A VIDA É SEMPRE UM VALOR”, porque a vida é um dom de Deus.
 
“Toda a destruição da vida é ilegítima, sempre. A vida humana nunca perde sentido. O sofrimento pessoal ou a angústia pelo sofrimento do outro não retira à vida humana o sentido que tem de reclamar. Necessário é, em cada situação, descobrir o sentido da vida”.
 
Maria Susana Mexia



JORNADA MISSIONÁRIA DIOCESANA - Aljustrel - 18 de Outubro + Mensagem do papa para Dia Mundial das Missões











sexta-feira, 26 de setembro de 2014

Santidade na vida quotidiana. Mons. Álvaro del Portillo será beato

Włodzimierz Redzioch fala com Mons. Javier Echevarría, prelado do Opus Dei, por ocasião da beatificação do primeiro sucessor de São José Maria Escrivá


Roma, 26 de Setembro de 2014 (Zenit.org)


Muitos se lembram da data de 5 de Julho de 2013: nesse dia o Papa Francisco autorizou a promulgação do decreto da Congregação para as Causas dos Santos sobre o milagre atribuído à intercessão do Beato João Paulo II, que abriu o caminho para a sua canonização. Nem todos, no entanto, sabem que durante a mesma audiência para o prefeito da Congregação para as Causas dos Santos, Cardeal. Angelo Amato, o papa também autorizou a promulgação do decreto sobre o milagre por intercessão de mons. Álvaro del Portillo (1914-1994), o primeiro sucessor de São José Maria Escrivá, na direção do Opus Dei, abrindo assim o caminho para a sua beatificação.

A cerimónia solene da beatificação de Dom Álvaro será realizada em sua cidade natal, Madrid, 27 de setembro, e será presidida pelo cardeal. Angelo Amato. No dia seguinte, Mons. Javier Echevarría, prelado do Opus Dei, vai celebrar a santa missa de acção de graças. Para o Opus Dei é uma grande festa: após a beatificação e canonização do fundador, será beatificado o seu mais próximo colaborador e sucessor. Nesta ocasião, entrevistei Mons. Javier Echevarria.

Włodzimierz Redzioch: Em 27 de setembro, será beatificado em Madrid Mons. Álvaro del Portillo, o sucessor de São José Maria Escrivá de Balaguer na direcção do Opus Dei. O que devemos saber sobre esse futuro Beato? 

Mons. Echevarría: Alvaro del Portillo primeiro foi um engenheiro; em seguida, um sacerdote e depois um bispo que amou muito o Senhor e toda a Igreja, e todas as almas. Talvez a característica mais marcante de sua personalidade era o desejo de cumprir fielmente a vontade de Deus em todos os momentos.

Ele tinha uma grande simpatia, sempre com o sorriso nos lábios; afável, com uma gentileza herdada em parte pela delicadeza de sua mãe, Dona Clementina, mexicana, mas também o resultado da prática constante da virtude da caridade. O decreto sobre as virtudes heróicas da Santa Sé o considera um "homem de profunda bondade e afabilidade, capaz de transmitir paz e serenidade para as almas". O Senhor fez uso daquela sua maneira de ser para aproximar à Igreja muitas pessoas.

Tinha uma queda pelo sacramento da reconciliação. Sempre falava dele nas suas catequeses. Perguntado por um repórter sobre qual tenha sido o momento mais feliz da sua vida, respondeu de imediato: "Toda vez que eu recebo o perdão de Deus na Confissão".

Era também um homem agradecido. Uma das palavras que mais saía da sua boca eram “obrigado” e “graças a Deus”. As repetia muito, muitíssimas vezes por dia.

Não faltava em seu carácter um permanente espírito de serviço. Nos anos de sua juventude, ia com frequência às periferias de Madrid para dar catequese e fornecer ajuda material aos necessitados. E essa mesma atitude manteve por toda a vida.

Seguindo os passos de São José Maria, promoveu em todo o mundo muitas iniciativas em favor dos mais necessitados, como o hospital Monkole no Congo ou a Escola Pedreira em uma favela brasileira. Difundir essa responsabilidade entre os empresários, industriais e, em geral, entre homens e mulheres que possuíam os meios económicos. Considerava estas iniciativas sociais e educacionais como um dever, derivado da justiça e da caridade que devem nortear a vida cristã, e de um amor sincero a todos.

Włodzimierz Redzioch: A Igreja procede com as beatificações e as canonizações para propor aos fieis modelos para serem imitados. Quais eram as principais características da santidade de mons. Álvaro para serem imitadas hoje? 

Mons. Echevarría: É difícil sintetizá-las, mas aponto pelo menos três aspectos que sempre me tocam: a sua fidelidade, a sua humildade e o seu sorriso.

Foi um exemplo de fidelidade à Igreja, aos Papas com os quais esteve em contacto (de Pio XII a João Paulo II), fidelidade à sua vocação e, portanto, fidelidade ao fundador do Opus Dei. No seu trabalho pastoral em diferentes continentes falava também de fidelidade como uma virtude criativa, que exige uma renovação diária, através de muitos pequenos actos de amor. Acho que seja um exemplo importante para uma época em que estão em crise alguns valores fundamentais para a estabilidade das relações familiares e sociais. Também gosto de debruçar-me sobre a sua humildade: Mons. Del Portillo – dizem todos aqueles que trabalharam com ele no Concílio Vaticano II - nunca tentava impor-se ou suas opiniões. Apesar de suas grandes qualidades humanas e intelectuais, escolheu viver as suas funções de uma forma sempre discreta, no Opus Dei para ajudar São José Maria a cumprir a sua missão, e todos os outros, na Igreja, pensando apenas na glória de Deus e nas almas.

Em 1975, foi chamado para suceder o fundador, e o seu programa de governo tinha apenas um objectivo: manter a continuidade. Com sincera humildade, declarava que não queria nada mais do que ser na terra da sombra da presença de são José Maria. Desta forma também seguia um conselho recebido em 1976 pelo beato Papa Paulo VI, que lhe disse para sempre pensar em como agiria o fundador.

Finalmente, parece-me que também o seu sorriso permanente, visível a todos, esconda uma característica marcante de sua caminhada cristã: sempre pensar nos outros e esquecer de si mesmo. Esta atitude fez dele um homem feliz, e um semeador de paz e de alegria.

Włodzimierz Redzioch: Qual foi o milagre por intercessão de mons. Álvaro que permitiu chegar à beatificação?
Mons. Echevarría: O milagre aprovado pelo Papa Francisco é sobre cura completa de um recém-nascido no Chile, José Ignacio Ureta Wilson, em Agosto de 2003. Depois de sofrer uma parada cardíaca de 30 minutos e uma hemorragia maciça, não só continuou a viver, mas se recuperou completamente, sem nenhum dano neurológico. Os seus pais rezaram com muita fé por intercessão de Mons. Del Portillo e quando os médicos pensaram que José Ignacio estava morto, sem nenhum tratamento, seu coração começou a bater. A criança hoje, 11 anos depois, leva uma vida de absoluta normalidade.

Włodzimierz Redzioch: São Jose Maria Escrivá de Balaguer, fundador do Opus Dei, já foi beatificado e canonizado. Agora é beatificado o seu primeiro sucessor na direcção da Obra (1974-1995). Isso significa que o carisma do Opus Dei ajuda à santificação pessoal?
Mons. Echevarría: A mensagem do Opus Dei é justamente aquela da chamada universal à santidade. Neste sentido, a beatificação de Dom Álvaro nos recorda que todos nós podemos nos tornar santos nas circunstâncias normais de trabalho, nas relações familiares, na amizade, como pregou São Jose Maria. Peço a Deus que a Prelazia do Opus Dei possa sempre continuar a lembrar a tantas pessoas desta realidade e possa acompanhar milhões de pessoas na busca de Deus no trabalho e na vida diária.

Włodzimierz Redzioch: João Paulo II teve um papel importante na história do Opus Dei. Em primeiro lugar, erigiu a Obra como "prelatura pessoal". Mais tarde, beatificou Jose Maria Escrivá de Balaguer (17 Maio 1992) e o canonizou (06 de Outubro de 2002). Mas nem todo mundo sabe que Karol Wojtyła, primeiro, e João Paulo II, depois, mantinha contactos pessoais com os membros do Opus Dei, incluindo D. Álvaro del Portillo. O que você poderia nos dizer sobre a relação entre essas duas pessoas?
Mons. Echevarría: São João Paulo II e o venerável Álvaro del Portillo tinham se conhecido durante o Concílio Vaticano II. Depois da eleição do cardeal Karol Wojtyla para Vigário de Cristo, estiveram unidos profundamente, começando pela grande, sólida confiança filial do prelado do Opus Dei.

Creio que sintonizaram rapidamente porque eram dois padres, dois bispos, apaixonados pela Igreja e com um grande amor pelas almas. Mons. Álvaro del Portillo admirava muito a generosidade e a doação do Santo Papa e procurou realizar fielmente todas as iniciativas de evangelização propostas pelo Papa João Paulo II. Talvez seja por essa razão que o então Pontífice encorajou a vários pastores a buscar apoio espiritual em Mons. Del Portillo.

Aquele contacto filial, de colaboração, era frequente e durou até o último dia. Me parece que comprova isso o fato de que, no dia antes de morrer, escrevesse um cartão postal à Terra Santa, no qual, por meio do secretário pessoal de João Paulo II, manifestava ao Papa “o nosso desejo de ser fideles usque ad mortem (fieis até a morte) no serviço à Santa Sé e ao Santo Padre”. Não posso deixar de mencionar um outro momento: João Paulo II, com a morte de Mons. Del Portillo, decidiu ir para rezar diante dos seus restos mortais, na Igreja prelatícia de Santa Maria della Pace. Foi para mim um momento de graça e de conforto espiritual. Entre ele havia uma grande harmonia espiritual.

Esta entrevista será publicada em Inglês na próxima edição da revista "Inside the Vatican" e em polaco no semanário católico "Niedzela" (n. 40/2014)

O papa aos focolares: contemplar, sair e fazer escola

O Santo Padre recebe os participantes da assembleia geral do movimento e lhes dá directrizes para prosseguirem no caminho da evangelização


Cidade do Vaticano, 26 de Setembro de 2014 (Zenit.org) Rocio Lancho García


O papa Francisco felicitou Maria Voce, presidente reeleita dos focolares, bem como os seus colaboradores, pelo "trabalho frutífero a serviço do movimento, que cresceu e se enriqueceu com novas obras e actividades". Francisco recebeu os participantes da assembleia geral dos focolares hoje de manhã. A assembleia acontece em Castel Gandolfo desde o dia 1º de Setembro e reúne 500 pessoas de 137 países.

O papa dedicou algumas palavras a Chiara Lubich, fundadora do movimento, "que, em sua fecunda existência, levou o perfume de Jesus a tantas realidades humanas e a tantas partes do mundo".

"Fiel ao carisma em que nasceu e do qual se alimenta, o movimento dos focolares se encontra hoje diante da mesma tarefa de toda a Igreja: oferecer, com responsabilidade e criatividade, a sua contribuição peculiar para esta nova estação da evangelização".

Neste contexto, o Santo Padre indicou três directrizes para os membros do movimento e para quem compartilha dos seus ideais: "contemplar, sair, fazer escola".

Contemplar, disse o papa, também significa viver em companhia dos irmãos e irmãs, compartilhar com eles o pão da comunhão e da fraternidade, cruzar com eles a porta que nos leva ao Pai, porque "a contemplação que deixa os outros de fora é um engano". Ele recordou que "é necessário engrandecer a própria interioridade à medida de Jesus e do dom do seu Espírito, fazer da contemplação a condição indispensável para uma presença solidária e uma acção eficaz, verdadeiramente livre e pura".

Por esta razão, o papa os encorajou a "permanecer fiéis a este ideal de contemplação, a perseverar na busca da união com Deus e no amor pelos irmãos e irmãs, a partir das riquezas da Palavra de Deus e da tradição da Igreja, neste desejo de comunhão e de unidade que o Espírito Santo suscitou em nosso tempo".

A segunda directriz do pontífice é "sair". Sair como Jesus saiu do seio do Pai para anunciar a palavra do amor a todos, até se doar no lenho da cruz. Para isto, "é necessário ser especialistas nessa arte do diálogo, que não se aprende facilmente".

A propósito, o Santo Padre avisou que "não podemos nos contentar com medidas medíocres, não podemos parar; com a ajuda de Deus, temos que apontar para o mais o alto e ampliar o nosso olhar!".

Francisco observou que "machuca o coração quando vemos que, diante de uma Igreja, de uma humanidade tão ferida, com tantas feridas, feridas morais, feridas existenciais, feridas de guerra, os cristãos começam a fazer bizantinismos filosóficos, teológicos, espirituais... Isso não é bom. Hoje nós não temos direito à reflexão bizantinista. Temos que sair! Porque, como já disse outras vezes, a Igreja é parecida com um hospital de campanha: e quando se vai a um hospital de campanha, o primeiro trabalho é curar as feridas, não é fazer o teste do colesterol... Isso vem depois... Ficou claro?", perguntou o papa.
"Fazer escola" foi a terceira ideia desenvolvida pelo Santo Padre durante o seu discurso. É necessário formar, como exige o evangelho, "homens e mulheres novos; para isto, é necessária uma escola de humanidade na medida da humanidade de Jesus. Sem uma obra de formação adequada das novas gerações, é uma ilusão pensar em realizar um projecto sério e duradouro a serviço de uma nova humanidade".

Para finalizar, o Santo Padre desejou aos presentes que esta assembleia "traga frutos abundantes" e lhes agradeceu pelo "compromisso generoso".

Ex-combatentes da Colômbia pediram perdão ao papa

Francisco os exortou a continuar trabalhando e rezando pela paz


Roma, 26 de Setembro de 2014 (Zenit.org) Sergio Mora


Um ex-guerrilheiro, uma ex-paramilitar e uma vítima dos conflitos na Colômbia foram recebidos pelo papa no Vaticano nesta quarta-feira, 24 de Setembro, depois da audiência geral. Eles faziam parte de uma delegação colombiana.

“Eu pedi perdão em meu nome e em nome de todos os meus companheiros que depuseram as armas, porque é justo e necessário neste momento”, conta Cristina, a ex-paramilitar, sobre o encontro com o papa Francisco.

O Santo Padre “teve uma reacção imediata de perdoá-la, pôs as mãos na sua testa, lhe concedeu o perdão e pediu que não deixemos de trabalhar pela paz na Colômbia", disse outro dos presentes. O papa também pediu: “Não deixem de rezar pela paz da Colômbia".

Cristina não disse o seu sobrenome: “Na Colômbia, nós ainda estamos em conflito e somos um objectivo militar para o grupo ao qual pertencíamos”. Ela também não disse a qual grupo pertenceu, embora se deduza que tenha sido um grupo paramilitar, dado que o outro integrante da comitiva, Reinaldo, de 35 anos, estava na guerrilha.

“Eu abandonei as armas sozinha. Foi uma decisão individual. Percebi que estava no lugar errado e que não era o que eu queria”.

ZENIT: Por que alguém entra num grupo armado?
Cristina: Há muitos motivos. E uma coisa muito importante é que, quando você está num grupo armado, você não acha que está fazendo o mal. Chega um momento em que você acha que é um herói ou uma heroína.

ZENIT: O que fez você reflectir e a abandonar a luta armada?
Cristina: A guerra é muito dura, ver mortos, ver como nos matamos entre colombianos. Eu tinha os meus filhos e disse “não, eu estou no lugar errado, não estou trabalhando pela paz do país como eu achava”. E tomei a decisão de ir embora, sem armas. E acho que o melhor produto para a paz do país é oferecer dois filhos educados e tirá-los desse círculo.

ZENIT: Onde os seus filhos estavam?
Cristina: Os meus filhos não estavam comigo. A guerra na Colômbia é um círculo vicioso, alimentado pelo ódio. Se acontecesse algo comigo e eu morresse, sabia que os meus filhos iam entrar para se vingar. E eu me disse: “Não, os meus filhos não têm por que estar aqui”.

ZENIT: Você pôde avisar que ia embora ou teve que escapar?
Cristina: Foi uma decisão pessoal e na Colômbia nós somos umas 30 mil pessoas que tomaram a decisão de escapar dos grupos.

ZENIT: Não temia represálias contra a sua família?
Cristina: A minha família mora numa região afastada e essa é outra das condições. Quando nós vamos embora, temos que viver bem longe do lugar onde estávamos. Temos que nos desenraizar, para evitar esse tipo de coisas.

ZENIT: É possível reintegrar-se à sociedade?
Cristina: Eu deixei a luta armada há sete anos, me reintegrei e sou um fruto do programa da reintegração na Colômbia. Cheguei à cidade com meu marido praticamente sem nada. Com muito medo da institucionalidade, muito medo de muitas coisas. Quando chegamos, eu terminei a faculdade. Estou trabalhando numa empresa de desenho gráfico. Estou reintegrada.

ZENIT: A sociedade aceita vocês?
Cristina: Esse é o problema. A sociedade é muito reticente a esse tipo de coisa. E é um apelo que eu faço. Não é questão de fingir que não houve nada. Não, é questão de sentar e ver como romper esses círculos. É este o apelo que eu faço à sociedade colombiana. É verdade que existem feridas e que não é fácil aceitar muitas coisas. Nós trabalhamos muito no país, mas a sociedade ainda não nos aceita. O que nós queremos? Mais gente armada ferindo os outros? Ou gente trabalhando na civilidade e trabalhando pela paz do país? É uma pergunta que todos nós, colombianos, temos que nos fazer.

ZENIT: O que dizer a quem está na luta armada, com base na sua experiência?
Cristina: Que existem outros caminhos e que os sonhos são possíveis. E é verdade que muitos estão buscando mudanças, mas a forma certa não é com as armas. E existe, sim, outra forma. Eu não acreditava. E agora comprovei que existem outras formas que não são prejudiciais.

Falece mais um religioso espanhol por causa do ebola

O irmão Manuel Garcia Viejo, da Ordem de São João de Deus, era missionário em Serra Leoa


Madrid, 26 de Setembro de 2014 (Zenit.org)


O irmão Manuel Garcia Viejo, da Ordem Hospitaleira de São João de Deus (OHSJD), faleceu em Madrid nesta quinta-feira à tarde. O irmão, de 69 anos e nacionalidade espanhola, era director médico do Hospital São João de Deus de Lunsar, em Serra Leoa, e tinha contraído o vírus do ebola.

Garcia Viejo era médico especialista em medicina tropical e pertencia à OHSJD havia 52 anos, tendo trabalhado durante os últimos trinta na África. Era director médico do Hospital São João de Deus em Lunsar desde 2002. Ao conhecer os resultados positivos do exame de ebola e manifestar o desejo de regressar à Espanha, o religioso foi repatriado e internado no hospital Carlos III, em Madrid.

A perda do irmão Manuel se une à também recente perda de outro irmão da Ordem, Miguel Pajares, o primeiro doente de ebola repatriado à Europa. Ele faleceu em 12 de Agosto, cinco dias depois de chegar a Madrid.

Anastasio Gil García, director nacional das OMP na Espanha, manifestou os pêsames de toda a família missionária e "se une à dor e às preces da família de sangue e da família religiosa do irmão Manuel. Sentimos a sua morte como a sentem os missionários ao ver a partida de um dos seus. Porém, nestes momentos de dor, renasce neles a esperança e a fidelidade para continuar onde estão os irmãos aos quais servem. Seu testemunho de vida continua sendo um necessário ponto de referência".

Por sua vez, a Ordem de São João de Deus, através de comunicado, "envia todo o seu apoio à família do irmão Manuel Garcia Viejo nestes difíceis momentos" e agradece “por todas as mostras de apoio que recebemos nestes dias”.

A notícia da morte do irmão Manuel chega um dia depois de o santo padre Francisco lançar mais um apelo na audiência geral para que se encare com firmeza a epidemia de ebola. O papa dedicou uma mensagem aos países da África que mais estão sofrendo: "Convido a rezar por eles e pelos que perderam tragicamente a vida. Desejo que não falte a ajuda da comunidade internacional para aliviar os sofrimentos desses nossos irmãos e irmãs".

Jesus só pode ser entendido se formos Cireneus

Durante a missa em Santa Marta, o Papa Francisco recordou que o verdadeiro seguimento de Cristo passa pela Cruz


Roma, 26 de Setembro de 2014 (Zenit.org) Luca Marcolivio


A figura evangélica do Cireneu (cf Lc 23,26) foi o ponto central da reflexão do Papa Francisco durante a missa em Santa Marta. Carregar a Cruz com Cristo, explicou o Pontífice no momento da homilia, significa pertencer a Ele e levar uma vida "verdadeira" e não "boa" apenas na aparência.

Em seguida, o Santo Padre reflectiu sobre o Evangelho de hoje, focando a verdadeira identidade de Jesus (cf Lc 9,18-22). O Mestre explica aos Doze, o seu destino: o processo dos escribas e sacerdotes, a tortura, a morte e a ressurreição. Os Apóstolos, no entanto, começando por Pedro, não entendem, ou melhor, rejeitam essa perspectiva de salvação pavimentada pelo sofrimento.

Cristo utiliza essa "pedagogia" para preparar os corações dos discípulos, os corações das pessoas, para que compreendam este mistério de Deus. Em resumo, o Papa explicou: "Não podemos entender Jesus Cristo Redentor, sem a cruz." Você pode pensar em um "grande profeta" ou um "santo", mas se excluirmos a Cruz não é possível compreender a natureza do Redentor.

E os discípulos não estavam realmente "preparados para compreendê-lo", porque eles não entenderam as "profecias", nem mesmo que era Ele o '"Cordeiro" destinado ao sacrifício.

Somente após a morte, a identidade de Jesus foi revelada em sua plenitude, como evidenciado pelas palavras do centurião presente na crucificação: "Verdadeiramente este homem era o Filho de Deus" (Mc 15,24-39).

Aos poucos, Cristo abre o caminho para a compreensão e "prepara-nos para acompanhá-lo com as nossas cruzes em seu caminho para a redenção", como Ele fez com o Cireneu.

Em outras palavras, Ele "nos prepara para sermos Cireneus, para ajuda-lo a carregar a cruz", sem a qual nunca poderemos realmente levar uma "vida cristã".

A nossa "identidade cristã" deve ser "preservada" e isso não é um "mérito", mas um "caminho da perfeição"; é "pura graça", concluiu o Santo Padre. 

De Mosul a São Pedro: a voz dos cristãos e o som dos sinos de Alqosh

Domingo, durante o encontro "A bênção de uma vida longa", o testemunho dos cônjuges Hano, casal de idosos iraquianos que foram obrigados a fugir da cidade cristã de Qaraqosh


Roma, 26 de Setembro de 2014 (Zenit.org)


Os sinos da Igreja de Alqosh, 40 km ao norte de Mosul, planície de Nínive, ressoarão na Praça de São Pedro na manhã de domingo, 28 de setembro, na presença do Papa Francisco durante o encontro "A bênção de uma vida longa. Idosos e avós encontram Papa Francisco", organizado pelo Pontifício Conselho para a Família.

Os sinos soarão antes da celebração da Santa Missa celebrada pelo Santo Padre e do testemunho de dois refugiados do Curdistão iraquiano. Estes são os cônjuges Mubarak e Aneesa Hano, um casal de idosos refugiados vindos directamente da cidade cristã de Qaraqosh, perto de Mosul, casados há 51 anos, com 10 filhos e 12 netos.

Diante do Papa e de muitos outros participantes do evento, o casal será porta-voz dos sofrimentos indizíveis das famílias cristãs de sua terra, de onde todos tiveram de fugir: as cidades estão vazias, as casas destruídas, famílias dispersas, idosos abandonados, jovens desesperados, vidas destruídas pelo terror da guerra.

Dom Vincenzo Paglia, presidente do Pontifício Conselho para a Família, explicou esta presença: "O testemunho destes idosos iraquianos lembra a todos que a guerra é realmente uma loucura; esperamos que o mundo, como alerta o Papa Francisco, aprenda com esta lição."

Acompanha as palavras de Mubarak e Aneesa Hano, um vídeo do Pontifício Conselho para a Família, produzido por Elisa grego e Federico Fazzuoli, que apresenta esses lugares com o poder das imagens e do som dos sinos da Igreja de Alqosh.

É o mesmo som que por 2.000 anos na planície de Nínive, junto os sinos de todas as outras igrejas cristãs, convida à oração, mas que desde o último 06 de Agosto foi silenciado. No lugar da cruz foi levantada a bandeira negra.

Dia 15 de Agosto, festa da Assunção, desafiando o medo e o terror, junto com seus paroquianos, Don Ghazwan Baho da paróquia de Alqosh, que agora acompanha os cônjuges Hano na Itália, conseguiu fazer soar novamente os sinos da igreja. E ali, na igreja, em vez da bandeira negra, está de volta a cruz.
Domingo será lançado oficialmente o #alqoshbelles, que consiste em uma campanha de informação via Twitter para transmitir e difundir as histórias de famílias, jovens e idosos que vivem a tragédia da guerra.

*O vídeo estará disponível na próxima semana no canal do YouTube do Dicastério 

Bento XVI vai participar do Encontro de Idosos e Avós na Praça de São Pedro

O Papa Emérito "aceitou de bom grado" o convite para o evento promovido pelo Pontifício Conselho para a Família. Ele estará presente na primeira parte do encontro


Roma, 26 de Setembro de 2014 (Zenit.org)


Ao lado do Papa Francisco, o Papa Emérito Bento XVI estará presente, para encontrar-se com os idosos e avós de todo o mundo, no evento “A bênção de uma vida longa” à realizar-se domingo, 28 de setembro, na Praça de São Pedro. 

Papa Bento XVI - disse o director da Sala de Imprensa do Vaticano, Pe. Federico Lombardi - "aceitou de bom grado" participar do grande encontro planeado e organizado pelo Conselho Pontifício para a Família. Ele permanecerá apenas na primeira parte do dia, das 9h30 às 10h30min (hora local) para ouvir as perguntas e testemunhos de alguns casais de idosos. Depois, retornará para o convento Mater Ecclesiae, onde vive há cerca de dois anos. Portanto, não participará da missa. 

São Cosme e São Damião

A Tradição nos coloca que curavam todas as enfermidades, não só das pessoas, mas também dos animais, fazendo tudo gratuitamente


Horizonte, 26 de Setembro de 2014 (Zenit.org) Fabiano Farias de Medeiros


Conhecidos como “os sem dinheiro” e com a graça de serem citados no Cânon da Missa e na Ladainha de Todos os Santos, os mártires Cosme e Damião nasceram em Egeia na Ásia Menor e seus nomes de baptismo eram Acta e Passio. Tinham outros irmãos de nome Antimo, Leôncio e Euprépio que cresceram sob o regime de perseguição do imperador Diocleciano que findou por vitimar seu pai.

A hagiografia não traz muitos dados sobre a infância dos irmãos, mas revela que tinham um grande talento para a prática da medicina. A Tradição nos coloca que curavam “todas as enfermidades, não só das pessoas, mas também dos animais, fazendo tudo gratuitamente”. Eles se aperfeiçoaram e se diplomaram na região da Síria e passaram então a exercer a profissão com maior zelo e profissionalismo, sem contudo perder a fé e levando sempre seus pacientes à cura do corpo e da alma. A esta metodologia eram atribuídos vários milagres, convertendo até mesmo os mais abastados pagãos, pois Cosme e Damião não cobravam por seus serviços. A Tradição também narra que certa vez Damião aceitou o pagamento de uma mulher que havia sido tratada e foi severamente repreendido por Cosme.

O testemunho convicto de fé e caridade de Cosme e Damião chamaram a atenção e inflamaram a ira do Imperador Diocleciano. O prefeito da cidade chamado Lísias ordenou a prisão dos irmãos no intuito deles renunciarem a sua fé. Diante de sua postura firme e convicta de fé, foram torturados, mas não sofriam nenhum ferimento. O fato transcorreu até o dia em que foram condenados à lapidação mas as pedras jogadas neles voltavam para seus algozes. Foram então alvejados por flechas mas as mesmas retornavam sem feri-los. Por fim foram martirizados por decapitação no dia 27 de setembro por volta do ano 303 e seus corpos enterrados na cidade de Ciro na Síria.

Imperadores e Papas recorreram à intercessão de Cosme e Damião honrando-os com a construção de Igrejas dedicadas a eles em Jerusalém, Egipto, Mesopotâmia e em Constantinopla. Santos Cosme e são Damião, entretanto, são padroeiros dos médicos, dos farmacêuticos e das faculdades de medicina.

Hillsong chega a Espanha na semana que vem: concertos em Barcelona na segunda-feira e Madrid na quarta-feira

O grupo mais famoso e influente de música cristã actual 

Imagem promocional de Hillsong United e o seu disco Zion... Os
detalhes de imagem e promoção estão estudadíssimos para ser
o mais contemporâneos possível

Actualizado 2 de Setembro de 2014

ReL

Três anos depois da visita a Espanha do grupo de música cristã Hillsong Live, chega este Setembro, a Barcelona e Madrid, Hillsong United (http://hillsong.com/united), outro dos ramos da "marca" Hillsong.

Hillsong é mundialmente conhecida pela qualidade musical das suas produções e os seus milhões de cópias vendidas e descarregadas registadas.

Nasce como uma igreja evangélica com sede na Austrália, que criou ramificações em Londres e Estados Unidos, e que investe com força em todos os elementos profissionais necessários para que os seus concertos e produções musicais tenham capacidade de competir com qualquer espectáculo mundano, mas sempre com letras de louvor, adoração e entrega a Deus e uma estrutura kerigmática, de anúncio da Salvação em Jesus Cristo.

As letras e a experiência de fé num concerto de Hillsong centram-se no comum a todas as igrejas cristãs: Deus como Senhor, Jesus como Salvador, a necessidade de pedir a acção do Espírito Santo.

Na visita ao Palácio Vistalegre Arena de Madrid congregou umas 6.500 pessoas, a maioria jovens, dos quais talvez 20% eram católicos e o resto chegavam de ambientes evangélicos.


Hillsong arrasa nas listas de vendas e ocupa os primeiros postos de iTunes, com nomeações para os Billboard Latino nas suas versões em espanhol. Mas eles querem conseguir que o público cante, se implique e assim ore e fale a Deus. "A banda de música hoje sois vós (os assistentes), e o público é Deus", disse o grupo à multidão reunida em 2011.

Luis Alfredo Díaz, o pioneiro em utilizar a música "moderna" no mundo católico hispânico como ferramenta de evangelização esteve no concerto de 2011 e explicou que "todo o concerto é em si um anúncio kerigmático, cuidando muito bem da transição entre a música e as breves pregações".

Tote Barrera, director dos cursos Alpha Espanha e um dos leigos mais comprometidos com a evangelização, assinalou a ReL que "Hillsong e outros grupos de música cristã de selo evangélico assinalam o caminho aos católicos de como há que renovar a música cristã no nosso país, que em ocasiões ficou ancorada nos anos setenta".

Agora, Hillsong United chega a Espanha dentro da sua volta europeia, com só duas apresentações em solo espanhol (depois irão à Alemanha e Londres). A primeira paragem será em Barcelona na segunda-feira 8 de Setembro no Fórum Barcelona, e na quarta-feira 10 tocará a vez a Madrid no Palácio Vistalegre. Ambos os concertos serão às 20:30 horas, com abertura de portas às 19 horas.

Todavia ficam entradas à venda. Se todavia não adquiriu a sua entrada, pode fazê-lo de várias formas, e se necessita entradas para pessoas com mobilidade reduzida pode pôr-se em contacto com a organização.

"Não se trata só de um concerto e de passar um pedaço, mas sim de inspirar e transformar vidas mediante o Evangelho, e que melhor e mais actual maneira de despertar a fome profunda de Deus que todos levamos dentro", explica a organização.

Barcelona, segunda-feira 8 de Setembro https://es.ticketbell.com/musica/conciertos/rock/hillsong-united-welcome-zion-tour-en-barcelona
Ou em venda física na Livraria Alfa y Omega e Livraria ABBA.

Madrid, quarta-feira 10 de Setembro https://es.ticketbell.com/musica/conciertos/rock/hillsong-united-welcome-zion-tour-en-madrid
Ou em venda física na Livraria CLC.

Veja este vídeo de um aficionado no concerto de 2011 em Madrid para ver a implicação do público e a transição do ritmo tranquilo ao ritmo forte coral 


Concerto em Miami completo e editado de Hillsong United 


Debaixo destas linhas, um exemplo de vídeo moderno de Hillsong United, com o grupo cantando em espanhol




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