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sábado, 15 de agosto de 2020

Uma Mulher na Igreja e no mundo

Brígida nasceu em 1303, em Finster, na Suécia, nação do norte da Europa que, três séculos antes, tinha acolhido a fé cristã com o mesmo entusiasmo com que a Santa a recebera dos seus pais, pessoas muito piedosas, pertencentes a nobres famílias próximas da Casa reinante.

Casada com Ulf, governador de um importante distrito do Reino da Suécia,  durante 28 anos, até à morte de seu marido, e  mãe de oito filhos. Foi uma educadora exemplar, a tal ponto foi apreciada a sua pedagogia que o rei Magnus a chamou durante um tempo à corte para acompanhar a sua esposa.

Com uma forte sensibilidade religiosa, delicadeza e docilidade conseguiu melhorar a índole de Ulf, seu esposo, levando-o com fé a progredir na vida cristã, num autêntico caminho de santidade através do Sacramento do Matrimónio. Ambos adoptaram a Regra dos Terciários franciscanos, praticando com generosidade obras de caridade em prol dos indigentes, tendo fundado um hospital.  

Quando Brígida ficou viúva distribuiu os seus próprios bens pelos pobres e, mesmo sem aceder à consagração religiosa, estabeleceu-se no mosteiro cisterciense de Alvastra.

Em 1349 deixou para sempre a Suécia e foi em peregrinação a Roma. Não só tencionava participar no Jubileu de 1350, mas também desejava obter do Papa a aprovação da Regra de uma Ordem religiosa que ela queria fundar, intitulada ao Santo Salvador, e composta por monges e monjas sob a autoridade da abadessa.

Na Idade Média existiam fundações monásticas com um ramo masculino e outro feminino, mas com a prática da mesma regra monástica, que previa a direção de uma abadessa. Com efeito, na grande tradição cristã, à mulher são reconhecidos a própria dignidade e — sempre a exemplo de Maria, Rainha dos Apóstolos — o próprio lugar na Igreja que, sem coincidir com o sacerdócio ordenado, é igualmente importante para o crescimento espiritual da Comunidade.

Em Roma, acompanhada pela filha Karin, Brígida dedicou-se a uma vida de intenso apostolado e de oração, dali partindo em peregrinação a vários santuários italianos, em particular a Assis, pátria de São Francisco, por quem nutria uma grande devoção. Finalmente, em 1371, realizou a sua maior aspiração e foi à Terra Santa, em companhia dos seus filhos espirituais, um grupo ao qual Brígida chamava «os amigos de Deus».

Durante a sua vida, os Pontífices encontravam-se em Avinhão, longe de Roma, e Brígida dirigiu-se sentidamente a eles, a fim de que voltassem para a Sé de Pedro, na Cidade Eterna.

Faleceu em 1373, antes que o Papa Gregório XI tivesse voltado definitivamente para Roma. Foi sepultada provisoriamente na igreja romana de São Lourenço «in Panisperna», mas em 1374 os seus filhos Birger e Karin trasladaram-na para o mosteiro de Vadstena, na Suécia, sede da Ordem religiosa fundada por ela fundada, que conheceu imediatamente uma expansão notável. Em 1391 o Papa Bonifácio IX canonizou-a solenemente e em 1999 foi declarada co-Padroeira da Europa, pelo Papa João Paulo II.

Joana Cordeiro


sexta-feira, 14 de agosto de 2020

Não existem conflitos reais

Em sentido estrito, o termo “criação” designa a produção de algo a partir do nada, por isso as teorias da evolução nada têm que objectar à necessidade de admitir um Criador. Estas teorias só estudam a origem de uns seres vivos a partir de outros, mas sempre ficará por responder qual é a causa última da existência de tudo o que existe, e a esse nível é necessário admitir a existência de um Deus Criador que, possuindo por si mesmo o acto de ser, pode produzir seres a partir do nada, quer dizer, pode criá-los.

Sabendo da existência do espírito humano, reconhecemos que este não emergiu da matéria, pois pertence a uma ordem essencialmente diferente. Não há nenhuma lei natural segundo a qual a natureza possa ser criativa ou o espírito possa surgir da matéria.

Não é uma questão de colocar entraves ao evolucionismo para o tornar compatível com o criacionismo, mas de reconhecer que não se pode aceitar como racional o que só pode ser reconhecido pela fé sobrenatural, nem como conclusão científica o que é meramente uma visão filosófica discutível ou mesmo equivocada. Quando se formulam filosofias evolucionistas não se podem nem devem apresentá-las como “cientificamente provadas”.

Afirmar que a natureza é criativa em sentido restrito, ou que o universo é auto-suficiente, ou que do espírito pode proceder a matéria, ou que não é necessária a criação divina para explicar a emergência da natureza, são conclusões que não estão abrangidas pela ciência, logo saem fora do campo científico-experimental. São meras especulações, cuja falsidade se pode demonstrar com argumentos meramente racionais.

Se, à partida, parece haver um conflito ente criacionismo e evolucionismo, é porque este apresenta como verdade certa o que não passa de uma simples hipótese, muitas vezes sem fundamento sólido ou científico, e nunca uma afirmação pseudocientífica que extravasa o campo da ciência pode constituir um contraditório ao criacionismo. Se uma dada hipótese evolucionista é materialista e ateia, é contrária à doutrina da criação divina por este mesmo motivo e não por ser evolucionista. À ciência experimental só lhe compete estudar o que sucede aos seres que já existem, quanto ao poder saber sobre a criação a partir do nada é impossível, pois o seu método rigoroso não lhe permite esse desvio afastando-se das leis da matéria.

Há e houve bons cientistas que muito ao jeito do “politicamente correcto”, excederam o seu limite de observação e experimentação, avançando com algumas afirmações fora do âmbito do seu campo de trabalho e, como é óbvio, mediaticamente logo essas perspectivas foram apregoadas como grandes conclusões e descobertas científicas. Mas não, a ciência tem o seu campo de trabalho delimitado, o cristianismo tem a sua versão divina, não há conflitos entre ambos, só os boatos pseudocientíficos do materialismo ateu dominante procuram fazer agitação e confundir. Opiniões de ideologias, por muito que sejam difundidas, não passam de invenções ou mentiras.

Emanuel do Carmo Oliveira


quinta-feira, 13 de agosto de 2020

Jovens maltratados

Os jovens são maltratados quando não lhes são transmitidos os padrões educativos que potenciam autoconfiança, valores, afectos, tranquilidade em família, solidariedade e compreensão, enquanto em contrapartida são bombardeados com mensagens de todo o género, incluindo violência física, psíquica e moral. São mal tratados quando lhes é cerceada a possibilidade de serem profundamente felizes, inteiramente pessoas e futuros adultos responsáveis, respeitáveis, comprometidos com a vida, a sociedade e com o mundo.

Uma educação permissiva alerta as crianças para os seus direitos mas não para os seus deveres, não põe limites à esfera de acção, faculta, facilita e impede de atingir maturidade. Há que perceber a diferença entre filhos mais velhos e filhos adultos…

Os jovens são maltratados sempre que são expostos a actos de violência, alguns muito brutais e muitas vezes de cariz sexual. Os sites, os vídeos, a net e toda uma série infindável de tecnologias, distribuem abundantemente e de forma gratuita, cenas que levam qualquer criança, jovem ou mesmo alguns adultos a não saber, nem poder distinguir o que é verdadeiramente aceitável, normal ou desejável do que é variante perturbada e perturbadora, humanamente inaceitável.

As crianças e os jovens precisam de padrões, de referências, de normas, regras e hábitos para poderem crescer e formar-se, em segurança, bem-estar, construindo-se integralmente como pessoas, aprendendo a distinguir o bem do mal, a fortalecer a vontade e a desenvolver-se com disciplina, condição essencial para uma boa harmonia na família e indispensável para uma boa aprendizagem escolar, com os inerentes reflexos na malha social.

Saber dizer não com afecto, poder tolerar um pouco, mas nunca ser permissivo, há que saber distinguir estes termos para os poder aplicar no momento exacto, sem muitas palavras, mas com bons exemplos.

O microcosmos da família é o grande modelador da personalidade das crianças e dos jovens na medida em que é ali que se vai beber todas a aprendizagem. Descuidar ou minimizar esta realidade é, no mínimo, criar condições para comportamentos disfuncionantes. Não obstante as muitas alterações familiares e profissionais sofridas nas últimas décadas, não invalidada que se deva reforçar este sentido de responsabilidade educativa e formativa, pois consoante se educar no presente, assim se reflectirá no futuro. É um facto que dá trabalho, mas também é uma verdade que se poupam muitos trabalhos, educar no presente é uma forma de bem tratar os jovens, fornecendo-lhes todas as performances para crescerem de forma íntegra numa sociedade responsável.

Maria Susana Mexia 


quarta-feira, 12 de agosto de 2020

Perdidos? Não me parece!...

Em meados deste mês a Casa das Ciências organizou o seu VI Encontro Internacional. Estávamos presentes várias centenas de docentes do Ensino Básico e Secundário.

Embora alguns queiram fazer passar a ideia de uma classe desmotivada e pouco profissional, não foi isso que assisti. Foram três dias de trabalho intenso em que todos os participantes procuraram aproveitar o melhor possível.

As conferências e os workshops foram de excelente qualidade. Mas, não era sobre os docentes que eu queria dedicar esta reflexão. O Staff era composto pelos organizadores do encontro, mas, porque eramos muitos, estavam também presentes um conjunto de jovens.

Inicialmente um pouco nervosos pois, tanto quanto me pude aperceber estes tinham a função de encaminhar, informar os participantes nos momentos em que o grupo estava todo junto. Certamente nos recordamos do calor que estava em Lisboa nesta altura. Estas raparigas e rapazes podiam ter escolhido ter ido para a praia, mas abdicaram de um justo descanso para servir uma comunidade. Não vi queixas, vi sim, muitos sorrisos.

Quando ouvimos ou dizemos que a juventude de hoje está perdida ou completamente viciadas nas novas tecnologias o que é uma constatação, podemos pensar se isso não acontece porque nós, os adultos, não sabemos oferecer alternativas mais agradáveis.

A Casa das Ciências deu por uma alternativa para alguns dias de férias destes jovens que souberam aproveitar proporcionando uma ajuda preciosa a quantos lá estiveram.

De facto, estas raparigas e estes rapazes, estão de parabéns!

Maria Guimarães 




terça-feira, 11 de agosto de 2020

Férias, descanso ou mudança de ocupação?

Verão é sinónimo de férias, um tempo para desligar da rotina do ano de trabalho, desacelerar do ritmo de vida intenso, recuperar energias e esperanças, visitar locais novos, revisitar outros, privar com amigos e desfrutar da família de forma mais intensa e tranquila.

Porém desconectar do trabalho não implica ócio, nem desleixo, nem preguiça ou paragem total, só mudança de afazeres, de ocupações, de preocupações e de ares ou paisagens.

Uma vida ociosa pode ser sinónimo de uma morte antecipada, logo há que recorrer à imaginação e ao bom senso para rentabilizar este tempo de pausa no sentido de lhe acrescentar um pouco do que foi escasseando pela rigidez dos horários a cumprir ao longo do ano.

Descansar é importante, dormir também, mas é essencial manter um ritmo de vida activa, quer física, intelectual ou espiritualmente. Ler bons livros, partilhar com os outros dos temas de leitura, ouvir música, fazer passeios, degustar com amigos de iguarias e trocar ideias luminosas, alegres, confiantes e serenas, daquelas que o mundo mundano não nos dá, por isso as devemos criar e implementar à nossa volta.

Desconectar-se da tecnologia absorvente, contemplar o mar, o campo, as paisagens e as pessoas. Ser mais real do que virtual, mais humano e disponível para com os que estão ao mosso redor.

Todos gostamos de amar e ser amados, de ser felizes e de partilhar ideias, ideais, emoções e afectos. Parar para pensar, ter tempo para discernir e optar por escolher umas férias de reconciliação connosco próprios, com os outros, com a natureza e, se possível, também com Deus.

Uns minutos de oração, quer se seja crente ou não, farão sempre muito bem à alma, ao corpo, e, em consequência, à sociedade e humanidade. Há quem goste de rezar o terço na praia, no campo, ou simplesmente estar uns momentos em silêncio, numa Igreja, em busca da paz perdida, na companhia divina que ajuda a reencontrar o sentido da vida, renova a esperança e solidifica a fé num mundo melhor, mais sereno e pacífico. É no coração que esse milagre acontece e os nossos olhos e acções serão depois o reflexo desse encontro com o Senhor, que serenamente alimenta a nossa alma, gratifica a nossa mente e nos ajuda e viver com paz e amor.

Férias excelentes, com todas as oportunidades possíveis para uma recuperação perfeita e um regresso plenamente retemperado e reconciliado com a vida e o mundo são os meus votos sinceros, neste verão de 2019.

Maria Susana Mexia 




segunda-feira, 10 de agosto de 2020

Expressão da fé em Espanha

Não é uma notícia falsa, mas sim uma notícia daquelas que os media não gostam de dar, vá lá saber-se porquê…

Durante os dias 28, 29 e 30 de Junho, no Cerro de los Ángeles, centro geográfico do país, Getafe, foi feita a renovação da Consagração do país ao Sagrado Coração de Jesus, recordando o realizado há cem anos, no mesmo local, pelo então rei Alfonso XIII. A celebração principal ocorreu no Domingo, dia 30 com a presença de 15 mil fiéis procedentes de toda Espanha, centenas de sacerdotes e religiosas, Bispos e Cardeais; todos congregados aos pés do monumento ao Sagrado Coração de Jesus.

Após a Missa, seguiu-se a renovação da Consagração, que se realizou em um ambiente de Adoração Eucarística, diante do Santíssimo Sacramento. O Arcebispo de Toledo, Dom Braulio Rodríguez Plaza, como primaz da Espanha, e como ocorreu cem anos atrás, foi quem colocou o Santíssimo na Custódia diante da qual teve lugar o acto de Consagração da Espanha ao Sagrado Coração de Jesus.

Ao terminar a oração, num ambiente cheio de emoção e de alegria, os milhares de fiéis presentes aplaudiram dando aclamações ao Sagrado Coração de Jesus e a Cristo Rei.


Na noite anterior à renovação, durante uma vigília o monumento ao Sagrado Coração foi iluminado com as cores da bandeira espanhola.

É reconfortante saber como no


país vizinho há tão expressivas manifestações de adoração a Deus.

Suzana Maria de Jesus 




domingo, 9 de agosto de 2020

Tres golpes le robaron la felicidad y borró a Dios de su vida... hasta que entendió la Resurrección

«¡Quédate tu cruz!», llegó a decirle a Jesucristo contemplando el Via Crucis de Lourdes



Marie no comprendió el amor de Dios hasta que no comprendió la victoria de la Resurrección.

Marie no comprendió el amor de Dios hasta que no comprendió la victoria de la Resurrección.

ReL

Marie recibió tres golpes muy duros, dos de ellos en la infancia, que marcaron equivocadamente su visión sobre Dios. Ella misma lo cuenta en L'1visible:

Soy la cuarta hija de una familia de cinco. Al nacer, graves complicaciones me dejaron una discapacidad física. Hoy casi no se nota, gracias a años de rehabilitación, pero me ganó las burlas de mis compañeros de clase, desde la guardería al instituto.

Tenía diez años cuando mis padres se divorciaron. Es violento, traumatizante. Lo que yo sentía como una fragilidad psíquica, para mis padres no arreglaba nada. Creía no tener derecho a la felicidad, ni a ser feliz un día.

Es difícil tener así la visión de un Dios que te ama, protector, consolador. Lo que me ayudaba a creer eran los amigos, los encuentros con jóvenes cristianos y los retiros espirituales.

El 11 de noviembre de 2017 recibí una llamada de teléfono cuando estaba en el trabajo. No reconocí la voz del hombre que estaba al otro lado. Pero era mi padre, que me pidió que me sentase y me anunció: “Gwénolé ha muerto”. Mi hermano había muerto en Santiago de Compostela mientras dormía, al finalizar su peregrinación.

El rechazo

Borré a Dios de mi vida. Durante un año, tenía miedo de rezar, miedo de atraer más desgracias. Antes, ya fuese presa de la tristeza, de la duda o de la cólera, o cuando estaba alegre, me dirigía con frecuencia a Dios. Así que cuando le abandoné me sentí terriblemente sola.

En enero de 2018 fui a Lourdes sola para buscar respuesta y un poco de consuelo junto a la Virgen María. Subí el Via Crucis en estado de ebullición interior. Me decía: “Señor, de acuerdo, tú llevas una cruz, pero ¡quédatela! Yo no quiero tu cruz ni tus sufrimientos. ¡Déjame tranquila!”

Mi vida me había mostrado una falsa imagen de Dios y de su Hijo Jesús: un Dios sádico, que me pedía que le ayudase a llevar su cruz. Pero había vivido 23 años con fe, y todo eso no desaparece de un día para otro. En lo más profundo, estaba convencida de que Dios era la respuesta.

Agapeterapia

Quise hacer una agapeterapia o “sanación por el amor de Dios”. Era la última oportunidad. Si no volvía convertida, sin señales del amor de Dios, abandonaría definitivamente toda práctica religiosa y el ambiente católico.

El Cenáculo, en Cacouna (Quebec, Canadá) es una mansión construida en 1900 y vendida en 1941 a los capuchinos como noviciado. En 1980 fue fundada como Casa de Oración a un grupo de la Renovación Carismática Católica, que ofrece allí lo que denominan agapeterapia o "sanación por el amor de Dios".

En ese lugar, llamado el Cenáculo, escuché una frase que abrió mi corazón a Jesús: “Cristo ha muerto y ha resucitado, he ahí el fundamento de nuestra fe” ¡Qué amigo! ¡Qué consolación en Jesús! ¡Qué Rey victorioso! Vivió nuestra condición humana, lloró la muerte de su amigo Lázaro, tuvo el sentimiento de ser abandonado por su Padre, vivió la soledad y el destierro, trabajó, murió. ¡Pero resucitó! Venció toda tristeza. ¡Su resurrección es una victoria! Dios me mostró la imagen de un Gwen feliz, detrás de Cristo, saludándome con la mano como hacía habitualmente.

Estoy segura de que es feliz allá donde esté, de que vela por mi familia. Dios vino a llenarme de esperanza al darme como regalo, como amigo, como hermano, a su Hijo Jesús. El Señor es un Dios liberador, me iluminó para tomar buenas decisiones sobre mis difíciles relaciones familiares.

Alegría y paz

He vuelto a ir a misa, para contemplar la muerte y la resurrección de Cristo, la entrega total de su vida para salvarnos y ofrecernos una alegría eterna. Todos los días dedico un tiempo a rezar, a leer la Biblia, a dejarme enseñar por los profetas, por los apóstoles, por Jesús mismo.

Llegué a aquel retiro en estado depresivo, encolerizada, triste, perdida y sin esperanza. Salí de él convertida y feliz. El Señor no ha dejado de mantener vivas esa alegría y esa paz que habitan en mí. 



Un matrimonio de novelistas de éxito va «de rebote» a Medjugorje y... «Nuestra vida ha cambiado»

Francesco Sorti y Rita Monaldi han vendido millones de ejemplares en 26 idiomas

Francesco y Rita han podido adaptar su vida como escritores de éxito a su nuevo plan de vida cristiana.

Francesco y Rita han podido adaptar su vida como escritores de éxito a su nuevo plan de vida cristiana.

Javier Lozano / Cari Filii

Rezar el Rosario, ayunar, misa y confesión frecuentes... Dos escritores italianos, casados, autores de novelas de éxito, han incorporado a su vida un plan de vida cristiano. Cuál y por qué lo explican en un artículo publicado por Cari Filii News:

Francesco Sorti y Rita Monaldi están casados y juntos han formado una familia. Pero su relación va mucho más allá hasta hacer también pareja en lo profesional. Ambos son los autores de novelas que, sobre todo a principios de este siglo XXI, han vendido millones de ejemplares en todo el mundo, traduciéndose a 26 idiomas y llegando a más de 60 países.

En todos estos años no sólo han descubierto el éxito editorial, sino algo mucho mejor para ellos, la Virgen María, en un proceso en la que su fe ha ido aumentando hasta ser ahora el centro de su familia.

Un viaje que cambió su vida

En una entrevista en el semanario Credere hablan del viaje a Medjugorje en 2011 que ha transformado completamente la vida de este matrimonio de escritores italianos residentes en Viena.


Francesco relata que “un amigo jesuita nos dijo que en nuestra vida faltaban las peregrinaciones marianas: nunca habíamos hecho una juntos. Rita solo de niña, con sus padres. Yo ni siquiera eso (fue bautizado en secreto por su abuela). Así fue como finalmente decidimos hacerla. El primer pensamiento fue ir al santuario austriaco de Mariazell, en las montañas de Estiria”.

Mientras tanto, Rita explica que su madre, muy devota de la Virgen de Lourdes, les dijo que fueran al santuario francés. Y así se decidieron a buscar viajes en las vacaciones para ir a la gruta en la que María se apareció a Santa Bernardita.

Los "curiosos" sucesos que rodearon el viaje

“Sin embargo –añade ella- sólo encontrábamos viajes a Medjugorje. Francesco nunca había oído hablar de él, y a mí me sonaba vagamente cono uno de los muchos lugares de apariciones marianas”.

Pero ante el extraño hecho de que en su búsqueda de internet “Peregrinaciones de Viena a Lourdes” únicamente aparecieran peregrinaciones a Medjugorje, Francesco y Rita lo vieron como una señal y reservaron una peregrinación a Bosnia.


Este era el inicio de un viaje que no olvidarían nunca y que cambiaría su existencia. “El comienzo del viaje ya fue singular”, cuenta Rita, que explica que “el taxista que tuvo que llevarnos a la estación de autobuses, un hombre joven de familia islámica bosnia, no conocía la parada, y nosotros sólo sabíamos que estaba cerca de la estación de tren. De repente, una anciana, pobre y muy triste, se acercó  con una maleta y un pedazo de papel en la mano. Nos pidió que llamáramos por teléfono a ese número porque ella no tenía teléfono móvil: ¡había perdido el autobús a Medjugorje y quería localizar al conductor del autobús!”.

En medio de una auténtica multitud, esta humilde anciana se había dirigido directamente a ellos, que también habían perdido el viaje a Medjugorje ¿Casualidad?. “Llamamos de inmediato y el taxista y el conductor del autobús se pusieron de acuerdo: nos esperarían en una estación de servicio en la autopista, pero teníamos que darnos prisa”, cuenta Francesco.

Las cinco piedras de Medjugorje

En el taxi iban ya el matrimonio, sus hijos y la anciana. Pero ahora había que añadir el entusiasmo del taxista, que calificaba de milagro lo sucedido y quería saber todo sobre Medjugorje. Incluso empezó a alabar a la Virgen María y cómo es citada en varias ocasiones en el Corán. Así fue el inicio del viaje.

De su experiencia en Medjugorje, Rita afirma que la primera lección que aprendió fue la humildad. “Nuestros compañeros en la peregrinación eran en su mayoría mujeres ancianas llenas de dolorosas historias personales y familiares e incluso dolencias muy serias, pero siempre estaban con una sonrisa en sus rostros. Esto fue un gran milagro, incluso más que los fenómenos que cualquier persona familiarizada con Medjugorje conoce bien”, recalca la escritora.

Desde aquella peregrinación “nuestra vida ha cambiado”. Han vuelto a Medjugorje hasta siete veces y afirman convencidos que “al volver a casa sentimos que María está con nosotros”.

Francesco recuerda además que “el mensaje de nuestra Madre es muy claro y sus enseñanzas no dejan lugar a dudas: actuar por el bien del prójimo de la manera más ‘efectiva’ y divina”. Por su parte, Rita afirma haber aprendido allí otra lección: el perdón.

Además, ambos cuentan que para combatir al demonio, el mundo y la carne la Virgen propone las famosas cinco piedras: ayunar con pan y agua dos días a la semana, rezar el Rosario, leer diariamente la Biblia, al menos una confesión mensual y misa diaria. “¡Podemos testificar que, a pesar de los ajustes inevitables vinculados a las contingencias de la vida, podemos hacerlo!”.

Publicado en Cari Filii News.








Papa deixa Moçambique: pela reconciliação, contra a corrupção e o regresso às armas


 | 7 Set 19

O Papa na missa no estádio do Zimpeto, em Maputo. Foto: ReligionDigital/Direitos Reservados


Uma vigorosa denúncia da corrupção e novos apelos à reconciliação nacional, contra qualquer tentação de “vingança” pela força das armas marcaram a manhã de sexta-feira, última etapa da visita do Papa Francisco a Moçambique, antes da sua partida para Madagáscar, onde foi de novo recebido por uma multidão entusiasta.

Na missa que celebrou no estádio do Zimpeto, antes de deixar Maputo, o Papa referiu-se à pobreza e à corrupção que dela se aproveita, aproveitando a ajuda externa: “Moçambique possui um território cheio de riquezas naturais e culturais, mas paradoxalmente com uma quantidade enorme da sua população abaixo do nível de pobreza. E por vezes parece que aqueles que se aproximam com o suposto desejo de ajudar, têm outros interesses. E é triste quando isto se verifica entre irmãos da mesma terra, que se deixam corromper; é muito perigoso aceitar que a corrupção seja o preço que temos de pagar pela ajuda externa.”

Numa missa celebrada debaixo de chuva e perante uma multidão calculada em cerca de 80 mil pessoas, Francisco pediu que os moçambicanos ultrapassem as “histórias de violência, ódio e discórdias” que viveram nas últimas décadas, desde a independência em 1975. E voltou a repetir, como fizera no dia anterior, que a paz não é apenas a ausência de guerra, mas precisa de condições concretas: “Superar os tempos de divisão e violência supõe não só um acto de reconciliação ou a paz entendida como ausência de conflito, mas o compromisso diário de cada um de nós ter um olhar atento e activo que nos leva a tratar os outros com aquela misericórdia e bondade com que queremos ser tratados.”

Os alertas dirigiram-se a todos os sectores. Um mês depois da assinatura do (terceiro) “Acordo de paz definitiva”, e operante as ameaças de alguns dissidentes da Renamo (principal partido de oposição) voltarem a pegar em armas, o Papa disse que não se pode pensar no futuro recorrendo às “armas e à repressão violenta”. E acrescentou: “Não posso seguir Jesus, se a ordem que promovo e vivo é ‘olho por olho, dente por dente’. Nenhuma família, nenhum grupo de vizinhos ou uma etnia e menos ainda um país tem futuro, se o motor que os une, congrega e cobre as diferenças é a vingança e o ódio.”

 

Somos todos parte dum mesmo tronco

Antes da missa, o papa visitou o Hospital do Zimpeto, gerido pela Comunidade de Santo Egídio, grupo católico baseado em Roma, hoje presente em vários países e que esteve no centro da mediação que levou ao Acordo Geral de Paz, em Moçambique, em 1992. O hospital acolhe e trata gratuitamente doentes com sida, que é ainda um flagelo grave no país, dando prioridade às grávidas e à prevenção da transmissão da doença mãe-filho.

“A solicitude dos fiéis não pode limitar-se a uma forma de assistência – embora necessária e providencial num primeiro momento –, mas requer a atenção amiga que aprecia o outro como pessoa e procura o seu bem”, disse o Papa durante o encontro com doentes, médicos, enfermeiros e outros funcionários.

“Ouvistes aquele grito silencioso, quase inaudível, de inúmeras mulheres, de tantos que viviam envergonhados, marginalizados, julgados por todos. Por isso alargastes esta casa – onde o Senhor vive com aqueles que estão na berma da estrada – aos doentes de cancro, tuberculose e a centenas de desnutridos, sobretudo crianças e jovens”, acrescentou o Papa na mesma ocasião.

Francisco enalteceu ainda as pessoas que “transmitem esperança a muitas outras pessoas”, exemplificando com a arte local: “Como ensinam as esculturas de arte maconde, as ujamaa (família alargada, em suaíli, ou árvore da vida) com várias figuras agarradas umas às outras onde prevalece a união e a solidariedade sobre o indivíduo, devemos dar-nos conta de que somos todos parte dum mesmo tronco.”

Em Antananarivo, capital de Madagáscar, onde chegou às 16h30 locais de sexta, 6 de Setembro (mais duas horas que em Lisboa), o Papa tem à sua espera uma situação de pobreza – Madagáscar é um dos países mais pobres do mundo – e de grande instabilidade. Em declarações à agência Ecclesia, o pare dehoniano Agostinho Gonçalves diz que o povo “anseia pela paz numa situação de insegurança e violência generalizada”.

José Alfredo Caires, bispo português da diocese de Mananjary, descreve: “Estamos num país muito rico em recursos naturais, mas que vive na pobreza, eu diria na miséria.” O país não tem guerras “mas reina a corrupção em todos os sectores sociais e um banditismo galopante”, acrescenta o bispo, também em declarações à Ecclesia.




Terapia ou sedução?

Javier Luzón e professor de Antropologia Teológica, foi durante anos exorcista na diocese de Madrid, e participou na década de 90 em milhares de intervenções. É autor do livro Las seis puertas del Enemigo. Experiencias de un exorcista (www.lasseispuertas.com).

No seu canal de YouTube "Tiempo de Respuestas" lamenta que em lugares cristãos e outros se ofereçam sessões de yoga e mindfulness, inclusive a crianças, porque, na sua experiência como exorcista "pode perceber como depois de um beneficio inicial, logo se seguem problemas graves".

O padre Luzón defende que o yoga e o mindfulness, com as suas técnicas de "distanciar-se do eu", "se autoriza outros seres espirituais, a que chamam energias mas na realidade são demónios, a apoderamem-se da sua personalidade".

"Mindfulness significa atenção plena, concentração nos seus sentimentos para se distanciar deles. Claro, que num primeiro momento, a pessoa se sente eufórica, porque se esquece também dos sentimentos negativos, mas ao distanciar-se do seu 'verdadeiro eu', está a dar lugar a que se instale dentro de si, outros seres espirituais e sabe-se lá quem…

Conhecendo estes aspectos negativos e altamente perigosos, sente-se muito preocupado com a ligeireza e irresponsabilidade com que estas técnicas proliferam em colégios, escolas e outros locais públicos.

"Todas as práticas de relaxação e de exercícios de respiração, são posturas de invocação a divindades hinduístas e fazem parte do processo para a anulação da pessoa, para alcançar o estado do nirvana, uma espécie de ataraxia, uma anulação de sentimentos no qual, dizem eles, supostamente, a pessoa se sente feliz e se dilui numa energia universal.

Porém o ser humano não é uma energia universal, nomeadamente na cultura ocidental, é alguém que pensa, reflete e quando quer entrar em contacto com a divindade reza, faz oração, dialoga com um Ser Pessoal que é Deus, Alguém que o escuta e o ama. Não se esvazia, não se anula, mas procura aproximar-se e identificar-se com o Deus.

Quando rezam os crentes monoteístas, judeus, cristãos e muçulmanos, também se abstraem de envolvente, do mundano, do ruído e do stress, por isso vão à sinagoga, à igreja ou à mesquita e têm as suas orações próprias para se ligarem ao divino ou um espaço doméstico mais recolhido e sereno. O seu objectivo é adorar a Deus como ser humano que é, e nunca diluir-se ou alienar-se da sua origem e constituição.

É bom ter presente estas diferenças, saber que orar e rezar é o oposto da meditação oriental, zen, ioga, mindfulness e práticas semelhantes que com a pressão social passaram a ser vulgares, mas da sua essência, origem veracidade e intenção pouco sabemos.

Manoel Maria e Vasconcelos 


sábado, 8 de agosto de 2020

Ter a Coragem de Ir Avante

Com alguma frequência, encontramo-nos tão absorvidos com a internet, a ler notícias, a pesquisar informação, a colocá-la online, a responder aos emails, a ler as newletters que subscrevemos, que nos confrontamos, com imensa dificuldade, em conseguir ler tudo o que recebemos no nosso correio eletrónico. Perante este nosso constrangimento somos forçados a selecionar o que mais nos interessa nas redes sociais, ainda que lamentemos a nossa indisponibilidade forçada, e a ter de eliminar. O tempo é finito. Como narrar o que nos vai no interior, as nossas ideias, se nos encontramos tão absorvidos com as diferentes solicitações e todo o “ruído” existente à nossa volta que não nos permite a concentração. As novas tecnologias absorvem-nos. Não posso permitir que seja por completo, que me roubem o meu espaço interior, a minha criatividade, onde tudo o que me é útil e válido tem lugar e onde tudo começa. Tenho de saber optar e selecionar. Tudo tem, como se costuma dizer: “conta, peso e medida”. Mas às vezes torna-se difícil prosseguir os nossos objetivos. Ao mesmo tempo as redes sociais constituem de algum modo uma companhia, ajudam a quebrar a solidão. Habituamo-nos aos “likes” dos amigos e familiares. Como não dispersar-se então? Qual o processo mais eficaz? Como procurar manter sempre a nossa autoestima a um nível positivo, para que não nos deixemos desmotivar com os nossos pequenos insucessos, ao procurar alcançar os objetivos propostos, interrompidos face à dispersão em que mergulhamos sem nos apercebermos? Talvez começar por pequenos passos, metas tangíveis e exequíveis.

Há alguns dias fui visitar uma familiar ainda jovem que sofreu um AVC muito grave. Tornou-se necessário aceitar que a sua recuperação seria lenta, que as pequenas conquistas a alcançar, não seriam fáceis de todo, apesar de todo o amor que lhe temos e da nossa ansiedade por a ver bem, recuperada. Constituiu uma alegria enorme, quando pela primeira vez conseguiu pegar numa caneta e escrever o seu nome. Quando se sentou. Quando tentou balbuciar as primeiras palavras…E assim, fomos e vamos conseguindo gerir as expetativas a curto e médio prazo, sem fazer grandes projetos para o futuro, vivendo o tempo presente, com alegria, face às conquistas que se vão alcançando no tempo presente, conseguindo gerir as emoções, sem perder a esperança no futuro.

Mas também existem estímulos positivos das redes sociais se soubermos gerir os tempos e o modo de utilização, ou seja, se nos soubermos defender, com algum cuidado, não expondo em demasia a nossa vida pessoal e familiar, usufruindo com cuidado, do tempo que tínhamos delineado. Constitui também um modo de partilhar conhecimentos, gostos, quebrar alguma solidão sentida, que hoje em dia prolifera devido à baixa taxa de natalidade, ao aumento da esperança média de vida em que os idosos frequentemente se encontram sós. Mas todo o cuidado é pouco já que constituímos sempre um alvo de pessoas com intenções menos boas. Falo por mim, já que um dia recebi um telefonema de uma ‘amiga’ questionando onde me encontrava. Respondi que me encontrava a almoçar em companhia dos meus filhos. A pessoa em questão, muito admirada, referiu que tinha recebido uma mensagem minha dizendo que me encontrava na Ucrânia, que tinha sido assaltada, precisava de dinheiro para pagar o hotel e regressar. Foi muito desagradável. Tive de participar à Polícia Judiciária que me alertou para que todo o cuidado é pouco com a utilização das novas tecnologias. Sobretudo quando não as dominamos completamente. Nunca soube qual a origem desta mensagem. Unicamente que foi enviada para a minha rede de contactos do email. Durante algum tempo fiquei traumatizada e receosa. Mas, “por morrer uma andorinha não acaba a primavera”! Lentamente, retomei a atividade nas redes sociais, mais consciente do perigo da sua utilização indevida, com toda a cautela, sabendo que, ainda assim, não se evita o risco. Temos de fazer opções! Há quem, prudentemente, se recuse a utilizar algumas das novas tecnologias. Por outro lado, se nos encontramos envolvidos no ruído que circula à nossa volta, torna-se quase impossível, a não ser que balizemos a sua utilização, ligarmo-nos com o mundo interior onde tudo começa… Em última análise, é o modo como traduzimos as ideias em resultados. E também para ouvir o que Deus nos quer transmitir. S. Josemaria in Sulco, escreveu: “Ganha intimidade com Ele, para chegares a todos”. E ainda: “Agitam-se-me na cabeça os assuntos nos momentos mais inoportunos…”, dizes. Por isso te recomendei que procures conseguir uns tempos de silêncio interior… e a guarda dos sentidos externos e internos”. O Papa Francisco referiu: “A paz de Jesus é um dom. Não podemos tê-la com os meios humanos. A paz de Jesus ensina-nos a suportar, suportar é carregar sobre os ombros a vida, as dificuldades, o trabalho, tudo. É ter a coragem de ir avante”. Talvez ajustando o tempo que dedicamos às novas tecnologias e a outros afazeres, em detrimento do que verdadeiramente importa: algum tempo de silêncio interior. Sem a visão de Deus na nossa vida, no nosso horizonte, acabamos por nos perder, sofrendo a civilização com o aumento da violência, da indiferença pelo outro, ou seja, da defesa dos valores do bem comum. Santa Maria, rainha da esperança, intercede para que o homem continue a encontrar Jesus na sua vida, ajudando-o a lutar por causas nobres, em prol da paz, da justiça, da defesa da humanidade e da promoção do seu bem-estar.

Maria Helena Paes