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sábado, 30 de abril de 2016

5.000 anos de religião em 90 segundos - fantástico!

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Papa Francisco: “Se você diz que está em comunhão com o Senhor, então caminhe na luz. Mas vida dupla, não! Isso não!”

Na homilia desta sexta-feira o Santo Padre recordou que não existe erro reconhecido que não atraia ternura e perdão do Pai

  Papa Francisco


Comentando o trecho da Carta de São João, no qual o Apóstolo coloca os fiéis diante da responsabilidade de não ter uma vida dupla, o Papa Francisco reflectiu nessa manhã, em sua homilia na Capela da Casa Marta, no significado de caminhar na luz.

“Se dizemos que não temos pecado, fazemos de Deus um mentiroso”, afirmou Francisco, ressaltando a eterna luta do homem contra o pecado e pela graça:

“Se você diz que está em comunhão com o Senhor, então caminhe na luz. Mas vida dupla, não! Isso não! Aquela mentira que nós estamos tão acostumados a ver, e também a cair, não? Dizer uma coisa e fazer outra. Sempre a tentação… A mentira nós sabemos de onde vem: Na Bíblia, Jesus chama o diabo de ‘pai da mentira, o mentiroso. E por isso, com tanta doçura, com tanta mansidão, este avô diz à Igreja ‘adolescente’: ‘Não seja mentirosa! Você está em comunhão com Deus, então caminha na luz. Faça obras de luz, não dizer uma coisa e fazer outra, não faça uma vida dupla”.

“Meus Filhos” é o início da carta de São João: esta introdução carinhosa – com o tom que um avô usa com seus netos mais jovens – reflecte a doçura das palavras do Evangelho do dia, quando Jesus define como “leve” o seu fardo e promete descanso aos fadigados e oprimidos. Do mesmo modo, o apelo de João – afirma Francisco – é para não pecar, “mas se alguém o fez, não se desencoraje”.

“Temos um Paráclito, uma palavra, um advogado, um defensor junto ao Pai: é Jesus Cristo, o Justo. Ele nos dá a graça. A gente tem vontade de dizer ao avô, que nos aconselha assim: “Mas não é muito feio ter pecados?. Não, o pecado é feio! Mas se você pecou, olha, estão te esperando para te perdoar! Sempre! Porque Ele – o Senhor – é maior do que os nossos pecados”.

Esta – conclui Francisco – “é a misericórdia de Deus, a grandeza de Deu”. Ele sabe que “não somos nada, que somente Dele vem a força, e assim, sempre nos espera”:

“Caminhemos na luz, porque Deus é luz. Não caminhar com um pé na luz e outro nas trevas. Não seja mentiroso. E outra: todos pecamos, ninguém pode dizer: “Este é um pecador, esta é uma pecadora. Eu, graças a Deus, sou justo”. Não, somente um é o Justo, aquele que pagou por nós. E se alguém peca, Ele espera, nos perdoa, porque é misericordioso e sabe que somos plasmados, recorda que nós somos pó. Que a alegria que esta Leitura nos dá nos leve avante na simplicidade e na transparência da vida cristã, principalmente quando nos dirigimos ao Senhor, com a verdade”.


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Nenhum funcionário será demitido na reforma dos Meios de Comunicação do Vaticano

A reforma dará prioridade à informação destinada aos países onde há restrições à liberdade religiosa ou onde as Igrejas são muito pequenas

  Igreja e Religião

Mons. Vigano En La Stampa Estera
A reforma dos meios de comunicação da Santa Sé na era digital está em curso, irá torná-los mais eficientes, terminará em 2018, e neste processo serão fundamentais os dados sobre quem e quantos são os usuários da informação do Vaticano.

Foi o que disse nesta sexta-feira o prefeito da Secretaria da Comunicação do Vaticano, mons. Dario Eduardo Viganó, numa conferência de imprensa na Associação Imprensa Estrangeira na Itália.

“Através do Google e outros motores e informadores de dados devemos entender o que é mais certo para o público ao qual nos dirigimos, e às suas diversas categorias e target. Contrariamente é como escrever um livro, mas não ter quem o distribua”.

Além disso, procurar-se-á favorecer, garantiu Mons. Vigano, a informação “nos países que sofrem restrições à liberdade religiosa ou onde as igrejas são muito pequenas”. E será importante poder estar, por exemplo, na rede China QQ, como no Facebook nos nossos países.

Destacou também que “reforma não contempla demissões” dos mais de 600 funcionários que trabalham nos meios de comunicação da Santa Sé: técnicos, jornalistas, pessoal administrativo, fotógrafos, camarógrafos, etc.

“A economia será graças à junção dos serviços – disse – o que faz entrar tudo em uma economia de escala”, por exemplo “o serviço internet agora está no edifício da Rádio Vaticano, o que significa economizar em porteiros, administração e outros serviços”.

Também haverá dois grandes portais, um já existente – vatican.va – e outro que terá um nome tipo “News vatican” ou “info vaticano”, ou algo semelhante.

Lá se poderá conhecer o número de visualizações ou de escuta que têm os programas e isso permitirá entender que redacções precisam de reforços e quais não. “O que se pode traduzir em transferir pessoal, mas não despedi-los”. É preciso ter em mente, também, que ao longo do tempo alguns se aposentam, factores que irão reduzindo o número do pessoal.

Sobre o trabalho da rádio e da televisão, destacou que “a Rádio Vaticano não pode pretender ser uma rádio global, pelo que é importante procurar sinergias com os programas diocesanos e a partir daí chegar ao público”. Ou seja, “não se trata de uma competição, mas de uma cooperação”, disse.

Destacou, por exemplo, “a Rádio Coope na Espanha, à qual o nosso programa chega via web e eles o retransmitem como querem e quando querem”. Pelo contrário, na transmissão ao vivo, comentou mons. Viganò, receberam indicações de que preferiam fazer os comentários nos próprios lugares onde se divulgava porque seriam vários dos que fazia a redacção em espanhol em Roma.

O prefeito da Secretaria da Comunicação do Vaticano também observou que existem actualmente cinco endereços na comunicação da Santa Sé: o Departamento teológica pastoral que é o ex departamento das Comunicações Sociais; a comunicação institucional que compreende a sala de imprensa da Santa Sé; a editorial; e os assuntos gerais com os departamentos jurídicos.

Na direcção editorial, destacou, estarão os referentes dos vários meios, do L’Osservatore Romano, da rádio e da televisão, das medias sociais, além do portal. Daí sairá o fluxo de informações que será adaptado por cada meio.


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Aumenta o número de baptizados na China

Regista-se o número de 19.615 de baptizados realizados na última Páscoa

  Igreja e Religião


Precisamente, segundo informou a Rádio Vaticano hoje, foram 19.615 o número de baptismos realizados na última Páscoa nas diversas comunidades católicas da China continental.


A Província de He Bei, considerada a fortaleza do catolicismo na China, registou o maior número de baptizados – 4.063 – enquanto a Província nordeste de Ji Lin apresentou o maior aumento, com 775 baptismos, 5 vezes mais se comparado em relação ao ano anterior.


Padre Yang Hai Long, da Província de Hai Nan, que teve 12 baptizados, destacou: “Connosco os leigos são protagonistas da evangelização. Temos, de fato, um vasto território, com grande dificuldade de transporte e poucos sacerdotes disponíveis, somente dois. Assim, nos últimos anos, formamos um grupo sólido de leigos catequistas, que assumiram a maior parte do trabalho catequético. Nós, sacerdotes, pudemos assim dedicar mais tempo à pastoral”.


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“Apesar das aparências, os jovens não buscam somente entretenimento na música”, disse compositor da JMJ Cracóvia 2016

Em entrevista ao site oficial da JMJ Cracóvia 2016 o compositor Henryk Jan Botor, compositor da Missa de João Paulo II para a Jornada Mundial da Juventude Cracóvia 2016, falou um pouco sobre a sua inspiração e seu trabalho


Botor. Foto:botor.com.pl
Em entrevista ao site oficial da JMJ Cracóvia 2016 o compositor Henryk Jan Botor, compositor da Missa de João Paulo II para a Jornada Mundial da Juventude Cracóvia 2016, falou um pouco sobre a sua inspiração e seu trabalho.
“Em termos de composição – disse Henryk – ela certamente difere do hino da Jornada Mundial da Juventude, que tem mais a ver com a música popular. Esta obra tem um carácter litúrgico e permanecerá como um modelo de música clássica”.

A inspiração veio totalmente dos textos da Santa Missa. “Eu queria enfatizar o significado e imponência deles, de forma que as pessoas possam apreciá-los com o coração e a mente”, esclareceu.

Por fim, referindo-se aos jovens e a sua relação com a música o compositor polaco disse: “Apesar das aparências, os jovens não buscam somente entretenimento na música. Eles também desejam algo que os leve à contemplação e à reflexão”, e, exemplificando, disse: “Uma dessa obras que não busca unicamente entreter é a composição genial, na minha opinião, de Marco Frisina, “Jesus Christ, You are my life”, canção que tem sido muito ouvida nas Jornadas Mundiais da Juventude”.


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“Não se dá atenção aos que sofrem patologias raras porque não se entrevê um retorno económico”, denunciou o Papa

Nessa manhã o Pontífice recebeu no Vaticano cerca de 700 participantes do Congresso Internacional sobre Medicina Regenerativa

  Papa Francisco

O Santo Papa discursando aos Médicos e pesquisadores das doenças raras
Na manhã de hoje, 29, o Pontífice recebeu no Vaticano cerca de 700 participantes do Congresso Internacional sobre Medicina Regenerativa, organizado pelo Pontifício Conselho para a Cultura.

Francisco recordou as muitas ocasiões em que teve a oportunidade de se encontrar com pessoas que sofrem de patologias raras. “A esses pacientes, de fato – notou o Papa –, não é dedicada suficiente atenção, porque não se entrevê um consistente retorno económico aos investimentos feitos”.

De modo especial, Francisco ressaltou três aspectos que devem ser levados em consideração quando se fala de medicina e cultura: sensibilização, pesquisa – entendida seja no âmbito da educação, seja da investigação científica e, por fim, o acesso aos tratamentos.


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Jubileu da Família Militar e da Polícia de todo o mundo

No âmbito do Ano Santo da Misericórdia, começando nesta sexta-feira e concluindo no domingo

  Igreja e Religião


Também a Família Militar e da Polícia de todo o mundo celebrará o seu Jubileu no âmbito do Ano Santo da Misericórdia a partir desta sexta-feira.

O Jubileu dos Militares foi aberto hoje, 29, com uma Missa presidida pelo Arcebispo espanhol  Dom Juan del Rio Martin, às 7 horas da manhã, na Igreja Santa Ana, no Vaticano. Há uma série de actividades programas para cada um dos três dias desse Jubileu.

No sábado, 30 de Abril, está programada a Audiência Jubilar com o Papa Francisco, às 10 horas, na Praça São Pedro, precedida por um momento de acolhida das várias representações nacionais.

No domingo, 1º de Maio, às 10 horas, conclusão do Jubileu reservado à Família Militar e da Polícia, será celebrada uma Missa presidida pelo Cardeal Secretário de Estado Pietro Parolin, na Basílica de São Pedro, enquanto às 12 horas os peregrinos participarão da Oração do Regina Coeli com o Papa Francisco.


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Santa Catarina de Sena – Doutora da Igreja

“Jamais homem algum falou assim; – diziam os Cardeais a respeito de Catarina – não é uma mulher que fala; é o Espírito Santo que fala pela sua boca”



Catarina de Sena nasceu em 1347, na aldeia de Fontebranda (Sena-Itália).  Era filha de Giácomo Benincasa e de Mona Lapa. Este casal teve 25 filhos.

Mas antes de aprofundarmos um pouco na vida de Santa Catarina de Sena, vamos entender o contexto histórico em que viveu.

No século XIV, de 1300 até 1400, a Igreja passou por momentos muito difíceis, especialmente para o berço do cristianismo, a Europa.  Este foi o século da pior epidemia que a Europa experimentou.  (Naquele então a Peste Negra matou cerca de um terço da população que habitava o continente).

Por volta de 1309 o papado foi transferido para a cidade de Avignon, na França, porque Roma se encontrava em grandes conflitos. Várias famílias da nobreza romana disputavam o poder entre si, e acabavam por conseguirem nomear bispos, cardeais na intenção de obter o poder em Roma por meio da Igreja. Além disso, a Itália estava sendo invadida ao sul pelos muçulmanos e ao norte pelos normandos. Ficando assim, o estado pontifício ameaçado de muitas formas e lados.

Foi aí que o papado foi transferido para Avignon. Porém, essa transferência não foi boa, porque ali os papas ficaram por cerca de 70 anos subjugados aos reis franceses. Um deles, o rei Filipe IV, chegou até prender o papa Bonifácio VIII.

Foi neste século também, que tivemos o “Grande Cisma do Ocidente”, onde se teve papas e antipapas e até três papas ao mesmo tempo.

Se olharmos para a história da Igreja, veremos momentos negros, luzes e sombras…  Mas podemos ter a certeza de que as luzes são muito maiores. Cristo quis assim, Cristo quis que a história da Igreja, que a salvação humana fosse através de todas as circunstâncias humanas. Veremos Deus levantando grandes homens e mulheres, verdadeiros santos a iluminar a Igreja no meio de todas as tormentas; os pecados dos seus filhos, as heresias, as perseguições… Mas sempre veremos a Igreja renascendo como que na primavera.

E foi especialmente pelo trabalho de duas grandes Santas, Santa Brígida da Suécia e Santa Catarina de Sena, esta última cuja festa celebramos hoje, que vemos a Igreja se levantando no século XIV.

Santa Catarina foi até o papa Gregório XI e exortou o Sumo Pontífice a sair do exílio em Avignon e voltar para Roma, a fim de devolver a unidade ao povo católico. Com autoridade e respeito, disse ao papa que chegava a sentir o odor fétido do inferno em sua corte. E assim fez o papa Gregório XI.

Catarina, desde muito pequenina ouvia o chamado de Deus. Ela que passou sua infância em silêncio, penitência e oração. Não se preocupava com as coisas com que normalmente despendiam seus familiares. Ainda com sete anos, ansiando entregar-se exclusivamente a Deus, sem nenhuma ligação com o mundo aborrecedor dos homens, Catarina suplicou à Virgem Maria que a conservasse casta, a fim de tornar-se esposa de Jesus. “Amo-O com toda minha alma – dizia a Nossa Senhora – e prometo a Ele e a Ti jamais aceitar outro esposo”.

Para fugir de seus pais, que queriam vê-la casada, Catarina cortou sua longa cabeleira, sem lhes dizer uma palavra. Pois esta estava decidida a ser esposa unicamente de Cristo.

Enquanto pensava na vida religiosa das grandes Ordens, São Domingos apareceu-lhe em sonho e prometeu-lhe, que, mais tarde ela iria ser recebida na sua grande família espiritual.

Aos 16 anos, depois de muitas instâncias, Catarina foi admitida, então, na Ordem Terceira de São Domingos. E não demorou muito para que sua vida de virtudes atraísse as pessoas à sua volta. Em torno dela, disse o Papa Bento XVI, “foi-se constituindo uma verdadeira família espiritual”. Ela, que amava a todos, com um coração verdadeiramente maternal.

E foi nesta entranha maternal que Catarina, naquele tempo, em que a terrível peste corporal assolava por toda a parte e uma outra peste espiritual, não menos deplorável, provocavam uma enorme decadência no seio da Igreja, ajudou em muito, socorrendo o povo italiano, que sofria com essa peste mortífera e com igual amor socorreu a Igreja que, com dois Papas, sofria cisão, até que Catarina, santamente, movimentou os céus e a terra, conseguindo banir toda confusão.

Uma Santa que sequer sabia ler e escrever… Mas o Senhor a dotava de graças extraordinárias que ia permitindo-lhe cumprir perfeitamente a sua missão na Igreja e no mundo.

Assim lhe dissera Jesus: “Minha filha bem-amada, dei-te uma vida nova. A minha graça transbordando, para o teu corpo, comunicar-lhe-á um modo de existência extraordinário e obrarás prodígios maravilhosos… A tua linguagem será outra, o teu espírito esclarecido. Viajarás; viverás entre a multidão; alguns enviar-vos-ei a ti, outros enviar-te-ei a eles. Levarás o meu nome aos nobres e aos clérigos e aos Pontífices. Governarás o povo cristão a fim de que a tua fraqueza confunda os orgulhosos. Por ti salvarei muitas almas. Não temas nada, eu estou contigo”.

E de fato, ela não temeu! Santa Catarina ditava as suas numerosas e variadas cartas, simultaneamente a dois ou três secretários. Ditava sem interrupção e sobre assuntos diferentes e a pessoas também diferentes: ao Papa, a Cardeais, a eclesiásticos e a leigos de ambos os sexos.

Porém, a obra mais extraordinária, foi o intitulado “O Diálogo”, inteiramente ditado em êxtase e contém o que o eterno Pai se dignou comunicar-lhe nesses momentos de êxtase.

Por fim, esta grande Santa da Igreja, dotada de dons místicos e que chegou a receber os estigmas dolorosos da Paixão, morreu em Roma, em 1380, a 29 de Abril.

Em 1979 o papa Paulo VI, proclamou-a Doutora da Igreja, que iluminou e ilumina com sua vida santa e sua doutrina toda a Igreja.

Esta é Santa Catarina de Sena, que ela rogue por nós!


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Pílula espiritual

Santo do dia, pensamento e evangelho



“Quando você olha para o crucifixo, você entende então o quanto Jesus te amou. Quando você olha para a Sagrada Hóstia, você entende o quanto Jesus o ama agora.” (Beata Madre Teresa)

29 de Abril : Santa Catarina de Sena, Virgem e Doutora da Igreja.

Carregava no corpo os estigmas da Paixão de Cristo. Tinha visões durante as orações contemplativas e fazia rigorosas penitências, mesmo contra a oposição familiar. Deixou obras literárias ditadas de alto valor histórico, místico e religioso, como o livro “Diálogo sobre a Divina Providência.”

Do Evangelho de hoje:
 
“…amai-vos uns aos outros…"


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Papa Francisco: “Quando alguém tem medo de ouvir, não tem o Espírito em seu coração”

Homilia do Papa Francisco na capela da casa Santa Marta

  Papa Francisco

PHOTO.VA
O protagonista da Igreja é o Espírito Santo afirmou o Pontífice na homilia desta quinta-feira, 28, na capela da Casa Santa Marta.

“É Ele que desde o primeiro momento deu força aos apóstolos para proclamar o Evangelho”, é “o Espírito que faz tudo, o Espírito que conduz a Igreja adiante” mesmo “com seus problemas”, mesmo “quando se desencadeia a perseguição” é “Ele que dá força aos crentes para permanecerem na fé”, inclusive nos momentos “de resistência e insistência dos doutores da lei”.

Contudo, observa-se uma dupla resistência à acção do Espírito: a daqueles que acreditavam que “Jesus tinha vindo somente para o povo eleito” e daqueles que queriam impor a lei de Moisés, incluindo a circuncisão, aos pagãos convertidos. O Papa observou que “houve uma grande confusão em tudo isso”:

“O Espírito colocava seus corações em uma estrada nova: eram as surpresas do Espírito. E os apóstolos viram-se em situações que nunca teriam imaginado, situações novas. E como lidar com estas novas situações? Por isso, a narração de hoje começa assim: ‘Naqueles dias, tinha surgido uma grande discussão’, uma calorosa discussão, porque discutiam sobre este assunto. Eles, por um lado, tinham o poder do Espírito – o protagonista – que impulsionava a avançar, avançar, avançar … Mas o Espírito os levava a certas novidades, certas coisas que nunca tinham sido feitas. Nunca. Nem mesmo as tinham imaginado. Que os pagãos recebessem o Espírito Santo, por exemplo”.

Os discípulos “tinham um grande problema nas mãos e não sabiam o que fazer”. Assim, convocaram uma reunião em Jerusalém, onde “cada um contou a sua experiência” de como o Espírito Santo também descesse sobre os pagãos:

“E, no final, chegaram a um acordo. Mas antes há uma coisa bonita: ‘Toda a assembleia ficou em silêncio e ouviu Barnabé e Paulo, que relatavam os grandes sinais e prodígios que Deus havia realizado entre as nações, entre eles’. Ouvir, não ter medo de ouvir. Quando alguém tem medo de ouvir, não tem o Espírito em seu coração. Ouvir: ‘Você o que acha e por quê?’. Ouvir com humildade. E, depois, de terem ouvido decidiram enviar às comunidades gregas, isto é, aos cristãos que vieram do paganismo, enviar alguns discípulos para tranquilizá-los e dizer-lhes: ‘Tudo bem, continuem assim’”.

Depois de ouvir e discutir, decidem escrever uma carta na qual “o protagonista é o Espírito Santo”. E então afirmam: “O Espírito Santo e nós decidimos…”. “Este – afirma o Papa – é o caminho da Igreja face às novidades, não às novidades mundanas, como modas e roupas, mas às novidades, as surpresas do Espírito, porque o Espírito sempre nos surpreende. E como a Igreja resolve isso? Como enfrenta estes problemas para resolvê-los? Com reuniões, com a escuta, o debate, a oração e a decisão final”:

“Este é o caminho da Igreja até hoje. E, quando o Espírito nos surpreende com uma coisa que parece nova, ‘que nunca foi assim’, ‘deve-se fazer assim’, pensem no Vaticano II, nas resistências ao Concílio… e o cito porque é um evento próximo de nós. Quantas resistências: ‘mas não…’. Ainda hoje persistem resistências, de uma forma ou outra, e o Espírito vai adiante. O caminho da Igreja é esse: reunir-se, unir-se juntos, ouvir-se, discutir, rezar e decidir. Esta é a chamada sinodalidade da Igreja, na qual se expressa a comunhão da Igreja. E quem faz a comunhão? É o Espírito! De novo é ele o protagonista. O que nos pede o Senhor? Docilidade ao Espírito. O que nos pede o Senhor? Para não termos medo ao ver que é o Espírito que nos chama”.

“O Espírito – releva o Papa – às vezes nos detém”, como fez com São Paulo, para ir de um lugar ao outro, “não nos deixa sós, nos dá coragem, nos dá paciência, nos faz percorrer, seguros, o caminho de Jesus, nos ajuda a vencer as resistências e a ser fortes no martírio”. “Peçamos ao Senhor – concluiu – a graça de entender como a Igreja vai avante, entender como, desde o primeiro momento, enfrentou as surpresas do Espírito e também, para cada um de nós, a graça da docilidade ao Espírito, para percorrermos o caminho que o Senhor Jesus quer para cada um de nós e para toda a Igreja”.

(Com informações da Rádio Vaticano)


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Hollywood de olho no Padre Pio

Nos EUA “explode” a devoção ao capuchinho; políticos, intelectuais e estrelas do cinema entre os devotos. A história da “Saint Pio Foudantion”, associação fundada por um cantor lírico que será apresentado proximamente em Roma


Saint Pio Foundation - Logo
No próximo dia 3 de Maio, será oficialmente apresentado na Itália a Saint Pio Foundation, importante associação de caridade ligada à memória de São Pio de Pietralcina que, nos Estados Unidos, mas também em outras nações do mundo, se compromete a dar a conhecer o santo e sua obra. A popularidade do frade de Pietrelcina aumenta cada vez mais: nos últimos anos está se espalhando com rapidez surpreendente na América, na Ásia, na África e até mesmo na China e no Japão, principalmente devido aos “Grupos de Oração”, um movimento de leigos que ele fundou.

Entre essas personalidades da Saint Pio Foundation encontram-se Robert Davi, actor, director e cantor, famoso por interpretar muitos filmes de sucesso, Os Mercenários 3 a 007 – Licença para Matar, ou Showgirls de Paul Verhoeven até a famosa série de TV CSI.

Davi, que é de origem italiana (seu pai era de Palermo e a mãe do Avellino) é um devoto fervoroso do Padre Pio e nunca perde uma oportunidade de falar sobre ele. “Padre Pio foi o guia e a luz da minha vida”, diz ele. Outros actores de Hollywood devotos do santo de Pietrelcina são Tony Lo Bianco, que também trabalhou em Jesus de Nazaré de Zeffirelli; Joe Mantegna, famoso na Itália especialmente pela séria de TV Criminal Minds; Gary Sinise, popular por suas performances inovadoras em Forrest Gump e Apollo 13 e pela série CSI – New York. No dia 27 de Maio Gary Sinise, por suas actividades humanitárias, receberá durante uma cerimónia em Washington, o Padre Pio Award, Prémio instituído pela Saint Pio Foundation.

Também participam da fundação homens políticos como o sr. Robert Astorino, governador de Westchester County (New York) ou cientistas como o Dr. Robert C. Gallo, director do Instituto de Virologia Humana da Universidade de Maryland. A associação também é reconhecida como uma fundação católica da Conferência Episcopal americana, e tem entre os seus apoiantes o Cardeal Edwin O’Brien, Grão-Mestre da Ordem Equestre do Santo Sepulcro de Jerusalém; O cardeal Donald Wuerl, arcebispo de Washington; O arcebispo Bernard Auza, Observador Permanente da Santa Sé nas Nações Unidas; Monsenhor José Horacio Gómez, arcebispo de Los Angeles, e Monsenhor Frank Joseph Caggiano, bispo de Bridgeport, que na fundação é o vice-presidente do Conselho consultivo religioso.

A cerimónia de apresentação em Roma, programada para 03 de Maio, será realizada no Salão Nobre do Grande Hotel De la Minerve. É prevista a participação do cardeal Renato Martino, conhecido pela admiração e devoção ao Padre Pio; com ele também o embaixador dos EUA junto à Santa Sé, Kevin Hackett, o italiano, Daniele Mancini, Fuchsia Nissoli, deputado no Parlamento do Distrito de estrangeiros do Centro e Norte da América, e Robert Astorino, governador de Westchester County no estado de Nova Iorque. Nos dias seguintes, a delegação da fundação continuará suas “peregrinações” em devoção ao Padre Pio visitando a cidade de Pietrelcina e San Giovanni Rotondo.


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Todos os anos matam legalmente 23 milhões de bebés na China (63.000 por dia)

É conhecida a prática da esterilização forçada, o assassinato de pequenos e os assassinatos extra-uterinos consentidos pelo próprio governo chinês

  Família


No seu relatório sobre os direitos humanos do ano de 2015, o Departamento de Estado da União Americana relatou que na China a cada ano são abortados 23 milhões de bebés, o equivalente a cerca de 63.000 crianças por dia, 2.626 a cada hora e 44 minutos. Até agora, o número “oficial” falava de 13 milhões.

Na China a política governamental do filho único (só era possível ter uma criança por família, duas no máximo caso a primeira fosse menina) foi ligeiramente alterada em Outubro de 2015. É conhecida a prática da esterilização forçada, o assassinato de pequenos e os assassinatos extra-uterinos consentidos pelo próprio governo chinês. Em Novembro de 2015 o jornal The New York Times publicou a história de alguns destes abusos.

Em contraste, de acordo com o director do Ministério da Saúde da Rússia, o número de abortos no país caiu oito por cento em 2015 e 24,5 por cento em relação a 2011. O governo atribuiu a redução ao maior apoio e consulta a mulheres grávidas.

Com informações da família de Family Watch International.


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A alegria do Opus Dei pelas virtudes heróicas de Montse Grases

O prelado expressa o desejo de que o seu exemplo continue ajudando muitas moças e rapazes a considerar uma vida de generosa doação ao Senhor

  Igreja e Religião

Montse Grases
O Papa Francisco nesta terça-feira, 26, autorizou a promulgação dos decretos relativos a várias causas de canonização. Entre elas está o decreto sobre as virtudes heróicas de Montse Grases (1941-1959), uma jovem do Opus Dei morta aos 17 anos.

Ao saber do anúncio feito pela Santa Sé, o prelado do Opus Dei, D. Javier Echevarria, disse: “Agradeço de coração ao Senhor por este passo na causa de beatificação de Montse, uma menina com uma vida curta, mas que foi um verdadeiro presente de Deus para aqueles a trataram e também para aqueles que a conheceram depois do seu dies natalis, ou seja, a sua partida para o céu”.

Finalmente, Mons. Javier Echevarría disse que tem “a ilusão de que o exemplo de Montse continue ajudando muitas moças e rapazes a considerar uma vida de doação generosa ao Senhor no casamento, no celibato apostólico, na vida religiosa e no sacerdócio”.

Breve biografia

Maria Montserrat Grases Garcia -Montse- nasceu em Barcelona em 10 de Julho de 1941.

Aos dezasseis anos, percebeu que Deus a chamava a consagrar-se na Igreja e depois de meditar, orar e pedir conselhos solicitou a admissão no Opus Dei.

Pouco antes da idade de dezassete anos, foi diagnosticada com cancro (sarcoma de Ewing) no fémur da perna esquerda. A doença durou nove meses e causou-lhe dor intensa, que ela aceitou com serenidade e fortaleza.

Morreu em 26 de Março de 1959, Quinta-feira Santa.


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Bispos da Venezuela: “Nunca antes tínhamos sofrido a extrema carência de bens e produtos básicos para a alimentação e a saúde”

“Comunicado da Presidência da Conferência Episcopal Venezuelana perante a gravíssima situação do país”

  Igreja e Religião

Venezuela flag - Wikimedia Commons
Mais uma vez os bispos venezuelanos denunciam a gravíssima situação do país. Em nota publicada ontem, 27, os prelado pedem que ninguém se deixe manipular rumo à violência social, não aceitar a corrupção daqueles que especulam, permitir que a Cáritas possa dar a sua ajuda neste momento, especialmente com remédios.

O bispos condenam também os casos de linchamentos e solicitam a todos responsabilidade e respeito da institucionalidade.

“Nunca antes tínhamos sofrido a extrema carência de bens e produtos básicos para a alimentação e a saúde, junto com outros males como o crescimento da delinquência assassina e desumana, o racionamento instável da luz e da água e a profunda corrupção em todos os níveis do Governo e da sociedade. A ideologização e o pragmatismo manipulador intensificam esta situação”, afirma a nota.

Leia a nota completa, em espanhol, nesse link


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A entidade responsável pelo controle financeiro do Vaticano está em pleno funcionamento

Numa conferência de imprensa apresentam o relatório do ano 2015. O número de denúncias aumentou e o de crimes diminuiu

  Igreja e Religião

Brulhart Presenta El Balance De La Autoridad De Investigación Financiera (Foto ZENIT Cc)
“O ano de 2015 marca o efectivo funcionamento da Autoridade de Informação Financeira (AIF) desde a sua fundação”. Assim falou nesta quinta-feira, na sala de imprensa do Vaticano, o presidente do conselho directivo da AIF, René Brülhart, durante a apresentação do balanço de 2015 do Vaticano.

A AIF foi instituída no dia 30 de Dezembro de 2010 por Bento XVI, com uma carta apostólica em forma de motu próprio e consolidou o seu mandato com os motu próprio do papa Francisco do 10 de Agosto de 2013, e do 15 de Novembro de 2013 que aprova o novo estatuto.

Desde 2011 até hoje foram detectadas 893 actividades suspeitas no Vaticano, aumentando a cada ano, o que significa não um aumento de actividades financeiras ilícitas, explicou, mas maior consciência para denunciá-las.

Sobre contactos com outros países contra os fundos do terrorismo internacional, foi esclarecido que “não existe nenhuma suspeita particular” porque o tipo de usuários do Instituto para as Obras de Religião (IOR) são normalmente entes e empregados do Vaticano. Não existem, portanto, operadores financeiros externos e muito menos de áreas geográficas de risco.


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Visita surpresa do chefe: Papa visita de forma imprevista dois órgãos do Vaticano

Mais recentemente, o Papa visitou ainda a Congregação para as Igrejas Orientais, o Pontifício Conselho “Cor Unum” e Pontifício Conselho para a Promoção da Nova Evangelização

  Papa Francisco


Segundo informou a Rádio Vaticano, o Santo Padre visitou de forma imprevista nesta quinta-feira, 28, a Administração do Património da Santa Sé (APSA) e a Secretaria para a Economia do Vaticano.

Até agora, o Papa visitou outras sedes de Organismos vaticanos, como o Pontifício Comité das Ciências Históricas, a Congregação para a Educação Católica, a Congregação para o Clero e a Congregação para os Institutos de Vida Consagrada.

Mais recentemente, o Papa visitou ainda a Congregação para as Igrejas Orientais, o Pontifício Conselho “Cor Unum” e Pontifício Conselho para a Promoção da Nova Evangelização.


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sexta-feira, 29 de abril de 2016

Santuário de Fátima publica guia de oração para o mês de Maria

O livro, segundo informou o próprio Santuário, será disponibilizado ainda esta semana



O mês de Maria está às portas e um dos mais importantes santuários marianos do mundo, o Santuário de Fátima, em Portugal, vai editar um novo guia de oração intitulado “Feliz de ti que acreditaste”.

O livro, segundo informou o próprio Santuário, será disponibilizado ainda esta semana. “Trata-se de um guia para a oração comunitária ou individual, que propõe um percurso orante a partir da meditação de trechos bíblicos que focam a figura de Maria e o seu percurso de fé”, esclarece uma nota enviada pela sala de imprensa da instituição.

O documento está dividido em três partes. Na primeira, a partir da frase “O meu Imaculado Coração será o caminho que te conduzirá até Deus”, oferece um itinerário de “31 dias ao ritmo de Maria”, desde a sua eleição por Deus, ao compromisso frutífero com os seus desígnios e ao renascer como nova criatura. Na segunda parte, a frase “Continuem a rezar o terço” inspira algumas propostas para a celebração comunitária do Rosário e outras formas de piedade mariana. Uma última parte, com o título “Quem é vossemecê?” apresenta contributos para a reflexão sobre a figura de Maria e a Mensagem de Fátima, a partir de documentos do Magistério da Igreja.


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São Luís Maria Grignion de Montfort

“Maria é um lugar Santo, o Santo dos Santos, em que se formam e modelam os Santos”


Foto: Wikipedia
A vida de São Luís Maria Grignion de Montfort é daquelas que você para, olha e pensa: Uau! Que homem foi este!? Que doutrina foi esta!? Que vida extraordinária, meu Deus do céu!!!

Este foi Luís Maria Grignion de Montfort, nascido na cidade de Montfort, França, em 1673. De uma família extremamente católica, origens simples e de corações devotos a Nossa Senhora. Foi por esta devoção que ao ser crismado acrescentou ao seu prenome o nome de Maria. Porém, essa devoção que permeou toda sua vida levou-o a uma vida missionária extraordinária. Assumiu sua missão com uma maestria esplêndida! Pregou com coragem! E tomou sua cruz como um escravo… Um escravo do amor. “Tome a sua cruz! E não deverá arrastá-la, sacudi-la, reduzi-la ou escondê-la. Pelo contrário, leve-a sem murmurações… Enfim sem qualquer vergonha ou respeito humano, tome a sua cruz!” São Luís Maria Grignion de Montfort.

Aos 27 anos de idade foi ordenado sacerdote. No mais íntimo do seu coração, um sonho: O sonho de ser um pobre padre missionário. Ao ser ordenado, inicialmente, pensou em ir evangelizar no Canadá, mas aconselhado pelo director espiritual decidiu permanecer na França, que especialmente, a região em que pregava, 80 anos depois da sua morte, de forma extraordinária enfrentou com resistência a Revolução Francesa, que propagou os ideais iluministas que incluíam um sentimento anticlerical e anti-religioso, como também exerceu na prática esses ideais, muitas vezes de forma violenta, matando só na região de São Luís Maria Grignion de Montfort mais de cem mil mártires.

Em Roma recebeu do Papa Clemente XI o título de pregador apostólico e assim partiu, a pé, com sua batina surrada, um cordão amarrado na cintura com o rosário pendurado, um crucifixo que havia recebido do papa com indulgências, chapéu de feltro… E lá se ia o “andarilho de Deus” pela França a fora, com o rosário em mãos, vivendo o seu sonho, “Ó Virgem fiel, tornai-me em todas as coisas um perfeito discípulo, imitador e escravo da Sabedoria encarnada, Jesus Cristo, vosso Filho.” São Luís Maria Grignion de Montfort.

Sua eloquência, seu carisma e sua capacidade incrível de evangelizar, geravam nas pessoas por onde passava um grande entusiasmo, que só de saberem o local em que São Luís estava evangelizando, iam correndo de encontro ao pobre padre missionário para ouvirem suas palavras… Que os despertavam para uma profunda conversão e um corte total com toda a mentalidade mundana.

Entre tantos factos que comprovam a vida extraordinária deste santo, relato-vos um:

Estava São Luís em uma ocasião pregando para o exército. Ao ouvirem suas palavras, os soldados caíram em prantos, a começar pelo oficial encarregado, sendo ele o primeiro a sentir-se arrependido de seus pecados. De pé e deslaço, com o estandarte do exército na frente, liderou uma comovente procissão em penitência com seus soldados… Imagina você, testemunhando uma cena desta?
Onde quer que passasse, São Luís Maria Grignion de Montfort revelava sua principal arma para se chegar até Deus e a salvação, “Ser vosso devoto, ó Virgem Santíssima, é uma arma de Salvação que Deus dá, àqueles que quer salvar”.

Sem dúvidas, ele foi uns dos maiores apóstolo da Virgem Maria, levando verdadeiramente os corações dos homens a Deus por mãos da Virgem. “Reconhecerão que Ela [A Virgem Maria] é o meio mais seguro, mais fácil, mais rápido e mais perfeito de chegar a Jesus Cristo, e se lhe entregarão de corpo e alma, sem restrições, para assim também pertencerem a Jesus Cristo.” São Luís Maria Grignion de Montfort.

Foi ele quem escreveu um livro no qual explicou, com piedade e clareza impressionantes, em que consiste o verdadeiro amor à Mãe de Deus. O hoje conhecido “Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem”, que é uma verdadeira escola de espiritualidade e de santidade. Cuja doutrina sobre a Santíssima Virgem influenciou papas como Leão XIII, São Pio X, Pio XII e São João Paulo II que tomou como lema a expressão Totus Tuus Mariae, “Sou todo teu, ó Maria”.

São Luís encerrou sua vida de pregação e de missão no dia 28 de abril de 1716, com 43 anos de idade.

Ele que viveu sua vontade feroz de ser um simples pobre padre missionário. Ele que viveu com fidelidade absoluta o Evangelho de Cristo. Ele, um exemplo de sacerdote que tanto irritava uma parte do clero daquela época que ainda insistiam a viver uma fé e evangelização superficial. Ele que combateu com valentia os jansenistas, os quais estavam afastando os fiéis dos sacramentos e da misericórdia do Senhor. Ele que encontrou no Rosário de Maria sua arma que fez tremer o inferno com seus demónios. Ele que enxergou na cruz o único caminho para a salvação.

Ele, cuja festa celebramos hoje, que nos ajude a amar. E com o auxílio da Virgem Maria, a encontrarmos em Deus a verdadeira ternura e o verdadeiro sustentáculo, pois Nele está todo o bem e riqueza de nossas vidas.

São Luís Maria Grignion de Montfort, rogai por nós!


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