D. Fernando Paiva convocou diocese a «intensificar, aumentar» e «alargar» as três práticas fundamentais deste tempo litúrgico

Beja, 19 fev 2026 (Ecclesia) – O bispo de Beja propôs aos diocesanos fazerem jejum do que os “afasta de Deus”, como a “maledicência”, o “tempo mal gasto nas redes sociais” ou em “passatempos menos edificantes”, na Quarta-Feira de Cinzas, na Sé.
“No mundo atual, onde tudo nos convida à satisfação imediata dos nossos desejos, jejuar é um ato de liberdade: aprendemos a dominar os nossos impulsos, a fortalecer a virtude da temperança, a orientar o nosso desejo para Deus e também a partilhar aquilo a que renunciámos”, referiu D. Fernando Paiva, na homilia da Missa partilhada no site da diocese.
Segundo o bispo diocesano, este “não é apenas um exercício de autocontrolo”, uma vez que quando alguém se priva voluntariamente de algo, abre “espaço para partilhar com os que passam necessidades”, que “é a lógica da renúncia quaresmal”.
Na Eucaristia de Quarta-Feira de Cinzas, além do jejum, o bispo diocesano convidou a reforçar a oração e a esmola e o jejum, no tempo da Quaresma.
“Somos chamados a intensificar, aumentar, alargar, neste tempo quaresmal, estas práticas que já vivemos durante todo o ano e que não são, por assim dizer compartimentos estanques, pelo contrário, estão profundamente interligadas”, afirmou.
Perante uma vida agitada, em que é comum esquecer de parar, escutar, falar com o Senhor, D. Fernando Paiva lembrou que a oração “não é um ritual vazio, mas um encontro vivo com Deus” que transforma e fortalece todos.
De seguida, tendo em conta o convite que fez à diocese, o bispo diocesano fez uma série de propostas, entre elas a participação na Missa diária para quem habitualmente frequenta a Eucaristia dominical.
Além disso, o bispo de Beja sugeriu ainda a valorização e o incremento da adoração eucarística e impeliu à participação um “retiro, a nível paroquial, arciprestal ou no contexto de algum movimento de Igreja ou Instituto religioso”.
Na homilia, D. Fernando Paiva abordou também a esmola que propicia a abertura ao outro, especialmente ao mais carenciados: “Não é apenas dar algo material, mas também aprender a sairmos de nós mesmos, a olhar, a escutar, a cuidar. É um exercício de caridade que nos ajuda a ver no irmão o rosto de Cristo”.
Neste seguimento, o bispo diocesano fez o convite a que se valorize a prática da renúncia quaresmal, convidando a “participar generosamente e contribuir solidariamente”.
“Este ano, como já foi noticiado, será metade para a construção de um infantário em Moçambique, na Diocese de Gurué e a outra metade para auxiliar as vítimas das tempestades que nas últimas semanas assolaram o nosso País”, lembrou.
Na Missa, D. Fernando Paiva apresentou a Quaresma como o “tempo de voltar ao essencial”, de regressar “decididamente para Deus”.
“É, pois, um tempo de conversão e de reconciliação, tempo favorável para nos voltarmos para Deus, reconciliando-nos com Ele”, sublinhou.
A Igreja Católica iniciou esta quarta-feira o tempo da Quaresma, o período de preparação para a Páscoa que, em 2026, se celebra a 5 de abril.
LJ




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