Páginas

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026

Agressão russa dura há quatro anos e um dia


Foto Serviço de Imprensa da 65ª Brigada Mecanizada do Exército da Ucrânia/EPA/Lusa

O dia de ontem foi um pouco idêntico aos três aniversários anteriores. Voltaram a soar as palavras de apelo a uma paz que muitos pedem, mas quase ninguém consegue ou está interessado em impor. Na Ucrânia, já não se assinalam aniversários, conta-se cada dia, cada tentativa para sobreviver.

O núncio apostólico ali destacado deu conta de “exemplos de resiliência” na situação dramática dos quatro anos de guerra no país, alertando que “a intensidade guerra continua a crescer”, e pede “oração, presença humanitária, solidariedade e proximidade sincera”.

O padre Lucas Perozzi está há dois anos numa cidade a uma centena de quilómetros de Kiev. Diz que o dia 24 de fevereiro é vivido pelos ucranianos “como outro dia” qualquer, diz que “o maior problema é o frio” e lamenta que não seja possível uma “paz justa”.

Ainda esta segunda-feira, o General Valença Pinto lamentava no programa Ecclesia, que esta guerra vá sendo “colocada num segundo plano na opinião pública”.  
O presidente do Centro de Estudos EuroDefense Portugal reconhecia que “para a Ucrânia, deve haver, neste momento, um grande sentimento de injustiça e até de perplexidade. Depois destes quatro anos de luta muito heroica, muito inteligente, muito bem conduzida a favor dos valores que são os nossos”, afirmou.

Que a indiferença não nos tome

Henrique Matos

 

 


agencia.ecclesia.pt

      



Sem comentários:

Enviar um comentário