Neste mês de Novembro, dedicado às almas faz-nos bem
pensar em Eternidade, essa realidade que nos espera quando partirmos para a
Pátria Celeste. O Papa Bento XVI definia Eternidade como o instante de
satisfação, onde a Totalidade nos abraça e nós abraçamos a Totalidade.
Onde quer que se esteja, seja qual for o nosso
trabalho, temos de pensar que o fazemos para Deus e se tivermos de cumprir
qualquer missão, por mais difícil que seja poderemos sempre pedir a ajuda do
alto para no dia da nossa partida podermos dizer – missão cumprida.
O Papa Francisco anunciou assim o sínodo dos bispos
que terminou a 28 de Outubro:
“É-me grato anunciar-vos que em Outubro de 2018 se
celebrará o Sínodo dos Bispos sobre o tema «Os jovens, a fé e o discernimento
vocacional». Eu quis que vós estivésseis no centro da atenção, porque vos trago
no coração”
O Papa afirma que os jovens devem ser levados a sério
e convida-os a tomar um papel activo na sociedade com a certeza fundamental que
Deus ama a todos e a cada um dirige pessoalmente uma chamada. Os jovens devem pedir
aos adultos para estarem a seu lado e os ajudarem nas escolhas importantes.
Vários conselhos foram dados na preparação deste
sínodo:
Defender a dignidade da mulher. Qualquer uma e
todas são filhas de Deus.
Falar, pedir conselho, principalmente quando as dúvidas
apertam, pois é terrível deixa-las crescer. Para isso é preciso haver pessoas
capazes e bem preparadas para saber ouvir e falar.
Usar a cabeça, o coração e as mãos, ou seja, pensar
bem, saber sentir, educar os afectos e meter mãos à obra aproveitando os dons
de cada um ou cada uma.
Procurar o apoio de uma comunidade que ame a
verdade, pratique a justiça e a paz. Devemos compreender e amar os jovens, nunca teme-los,
devemos mostrar-lhe que não estão sós.
Formar-se bem, harmonizando quatro aspectos: espiritual,
intelectual, comunitário e apostólico. Para amadurecer, crescer sem
desvalorizar qualquer deles. Para quem tem filhos educa-los bem, sem
hiperprotecção que os tornará imaturos, sem saber discernir o bem do mal.
A formação no discernimento é fundamental diz o Papa:
“Discernir, qual é a voz do Senhor, qual é a voz de Quem nos conduz à
Ressurreição, à Vida, e a voz que nos livra de cair na cultura da morte”.
O Evangelho da Missa desse domingo, 28 de Outubro,
falou da cura do cego Bartimeu, e para que ele descobrisse Jesus, que passava,
foi preciso ouvir o ruído da multidão, que entretanto lhe dizia para não
incomodar o Senhor quando este cego não parava de gritar: “Filho de David tem
piedade de mim”. Foi também essa mesma multidão que lhe transmitiu o chamamento
de Jesus a Bartimeu que atirou fora a capa e deu um salto para depressa se
aproximar do Mestre. Todos nós e principalmente os jovens devemos pedir como
Bartimeu: “ Mestre que eu veja”.
Depois, tendo
sabido desprender-nos do que nos prende, das nossas capas, pediremos: Mestre
que eu seja.
Procuremos,
nunca perder o ponto de vista sobrenatural, vendo Deus por detrás de cada
acontecimento, seja ele agradável ou desagradável. Falar com Deus, não nos
produzirá nenhuma deformação psicológica, e para qualquer cristão deve ser tão
natural como o bater do coração, como dizia S José Maria.
Santa Teresa de
Ávila queixava-se a Deus de muitos padecimentos que tinha, e com amor dizia-Lhe:
agora sei porque tens tão poucos amigos!
Os padres sinodais numa carta aos jovens
diziam que a Igreja e o Mundo precisam urgentemente do entusiasmo dos jovens e
que deveriam ser “companheiros de estrada dos mais frágeis, dos pobres, dos
feridos pela vida. Vocês são o presente, sejam o futuro mais luminoso”. Também nós,
os adultos que não queremos um espírito velho, devemos ser luz e não trevas
pensando na eternidade.
Fiquei algo impressionada, ao ver
na televisão anunciarem um novo filme passado no Japão que abordava uma
tradição antiga, em que os filhos deixavam no topo de uma montanha sagrada,
cumprindo a lei de Narayama, os pais
que completavam os 70 anos de idade. Aí ficavam sós, abandonados para morrerem
nesse local. Fiquei impressionada, com alguma curiosidade, (ou talvez não, face
ao estado de angústia em que me deixou), para ver esse filme denominado “A
Balada de Narayama”, no sentido de
perceber o contexto em que essa situação deplorável e desumana ocorria. O
apresentador tinha referido que era devido a situações de pobreza extrema,
escassez de alimentos, tradições culturais e tribais, no sentido de garantir o
equilíbrio populacional e alimentar numa pequena aldeia ao norte do Japão no
século XIX. Este facto trouxe-me igualmente ao pensamento, outras situações de
injustiça culturais disseminadas pelo mundo fora. The honor killing, (Morte de Honra) em que as mulheres são
enterradas até ao peito e apedrejadas até à morte. Assisti a uma apresentação
em Viena, nas instalações das Nações Unidas, que ainda hoje se encontra bem
presente na minha memória. O caso que tive a oportunidade de assistir,
apresentado por uma professora universitária, aconteceu num país do Médio
Oriente, mas segundo a oradora acontece ainda hoje em dia em vários pontos do
globo. Neste caso, a vítima foi injustamente acusada de adultério, logo,
condenada à morte por apedrejamento em praça pública. Por mais tentativas que
fizesse para provar a sua inocência, não o conseguiu. Contudo, um jornalista
teve conhecimento desta situação através de uma familiar da vítima, empenhado
em demonstrar a sua inocência, e deu-a a conhecer ao mundo. Não conseguiu
impedir a sua morte por apedrejamento, em que o marido e os filhos
participaram, mas certamente, a sua morte terá contribuído para chamar a
atenção mundial, no sentido de se prevenirem com o tempo situações semelhantes
que, segundo dados fidedignos das Nações Unidas, ocorrem anualmente em número
muito elevado. Existem já vários livros publicados sobre este tema.
Na Europa, encontra-se bem
presente na nossa memória o Holocausto, ou seja, o assassinato em massa de cerca
de seis milhões de judeus, grupos étnicos, políticos e sociais durante a II
Guerra Mundial. Recordo igualmente com tristeza, uma visita que fiz a um Campo
de Concentração na Polónia. E um pouco por todo o mundo, há situações graves de
injustiça. Lembro a visita do Papa Francisco ao Campo de Concentração Nazi de Auschwitz, a atravessar o Portão da
Entrada, que por cima tinha escrito “O Trabalho Liberta”. O Papa rezou no pátio
onde eram chamados os condenados à morte. Deixou escrito no livro de visitas
“Senhor tem piedade do Teu povo, Senhor perdão por tanta crueldade”.
Agora os tempos são outros,
contudo ainda existem muitas situações extremamente graves latentes no meu
pensamento, ou seja, a questão dos refugiados, os ataques terroristas que são
uma constante, a guerra com todas as suas consequências, as medidas adotadas
com as quais não concordo, o populismo, o desemprego, a exclusão social entre
muitos outros, que contribuem para o meu estado de alma menos positivo.
Torna-se necessário entregar nas mãos de Deus, o que não conseguimos resolver e
lutar, dentro das nossas possibilidades, para as denunciar, ajudando a que se
tomem medidas para as ultrapassar e solucionar, sabendo antecipadamente que
irão surgir outras situações fruto dos erros do homem...
Concluo este artigo precisamente
no dia da Natividade de Nossa Senhora. Através da Virgem Maria, nos veio o Sol
da justiça, Jesus, Nosso Deus. Nenhum acontecimento extraordinário acompanhou o
nascimento de Maria. Com frequência as coisas importantes para Deus passam
despercebidas aos homens, que sempre procuram o extraordinário para enfrentarem
a sua existência. A sua vida tão cheia de normalidade, guardando as coisas no
seu coração, sabendo servir os outros sem alarde. A glória de servir não cessa
de ser a exaltação real de Maria; assunta ao Céu, Ela não suspende aquele seu
serviço salvífico, trono da graça e de misericórdia da nossa Mãe do Céu,
intercessora na adversidade, luz nas trevas, alívio nas dores e penas. Todo o
ser humano concebido é chamado a gozar de um destino eterno e feliz. Também
nós, por outro lado, não fazemos uma ideia da eficácia da nossa passagem
terrena, ainda que simples, se formos fiéis às graças recebidas, concretizarmos
a nossa vocação, outorgada por Deus desde toda a eternidade em prol do
bem-estar da humanidade. Maria, Estrela da manhã, que na aurora precede o
aparecimento do sol, anuncia a chegada do nosso Salvador, o Sol da justiça do
género humano, rogai por todos nós.
Hoje parece estar de moda festejar o macabro, o monstruoso e o maligno.
Modas? Influências do cinema, que muito subtilmente se foram infiltrando na
nossa sociedade, ou uma mera hipótese de diversão com características de
monstros, de demónios, de bruxas, etc, etc.
Parecia estranho mas entranhou-se, e porquê?
Paganismo? Consumismo? Fascínio pelo terror e pelo horrendo? Pois não
sei, mas penso que seria bom que os pais, avós e restantes educadores parassem
para pensar um pouco nos modelos de vida e nos exemplos que querem transmitir
aos seus filhos, netos, educandos e alunos: Bruxos? Almas de outro mundo?
Satanismo? Ou modelos de pessoas simples e boas, que passaram pelo mundo
fazendo o bem e subiram ao altar com um aroma de santidade?
A vida é feita de opções e optar é perder, mas também é apostar num
ideal que se quer concretizar.
Um facto é que tudo o que se faz com as crianças e com os jovens os
marca para sempre, na linha do mal ou do bem, os quais não são relativos - Bem
é bem e mal é mal, mas a liberdade de escolha que assiste a cada pessoa
permite-lhe eleger o caminho a seguir para si e para os seus.
Segue um pequeno quadro que pode ajudar a encontrar as diferenças para
optar pelo que mais lhe agrada e com o qual mais se identifica.
Esta noite tive um sonho em que parecia querer avaliar toda a
minha vida passada. Para alcançar esse objetivo, deitei-a dentro de um jarro de
cristal com tampa. Agitei-a como se de um shaker
se tratasse. Posteriormente, derramei-a sobre uma linda toalha de linho bordada
à mão, repleta de flores coloridas. E o resultado foi algo inesperado já que
tinha idealizado que iria brilhar repleta de luz como se de um espelho se
tratasse. Mas não. Por entre as flores da toalha apareceram nódoas. Que
assustador, que pena senti por ter estragado a toalha. Por outro lado as flores
coloridas bordadas pareciam querer erguer-se, ganhando forma, com um odor
inebriante. Por entre as nódoas e as flores bordadas começaram a surgir
caminhos tergiversados e mesmo alguns pontos com água que pareciam querer
formar um pequeno riacho, a água da vida. Mas qual poderia ser o significado
deste sonho? Tudo parece querer crescer, adquirir novas formas. Umas bonitas
outras nem por isso. Ao passear nos caminhos tergiversados, senti risos
alegres, gargalhadas, aplausos, choro de crianças exigindo atenção fazendo
alguma “birra”, também felicidade, despreocupação, conforto, bem-estar. Quisera
ficar ali envolvida, nestes bons momentos que aqueciam o coração, com aqueles
personagens que me recordavam momentos felizes. Apercebi-me que correspondiam a
alguns momentos vivenciados e não identificados ao longo da vida.
A dada altura, cheguei ao local das nódoas, que de tão escuras,
faziam prever que certamente vinha aí alguma tempestade. Olhei ao redor
procurando um abrigo seguro. Mas não encontrei. Senti choros, discussões,
tristeza, inveja, rancor. Constituíam os maus momentos da vida. O temporal
aproximava-se rapidamente. Só, teria de o enfrentar indefesa, em toda a sua
plenitude. Nada a fazer. Mas uma mão gigante abriu-se sobre a minha cabeça
protegendo-me da intempérie que passou ao largo. Mais parecia uma proteção
divina. Cansada, continuei esta caminhada pelas ruas e agruras da vida. Era bem
melhor se tudo corresse bem. Mas não. Apareceram umas aves que me assustaram. E
a que fora a linda toalha de linho questionou-me onde tinha falhado, que mal
tinha feito para estar a passar por estas agruras. Não lhe soube responder.
Na verdade, todos possuímos virtudes e qualidades, mas também
defeitos e falhas, e erramos algumas vezes ainda que possa não ser intencional.
Pensamos que nos encontramos a agir bem e não é de todo o caso. E veio a noite.
Pensei que seria um prelúdio da morte. Sem abrigo, cansada, sentei-me no chão.
E um manto de estrelas veio cobrir-me aquecendo-me. A lua concedeu-me a luz
necessária para me sentir segura. Não sentia qualquer necessidade de alimento,
tendo adormecido tranquila debaixo do firmamento que parecia querer sorrir e
tranquilizar-me. Os anjos e santos faziam-me companhia, ou seja, mesmo nos
piores momentos não estamos sós, temos sempre ao nosso lado pelo menos o nosso
anjo da guarda para nos proteger. Depois da tempestade vem a bonança. E senti
que estes ciclos, se iriam repetir uma e outra vez, constituindo a vida a
passar. Mas então que balanço poderia fazer da minha vida? Não o sabia fazer de
todo. Não podia mesmo ser feito. Compreendi então que teria que esperar que a
história se escrevesse, que houvesse um julgamento.
Despertei com ao primeiros raios de sol que pareciam
acariciar-me, dar-me os bons dias, trazer-me de novo para a vida. Olhei para a
mesa coberta com a toalha de linho bordada a matiz onde tinha espalhado a minha
vida. Como teria querido que fosse sempre perfeita sem mácula! Mas na
realidade, algumas vezes tropeçamos, caímos, levantamo-nos, voltamos a cair e a
levantar, procurando sempre cumprir o mais importante: seguir em frente com os
olhos colocados no céu, pedir perdão quando erramos. Senti alguma inquietação.
Tinham entretanto surgido alguns peões, como se de um tabuleiro de xadrez se
tratasse. Tentei levantá-los, mas face ao seu peso não conseguia de todo
movimentá-los. Encontravam-se firmes que nem uma rocha. Neste shaker da vida, nesta garrafa de
cristal, devia-nos ser concedida a oportunidade de voltar atrás sempre que erramos,
no sentido de corrigirmos as nossas falhas… Na sua impossibilidade, deveríamos conseguir
visualizar o futuro distinguindo o bem do mal, ter uma linha orientadora, um
fio condutor. É possível, se cumprirmos os mandamentos de Deus que nos concedem
tantas graças.
Quisera que a toalha permanecesse sempre impecável. Recordei
um ditado antigo: “No melhor pano cai a nódoa”. Recordei ainda que somos
herdeiros do mal através da natureza de Adão e de Eva. Não fazemos o bem que
queremos mas o mal que não queremos. Mas a lei do “Espírito e da Vida” é maior
do que a lei do “pecado e da morte”. E ouvi uma voz que dizia: “Todo aquele que
me confessar diante dos homens também o Filho do homem o confessará diante dos
anjos de Deus”. Sócrates escreveu: “Só quem entende a beleza do perdão pode
julgar os seus semelhantes”.
Decidi levantar a toalha de linho com todo o seu conteúdo, ou
seja, a minha vida, os meus sonhos, as minhas ilusões, os meus projetos, as
coisas boas que fiz, os meus erros e pecados. Abracei a toalha contra o meu
peito, acarinhando-a como se de um filho se tratasse. Apesar de tudo, a vida
vale a pena ser vivida. Temos um Deus que nos ama e que tudo perdoa. Acordei
entretanto sobressaltada mas em paz.
Tomei a decisão de ir procurar a toalha de linho bordada
guardada há muitos anos numa qualquer gaveta. Por ser tão bela e perfeita, uma
verdadeira obra de arte, com receio que se estragasse nunca a cheguei a utilizar,
tendo caído no esquecimento. Veio-me ao pensamento uma frase que um dia um dos
meus filhos disse quando era pequeno. Tinha-me preparado o melhor possível para
uma ocasião verdadeiramente importante. Ao sair de casa, quis dar um beijo de
despedida ao meu filho, que me disse, afastando-se um pouco: “Mãe, estás tão
bonita, que és como um canteiro de flores que não se pode pisar!” Associei-a
agora à toalha que de tão bela não se podia utilizar. Então para que serve toda
a beleza, se não se pode usufruir dela?
Alguém disse que “a beleza salvará o mundo”. A beleza
une-nos, toca-nos profundamente, causa-nos diferentes sentimentos consoante o
que nos quer transmitir, desde logo, emociona-nos, concede-nos alegria, paz… é
para ser divulgada, partilhada e usufruída. Decidi, que a partir de agora, iria
dar um destino que fosse útil à toalha bordada. As coisas belas não são para
ficar guardadas numa gaveta, mas sim para serem utilizadas quando for
conveniente.
Miles de fieles están participando desde el pasado día 2 hasta hoy en la celebración de los 150 años de la evangelización de Tanzania, en Bagamoyo, “la puerta de la fe en el este de África”. Dada la importancia de esta efeméride, informa Obras Misionales Pontificias, el Papa Francisco ha nombrado al cardenal John Njue, Arzobispo de Nairobi, Kenia, como su representante para los actos que se desarrollarán estos días.
Se conmemora la llegada en 1868, del padre Antonie Horner, de los padres del Espíritu Santo, que estableció la primera misión en Bagamoyo, una ciudad costera en frente de la isla de Zanzíbar. La tierra de la misión fue donada por el sultán Majid y la Iglesia de la misión, que se levantó en 1872, es la más antigua del este de África.
La celebración comenzó el día 2 con una misa de apertura en la que se recordó especialmente a todos los misioneros que llevaron el Evangelio a Tanzania y a África. Fue un día dedicado a la conmemoración y a la oración por los misioneros que sacrificaron sus vidas para anunciar y ser testigos del Evangelio.
Ayer tuvo lugar una misa especial de la Virgen María, estrella de la evangelización en Tanzania, mientras que hoy tendrá lugar el clímax de este jubileo que tiene como lema: “150 años de evangelización; la alegría del Evangelio”.
La Iglesia Católica de Tanzania y en números
Comenzando con aquella humilde misión en Bagamoyo, la Iglesia en Tanzania cuenta en la actualidad con casi 16 millones de católicos, 34 diócesis, encomendadas a obispos autóctonos. El número de sacerdotes diocesanos supera los dos millares y el de religiosos el millar, con cerca de 11.000 religiosas. Son 60 los hospitales a cargo de las congregaciones religiosas y la diócesis tanzanas, 408 los pequeños centros de salud, 6 las leproserías y superan el medio millar los colegios e instituciones educativas.
Le conocen en toda la comarca. Así que la pista surge en un bar a los pies del cerro de Hita, provincia de Guadalajara, explica Daniel Borasteros en El Confidencial. “El que es digno de verse es el cura de Jadraque, ¡que es ‘heavy metal’ y lleva rastas y pendientes y todo!”, dice el mesonero meneando la cabeza como el que ha visto cosas muy difíciles de creer para el forastero. Una carretera polvorienta une los dos pueblos, que están a unos 25 kilómetros, sin que nada más que algunas casas bajas dispersas estorben la vista del paisaje. En una de las calles principales de Jadraque, que está bastante desértico a esas horas (y a casi todas, según comentan los vecinos después), está Juan Antonio Mínguez, sacerdote de 44 años y con toda probabilidad uno de los tipos más ‘enrollados’ de toda la provincia.
El padre Juan, como es conocido por los algo más de 1.400 habitantes de este pueblo, es un hombre completamente calvo con una mirada verde y una sonrisa más bien burlona. Una especie de Santiago Segura, pero con rastas en “las guedejas” que enmarcan su calva y también la barba. En las orejas, en efecto, lleva varios pendientes negros en forma de cuernos de los que les servían a los vikingos para contarse cosas de un punto lejano a otro.
Pero aunque ha sido ‘heavy metal’, e incluso uno de sus grupos favoritos era Slayer con “el temazo ‘Dios nos odia a todos’”, lo relevante de este religioso no tiene nada que ver con su aspecto y sus gustos, digamos, originales. “Yo no toco la guitarrita en la iglesia. Cada uno tiene que saber cómo es su parroquia. Aquí acuden a misa personas mayores y yo me tomo las cosas en serio, no se trata de hacer el tonto”, desvela el padre, que, sin embargo, admite que toca “bastante bien las seis cuerdas, pero en mi casa, y además ahora estoy flipando con el flamenco, que me encanta, aunque es difícil llevar bien el compás”.
Así que más allá de la anécdota, el padre Juan, que lleva 19 años como cura en diversas parroquias de esta despobladísima zona y no es ningún novato en la materia (se ordenó en 1999 tras estudiar cuatro años de Teología y dos de Filosofía), se dedica a asuntos bastantes serios.
Charlas sobre el Islam
Por ejemplo, a intentar reducir la brecha entre los locales y los inmigrantes musulmanes que han ido llegando al pueblo. Hace cuatro años tuvo la iniciativa de dar clases de español a los marroquíes. “Los hombres dejaron de venir, pero las mujeres sí se siguen apuntando. Los hombres no pusieron problemas a que ellas vinieran porque el que daba la clase era un hombre, pero a fin de cuentas, ¡también un cura!”, explica en la misma aula donde se imparten las lecciones. “El problema más bien era mezclar hombres y mujeres marroquíes”, precisa. “Muchas de esas personas son analfabetas en su propio idioma”, revela. También las ayuda con los exámenes para obtener la nacionalidad española. Las clases de este año comienzan ahora en noviembre. Él estudio por la UNED árabe durante cuatro años. Su relación es lo bastante estrecha como para que lo inviten a sus bautizos: “Matan un cordero y montan una fiesta”.
También, con la complicidad del obispo, dio charlas sobre el Islam a los parroquianos de toda la vida. Para que se estrecharan lazos. Por el momento, confiesa, le ha salido la jugada regular: “Cuesta cambiar los prejuicios de la gente”. Aunque hace no mucho hubo un matrimonio mixto. “Tenías que haber visto la fiesta del enlace, con los paisanos bebiendo vino… bueno, ¡fue un poco desastre!”. Cada grupo, españoles y extranjeros acude a sus propios bares de la población y se mezclan poco, pero él intenta de vez en cuando organizar “comidas interculturales”. Los rumanos y búlgaros ortodoxos que se dedican a la agricultura por la zona también lo consideran, casi, uno de los suyos. “¡El aspecto ayuda, desde luego, porque parezco un pope!”, bromea, aunque recuerda que estos fieles “no tienen obligación de asistir a misa”.
Aunque no solo se ocupa de la inmigración
El otro gran problema de la zona es el envejecimiento. Y la despoblación. Para ambos tiene el padre Juan alguna propuesta. Una de sus tareas pastorales es ir a visitar a los ancianos que no se pueden mover. “Que vaya el cura a su casa es una fiesta”, cuenta el sacerdote, que se obliga a ir regularmente a “echar una charla y rezar un padrenuestro con ellos”. A Juan le gusta predicar los evangelios y las celebraciones propias de su gremio, aunque reconoce que sobre todo hace “funerales más que bautizos”.
En esos viajes por los pueblecillos de la zona también aprovecha para vender décimos de lotería. Esto no es nada irrelevante. Ese dinero sirve para hacer las obras de acondicionamiento de la iglesia. “El obispado y la Diputación ponen dinero, pero hay que aportar también desde aquí”, cuenta. En estas tareas de restauración de las parroquias cercanas encontraron hace poco “unos lienzos del XVII, de la época de El Greco, y es que por aquí hay muchísimo patrimonio”, subraya a menos de dos kilómetros del imponente Castillo del Cid.
Clases de boxeo
Su otra preocupación son los jóvenes. Ahora ha empezado a darles clases de boxeo. “Me enseñó un amigo y nos dejan un local municipal para hacer guantes con los chavales”, explica. “Lo importante no es llevarlos a la iglesia si no quieren, sino estar cerca de ellos”, insiste. El pasado verano se fue de viaje con cuatro chicas de 20 años del pueblo. Hicieron el camino de Santiago. “¡No sé que pensaría la gente al vernos!”, exclama y se ríe a la puerta de la iglesia. La posible confusión de los otros peregrinos se acababa cuando lo veían oficiar misa en alguna parroquia del camino. “Yo intento no darles la lata con cosas de la iglesia porque sé por propia experiencia que tener al cura dando la brasa no es el mejor plan”, concede. Esta semana, además, se estrena como cura en prisiones.
Pero la despoblación no solo afecta al pueblo en lo que a los jóvenes se refiere. Ya faltan también los propios curas. El año pasado desapareció el seminario de Guadalajara y se integró en Madrid. No hay vocaciones. Por eso, en el cercano pueblo de Tamajón, ya en la sierra, ofician los fines de semana dos sacerdotes originarios de Benín y en Las Minas, uno de Ruanda. “Lo de la mano de obra afecta a todos los estratos, también a la iglesia”, sentencia medio en serio medio en broma el padre Juan. “Los invité a dar misa aquí y lo hacen muy bien, bueno un poco largo porque traducen”. ¿Y qué opinan los paisanos de estos curas negros? “Bueno… lo van asumiendo”, dice con su sonrisa burlona.
“Para
todos, a vida é uma contínua chamada a sair: do ventre da mãe, da casa
onde se nasceu, da infância para a juventude e da juventude para a idade
adulta, até à saída deste mundo”, relembrou o Papa Francisco, este sábado.
“E,
para os ministros do Evangelho, a vida apresenta-se também em saída contínua:
da casa de família para onde a Igreja nos envia, dum serviço para outro;
estamos sempre de passagem, até à passagem final”, acrescentou na Eucaristia
de sufrágio por cardeais, arcebispos e bispos.
E
nesta vida que chama a sair, a ir ao encontro, lembro ainda que a Diocese de
Viana do Castelo vai encerrar hoje a Porta Santa da Gratidão, na Sé, e
concluir o ano jubilar dos 40 anos da sua criação.
Na
rádio, e porque hoje é domingo, entramos no ar às 06h00, com testemunhos o
padre Manuel Antunes, humanista, modesto e sábio. Na Sertã está a decorrer um
congresso internacional e para às 12h30, uma Missa na igreja de São Roque
recorda o centenário do nascimento deste sacerdote Jesuíta (3 de novembro de
1918).
Na
televisão o histórico «70x7» chega pelas 17h44, na RTP2, e vai
transportar-nos para o ambiente do Sínodo dos Bispos, que terminou há uma semana, com quem o
viveu e refletiu sobre «os jovens, a fé e o discernimento vocacional».
Depois
fica tudo disponível em www.agencia.ecclesia.pt,
onde estamos em permanência e com atualidade religiosa.
Estava
limpar os rascunhos acumulados no email e encontrei uma notícia onde o Papa
Francisco lembra que «Domingo é dia de fazer as pazes com a vida» (5 setembro 2017).
«Para nós, cristãos, o centro do
Dia do Senhor, o domingo, é a Eucaristia, que significa "ação de
graças". É o dia para dizer a Deus: obrigado, obrigado Senhor, obrigado
pela vida, pela sua misericórdia, por todos os seus dons.»
Charles Hoffman nació en Berlín el año 1933, nueve meses después de que Adolf Hitler ascendiera al poder como Canciller de Alemania. Apenas había cumplido cuatro años y ya padecía las consecuencias de su origen… “Como niño judío estaba aterrorizado”, recuerda en un valioso relato -escrito en primera persona- recién publicado por The Coming Home Network. Sin embargo “por la gracia de Dios”, Charles logró huir junto a su madre abordando el 13 de mayo de 1939 en el trasatlántico MS St. Louis, con destino a Cuba, donde les esperaba su padre, según relata la web Portaluz.
Pero los cubanos les negaron el asilo a los casi 900 judíos del barco. Lo mismo sentenció luego el Congreso de los Estados Unidos y también el gobierno de Canadá. Tras refugiarse en Francia y Holanda, la mayoría de estas personas serían asesinados tiempo después por esbirros del régimen nazi. Charles y su madre salvaron la vida al refugiarse en Inglaterra. Cuatro años después lograron ser recibidos en los Estados Unidos. “Fue una bendición tremenda”, destaca Charles.
Hoffman, en la actualidad
Cantor en la Sinagoga
El judaísmo moderno se divide en ramas ortodoxas, conservadoras y reformistas, representando un espectro teológico bastante amplio comenta Charles Hoffman. Ya situados en U.S.A., su madre decidió que fuese formado como judío ortodoxo. Con los años era el único miembro de su familia “que podía orar en hebreo y dirigir los cultos del sábado como cantor en la sinagoga”. Su madre, dice Charles, “estaba muy orgullosa de ello”.
Tras un tiempo de conocer a una joven, Irma, se casó en 1956, como era de esperar, bajo los ritos de la comunidad judía ortodoxa. Un año después todos celebraban que Charles obtuviera la licenciatura de Ingeniero Eléctrico en el Instituto Politécnico de Brooklyn (ahora parte de la New York University).
Tenía poco más de 23 años y nadie podía imaginar que este judío bien formado y fervoroso, al estudiar las raíces de su propia fe acabaría viviendo un auténtico terremoto existencial.
Las razones de la fe
Aunque había forjado amistad con algunos católicos en la universidad “nada de lo que decían estos amigos cristianos, ni la forma en que actuaban, me atraía a Jesús o al cristianismo”, comenta. Pero un proceso vital inesperado iniciaría cuando en un curso de literatura inglesa, le pidieron que analizara a un personaje histórico: Jesucristo. “Hasta ese momento -confidencia- no había leído el Nuevo Testamento (…) Sus enseñanzas me impresionaron; mi recelo era que Él (Jesús) reclamaba igualdad con Dios. Sentía que era importante defender la doctrina de la unidad de Dios. Además, Jesús no era el Mesías glorioso que me habían enseñado a esperar, sino un hombre que había sufrido y muerto. Como judío ortodoxo, sentí que no tenía más remedio que rechazarlo”.
Aun así, en los meses siguientes Charles no logró sacar a Jesús de su corazón; y se preguntaba cómo este judío, que le parecía respetuoso de su fe, podía declararse Hijo de Dios. Y que, “junto a 12 seguidores judíos”, pudo finalmente “comenzar una nueva religión llamada cristianismo”. Cuyos fieles, judíos y de otros pueblos, no temían morir defendiendo su fe en Jesucristo, Hijo de Dios, ¡llegando a ser más de mil millones de creyentes! ... “El Espíritu Santo me animaba a buscar respuestas investigando las creencias del cristianismo desde su fundación hasta el presente. En ese momento, no me di cuenta de que Dios convertiría esta investigación en un proceso de conversión”.
La verdad revelada
Como fiel judío ortodoxo -dice Charles- creía que la “fuente de la revelación” es tanto la palabra escrita (la Torá y otros escritos proféticos del Antiguo Testamento) como la no escrita de Dios (la Tradición, Talmud). Fue revelador constatar que los católicos -herederos de una primera comunidad de apóstoles y discípulos, nacidos judíos, seguidores de Cristo-, considerasen a la Sagrada Escritura y la Tradición como fuentes de la verdad revelada por Dios.
El trayecto en que buscó con pasión las respuestas le tomó años… “Había afirmaciones cristianas de peso que tuve que abordar: a saber, que el único Dios es una Trinidad de Personas; que Jesús, el Mesías, era Dios; que se hizo hombre; y que tenía que sufrir y morir. Empecé con el Dios único siendo una Trinidad ya que sentía que esta sería la clave para resolver los otros asuntos. Esta investigación me tomó varios años de estudio intensivo y oración mientras el Espíritu Santo y la abundante gracia de Dios me iluminabangradualmente a la verdad. Teniendo el beneficio de haber sido criado en la Fe Judía, mientras más estudiaba las enseñanzas de Jesús, más me fascinaba, y más me desafiaba a descubrir quién era Él, qué hacía, y qué significaba para mi vida. Esto fue debido a que Jesús era un judío y por eso sus palabras me permitieron entender por qué Él era el Mesías que yo creía que aún no había llegado y aceptar a Jesucristo como mi Señor y Salvador. Siempre agradeceré a la Trinidad por permitirme comprender que el Dios de Israel estaba detrás del crecimiento del cristianismo, como lo había profetizado el rabino Gamaliel en Hechos 5:27-42”.
La autoridad dada por Jesús al Papa
La noche del 24 de diciembre de 1961, tuvo lugar un evento que cambió para siempre la vida de Charles Hoffman. Después de pasar un año tenso luchando con la posibilidad de convertirse al cristianismo y los efectos que esto podría tener en su familia, decidió ver la misa de medianoche por televisión. Transmitían desde la Catedral de San Patricio en la ciudad de Nueva York. “Fue durante la consagración, mientras el obispo elevaba la Hostia consagrada, la miré y dije: “¡Creo! Mi Señor y mi Dios”. Al instante, todas las tensiones dentro de mí desaparecieron, y me sentí en paz. Todo lo que había leído y estudiado sobre Jesús se reunió. ¡No más dudas ni deambular! Jesús es mi Salvador y mi Dios”.
De todas las iglesias cristianas que existían no tuvo dudas, señala, que sólo la Iglesia Católica tiene “la autoridad dada por Jesús, cuando le dio a Pedro las llaves del Reino, para ser el auténtico maestro de su Evangelio, junto con los demás Apóstoles. Desde los tiempos de Moisés, la autoridad que Moisés y Aarón recibieron de Dios se transmitió de generación en generación. De la misma manera, la autoridad dada por Jesús a Pedro se transmitió también a los sucesores de Pedro, a los obispos de Roma y a los obispos en comunión con él. Constituyen el Magisterio de la Iglesia Católica”.
El milagro de la fe al cuidado de María
Charles se bautizó en la Iglesia Católica Cristo Rey, en Commack (New York), el 23 de febrero de 1963, a la edad de 29 años. Su esposa, Irma, también judía, lo haría pocos meses después. Ella falleció en 1984 tras una larga enfermedad. Dos años después, Charles contrajo matrimonio con su actual esposa, Sara. “Hemos sido bendecidos con cinco hijos y diecinueve nietos”.
Hoy, junto al amor por la Eucaristía, reconoce que su modelo de fe es la Santísima Virgen María. Toda su vida, destaca, le habían enseñado a honrar a las grandes mujeres judías del Antiguo Testamento. Gracias a su conversión, dice Charles, se hizo “evidente que la Santísima Virgen María era el ser humano más grande jamás creado, superior incluso a los ángeles (…) María no puede ser nunca un obstáculo para Jesús. Ella sólo puede llevarnos a una relación personal más cercana con su Hijo. Después de todo, ¿quién lo conocía mejor que ella? Tengo dificultades para entender por qué María es casi totalmente ignorada por la mayoría de los protestantes y muchos católicos. Si ignoramos a María, es porque realmente no conocemos a Jesús, ni como Dios ni como Hombre”, finaliza.
Es uno de los subdirectores de «First Things», converso al catolicismo
Aunque el culto a María es visto con hostilidad entre los evangélicos, algunas de las virtudes en las que insisten preparan el alma para amarla, explica Schmitz.
El portal mariano Cari Filiirecoge el testimonio de experiencia mariana de Matthew Schmitz, de 32 años, uno de los subdirectores deFirst Things, que figura entre las revistas más influyentes en el ámbito del pensamiento conservador estadounidense. Titulado en filología inglesa por la Universidad de Princeton, sus columnas se han publicado en medios como elNew York Times, elWashington Post, elSpectatoro elCatholic Herald.
Matthew Schmitz, con su esposa Julia Yost, también subdirector de First Things. Contrajeron matrimonio en enero.
Fue educado como evangélico, pero se convirtió al catolicismo cuando tenía 21 años. En un reciente artículo confiesa que, antes de su conversión, se enfrentaba a un problema muy común a los protestantes, que el mismo Beato John Henry Newman experimentó. “Nada me causaba más dificultad que el asunto de María", explica: "Fui educado en la desconfianza hacia toda devoción mariana. Como Calvino, me negaba a llamarla Madre de Dios, aunque realmente no podía negarle ese título. Rechazaba la Virginidad Perpetua, la Inmaculada Concepción y la Asunción. Cuando mis amigos católicos pedían la intercesión de María, les acusaba de idolatría. Creía que quien mostrase amor hacia la Madre estaba despreciando al Hijo”.
Sin embargo, algo en su formación cristiana infantil y juvenil había “incoado” su atracción por María, una “simpatía” que perduraba a pesar de los desacuerdos doctrinales en los que iba siendo educado. Y cree que no es solo una peculiaridad suya: “Si he de guiarme por mi experiencia, los evangélicos tratan a María como el modelo de la fe cristiana. Aunque explícitamente los niegan, implícitamente reconocen como apropiados los títulos que los católicos le atribuyen”.
Maternidad Divina. “Pedir a Jesús que entrase en mi corazón no era un hecho aislado, sino una oración repetida a menudo, como las avemarías del rosario… Una y otra vez, yo deseaba ser como los iconos de la Theotokos [Madre de Dios], en lo que Cristo aparece en el seno de María”. En las reuniones de su comunidad evangélica, el modelo no reconocido “era siempre María”: “Toda nuestra memorización y meditación se hacía imitando a la Madre de Dios. Queríamos llenar nuestra mente con la palabra de Dios. Queríamos ser llenados con el Logos mismo. Queríamos ser… como ella”.
Virginidad Perpetua. En las reuniones evangélicas de jóvenes se les exhortaba a conservar la virginidad porque sus cuerpos eran templos del Espíritu Santo. Pero “María no era solamente el templo del Espíritu Santo sino el templo literal y físico de Dios Encarnado. Su vientre era el Santo de los Santos, el lugar donde moraba la divinidad… La idea de que María pudiese llevar en él a alguien distinto a Cristo nos chocaba como algo incongruente, como si se convirtiese el Arca de la Alianza en una bañera”. Y Schmitz recuerda que la creencia en la virginidad perpetua de María fue universal entre los protestantes hasta hace muy poco: “Los esclavos que cantaban The Virgin Mary had one Son, glory hallelujah [La Virgen María tuvo un hijo, gloria, aleluya] no eran católicos", recuerda Matthew.
El clásico gospel The Virgin Mary had one Son, en versión del cantautor Josh Garrels.
Inmaculada Concepción. “Prácticamente todos los sermones que escuché en mi juventud me instaban a entregarme completamente a la gracia de Dios. Constantemente se me recordaba que las obras humanas no pueden sustituir el sacrificio de Cristo”. Afirma Schmitz que “María fue elevada al estado de gracia desde el primer momento de su existencia, y de la forma más auténtica y maravillosa fue redimida en previsión de los méritos de Cristo”. Cuando Matthew aceptó la fe católica años después, encontró una clave evangélica que no tenía: “Dejé de sentir una cierta incomodidad ante las palabras angélicas de la escritura: ‘Ave, llena de gracia’”.
Asunción. Desde su infancia, Schmitz asumió como “perfectamente natural”, dentro de su formación evangélica, que “un santo pudiese ser llevado al cielo en cuerpo y alma”: “Y aunque no esperaba que hubiese carros de fuego, esperaba que un día sería elevado a los cielos. Y esperaba que mi madre también. ¿Por qué habría Dios de negar a su propia madre lo que yo deseaba para la mía?”.
Intercesión. “En mi congregación evangélica compartíamos peticiones en la oración todos los domingos por la mañana. Pedíamos a amigos, padres, ancianos y pastores que rezasen por nosotros. Pero pensábamos que hacer una petición a María era un acto impío”. Y eso, a pesar de que admitían que “uno puede comunicarse con otros cristianos en virtud de la unión que compartimos en Cristo”. Por todo ello, “María, que está mucho más cercana a Cristo que cualquiera, es la que mejor puede escuchar y confortar a sus hijos”.
El Beato John Henry Newman (1801-1890), el más importante converso inglés al catolicismo en el siglo XIX. Matthew Schmitz recuerda su célebre paradoja ecuménica.
Así pues, concluye Matthew, aunque como evangélico negaba los grandes dogmas marianos, todo en su práctica cristiana conducía a ellos. Y recuerda la paradoja señalada por Newman, de que “hay más afinidades ecuménicas allí donde las diferencias teológicas son más extremas”. El santo cardenal destacaba en los evangélicos “más huellas y parecidos con la gracia y la verdad” que entre los anglicanos: aquéllos “vivían en una forma que remitía a un ideal católico”.
“Mis profesores evangélicos”, recuerda Schmitz, “me advertían contra María, pero de alguna forma me prepararon para amarla”.