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segunda-feira, 5 de setembro de 2016

Vaticano: Papa homenageia Santa Teresa de Calcutá, missionária das «periferias» humanas

Foto: Lusa
Francisco apresenta religiosa como «modelo de santidade» para o mundo de hoje

Cidade do Vaticano, 04 set 2016 (Ecclesia) – O Papa canonizou hoje no Vaticano a Madre Teresa de Calcutá (1910-1997), que apresentou no Vaticano como missionária das “periferias” e “modelo de santidade” para o mundo atual.

“A sua missão nas periferias das cidades e nas periferias existenciais permanece nos nossos dias como um testemunho eloquente da proximidade de Deus junto dos mais pobres entre os pobres”, declarou, na homilia da Missa a que presidiu na Praça de São Pedro, completamente lotada.

Francisco falou da nova santa como um sinal da “misericórdia divina” que se fez sentir a todos, “através do acolhimento e da defesa da vida humana”, desde os bebés por nascer aos “abandonados e descartados”.

“[Madre Teresa] comprometeu-se na defesa da vida, proclamando incessantemente que «quem ainda não nasceu é o mais fraco, o menor, o mais miserável»”, sublinhou, numa referencias às posições da religiosa contra o aborto.

O Papa elogiou depois o trabalho de Teresa de Calcutá em favor das “pessoas indefesas, deixadas moribundas à beira da estrada”, uma das imagens mais emblemáticas da primeira santa católica que foi distinguida com o Nobel da Paz (1979).

“Não existe alternativa à caridade”, advertiu.

Francisco recordou que a religiosa levou a defesa da “dignidade” de todas as pessoas, “sem distinção de língua, cultura, raça ou religião”, até aos “poderosos da terra”, para que estes “reconhecessem a sua culpa diante dos crimes da pobreza criada por eles mesmos”.

Centenas de milhares de pessoas marcaram presença na Praça de São Pedro e ruas adjacentes para o maior evento do Jubileu da Misericórdia, o ano santo extraordinário convocado pelo Papa.

Francisco sublinhou que a misericórdia foi o “sal” da vida de Santa Teresa de Calcutá e a luz que iluminava a “escuridão de todos aqueles que nem sequer tinham mais lágrimas para chorar, para chorar pela sua pobreza e sofrimento”.

A cerimónia contou com a presença de milhares de voluntários e trabalhadores de organizações solidárias e Misericórdias de todo o mundo, entre eles pelo menos 400 portugueses.

“Hoje entrego a todo o mundo do voluntariado esta figura emblemática de mulher e de consagrada: que ela seja o vosso modelo de santidade”, disse-lhes o Papa.

O pontífice argentino admitiu que para muitos será difícil deixar de chamar “Madre Teresa” à nova santa, falando numa santidade “muito próxima”, muito “terna e fecunda”.

Francisco defendeu que a nova santa, “incansável agente de misericórdia”, deve ajudar todos a entender cada vez melhor que o único “critério de ação” é o “amor gratuito, livre de qualquer ideologia”.

“Levemos no coração o seu sorriso e o ofereçamo-lo a quem encontrarmos no nosso caminho, especialmente àqueles que sofrem. Assim abriremos horizontes de alegria e de esperança numa humanidade tão desesperançada e necessitada de compreensão e ternura”, apelou.

Além de evocar a fundadora da Congregação das Missionárias da Caridade, Francisco quis deixar uma reflexão sobre o serviço solidário dos cristãos, que deve ser mais do que “simples ajuda oferecida nos momentos de necessidade”.

O Papa agradeceu ainda aos representes do “vasto mundo do voluntariado”, reunido no Vaticano por ocasião do Jubileu da Misericórdia.

“Onde quer que haja uma mão estendida pedindo ajuda para levantar-se, ali deve estar a nossa presença e a presença da Igreja, que apoia e dá esperança”, declarou.

Francisco apontou como prioridade “aqueles que perderam a fé ou vivem como se Deus não existisse”, os jovens “sem valores e ideais”, as famílias em crise, os doentes e presos, os refugiados e imigrantes, os menores “abandonados à própria sorte” e os idosos “deixados sozinhos”.

O Papa proclamou oficialmente como santa a Madre Teresa de Calcutá, um dia antes do 19.º aniversário da morte da religiosa, numa cerimónia com transmissão em 4K (UltraHD) do Centro Televisivo do Vaticano para mais de 120 canais de todo o mundo, incluindo Portugal.



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Igreja: Dia de festa no Vaticano para canonização de Madre Teresa de Calcutá


Francisco proclama oficialmente santidade da religiosa, 19 após a sua morte

Cidade do Vaticano, 04 set 2016 (Ecclesia) - O Papa Francisco vai presidir hoje no Vaticano à cerimónia de canonização de Madre Teresa de Calcutá (1910-1997), 19 anos após a morte da religiosa que se distinguiu pelo serviço aos pobres e recebeu o Nobel da Paz em 1979.

Centenas de milhares de pessoas são esperadas na Praça de São Pedro e ruas adjacentes, para o maior evento do Jubileu da Misericórdia, o ano santo extraordinário convocado pelo Papa.

A cerimónia vai misturar a tradição do rito em latim com a transmissão em 4K (UltraHD) do Centro Televisivo do Vaticano para mais de 120 canais de todo o mundo, incluindo Portugal.

Além do latim, a Missa vai ter orações em mais nove línguas, entre elas o albanês, o bengali, o e o chinês.

Em português, os participantes vão ser convidados a rezar pelos “pobres e últimos da terra”: “Escutai, Senhor, o seu grito que sobe ate Vós: a exemplo de Santa Teresa, impeli os cristãos à caridade operosa”.

A Missa presidida por Francisco, que se inicia pelas 10h30 (09h30 em Lisboa), inclui o rito de canonização propriamente dito.

“Declaramos e definimos como Santa a Beata Teresa de Calcutá, inscrevemo-la no Álbum dos Santos e estabelecemos que em toda a Igreja ela sejam devotamente honrada entre os Santos”, refere a fórmula de canonização, em latim, a ser proferida pelo Papa.

Em dezembro de 2015 foi anunciado que o Papa aprovou um milagre atribuído à intercessão da Beata Teresa de Calcutá, último passo para a canonização.

A Congregação para a Causa dos Santos (santa Sé) concluiu em julho de 2015 as investigações sobre a cura miraculosa, em 2008, de um homem brasileiro, então com 35 anos, afetado por uma doença no cérebro, que se curou de uma forma tida como inexplicável.

Ganxhe Bojaxhiu, a Madre Teresa, nasceu em Skopje (atual capital da Macedónia), então sob domínio otomano, a 26 de agosto de 1910, no seio de uma família católica que pertencia à minoria albanesa.

A 25 de dezembro de 1928 partiu de Skopje rumo a Rathfarnham, na Irlanda, onde se situa a Casa Geral do Instituto da Beata Virgem Maria (Irmãs do Loreto), para abraçar a Vida Religiosa, com o ideal de ser missionária na Índia.

Acabou depois por embarcar rumo a Bengala, passando por Calcutá até Dajeerling, numa casa da Congregação fundada pela missionária Mary Ward, onde escolheu o nome de Teresa.

Madre Teresa absorveu o estilo de vida bengali e, posteriormente, transmitiu-o às suas religiosas, quando fundou as Missionárias da Caridade.

O seu trabalho nas ruas de Calcutá centrou-se nos pobres da cidade que morriam todas as noites, vestida com um sari branco, debruado de azul, a imagem com que o mundo se habituou a vê-la.

A futura santa esteve em Portugal, a acompanhar os primeiros passos da Congregação das Missionárias da Caridade.

A religiosa faleceu a 5 de setembro de 1997, na casa geral da congregação que fundou, em Calcutá, aos 87 anos de idade.

Foi beatificada por João Paulo II a 19 de outubro de 2003, depois de o Papa polaco ter autorizado que o processo decorresse sem esperar pelos cinco anos após a morte exigidos pela lei canónica.

A canonização, ato reservado ao Papa desde o século XIII, é a confirmação, por parte da Igreja Católica, que um fiel católico é digno de culto público universal (os beatos têm culto local) e de ser apresentado aos fiéis como intercessor e modelo de santidade.

A festa litúrgica da nova santa vai ser celebrada pela primeira vez a 5 de setembro, dia da sua morte.

OC


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sexta-feira, 2 de setembro de 2016

Igreja: Simplicidade e proximidade com os pobres santificaram Madre Teresa - Eugénio Fonseca

Foto: Lusa
Presidente da Cáritas Portuguesa recorda contactos diretos com a religiosa

Setúbal, 01 set 2016 (Ecclesia) – O presidente da Cáritas Portuguesa, Eugénio Fonseca, considera que foram a simplicidade e proximidade com os pobres de Madre Teresa de Calcutá que levaram a uma santidade que o povo já reconhecia, mesmo antes de anunciada a canonização.

A cerimónia em que a religiosa vai ser proclamada santa está marcada para este domingo, na Praça de São Pedro, a partir das 10h30 (menos uma em Lisboa), sob a presidência do Papa Francisco.

Para assinalar esta celebração, Eugénio Fonseca assina o texto ‘Os pobres fizeram-na uma santa’, que vai integrar a próxima edição do Semanário ECCLESIA, no qual o presidente da Cáritas Portuguesa recorda as duas visitas que a fundadora das Missionárias da Caridade realizou a Portugal, em 1982 e 1987.

Eugénio Fonseca, que teve ocasião de acompanhar Madre Teresa de Calcutá, evoca a “simplicidade” da padroeira da instituição a que preside e os seus gestos de “proximidade”.

“Transportava um saco de pano com duas pegas em madeira; com um olhar que nos inundava de paz; um pouquinho já corcunda pelos milhares de vezes que se inclinou para afagar os moribundos e os paupérrimos que abundavam pelas ruas de Calcutá para os levantar e levar para sua casa, e não por se ter curvado perante os poderosos para obter qualquer tipo de privilégio; um andar sereno para conseguir fazer-se mais próxima”, relata.

Na primeira visita a Portugal, para conhecer as condições em que as Missionárias da Caridade trabalhavam na Diocese de Setúbal, a futura santa encontrou-se com D. Manuel Martins, primeiro bispo sadino, e mostrou o seu desagrado.

“As primeiras Irmãs foram habitar num apartamento para os lados do Bairro da Camarinha. Recordo que isso não agradou à Madre Teresa que preveniu o senhor bispo que daria ordens às suas irmãs para levarem os indigentes que encontrassem nas ruas de Setúbal para casa dele. Dava uma semana para que fosse encontrada uma moradia com espaço suficiente para essa finalidade”, observou.

A exigência foi cumprida com brevidade, facto que alegrou a Madre Teresa e levou-a a dar à nova casa o nome de «Causa da nossa alegria».

Eugénio Fonseca lembra ainda um encontro na Sé de Setúbal, onde a religiosa falou e rezou com as pessoas que enchiam o espaço.

À saída, “o povo só a queria tocar, pois estava já certo da sua santidade”.

O presidente da Cáritas Portuguesa guarda na memória a vontade de as pessoas lhe “atirarem dinheiro, anéis e fios de ouro, pequenas folhas escritas talvez com pedidos”.

“Impressionaram-me, particularmente, dois factos: uma mulher, com cabelo já grisalho, que tirou o anel de noivado do dedo e o colocou no saco; um jovenzinho escuteiro, estando já nós dentro da carrinha, bateu no vidro, comovido, tirou o seu lenço de escuteiro que trazia ao pescoço e disse no seu trémulo inglês: ‘não tenho dinheiro para os seus pobres, mas dou-lhe o que, agora, mais valor tem para mim!’”, assinala.

Um testemunho de Eugénio Fonseca vai integrar a edição do programa ‘70x7’, este domingo, na RTP2, dedicado a Madre Teresa de Calcutá.

A futura santa, vencedora do prémio Nobel da Paz, faleceu em 1997 e foi beatificada por João Paulo II em 2003.

A canonização, ato reservado ao Papa desde o século XIII, é a confirmação, por parte da Igreja Católica, que um fiel católico é digno de culto público universal (os beatos têm culto local) e de ser apresentado aos fiéis como intercessor e modelo de santidade.

LS


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Publicações: Livro «O milagre de Teresa» relata cura que abriu caminho à canonização da religiosa

Caso aconteceu no Brasil e foi reconhecido pelo Vaticano

Lisboa, 01 set 2016 (Ecclesia) – O padre e teólogo brasileiro João Carlos Almeida apresenta no livro ‘O milagre de Teresa’ a história do milagre atribuído à intercessão de Madre Teresa de Calcutá, a cura de Marcílio Haddad Andrino que abriu caminho à canonização da religiosa.

A obra, editada em Portugal pela Planeta, começa por apresentar o percurso de vida da fundadora das Missionárias da Caridade para chegar à história de Marcílio Haddad Andrino, brasileiro, que já estava na sala de operações para uma cirurgia ao cérebro, “em estado bastante crítico”, quando acordou “completamente curado” e começou a falar com o médico.

Na entrevista agora publicada, o neurocirurgião João Luís Cabral Júnior recorda que o doente chegou ao hospital com sinais de “confusão mental, febril e em estado pós-convulsivo”.

O médico - que pela sua formação “não” acredita “em milagres” - fez uma TAC e descobriu oito “abcessos” no cérebro de Marcílio Haddad Andrino, que acabaram por originar hidrocefalia já depois do internamento.

No dia 9 de dezembro de 2008, enquanto o paciente brasileiro estava quase a ser operado, a sua esposa e família rezavam com “ardente fé” pedindo “a intervenção” da Madre Teresa de Calcutá.

A oração “muito simples” aconteceu diante da fotografia da religiosa e de uma relíquia, explica o teólogo João Carlos Almeida (popularmente conhecido como padre Joãozinho).

O neurocirurgião João Luís Cabral relembra ainda que no fim do tratamento fez uma tomografia de controlo e “os abcessos tinham sumido”, tendo concluído que o paciente “podia receber alta”.

Marcílio Haddad Andrino vai estar esta sexta-feira no Vaticano para falar aos jornalistas, em conferência de imprensa.

A canonização de Madre Teresa de Calcutá foi aprovada pelo Papa Francisco no final de 2015, após o reconhecimento da autenticidade do milagre no Brasil atribuído à intercessão da beata.

A cerimónia vai ser presidida pelo pontífice argentino este domingo, na praça de São Pedro, a partir das 10h30 (menos uma em Lisboa).

Entre hoje e 8 de setembro, no âmbito da canonização da religiosa realizam-se diversas celebrações, encontros e momentos de oração com destaque para a oportunidade de venerar as relíquias de Madre Teresa, na Basílica de São João de Latrão, enquanto no convento de São Gregório ‘al Celio’ os peregrinos podem visitar o seu quarto.

A canonização, ato reservado ao Papa desde o século XIII, é a confirmação, por parte da Igreja Católica, que um fiel católico é digno de culto público universal (os beatos têm culto local) e de ser apresentado aos fiéis como intercessor e modelo de santidade.

Para escrever o livro ‘O milagre de Teresa’ ocorrido no Brasil, o padre ‘Joãozinho’, da Congregação dos Padres do Sagrado Coração de Jesus (Dehonianos), entrevistou ainda, entre outros, os neurocirurgiões brasileiros José Augusto Nasser dos Santos, a quem as Missionárias da Caridade confiaram a documentação do milagre para ser analisada, e Marcus Vinicius Serra, bem como a Mônica Mazzurana Benetti, especialista em cirurgia bariátrica, escolhidos quando a Comissão do Vaticano pediu que o Promotor Público convidasse dois médicos locais da Diocese de Santos.

A futura santa, vencedora do prémio Nobel da Paz (17 de outubro de 1979), faleceu em 1997 e foi beatificada por João Paulo II em 2003.

CB/OC


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Igreja: Madre Teresa personificou «ideal da misericórdia» - Manuel Lemos

Presidente da União das Misericórdias Portuguesas vai acompanhar cerimónia de canonização em Roma

Cidade do Vaticano, 01 set 2016 (Eclesia) – O presidente da União das Misericórdias Portuguesas chegou hoje ao Vaticano, para participar num encontro mundial das organizações do setor e na canonização de Madre Teresa de Calcutá.

Em entrevista à Agência ECCLESIA, Manuel de Lemos destacou a futura santa como “um exemplo para todos de humildade, de serviço, de preocupação com os outros e com a misericórdia de Deus”.

“O seu espirito e a sua fé levaram-na a fazer o percurso de vida que todos nós conhecemos”, realçou aquele responsável, para quem o momento da canonização de Madre Teresa será “o climax” da sessão jubilar das Misericórdias no Vaticano, a par da audiência com o Papa Francisco, marcada para sábado.

“Ter um encontro com as Misericórdias Operadoras de todo o mundo e no dia seguinte a canonização de alguém que personifica tão bem o que é o ideal da misericórdia como foi a Madre Teresa”, complementa.

A comitiva da União Portuguesa das Misericórdias em Roma inclui cerca de 400 representantes das várias Misericórdias atualmente espalhadas por todo o território nacional.

Manuel de Lemos destaca depois a variedade de responsáveis vindos de todo o mundo, desde Itália, Brasil, China, Macau, Uruguai, Ucrânia, entre muitas outras.

Todas terão oportunidade de se encontrar com o Papa, numa audiência jubilar, que está a gerar grande expetativa.

“O Papa Francisco teve uma ideia fantástica quando resolveu que este ano seria o Ano Jubilar da Misericórdia, tão precisa no mundo, e esperamos que ele nos dê forças para que depois cada um de nós consiga afirmar a sua fé e o seu serviço aos que verdadeiramente necessitam”, frisou o presidente da UMP.

Durante o encontro em Roma, as Misericórdias de todo o mundo vão ter oportunidade de “reforçar o seu papel no mundo” e estreitar laços para uma missão cada vez mais efetiva.

Os representantes das várias instituições serão ainda convidados para uma eucaristia na Igreja de Santo António dos Portugueses, no sábado à tarde, que vai ser presidida por D. Jorge Ortiga, arcebispo de Braga e presidente da Comissão Episcopal da Pastoral Social e Mobilidade Humana.

JCP


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Vaticano: Misericórdias Portuguesas participam em encontro mundial com o Papa Francisco

UMP
Iniciativa reconhece o «papel fulcral» destas instituições para o «bem-estar da população», diz Manuel de Lemos

Lisboa, 01 set 2016 (Ecclesia) – A União das Misericórdias Portuguesas vai estar esta sexta-feira em Roma para participar num encontro mundial das instituições do setor com o Papa Francisco, integrado no Jubileu da Misericórdia.

Em entrevista à Agência ECCLESIA o presidente da UMP, Manuel de Lemos, já classificou este evento como um “reconhecimento do trabalho das Misericórdias”, nomeadamente as “portuguesas e italianas”, respetivamente com mais de 500 e 700 anos de serviço.

Instituições que dão corpo a um “movimento de solidariedade” em função de valores que “marcam a Europa”, salientou.

Na comitiva da UMP que estará no Vaticano até ao dia 4 de setembro seguem cerca de 400 pessoas, das várias Misericórdias portuguesas, que vão ter oportunidade de participar este sábado numa audiência com Francisco.

Manuel de Lemos sublinha o facto de esta iniciativa “reforçar o contributo que as Misericórdias têm enquanto instituições promotoras da economia social, que procuram fomentar políticas sociais que ajudem a desenvolver a qualidade de vida e o bem-estar da população”.

“As Misericórdias têm um papel fulcral no apoio à sustentabilidade das comunidades onde atuam, procurando dar uma resposta social adaptada às necessidades mais prementes da população”, aponta aquele responsável.

“Promotora da economia social”, a União das Misericórdias Portuguesas é uma associação nacional, criada em 1976, para orientar, coordenar, dinamizar e representar as Misericórdias, defendendo os seus interesses e organizando atividades de interesse comum.

Durante a sua presença em Roma, os responsáveis das Misericórdias nacionais vão ter também a oportunidade de participar na canonização de Madre Teresa de Calcutá.

A celebração, que será presidida pelo Papa, está marcada para este domingo, na Praça de São Pedro, a partir das 10h30 (menos uma em Lisboa).

A futura santa, vencedora do prémio Nobel da Paz, faleceu em 1997 e foi beatificada por João Paulo II em 2003.

JCP


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Informação do Núcleo Distrital de Beja da EAPN Portugal/Rede Europeia Anti-Pobreza 52-2016