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quinta-feira, 31 de julho de 2014

Aliança Evangélica Mundial responde ao pedido de desculpas do papa apresentando o seu próprio pedido de perdão

O reverendo Tunnicliffe diz que a aproximação do papa é um bom augúrio para o futuro


Cidade do Vaticano, 30 de Julho de 2014 (Zenit.org)


O líder da Aliança Evangélica Mundial aplaudiu o encontro entre o papa Francisco e os pentecostais em Caserta, na Itália, na última segunda-feira, e respondeu ao pedido de desculpas do Santo Padre pela falta de compreensão dos católicos fazendo o seu próprio pedido de perdão em nome dos evangélicos que discriminaram os católicos.

O secretário geral da Aliança Evangélica Mundial, Rev. Dr. Geoff Tunnicliffe, disse que o pedido de desculpas do papa Francisco em nome dos católicos que perseguiram outros cristãos no passado foi louvável, bíblico e reflecte a mensagem de Jesus. E, como Francisco, o líder evangélico também pediu perdão pelos cristãos evangélicos que fizeram o mesmo contra os católicos.

Em entrevista à Rádio Vaticano nesta quarta-feira, 30, Tunnicliffe fez uma série de reflexões sobre o gesto do papa de se reunir com mais de 200 membros da Igreja Pentecostal da Reconciliação na cidade italiana de Caserta. No sábado, o papa tinha se reunido também com a comunidade católica da cidade.

Perguntado sobre o impacto do encontro do papa com os pentecostais, ele declarou: "Eu acho que a aproximação do papa Francisco é um bom augúrio para conversas futuras, porque isso vai nos permitir ir mais fundo em nossas interacções".

"Nos últimos anos, a Aliança Evangélica Mundial, que representa cerca de 650 milhões de cristãos do mundo todo, tem tido uma crescente interacção com o Vaticano e com a Igreja católica. Estamos concluindo o nosso segundo diálogo teológico oficial, que identifica áreas de preocupações comuns e áreas em que ainda discordamos".

Reconhecendo os erros
Ao comentar o pedido de desculpas do papa Francisco em nome dos católicos que discriminaram os protestantes, Tunnicliffe elogiou o papa por dar o passo público de pedir perdão, considerou a atitude como "bíblica" e disse que ela "reflecte a mensagem de Jesus".

Depois de dizer que o ato do papa Francisco representará uma "mensagem forte para o mundo, especialmente para os países onde existem tensões significativas entre católicos e evangélicos", Tunnicliffe também fez um pedido de desculpas.

"Eu também preciso dizer o seguinte: reconheço que houve na história situações em que os protestantes, incluindo os evangélicos, discriminaram os cristãos católicos. Eu sinto muito por esse tipo de atitude. Embora nós possamos discordar teologicamente, isso nunca deve nos levar à discriminação ou à perseguição contra o outro. Todos nós precisamos reconhecer todos os nossos erros e pedir perdão uns aos outros".

O líder evangélico observou que as conversas oficiais entre católicos e evangélicos ainda são uma parte essencial do caminho ecuménico e disse que o encontro histórico ajudou a construir a confiança e a amizade, que, espera ele, podem levar ao aprofundamento do diálogo ecuménico. Tunnicliffe pediu a continuidade das relações dentro da "família cristã".

"Jesus", disse ele, citando João 17, "nos pediu claramente para sermos um". É muito importante, por isso, ajudar os que estão fora da Igreja a entender que, "embora haja diferenças dentro das denominações cristãs, também temos muitas áreas em comum" no essencial.

Missa em Roma pelos cristãos perseguidos no Iraque

A celebração terá lugar na Igreja de São Gregório Nazianzeno e será presidida por Dom Iannone, Bispo Auxiliar de Roma


Roma, 30 de Julho de 2014 (Zenit.org)


Esta noite, na igreja de São Gregório de Nazianzo (Vicolo Valdina) em Roma, será realizada por iniciativa de Pier Ferdinando Casini e Paola Binetti representantes do Senado e da Câmara dos Deputados, uma missa em sinal de solidariedade aos cristãos de Mosul, vítimas das perseguições dos jihadistas do Califado de Isis, obrigados a escolher entre pagar a jyzia (taxa), converter ou morrer. Na Missa, que será celebrada pelo Bispo Auxiliar de Roma, Dom Filippo Iannone, estarão presentes autoridades parlamentares e uma delegação da região autónoma do Curdistão.

Padre Mtanoius Haddad, procurador da Igreja católica grego-melquita junto à Santa Sé, falou à Rádio Vaticano: "Isso nos dá um pouco de coragem moral, rezar também faz milagres!". No entanto, Pe. Haddad insiste que aconteçam também "outras ajudas para sustentar a vida dos cristãos" nos territórios sob o domínio do Estado Islâmico do Iraque e do Levante.

(Trad.:MEM)

A Santa Sé envia nota às suas embaixadas sobre a paz no Oriente Médio

Dom Mamberti alerta para o risco de se ficar acostumado e de se considerar inevitável a situação na Faixa de Gaza


Cidade do Vaticano, 30 de Julho de 2014 (Zenit.org)


A Secretaria de Estado do Vaticano enviou às embaixadas credenciadas junto à Santa Sé uma “nota verbal” para recordar os recentes apelos que o papa Francisco tem feito nos últimos ângelus em prol das pessoas que vivem no Oriente Médio.

O arcebispo Dominique Mamberti, secretário para as Relações com os Estados, explicou à Rádio Vaticano como a Santa Sé vê a situação actual dos cristãos naquela região. Mamberti afirma que "a Secretaria de Estado acompanha a situação das comunidades cristãs no Oriente Médio com grandíssima preocupação. As comunidades cristãs estão sofrendo injustamente, têm medo e muitos cristãos se viram obrigados a emigrar".

Só em Mossul, recorda, quase trinta igrejas e mosteiros foram ocupados e danificados pelos extremistas, que retiraram todas as cruzes. "Pela primeira vez em muitos séculos, não pôde ser celebrada a santa missa de domingo. É necessário recordar que no Iraque, assim como nos outros países do Oriente Médio, os cristãos estão presentes desde o início da história da Igreja e tiveram um papel significativo no desenvolvimento da sociedade. Eles só querem continuar presentes como artífices de paz e de reconciliação", observa o prelado.

Mamberti expõe como a Santa Sé trabalha para aliviar a situação. O Vaticano age em diversos níveis, explica. "Em primeiro lugar, o próprio Santo Padre manifestou, em várias ocasiões, e de modo comovido, a solidariedade para com as comunidades cristãs, em particular para com as famílias de Mossul, convidando todos a rezarem por elas. Ele expressou também a sua proximidade pessoal através de alguns dos responsáveis religiosos, entre os quais o patriarca caldeu da Babilônia e o patriarca sírio de Antioquia, encorajando os pastores e os fiéis a serem fortes na esperança. O papa enviou ainda uma ajuda económica às famílias, através do Conselho Pontifício Cor Unum, para ajudar nas necessidades humanitárias". 

A Secretaria de Estado do Vaticano, através dos seus próprios canais diplomáticos, "continua chamando a atenção das autoridades internacionais e dos governos para a situação desses irmãos nossos. Enviamos uma ‘nota verbal’ a todas as embaixadas credenciadas junto à Santa Sé com o texto dos últimos apelos feitos pelo Santo Padre, relacionados também, mais em geral, com a situação no Oriente Médio. Foi enviado um pedido, juntamente com a nota, para que a mensagem chegue aos respectivos governos", explicou o prelado na entrevista.

O desejo vivo, afirma ele, é "que a comunidade internacional se interesse por esta questão, já que estão em jogo os princípios fundamentais da dignidade humana, o respeito pelos direitos de toda pessoa, para uma convivência pacífica e harmoniosa entre as pessoas e entre os povos".

Finalmente, o secretário da Santa Sé para as Relações com os Estados observa que a situação na Faixa de Gaza é "trágica e muito triste" e alerta para o "risco de nos habituarmos e de considerá-la quase como inevitável, o que não seria justo".

O cardeal Cipriani destaca o papel da Igreja na história do Peru

O arcebispo de Lima celebrou a missa solene e o Te Deum pelo 193º aniversário da Independência do Peru


Roma, 30 de Julho de 2014 (Zenit.org)

O cardeal Juan Luis Cipriani falou dos princípios morais e espirituais com que a religião católica contribui na construção de uma sociedade peruana mais humana, como valores intangíveis e fundamentais. Ele se pronunciou neste dia 28 de Julho, por ocasião da missa solene e do “Te Deum” de acção de graças pelo 193º aniversário da Independência do Peru.

Durante a homilia da missa solene, o arcebispo de Lima observou que a Igreja sempre vê a necessidade de semear entusiasmo e esperança, de maneira especial nos tempos actuais, em que se observa uma crise de valores. "É evidente que o critério democrático da maioria pode ser suficiente em grande parte dos assuntos que precisam ser regulamentados juridicamente pelos poderes do Estado. Mas também é evidente que, nas questões fundamentais do direito natural, nas quais estão em jogo o presente e o futuro da humanidade, outras considerações de carácter ético são indispensáveis", afirmou o purpurado.

"No processo de formação do direito sobre instituições essenciais que são o suporte de uma sociedade, é obrigação de um espírito democrático responsável buscar os critérios para a sua orientação indo além das simples maiorias. Por exemplo, no caso das normas sobre a protecção e o respeito irrestrito à dignidade de toda vida humana desde a sua concepção até o seu término natural, reconhecidos na constituição; no caso das normas que regem a instituição do matrimónio entre homem e mulher; no caso da promoção e da defesa da família como célula fundamental da sociedade; no direito de acesso a uma educação nos valores, cuja principal responsabilidade recai nos pais de família", acrescentou o arcebispo de Lima.

Cipriani advertiu também sobre a chamada "ideologia de género", que tem invadido o campo cultural e tentado silenciar a religião, na tentativa de impor a sua concepção antropológica particular. "Há outras pessoas que, com a desculpa de suprimir a discriminação, pretendem obrigar os cristãos, independentemente de desempenharem ou não alguma função pública, a irem contra a própria consciência", lamentou. "A religião não é um obstáculo para que os legisladores façam bem o seu trabalho, mas uma contribuição vital para o debate nacional, que deve iluminar os homens e mulheres de boa vontade".

O purpurado recordou que é fundamental cultivar uma clara convicção das funções insubstituíveis da religião na formação dos cidadãos do Peru. Ele explicou que "a doutrina cristã, que é depósito de fé e que a Igreja custodia, é em si mesma uma grande contribuição, junto com outras instâncias, para a criação de um consenso ético de fundo na sociedade".

As palavras do arcebispo de Lima também recordaram as pessoas que sofrem a violência no mundo inteiro, em especial no Oriente Médio: “Elevo a Deus as minhas orações diante do sofrimento de homens, mulheres e crianças de populações civis do mundo inteiro, nestes momentos de violência mortal que fere gravemente os valores supremos da vida e da paz, que a humanidade tem a obrigação de salvaguardar”.

Participaram da celebração eucarística o presidente da República, Ollanta Humala Tasso, a presidente do Congresso da República, Ana Maria Solórzano, os integrantes do gabinete ministerial, membros do corpo diplomático actuante no país e autoridades políticas, militares e civis.

Intenções de oração do papa para o mês de Agosto

Em destaque, os refugiados e os cristãos da Oceania


Cidade do Vaticano, 30 de Julho de 2014 (Zenit.org)


A intenção universal de oração do papa Francisco para o mês de Agosto é que os "refugiados, obrigados a abandonar as próprias casas por causa da violência, sejam acolhidos com generosidade e respeitados nos seus direitos".

Quanto à intenção de oração pela evangelização, o papa pede "pelos cristãos na Oceania, para que anunciem a fé com alegria a todos os povos do continente".

São Pedro Crisólogo

As palavras escritas de Pedro Crisólogo ecoaram com a força da doutrina e da fé sendo um brado que nos apontou o céu aqui na terra.


Horizonte, 30 de Julho de 2014 (Zenit.org) Fabiano Farias de Medeiros


“Pedro das palavras de ouro”, assim era conhecido o santo que nasceu em Imola na Itália, por volta do ano 380. Seus pais eram cristãos e desde cedo foi educado em sólida doutrina e fé católica, assistido por Cornélio, bispo de Imola, que o baptizou e ordenou diácono. O acompanhou também em sua caminhada a imperatriz romana Galla Plácida que fez de Pedro seu conselheiro e em 424 influenciou seu filho, o imperador Valentiniano III, a sagrá-lo Arquidiácono da cidade de Ravena.

Pedro desempenhou com zelo e fervor sua função eclesiástica que no ano de 433, foi indicado pelo imperador para ser consagrado bispo da diocese de Ravena. Assim aconteceu e o próprio Papa Xisto III consagrou Pedro. Conhecido como o “doutor das homilias”, Pedro escreveu cento e setenta e seis homilias explicando e aprofundando assuntos da doutrina católica, dogmas e catequeses, combatendo heresias e empreendendo com isso grande jornada de conversões e resgate de almas para a Igreja. A partir daí recebeu o nome de Chrysologus que quer dizer palavras de ouro, ficando conhecido como Pedro Crisólogo. Escreveu ainda uma série de homilias dedicada a São João Baptista e à Virgem Maria.

Pedro teve determinante participação nos concílios de Éfeso e Calcedónia, nos quais combateu fortemente e venceu a heresia Monofisita de Eutiques. Este ainda teria recorrido a Pedro por conta de sua condenação e em carta Pedro o advertiu severamente a abandonar a heresia e obedecer ao bispo de Roma.

Pedro Crisólogo faleceu em Imola por volta do ano 450. Alguns historiadores apresentam datas diferentes para sua morte sendo a mais provável o dia 31 de Julho. Em 1729 foi declarado Doutor da Igreja e em 1969 após o Concílio Vaticano II sua festa litúrgica foi fixada em 30 de Julho.

quarta-feira, 30 de julho de 2014

Fato de banho é muito mais giro… e não só



Era eu um bebé e já a minha mãe me vestia fato de banho para ir à praia. E na minha infância não era só eu, mas todas as minhas primas, amigas e colegas do colégio usavam fatos de banho, coloridos e com padrões variados, para ir à praia ou à piscina. Mas à medida que fui crescendo e entrei na adolescência, reparei que quase todas as minhas amigas começavam a usar biquíni. Íamos à praia e já eram muito poucas as que usavam fato de banho: comentava-se, comparava-se, e havia tal “pressão” (éramos miúdas de 13, 14 anos na altura) para usar biquíni, que quem ainda usava fato de banho só o podia fazer por opção própria de não querer entrar na onda.

Claro que eu também me questionei e pensei se queria ou não comprar um biquíni. Conversei com a minha mãe, com amigas que usavam fato de banho e com amigas que usavam biquíni e formei eu própria uma opinião. A primeira conclusão estava à vista: a maior parte das minhas amigas não ficava favorecida com a mudança, notavam-se quilos a mais e imperfeições próprias da fase de crescimento. É claro que isto não acontecia com todas, mas no geral o fato de banho era, sem dúvida alguma, a opção mais elegante.

Um outro motivo, mais racional, foi pensar não pela negativa – o que não posso mostrar – mas pela positiva – o que posso e devo mostrar. Olhando para o corpo humano é fácil perceber que cada parte tem uma função: as pernas e os pés para andar, as mãos e os braços para trabalhar e certas partes mais íntimas para questões fisiológicas e sexuais.

Há também partes essenciais que servem para uma actividade básica do ser humano: a comunicação. Para comunicar precisamos da boca, dos olhos, dos ouvidos e essa é a primeira parte que deve estar à vista. Quando um ser humano é obrigado a tapar estas partes (até as burkas têm uma rede para se poder ver e respirar), isso é um abuso. As mãos, além de serem instrumento de trabalho, são também forma de comunicação, e por isso também devem estar à vista.

Agora, se olharmos para a maioria dos povos, a tradição é a de deixar a descoberto as partes com estas funções referidas e áreas circundantes, mas deixar resguardadas as partes mais íntimas e as zonas mais próximas destas partes. Um decote acentuado, a zona imediatamente por baixo do peito ou por baixo do umbigo remetem automaticamente, é inevitável, para a zona íntima que qualquer mulher quer resguardar. Assim, se eu tapar apenas as partes que não quero mostrar o mais provável é que vá chamar a atenção precisamente para essas partes.

Com a chegada de mais um Verão resolvi trocar ideias com algumas amigas e perguntei a cerca de 20 amigas que usam fato de banho (dos 16 aos 26 anos) o porquê de preferirem o fato de banho ao biquíni. As respostas foram muito interessantes e, pelo menos, dão que pensar. (A maioria destas amigas a quem perguntei são super elegantes, sem problemas de quilos a mais: usam fato de banho porque querem e não porque precisam.)

Há uma coisa com a qual todas concordam: é muito mais elegante. E além disso, muito mais confortável: várias dizem que se sentem mais à vontade consigo mesmas e com os outros. Uma delas diz: “É encantador sem ser revelador. Também é muito mais confortável (comparando com já ter usado biquíni). Uso fato de banho porque me sinto mais à vontade e sei que os outros à minha volta estão também mais à vontade, não vêem só pele.” Outra amiga diz que não quer abrir a sua intimidade a desconhecidos: “se não lhes conto muitas coisas porque são íntimas minhas, porque hei-de mostrar o meu corpo que revela tanto de mim?” Outra ainda (de 16 anos!) diz que tal como não é a mesma coisa estar em topless ou de biquíni, não é a mesma coisa estar de biquíni ou de fato de banho: “acho que é um sinal de respeito pelas pessoas com quem estou na praia ou na piscina”. Há quem justifique a sua preferência com três palavras apenas: “elegância, mistério, feminino”. E também há quem se alongue mais, começando na brincadeira… “Biquíni = soutien/cuecas. Não me imagino a sair à rua em soutien e cuecas! Fato de banho é muito mais elegante porque dá a ilusão de termos pernas maiores, diminui a curva na cintura fazendo com que a medida de peito e de anca sejam a mesma, ou seja, TOP MODELS!” mas revelando logo as suas verdadeiras razões… “o corpo é a manifestação exterior e do nosso interior (alma). (…) Devemos evitar qualquer peça que impeça que os outros nos vejam como pessoas e apenas como corpo. O que acontece é que o biquíni salienta, aliás pior, põe mesmo em relevo as duas partes que mais nos identificam como mulheres. E os homens e as mulheres têm maneiras muito distintas de pensar... É óbvio que não podemos impedir que as pessoas pensem o que quer que seja, mas podemos prevenir! O fato de banho, ao tapar a barriga, ajuda a combater imaginação e o desejo de alguns homens... porque grande parte do problema é esse: o que deixa a desejar. Como já dizia Santa Teresa, 'a imaginação é a louca da casa'!!!” Finalmente, a Maria que, com 18 anos acabados de fazer (giríssima e com 1,80 m de altura), acaba de ser convidada para ser modelo, diz-me “Eu uso fato de banho porque acho que fica mais elegante e porque expõe menos do meu corpo. E, para além disso, de biquíni sinto-me de roupa interior”.

Como é óbvio, tenho também muitas amigas que preferem usar biquíni: fazem-no com más intenções ou com malícia? Tenho a certeza que não e respeito perfeitamente a opção delas (não deixo de gostar ou admirá-las um milímetro a menos por causa disso). Não queria era deixar de expor estas ideias, nas quais se calhar nunca pensaram. Há consequências às quais nós, raparigas, não somos sensíveis (principalmente no que diz respeito aos rapazes) e que provavelmente nunca considerámos. Deixo aqui um vídeo do Jason Evert, que dá ideia de algumas dessas consequências: youtube.com/watch?v=WtzIcz7MOkc.

Para terminar, um último pensamento: tenho a certeza que todas as raparigas e mulheres, ou pelo menos a maioria, deseja ser vista e conhecida por aquilo que é: a sua personalidade, a sua inteligência, etc. A maneira como nos vestimos (cores, combinações) também dizem algo de nós e é normal que as pessoas olhem para a nossa roupa e juntem essas impressões à ideia que têm da nossa pessoa. Mas se a roupa que estou a usar se resume a três pequenos triângulos, é óbvio que as pessoas vão precisamente olhar para esses triângulos… e aí será difícil que reparem na nossa inteligência, simpatia ou personalidade.

Leonor Cruz Fernandes 

Ter filhos

Nos últimos tempos, fruto das notícias da actualidade e de outras conversas, tenho-me questionado sobre porquê é que as pessoas não têm mais filhos e até porquê é que nós temos cinco filhos. As perguntas são de resposta complexa, mas o que é facto é que muitas vezes me perguntam se foi por querer, se ficamos por aqui, se sempre quisemos ter muitos filhos,… e o assunto não parece fácil de explicar só com sim ou não.
 
Pergunto-me porquê é os casais não têm mais filhos, lembro-me daquelas ideias de dar um cheque de 500€ por cada filho, recordo as questões fiscais e laborais que estão em cima da mesa. Espero sinceramente que se decida o melhor para as famílias e que não se continue a prejudicar quem tem mais filhos.
 
Mas à parte de tudo isso, parece-me que os casais não têm mais filhos porque não arriscam. Porque inventaram a pílula e a massificação do seu uso fez com que os casais se sentissem donos e senhores da vida e, formatados nessa lógica, nem põem a hipótese de arriscar, de viverem abertos à vida, quer ela venha, quer ela não venha. É como diz o provérbio popular “Quem não arrisca não petisca!”.
 
Do que vou ouvindo nalgumas entrevistas de famílias numerosas, ninguém esteve parado a planear ter 3,4,5,6,7… filhos. Ninguém se senta um dia à noite para falar sobre o número de filhos que vai ter, quanto é que vai custar, quanto é que vai pagar mais no supermercado, se poderá continuar a ir viajar, se, se, se… Simplesmente, há casais que estabeleceram o limite dos dois filhos, idealmente o casalinho; e há outros que não estabeleceram limites e se deixam surpreender pela vida.
 
E ainda bem. Planeado só tivemos o primeiro. Às vezes, olho para todos os outros e penso o que seria da minha vida se eles não existissem. Como é que eu poderia ser feliz sem o meu russito que tem tanto de atravessado como de meiguinho? Sem a minha mandona que faz uma tragédia a partir do nada? Sem o meu zé TT (todo-o-terreno) que leva tudo à frente e só pára para comer ou para um colinho? E sem a alegria e a tranquilidade do pepito?
 
Lembro-me do olhar de pânico do meu marido quando engravidava. Lembro-me do pânico que sentia quando descobria que estava grávida. Lembro-me da tristeza do meu marido quando percebia que eu estava grávida ainda antes de eu perceber. Lembro-me… lembro-me, lembro-me. E depois vejo o olhar do meu marido quando assiste às travessuras do quarto, que é tal e qual a cara do pai. Vejo o encanto com que vê a pequenita a dançar para ele. Vejo o quanto se dá para que todos estejam bem.
 
Que bom é ser surpreendido pela vida e ir deixando-se ser feliz. Certamente seria feliz só com o casalinho piroso, certamente seria feliz só com um filho, mas de certeza que sou muito mais feliz com cinco. Não planeámos nada, apenas mantivemos abertura para que a vida entrasse na nossa vida.
 
Os casais não têm filhos porque não têm dinheiro, não têm filhos porque estamos num ambiente de crise. Os casais não têm filhos porque estão noutra. Foram formatados assim e consideram as famílias grandes giras, agitadas, mas para outros, que, de facto, nem conseguem bem compreender. Parecemos boas pessoas, até com alguma capacidade de raciocínio, mas ter cinco filhos, não lembra ninguém!
 
A lógica da surpresa traz consigo o calor inebriante de um filho que inunda a nossa vida e não deixa que nada volte a ser como dantes. A família torna-se aberta a quem vem. Os irmãos amam quem vem sem ainda saberem se vem ou não.
 
O melhor que podemos dar aos nossos filhos são os irmãos. O melhor que nos podemos dar a nós próprios é a possibilidade de ter filhos.
 











Rita Gonçalves
Licenciada em Línguas e Literaturas Modernas variante Português e Francês
Pós-graduação em Ramo de Formação Educacional
Mãe a tempo inteiro (forçada e por vontade própria ao mesmo tempo)




Em busca dos Valores Perdidos

Não falemos de valores filosóficos, esta abstracção poderá ficar para quem, em recanto meditativo, possa reflectir sobre a sua essência.

Debrucemo-nos agora sobre os valores que unem os homens na vida e na sociedade: a saudável convivência, o bem comum, o trabalho, o lazer, a entreajuda, a cultura e o divertimento.

Valores da vida que pacifiquem a eterna tensão entre a necessidade de vivermos juntos e a vontade de cada um viver à sua maneira.

A moralidade abarca a totalidade da nossa existência e, dado que somos seres sociáveis, a vida moral transborda da pessoa para toda a sociedade e nela se projecta influenciando-a.

Fomos feitos para viver uns com os outros, o homem não é um ser solitário mas um ser solidário na cooperação do bem comum, na reciprocidade e no altruísmo.

Não é fácil, por vezes, também não é confortável mas é a única via de felicidade possível aqui e além… Parafraseando Martin Luther King “ ou aprendemos a viver juntos como irmãos ou morreremos juntos como animais…”.

O agir ético do homem é medido e julgado pela sua consciência – o núcleo mais secreto de si mesmo, o santuário onde ele se encontra a sós consigo e com Deus.

Este juiz secreto da nossa consciência não fica passivo ou indiferente - se for bem formado - ao seu agir e ao dos outros: louva ou repreende, aprova ou condena, tranquiliza ou inquieta.

Todos aspiramos a um ideal de vida no qual acreditamos e pelo qual lutamos, já que sem esta referência as ideias esvanecem-se, a sociedade fica parca de esperança, o sentido da existência dilui-se e a vida fenece sem se ter concretizado.

Valores então para quê? Para que o vazio não se instale, para que o absurdo não se imponha como elemento destruidor e para que consigamos perceber o porquê e o para quê da nossa vida.

Os valores são uma bússola, uma referência de caminho a seguir. Não estão mortos nem fora de moda, antes são a clareira de luz e de esperança que nos resta para atravessarmos a aridez das sucessivas crises em que têm mergulhado a nossa vida.

Susana Mexia




«Valores e cultura na nossa sociedade”


De uma forma ou de outra todos somos alertados para alguns problemas que, apesar de não serem novos, nos levaram, mais uma vez, à sua reflexão.

Ao falar de cultura ficou-me a dúvida: Será que ela depende da sociedade em que se insere ou é a sociedade que faz a sua própria cultura? Mesmo num país, com a dimensão de Portugal, existem várias opiniões. Enquanto, para uns, a cultura se insere nas suas tradições, para outros, insere-se na modernidade e nos saberes enciclopédicos.

Quanto aos valores, a confusão é ainda maior, chegando ao paradoxo. Todos sabemos que o Bem e a Justiça são valores ancestrais e, neste nosso século XXI, continuam a ser pronunciados no dia-a-dia, como fundamentais e imprescindíveis. No entanto, impõe-se a pergunta: Que valores? Que Justiça? Que Bem?

O Bem da liberdade que não sabemos ou não queremos usar?

A liberdade que nos tira dignidade e fere a do “outro”?

O homem é inteligente e racional e dessa razão e da vontade surge o “livre arbítrio”, ou seja, o homem tem o poder de decidir. A pergunta impõe-se: Como é que o homem gere esse poder de decisão? Como controla e usa o poder da liberdade? Poderá fazer tudo para que se julga apto?

É vulgar, um grupo de familiares ou amigos discutirem determinado assunto, em que cada um deles manifesta o seu ponto de vista com a concretização e correcção que a sua ideologia determina. Uns, porque leram mais, outros porque têm a ciência a seu favor, todos consideram que o seu modo de avaliar o problema é o mais correcto e, no final, cada um fica na sua. O egoísta continua egoísta; o virtuoso sai a perder e o cientista continua a alardear o poder da ciência. Que critério usar para definir os valores, embora saibamos que a ciência pode matar, que o egoísta pode ferir a justiça e que, na maior parte das vezes, a virtude se opõe ao prazer e ao bem-estar?

Todos nascemos do mesmo modo, como soldados colocados no campo de batalha, em que cada um procura subir na hierarquia terrena, mesmo que, para isso, seja preciso matar, atropelar, perverter o sentido da justiça, porque falta o tal critério que deveria vir do “Comando Supremo”. Mas como conseguir esse estatuto e obediência a um “Deus”que coloque o critério do que deve ser feito e não do que pode ser feito?

O Papa Bento XVI diz que sem liberdade religiosa “seria impossível a afirmação de uma paz autêntica e duradoura para toda a família humana”.

Também assim pensamos os nossos medos só serão minorados depois de encontrado o critério de todos termos o nosso “Deus”, o nosso “General”. Não importa o nome que lhe damos, o que é importante é que “ELE” nos ajude a discernir qual o melhor critério para decidir do que deve ser feito e não do que se pode fazer. Pode mesmo ser um dos nossos antepassados que nos ensine o critério a usar para que a virtude vença o prazer e o egoísmo dos que só pensam no seu poder e esquecem que os outros também fazem parte da Sociedade em que nos inserimos.

O meu estatuto de Pessoa, só existe frente ao “Outro”.


Otilina Silva - Escritora


Cáritas Portuguesa | Editorial Cáritas


Noticias Cáritas Portuguesa
D. Rino Passigato, Núcio Apostólico em Portugal, recebeu dois exemplares do livro “Maritain e Bento XVI Sobre a modernidade e o relativismo”. Os dois exemplares, oferecidos pelo autor Diogo Madureira, e por Eugénio Fonseca, presidente da Cáritas Portuguesa vão agora chegar às mãos do Papa Emérito, Bento XVI e do Papa Francisco. ler+ 













Próxima publicação











Autor: J. Y. Calvez
Editora: Editorial Cáritas
Publicado em: 2014
 
"Leccionei várias vezes na Faculdade das Ciências Sociais e Económicas do Institut Catholique de Paris sobre “As grandes correntes do pensamento social cristão”. Retomo aqui o que diz respeito aos anos vinte e trinta do século XX. Tive igualmente a ocasião de fazer prelecções sobre os pensadores do pós-guerra, entre os quais se encontram personalidades tão importantes como François Perroux, economista reconhecido, e o P. Louis-Joseph Lebret, fundador de Économie et Humanisme e, depois, sobre os do período pós-Concílio Vaticano II; neste período talvez já não se encontrem personalidades tão eminentes, mas houve debates de grande vivacidade entre os marxistas cristãos e os que os contestam, e também se desenvolve então um comentário moderno da doutrina social católica oficial. Este último período é também o tempo da teologia política na Alemanha, da teologia da libertação na América Latina. Interessei-me, nestes diversos ensinamentos, sobretudo pelo pensamento social cristão na França – e em especial pelo pensamento católico –, mas esforcei-me por ter os olhos abertos para a Alemanha, a Itália, os Estados Unidos e, em último lugar, a América Latina." Jean-Yves Calvez, (in Cristãos Pensadores do Social)

Apresentações, Conferências e Debates
 
9 a 11 Setembro |XXIV Encontro da Pastoral Social




















Orar Cantado - Obras Completas (2ª edição)

Secretariado Nacional de Liturgia
 
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Nova edição
 
Orar Cantando – Obras Completas
 
Formato: 148X210mm
Nº páginas: 704
Preço: 15,00€
ISBN 978-989-8293-43-5
Nota da 2ª edição

Depois da 1ª edição em 2001, chega agora às livrarias a 2ª edição de “Orar Cantando – Obras Completas”, do Padre Carlos Silva. Entre uma e outra, destaca-se a junção de novas músicas, nomeadamente na área da Liturgia das Hora, e de novas harmonizações, de acordo com os manuscritos entretanto encontrados no espólio do autor.

Em segundo lugar, elaborou-se também um apêndice com músicas populares, feitas pelo autor ao longo da sua juventude. Embora se trate de um registo secundário, muito diferente da obra essencialmente litúrgica que ele deixou, é um acrescento significativo que garante a possibilidade de deixar para a história a sua obra completa.

Seminário Diocesano de Leiria


Introdução

Sempre que componho cânticos religiosos – quer o faça por iniciativa própria quer por encomenda –, tenho a intenção primordial de fazer rezar quem os cante, procurando valorizar cristãmente os textos, tornando-os mais expressivos e penetrantes, facilitando deste modo a minha oração pessoal e a oração dos outros, mesmo das pessoas mais simples e dos coros e das comunidades menos preparadas musicalmente.

E assim fica justificado o título deste livro: “Orar Cantando”.

Daí, também, que a grande percentagem das minhas músicas seja para uma voz só, algumas delas para duas vozes e apenas uma pequena percentagem para três e quatro vozes – mas sempre acessíveis, até aos pequenos coros.

Na sua quase totalidade destinam-se a ser cantadas na liturgia e devoções eucarística ou marianas.

Há-as jubilosas, aclamativas, contemplativas ..., mas sempre adequadas aos vários tipos e momentos de oração, e ao serviço desta.

Volto a repetir: faço cânticos sempre na esperança de que o povo cristão, todo o povo cristão, possa rezar com eles, alimentando, assim, a sua fé, a sua esperança e o amor divino, ajudando-o a entrar em contacto mais íntimo e feliz com Deus.
Oxalá consiga o meu intento!

P. Carlos da Silva

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Êxito de uma nova variante do Caminho Português para Compostela: a chamada «rota espiritual»

Actualizado 10 de Junho de 2014

ReL 

Parte da nova rota pode recorrer
a usar lancha, ao coincidir com
parte do Caminho do Mar
A Rota Espiritual (www.osalnes.com) converteu-se numa das variantes do Caminho Português mais percorrido pelos peregrinos. Com somente dois anos de existência, o caminho consolidou-se como uma alternativa à que percorrem grande parte dos peregrinos que vão a Santiago, também em meses pouco propícios para percorrer o caminho.

Um exemplo disso são o passado mês de Abril e o actual, Maio, dois meses nos quais passaram por Vilanova mais de 200 peregrinos, o que significa que somente neste período de tempo transitaram pela rota espiritual mais pessoas que em todo o ano passado.

Os estrangeiros são os que mais se sentem atraídos por esta alternativa aos caminhos tradicionais, e sobretudo, os originários de Portugal, que se converteram no grupo mais numeroso, seguidos dos italianos.

Estes últimos estão tendo cada vez mais presença graças à difusão que está tendo a variante nas redes sociais do seu país. Os blogues italianos especializados no Caminho de Santiago tiveram muito que ver, já que neles se realizou uma promoção importante da Variante e da Translatio por águas da ria de Arousa, as mesmas que, conta a tradição, navegaram os discípulos de Santiago com o seu corpo numa barca de pedra.

Em todos os blogues fala-se da espectacular paisagem pela qual decorrem ambos os caminhos e o grau de satisfação daqueles que escolheram percorrer o caminho. A satisfação de muitos deles reflecte-se no livro de visitas do albergue de As Sinas, situado no pavilhão de Vilanova, onde muitos dos visitantes deixaram opiniões muito positivas.


Na rota do mar, a origem de todos os caminhos a Compostela, encontra-se a chave do êxito. Os motivos, segundo Alberto Álvarez Canal, responsável do albergue de peregrinos de Vilanova e membro da directiva da Fundação Amigos do Caminho Português, são vários. "Além da beleza desta rota, e do indiscutível valor histórico e patrimonial, encontram-se outros aliciantes como o que não esteja massificada", explica.

E mais, recorda que em outras rotas mais conhecidas "os albergues encontram-se saturados, enquanto aqui podem desfrutar de uma experiência mais tranquila e relaxada já que não existe essa competição por encontrar um sítio onde dormir". Os benefícios desta situação são palpáveis para os que escolhem a variante espiritual já que "existe um maior contacto com o peregrino, um tracto mais próximo e pessoal".

De facto, aponta Álvarez Canal, os próprios responsáveis dos albergues "exercemos quase de guias turísticos, ensinando-lhes os lugares mais emblemáticos do povoado e da zona; o tratamento e as atenções que recebem são quase familiares, ao ser tão próximas".

Em relação com a variante há outras duas novidades mais. Uma é que, em breve, começarão a realizar obras de construção do novo albergue de Armenteira. O projecto encontra-se redigido e os planos realizados pelo que nuns meses está previsto que comecem as obras no lugar.

A segunda das novidades é que estão finalizando de sinalizar a etapa entre Vilanova e Pontecesures, o que permitirá unir por terra O Salnés com o Caminho Português de Santiago. As melhorias instaladas neste novo trecho transladar-se-ão no futuro para a rota que já une a cidade de Pontevedra com o molhe de Vilanova.


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Caldeus do Iraque: preparados para partir rumo à terra que Deus lhes indicar

O cardeal Sandri celebra a liturgia na catedral de São Pedro Apóstolo dos Caldeus, em San Diego


Cidade do Vaticano, 29 de Julho de 2014 (Zenit.org)


O cardeal Leonardo Sandri, prefeito da Congregação para as Igrejas Orientais, presidiu neste domingo a divina liturgia na catedral de São Pedro Apóstolo dos Caldeus, em San Diego, nos Estados Unidos. O purpurado rezou pelos cristãos perseguidos no Iraque, a pátria da Igreja caldeia, e incluiu na sua oração os cristãos da Síria, da Palestina e do Egipto, assim como os membros da comunidade greco-católica da Ucrânia, que atravessam, junto com todos os seus compatriotas, uma situação muito difícil.

Por sua vez, conforme publicado pelo Vatican Information Service, o bispo da eparquia, Sarhad Yawsip Hermiz Jammo, agradeceu ao purpurado pelo encorajamento que a sua visita e as suas orações, como representante do papa Francisco, representam para todos os cristãos do Oriente. Sarhad acrescentou que, em comunhão com o Sucessor de Pedro, eles perseverarão na fé de Abraão e, como o patriarca hebreu, estarão preparados para partir rumo à terra que Deus lhes indicar, aprendendo a ler a história numa dimensão mais elevada.

Em sua homilia, o cardeal Sandri agradeceu aos fiéis presentes e aos cristãos em situações conflituosas que mantêm a lealdade dolorosa ao Evangelho, assegurando a todos a oração e a bênção do papa Francisco, bem como a proximidade de toda a Igreja. Sandri também manifestou o desejo de paz e de justiça para todas as vítimas de uma violência “tão incrível quanto insensata”.

O prefeito da Congregação para as Igrejas Orientais, em sua visita a Califórnia, se reuniu com a comunidade maronita de Los Angeles e de San Diego e com a comunidade siro-malabar. Nos próximos dias, ele visitará os arménios e os sacerdotes da Igreja síria, copta, greco-melquita e greco-católica romena que exercem o ministério pastoral nos Estados Unidos.

As previsões são de um aumento significativo para a já vultosa diáspora oriental, em especial dos cristãos procedentes do Iraque, devido aos conflitos actuais. A imigração, disse o cardeal, é um desafio pastoral de proporções históricas que requer ainda mais esforço por parte da Igreja latina em sua atenção às Igrejas orientais.

O papa visitará Sri Lanka e Filipinas em Janeiro

Francisco realizará a sua quinta viagem internacional de 12 a 19 de Janeiro de 2015


Cidade do Vaticano, 29 de Julho de 2014 (Zenit.org)


Acolhendo o convite das autoridades civis e dos bispos, o papa Francisco fará no próximo ano uma viagem apostólica ao Sri Lanka, de 12 a 15 de Janeiro, e às Filipinas, de 15 a 19 de Janeiro. A informação foi confirmada na manhã de hoje pela Santa Sé.

A viagem já tinha sido anunciada pelo pontífice na entrevista conferência realizada após a viagem à Terra Santa, em maio. Ao ser perguntado sobre a Ásia e, em particular, sobre a liberdade religiosa e de expressão em países como a Coreia do Norte e a China, Francisco declarou que, a respeito da Ásia, há duas viagens programadas: "a da Coreia do Sul, para o encontro de jovens cristãos, e, em Janeiro próximo, uma viagem de dois dias ao Sri Lanka e logo em seguida às Filipinas, na região afectada pelo tsunami".

Sobre a falta de liberdade para a prática religiosa, Francisco respondeu que o problema "não é só de alguns países asiáticos. Também acontece em outros países". O papa explicou que "a liberdade religiosa é algo que nem todos os países têm. Alguns têm um controle mais fácil e tranquilo, outros tomam medidas que acabam em verdadeira perseguição. Há mártires. Há mártires hoje. Mártires cristãos, católicos e não católicos. Há lugares em que você não pode usar um crucifixo, nem ler a bíblia; não pode ensinar o catecismo". O Santo Padre afirmou que "temos que nos aproximar desses casos com prudência para ajudar, temos que rezar muito por essas Igrejas que sofrem. Os bispos e a Santa Sé também trabalham para ajudar os cristãos desses países".

Desde que foi eleito sucessor de Pedro, Bergoglio fez diversas viagens na Itália e ao exterior. Em 2013, dentro da Itália, ele viajou a Lampedusa, Cagliari e Assis. Fora do país, o Santo Padre veio ao Brasil para a Jornada Mundial da Juventude no Rio de Janeiro. Em 2014, o papa visitou três cidades italianas – Cassano All'Jonio, Campobasso e Caserta – e peregrinou à Terra Santa. Em Agosto, visitará a Coreia do Sul e, em Setembro, a Albânia.

A família do padre Dall'Oglio: "preparados também para chorá-lo"

Comunicado da família do jesuíta italiano desaparecido na Síria há um ano


Roma, 29 de Julho de 2014 (Zenit.org) Rocio Lancho García


A família do padre jesuíta italiano Paolo Dall'Oglio, desaparecido há um ano na cidade síria de Raqqa, emitiu um comunicado em que pede aos responsáveis pelo desaparecimento "que tenham a dignidade de nos informar o que houve com ele". A família afirma ainda que "gostaríamos de voltar a abraçá-lo, mas estamos preparados também para chorá-lo".

Ao longo destes 12 meses, surgiram várias notícias desencontradas sobre o paradeiro do jesuíta, algumas afirmando o seu assassinato, outras informando que o padre ainda está vivo. Mas nunca houve nenhum comunicado oficial dos sequestradores.

“Já faz um ano que não temos notícias do nosso filho e irmão Paolo, sacerdote, jesuíta, italiano, desaparecido na Síria em 29 de Julho de 2013. É muito tempo, tempo demais, mesmo para um lugar de guerra e de sofrimento infinito como a Síria", diz o comunicado da família.

Os parentes afirmam que hoje, um ano depois do desaparecimento de Dall’Oglio, "rezaremos e estaremos perto dele, de todos os sequestrados, de todos os encarcerados injustamente e de tantas pessoas que sofrem por causa desta guerra".

Durante a festa de Santo Inácio de Loyola, no ano passado, o papa Francisco manifestou a sua preocupação com padre Dall'Oglio durante a homilia, dizendo que estava "pensando em nosso irmão da Síria".

Dall'Oglio é um sacerdote italiano que trabalhou na Síria desde a década de 1980 e que esteve muito comprometido com o diálogo entre o islã e o cristianismo. Em 2012, ele foi expulso do país pelo regime, mas retornou em 2013 para uma missão humanitária.

Os membros da comunidade síria do mosteiro de Deir Mar Musa, do qual Dall’Oglio é fundador, afirmaram que o sacerdote tinha partido, no dia do desaparecimento, rumo ao norte da Síria. Desde então, não houve mais notícias.

Santa Marta

Marta acompanhou Jesus e em meio aos seus afazeres teve a graça de acolher e contemplar as maravilhas de seu Mestre.


Horizonte, 29 de Julho de 2014 (Zenit.org) Fabiano Farias de Medeiros


Marta nasceu em Betânia, próxima a Jerusalém. Era filha de Teófilo, governador de toda a comarca marítima, e de Eucaria e tinha Maria de Betânia e Lázaro como irmãos. Sua família era muito conceituada e nobre detendo parte daquela região como Magdala, Betânia e parte de Jerusalém.

Foram célebres as passagens das Escrituras que ressaltaram a vida de Marta. Primeiro contemplamos o relato da visita de Jesus à sua casa, na qual a jovem exorta sua irmã Maria a cuidar das coisas em virtude da presença de Jesus. Neste momento Jesus enfatiza o ensino espiritual acerca de nos dedicarmos aos valores espirituais acima dos afazeres materiais.

No episódio da ressurreição de Lázaro, Marta se coloca ao encontro de Jesus clamando sua presença para que pudesse pedir a Deus por seu irmão em uma atitude de profunda confiança e fé. Jesus, diante do fato e da comoção de Maria, também chorou e, em seguida,ressuscitou Lázaro. Na ceia de Betânia também estava presente Marta, Maria e Lázaro ressuscitado. A tradição remonta que após a morte, ressurreição e Ascensão de Jesus, Marta e seus irmãos foram para a França onde evangelizaram convertendo a muitos.

Marta teria falecido com aproximadamente 65 anos em Betânia acometida de uma forte febre. Os frades franciscanos difundiram a festa litúrgica de Santa Marta no ano de 1262 escolhendo o dia 29 de Julho para a comemoração.

terça-feira, 29 de julho de 2014

Martín Villarreal, conhecido como «O Criminoso»








Dove arrasa com um terno anúncio e as 28 cenas da tua vida nas quais chamaste o teu Papá

Continua a onda de spots comerciais pró-família 

Nos perigos, nos medos, nas dores, nas dificuldades, nas ausências...
Actualizado 10 Junho 2014

ReL

A Dove somou-se à avalanche de anúncios comerciais que tem a família, a paternidade e os filhos como fonte de emoções autênticas e valores positivos: aí está Hero e a sua "loucura de ser pais", ou também Coca Cola e a experiência de uns pais principiantes, ou inclusive McDonald´s e o transcorrer da vida entre dois nascimentos...

Nos Estados Unidos, onde o Dia do Pai não se celebra na festividade de São José (19 de Março) mas sim no terceiro domingo de Junho (o dia 15 este ano), as grandes companhias não deixam passar a ocasião para promover-se ao mesmo tempo que promovem também os seus produtos vinculando-os à data.

É o caso da citada marca de cosméticos, que aposta por oferecer-nos até 28 cenas da vida quotidiana (e nem todas infantis) marcadas pelas palavras Papá [Dad] ou Papi/Papai/Paizinho [Daddy]. E não faz falta muito mais. "Por todas as vezes que responderam à nossa chamada", coloca o anúncio, "não és o momento de homenagear os Papás?".



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O direito ao aborto? Não existe em nenhuma legislação internacional

As associações "pró-vida" irlandesas repondem à ONU, que continua a dizer que a legislação de Dublin sobre o aborto viola as normas internacionais sobre os direitos humanos


Roma, 28 de Julho de 2014 (Zenit.org) Federico Cenci


Muita coisa em jogo no Conselho para os direitos humanos das Nações Unidas em Genebra, onde a Irlanda se encontra diante de uma bifurcação: ceder às pressões da ONU e, portanto, abdicar aos pedidos de “suavizar” a sua legislação sobre o aborto ou resistir na luta pela tutela do nascituro.

“Duro” e “insistente” foi a acusação do Conselho ao qual foi submetido, em meados de Julho, Frances Fitzgerald, ministro da Justiça da Irlanda. Motivo da arenga: a actual legislação de Dublin sobre o aborto violaria as normas internacionais sobre os direitos humanos.

O Conselho considerou insuficiente o compromisso da Irlanda, no ano passado, quando, para cumprir as exigências da ONU alterou a sua legislação sobre o aborto, com a aprovação de uma lei denominada The Protection of Life During Pregnancy Act. A norma confirmou as restrições irlandesas em matéria de aborto, mas acrescentando uma passagem relativa aos riscos para a mãe.

A lei, conforme expressamente anunciado pelo governo, estava destinada a esclarecer as circunstâncias em que, devido a uma condição física precária da mãe, o aborto pode ser permitido. Além disso, com a aprovação da lei o acesso ao aborto foi estendido até mesmo onde há um risco de suicídio da mulher grávida. Para continuar, no entanto, é necessário o parecer unânime de três médicos (um obstetra e dois psicólogos).

É ainda muito pouco para o Conselho dos Direitos Humanos das Nações Unidas, segundo o qual a legislação irlandesa continua a "criminalizar" as mulheres grávidas, negando-lhes poder recorrer a isso - ao aborto - que é definido um “direito”. Yuval Sahny, relator da acusação, destacou que a Irlanda nega assim o acesso à interrupção da gravidez “mesmo em circunstâncias em que nós, Estados, (membros) julgamos que tenha que ser uma obrigação permitir o aborto legal e seguro".

A ONU, no entanto, tem se encontrado com interlocutores nem um pouco dispostos, muito pelo contrário, capazes de manter a própria legislação sobre o aborto. Mary Jackson, funcionária do Departamento de Saúde, disse que reivindicou que a lei reprovada pelo Parlamento irlandês um ano atrás está em conformidade com as exigências da ONU.

Estiveram presentes na discussão em Genebra, também Lorcan Price, advogado e representante da Campanha Pro-vida, Associação Irlandesa em defesa da vida. Price contestou a interpretação de que as Nações Unidas têm o conceito de direitos, afirmando: "Não existe nenhum direito ao aborto na legislação internacional”. Portanto, não está em Irlanda mas em outro lugar a discordância com os direitos humanos. “Hoje os riquíssimos lobby pró-aborto - disse ele – tentam enganar a Comissão de Direitos Humanos aqui em Genebra, argumentando que o feto ainda não nascido não tem o direito de viver. Esta afirmação é completamente contrária às leis sobre direitos humanos".

Lobby que têm nomes e sobrenomes. "Espero com todo o coração -  continuou Price – que o Comité defenda o direito à vida e rejeite a pressão internacional dos grupos estadunidenses, como o Center for Reproductive Rights, que querem impor a todo custo o regime do aborto na Irlanda”. As Nações Unidas – observou, portanto, o presidente da associação pro-vida – “sabem que não existe um direito internacional sobre o aborto na legislação. Se a Onu assumisse uma posição explicitamente a favor do aborto, causaria um dano incalculável na sua credibilidade como organismo em defesa dos verdadeiros direitos humanos”.

Duro o comentário feito em Lifenews de Cora Sherlock, vice-presidente de Pro-Life Campaign, que definiu a audiência da Comissão com a Irlanda uma “farsa”, porque as Nações Unidas demonstraram ser "extremamente tendenciosas em favor do 'aborto". Por exemplo, Sherlock lembrou que da ONU “nem mesmo um murmúrio de preocupação se levantou por causa das terríveis situações de Países como a Inglaterra, onde as crianças que sobrevivem de um aborto não recebem assistência médica e são abandonadas à morte nos cantos”. E ainda sobre a Inglaterra, o Conselho “não falou nada sobre o recente caso documentado em que os restos de 15 mil crianças abortadas foram queimados para produzir calor nos hospitais ou que, na Inglaterra, as gravidezes podem ser interrompidas por razões de deficiência do feto até no momento do parto”.

Uma "farsa", para parafrasear Sherlock, destinada a continuar. Espera-se agora que o Conselho se reúna novamente, para fazer um novo teste em base às declarações recolhidas e emitir assim as suas observações conclusivas daqui a duas semanas.