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segunda-feira, 27 de maio de 2013

Compreende-se melhor toda a realidade a partir da periferia

Homilia do Papa Francisco durante a missa dessa manhã na paróquia romana dos santos Elizabete e Zacarias


Roma, 26 de Maio de 2013


Às 8h30 de hoje o Santo Padre Francisco deixou o Vaticano em helicóptero para fazer a visita pastoral à paróquia dos Santos Elizabete e Zacarias no Vale Muricana (Prima Porta), no sector norte da diocese de Roma. À sua chegada, o Papa encontrou as famílias com as crianças que foram baptizadas ao longo do ano, e os enfermos; depois disso escutou em confissão alguns fieis.

Às 9h30, na praça que está à frente da Igreja paroquial, presidiu a Celebração Eucarística, introduzida com a saudação do pároco, Pe. Benoni Ambarus. Durante a Santa Missa o Papa administrou o sacramento da Eucaristia a 16 crianças e deu a comunhão também a outras 28 que tinham feito a Primeira Comunhão no domingo passado. Antes de voltar ao Vaticano para a oração do Angelus, o Santo Padre cumprimentou os colaboradores paroquiais.
Publicamos a seguir as palavras do Santo Padre no começo da celebração e a sua homilia: 

Palavras improvisadas pelo Papa no começo da Celebração:
Caro primeiro sentinela, caro segundo sentinela, caríssimos sentinelas, gostei do que você disse: que periferia tem um sentido negativo, mas também um sentido positivo. Sabe por quê? Porque a realidade completa entende-se melhor não a partir do centro, mas das periferias. Compreende-se melhor. Também isso que você disse: tornar-se sentinelas, não? 

Agradeço-vos por este trabalho, por este trabalho de ser sentinelas. Agradeço também pela acolhida, neste dia de festa da Trindade. Aqui estão os sacerdotes que vocês conhecem bem, que são os dois secretários do Papa, o Papa que está no Vaticano, hein? Hoje veio o Bispo aqui. E estes dois trabalham bem. Mas um de vocês, Padre Alfred, faz aniversário hoje, da sua ordenação sacerdotal: 29 anos. Um aplauso! Rezemos por ele e peçamos ao menos outros 29 anos. Não é verdade? Assim começamos a Missa, com espírito de piedade, em silêncio, rezando todos juntos.

Homilia do Santo Padre:
Queridos irmãos e irmãs,
O pároco, em suas palavras, me fez lembrar de algo belo em Maria. Quando ela acabou de receber o anúncio de que seria a mãe de Jesus e também a notícia de que sua prima Isabel estava grávida – diz o Evangelho – saiu depressa, não esperou. Não disse: “Mas agora estou grávida, devo cuidar de minha saúde, minha prima tem amigos que poderão ajudá-la”. Ela ouviu algo e “saiu depressa.” É bonito perceber isso da Virgem Maria, nossa Mãe, que vai com pressa, porque tem isso dentro de si: ajudar. Vai para ajudar, não para se gabar e dizer à sua prima: “Mas escute, agora eu que mando, porque sou a Mãe de Deus!” Não, não fez isso. Foi até lá para ajudar!

E Nossa Senhora é sempre assim. É a nossa Mãe, que sempre vem imediatamente quando precisamos. Seria bom adicionar à Ladainha de Nossa Senhora: “Senhora que vai com pressa, rogai por nós!”. É lindo isso, não é verdade? Porque ela vai sempre depressa, ela não se esquece de seus filhos. E quando seus filhos estão com problemas, têm alguma necessidade e a invocam, ela vai imediatamente. E isso nos dá a segurança, a segurança de ter a Mãe ao lado, sempre ao nosso lado. Caminhamos melhor na vida quando temos a mãe perto. Pensemos nesta graça de Nossa Senhora: de estar perto de nós, sem nos fazer esperar. Sempre!Ela está – tenhamos confiança nisso – para nos ajudar. Maria que sempre vai depressa, por nós.

Nossa Senhora também nos ajuda a entender bem Deus, Jesus, compreender bem a vida de Jesus, a vida de Deus, para entender bem o que é o Senhor, como é o Senhor, quem é Deus.

A vocês crianças, eu pergunto: “Quem sabe quem é Deus?”. Levante sua mão. Diga-me? É isso aí! Criador da Terra. E quantos Deus existem? Um? Mas me disseram que são três: o Pai, o Filho e o Espírito Santo! Como se explica isso? Existe um ou existem três? Um? Um? E como se explica que um é o Pai, o outro o Filho e o outro o Espírito Santo? Forte, forte! Certo. Eles são três em um, três pessoas em uma.

E o que faz o Pai? O Pai é o princípio, o Pai, que criou tudo, que nos criou. O que faz o Filho? O que faz Jesus? Quem pode dizer o que Jesus faz? Ele nos ama? E depois? Leva a Palavra de Deus! Jesus veio para nos ensinar a Palavra de Deus. Muito bem! E depois? O que Jesus fez na terra? Ele nos salvou! E Jesus veio para dar a Sua vida por nós. O Pai cria o mundo, Jesus nos salva. E o Espírito Santo, o que faz? Ele nos ama! Nos dá amor!

Todas as crianças juntas: o Pai cria tudo, cria o mundo, Jesus nos salva e o Espírito Santo? Ele nos ama! E esta é a vida cristã: falar com o Pai, com o Filho e com o Espírito Santo.

Jesus nos salvou, mas também caminha connosco na vida. É verdade isso? E como ele caminha? O que Ele faz quando caminha connosco na vida? Isto é difícil. Nos faz vencer o maligno! O que faz Jesus quando caminha connosco? Forte! Primeiro, nos ajuda. Nos conduz! Muito bem! Caminha com a gente, nos ajuda, nos orienta e nos ensina a seguir em frente. E Jesus também nos dá a força para caminhar. É verdade? Ele nos sustenta! Isso! Nas dificuldades, certo? E também nas tarefas da escola! Nos sustenta, nos ajuda, nos conduz, nos sustenta. É isso aí! Jesus está sempre connosco.

Mas escute, Jesus nos dá força. Como Jesus nos dá força? Vocês sabem como nos dá força! Forte, não estou escutando! Na comunhão nos dá força, nos ajuda com a força. Ele vem a nós.  Mas quando vocês dizem “dá-nos a comunhão”, um pedaço de pão nos dá tanta força? Não é um pão? Este é pão, mas aquele sobre o altar é pão ou não é pão? Parece pão! Não é exactamente pão. O que é? É corpo de Jesus. Jesus vem até o nosso coração.

Pensemos nisso, todos: o Pai nos deu a vida, Jesus nos deu a salvação, nos acompanha, nos guia, nos sustenta, nos ensina e o Espírito Santo? O que o Espírito Santo nos dá? Ele nos ama! Nos dá amor. Pensemos em Deus assim e peçamos à Nossa Senhora, Maria, nossa Mãe, sempre apressada a nos ajudar, que nos ensine a compreender bem como Deus é: como é Pai, Filho e Espírito Santo. Assim seja.

(Tradução da Homilia: Canção Nova; Tradução das palavras antes da homilia: ZENIT)



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sábado, 25 de maio de 2013

Os bispos dos Estados Unidos pedem para reformular a política sobre os drones

Apelo a uma acção mais ampla, moral e eficaz contra o terrorismo


Brasília, 24 de Maio de 2013


Com o objectivo de formular uma política mais ampla, moral e eficaz para resistir ao terrorismo, os Estados Unidos deveriam discutir publicamente a sua política de assassinatos selectivos feito por drones (veículos aéreos não tripulados – ou vants, na sigla em português).

Foi o que afirmou o Presidente da Comissão Internacional de Justiça e Paz da Conferência Episcopal dos EUA, mons. Richard Pates, bispo de Des Moines, em uma carta enviada no dia 17 de maio, ao Conselheiro de Segurança Nacional, Thomas Donilon.

"Uma política eficaz para combater o terrorismo deveria implicar actividades não militares para criar paz por meio do respeito dos direitos humanos e enfrentar as injustiças de fundo que os terroristas sem escrúpulos exploram”, escreveu mons. Pates.

A carta também foi enviada às Comissões da Câmera e Senado sobre Serviços Armados, Assuntos exteriores, Relações exteriores, à Comissão para a Segurança Nacional e os Assuntos Governamentais.

Pates reconheceu o direito de cada país de usar a sua força para a auto-defesa. Além disso, observou que o combate ao terrorismo, até mesmo contra uma organização perigosa como Al Qaeda, é antes de mais nada uma tutela legal, quando opera fora de uma região de guerra.

O prelado, no entanto, disse que os assassinatos selectivos por drones levantam "sérias questões morais", incluindo questões relacionadas com a discriminação, a iminência da ameaça, a proporcionalidade e a probabilidade de sucesso.

"Os assassinatos selectivos deveriam, por definição, ser altamente discriminatórios", escreveu Pates. "A política do Governo parece estender o uso da força letal para supostos ataques 'assinados' e classifica todos os homens de uma certa idade como combatentes. Essas políticas são moralmente aceitáveis? Parecem violar o direito da guerra, o direito internacional, os direitos humanos e as normas morais. "

Mons. Pates salientou a importância de proteger vidas americanas e o perigo criado por uma organização como a Al Qaeda. Depois acrescentou que o custo relativamente baixo e a facilidade de uso de drones poderiam persuadir o governo dos EUA a usá-los em excesso, levando a subestimar "os instrumentos políticos, económicos e diplomáticos”. O bispo de Des Moines chamou a atenção ao “impacto social e político a longo prazo dos assassinatos selectivos ocasionado pelos drones na luta contra o terrorismo”.

"Não é verdade que a perspectiva de ampla implantação das VANTS por parte de outras nações e sujeitos não estatais esteja colocando os holofotes na nossa nação como o principal produtor e utilizador de VANTS armados e de tecnologia desarmada?", diz o documento. "Os Estados Unidos deveriam exercer a sua liderança para promover as normas internacionais, os standard e as restrições para a sua utilização”.

Ao compartilhar a correspondência com todos os bispos, Pates apontou que a carta aborda a moralidade da política dos EUA. Não discute, porém, a integridade moral daqueles que as executam.

***

O texto completo e original de mons. Pates:




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35 ONGs agradecem aos 7,5 milhões de espanhóis que as apoiam

Campanha ''Somos'' 2013


Madrid, 24 de Maio de 2013


As ONGs da Espanha se unem pelo segundo ano consecutivo para agradecer aos apoiadores e doadores pelo seu sustento, colaboração e fidelidade.

A campanha SOMOS é uma iniciativa de 35 ONGs espanholas, pequenas e grandes, englobadas na Associação Espanhola de Fundraising (AEFr), com o apoio da Bain&Company. O objectivo principal é promover a cultura da solidariedade e prestar reconhecimento aos 7,5 milhões de espanhóis que são doadores e apoiadores regulares, agradecendo-lhes pela colaboração económica oferecida às entidades sem fins lucrativos.

Para a data de hoje, 24 de maio, a SOMOS convidou a sociedade espanhola a vestir uma peça de roupa ao contrário, como forma de mostrar o seu compromisso com as ONGs e dizer que vale a pena apostar na solidariedade.

Carmen Gayo, presidente da AEFr, diz que este “será um dia de homenagens aos apoiadores das ONGs e uma oportunidade para contar aos amigos e familiares qual é o motivo que os impulsiona a doar. Assim, os amigos também podem vir a apostar na mesma causa e colaborar”.

A campanha de 2013 acontece na Espanha em meio a um contexto social e económico marcado pelos cortes de verba e pela diminuição dos fundos públicos para financiar projectos desenvolvidos pelas ONGs. A participação cidadã, apesar disso, não diminuiu.

Carmen Gayo ressalta: “Queremos agradecer em especial a todas as pessoas que, apesar da crise, vêm se esforçando para manter o seu compromisso com as ONGs. E estamos falando de 7,5 milhões de espanhóis que doaram em 2012”. 


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Novo Ministro Geral dos Frades Menores: Testemunhas da misericórdia de Deus

Os frades menores não devem contar com nada a não ser no Espírito de Deus


Roma, 24 de Maio de 2013


“Os frades menores são chamados a viver a partilha e a fraternidade que são testemunho da misericórdia de Deus”: estas foram as três palavras-chave – partilha, fraternidade e misericórdia – da primeira mensagem de Fr. Michael Anthony Perry, estadunidense de 59 anos, novo Ministro Geral da Ordem dos Frades Menores.

Fr. Perry substitui fr. José Rodriguez Carballo, nomeado por Papa Francisco como Secretário da Congregação para os Institutos de Vida Consagrada. Como apurado pela Agência Fides, na homilia de sua primeira missa como novo Ministro, celebrada na manhã de 23 de Maio em Roma, fr. Perry recordou que “os frades menores não devem contar com nada a não ser no Espírito de Deus”.
Diante de um mundo em que “os jovens têm fome de uma vida densa de significado, “os anciãos são sedentos de alguém que lhes propicie novos espaços de vida, os pobres e os marginalizados desejam ser reconhecidos em sua dignidade humana”, prosseguiu, “nós frades temos a vocação de viver e anunciar a fraternidade e a partilha como sinal da misericórdia do Pai”.

O Ministro ressaltou a importância de ser uma “fraternidade profética”, aprendendo juntos como “ler os desejos e os sofrimentos de nosso tempo, deixando-se permear pelo Evangelho, que é o próprio Jesus Cristo”. A primeira mensagem do novo Ministro está em profunda sintonia com as palavras utilizadas pelo Papa Francisco nestes primeiros tempos de Pontificado. (PA) (Agência Fides 23/5/2013)



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Conferência ecuménica dedicada à situação dos cristãos no Oriente Médio

Em Beirute, de 21 a 25 de Maio


Madrid, 24 de Maio de 2013


O poder, a injustiça social, a ameaça do extremismo e as relações entre cristãos e muçulmanos estão entre os principais temas da conferência que acontece em Beirute de 21 a 25 de maio sobre a presença e o testemunho dos cristãos no Oriente Médio. Participa o patriarca Fouad Twal, conforme nota divulgada no site do patriarcado latino em Jerusalém.

A conferência é organizada pelo Conselho Ecuménico das Igrejas (CEI) e reuniu cerca de 150 participantes, procedentes não só do Oriente Médio. Participam representantes das Igrejas e de organizações ecuménicas e internacionais.

O comité central do CEI, de acordo com o comunicado no site do patriarcado latino, reflecte a preocupação manifestada em 2011, que dizia que "o CEI sempre olhou para o Oriente Médio como uma região de particular interesse por ser berço do judaísmo, do cristianismo e do Islão. Sem esta presença cristã, a convivência entre os povos de diferentes religiões, culturas, civilizações, que é um sinal do amor de Deus por toda a humanidade, estará em perigo". O comunicado observa também que o período histórico da “primavera árabe" levou o Oriente Médio a "um ponto de inflexão perigoso e sanguinário”.

O patriarca latino Fouad Twal recordou na manhã de quarta-feira, 22 de maio, que "nós, cristãos do Oriente Médio em geral e da Terra Santa em particular, não somos peregrinos nesta terra, mas parte integrante da sua identidade e do seu solo". Twal manifestou sua solidariedade "para com cada família de refugiados e para com cada mártir amado, para com cada proprietário de uma casa demolida na região, em particular durante as acções impiedosas que acontecem nestes dias em nossa querida Síria. Nós, filhos da Terra Santa, compreendemos muito bem o significado das palavras desalojamento, expulsão, homicídio, injustiça, evacuação e exílio".

A este propósito, o patriarca assegura que "não há nenhuma dúvida de que o problema palestino está no centro de todos os conflitos no Oriente Médio nos últimos cem anos". E considera "cada vez mais triste" que "os meios de comunicação e a comunidade internacional tenham parado de recordar a nossa difícil situação e voltado toda a sua atenção para a situação síria". Segundo ele, a comunidade internacional não deve "fugir desta verdade".

E complementa: "Apelemos por uma acção séria em prol da verdadeira paz na Terra Santa, com a eliminação da injustiça histórica que afectou o povo palestino. Com base na justiça, na verdade, no amor e na liberdade, estabelecidas em conformidade com a legitimidade das resoluções internacionais, que são descumpridas todos os dias, e nos direitos humanos legítimos, começando pelo direito à autodeterminação".



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Quem não reza pelo próprio inimigo é um cristão derrotado

Ao final da missa matutina em Santa Marta, Papa Francisco rezou pela Igreja na China


Cidade do Vaticano, 24 de Maio de 2013


Suportar com paciência e vencer com amor: são duas graças “próprias de um cristão”. Disse o Papa Francisco na manhã de hoje durante a missa celebrada na capela da Residência Santa Marta.

A resistência, explicou o Papa, não é uma virtude simples e pode abranger tanto dificuldades externas como "problemas do coração, da alma". Suportar, além do mais, não significa “carregar uma dificuldade” mas, isso sim, “elevá-la”, para que “não nos abaixe”.

É uma "virtude cristã", muitas vezes mencionada por São Paulo. Embora a resistência esteja sempre ameaçada pelo "desânimo", é importante que o cristão nunca se resigne e peça sempre ao Senhor esta graça, especialmente “nas dificuldades”.

A outra graça a ser pedida é aquela de “vencer com amor”: nem sequer isso é fácil, principalmente quando se devem enfrentar inimigos e pessoas que “nos fazem sofrer muito” e a tentação da vingança é forte. A verdadeira vitória está porém no amor, naquela humildade que Jesus nos ensinou”, disse Francisco.

Na sua Primeira Carta, o Apóstolo São João diz: "Esta é a nossa vitória, a nossa fé" (1 Jo 5). A nossa fé,  explicou o Papa, está precisamente "no crer em Jesus que nos ensinou o amor e nos ensinou a amar a todos. E a prova de que nós estamos no amor é quando rezamos pelos nossos inimigos”.

Nem mesmo orar pelos próprios inimigos é fácil, acrescentou o Santo Padre, embora aqueles que não o fazem são “cristãos derrotados”, destinados a serem “tristes” e “desanimados”, justamente porque “não tiveram esta graça de suportar com paciência e vencer com amor”.

Pedindo a Nossa Senhora esta graça, Papa Francisco apontou para o exemplo das pessoas que "têm feito dessa maneira", especialmente "tantos idosos e idosas", todos com um "olhar belo” e uma “felicidade serena”.

Este tipo de cristãos tão autênticos "é agradável ao olhar", disse Francisco. "Não falam tanto, mas têm um coração paciente e cheio de amor. Sabem o que é perdoar os inimigos, sabem o que é orar pelos inimigos. Muitos cristãos são assim”, disse.

Na missa, em que estiveram presentes os funcionários do Pontifício Conselho para as Comunicações Sociais, acompanhados pelo presidente, monsenhor Claudio Celli, também participou mons. Savio Hon Tai-Fai, secretário da Congregação para a Evangelização dos Povos, juntamente com alguns sacerdotes, religiosos, seminaristas e leigos chineses.

De fato, hoje, comemoramos o Dia de Oração pela Igreja na China. Para a ocasião, o Santo Padre concluiu a oração dos fiéis com as seguintes palavras: "Pelo nobre povo chinês: que o Senhor o abençoe e Nossa Senhora o guarde" A celebração eucarística terminou com um canto à Nossa Senhora em chinês.

(Tradução do italiano por Thácio Siqueira)



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"A carne de Cristo está na carne dos refugiados"

Na audiência concedida ao Dicastério para os Migrantes, o Papa denuncia vigorosamente o tráfico de seres humanos e convida cada um a dar a própria contribuição para as pessoas erradicadas à força


Roma, 24 de Maio de 2013


"Uma actividade ignóbil, uma vergonha para as nossas sociedades que se dizem civilizadas". Não existem outras palavras para descrever o fenómeno do “tráfico de pessoas”, segundo o Papa Francisco. O Pontífice não mede palavras à denúncia desta chaga que destrói a “carne de Cristo” e, na Audiência de hoje aos participantes da Plenária do Pontifício Conselho da Pastoral dos Migrantes e Itinerantes, afirma: “Exploradores e clientes em todos os níveis deveriam fazer um sério exame de consciência diante de si mesmos e diante de Deus”. Ao mesmo tempo, renova o forte apelo da Igreja “para que sejam sempre protegidas a dignidade e a centralidade de toda pessoa, no respeito dos direitos fundamentais”.

A reflexão cheia de indignação do Santo Padre parte da análise do Documento do Dicastério, que “chama a atenção sobre milhões de refugiados, emigrados e apátridas, tocando também a chaga do tráfico de seres humanos, que sempre cada vez mais envolvem crianças, nas piores formas de exploração e recrutados até mesmo nos conflitos armados”.

"Em um mundo onde se fala muito de direitos - diz o Papa - quantas vezes é realmente pisada a dignidade humana!" O dinheiro, no entanto, parece ser o único a ter direitos, porque ele está no controle do mundo de hoje. "Nós - observa com tristeza - vivemos em um mundo, em uma cultura onde impera o fetichismo do dinheiro".

Portanto, Francisco incentiva o Pontifício Conselho "a continuar no caminho do serviço aos irmãos mais pobres e marginalizados", recordando as palavras de Paulo VI no encerramento do Concílio Vaticano II (8 de Dezembro de 1965): "Para a Igreja Católica ninguém é um estranho, ninguém é excluído, ninguém está longe".

"De fato somos uma só família humana” comenta o sucessor de Pedro, e “a atenção materna” da Igreja se manifesta “com especial ternura e proximidade com as pessoas forçadas a fugir do próprio país e vive entre desarraigamento e integração”. “A compaixão cristã – acrescenta – este ‘sofrer com’, se expressa antes de mais nada no compromisso de conhecer os eventos que levam a deixar à força a Pátria e, onde é necessário, no dar voz a quem não consegue fazer que se escute o grito de dor e de opressão”.

Neste sentido, o Departamento de Migrantes desenvolve "uma tarefa importante também no sensibilizar as Comunidades cristãs com os irmãos marcados pelas feridas que marcam a sua existência”. Feridas assim tão grandes que não podem ser nem sequer listadas. O Papa nomeia algumas delas: "Violência, abusos de poder, distância da família, eventos traumáticos, fuga da casa, incerteza sobre o futuro em campos de refugiados". Todos os elementos, diz ele, "que desumanizam e devem levar cada cristão e toda a comunidade a uma atenção concreta”.

No entanto, ainda no meio da podridão existe algo que brilha: é “a luz da esperança” que o Sucessor de Pedro convida “a captar nos olhos e no coração dos refugiados e das pessoas erradicas à força”. Esta esperança, “se expressa nas expectativas pelo futuro, na vontade de relações de amizade, no desejo de participar da sociedade que as acolhe, também por meio do aprendizado da língua, do acesso ao trabalho e a educação para as crianças”. Confessa Bergoglio: “Admiro a coragem de quem espera poder gradualmente retomar a vida normal na esperança de que a alegria e o amor voltem a alegrar a sua existência”.

Todos, portanto, "podemos e devemos alimentar essa esperança!" Especialmente aqueles que têm o poder de fazê-lo: governadores, legisladores, a Comunidade Internacional. O Papa exorta-os de fato a colocar em ato “iniciativas e novas abordagens” para tutelar a dignidade dos migrantes diante destas “formas modernas de perseguição, opressão e escravidão”.

"São pessoas humanas", insiste; seres humanos "que precisam de urgente ajuda, mas também e principalmente de compreensão e de bondade". A sua condição, portanto, "não pode deixar indiferentes". Um apelo, portanto, vai também a cada Pastor e Comunidade cristã, que – diz Bergoglio – devem ter especial cuidado do “caminho de fé dos cristãos refugiados e erradicados à força”, por meio de uma pastoral “que respeite as suas tradições e os acompanhe a uma harmoniosa integração nas realidades eclesiais em que vivem”.

O Papa conclui: "Queridos amigos, não se esqueçam da carne de Cristo que está na carne dos refugiados". Em virtude disso, torna-se urgente a responsabilidade do Dicastério de “orientar para novas formas de co-responsabilidade todos os Organismos comprometidos no campo das migrações forçadas”, a fim de “promover respostas concretas de proximidade e de acompanhamento das pessoas, tendo em conta as diversas situações locais”.

(Tradução do italiano por Thácio Siqueira)



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Arcebispo do Rio de Janeiro reuniu-se com o Papa

Presenteou-o com alguns símbolos da Jornada Mundial da Juventude


Roma, 24 de Maio de 2013


Quando faltam apenas dois meses para o começo da Jornada Mundial da Juventude, o arcebispo do Rio de Janeiro, dom João Orani Tempesta, e a secretaria executiva do Comité Organizador Local da Jornada Mundial da Juventude RIO2013 tiveram hoje uma audiência com o Papa Francisco no Vaticano.

Dom Orani presenteou-lhe o Kit do Peregrino, e alguns símbolos da Jornada, e conversou com o Papa sobre a programação do evento que se realizará do 23 ao 28 de Julho.

Juntamente com o Arcebispo do Rio estiveram na audiência, onde se falou em português e o papa em espanhol, e se entenderam sem problemas, mons. Joel, dom Paulo Cesar, dom Antonio e dom Roque, que formam parte da comitiva que partiu do Rio de Janeiro nesta quarta-feira e que hoje à noite voltou ao Brasil.
O de hoje foi o primeiro encontro do arcebispo do Rio e do comité organizador com o novo Papa.

Durante o encontro dom Orani presenteou ao santo padre uma estátua pequena, de uns 40 centímetros, esculpida em pedra, da famosa imagem do Cristo Redentor que coroa a cidade do Rio de Janeiro a partir do Corcovado. Também foi entregue uma camiseta que será usada pelos participantes, com os símbolos da JMJ, e dos demais objectos do Kit do peregrino, o CD com as música e algumas publicações sobre o tema.

Em entrevista concedida à Rádio Vaticano, o arcebispo disse que os presentes foram para colocar o papa no clima da JMJ, e para conversar um pouco sobre o que vai acontecer, sobre a juventude do mundo e a expectativa do encontro com o Santo Padre no Rio de Janeiro.

Também indicou que queriam trazer ao Papa “o abraço da cidade do Rio, do Comité Organizador e “mostrar-lhe o calor humano com o qual queremos recebê-lo”. Além de manifestar-lhe a alegria de ter um Papa Latino-americano que preside a segunda JMJ na América Latina.



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Feira do Livro 2013



Paulinas Editora - Catálogo minimédia 2013



sexta-feira, 24 de maio de 2013

Ban Ki-moon visita Congo reforçando a urgência da mensagem deixada pelo Arcebispo de Bukavu

Afirmou durante visita a Portugal a convite da Fundação AIS


Roma, 23 de Maio de 2013


Tal como D. François-Xavier Maroy, Arcebispo de Bukavu, disse reiteradamente em Portugal na semana passada, na visita que efectuou ao nosso país a convite da Fundação AIS, também o secretário-geral da ONU, considera que “o problema da RD do Congo não é só uma questão de paz mas também de desenvolvimento”.

Nesta visita, iniciada ontem e classificada pelo próprio de “muito importante”, Ban Ki-moon, procura uma solução eficaz e duradoura para os constantes episódios violentos que grassam nos Grandes Lagos e que instabilizam toda a região, penalizando fortemente as depauperadas populações locais.

Esta deslocação do secretário-geral da ONU, que foi precedida de uma visita a Moçambique, vem reforçar o impacto – e a oportunidade - das palavras deixadas no nosso país pelo Arcebispo de Bukovu sobre a situação “terrível” que se vive na RDC.

Durante uma semana, D. François-Xavier Maroy foi mais do que um simples bispo a visitar um país europeu. Foi o porta-voz de um povo martirizado pelo saque contínuo que se verifica na sua terra.

D. François aproveitou todas as conferências, em Fátima, Lisboa, Braga. Almada e Évora de Alcobaça, assim como as celebrações eucarísticas em que participou - a primeira foi no Santuário de Fátima, a 13 de Maio - e os momentos de oração para alertar a opinião pública portuguesa face ao drama silencioso que existe no Congo. “No meu país grassa a fome, a miséria, a mortalidade e o subdesenvolvimento em geral. Noventa por cento das pessoas estão desempregadas. É um flagelo”, disse.

O prelado aproveitou todas as ocasiões para testemunhar o martírio que acontece todos os dias na República Democrática do Congo, especialmente no Leste do país, região que não conhece a paz há décadas.

Ainda há menos de 48 horas ocorreu mais um confronto militar entre o exército do país e elementos de um movimento rebelde que causaram cerca de quatro dezenas de mortos e feridos.

Na última – das muitas - entrevistas que concedeu aos Meios de Comunicação Social portugueses, neste caso à RTP2, o Arcebispo de Bukovu fez “um balanço muito, muito positivo da visita a Portugal”.

“É um balanço muito positivo não só para mim, como para a minha diocese e para o meu país. Esta visita a Portugal não foi tempo perdido, pelo contrário” – acrescentou o prelado. “Quero agradecer à Fundação AIS, a todos os que me acompanharam e a todos os que me escutaram: muito obrigado”.

Também Catarina Martins, directora da Fundação AIS em Portugal e que acompanhou o prelado em toda a sua deslocação ao nosso país, faz um balanço positivo desta visita. “O Senhor Arcebispo sensibilizou as pessoas que estiveram com ele e ouviram o seu testemunho.

O que nos marcou mais foi o seu apelo incessante para que rezássemos pela paz no Congo, por todo o povo que sofre e particularmente por ele próprio para cumprir bem a sua difícil missão à frente da Diocese de Bukavu”.



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Papa Francisco visitará Assis em 04 de Outubro

Os frades da Basílica de São Francisco tocaram os sinos para expressar a alegria da notícia


Assis, 23 de Maio de 2013


No dia 4 de Outubro, dia em que celebramos a festa de São Francisco, o Papa dará um belo presente para a cidade natal do santo padroeiro da Itália, uma visita a Assis. A notícia foi divulgada hoje pelo arcebispo de Assis-Nocera Umbra-Gualdo Tadino, Dom Domenico Sorrentino, após a confirmação da Prefeitura da Casa Pontifícia.

“Aplausos da comunidade ao som dos sinos do Sacro Convento de Assis expressou a alegria com que recebemos a notícia da chegada do Santo Padre Francisco, em 04 de Outubro próximo”. Disse o custode do Convento, Padre Mauro Gambetti, que acrescentou: "Como o Beato João XXIII em 1962, o Papa Francesco virá como peregrino ao túmulo do santo padroeiro da Itália, por ocasião de sua Festa, para o acendimento da lâmpada votiva com os Bispos da Úmbria. Com gratidão, vamos intensificar nossa oração para recebê-lo com devoção filial e cuidado materno".



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Doentes e voluntários em peregrinação ao túmulo de São Pedro

O evento será realizada no sábado, 25 de maio, no Vaticano, conduzido pelo cardeal vigário Agostino Vallini


Roma, 23 de Maio de 2013


"Chamados à santidade" é o tema da peregrinação dos doentes e voluntários da área da saúde ao túmulo de Pedro, organizado pelo Centro diocesano para a pastoral da saúde do Vicariato de Roma, por ocasião do Ano da Fé. O evento terá lugar no sábado 25 de Maio, a partir das 14:30, na Praça de São Pedro e terá a participação de cerca de 3 mil pessoas, e será conduzido pelo cardeal vigário Agostino Vallini, que presidirá a Santa Missa na Basílica do Vaticano, às16:00 (horário Roma).

Entre os concelebrantes, o Bispo Lorenzo Leuzzi, delegado para a assistência religiosa nos hospitais de Roma, e o monsenhor Andrea Manto, director do Centro diocesano para a pastoral da saúde, que explica: "Neste Ano da Fé queremos caminhar junto com todos do mundo social sanitário. O sofrimento é um local teológico e antropológico importante para criar vias de verdadeira santidade entendida tanto como redenção do sofrimento bem como santificação dos doentes e do profissional da saúde. Percorrer o itinerário eclesial na pastoral da saúde significa, de fato, compartilhar a própria fé, de modo a torná-la uma experiência de comunhão eclesial e de saída da solidão".

O Bispo Lorenzo Leuzzi acrescentou: "A presença da Igreja na assistência social e na saúde, cada vez mais marginalizada nos últimos anos, deve ser colocada ao centro dos caminhos de cura para garantir a dignidade humana contra qualquer forma de "objectivação", seja ideológica ou religiosa: cuidar sempre, curar se puder! É a nova evangelização da pastoral da saúde. Ser bom samaritano significa ser sinal da passagem de Jesus "que cura, anunciadores de uma presença real e histórica que salva e sustenta a vida do homem”.

A peregrinação é uma proposta da diocese de Roma com participação da Conferência Episcopal da região Lazio. "Aderiram também várias dioceses que enviarão representantes - antecipa Monsenhor Manto - de Rieti, por exemplo, virão 300 participantes, organizados pelo Bispo Delio Lucarelli”. Participarão da iniciativa muitas realidades próximas ao mundo do sofrimento, Unitalsi, Misericordie e Amci (Associação dos Médicos Católicos Italianos).



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«Ternura» e «afecto» a cada pessoa que procura a Igreja

Reunião do Conselho Presbiteral da Arquidiocese de Braga promove reflexão a respeito da iniciação cristã


Braga, 23 de Maio de 2013


O Conselho Presbiteral da Arquidiocese de Braga se reuniu ontem durante todo o dia, tendo como principal ponto de reflexão a importância de se «promoverem iniciativas de iniciação cristã», nomeadamente no «acompanhamento dos pais que pedem o baptismo para os seus filhos» e nas «questões relativas aos padrinhos».

Segundo o padre Luís Marinho, secretário deste importante órgão consultivo, a Arquidiocese está a promover «uma reflexão a respeito da iniciação cristã», que será entretanto publicado e distribuído.

«Pretende-se que o documento resulte de uma reflexão alargada ao nível dos arciprestados e dos diversos departamentos pastorais», acrescentou.

Recordando que o Conselho Presbiteral se debruçou sobre o plano pastoral do próximo ano, que tem como mote a “Fé celebrada”, o padre Luís Marinho abordou ainda as questões levantadas neste âmbito: «a importância da oração e dos percursos de iniciação à oração, quer na dimensão litúrgica, quer na dinâmica da oração e acompanhamento pessoal e também a proposta de retiros, quer ao nível dos arciprestados, quer nos santuários arquidiocesanos».

Ainda a propósito desta temática, foi reafirmada a «centralidade da comunidade em todo o percurso de iniciação cristã», sublinhando-se a importância dos sacramentos serem também «um caminho de iniciação à vida comunitária».

Outra das conclusões que emergiu do Conselho Presbiteral, realizado no centro pastoral diocesano, foi a urgência de «melhorar o aspecto do acolhimento» na Arquidiocese, nomeadamente manifestando «ternura» e «afecto» a cada pessoa que procura a Igreja.

Outro dos assuntos em discussão foi o Fundo “Partilhar com Esperança”, que nasceu precisamente por sugestão deste órgão consultivo há cerca de dois anos, para auxiliar as famílias em dificuldade económica e financeira.

Em 2012, este fundo distribuiu, no total, cerca de 80 mil euros e, nos primeiros três meses de 2013, já apoiou com um valor a rondar os 25 mil euros, o que significa um aumento de pedidos, sobretudo para auxiliar ao pagamento de rendas de casa e contas de luz, água e gás.

O responsável pela gestão deste fundo sublinhou a atitude de alguns senhorios, que, sensibilizados pela situação financeira dos seus inquilinos, acabam por perdoar parte das dívidas. Em sentido contrário, foi feito um lamento quanto à atitude da EDP que, não só não perdoa facturas em atraso, como também aplica sanções como condição para a reactivação do fornecimento, algo considerado distante da «atitude de responsabilidade social» que deve demarcar o tecido empresarial.

Durante este encontro, discutiu-se ainda a importância da religiosidade popular e a necessidade de desenvolver uma formação específica para os ministérios litúrgicos.

Recorde-se que, o Conselho Presbiteral reúne duas vezes por ano, tendo como função a auscultação e aconselhamento do Arcebispo no governo da Arquidiocese. Neste conselho têm assento, entre outros, os bispos auxiliares, vigários episcopais, representantes de todos os arciprestados da diocese, bem como responsáveis das diversas vigariarias.

Arcebispo pede «nova mentalidade» aos sacerdotes
Pronunciando-se durante o conselho presbiteral, D. Jorge Ortiga pediu aos sacerdotes «uma nova mentalidade», centrada fundamentalmente na «oração» e na «Lectio Divina».

Para o prelado bracarense, a Igreja só tem futuro se for capaz de apostar «numa séria iniciação cristã».

«Se a iniciação e a formação são o núcleo duro, a constituição de comunidades crentes, talvez com menos cristãos mas mais conscientes nas motivações, é o alerta que o Espírito Santo nos lança nesta hora de mudança», sublinhou.

Terminando a sua intervenção, o Arcebispo renovou o apelo para que se realize «em todas as comunidades» o Dia paroquial ou Interparoquial da Fé, que era um dos objetivos lançados para o presente ano pastoral.

Antes de terminar este encontro, D. Jorge Ortiga fez questão de informar o conselho presbiteral a respeito das finanças da Arquidiocese.

A notícia foi publicada no site oficial da Arquidiocese de Braga: http://www.diocese-braga.pt/



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''A violência só produz violência e morte''

Palavras do cardeal de Paris após um suicídio cometido em protesto na catedral de Notre Dame


Paris, 23 de Maio de 2013


“A violência nunca fez o amor progredir. A violência produz somente violência e morte”, declarou o arcebispo de Paris, cardeal André Vingt-Trois, ao abrir na catedral de Notre Dame, na noite de ontem, a “Vigília de oração pela vida”, organizada pelas oito dioceses da Ille de France.

A vigília, planeada há vários dias, começou poucas horas depois do suicídio do escritor Dominique Vernner, que disparou contra si mesmo para protestar contra a lei francesa sobre as uniões homossexuais. A nova lei, depois da aprovação pelas duas câmaras do parlamento, foi confirmada pelo Conselho Constitucional na última sexta-feira, apesar das diversas passeatas e manifestações de protesto, uma das quais, a “Manif pour tous”, reuniu aproximadamente um milhão de manifestantes em Paris.

O cardeal Vingt-Trois fez à sociedade francesa um apelo em prol da paz, levando em conta que no próximo domingo, 26, deverá ocorrer outra manifestação contra a lei de uniões homossexuais.

Ao iniciar a celebração, o cardeal afirmou: “Não podemos iniciar esta vigília de oração sem recordar o que aconteceu hoje nesta catedral: um homem se suicidou, cometendo um ato de extrema violência para demonstrar as suas ideias e convicções ao mundo. Nós purificamos a catedral para a celebração da eucaristia do Corpo e Sangue de Cristo. Mais do que a catedral, porém, os nossos corações é que precisam ser purificados. É dos nossos corações que é necessário erradicar a violência”.

O cardeal exortou ainda: “Que nunca nenhum tipo de violência, nem física, nem verbal, atinja a criança inocente chamada a nascer, nem o ancião abandonado. E visto que muitos católicos vão participar da manifestação organizada em Paris no próximo domingo, pedimos, como nas manifestações anteriores, que se abstenham de qualquer tipo de violência; não somente nos gestos, mas também nas palavras. Peçamos aos manifestantes que sejam testemunhas da paz e da vida”.



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Campanha pela liberdade do bispo chinês dom Ma Daqin

Privação de liberdade do bispo se arrasta há dez meses


Roma, 23 de Maio de 2013


O bispo chinês dom Ma Daqin está preso desde o dia seguinte à sua ordenação episcopal. Por este motivo, a Associação Enraizados e o Observatório da Liberdade Religiosa, ambos da Espanha, lançaram uma campanha de colecta de assinaturas para pedir às autoridades espanholas que intercedam junto ao governo chinês pela libertação do bispo.

Dom Tadeu Ma Daqin foi ordenado bispo auxiliar de Xangai em 7 de Julho de 2012. Durante a ordenação, o bispo declarou que renunciaria aos seus cargos na Igreja Patriótica, que é controlada pelo Estado chinês.

A resposta do governo chinês não tardou. Dom Ma Daqin está privado de liberdade desde o dia 8 de Julho do ano passado. Durante os meses transcorridos desde então, a situação só foi se agravando. A Associação Patriótica Católica Chinesa (APCCh) e a Conferência dos Bispos Católicos da China, que depende dela, pediram a cabeça de Ma Daqin e declararam que “retiram a sua aprovação para o episcopado”.

Diante deste quadro, a Associação Enraizados e o Observatório da Liberdade Religiosa e de Consciência promovem um manifesto em que pedem que as autoridades espanholas realizem acções oportunas em âmbito internacional para conseguir a liberdade de Ma Daqin.

A base jurídica do pedido é o acordo 173/000193, firmado pelo Congresso dos Deputados do Reino da Espanha em 22 de Fevereiro de 2011. Este acordo do congresso espanhol ordena ao governo do país:

- agir em defesa do direito fundamental à liberdade de consciência e de religião perante as autoridades competentes dos países em que acontecerem vulnerações do direito fundamental à liberdade religiosa e de culto;

- liderar e promover, no âmbito da União Europeia e da Comunidade Internacional, quantas iniciativas forem pertinentes para proporcionar uma efectiva protecção às minorias cristãs nos países do Oriente Próximo e nos demais países da Ásia e da África.




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Papa Francisco recebe o Presidente de El Salvador

Ambos se deteram sobre a figura do Servo de Deus, Dom Oscar Arnulfo Romero y Galdámez, que era arcebispo de San Salvador


Roma, 23 de Maio de 2013


A contribuição que a Igreja oferece para a reconciliação e a consolidação da paz no país, como também para os sectores da caridade, da educação e da erradicação da pobreza e da criminalidade organizada. Estes foram os principais temas tratados na audiência entre o Papa e o Presidente salvadorenho Carlos Mauricio Funes Cartagena.

Como indica a nota da Sala de Imprensa do Vaticano o Santo Padre recebeu, esta manhã, em audiência particular, no Vaticano, o Presidente de El Salvador que sucessivamente encontrou o cardeal Tarciso Bertone.

No encontro cordial - informa o comunicado - foi expressa satisfação pelas boas relações entre a Santa Sé e o Estado salvadorenho. Em particular, ambos se deteram sobre a figura do Servo de Deus, Dom Oscar Arnulfo Romero y Galdámez, que era arcebispo de San Salvador, e sobre a importância do seu testemunho para toda a Nação.

O Papa e o Presidente conversaram também sobre a contribuição que a Igreja oferece para a reconciliação e a consolidação da paz no país, como também para os sectores da caridade, da educação e da erradicação da pobreza e da criminalidade organizada. Foram tratados ainda alguns temas éticos como a defesa da vida humana, do matrimónio e da família.



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Papa Francisco reconfirma o cardeal Vallini como seu vigário para a diocese de Roma

Carta datada de 18 de Maio foi publicada hoje em latim


Cidade do Vaticano, 23 de Maio de 2013


Foi publicada hoje a carta em latim datada de 18 de maio em que o papa Francisco confirma o cardeal Agostino Vallini como seu vigário para a diocese de Roma. Em 27 de Junho de 2008, o Santo Padre Bento XVI o nomeara vigário geral para a diocese de Roma e arcipreste da basílica papal de São João de Latrão. O cardeal Vallini também é o Grande Chanceler da Pontifícia Universidade Lateranense.



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O Vaticano não é um paraíso fiscal

Apresentado o primeiro relatório anual da Autoridade de Informação Financeira do Vaticano


Roma, 23 de Maio de 2013


"O IOR não é um banco comercial e o Vaticano não é um paraíso fiscal. A Santa Sé é um parceiro credível na luta internacional contra a lavagem de dinheiro", afirmou nesta manhã René Brülhart, director da Autoridade de Informação Financeira (AIF) do Vaticano, durante a apresentação do primeiro Relatório Anual sobre as actividades de informação financeira e supervisão voltada a prevenir e combater a lavagem de dinheiro e o financiamento do terrorismo.

De acordo com o relatório, a AIF informou ter identificado em 2012 seis transacções suspeitas relativas ao IOR (Instituto para as Obras de Religião), ao passo que em 2011 tinha havido uma única operação suspeita.

René Brülhart não entrou em detalhes, mas ressaltou que a AIF "encaminhou dois informes ao Promotor de Justiça do Vaticano para uma investigação mais aprofundada".

O director da AIF afirmou ainda que começou uma triagem e uma análise dos fluxos de transacções em dinheiro feitas pelas entidades supervisionadas.

"No esforço para combater activamente qualquer potencial abuso do sistema financeiro, nós começamos uma interacção estreita e construtiva com a Secretaria de Estado, a Gendarmarie, o Promotor de Justiça e as instituições sob nossa supervisão, a fim de melhorar o conhecimento e a segurança e assegurar a cooperação interna coordenada".

Para Brülhart, "as estatísticas e a tendência a partir de 2012 são encorajadoras e indicam que o sistema está em constante aperfeiçoamento".

Relevantes, de acordo com ele, são "os progressos na cooperação internacional, com base no compromisso claro da Santa Sé para ser um parceiro credível na luta internacional contra a lavagem de dinheiro". Em 2012, de facto, foram assinados acordos com as autoridades competentes da Bélgica e da Espanha. Brülhart ressalta que "o reforço da cooperação internacional com outros países e jurisdições relevantes continuará a ser a nossa política em 2013".

Entre outras medidas, este ano prevê um novo reforço do sistema de prevenção e combate aos crimes financeiros, incluindo a adopção de recomendações da Moneyval para adequar ou alterar a actual legislação a respeito.

A AIF é a autoridade competente da Santa Sé e do Estado da Cidade do Vaticano para as informações financeiras e para a supervisão e regulamentação em matéria de prevenção e combate à lavagem de dinheiro e ao financiamento do terrorismo. Foi criada em 2010 e entrou em operação em Abril de 2011. Seu responsável é o cardeal Attilio Nicora.



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"Cristãos de museu" que perderam o sal de Cristo

Homilia do papa Francisco na missa da Casa Santa Marta


Cidade do Vaticano, 23 de Maio de 2013


Depois de abordar os "cristãos de sala", o papa Francisco alerta agora para outro risco que os seguidores de Cristo correm: tornar-se "cristãos de museu", aqueles cristãos "insípidos", que perderam o "sal da fé, da esperança e da caridade" que tinham recebido de Jesus Cristo.

Como vem acontecendo toda manhã, na missa celebrada em sua residência, o papa fez uma homilia que soa como uma exortação ao povo de Deus para não esquecer as graças recebidas. Na missa desta manhã, estava presente um grupo de padres e de colaboradores leigos da Congregação para as Igrejas Orientais, cujo presidente, cardeal Leonardo Sandri, concelebrou com o papa juntamente com o cardeal Angelo Sodano e com o arcebispo de La Paz, Edmundo Abastoflor Montero.

"Sal" foi a palavra-chave desta homilia do papa; o sal que Cristo deu a cada cristão e que traz valor agregado para a sua vida e para a vida dos outros. Este sal é a "fé", explicou o papa, a certeza do amor de Jesus Cristo, manifestado na sua morte e ressurreição para a salvação da humanidade.

Por isso é preciso cuidar para que este sal "não se torne insípido, não perca a sua força". Até porque, acrescentou Francisco, este presente não nos é dado "para ser guardado", já que "o sal só faz sentido quando é usado para dar sabor às coisas".

"Se o sal fica guardado, ele não faz nada, não serve. O sal que nós recebemos é para dar, é para oferecer. Senão, ele fica insípido e inútil". E há outro aspecto, destacou o pontífice: "Quando o sal é bem usado, não se sente o gosto do sal, o sabor do sal. O que se sente é o sabor de cada comida! O sal ajuda para que o sabor da refeição seja bom, para que ela seja mais saborosa".

Esta, de acordo com Bergoglio, é a "originalidade cristã", que não deve ser confundida com "uniformidade". Pelo contrário: "quando anunciamos a fé com este sal", todos aqueles que "recebem o anúncio o recebem conforme a sua peculiaridade". A originalidade cristã "considera cada um como ele é, com a sua própria personalidade, com as suas características próprias, com a sua cultura, e o mantém com isso, porque é uma riqueza. Mas lhe dá algo mais: lhe dá o sabor!".

“É muito bonito esse aspecto”, disse Francisco. Por outro lado, "quando queremos uniformidade", ou seja, quando queremos que "todos sejam salgados da mesma forma", é como "quando a mulher joga muito sal e só sentimos o gosto do sal, em vez do gosto da comida que deve ser saboreada com sal".

"A originalidade do cristão é esta: cada um é como é, com os dons que o Senhor lhe deu". Na prática, isto se traduz em "sair de nós mesmos para levar a mensagem, sair com esta riqueza do sal e dá-lo para as outras pessoas", insistiu o papa. As "saídas" são duas: primeiro, para dar o sal "no serviço aos outros, para servir ao povo". E depois, a "transcendência rumo ao autor do sal, o Criador". Porque o sal "não se conserva apenas quando é dado na pregação", mas precisa "de oração, de adoração".

"Com a adoração do Senhor, eu transcendo de mim para o Senhor, e, com a proclamação do Evangelho, eu saio de mim mesmo para dar a mensagem. Mas se não fizermos isso, essas duas coisas, essas duas transcendências, o sal permanecerá guardado e nós viraremos cristãos de museu".

"Como é bom", porém, mostrar o sal e dizer "este é o meu sal! Este é o sal que recebi no baptismo, este é o sal que eu recebi na confirmação, este é o sal que eu recebi na catequese". A graça do dia, portanto, é "pedir ao Senhor para não sermos cristãos com o sal insípido, com o sal fechado num frasco"; de não ser "cristãos de museu" que até mostram um sal, mas "sem sabor, um sal que não serve para nada”.



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