Páginas

terça-feira, 30 de agosto de 2016

As duas torres

Domingo XXIII do Tempo Comum

Três vezes ouviremos da boca de Jesus, no evangelho do próximo domingo, esta expressão: não pode ser meu discípulo. Não pode ser meu discípulo quem não renunciar a tudo o que possui, quem não tomar a sua cruz para me seguir, quem não Me amar mais que ao pai, à mãe, à esposa, aos filhos, aos irmãos, às irmãs e até à própria vida. Não são propriamente fáceis de ouvir estas palavras que, como uma barra atravessada diante de nós, nos impedem de prosseguir como discípulos de Jesus se não abandonamos os esquemas do viver pagão. A vida cristã não é uma caldeirada ou uma salada religiosa como foi a religião dos samaritanos e é hoje a de muitas pessoas que se dizem católicas e usam os rituais do cristianismo mas que, de facto, não foram evangelizadas, e vivem como pagãs que são.
 
Ninguém pode ser cristão sem se converter seriamente a Jesus Cristo. Não é a mesma coisa viver com Ele ou sem Ele. Cristo, o Filho de Deus, veio ao mundo, não para nos oferecer uma almofada espiritual ou psicológica que qualquer religião pode oferecer a melhor preço para suportarmos esta vida de escravos, mas para nos dar uma justiça nova, uma vida nova, a Sua própria vida, a Vida Eterna, a gloriosa liberdade dos filhos de Deus. Mais tarde ou mais cedo, na nossa caminhada espiritual, chega o momento em que temos de nos decidir por Ele ou contra Ele. Não pode ser discípulo de Jesus quem vive segundo a carne apoiando-se nos bens materiais e nos afetos e alienando-se da sua realidade concreta, às vezes também por meio da religião.
 
Quem, mesmo sem entender todo o seu alcance, escuta e leva a sério estas palavras duras do Senhor, fica surpreendido com a sua luz: elas lembram-nos que Jesus é Deus e que amar a Deus sobre todas as coisas é o primeiro mandamento da Lei; denunciam a inconsistência, a falsidade e a insuficiência dos nossos relacionamentos sem Deus, e mostram-nos que essa barra que nos fez parar é a alavanca que o Senhor nos dá para podermos sair do atoleiro das nossas relações erradas com a natureza e com os bens materiais, com os outros e com Deus, e nos tornarmos, no seguimento de Cristo e por sua mediação, herdeiros de uma justiça nova alicerçada na graça e na misericórdia. Só amando a Deus acima de tudo, podemos, de verdade, amar o próximo.
 
Essa justiça nova resplandece na Cruz do Senhor. Ali vemos realizada plenamente a Lei de Deus, ali o homem Jesus obedeceu inteiramente ao Pai amando-O com todo o seu coração, com toda a sua alma e com todas as suas forças e nos amou dando a sua vida por nós. Ali o Senhor, vencedor do pecado e da morte dá aos que n’Ele creem, pelo facto de acreditarem n’Ele, aquilo que a Lei promete e não pode dar: a vida eterna! Ele diz-nos estas palavras incómodas para nos pôr na verdade. É apenas por mediação sua que podemos amar a Deus e aceitar a sua santa vontade na cruz de cada dia, é por mediação sua, é n’Ele, que podemos amar verdadeiramente o pai e a mãe, a esposa, os filhos, os irmãos e as irmãs aceitando-os assim como são, e também os inimigos. Só quem encontrou em Jesus o tesouro da sua vida se torna verdadeiramente livre em relação aos bens materiais e aos afetos, porque aprende a viver descentrado de si mesmo e apoiado na providência amorosa do Pai.
 
Grandes multidões acompanhavam Jesus quando proferiu estas palavras chocantes. Ele não quis e não quer que O sigamos enganados, procurando enquadrá-l’O nos nossos esquemas egoístas e mesquinhos. Não é Ele, o Filho de Deus, que deve converter-Se a nós, mas nós a Ele. E, por isso, fala-nos de construir uma torre e de um combate a travar, e convida-nos hoje a que nos sentemos e ponderemos, diante d’Ele, se queremos realmente edificar e se temos financiamento para concluir, e se dispomos de forças e aliados para vencer.
 
Queres conhecer esta torre? Por fora é muito discreta e passa despercebida, mas por dentro é bem ordenada e muito bela. Tem Deus por arquiteto e construtor e nós somos os seus colaboradores. O rés-do-chão é o nosso relacionamento com a terra, com as coisas, e chama-se pobreza. Os diversos andares são o nosso relacionamento com as pessoas e chamam-se caridade e castidade. O piso superior e a cobertura da torre chamam-se obediência e são a nossa relação com Deus, relação que abriga e configura todas as outras. Este piso superior é o mais importante porque nele está a sala dos banquetes e um terraço preparado para receber uma nave espacial que nos traz uma amostra do céu e um óleo maravilhoso para lubrificar as articulações dos nossos relacionamentos e curar as nossas feridas. Como Deus nunca se repete, embora o projeto seja sempre o mesmo, cada construção é única e cheia de surpresas, como podemos ver na Virgem Maria e nos Santos e em muitos outros exemplares já concluídos. Se já percebeste que, sozinho e com os teus recursos, nada poderás edificar com solidez e sabedoria, oferece-te ao Senhor para que venha Ele edificar contigo, no tempo da tua vida terrena, essa torre pascal que a morte não poderá destruir.
 
E o financiamento? O dinheiro do Senhor é o Espírito Santo. No próximo domingo, se depois de ouvires o evangelho não ficares escandalizado e não te escapares discretamente da assembleia, verás como, na celebração da Eucaristia, Jesus e o Pai O dão generosamente àqueles que Lho pedem. 

Quem não dá ouvidos a Cristo e ama o dinheiro ou as pessoas ou a si próprio mais do que a Deus, está edificando a sua versão da torre da confusão, da torre de Babel. Dela aparecem constantemente novos e surpreendentes projetos, também em chave religiosa, mas todos têm isto em comum: são pensados e desenhados para atingir o céu, mas nunca lá chegam; são feitos à medida das ambições desmedidas do ser humano e parecem muito sólidos, mas não têm alicerces; e usam sempre e apenas materiais formatados à medida da mão do homem, tijolos rigorosamente iguais, pois toda a diferença é proibida e castigada por encarecer a construção, e ali é o dinheiro que tudo decide. O resto, já o sabeis. Basta abrir os olhos e ver o entusiasmo e a ilusão com que sempre se começa a construir e a desilusão e a confusão com que, a breve trecho, tudo se desmorona. E, mesmo assim, são tão poucos os que abrem os olhos e se sentam a pensar se não haverá mesmo alternativa a essa fábrica de desilusões…
 
Tu sabes que há.
 
+ J. Marcos


Quem foi e o que fez esta "mulher" que será canonizada no próximo dia 4 de Setembro em Roma?

Conhecida como Madre Teresa de Calcutá, Agnes Gonxha Bojaxhiu, foi uma missionária católica albanesa, nascida a 26 de Agosto de 1910 na atual Croácia.

Com 18 anos entrou para a Casa das Irmãs de Nossa Senhora de Loreto, na Irlanda. O seu grande sonho era dedicar-se aos pobres e, por isso, partiu para a Índia. Aí, mais concretamente, em Calcutá, ia de abrigo em abrigo levando palavras amigas, alguns donativos e, principalmente, as mãos sempre disponíveis para qualquer trabalho.

Outras voluntárias se juntaram a ela e assim surgiram as "Missionárias da Caridade", espalhadas pela Índia e por várias partes do mundo.

Todo o seu trabalho foi dedicado aos pobres e doentes; daí o nome de "Mãe dos pobres".

Onde ia buscar a força para levar tudo isto para a frente? À oração.

Em 1996, escrevia aos seus colaboradores leigos: "Nós precisamos desta união íntima com Deus na nossa vida quotidiana. E como poderemos obtê-la? Através da oração " - Deus Caritas est, n.36.

Quando lhe perguntaram se com o seu trabalho queria mudar o mundo, respondeu: "O que faço, é uma gota no meio do oceano. Mas sem ela, o oceano será menor ".

Transcrevo algumas frases da Beata Teresa que estarão ao nosso alcance para que "uma pequena gota" possa ajudar uma família, um jovem, um idoso, um vizinho.

"Qual é o lugar do homem? Onde os seus irmãos precisarem dele".

"Temos de ir à procura das pessoas, porque podem ter fome de pão ou de amizade".

"É fácil amar os que estão longe. Mas nem sempre é fácil amar os que vivem ao nosso lado".
Adelaide Figuinha
Professora






O que é nacional é bom!

Parece uma frase vulgar, um faits divers, mas para mim uma marca portuguesa é sinal de qualidade, de talento e de inovação. Bem sei que contraria um pouco o espírito derrotista que muitas vezes nos move e que nos deixa tão cinzentões.

O certo é que este verão, na busca do fato de banho perfeito (que quase conformou contornos de investigação) encontrei várias marcas portuguesas que fazem sombra às mais importantes marcas internacionais. Uma delas foi a B.kini.
 
É uma marca 100% portuguesa. Nasce da vontade de duas amigas, a Ana e a Margarida que, descontentes com os fatos de banho brasileiros que não se adaptavam ao corpo das portuguesas, ”eram muito pequenos para o corpo das portuguesas e havia pouca originalidade de padrões e oferta”.

Descobriram que existia espaço no mercado do beach wear  e lançaram-se numa marca que queria inovar porque vai usar lycras nacionais, padrões completamente inesperados, cores que só a nossa luz consegue detectar e cortes que nos fazem sentir super confortáveis e elegantes.

Todos os anos, o lançamento da nova coleção é esperado com muita curiosidade. Este ano tínhamos a promessa: “Mais de cem padrões será a promessa para este Verão. Padrões estes que se irão misturar entre eles, resultando sempre em combinações diferentes, originais e únicas.”

E na verdade, a coleção é surpreendente, vale a pena espreitar. Esta semana fui visitar a loja. Recebeu-me a Silvana, muito atenciosa e simpática, apresentou-me os diferentes modelos de fato de banho e consegui o meu modelo e padrão favorito, com 50% de desconto! Um investimento! Obrigada Silvana pela simpatia e obrigada B.kini pelo excelente trabalho em favor da elegância das mulheres portuguesas e não só…

Isabel Alexandre







Mónica, a Mãe de todas as lágrimas


Decorria o ano de 332, quando em Tagaste, Norte de África, nasceu uma menina a quem puseram o nome de Mónica.
 
Criança calma e serena, foi educada por uma ama de grandes virtudes, que lhe transmitiu os valores da pedagogia cristã, religião já praticada com muito fervor pelos seus pais.

Profundamente enraizada numa prática fora do comum, para aquela época, Mónica levou uma vida de caridade para com os pobres e esmerou-se no seu comportamento de jovem crente e baptizada, evitando divertimentos profanos, fugindo de todas as ocasiões que considerava perigosas para a sua integridade moral, sendo muito selectiva com as extravagâncias da moda, num império que, em declínio acelerado, se aproximava do seu fim.

Por decisão dos pais casou com Patrício, filho duma família ilustre da terra, embora fosse pobre, pagão e homem de sentimentos rudes. Todavia, longe de se sentir infeliz ou vítima, Mónica tornou-se numa esposa amiga, com paciência e mansidão, evitando desavenças no lar e rezando pelo marido, a quem sempre defendia, não admitindo que o difamassem. Mais tarde teve a superior recompensa desta amorosa dedicação, com o milagre da sua conversão ao cristianismo. 

Deste casamento nasceram três filhos, sendo o mais velho Agostinho, uma fonte de problemas, preocupações e desgostos. Garoto vivo e brincalhão, tornou-se um jovem rebelde que não cessava de dar amarguras a sua mãe, pois Patrício já tinha falecido.

Espírito inquieto, tocou um pouco todos os caminhos desviantes e paralelos, a sua inclinação para o mal levou-o a ter más companhias, mesmo no aspecto religioso, optou por se ligar a uma seita inimiga da religião de sua mãe.

O coração destroçado de Mónica, incessantemente a impelia a rezar pedindo a Deus a conversão deste filho, que tinha tanto de inteligente como de volúvel. Desesperada recorreu a “reforços”, pedindo aos amigos e a diversos bispos que por essa intenção também rezassem.

Mónica, esposa e mãe de muitas lágrimas, é um exemplo vivo de como as orações chegam ao coração do Senhor. Pedir a intervenção divina com paciência de santas é o caminho seguro para que, a seu tempo, a educação dos filhos dê muito e bom fruto”.

Santa Mónica, cujo dia se celebra a 27 de Agosto, a Mãe que deu ao mundo e à Igreja um filósofo, um doutor e um Santo.

Maria Susana Mexia






Agostinho, um jovem rebelde que foi Santo


Nascido no ano 354, em Tagaste, no norte de África, colonizada por Roma e filho de pai pagão, o jovem Agostinho deixou-se influenciar profundamente pelos costumes desordenados da época. O seu temperamento ardente e rebelde conduziram-no a uma vida de paixões, das quais, mais tarde, há-de vir a acusar-se nas suas “Confissões”. Contudo, não dispensou o estudo dos clássicos, a obra de Cícero levou-o à investigação filosófica e a influência de sua mãe, católica de fé profunda, ajudaram-no a reflectir sobre o poder e a maravilha do Deus criador e transcendente.

Foi professor de retórica em Cartago, Roma e Milão, onde buscou novos ambientes e mais sucesso. Sofrendo com a morte da mãe, abandonou o ensino e tomando contacto com os ensinamentos de S. Paulo converteu-se. Aos 33 anos é baptizado por Ambrósio, Bispo que pela palavra e exemplo o persuadiu da verdade do cristianismo, descobrindo o esplendor e a alegria desta religião. Regressou à sua terra natal onde foi ordenado sacerdote, sendo quatro anos mais tarde, Bispo de Hipona, hoje Annaba, na Argélia.

Doutor da Igreja, ele é fruto das lágrimas e orações de Mónica, a sua santa mãe, que muito rezou confiando que Deus ouviria as preces pelo seu amado filho.
Em pleno flagelo da invasão dos Vândalos que se abateu sobre a África romana, Agostinho ainda escreveu a sua obra-prima “ A Cidade de Deus “, mas em 28 de Agosto de 430, parte para o Céu, a sua cidade eterna.

A Filosofia de Santo Agostinho é o resultado da dispersão da sua inquietude, da sua crise e também da sua redenção, ela é o somatório da luta e conquista de si próprio, do seu destino e do verdadeiro significado da sua vida interior.

O entusiasmo religioso e o ímpeto místico para a verdade, não agem como forças contraditórias, mas fortalecem-se e dão-lhe calor vital.

As “Confissões” são o magnificat duma alma arrependida face ao deslumbramento da conversão e à misericórdia divina. São também o exemplo de como os Santos podem ser homens normais, por vezes pecadores, mas que não desistem de lutar e desesperadamente procurar rectificar a sua conduta de vida.

Só os grandes convertidos como Santo Agostinho, que sentiram o desabar da falsa verdade das teorias em que se tinham enredado, têm a coragem de caminhar em busca da fé. Apaixonado pela vida e pela Filosofia, só nas Escrituras ele vem a encontrar o sentido da coerência entre a alma e Deus.

Quem ama o omnipotente anseia que todos os outros homens o amem também, pelo que na sua vida passou a transbordar um sentimento de apostolado, sem o qual já não podia viver.
Procurou a verdade, encontrou-a onde menos esperava e a sua alma não descansava enquanto não a revelasse, num espírito puramente filosófico de ajudar a conduzir todos aqueles que também a procuravam.

A fome de Beleza e de Amor que o perseguiam desde a adolescência encontrou abundância na natureza divina, essa fonte de visão poética do mundo e de todos os seres. Cheio de arrependimento clama: “Tarde Vos amei, ó beleza tão antiga e tão nova, tarde Vos amei!”

A vida de Santo Agostinho foi uma nostalgia de Deus que se transformou numa angústia de coração, impelindo-o à busca do Todo a que pertencia e no qual a inquietude do seu ser encontrou o repouso ansiado.

Ele viveu apaixonadamente o mundo que habitou, sabendo que o passado não morre, mas se transforma num eterno presente no qual se realiza e materializa todo o tempo, essa realidade oculta donde emergirá o fluir celestial.

A procura e a conquista de si próprio, a passagem ao transcendente sem o qual a verdade do eu interior não pode existir, o conhecimento da alma e de Deus, bem como toda a problemática afectiva que o envolveu, são o cerne da sua obra, cuja influência se mantém, ainda hoje, no pensamento contemporâneo.

Maria Susana Mexia








segunda-feira, 29 de agosto de 2016

Pese a las bombas y las amenazas, en Pakistán cada vez hay más vocaciones sacerdotales nativas

ReL  29 agosto 2016

Los 5 nuevos sacerdotes en Lahore...
aumentan las vocaciones sacerdotales
Este 26 de agosto fueron ordenados en una misma ceremonia cinco nuevos sacerdotes nativos en la catedral del Sagrado Corazón de la arquidiócesis de Lahore, en Pakistán. Hacía más de 20 años que no se ordenaban tantos: lo normal en estos años era ordenar uno o dos. A lo largo de este año 2016, se ordenarán 21 sacerdotes nuevos en un país grande, de 195 millones de habitantes, donde el 97% de la población es musulmana. Es un signo de crecimiento vocacional.

Los católicos son algo más de un millón en Pakistán, organizados en siete diócesis, y muy activos en el ámbito educativo, con más de 540 centros de enseñanza.

La violencia no frena la fe
El sacerdote Joseph Louis, ex secretario ejecutivo de Caritas Lahore, comenta a la agencia AsiaNews que el aumento del terrorismo integrista en el país desde 2001 ha “incrementado las vocaciones a nivel local”. En su opinión, “la gente se está acercando a la fe. Muchos creen que deben hacer algo, en vista de que los gobernantes no brindan esperanzas. Las personas acuden más a la Iglesia porque hay una sed muy grande de consuelo y de conocimiento espiritual”. Refiriéndose a las nuevas ordenaciones, comenta: “Hoy estamos cosechando los frutos del trabajo desarrollado en los años anteriores”.

Amenazas: el amor al dinero y la soberbia
El arzobispo de Lahore, Sebastian Shah, previno a los nuevos sacerdotes de los peligros y tentaciones más comunes en su ministerio, que no son las amenazas yihadistas o integristas, aunque existan, sino "la obsesión con el dinero", el apego excesivo "a una persona, familia,  proyecto o institución singular" y la falta de humildad. Recordó que su autoridad nace del servicio brindado a los demás. 

Confesiones en un encuentro de jóvenes en Karachi
Educar, clave para el cambio
Uno de los nuevos sacerdotes es Imtiaz Nishan, originario de la aldea de Easson, en el distrito de  Sheikhupura (cerca de Lahore). Graduado en Filosofía, hace seis meses que enseña en el Seminario Mayor San Francisco Javier, en Lahore. “Nuestra comunidad cristiana es analfabeta y no tiene grandes oportunidades", explica. "Yo quiero ayudar a combatir la deserción escolar y servir en los barrios pobres donde viven los cristianos.  Muchos católicos son atraídos por pastores [protestantes] y por iglesias [protestantes] que se multiplican como hongos. Las personas necesitan una fuerza espiritual (que los sostenga) frente a un creciente materialismo”.



in



 

Con su empresa financian orfanatos en la India: era el plan de Dios oculto en la bebé que perdieron

Grace & Lace, un negocio de éxito, nació por un embarazo de riesgo

Rick y Melissa, exponiendo sus productos Grace Lace y contando su historia en un programa de televisión.
ReL  29 agosto 2016

Le dijeron que el embarazo nunca llegaría a término, pero su fe la llevó a un futuro que no podía prever: es la historia de Melissa Hinnant y de su marido Rick, fundadores de la línea de accesorios para la mujer Grace & Lace. De la desgracia de la pérdida de un hijo surgió un torrente de beneficios para otros. Así la cuenta Live Action:

Melissa y Rick acababan de sufrir un aborto cuando la tragedia surgió de nuevo en el segundo embarazo.

Esperando a Halle Jane
Durante una visita de rutina a los casi cinco meses de embarazo, le dijeron a Melissa que había dilatado casi siete centímetros y que estaba a punto de dar a luz a su hija, que no sobreviviría. El dolor y el salto de fe que este matrimonio tuvo que superar los guió a un futuro tan impredecible como bello.

“Mi única esperanza [para que el bebé sobreviviera] era ser operada de urgencia”, explica Melissa. “Nos dijeron: ‘Intentaremos salvarla, pero el resto de tu embarazo será de alto riesgo’”.

A la cirugía siguió un periodo de dos semanas de reposo absoluto en el hospital. Pero entonces la dilatación empezó de nuevo y no pudieron pararla. Su hija, Halle Jane, nació demasiado pronto para poder vivir fuera del vientre materno y como dice Melissa, “el Señor se la llevó directamente al Paraíso”.

La pareja, con su hija Halle.
Los médicos no tenían buenas noticias para el matrimonio después de la pérdida de su hija. De hecho, les aconsejaron no volver a intentar tener hijos.

“Los médicos, básicamente, eran muy pesimistas y nos dijeron que nunca podría llevar un embarazo a término”, dice Melissa.  “Esto nos hundió. Mi deseo siempre había sido ser esposa y madre y tener una familia. Oír esto fue realmente muy doloroso”.

La esperanza y los esfuerzos
Sin embargo, un médico les dio una esperanza: antes de quedarse embarazada de nuevo, realizar una intervención que  permitiría a Melissa dar a luz a un hijo.

“Seguíamos teniendo fe en poder tener un hijo que sobreviviera”, dice Melissa. “Y éramos conscientes de los riesgos: pasar todo el embarazo en el hospital, dar a luz antes del tiempo, la posible muerte del bebé, que tuviera que permanecer tiempo en la UCI neonatal y otras complicaciones; pero era nuestro mayor deseo. Y estábamos dispuestos a aceptarlos”.

La operación se realizó y Melissa se quedó embarazada. Tenía que ir cada semana al hospital para ponerse una inyección cuyo objetivo era prevenir un parto prematuro. Al final tuvo que estar en reposo absoluto durante 18 semanas. El embarazo tenía que llegar a la semana 25 para que el bebé tuviera una posibilidad; pero Sienna superó todas las expectativas y nació a las 40 semanas. Melissa dice que su hija ha valido todos los esfuerzos.

A Melissa le lavaban el pelo mientras permanecía en reposo absoluto.
El matrimonio Hinnant quiso tener otro hijo y esta vez Melissa tuvo que estar en reposo absoluto durante 4 meses. Su hijo, Jett, un niño sano, nació a término.

Pero cuando Melissa se quedó embarazada de nuevo, su médico mostró gran preocupación. “Me dijo: 'Este tiene que ser tu último embarazo’. Creía que iba a pasar más tiempo de reposo absoluto", dice Melissa. "Me monitorizaron con más frecuencia, tenía visitas médicas y ecografía semanales, pero no pasé un solo día de reposo absoluto".
Livia nació a término sin ninguna complicación.

La semilla de Grace & Lace
Melissa empezó a tejer durante su largo periodo de reposo obligado cuando estaba embarazada de Halle. Y acabó tejiendo una historia preciosa.

“Con Halle, mientras estaba en el hospital, mi reposo era prácticamente absoluto; sólo podía ir al baño, pero no podía ducharme y comer sola. Sólo el baño y ya está”, explica. “Estaba totalmente limitada y me decía a mí misma 'No puedo estar de brazos cruzados, me voy a volver loca'. Recordé que había aprendido punto y ganchillo en el pasado. Lo hacía para pasar el tiempo.

»Tejí mantas para los bebés de todas las mujeres con embarazo a riesgo ingresadas en el hospital. Realmente fue ese el momento en que mi amor por el punto nació y aumentó. Y después de perder a Halle seguí tejiendo. Me ayudó a sanar. Nunca dudamos de que Halle lo conseguiría. Fue terriblemente doloroso. Y me di cuenta de que tener una visión, un propósito  para superar su pérdida me ayudaba a sanar. Entonces surgió Grace & Lace. Surgió en  mí el deseo de crear y tejer”.

Al ser de Minnesota, Melissa decidió que quería hacerse un par de calcetines que sobresalieran de sus botas. Quería crear el par perfecto y cuando los hizo se los ponía para todo. La gente la paraba para preguntarle donde los había comprado.

Melissa y la inversora Barbara Corcoran enseñan los populares calcetines de Melissa.
“Empecé a crear una lista con los emails y números de teléfono de gente desconocida que quería un par”, dice.

Con el apoyo de su marido, Melissa empezó a colgar sus creaciones online y al cabo de unos días tenía 400 peticiones de calcetines.

Un negocio de éxito
Pronto, el hobby de sanar su sufrimiento tejiendo se convirtió en un negocio de éxito que salió en el popular show Shark Tank.

“Nos dimos cuenta de que teníamos una empresa en nuestras manos”, dice. “Pensaba que iba a ser una pequeña tienda online. Pero a los seis meses, o un año, nos dimos cuenta de que era una empresa de éxito”.

El fruto de la vida de Halle Jane
Hoy en día Grace & Lace tiene tanto éxito que el matrimonio se ha asociado con la organización caritativa Angel House en el cuidado de huérfanos en la India, un deseo que Melissa tenía en el corazón desde que visitó el país con 18 años, en un viaje misionero.

“Nunca he visto pobres como los de allí”, dice. “Bebés con el estómago tan hinchado, tan malnutridos. Había tantos que teníamos que sujetarles los biberones a la cara para poder alimentarlos a todos. Siento dolor por ese país. Escribí en mi diario que tenía que hacer algo. Pensé en ir a la Universidad y luego volver. Nunca, ni en un millón de años, pensé que tendría una empresa que podría financiar la construcción de orfanatos”.

Melissa dice que agradece la oportunidad de poder ser de ayuda en el mundo y se siente honrada porque Dios les ha confiado una empresa con la que pueden invertir en la vida de otros. Los niños de los orfanatos que construyen encuentran padres que los acogen y aman, agua corriente, camas en las que poder dormir, uniformes y educación escolar.

Rick Hinnant sirviendo comida a huérfanos de la India.
Los tres hijos del matrimonio son testigos de la diferencia que marcan sus padres en el mundo y la pareja espera poder llevarles a la India en cinco años.

“Intentamos que entiendan el concepto de que esta gente no tiene agua corriente, escuelas, vestidos”, explica Melissa. “Les hemos explicado quiénes son estos niños. Mi hijo mayor reza por ellos por la noche”.

La familia Hinnant tiene muy presente a la hija mayor, Halle Jane, inspiradora de sus proyectos de vida y ayuda a los demás.
Los niños saben también la historia de su hermana mayor, Halle, cuya breve vida fue el punto de partida de la gran labor que están llevando a cabo sus padres.

El plan de Dios
“Nunca me olvidaré de mi marido entrando por la puerta de la habitación después de perder a Halle y diciéndome: ‘Melissa, tenemos que elegir. Podemos enloquecer y amargarnos y cuestionar a Dios y el porqué deja que esto pase o podemos creer que hay un plan más grande que nacerá de todo esto’”.

En la inauguración de un orfanato en la India.
No sólo el matrimonio Hinnant ha dado la vuelta a su pérdida y sufrimiento ayudando a muchos niños del mundo, sino que también ayudan a otros padres a afrontar el dolor de perder un hijo.

“Tal vez nunca sepamos el porqué, pero en ese momento elegí creer que algo bueno saldría de todo esto”, dice Melissa. “No malgastéis vuestro dolor. Dejad que vuestro sufrimiento os transforme. Sufrir es duro y el dolor me inspiró la creación a través de la pérdida. Esto tal vez no sea para todos en general, pero para aquellos que sufren quiero animarles a transformarse a través del dolor. ¿Qué quieres hacer en honor de ese hijo que has perdido? Hay una gran sanación que viene de esto: es la belleza que surge de las cenizas”.

Traducción de Helena Faccia Serrano (diócesis de Alcalá de Henares).



in



 

Primer sacerdote nativo de la Iglesia en Mongolia


Ordenación del primer sacerdote de Mongolia
Joseph Enkh


"Niégate a ti mismo, toma tu cruz cada día y sígueme"
Redacción, 28 de agosto de 2016 a las 17:25

Ordenación del primer sacerdote de Mongolia
(Agencia Fides) - La Iglesia católica en Mongolia está lista para recibir a su primer sacerdote nativo: Joseph Enkh será ordenado sacerdote por Su Exc. Mons. Wenceslao Padilla, CICM, Prefecto Apostólico de Ulaanbaatar, en la catedral de los Santos Pedro y Pablo en Ulaanbaatar, a las 10,30 del domingo 28 de agosto.

Según la información de la Agencia Fides, el nuevo sacerdote ha elegido para su ordenación al lema: "Niégate a ti mismo, toma tu cruz cada día y sígueme" (Lc 9, 23). "Más de 1.500 personas han confirmado que participarán en la celebración, que será un momento muy especial para la Iglesia católica en Mongolia, y para la sociedad en su conjunto" dice a Fides el p. Prosper Mbumba, CICM, misionero congoleño en el país asiático.

"La comunidad católica en Mongolia, renacida en 1992 y que ahora cuenta con más de mil bautizados, con su primer sacerdote autóctono desarrollará un nuevo entusiasmo y sentido de pertenencia. La Iglesia, de hecho, durante mucho tiempo ha sido considerada como extranjera, con una fe traída por los misioneros. Ahora esta idea puede cambiar", explica el p. Mbumba.

Entre los invitados de honor están el Nuncio Apostólico en Corea del Sur y Mongolia, el Arzobispo Osvaldo Padilla, y Mons. Lazzaro You, Obispo de Daejeon, en Corea del Sur, diócesis en la que Joseph Enkh ha pasado sus años de formación y estudio en el seminario.

Don Joseph Enkh fue ordenado diácono el 11 de diciembre de 2014 en Daejeon (Corea del Sur), donde recibió su formación inicial, y volvió a Mongolia en enero de 2016. Desde entonces continúa su experiencia pastoral, sirviendo en varias parroquias en Mongolia donde en total trabajan unos 20 misioneros y 50 religiosas de 12 congregaciones, en seis parroquias.


in





Estos son los 25 secretos que Jesús reveló a santa Faustina Kowalska para superar las tribulaciones

Una enseñanza acerca de la guerra espiritual

santa Faustina Kowalska


En Cracovia-Pradnik, el 2 de junio 1938, el Señor Jesús dictó a una joven Hermana de la Misericordia polaca un retiro de tres días. Sor Faustina Kowalska registró minuciosamente las instrucciones de Cristo en su diario, que es un manual de mística en la Oración y la Divina Misericordia.

Después de haber leído el Diario unas veces en los últimos 20 años, me había olvidado del único refugio que Cristo dio sobre el tema de la Guerra Espiritual. Luego, hace poco, fui invitado a dirigir un retiro en Trinidad basado en la "Conferencia sobre la Guerra Espiritual" de Cristo tal como se presenta en el Diario.

En el Santuario de la Sagrada Familia, un grupo increíble de líderes laicos al servicio del arzobispo y sacerdotes, patrocinó el retiro la arquidiócesis de Trinidad y llenamos el Seminario de St. John Vianney para reflexionar sobre esta enseñanza.

Aquí están los secretos que Jesús reveló a su pequeña novia Faustina sobre cómo protegerse de los ataques del demonio. Estas instrucciones se convirtieron en el arma de Faustina en la lucha contra el maligno enemigo.

Jesús comenzó: "Hija mía, quiero enseñarte acerca de la guerra espiritual".

1. Nunca confíes en ti misma, sino abandónate completamente a mi voluntad.

La confianza es un arma espiritual. La confianza es parte del escudo de la fe que san Pablo menciona en la Epístola a los Efesios (6,10-17): la armadura del cristiano. El abandono a la voluntad de Dios es un acto de confianza; la fe en acción disipa los malos espíritus.

2. En la desolación, oscuridad y dudas, acude a Mí y a tu director espiritual, él siempre te escuchará en mi nombre.

En tiempos de guerra espiritual, reza inmediatamente a Jesús. Invoca Su Santo Nombre, que es muy temido en el inframundo. Trae las tinieblas a la luz diciéndoselo a tu director espiritual o confesor y sigue sus instrucciones.

3. No negocies con cualquier tentación; enciérrate inmediatamente en Mi Corazón.

En el Jardín del Edén, Eva negoció con el diablo y perdió. Tenemos que recurrir al refugio del Sagrado Corazón. Corriendo hacia Cristo, es como le damos la espalda a lo demoníaco.

4. A la primera oportunidad, releva la tentación a tu confesor.

Una buena confesión, un buen confesor, y un buen penitente, son una receta perfecta para la victoria sobre la tentación y la opresión demoníaca, ¡esto no falla!

5. Pon tu amor propio en el último lugar, de modo que este no contamine tus obras.


El amor propio es natural, pero debe ser ordenado, libre de orgullo. La humildad vence al diablo, que es el orgullo perfecto. Satanás nos tienta al amor propio desordenado, que nos lleva a la piscina del orgullo.

6. Ten gran paciencia contigo misma.

La paciencia es un arma secreta que nos ayuda a mantener la paz de nuestra alma, incluso en las grandes tormentas de la vida. La paciencia con uno mismo es parte de la humildad y la confianza. El diablo nos tienta a la impaciencia, a que se vuelva contra nosotros mismos de modo que nos enojemos. Mírate a ti mismo a la vista de Dios. Él es infinitamente paciente.

7. No descuides las mortificaciones interiores.

La Escritura enseña que algunos demonios sólo pueden ser expulsados con oración y ayuno. Las mortificaciones interiores son armas de guerra. Pueden ser pequeños sacrificios ofrecidos con gran amor. El poder del sacrificio por amor desaloja al enemigo.

8. Siempre justifícate a ti misma las opiniones de tus superiores y de tu confesor.

Cristo habla a santa Faustina que vive en un convento. Pero todos tenemos personas con autoridad sobre nosotros. El diablo tiene como objetivo dividir y conquistar, de manera que la humilde obediencia a la auténtica autoridad es un arma espiritual.

9. Rechaza las murmuraciones como a una plaga.

La lengua es una poderosa embarcación que puede hacer mucho daño. Estar murmurando o chismeando, nunca es de Dios. El diablo es un mentiroso que suscita acusaciones falsas y chismes que pueden matar la reputación de una persona. Rechaza las murmuraciones.

10. Deja que todos actúen como quieran; pero tú tienes que actuar como Yo quiero que lo hagas.

La mente de uno mismo es la clave en la guerra espiritual. El diablo es un entrometido que intenta arrastrar a todo el mundo. Agrada a Dios y deja que las opiniones de los demás vayan por el camino.

11. Observa la regla tan fielmente como te sea posible.

Jesús se refiere a la regla de una Orden Religiosa aquí. La mayoría de nosotros hemos hecho algún voto delante de Dios y de la Iglesia y debemos ser fieles a nuestras promesas, es decir votos matrimoniales y promesas bautismales. Satanás tienta a la infidelidad, la anarquía y la desobediencia. La fidelidad es un arma para la victoria.

12. Si alguien te causa problemas, piensa en el bien que puedes hacer a la persona que te hizo sufrir.

Ser un vaso de misericordia divina es un arma para el bien y para derrotar el mal. El diablo trabaja sobre el odio, la ira, la venganza y la falta de perdón. Otros nos han hecho daño en algún momento. ¿Qué le devolveremos a cambio? Devolver una bendición rompe maldiciones.

13. No derrames tus sentimientos.

Un alma habladora será más fácilmente atacada por el demonio. Derrama tus sentimientos sólo ante el Señor. Recuerda, los espíritus buenos y malos escuchan lo que dices en voz alta. Los sentimientos son efímeros. La verdad es la brújula. El recogimiento interior es una armadura espiritual.

14. Guarda silencio cuando seas reprendida.

La mayoría de nosotros hemos sido reprendidos en algún momento. No tenemos ningún control sobre eso, pero sí podemos controlar nuestra respuesta. La necesidad de tener la razón todo el tiempo puede conducirnos a trampas demoníacas. Dios sabe la verdad. Déjala ir. El silencio es una protección. El diablo puede utilizar la justicia propia para hacernos tropezar también.

15. No le pidas opinión a todos, sino sólo a tu confesor; sé tan franca y sencilla como un niño con él.

La simplicidad de la vida puede expulsar a los demonios. La honestidad es un arma para derrotar a Satanás, el mentiroso. Cuando mentimos ponemos un pie en su terreno y él intentará seducirnos aún más.

16. No te desanimes por la ingratitud.

A nadie le gusta ser subestimado. Pero cuando nos encontramos con la ingratitud o la insensibilidad, el espíritu de desánimo puede ser una carga para nosotros. Resiste todo desaliento porque eso nunca proviene de Dios. Es una de las tentaciones más eficaces del diablo. Ten gratitud en todas las cosas del día y saldrás ganando.

17. No examines con curiosidad los caminos por donde yo te conduzco.

La necesidad de conocer, y la curiosidad por el futuro es una tentación que ha llevado a muchas personas a los cuartos oscuros de los psíquicos, brujas, etc. Elige caminar en la fe. Decídete a confiar en Dios quien te lleva por el camino al Cielo. Resiste siempre al espíritu de curiosidad.

18. Cuando el aburrimiento y el desánimo golpean tu corazón, huye de ti misma y escóndete en mi corazón.


Jesús entrega el mismo mensaje una segunda vez. Ahora Él se refiere al aburrimiento. A principios del Diario, dijo a santa Faustina que el diablo tienta más fácilmente a las almas ociosas. Ten cuidado con el aburrimiento, es un espíritu de letargo. Las almas ociosas son presa fácil de los demonios.

19. No temas a la lucha; la valentía a menudo intimida a los demonios, y ellos no se atreven a atacarnos.

El miedo es la segunda táctica más común del diablo (el orgullo es el primero). La valentía intimida al diablo, él huirá ante el perseverante coraje que se encuentra en Jesús, la roca. Todas las personas luchan, y Dios es nuestra provisión.

20. Siempre lucha con la profunda convicción de que yo estoy contigo.

Jesús instruye a una hermana en un convento para "luchar" con convicción. Ella puede hacerlo porque Cristo la acompaña. Los cristianos estamos llamados a luchar con convicción en contra de todas las tácticas demoníacas. El diablo trata de aterrorizar a las almas, debes resistir al terrorismo demoníaco. Invoca al Espíritu Santo en el transcurso del día.

21. No te dejes guiar por el sentimiento, porque no siempre está bajo tu control. Todo el mérito radica en la voluntad.

Todo el mérito radica en la voluntad, porque el amor es un acto de la voluntad. Somos completamente libres en Cristo. Tenemos que hacer una elección, una decisión para bien o para mal. ¿En qué terreno vivimos?

22. Siempre depende de tus superiores, incluso en las cosas más pequeñas.

Cristo está instruyendo a una religiosa aquí. Todos tenemos al Señor como nuestro Superior. La Dependencia de Dios es un arma de guerra espiritual, porque no podemos ganar por nuestros propios medios. Proclamar la victoria de Cristo sobre el mal es parte del discipulado. Cristo vino a derrotar a la muerte y el mal, ¡proclámalo!

23. No te engañes con perspectivas de paz y consuelo; por el contrario, prepárate para grandes batallas.

Santa Faustina sufrió física y espiritualmente. Ella estaba preparada para grandes batallas por la gracia de Dios que la sostuvo. Cristo nos instruye claramente en las Escrituras para estar preparados para grandes batallas, para ponernos la armadura de Dios y resistir al diablo (Ef. 6,11). Estar atentos y discernir siempre.

24. Sepas bien que estás en un gran escenario donde todo el Cielo y la tierra están mirando.

Estamos todos en un gran escenario donde el Cielo y la tierra están viendo. ¿Qué mensaje estamos dando con nuestra forma de vida? ¿Qué clase de tonalidades irradiamos: luz, oscuridad o grises? ¿La forma en que vivimos atrae más luz o más oscuridad? Si el diablo no tiene éxito en llevarnos a la oscuridad, tratará de mantenernos en la categoría de los tibios, que no es agradable a Dios.

25. Lucha como un caballero, de modo que Yo pueda recompensarte. No seas excesivamente temerosa, porque no estás sola.


Las palabras del Señor a Santa Faustina pueden convertirse en nuestro lema: ¡Lucha como un caballero! Un Caballero de Cristo sabe bien la causa por la que lucha, la nobleza de su misión, el Rey a quien sirve, y con la bendita certeza de la victoria, que lucha hasta el final, incluso a costa de su vida. Si una joven, una sencilla monja polaca unida a Cristo, puede luchar como un Caballero, todo cristiano puede hacer lo mismo. La confianza es victoriosa.

Citas del Diario de Santa Faustina son propiedad de los Marianos de la Inmaculada Concepción, Stockbridge, Massachusetts.



in



 

Trabajaba en el Facebook de ReL e ingresa de monja de clausura en las Carmelitas Descalzas de Ávila

Patricia del Oro, joven periodista madrileña

Patricia del Oro

ReL  28 agosto 2016

La joven Patricia de Oro, periodista madrileña y colaboradora de Religión en Libertad, ingresó el pasado 28 de agosto de 2016, como carmelita descalza en el convento de San José en Ávila (España).

Deja el periodismo para ser monja de clausura
Patricia acababa de lincenciarse en Comunicación Audiovisual, en el Centro Universitario Villanueva, este mes de junio. Llevaba año y medio trabajando en el Facebook de Religión en Libertad, en calidad de becaria, a las órdenes de su coordinador Gonzalo de Alvear, y tenía un futuro laboral prometedor a pesar de sus veinte pocos años.

Pero una llamada de Dios no se puede esquivar...

Esta es la historia de una vocación contada por la propia protagonista
«Ya desde pequeña me sentía muy cerca de Dios. Cuando tenía 6 ó 7 años recuerdo pensar en Jesús en la cruz y decir 'tuvo que dolerle mucho los clavos'».

»Cuando tuve 15 años quería tener amigos que creyeran en Dios, y encontré una parroquia con jóvenes muy simpáticos que creían en Dios. Pero conocí a un chico que era muy bueno, muy guapo, muy encantador... lo tenía todo para mí. Él se convirtió en un aliciente para que yo quisiera ir a muchas cosas de la parroquia.

»Fui a un Camino de Santiago y éste chico, la última noche, nos dijo que en septiembre iba a entrar en el seminario. Pasó algún tiempo, y lo recé, y me di cuenta que ese chico no tenía que ser para mí ni para otras, sino para el Señor y para todos.

La película de La Pasión, de Mel Gibson, le marcó...
»Eso me acercó mucho a Jesús. Conocí a otros chicos, me gustaban, pero nunca pasaba nada. En esos años vi la película de La Pasión de Cristo, de Mel Gibson, y eso fue para mí un antes y un después. Fue rompedora. Me di cuenta de verdad de todo lo que Jesús hizo por nosotros. Y de cuanto sufrió...

¡Dios, respóndeme...!
»Un día, rezando, le dije a Dios: 'Mira, que sea lo que Tú quieras, pero que sea ya lo que sea. Me da igual lo que me pidas'.

¿Me caso, no me caso, me caso...?
»Una tarde hablando con las amigas de un tema, que todas las chicas hablamos alguna vez, una dijo: 'Pues yo me casaría con una vestido así'. Otra: 'Yo tendría cinco hijos'. 'Pues yo tres y se llamarían tal y cual'. Y yo de repente, en mí interior siento que yo misma me estoy diciendo: '¿Yo casada? ¡Qué va ! ¿Yo con hijos? ¡Para nada! Y me saltó una alarma de 'oye, Patri ¿qué está pasando? Has deseado esto todo tu vida...'. Y lo que llegué a pensar es que si ahora apareciera ese chico que había soñado, podía salir con él pero tenía la certeza en mí interior que esa relación se iba a terminar en algún momento..

Dios le responde con fuerza...
»Me di cuenta de que Dios me estaba llamando a ser totalmente suya...

»Entonces lo que le pregunté fue: 'Vale, ya sé esto que no me quieres casada, pero dónde me quieres'.

El mundo no era su sitio...
»Había muchas cosa del mundo que cada vez me molestaban más. Por ejemplo, estar de fiesta con mis amigas y ver como algunas personas se dejaban la dignidad... era algo que me rompía.

Comienza la búsqueda
»Me enteré a través de un amigo que su hermana era Carmelita Descalza en Ávila. Este amigo me invitó a que la conociera por si me ayudaba a mi inquietud de vocación. Cuando llegué a verlas me encontré con un montón de chicas jóvenes... todo el rato estaban sonriendo, riendo, con un brillo en las mirada, y tan llenas de amor, que yo salí impactadísima de allí...

Que la respuesta de Dios sea clarita...
»Pero lo le decía al Señor: 'He sentido cosas muy fuertes aquí, pero si me quieres en el Carmelo déjamelo clarísimo'.

»Y fueron pasando cosas muy curiosas que interpreto como respuestas que me iba dando Dios. Un día iba con una amiga y salimos del metro, y nos encontramos una tarjeta en las escaleras en la que ponía: 'Ven a Ávila', y salían las murallas de Ávila.

»Otra cosa que pasó fue en los ordenadores de mi universidad. Entro en un sala de 40 ordenadores y me pongo en un ordenador en cuya pantalla ponía: ¡Ávila! Entonces comenzaba a inquietarme.

La atracción por la vida religiosa
»En la etapa en la que Dios me llamaba para ser monja, pero a la vez huía de ello, si veía una monjita en la calle era un imán para mí. Tenía que ir a hablar con ella. Un día me encontré con una en el metro, y comenzamos a hablar. Y al terminar me da su tarjeta con el nombre de su comunidad y el número de teléfono. Me dije para mí misma: 'Oh, oh, Patri, que te quiere reclutar. Cuidado'.

Una entrevista de una carmelita descalza
»De repente, esa monjita, Rosa, me dijo: 'Vi esto y sentí que tenía que dártelo'. Lo que me dio fue una entrevista de una chica joven, carmelita descalza, y el titular decía: 'Jamás imaginé que se pudiera ser tan feliz en la clausura'. Y, claro, yo le dije: 'Rosa, ¿cómo te has enterado de lo mío?'. '¿Cómo que me he enterado de qué?, respondió'. Le conté todo y ella no se lo podía creer.

Las carmelitas en el corazón de la Iglesia
»Las carmelitas están en el corazón de la Iglesia, y desde ahí, con la oración y su trabajo, están sosteniendo a la Iglesia...

Lo importante en la vida...
»Al final, lo importante es decir que sí a Dios. Decirle que sí a lo que quiera a las vidas de cada uno de nosotros.

»Su voluntad para nosotros es lo que realmente nos va a hacer felices... no hay otra cosa.

Patricia del Oro cuenta en pocos minutos cómo Dios entró en su vida y decidió ser Carmelita Descalza en Ávila


in



domingo, 28 de agosto de 2016

5 grandes pecadores que llegaron a santos... y dan esperanza de que nuestra vida puede ser rescatada

San Dimas, San Mateo, San Agustín, Santa Pelagia, Santa María de Egipto

San Dimas, san Mateo y san Agustín
ReL  27 agosto 2016

El escritor Philip Kosloski, colaborador habitual del National Catholic Register y del portal Aleteia, y especialista en espiritualidad católica, ha escrito un interesante artículo sobre grandes pecadores públicos que llegaron a santos.

Escribe sobre san Dimas, el primer santo de la Iglesia; san Mateo, recaudador de impuestos; san Agustín, que llevó una vida pagana durante mucho tiempo de su existencia; santa Pelagia, actriz famosa y libertina del siglo V, y, por último, santa María de Egipto, prostituta en el siglo IV, en Alejandría. La traducción es de Aleteia.

5 grandes pecadores que llegaron a santos
Los santos, como bien sabemos, no eran perfectos. Cometieron errores durante sus vidas y, a menudo, llevaron vidas públicas de depravación antes de que sus corazones se convirtieran.

Buena noticia.

Porque nos da esperanzas de que incluso nuestros fríos corazones, tan distantes de Dios, pueden volverse hacia Él y recibir una nueva vida.

Los santos siempre nos parecen “demasiado santos” como para que los imitemos, pero en realidad se parecían más a nosotros de lo que creemos. Luchaban por superar las mismas adicciones, caían en los mismos pecados y malos hábitos que hoy mismo nos pesan tanto.

Así que alegrémonos porque estos hombres y mujeres santos, que no fueron siempre así, pudieran superar por la gracia de Dios los grandes obstáculos de su vida para convertirse en deslumbrantes ejemplos de virtud.

(Para más historias de santos que eran pecadores, recomiendo el libro de Thomas Craughwell, Saints Behaving Badly: The Cutthroats, Crooks, Trollops, Con Men, and Devil-Worshippers Who Became Saints [Santos con mal comportamiento: criminales, bandidos, fulanas, estafadores y adoradores del diablo que se convirtieron en santos].

San Mateo
Nadie disfruta especialmente pagando impuestos y en el antiguo Israel no era diferente. Durante el primer siglo, los romanos subcontrataban individuos particulares para la tarea de recaudar los impuestos y estos recaudadores aprovechaban la oportunidad para extorsionar a las personas y sacar cuanto dinero pudieran. Todos les odiaban y su codicia era bien sabida.

Por eso, cuando Jesús pidió a Mateo que “lo siguiera”, muchos se quedaron pasmados y escandalizados. ¿Cómo podía Jesús compartir su comida con “recaudadores de impuestos y pecadores”?

Mateo era un hombre nuevo, seguía de cerca a Jesús y escribió lo que ahora conocemos como Evangelio de San Mateo.

San Dimas
Poco se conoce del “Buen Ladrón” que fue crucificado junto a Jesús, pero sí sabemos que el crimen de Dimas se pagaba con la cruz. Según un erudito de la Biblia, “dos de los [tipos de criminales condenados con crucifixión] más comunes eran criminales de bajos fondos y enemigos del Estado…

Entre estos criminales de los bajos fondos se incluirían, por ejemplo, esclavos que huyeron de sus maestros y que cometieron un crimen. Si era apresado, el esclavo podía ser crucificado.

Existían dos razones por las que eran sujetos a una muerte tan retorcida, lenta y humillante.

Con la crucifixión recibían el castigo ‘definitivo’ por su crimen y, posiblemente lo más importante, servían como espectáculo para advertir a los otros esclavos que estuvieran pensando en escapar o cometer algún crimen, de lo que podría pasarles a *ellos*”.

En el último momento, Dimas comprendió la gravedad de sus crímenes y defendió desde la cruz a Jesús por la burla del “mal ladrón”: “¿No tienes temor de Dios, tú que estás bajo el mismo castigo? Nosotros estamos sufriendo con toda razón, porque estamos pagando el justo castigo de lo que hemos hecho; pero este hombre no hizo nada malo” (Lucas 23:40-41).

Jesús reconoció la sinceridad de su arrepentimiento y proclamó: “Te aseguro que hoy estarás conmigo en el paraíso”. Después de una vida de pecado, Dimas mereció el perdón poco antes de su muerte.

San Agustín
Aunque fue educado por una madre cristiana, san Agustín seguía la práctica de muchos estudiantes de su tiempo y llevaba una vida de maniqueísmo pagano. Durante este periodo, tenía una relación con una concubina, con la que tenía un hijo. Estuvieron juntos muchos años, pero nunca se casaron y, con el tiempo, ella terminó la relación.

El mejor ejemplo que nos da Agustín de la crudeza de su vida de pecado es el famoso episodio del “robo de las peras”.

Narra esta escena en su obra Confesiones.

“Quise robar y robé. No lo hice obligado por la necesidad, sino por carecer de espíritu de justicia y por un exceso de maldad. Porque robé precisamente aquello que yo tenía en abundancia y aún de mejor calidad. Ni siquiera pretendía disfrutar de lo robado, sino del robo en sí mismo, del pecado de robo”.

Después de experimentar una conversión en su corazón, Agustín se bautizó, se hizo sacerdote, luego obispo y, tras su muerte, “Doctor de la Iglesia”.

Santa Pelagia
Pelagia era una actriz famosa y un tanto libertina del siglo V. San Juan Crisóstomo dijo de ella: “No había nada más vil que ella cuando estaba en el escenario”.

Craughwell también describe la naturaleza de sus pecados: “Los hombres que tomaba como amantes quedaban embriagados de ella. Por Pelagia hubo padres que abandonaron a sus hijos, hombres adinerados que despilfarraron sus bienes. Incluso llegó a seducir al hermano de la emperatriz. En su intento de describir el poder de Pelagia sobre los hombres, san Juan barajaba la posibilidad de que los drogara y llegó a especular que tal vez usara la brujería”.

No se sabe mucho sobre su conversión, excepto que posiblemente escuchó una homilía por boca de un obispo sobre la misericordia de Dios e inmediatamente después le pidió ser instruida en la fe y luego bautizada.

Se cree que luego se hizo monja y pasó el resto de sus días rezando.

Santa María de Egipto
Siendo aún joven, María huyó de su hogar y pasó diecisiete años como prostituta en la glamourosa ciudad de Alejandría, durante el siglo IV. Pero no cobraba por sus servicios, porque disfrutaba del reto de seducir a hombres jóvenes. Le fascinaban las “aventuras sexuales” y se dejaba llevar pos sus pasiones.

Más tarde, María confesaba: “No hay depravación nombrable o innombrable de la que yo no sea maestra”.

Buscando nuevas experiencias, se sumó a un grupo de peregrinos camino de Jerusalén, se embarcó con ellos a la mar y sedujo a todos en el barco antes de llegar a su destino.

Sin embargo, tras un tiempo en la Ciudad Santa, María se arrepintió de sus pecados y se reconcilió con la Iglesia.

Pasó el resto de su vida como ermitaña en el desierto y había de luchar continuamente contra la tentación de volver a su vida depravada, hasta que Dios le concedió paz a su alma.



in




 

Era de la jet set de Marbella, salía en ¡HOLA!... Madre Teresa de Calcuta le dio la vuelta a su vida

Carmen Álvarez Lara ahora es voluntaria de las Misioneras de la Caridad

Madre Teresa de Calcuta y Carmen Álvarez Lara
ReL  27 agosto 2016

Pertenecía a la jet set, acudía todos los años a la fiesta de la Cruz Roja de Marbella, salía en las páginas de la revista ¡HOLA!... ella misma reconoce que llevaba una vida frívola. Un viaje a Calcuta en 2006 le cambió la vida. "Volví completamente transformada", dice Carmen Álvarez Lara. Hoy es misionera laica de la gran familia de la Misioneras de la Caridad que fundo la beata Madre Teresa de Calcuta.

"Soy la persona más feliz del mundo", subraya Carmen en este magnífico reportaje de Juan Luis Vázquez Díaz-Mayordomo publicado en el semanario Alfa y Omega.

"Madre Teresa dio a mi vida una vuelta como si fuera un calcetín"
«Yo antes formaba parte de la jet set de Marbella y salía en las páginas del ¡Hola!, pero madre Teresa le dio la vuelta a mi vida como si fuera un calcetín». Carmen Álvarez Lara es una voluntaria española que hoy forma parte de los misioneros laicos de la gran familia que fundó la madre Teresa, y que acudirá junto a miles de personas de todo el mundo a la canonización en Roma de la madre de los pobres, el 4 de septiembre.

De las fiestas de la cruz Roja en Marbella a...
Con 69 años, acostumbrada a moverse con soltura entre duquesas y marquesas, en las fiestas de la Cruz Roja marbellí, entró en contacto con las Misioneras de la Caridad en un viaje a Calcuta que hizo en 2006, acompañando a unos misioneros que conocía de su trabajo como voluntaria en Manos Unidas. De allí volvió «completamente transformada», hasta el punto de que nada más aterrizar decidió ir a ayudar en la casa de las hermanas en Madrid.

... a lavar la ropa de los pobres a mano
«¡Pero si Calcuta está en Madrid!», pensó, y allí pasó cuatro años, encargada de una tarea a la que no estaba acostumbrada: lavar la ropa de los hombres allí acogidos… a mano, como se hace en todas las casas de las misioneras en todo el mundo. Lo hizo desde 2006 hasta 2010, cuando tuvo que dejarlo por una enfermedad.

Una llamada del Señor
«Me enamoré del Tengo sed del que estaba enamorada la madre Teresa, y sentí la necesidad de darme. Vi claramente la llamada del Señor para estar ahí. Me convertí en una mujer completamente distinta», cuenta Álvarez Lara.

Se asoció a las hermanas como misionera laica, con los mismos votos que ellas pero adaptados a sus circunstancias: «Vivo el voto de pobreza a mi nivel, no ambiciono nada, ayudo a todo el mundo, regalo todo lo que puedo. Renuncio a los caprichos y a lo superfluo en todo, y vivo el espíritu de la madre Teresa desde la vida contemplativa».

"Mi conversión se la debo a Madre Teresa de Calcuta"
Hoy Carmen da gracias a Dios «por esta oportunidad de ponerme en silencio interior. De haber tenido una vida de cinco estrellas y de viajar en VIP, he pasado a ser yo misma, porque no lo había sido nunca. Mi conversión se la debo a la madre Teresa. Yo antes no era muy religiosa, pero hoy cuatro horas en la capilla de adoración se me quedan cortas».

«Yo evangelizo hasta en la peluquería»
Pero Carmen va más allá: «Yo hoy evangelizo hasta en la peluquería. Lo hago en cuanto me dan pie, porque no voy imponiendo nada. Cuando la gente me pregunta por qué sonrío y estoy feliz, digo: “Porque tengo fe”.

El Señor me ha llamado y he dicho “Sí”. Me he entregado por completo. Y hoy soy la persona más feliz del mundo».

1.500 pobres de fiesta en Roma
Carmen acudirá como peregrina al que será uno de los eventos centrales del Año de la Misericordia, pues la canonización de la madre Teresa será el broche de oro del Jubileo de los voluntarios y operarios de la misericordia que presidirá el Papa Francisco el día anterior.

Como preparativos a la celebración, durante esos días tendrán lugar en Roma varias vigilias de oración y celebraciones de la Eucaristía presididas por varios cardenales, además de conciertos, musicales y una exposición sobre la fundadora de las Misioneras de la Caridad.

5.000 misioneras de la Caridad en 140 países
En todos estos eventos participarán las 200 hermanas de numerosos países que han recibido el permiso de la congregación para viajar a Roma. Ellas representarán a las 5.000 misioneras de la Caridad que trabajan hoy en 140 naciones.

1.500 pobres de Italia
Pero la gran novedad será la presencia junto a las hermanas de 1.500 pobres procedentes de las casas que las Misioneras de la Caridad tienen por toda Italia, muchos de ellos de diversos países del mundo. Con ello, la congregación pretende que esta sea una fiesta entrañable para todas las personas que componen la familia de la madre Teresa: las misioneras y misioneros de la Caridad, los voluntarios laicos, los enfermos colaboradores…, y también los pobres y enfermos a los que atienden.

«Era suave y firme al mismo tiempo, como Cristo»
Desde España partirán numerosas peregrinaciones diocesanas, parroquiales y a título individual. Pero no todos los que lo desean podrán asistir; entre ellos, María López-Bueno, que aunque sí que fue a la beatificación, en esta ocasión no podrá viajar a Roma porque sale de cuentas… el mismo 4 de septiembre.

María es una de las pocas personas en el mundo que llamaban a la madre Teresa «mi abuela», porque su primer año de vida lo pasó en el orfanato que dirigían las hermanas en Calcuta.

María fue adoptada por un matrimonio español muy vinculado a la madre Teresa, y por eso se muestra «muy agradecida por la vida que he tenido». Hoy tiene en su casa una pequeña escultura de la Madre y muchas tardes reza ante ella y le pone una vela. Hasta su misma vocación de enfermera se la debe a ella: «De pequeña iba con mis padres a la casa de las hermanas en Madrid, y desde siempre me ha gustado ayudar a los enfermos y curarles. Siempre lo tuve claro».

María López-Bueno estuvo en su primer año de vida en un orfanato de Madre Teresa en Calcuta. Fue adoptada por un matrimonio español muy amigo de la futura santa.
Su madre, María José Aroz, que se quedará también en Madrid estos días para ayudar a su hija antes del parto, tuvo ocasión de tratar con frecuencia a madre Teresa en sus 17 viajes a la India. «Era una auténtica madre», la define María José, que pasó muchas horas junto a su marido como voluntarios en lo que madre Teresa llamaba «mi primer amor»: Kalighat, la casa de los moribundos, donde los enfermos incurables y los muertos de hambre pasan sus últimos días antes de morir.

«Lo que aprendí de ella es que el amor es infinito. Siempre pensamos que al darnos corremos el riesgo de desgastarnos por el agotamiento, pero ella es la prueba de que el amor es infinito. Aunque no te conociera te recibía como a uno de sus hijos. Te cogía la cara con esas manos tan grandes que tenía para transmitirte su amor. Lo hacía contigo y con todos, ¡y no se desgastaba nunca!», dice «la españolita», como le llamaba la Madre.

Madre Teresa era firme pero suave a la vez
También recuerda de ella que era «una persona muy firme, no era dulzona en absoluto. Como Cristo, que era muy suave pero al mismo tiempo muy firme». Hasta cuenta que llegó a rechazar regalos para sus pobres cuya única motivación era la pose: «No quería cosas sin amor».

«No pidáis nada. Os llegará»
De su primer viaje a Calcuta ella y su marido volvieron con una lista de cosas que les dio madre Teresa para enviar a Calcuta: jeringas, gasas y el material necesario para los cuidados médicos básicos, «pero no pidáis nada. Os llegará solo», les dijo la madre Teresa. Y así fue: a los pocos días de aterrizar empezaron a llamar a su casa ofreciendo todo aquello que la Madre había pedido para sus pobres. «Nos fue lloviendo todo y nosotros no habíamos pedido nada».

María José, que es escultora, tomaba bocetos de la madre Teresa mientras rezaba en la capilla de Calcuta, y al volver a España comenzó a realizar estatuas de ella orando, a tamaño natural. La primera está hoy en el mismo lugar de la capilla donde madre Teresa se solía poner a rezar, y hay ya más de 40 por las casas de las Misioneras de todo el mundo.

María José Aroz ha realizado más de 40 esculturas de Madre Teresa de Calcuta, rezando en esa posición, como se ve en la imagen
Para María José, lo mejor de la Madre es que «no solo ha salvado miles de vidas, sino que ha movido muchas conciencias. Y sigue con nosotros como lo que es, una madre».

Una madre pequeña, de 1,52 metros de estatura, que fue en vida lo más grande que alguien puede llegar a ser.


in