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Foto Serviço de Imprensa da 65ª Brigada Mecanizada do Exército da
Ucrânia/EPA/Lusa
O dia de ontem foi um
pouco idêntico aos três aniversários anteriores. Voltaram a soar as palavras
de apelo a uma paz que muitos pedem, mas quase ninguém consegue ou está
interessado em impor. Na Ucrânia, já não se assinalam aniversários, conta-se
cada dia, cada tentativa para sobreviver. O núncio apostólico
ali destacado deu
conta de “exemplos de resiliência” na situação dramática dos quatro anos
de guerra no país, alertando que “a intensidade guerra continua a crescer”, e
pede “oração, presença humanitária, solidariedade e proximidade sincera”. O padre Lucas Perozzi
está há dois anos numa cidade a uma centena de quilómetros de Kiev. Diz
que o dia 24 de fevereiro é vivido pelos ucranianos “como outro dia”
qualquer, diz que “o maior problema é o frio” e lamenta que não seja possível
uma “paz justa”. Ainda esta
segunda-feira, o General Valença Pinto lamentava no programa
Ecclesia, que esta guerra vá sendo “colocada num segundo plano na
opinião pública”. O presidente do Centro de Estudos EuroDefense Portugal reconhecia
que “para a Ucrânia, deve haver, neste momento, um grande sentimento de
injustiça e até de perplexidade. Depois destes quatro anos de luta muito
heroica, muito inteligente, muito bem conduzida a favor dos valores que são
os nossos”, afirmou. Que a indiferença não
nos tome Henrique Matos |
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