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sexta-feira, 1 de setembro de 2017

Porta-voz: na Colômbia o Papa falará de paz, mas a nível pastoral

Terá um encontro com as várias vítimas da violência, numa liturgia da palavra

Colombianos Na Praça De São Pedro Depois Da Audiência. Foto ZENIT Cc
(ZENIT – Cidade do Vaticano, 1º Set. 2017) .- “A visita do Papa à Colômbia será pastoral, embora mais de uma vez faça referência ao tema da paz” porque Ele “vai para proclamar o Evangelho”.
O indicou o porta-voz do Vaticano Greg Burke, na sexta-feira na Sala de imprensa da Santa Sé, e lembroy que o Santo Padre, quando era bispo esteve duas vezes na Colômbia e outras dois nas cidades de Bogotá, Medellín e La Ceja, na década de 1970 quando ainda era sacerdote.
Ele ressaltou que a Colômbia é um dos maiores países da América Latina, com grande diversidade cultural, com descendentes culturais europeus, mestiços, indígenas e africanos. “É um país onde a Igreja é grande e com a presença da Conferência Episcopal Latino-Americana (Celam)”, disse.
Greg Burke indicou que o programa da visita do Santo Padre não tem mudado, com sua visita a quatro cidades, e que todos os dias da viagem apostólica vai ter um tema, um leitmotiv.
No dia 7 de setembro em Bogotá serão “Artesãos da paz, promotores da vida”. No dia 9, em Villavicencio está a “Reconciliação, com Deus, com colombianos e com a natureza”. Em Medellín, o tema é “A vida cristã como discipulado”. E o último dia em Cartagena, será: “A dignidade da pessoa e dos direitos humanos”.
O porta-voz disse que cada vez que ele começa, a missa vai-se mencionar o tema do dia e também no final do dia na nunciatura, quando Francisco dará a bênção, momento em que o também pode dizer uma palavra.
Sobre os discursos que serão entregues antes aos jornalistas, indicou que “não se diz que eles são os que o Papa pronunciará porque ele é um homem muito livre”, disse Burke, acrescentando que, uma vez que são em espanhol “eles podem ser mudados”.
O porta-voz da Santa Sé também disse que “não vai ter reunião organizada pelo Papa com os bispos venezuelanos” e “não há outras reuniões com as FARC, com o ELN ou outros grupos de oposição”. Embora o prof. Carriquiry, indicou que o Papa vai ser recebido por dois cardeais venezuelanos à chegada à Colômbia e certamente conversará com outros bispos presentes durante a viagem.
O Papa voa para a Colômbia na empresa Alitalia e retorna na empresa colombiana Avianca.
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Intenções de oração do Papa para setembro: ‘Pelas paróquias’

Que não sejam escritórios, mas lugares de transmissão da fé e testemunho da caridade

O Video Do Papa, Setembro De 2017
ZENIT – Cidade do Vaticano, 1º Set. 2017) - O Papa Francisco convidou hoje no vídeo com a intenção de oração do mês de setembro a rezar pelas paróquias, para que não sejam escritórios, mas que, animadas pelo espírito missionário, sejam lugares de transmissão da fé e testemunho da caridade.
“As paróquias têm de estar em contato com os lares, com a vida das pessoas, com a vida do povo.


Devem ser casas onde a porta esteja sempre aberta para ir ao encontro dos demais.

E é importante que a saída ofereça uma clara proposta de fé.

Trata-se de abrir as portas e deixar que Jesus saia com toda a alegria de sua mensagem.

Peçamos por nossas paróquias, para que não sejam escritórios, mas que, animadas pelo espírito missionário, sejam lugares de transmissão da fé e testemunho da caridade”.


Papa Francisco – Setembro 2017

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O Regresso de Férias e as suas Recordações

Fechou-se o ciclo das férias. Abre-se agora outro. Na realidade tornou-se importante usufruir de um período de descanso, fazer coisas diferentes do habitual, relaxar, pôr a leitura em dia, fazer uma pausa nas preocupações do diárias, usufruir da presença da família, o que às vezes nos obriga a trabalhar mais do que habitualmente, mas fazendo-o com o maior gosto. Muito me ajudou um pensamento de S. Josemaria no seu livro Sulco: “Sempre entendi o descanso como afastamento do trabalho diário: nunca como dias de ócio. Descanso significa represar: acumular forças. Ideias, planos… Em poucas palavras: mudar de ocupação para voltar depois com novos brios- à atividade habitual”.

Bem, no meu caso particular, com as forças retemperadas, tudo parece tornar-se agora mais fácil. Aproxima-se a passos largos o regresso às aulas. Torna-se necessário enquanto avó dar o meu modesto contributo para que tudo corra pelo melhor com as crianças no processo de aprendizagem, de socialização, de aquisição de novos conhecimentos e competências, sobretudo, dos valores que se irão materializar futuramente no seu enriquecimento intelectual, cultural, relacional, comportamental permitindo que adquiram as bases essenciais, se possíveis sólidas, para enfrentarem o futuro que a Deus pertence.

Começo a ficar algo stressada a pensar na correria que aí vem. Mas como é bom os avós poderem ser úteis aos filhos e netos! Bem, o melhor é não me agitar muito e viver o tempo presente. Mas o meu coração ainda se encontra na Vila da Ericeira. Que férias fantásticas, também repletas de história! Há tanto para contar… O melhor mesmo é regressar ainda que seja em pensamento. Posto isto regresso à Praia do Sul com um dia esplendoroso de sol, as gaivotas senhoriais a esvoaçarem num céu muito azul, mas também com muitas algas, água fria para meu gosto, as crianças a brincarem numa piscina natural. Quanta alegria! Olho para o relógio, faz-se tarde para ir assistir à missa que será celebrada na Igreja paroquial de S. Pedro da Ericeira. Não a conhecia pelo que tinha alguma curiosidade. Na documentação que me tinha sido facultada, referia que era o templo maior e mais rico desta vila, que se encontra documentada desde 1446, sendo na época uma pequena capela fora da vila, que só terá passado a igreja matriz em 1530, época a que pertence a imagem renascentista de S. Pedro, situada sobre a porta lateral. Na capela batismal existe ainda uma cantaria de recorte manuelino que constitui o seu elemento mais antigo. Na primeira metade do século XVII, fizeram-se importantes obras de renovação que foram concluídas em 1745 em que se contratou a feitura do retábulo-mor, estilo rococó, tal como os belíssimos painéis de azulejo de nave, onde se encontram representadas cenas da vida do orago. Na capela-mor, em talha dourada e cantaria, Veem-se quatro telas alusivas ao ciclo de pesca milagrosa de S. Pedro, um dos doze apóstolos que Jesus escolheu, pescador no mar de Tiberíades, na Galileia, sendo por este motivo, patrono dos pescadores. A S. Pedro Jesus confiou a missão de, em seu nome, ser “pastor” universal. “Tu és pedra e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja”.

A brochura recolhida na Igreja de S. Pedro recorda-nos que: “Uma igreja é lugar de memória viva de Deus…, um lugar da presença de Cristo, onde escutamos a Sua palavra e celebramos os Sacramentos que nos renovam, nos fortalecem e nos unem… Somos pedras vivas da Igreja de Cristo…, peregrinos a caminho dos novos céus e da nova terra, o Reino de Deus”.

Fiquei maravilhada com a beleza desta Igreja, bem como a atenção, amor e dinamismo do seu pároco. Não resisto a referir um episódio a que tive ocasião de assistir: Quando o sacerdote ia começar a fazer a sua homília, um jovem que assistia à missa entrou em fase de descompensação, tendo começado a gritar, interrompendo a celebração. A assistência atrás de mim agitou-se um pouco, certamente no intuito de ajudar. Não me quis virar, dado que a igreja estava repleta; logo, haveria participantes bem mais perto que poderiam apoiar o caso. Depois de a situação se encontrar ultrapassada, tranquilamente o sacerdote retomou a homília, não sem antes, no intuito de nos tranquilizar, o que muito agradeci intimamente, já que, como todos certamente, estava preocupada, referiu o seguinte: “Está com a mãe, está bem!” Esta frase teve um efeito tranquilizante enorme. Depois acrescentou que o jovem estava a atravessar um período mais complicado devido ao falecimento recente de um amigo. Por fim, no final da oração dos fiéis, todos rezámos pelo jovem e pelo seu amigo.

Fiquei muito sensibilizada pela positiva com este episódio, pelo seu esclarecimento, pela oração comunitária. Bem-haja! Que Nossa Senhora o ajude a levar a sua missão em frente. A oração é sempre fecunda, aproxima-nos de Deus que nos ouve sempre.

Maria Helena Paes



Filhos, para que vos quero?

Pode parecer redundante, cansativa e monótona esta ideia fixa, mas nem sempre bem fixada, de insistir na importância da sublime missão da educação dos filhos. Porém, todos nós podemos desfrutar da beleza desta realidade espelhada e reflectida na sociedade ou, pelo contrário, sentirmo-nos agredidos, inquietados e desconfortados quando isso não acontece, em consequência da lacuna da sua ausência.

Em tempo de férias, impõe-se com mais premência esta necessária realidade por dois motivos; primeiro porque é deveras agradável partilharmos espaços e tempos de veraneio com pais e filhos bem-educados, tudo se torna mais simples, mais encantador e maravilhosamente atraente; segundo porque também é este um tempo propício para os pais privarem mais com os seus filhos e não deixarem por mãos alheias a sua formação como cidadãos do mundo. Educa tu os teus filhos, dizia alguém cuja experiência e autoridade na matéria lhe acrescentava mais fulgor, não deixes essa missão para a escola, o colégio e, muito menos nas mãos do estado.

Não basta triunfar na profissão, ter sucesso nos negócios, ser bom no desporto, quando se fracassa rotundamente como pessoa, como pais e como educadores no seio da nossa família, a empresa, que por excelência, na qual devemos apostar e desenvolver.

Estar com os filhos é um tempo para entesourar oportunidades de os ensinar e ajudar a crescer, fomentar o diálogo,  um partilhar de ideias, de ideais, de valores, de bitolas que irão pautar o fluir da sua liberdade no sentido do bem, num alegre crescimento numa salutar e imprescindível afectividade.

A primeira escola é o amor dos pais e deste irá depender a felicidade dos filhos, nesta vida e na futura. Não tenhamos dúvidas que a família é sempre o melhor ministério da educação, da saúde e da segurança social. E não tenhamos medo porque não é difícil, pelo contrário é uma alegre e desafiante missão e o melhor investimento que podemos fazer a curto, médio e longo prazo.

São seus, eduque-os, não os deixe crescer como plantas selvagens ou “adubadas” sabe-se lá por quem, com que meios e com que fim…

Seja cioso da sua prole, esmere-se e orgulhar-se-á dos tesouros que lhe vão dar continuidade.

Como se costuma dizer: educar um filho dá trabalho, mas a seu tempo, poupam-se muitos trabalhos.

Maria Susana Mexia



As melhores férias de sempre…

A promessa do tão esperado descanso, tardava em cumprir-se. Desejando “sair”, almejando tempos de paz, tranquilidade, liberdade, e relembrando as promessas do Senhor:

“…Vinde a mim, todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração; achareis descanso para a vossa alma. Porque o meu jugo é suave, e meu fardo é leve.” (Mateus 11:28-30)

propus-me peregrinar até ao santuário do meu descanso e desfrutar das melhores férias de sempre.

Comecei esta viagem com itinerário destinado, e foi de mochila às costas, com passaporte vazio de vistos e carimbos que esqueci deliberadamente o seguro. Munida apenas de uma pequena farmácia de viagem (para eventuais “arranhões emocionais”), lancei-me ao destino.

Iniciei-me assim por uma caminhada a pé ao toque da brisa da manhã, e parei unicamente na porta estreita …foi lá dentro que me banhei no sacramento da confissão, e foi como um mergulho na doce reconciliação com o Senhor…então esse lugar pareceu-me melhor do que fazer as malas, e no entusiamo da aventura, comprar bilhete, levantar voo de avião e pensar refrescar-me nas águas cristalinas de uma praia paradisíaca. 

Depois deste mergulho, lavada por dentro, resolvi estender-me recebendo o sol quente, acalentador, e assim animada participei na Santa Missa, onde me foi recordado o quanto Jesus está intercedendo por mim ao Pai. Incessantemente. Presentemente. Nesse momento fui abrasada de corpo e alma …e então esse lugar pareceu-me melhor que sentir deslizar, bem fresquinha, uma água de coco desfrutada à sombra de uma palmeira.

Sentia-me revigorar cada vez mais quando ouvi, lá longe, um lindo hino, talvez local, talvez de todos, de louvor, renovando-me a certeza de que, nas minhas tormentas, Jesus está comigo na barca. Dormindo. E por isso nada temo. Senti-me segura para continuar, e então a certeza dessa verdade pareceu-me melhor do que embarcar por mares adentro a bordo de um distinto navio cruzeiro que avistava passando no horizonte.

Foi da varanda da cabine dessa embarcação onde me instalei com a minha família que, avistando a linha do horizonte, me rendi em adoração ao Senhor. Deslumbrámo-nos por juntos agradecermos a Sua paixão, e isso pareceu-me melhor que fazer escala no porto de uma reputada cidade, passeando depois pelas suas ruas e avenidas repletas de vitrines de marcas famosas.

Passeávamos juntos por vias largas orladas de árvores, quando numa dessas montras o meu olhar se deteve e pude ver, no reflexo, a metade de mim. A agradeci ao Senhor, relembrando alegrias conjuntas. Enquanto isso a fome ia-se fazendo sentir e os paladares ansiavam recordar comidas familiares como aquela receita predilecta, que tão teimosamente insisto tentar copiar, para, sem nunca conseguir realmente imitar, generosamente ouvir elogiar…então esse aroma pareceu-me deliciosamente melhor que percorrermos saborosas degustações nos mais afamados restaurantes. 

Ao consultar a carta de sobremesas observo também o chef elaborando delicadamente o buffet de frutas. Pareciam deliciosas, as da época, e nesse instante senti que algo em mim recordava a beleza de uma árvore, ao sol. Fortificando-se, amadurecendo, dando fruto. Dando-se a conhecer pelo fruto. E foi assim, que relembrei o quanto descubro, pelo rebento de mim,  o meu existir. E isso pareceu-me muito melhor que sair visitando exposições de arte, admirando telas e retratos dispostos nos mais prestigiados museus do mundo.

Ao apreciar essas obras, suas cores e tonalidades, detive-me para contemplar uma. Especial. Obra de arte, relíquia feita primeiramente do barro, do sopro do Senhor, com forma de mim. Era um quadro gerado de cores de vida desenhando uma árvore. Eu apreciei e vivi cá dentro os frutos que imaginava puder dar de mim, por mim, e é então que isso me pareceu melhor que puder repousar, e adormecer profundamente recebendo uma massagem numa encantadora estância termal. 

Sob o efeito das fragâncias balsâmicas que me entravam na pele, senti-me plenamente descontraída e planeei seguir viagem. Atravessei a rua, de mãos dadas. Mãos engelhadas pelo tempo, mas ainda fortes no aperto, para nos sentarmos, do outro lado, num banco de jardim e novamente ouvir contar aquela história. A história daquele passarinho. Um passarinho amigo, que volta sempre, em voo curto, aos saltinhos, fazendo-se alegremente presente. Pensa que vem fazer companhia, outra vez, como nós, um ao outro fazendo naquele momento, e então isso pareceu-me melhor que fazer uma deslumbrante viagem debruçada na janela duma carruagem num luxuriante trem de comboio pelas mais belas paisagens naturais.

Desejei perpetuar o momento, e enquanto procurei a máquina fotográfica, caiu da minha mochila uma foto, maternal, que ali vinha misturada com o obrigada e o abraço que se deixa ficar. Segurei-a nas mãos e enquanto a prendia bem ao coração, isso pareceu-me melhor que embrenhar-me pelos mais belos trilhos da natureza, montar a tenda, apreciar a flora local, e simplesmente acampar.

Mais tarde, em deleite pela experiência daquele lugar resolvi continuar a caminhar e seguir viagem sozinha. Dirigi-me à localidade mais próxima, e foi lá que encontrei um relvado onde me sentei. Inesperadamente, vi aproximar-se uma criança, dirigiu-se a mim, procurou o meu olhar, e confiou sentando-se ao colo. Apareceu ainda um cão deambulando em busca de brincadeira. A criança alisa o meu cabelo, e eu aceitei o convite  para juntos brincarmos, e então isso pareceu-me melhor que ingressar numa grande aventura por uma expedição num safari num desses territórios de vida selvagem. 

Fomos juntas pela savana, deslocávamo-nos de jeep, era hora do lanche, o calor apertava, e subitamente era preciso evadir-me de perigos que surgiram. Era preciso perseverar na retirada, mas os socalcos do piso provocavam turbulência e de repente tudo se precipitou numa travagem brusca mas já em segurança. Ainda um pouco atordoada lembrei-me de dar utilidade aquela farmácia de viagem (para eventuais “arranhões emocionais”), e depois do susto, trato as feridas com um abraço de criança. E quando, nesse abraço, peço ainda colo, ela o dá generosamente, e isso pareceu-me melhor que comer uma magnífica taça de gelado artesanal, na mais apetitosa das geladarias.

O sabor a morango fazia-se ainda sentir quando a noite se começou a aproximar e era encontrar aconchego para pernoitar. Procurei, em vão, o mapa que me podia indicar um trajecto … mas, vendo-me sem ele, em oração, supliquei ao Senhor pistas para o caminho. De repente ouvi. Um toque, e atendi, era uma voz de amizade. E então como posso não me perder em partilha da presença do Senhor? Ao mesmo tempo caminhei distraidamente, imersa naquela intensa conversa, e assim fui sem comando. Encontrei por fim uma pousada, tinha aparência acolhedora. Havia quarto para mim. E isso pareceu-me melhor que ouvir a mais selecta compilação de música tocada num grande coliseu.

Ao som de mãos treinadas de piano pude agradavelmente jantar. Depois, a cama era larga, de colchão macio. Na mesinha, o terço que também viajou, que foi rezado relembrando instantes cúmplices de intimidade com Jesus. Antes de adormecer olhei o meu passaporte, agora repleto de vistos e carimbos de vida vivida. Ainda tive tempo de elevar o meu pensamento, emocionando-me por continuar a sentir a presença Divina. Inspirando, soprando, sobre mim. E quis registar aquelas memórias num livrinho de bolso para partilhar com quem quiser fazer parte…e isso pareceu-me melhor que continuar viagem... 

Foi depois em sonhos que tudo se revelou. Sonhava com o céu na terra e achava descanso para a minha alma. Tendo aprendido do Senhor, Lhe agradeci pelo dia em que vivi as melhores férias de sempre, férias no jugo suave e no fardo leve, na mansidão e na humildade. Restava-me pedir-lhe a Sua misericórdia pelo atalho, o desvio da Sua santa vontade. 

Clamei para que, por Sua infinita bondade, providenciasse para todos os seus filhos, férias assim. De jugo suave, de fardo leve, de mansidão, de humildade. Todos os dias. Que todos os dias, todos os corações, aceitassem o convite de viajarem pelos mais nobres destinos de férias, na simplicidade da prática diária. Que todos os dias as famílias se construíssem santuários de descanso compreensível a qualquer um. Que, olhos nos olhos, pudessem partilhar esses destinos virtuosos há tanto prometidos, e que pudessem juntos acrescentar-se assim: “…hoje, foste as minhas melhores férias de sempre, quando… e isso pareceu-me melhor que…”. Que ao fim do dia cada um pudesse adormecer com a certeza de ter viajado e ter sido viagem de santidade para alguém. Que o Senhor providenciasse colocar em todos os corações o desejo de fazer já reserva diária de férias no amor, e sempre, nos mais virtuosos hotéis de cada alma. 

Isabel Garcia






Convite/pré-inscrição | Jornada sobre barreiras no acesso à cultura | Últimas vagas


Em Fevereiro passado informámo-vos da realização de uma jornada que tem o apoio da Fundação Calouste Gulbenkian que irá promover uma reflexão sobre as motivações e barreiras à participação cultural. Alguns de vós já fizeram a pré-inscrição. 

A data e o local da jornada estão agora confirmados: Cineteatro Grandolense (Grândola), a 9 de Outubro.

A participação é gratuita e as inscrições ainda estão abertas
  • Se já enviou a sua pré-inscrição, não precisa de voltar a preencher o formulário. Se tiver dúvidas, basta contactar-nos.
  • Os interessados em participar, que ainda não se inscreveram, deverão fazê-lo através deste formulário online.


Qual o objectivo desta jornada?
A jornada tem como objectivo alimentar a reflexão dos profissionais da cultura acerca das questões de acesso aos espaços e à oferta cultural. Como agentes culturais, precisamos de ter uma visão mais holística do que constitui ‘acessibilidade’ e uma maior consciência em relação ao que falta fazer quanto ao acesso físico, mas também quanto aos acessos social e intelectual, igualmente significativos.

Qual será o programa da jornada?
A jornada terá a duração de 6 horas (9:30 às 12:30 e 14:00 às 17:00) e será dividida em duas partes:
  1. Enquadramento sobre as motivações das pessoas e as barreiras no acesso à cultura (físicas, sociais e intelectuais), ilustrado com vários casos (nacionais e estrangeiros) que possam servir de inspiração.
  2. Debate com todos os participantes.


A quem se destina esta jornada?
Destina-se exclusivamente a pessoas que exerçam actividade profissional em equipamentos ou entidades culturais (públicas ou privadas): museus, galerias de arte, bibliotecas, arquivos, teatros, cine-teatros, centros culturais, orquestras, companhias de teatro, companhias de dança.

Precisam de algum esclarecimento? 
Estamos disponíveis para esclarecer qualquer questão, através:


Podem saber mais sobre a actividade da Acesso Cultura consultando o nosso website.

Agradecemos que nos ajudem na divulgação desta acção
Por favor, reencaminhem este email para colegas que possam ter interesse nesta temática. 

Esperamos poder contar com a vossa participação.



Dejó el fútbol profesional para salvar la vida de su sobrino de 9 meses, es un héroe en Argentina

1 septiembre 2017


Si donaba parte de su hígado a su sobrino Milo, de 9 meses, le salvaba la vida, Esteban Pittaro en Aleteia. Pero someterse a un trasplante podría implicar abandonar el fútbol. No lo dudó y el futbolista argentino Alejandro “Lulo” Benítez, goleador del Club Central Larroque, de Entre Ríos, fue al quirófano.

Milo sufría una obstrucción biliar, y tras una serie de tratamientos el trasplante aparecía la única esperanza. En estos casos, puede realizarse un trasplante con una extracción parcial de un donante compatible vivo. Su papá era incompatible, y su mamá no era apta para una cirugía de estas características. El tío, mellizo de la mamá, saludable y compatible, aparecía como la mejor opción.


Somos una familia muy unida, somos tres hermanos. Les dije que no dudaba ni un segundo, que iba a ser yo e imagínate la alegría de ella y la felicidad y el alivio porque había una oportunidad de vida para Milo”, relató Alejandro a la cadena CNN.


Muestras de cariño popular
Como ocurre en estos casos, la recuperación del donante suele ser rápida, y a los cinco días Alejandro regresó a Entre Ríos, donde su Central Larroque milita en el torneo Federal C. Fue recibido como un héroe por la prensa local. Y pronto, su historia trascendió a los medios del país.

Sin embargo, pese a que incluso regresó al hospital a realizarse controles y a visitar a su sobrino, quien permanecerá en la zona del Hospital Austral, ubicado en la localidad de Pilar, Provincia de Buenos Aires, es probable que no pueda volver a desempeñarse deportivamente como lo hacía hasta ahora.

El ejemplo de Eric Abidal
El fútbol internacional tiene fresco un recuerdo similar al de Alejandro, aunque en este caso con los roles invertidos. Eric Abidal, lateral del Barcelona, recibió un trasplante de hígado en marzo de 2012, gracias a la generosidad de su primo Gerard.

Padecía cáncer, y un año antes había sido sometido a otra cirugía. Tiempo después reconoció que su compañero en el Barcelona, Dani Alves, le ofreció seriamente ser él el donante. Abidal logró volver a jugar al fútbol, contra todo pronóstico, y terminó su carrera, un par de años después, en el Olympiacos de Grecia.

Hay dos opciones de trasplante hepático, con órgano sano proveniente de cadáver o parcial de donante vivo. En este segundo caso, como el que permitió la vida de Milo, una parte de un órgano sano se conecta al hígado enfermo. En quien dona el órgano, se espera que el hígado se regenere. En quien lo recibe, los esfuerzos están puestos en que el paciente no lo rechace.

Otro caso similar
En el mismo Hospital, hace escasas semanas, Hugo donó parte su hígado para darle una nueva oportunidad a su hijo Bautista, de apenas 35 días, quien padecía una hepatitis fulminante. Habían llegado al hospital pocos días antes. También, la decisión de ofrecer su órgano fue casi inmediata. Ellos dos, como Alejandro y Milo, como Abidal y su primo, como las miles de personas en el mundo unidas por historias similares deberán extremar recaudos y controles toda su vida. Pero en cada mirada de quien recibió una nueva oportunidad se aprecia que darlo todo para salvar al otro vale la pena.



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El concepto de islamofobia «lo crearon los Hermanos Musulmanes para favorecer la islamización»

Souad Sbai, marroquí y musulmana, denuncia que no se eduque a los inmigrantes en el respeto

Oración mahometana junto al Coliseo de Roma.
ReL  1 septiembre 2017

En la noche del viernes al sábado pasados tuvieron lugar en Rímini unos hechos que han convulsionado Italia. Cuatro hombres de origen norteafricano asaltaron a una pareja en la playa de Miramare: violaron repetidamente a una joven turista polaca de 26 años en presencia de su novio, también polaco y de la misma edad, a quien agredieron golpeándole con botellas en la cabeza. Una vez violada por turno, la mujer fue arrojada a la playa, de donde salió para socorrer al chico y dar la alarma. Ambos se encuentran todavía en el hospital. Posteriormente, los cuatro hombres hicieron lo mismo con una prostituta transexual peruana, quien los habría identificado en comisaría.


Al día siguiente, un joven marroquí de 24 años que trabaja como "mediador cultural" en la cooperativa Lai-momo de Bolonia, que atiende a inmigrantes en la región de Emilia-Romagna, hizo el siguiente comentario en la página de Facebook del periódico local Il Resto del Carlino, que daba la noticia: "La violación es peor, pero solo al principio; una vez entra el pene la mujer se tranquiliza y se disfruta como en una relación normal". La cooperativa le ha suspendido en sus funciones y el comentario, que apenas duró unos minutos en la red social (suficientes para ser registrado y difundido), ha suscitado un escándalo e inquietud social que se añaden a los de la violación misma.

Sobre la significación e implicaciones de hechos como éste ante la continua llegada de inmigrantes ilegales imposibles de acoger, Riccardo Cascioli, director de La Nuova Bussola Quotidiana, ha entrevistado a Souad Sbai, ex diputada del Popolo della Libertà (el partido de Silvio Berlusconi), de origen marroquí y musulmana:


"Los emigrantes en los centros de acogida son, en el 89% de los casos, hombres jóvenes. Son muchos, demasiados. Abandonados a sí mismos, para su cultura violar a una mujer cristiana no es un problema. No nos podemos asombrar si suceden cosas como las de Rimini. Pero es un crimen dejarlos así, hay que intervenir inmediatamente". Quien habla así es Souad Sbai, periodista italiana de origen marroquí, ex diputada, presidente de Acmid, asociación de mujeres marroquíes en Italia, comprometida sobre todo en la defensa y ayuda a las mujeres inmigrantes víctimas de la violencia. "El suceso de Rimini es alucinante y lo han empeorado los comentarios del mediador cultural marroquí", contra el cual la misma Sbai ha presentado una denuncia

-Señora Sbai, parece realmente que cuesta reconocer la gravedad del problema.
-Sí, hay un silencio increíble al respecto. Y es criminal dejar a estos hombres así. O se les envía de vuelta a casa o está claro que no se les puede tener en los centros de acogida así, sin hacer nada, libres de ir donde quieran y hacer lo que quieran. Está claro que se desahogarán en alguna parte.

-Obviamente, también los italianos y los europeos pueden agredir sexualmente, pero aquí parece que el fenómeno es distinto. El gran número de hombres, jóvenes y solos, es una parte, pero hay mucho más.
-Ante todo hay que entender que vienen de una educación según la cual se puede agredir a una mujer occidental. Se lo enseñan desde niños: violar a una mujer cristiana no es un problema. Luego llegan a un país donde la mujer se presenta de manera distinta, en el que nadie explica a estos jóvenes cuáles son las costumbres del país. El que una mujer lleve un traje de baño o una falda corta no significa que se puedan hacer ciertas cosas. Por desgracia, además de esto es necesario reconocer que ya no hay pudor, que hay mucha pornografía, también en los lugares más serios hay anuncios que son obscenos. Y esto manda otras señales que agravan el problema

-¿Qué hay que hacer?
-Además de la necesidad de ser rápidos en decidir si estas personas deben quedarse o ser repatriadas, es fundamental la educación. Hay que impartir cursos de formación obligatoria, incluida la educación cívica, explicar las reglas del país, la cultura, la mentalidad. Además, estas personas ya no tienen ninguna referencia, ni siquiera religiosa, ya no hay esa red de relaciones sociales que en sus países daban apoyo y un código de conducta. En los centros de acogida están abandonados a sí mismos: o acaban en el extremismo religioso, también los menores no acompañados, o viven en manada y entonces puede suceder de todo, también porque hay una mezcla de nacionalidades.

-¿Qué quiere usted decir?
-Pongo por ejemplo a los marroquíes: si son 4 ó 5 los que están juntos, es muy difícil que cometan una agresión sexual, porque siempre hay alguien que se resiste y hace desistir a los otros. A no ser que estén radicalizados y se lo ordene un imán. Pero cuando se mezclan distintas nacionalidades, todo les da igual, es más fácil que sucedan ciertas cosas. Y no debemos olvidar, aunque sin generalizar, que circulan las drogas.

-¿No hay ningún control en los centros de acogida?
-No. Los responsables dicen que no pueden mantenerlos dentro. Por otra parte no trabajan, no tienen nada que hacer, algunos vuelven por la noche con dinero y nadie se preocupa de saber de dónde procede.

-Usted ha hecho referencia antes a menores que también se radicalizan.
-Es el mismo mecanismo. Están allí un año, dos años y ¿qué hacen? Hace unos días estuve en Sicilia, en un centro para menores no acompañados. Hay 145 menores, la mitad de ellos ya está radicalizada. No porque haya ido ningún imán, sino que son los mismos chicos los que, al no tener nada que hacer, buscan algo. Y han encontrado un imán en Barcellona Pozzo di Gotto que los ha iniciado en el extremismo religioso. Por esta razón el tema de la reeducación es decisivo, la acogida no puede ser sólo facilitar su llegada a Italia. Permítame que sobre este punto añada que también los católicos tienen su responsabilidad.

-¿En qué sentido?
-Cómo gestionar los centros de acogida debe ser, obviamente, un problema que deben afrontar las instituciones; pero en la obra de ayuda cultural, de ayuda a la integración, de educación, los católicos están ausentes. No basta con decir «Venid a Italia», ofrecer comida y vestidos y, tal vez, un techo. Se necesita la educación, lo que hacen los misioneros en tierras lejanas. Ahora hay muchos en Italia y nadie se preocupa. No se puede sólo decir: «Los emigrantes tiene este derecho... y este otro...». No. Porque a esa joven violada nadie le devolverá la felicidad, ha muerto por dentro. ¿Cuántas más víctimas tiene que haber? Es necesario re-educarlos. Hay un caos, pero cuando tiene lugar una violación, todos se escandalizan. Se debe hacer de todo para evitar esto. Y hay que hacerlo rápido.

-Una dificultad es esta dictadura de lo políticamente correcto, por lo que cuando se trata de emigrantes ciertos temas se convierten en tabú, so pena de ser tachado de racista.
-No podemos permitir este chantaje. La islamofobia es un concepto construido por los Hermanos Musulmanes precisamente para favorecer la islamización. Y hay un peligro aún más grande: tanto entre los diputados como entre los periodistas, sobre todo de la RAI, hay varios que se han convertido al islam, tal vez con dinero de Qatar. Se han convertido a escondidas y están en situación de pilotar la información en favor del islam. Un único ejemplo de estos días. Estaba en España y he seguido toda la información sobre el atentado en Barcelona. Cuando ha habido la manifestación de las 500.000 personas, RaiNews ha ignorado todos los carteles que decían No tengo miedo y ha mostrado a la única chica que tenía una cartel con el lema No a la islamofobia¿Entiende dónde esta el problema?

Traducción de Helena Faccia Serrano.

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Es médico jubilado, buscaba donde seguir haciendo el bien y lo halló en un pobre hospital de Benin

Su fe y su humanidad le lleva cada año hasta Africa para ayudar a los que nada tienen


1 septiembre 2017


¿Por qué, o cómo, acaba un cirujano en Benin? Jorge Parise lo explica con mucha naturalidad. Él ya intentó llevar a cabo esta misión en otros países de África sin éxito, pero, después de leer un libro sobre Benin, acudió al capellán del hospital en el que trabajaba. El recuerdo le divierte: “Casualmente, él era también de Benin”.

Decidió entonces seguir tirando de ese hilo “providencial” y acertó a preguntar si existía un centro u hospital en el que poder ayudar a la población local. “En diez minutos, de la nada, teníamos organizada una campaña sanitaria”, me cuenta. El hospital es muy importante en varios niveles y la sanidad es crítica, afirma Jorge.

En septiembre vuelve a partir. Su recuerdo y su “experiencia de experiencias” es lo que me genera la sed de pedirle que me rescate una: “Una vez vino una madre con un niño y empezó a hablarme en uno de los 72 dialectos que conviven en Benin. Yo no entendía, así que le señalé con el dedo y ella me indicó con el suyo lo que le pasaba. La pude atender a través de los gestos. Al acabar, puso la mano en su frente y se inclinó. Yo sólo lo pude entender como su manera de darme las gracias.”


Jorge también nos explica cómo es la relación con los habitantes de Dangbo, donde está el hospital: “Vamos a las misas del pueblo, de tres horas, con mucha música y alegría. Siempre nos hacen referencia, pero no nos alaban, sino que dicen: ‘¡Qué bien que hayáis venido!’ Estamos muy integrados. Creo que conozco a más gente en Dangbo que en Torrelodones, y llevo 40 años viviendo allí”.

- Le doy algunos datos: un médico cada 10000 habitantes y hay pacientes que no pueden operarse por no disponer del equivalente a tres euros para el viaje. ¿Qué le dicen estos datos viniendo de España?
- Tres euros lo podríamos comparar con quinientos en España. Para ellos es mucho dinero, dado que la renta per cápita de los habitantes de Benin es bajísima. Es aproximadamente un dólar diario. Para ellos, esos tres euros es una cantidad enorme.

La situación en Benin es crítica. Es un país pobre y rico al mismo tiempo. Las grandes ciudades tienen hospitales del Estado, que son muy deficitarios, con pocos médicos, mal pagados, y pocos equipamientos, con una medicina francesa, pero que no llega a nadie. No hay sistema de Seguridad Social ni de ayuda a las personas. La medicina, tanto pública como privada, es de pago. Es una verdadera, podríamos decir, catástrofe la salud y la atención en Benin. Por esa situación, las organizaciones acuden allí.

- ¿En qué momento acude Jorge Parise a Benin, por qué y cómo empieza la organización?
- Llevaba unos cuantos años operando en Kenia y Camerún. En Kenia no pudo salir adelante el proyecto por problemas locales y en Camerún no había pacientes de cirugía infantil en el hospital al que fui.

De manera muy casual, a la semana de haber leído un libro de un misionero de la Sociedad Misionera Africana, que contaba la historia trágica y muy bella de Benin, que fue uno de los principales países desde los que se capturaron esclavos para América y Europa, conocí al capellán del Hospital 12 de octubre, donde trabajaba hasta que me jubilé, que también era de Benin. Me pareció una coincidencia demasiado grande. En ese mismo momento, en noviembre de 2013, llamamos por teléfono al Hospital del Amor Redentor, en Dangbo. La directora es religiosa y médico, y depende de la diócesis de Portonovo, la capital de Benin.


Le pregunté si había alguna posibilidad de ir a operar allí, si había alguna instalación más o menos adecuada. Me contestó que sí, que me esperaban en febrero de 2014. Así, en diez minutos, de la nada organizamos una campaña. Se puede decir que fue casual o providencial, cada uno según lo vea, pero encontrar un sacerdote de Benin, después de haber leído sobre Benin... (ríe).

Después, hicimos una campaña en diciembre de ese año y seis campañas el año siguiente. Y este año vamos a hacer, en colaboración con otras asociaciones, unas ocho campañas más.

Fue con una facilidad asombrosa cómo salió el proyecto. Lo empezamos el doctor Carlos Ortiz Johansson, del hospital de Vallecas, que operaba conmigo en África. Con la voluntad de ponerlo en marcha y las donaciones de la gente, conseguimos estar operando alrededor de 50 pacientes por campaña.

- ¿Por qué es tan importante conseguir la máquina de rayos X?
- Tenemos en marcha dos proyectos. Uno es para mejorar la luz del hospital, porque hay electricidad del Estado, pero se corta cada cinco minutos cuando estamos operando y afecta a los aparatos que tenemos. Uno de mis nietos hasta me regaló una linterna de minero para cuando volviera a Benin.

Instalar una máquina de rayos X en el hospital es fundamental. En toda la región no hay ni una sola. En la capital, hay dos o tres sitios donde hacen radiografías, pero son muy caras y de mala calidad, poco accesibles para la gente de Benin. Por un lado, los pacientes se beneficiarían de ello, pero también el hospital.

Para el hospital sería una forma de atraer más pacientes, obtener más ingresos y alimentaría un fenómeno muy curioso y muy bonito de ver. Cuando los pacientes se desplazan hasta el hospital, lo hacen familias enteras. Por un niño que se opera, pueden acompañarle 15 personas, toda la familia. No exagero.

Cuantos más pacientes vayan al hospital, la economía local crece, porque las personas se tienen que trasladar en “taxis”, que son motos, porque no hay transporte público. Cuando vienen al hospital residen en el pueblo un tiempo y tienen que comer, alojarse, comprar algo de ropa…


- ¿Qué destacarías de las campañas que habéis hecho ya?
- Empezamos con cirugía de niños y adultos, y hemos hecho también de ginecología para la maternidad en el hospital, y hemos llegado también con la medicina general. En noviembre de este año volveremos allí con otra de ginecología.

Era un hospital que estaba prácticamente abandonado. Tenía sólo consultas externas y, muy de vez en cuando, en un quirófano muy bien instalado se operaba. El bloque quirúrgico, como lo llaman ellos, nos han ayudado a financiarlo organizaciones de Burgos.

Este proyecto está inyectando mucho entusiasmo en el hospital. Había pocos medios y poco flujo de pacientes. Estamos mejorando la atención sanitaria, la reputación del hospital también. De carecer de ella, muchas personas se están pudiendo operar.

A los niños les permite tener una vida normal, al igual que a los adultos, que pueden trabajar para mantener a sus familias y que no ocurra al contrario porque hay gente que, por no poder operarse, acaba imposibilitada para trabajar.

- ¿En qué se concreta la necesidad urgente de la atención a la maternidad y la ginecología?
- Hay muchos partos en proporción de la región que es. Son unos dos o tres al día. Este hospital tiene un acuerdo con la Organización Mundial de la Salud (OMS) porque es un centro de detección y tratamiento de SIDA. La ONU aporta al hospital los medios.

El número de diagnosticados de SIDA en Benin ronda el 3% de los 9.000.000 de habitantes, es decir, unas 270.000 personas. Pero eso son sólo las estadísticas, que son solo fiables de un lado.

La maternidad necesita apoyo porque los paritorios son muy elementales, no hay medidas de higiene, hay pocos elementos. No hay prácticamente nada, pero dan a luz un poco mejor que en su casa, las mujeres están mejor aconsejadas y podemos intentar atacar de raíz la transmisión del SIDA de madres a hijos.

El equipo de ginecólogos es de Albacete. Los conocí también en África y vienen todos los años. No hacen obstetricia. Van con las matronas y con un ecógrafo, las instruyen y atienden los problemas ginecológicos de las mujeres, que son gravísimos. Sobre todo, se encuentran con miomas uterinos que, por estar sin tratar, pueden alcanzar los 12 kilos.

- Más allá del valor sanitario, ¿qué significa la figura del médico para los habitantes de Benin?
- Te sientes extraordinario. No te imaginas la sensación. Hablan en francés o en sus dialectos, pero todos te dicen “bienvenido”, “buen trabajo”, te invitan a su casa a hablar de la vida. Simbólicamente, no nos ven como el europeo que viene a salvarles la vida, sino como alguien que está con ellos, un igual. La relación es magnífica.

Vamos a las misas del pueblo, de tres horas, con mucha música y alegría. Siempre nos hacen referencia, pero no nos alaban, sino que dicen: “¡Qué bien que hayáis venido!”. Estamos muy integrados. Creo que conozco a más gente en Dangbo que en Torrelodones, y llevo 40 años viviendo allí (se ríe).

- ¿Cómo valoraría la aportación de los estudiantes de Medicina que los acompañan?
- El hecho de que quieran venir ya les hace especiales, que se interesen por la vida. Vienen con nosotros, nos ayudan a operar y viven lo que vivimos nosotros. Tienen buena predisposición y salen muy enriquecidos.

Es un momento especial cuando en el hospital universitario digo: “¿Quién quiere venir a operar quince días a Benin?”, y todos contestan: “¡Yo!”. Cuando pueden, voy seleccionando de manera aleatoria. Son todos excelentes. Ya han ido varios que ya son médicos titulados y con sus trabajos.

Imagínate, a mis años, poder ir con chavales tan vivos y tan preparados es magnífico. Hacen unas ecografías perfectas.


- Es muy importante lo que da un profesional sanitario en África, ¿pero qué recibe él?
- Que la vida continúa. Es una clase de intercambio. Yo sé hacer operaciones y lo doy, porque en mi casa sé dormir, leer... Ellos simplemente te dan una sonrisa, una mirada, confianza. Yo no hablo mucho francés y ellos algunas veces tampoco, pero hay un idioma que no se habla y en el que te entiendes. Una vez vino una madre con un niño y empezó a hablarme en uno de los 72 dialectos que conviven en Benin. Yo no entendía, así que le señalé con el dedo y ella me indicó con el suyo lo que le pasaba. La pude atender a través de los gestos. Al acabar, puso la mano en su frente y se inclinó. Yo sólo lo pude entender como su manera de darme las gracias.

- ¿Estás preparado para volverte a ir en septiembre?
- Sí. Vamos en campaña de cirugía infantil con una enfermera de quirófano que nos va a ayudar mucho, con un anestesista y su mujer, que es ginecóloga. En octubre irán de Gijón, en noviembre irán otros a hacer Obstetricia y Ginecología y luego irá Carlos con su campaña anual de Cirugía General.

A continuación puedes ver un vídeo sobre el proyecto que lleva el doctor Jorge Parise en Benin, realizado por Producciones Variopinto, autores también de las fotos de este artículo.



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