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terça-feira, 3 de maio de 2016

Francisco aos mercedários: “A verdadeira vida da Ordem deve ser buscada no constante esforço para adequar-se e renovar-se”

Encontrando-se com uma delegação de Padres por ocasião do capítulo geral, o Papa exorta a recordar as obras realizadas pelos seus antecessores nesses 800 anos da Ordem

  Papa Francisco

@Servizio Fotografico - L'Osservatore Romano
Recebendo cerca de 50 mercedários, na manhã de hoje, 02, o Papa Francisco comentou o lema do Capítulo Geral no VIII centenário da Ordem: “As Mercês: memória e profecia nas periferias da liberdade”.

Francisco afirmou em seu discurso que há muito o que recordar nesses oito séculos: a obra de redenção dos prisioneiros, a missão audaz no novo mundo, os santos da Ordem, mas também os erros. Todavia, informou a Rádio Vaticano, advertiu, essa lembrança não se deve limitar a uma exposição do passado, mas a uma avaliação das conquistas sem esquecer dos limites e, sobretudo, dos desafios que a humanidade apresenta.

“A verdadeira vida da Ordem deve ser buscada no constante esforço para adequar-se e renovar-se, a fim de poder dar uma resposta generosa às necessidades reais do mundo e da Igreja, sendo fiéis ao património perene de que são depositários”, afirmou Francisco.

Com este espírito, prosseguiu, podemos falar realmente de profecia. Porque ser profeta é emprestar nossa voz humana à Palavra eterna, esquecermos de nós mesmos para que seja Deus a se manifestar. Os mercedários têm a missão de seguir Cristo levando a boa nova do Evangelho aos pobres e para a libertação dos prisioneiros. “Queridos irmãos, nossa profissão religiosa é um dom e uma grande responsabilidade, pois a levamos em vasos de barro. Não confiemos em nossas próprias forças, mas nos entreguemos sempre à misericórdia divina.”

O profeta, disse ainda o Papa, sabe ir às periferias, como fizeram inúmeros membros da Ordem. “Segui-los é assumir que, para libertar, devemos nos fazer pequenos, unir-nos ao prisioneiro, na certeza de que assim não só cumpriremos nosso  propósito de redimir, mas encontramos também nós a verdadeira liberdade”.

Francisco concluiu seu discurso com uma exortação: “No oitavo centenário da Ordem, não deixem de proclamar o ano de graça a todos aqueles aos quais são enviados: aos perseguidos por causa da fé e aos que estão privados de liberdade, às vítimas do tráfico, aos jovens de suas escolas, e aos fiéis de suas paróquias e missões”.

A Ordem fundada pelo leigo São Pedro Nolasco nasceu em 1218, na Espanha. Hoje, está presente em 23 países. O XVI Capítulo Geral se realiza em Roma de 23 de Abril a 14 de Maio. Entre os participantes, está o Provincial do Brasil, Frei Rogério Russo Soares. (Com informações Rádio Vaticano)


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Bispos portugueses: “A eutanásia envolve a morte, não deve ser banalizada”

No país lusitano acendeu-se um debate depois de uma petição para enviar o texto ao Parlamento


Pixabay CC0
A eutanásia é um assunto que está acendendo o debate em vários países do mundo. Durante meses, em Portugal, agita-se a hipótese de que possa ser legalizada esta prática: um movimento denominado “Direito a morrer com dignidade” recolheu as assinaturas necessárias para começar o debate no Parlamento.

Rapidamente chegou a resposta do Conselho permanente da Conferência Episcopal portuguesa, que no dia 14 de Março interveio publicando uma “Nota Pastoral” intitulada “Eutanásia: o que está em jogo? Contribuições para um diálogo sereno e humanitário”. Os argumentos levantados foram confirmados mais tarde pelo comunicado final da Assembleia Plenária, realizada em Fátima do 5 ao 7 de Abril com a contribuição de alguns especialistas em direito e medicina.

“Os bispos portugueses reafirmam a sua total rejeição da eutanásia, que põe fim à vida de uma pessoa, determinando a morte – se lê -. A Igreja nunca vai parar de defender a vida como um bem absoluto para o homem, opondo-se a qualquer forma de cultura da morte “. O Presidente dos bispos portugueses e o patriarca de Lisboa, Dom Manuel Clemente, lamentou que “na tentativa de eliminar do horizonte a dimensão do sofrimento o valor atribuído aos cuidados paliativos seja considerado absolutamente secundário”, e recordou que “o direito é inviolável também do ponto de vista constitucional”.

De acordo com o presidente da Conferência Episcopal, é possível utilizar “muitos eufemismos”, mas é necessário sublinhar que a “eutanásia sempre envolve a morte, a interrupção de uma vida, mesmo a pedido da própria pessoa”.


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Chineses peregrinam aos seus santuários marianos

Em várias localidades da China já iniciaram o caminho mariano com as peregrinações aos santuários



Segundo informações publicadas pela Agência Fides, em várias localidades da China já iniciaram o caminho mariano com as peregrinações aos santuários, em sintonia com o Ano da Misericórdia que toda a Igreja está vivendo.

A comunidade católica da província de Jiang Xi inaugurou o seu caminho mariano com uma peregrinação ao santuário dedicado à Assunção de Maria, em 26 e 27 de Abril. Durante a homilia, o sacerdote convidou todos “a ter sempre em mãos o rosário para que possamos recitá-lo seguindo o exemplo de Maria e seu ‘Sim’ incondicional ao Senhor, invocando a sua intercessão”.

A comunidade da Diocese de Feng Xiang, da província de Shaan Xi, foi em peregrinação ao Santuário diocesano Mu Jia Ping, sentindo-se em sintonia com o ensinamento da Encíclica Laudato si’. Em sua longa escalada da montanha, na qual se localiza o santuário, além de rezar o rosário e meditar a Via-Sacra, os fiéis recolheram todo o lixo que encontravam ao longo do caminho, a fim de dar novamente esplendor à criação do Senhor, “cuidando de nossa casa comum”, sendo, portanto, “peregrinos ecológicos”, como exortou o pároco que os guiou.

Durante a peregrinação, recordaram também o missionário jesuíta francês que levou o Evangelho à planície de Han Zhong, onde se encontra o Santuário, em 1635. Na diocese de San Yuan, sempre na província de Shaan Xi, várias paróquias organizaram peregrinações para inaugurar o mês mariano.


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O vértice do Conselho dos bispos da Europa em colóquio com o Papa

O organismo conclui o seu mandato na próxima reunião de Outubro no Principado de Mónaco. A visita em Roma é uma ocasião para encontrar os chefes dos Dicastérios e discutir projectos

  Igreja Católica

@Servizio Fotografico - L'Osservatore Romano
Na manhã de hoje o Papa Francisco recebeu em audiência privada no Vaticano a presidência do Conselho das Conferências Episcopais da Europa (CCEE), composta pelo presidente Peter Erdo, primaz da Hungria, e pelos vice-presidentes Angelo Bagnasco, presidente da CEI, e Angelo Lassafra, Arcebispo de Shkoder na Albânia.

Uma nota recorda que o organismo conclui o seu mandato com a próxima Assembleia Plenária que será realizada no Principado de Mónaco no próximo mês de Outubro. A visita romana da presidência da CCEE – lê-se ainda – será também a ocasião para encontrar os Chefes de alguns dicastérios vaticanos para reflectir só algumas questões europeias e projectos. Amanhã está previsto também um encontro com a imprensa, às 12h30, na sede da Rádio Vaticano.


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Aleppo. Bispos católicos: “Pelo grito do sangue dos mártires, basta de guerra!”

Em uma mensagem os prelados oferecem consolo e esperança aos fiéis e gritam “basta” àqueles que projectam e realizam a guerra. A cidade ainda devastada pelos bombardeamentos.


Aleppo - Flickr
Os bispos católicos de Aleppo, em uma mensagem dirigida principalmente aos próprios fiéis, ofereceram palavras de consolo e esperança aos habitantes da cidade cidade-mártir da Síria, mais uma vez no centro dos bombardeamentos que, após poucas semanas de trégua, voltaram a cair sobre a população civil, tanto nos bairros controlados pelo governo quanto naqueles onde estão as milícias rebeldes, com tiros de artilharia e bombardeamentos que também atingiram um hospital dirigido pela ONG Médicos sem Fronteiras.

Em uma mensagem, enviada à Agência Fides, os bispos católicos de Aleppo conclamam “as consciências daqueles que projectam e executam esta guerra”, implorando em alta voz “Basta” por “amor de Deus” e “pela misericórdia dos homens”, pelo “grito do sangue das crianças e dos mártires que sobe a Deus” e “pelas lágrimas das mães em luto”. No delírio de morte e violência que cobriu Aleppo, os bispos expressam finalmente um olhar cristão aos sofrimentos dos próprios irmãos, longe das poses interesseiras de quem usa também os sofrimentos dos cristãos como arma instrumental para batalhas ideológicas, ou como pretexto de mobilização e campanhas definidas em chave cultural-política.
Enquanto isso, no país, a situação voltou ao caos, apesar do apelo de paz do Papa, ontem, durante o Regina Coeli. Após a violação da trégua, nos últimos sete dias os bombardeamentos das forças pró-governo mataram 250 pessoas, todas civis.


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Pílula espiritual

Santo do dia, pensamento e evangelho


“Deus podia ter criado um mundo mais belo do que este que existe, mas não podia ter dado o ser a uma criatura mais perfeita que Maria”.

(São João Maria Vianney)

2 de Maio – Santo Atanásio, Bispo e Doutor da Igreja

Lutou corajosamente contra os arianos; tendo por isso suportado muitos sofrimentos e foi Várias vezes condenado ao exílio. Escreveu importantes obras doutrinais e em defesa da verdadeira fé.

Do Evangelho de hoje:

” … O Espírito da Verdade dará testemunho de mim.”


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Papa Francisco: “Nós não estamos sozinhos: Jesus esta perto de nós, no meio de nós, dentro de nós!”

O Espírito, derramado em nós com os Sacramentos do Baptismo e da Crisma, age na nossa vida. Ele nos guia no modo de pensar

  Papa Francisco

El Papa Se Dirige A Los Fieles Después De Rezar El Regina Coeli
Na oração do Regina Coeli de hoje o Papa Francisco enfatizou dois aspectos da missão do Espírito Santo.

“Durante a última ceia, antes de sofrer a Paixão e Morte na cruz, Jesus promete aos Apóstolos o dom do Espírito Santo, que terá a tarefa de ensinar e recordar as suas palavras à comunidade dos discípulos. Jesus mesmo diz: ‘O Defensor, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, ele lhes ensinará todas as coisas e fará vocês lembrarem tudo o que eu lhes disse’. “Ensinar e recordar. É o que faz o Espírito Santo em nossos corações”, frisou o Santo Padre.

“No momento em que Ele está para retornar ao Pai, Jesus pré-anuncia a vinda do Espírito que primeiramente ensinará aos discípulos a compreender cada vez mais plenamente o Evangelho, a acolhê-lo em sua existência e a fazê-lo vivo e operante com o testemunho”, sublinhou o Papa.

“Enquanto está para confiar aos Apóstolos, que significa ‘enviados’, a missão de levar o anúncio do Evangelho a todo o mundo, Jesus promete que não estarão sozinhos: Estará com eles o Espírito Santo, o Paráclito, que ficará ao lado deles, aliás, estará neles, para defendê-los e sustentá-los. Jesus retorna ao Pai, mas continua  acompanhando e ensinando os seus discípulos por meio do dom Espírito.”

O segundo aspecto da missão do Espírito Santo – explicou o Papa – consiste em ajudar os apóstolos a recordar as palavras de Jesus. “O Espírito tem a tarefa de despertar a memória, recordar as palavras de Jesus”, disse o pontífice.

“O divino Mestre já comunicou tudo aquilo que pretendia confiar aos Apóstolos: Com Ele, Verbo encarnado, a revelação é completa. O Espírito recordará os ensinamentos de Jesus nas diversas circunstâncias concretas da vida para que sejam colocados em prática. Isto acontece ainda hoje na Igreja, guiada pela luz e pela forca do Espírito Santo, para que possa levar a todos o dom da salvação, isto é, o amor e a misericórdia de Deus. Por exemplo, quando vocês lerem um trecho, uma passagem do Evangelho, peçam ao Espírito Santo que está em nossos corações: ‘Que eu entenda e me lembre estas palavras de Jesus.”

“Nós não estamos sozinhos: Jesus esta perto de nós, no meio de nós, dentro de nós! A sua nova presença na história se realiza mediante o Espírito Santo, através do qual e possível instaurar uma relação viva com Ele, o Senhor Ressuscitado. O Espírito, derramado em nós com os Sacramentos do Baptismo e da Crisma, age na nossa vida. Ele nos guia no modo de pensar, de agir, de distinguir aquilo que é bem e o que e mal, nos ajuda a praticar a caridade de Jesus, o seu doar-se aos outros, especialmente aos mais necessitados”, disse ainda o Santo Padre.

“Não estamos sós”, repetiu o Papa. “E o sinal da presença do Espírito Santo é também a paz que Jesus doa aos seus discípulos: ‘Eu lhes dou a minha paz’. Essa paz é diferente daquela que os homens se desejam e tentam realizar. A paz de Jesus jorra da vitória sobre o pecado, sobre o egoísmo que nos impede de nos amar como irmãos. É dom de Deus e sinal da sua presença. Cada discípulo, chamado hoje a seguir Jesus levando a cruz, recebe em si a paz do Senhor Ressuscitado na certeza da sua vitória e na espera de sua vinda definitiva.”

“Que a Virgem Maria nos ajude a acolher o Espírito Santo com docilidade, como Mestre interior e como Memória viva de Cristo no caminho quotidiano”, concluiu Francisco.


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Pílula espiritual

Santo do dia, pensamento e evangelho



A doação a Deus sem limites, a divina oferta, a plena e duradoura união, é a maior elevação do coração, alcançável por nós; é o maior grau de oração.

(Santa Teresa Benedita da Cruz)

1 de Maio – São José Operário/Padroeiro dos trabalhadores

São José é o modelo ideal do operário. Proclamando-o como protector dos trabalhadores, a Igreja demonstra estar ao lado deles, dando-lhes como patrono o mais exemplar dos homens, aquele que aceitou ser o pai adoptivo do Deus feito homem, mesmo pressentindo o que poderia acontecer à sua família.

Do Evangelho de hoje:
 
“Vou, mas voltarei a vós.


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Papa Francisco: “Quando pecamos, pensamos que Deus se afasta de nós, mas, na verdade, somos nós que Lhe “damos as costas”

O Santo Padre pede às forças armadas e à polícia, no seu jubileu, que nos desafios de cada dia façam resplandecer a esperança cristã

  Papa Francisco
Audiencia Geral - CTV
Milhares de membros das forças armadas e da polícia de várias partes do mundo encheram, na manhã de hoje, a Praça de São Pedro, por ocasião do seu Jubileu. Assim, participaram na audiência geral que durante o ano jubilar se celebra em um sábado de cada mês.

Em seu resumo em português disse o Papa:

“A reconciliação é um aspecto importante da misericórdia de Deus, que não quer ninguém distante do seu amor. De fato, quando pecamos, pensamos que Deus se afasta de nós, mas, na verdade, somos nós que Lhe “damos as costas”, pois rejeitamos o seu amor, ficamos fechados em nós mesmos, iludidos por uma falsa promessa de mais liberdade e autonomia. Porém, Jesus, o Bom Pastor, não se cansa de vir atrás da ovelha perdida, oferecendo-nos a reconciliação com Deus: ao dar-nos a sua vida, Ele nos reconciliou com o Pai. Este Jubileu da Misericórdia é um tempo de reconciliação para todos. Hoje vivem-no de forma especial as forças de ordem, os militares e os policiais, cuja missão é garantir um ambiente seguro para todos, não só evitando conflitos, mas construindo pontes e semeando a paz. Todos nós somos convidados a experimentar a ternura e a proximidade de nosso Pai celestial, deixando-nos reconciliar e ajudando os outros a se reconciliarem”.

O Papa Francisco pronunciou uma mensagem especial para os militares e polícias de todo o mundo:

“Com alegria dou as boas-vindas aos representantes das forças armadas e das polícias, provenientes de tantas partes do mundo, vindos  em peregrinação a Roma por ocasião do Jubileu Extraordinário da Misericórdia. As forças da ordem – militares e polícia – têm por missão garantir um ambiente seguro, por forma a que cada cidadão possa viver em paz e serenidade. Nas vossas famílias, nos vários âmbitos em que operais, sede instrumentos de reconciliação, construtores de pontes e semeadores de paz. Sede, com efeito, chamados não só a prevenir, gerir, ou pôr fim aos conflitos, mas também a contribuir para a construção de uma ordem fundada na verdade, na justiça, no amor e na liberdade, segundo a definição de paz de S. João XXIII na Encíclica Pacem in Terris.”

“A afirmação da paz não é empresa fácil, sobretudo por causa da guerra, que torna áridos os corações e junta violência e ódio. Exorto-vos a não desencorajar-vos. Prossigam o vosso caminho de fé e abri os vossos corações a Deus Pai misericordioso que não se cansa nunca de perdoar-nos. Perante os desafios de cada dia, fazei resplandecer a esperança cristã, que é certeza da vitória do amor sobre o ódio e da paz sobre a guerra.”

O Santo Padre saudou também os peregrinos de língua portuguesa:

“Queridos peregrinos de língua portuguesa, sede bem-vindos! Saúdo-vos como membros desta família que é a Igreja, pedindo-vos que renoveis o vosso compromisso para que as vossas comunidades sejam lugares sempre mais acolhedores, onde se faz experiência da misericórdia e do perdão de Deus. Que Nossa Senhora proteja a cada um de vós, e o Senhor vos abençoe a todos!”

O Papa Francisco a todos deu a sua benção!


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Pílula espiritual

Santo do dia, pensamento e evangelho



“Não obstante as dificuldades, escuta e segue sempre a voz da graça” (Pe. Jordan)

30 de Abril – São Pio V, Papa e Confessor

Implantou mudanças no campo pastoral: a obrigação de residência para os bispos, a clausura dos religiosos, o celibato e a santidade de vida dos sacerdotes, as visitas pastorais dos bispos. Pio V foi o primeiro e o mais importante dos chamados “Papas reformadores”, isto é, que aplicaram as directrizes do Sagrado Concílio de Trento.

Do Evangelho de hoje:

“Não sois do mundo, porque eu vos escolhi e apartei do mundo.”


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Mostraron a sus hijos de 8 semanas tras un aborto natural: una decisión dura, pero ha salvado vidas

ReL  2 mayo 2016

Mindy y Gabe, con sus gemelas recién nacidas.
Gabe y Mindy Danison tomaron una decisión arriesgada: compartir la imagen de su hijo Riley, muerto a las 7 semanas y media de embarazo a consecuencia de un aborto natural. Cuando la pusieron en Facebook empezaron a recibir, además de numerosas críticas, muchas más respuestas positivas justo en el sentido que buscaban: madres que estaban considerando abortar a niños de esa misma edad y comoprendían al ver a Riley prácticamente el rostro del error que iban a cometer.

Riley, de 7 semanas y media.
Así que cuando Mindy tuvo un segundo aborto, decidieron compartir también la imagen de Annabelle, muerta por un aborto a las 8 semanas y 5 días.

Annabelle, de 8 semanas y 5 días.
Los Danison están ahora felices porque Mandy dio a luz en enero por cesárea a dos gemelos, Benjamin Xavier y Harper Elizabeth, que se suman a sus otros cinco hijos (Nevaeh, Kendra, Grayson, Ryder y Tyluca) para formar una familia de nueve miembros que no olvida a los dos que faltan.


 
"Muchas personas nos han escrito diciéndonos que la historia de Riley y Annabelle les ha inspirado para no abortar", afirma Gabe a Live Action News. Y añade un beneficio añadido que han producido las fotos: "Muchas personas que perdieron a su bebé en la misma época que nosotros nos dicen que verlas les ha ayudado a encontrar la paz y a saber que no estaban locos cuando el personal sanitario les hizo sentir que no debían enterrarlos ni sentirse tristes o llorar porque no se trataba más que de ´sangre y tejido´". El objetivo del matrimonio no es, por tanto, sólo contribuir a salvar vidas en riesgo por aborto intencionado, sino también consolar a quienes pierden a sus hijos, incluso de forma repetida, por abortos naturales.

"En nombre de todos los padres y de las experiencias tristes por las que hemos pasado", dice Gabe, "pido a los médicos o a cualquiera que se dirija a quien ha perdido un hijo antes de nacer que, por favor, por favor, por favor... sólo utilice estas palabras para referirse al recién nacido: él o ella, niño, bebé, feto, hijo, hermano. No importa si sólo lo saben desde ayer o están de 20 semanas: esas palabras les mostrarán que te preocupas por ellos y no estás ahí sólo por dinero. Recuerda que el respeto debe serlo en ambas direcciones, y cuando le dices a alguien que su cuerpo es sólo un ´coágulo´, eso es mentira y no sólo estás dañando el respeto debido a ti mismo y a esos padres, sino que esos padres nunca olvidarán lo descondiderado que te mostraste con su familia".


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William Shakespeare, católico clandestino, intentó evangelizar con las claves ocultas de sus obras

Lo estudia el biógrafo y especialista jesuita Peter Milward

Joseph Fiennes interpreta a un joven Shakespeare en la película Shakespeare in Love
ReL  2 mayo 2016

En el siglo XXI se ha ido consolidando la conciencia de que William Shakespeare, que murió hace 4 siglos, era un católico clandestino. Lo recogen obras como las del Peter Ackroyd (autor popular inglés, no religioso) en su biografía, o la también inglesa Elisabetta Sala, en El enigma de Shakespeare: ¿Cortesano o disidente? (Ares).

Entre los autores más convencidos de la condición católica de Shakespeare (que debía mantenerse oculta por la persecución que sufrían los "papistas" en la Inglaterra isabelina) está el jesuita inglés Peter Milward, profesor de Literatura Inglesa en la Universidad Sofía de Tokio, gran experto de la religiosidad del Bardo.

“Es una hipótesis que sostengo ya desde 1973, cuando publiqué mi primer libro Shakespeare´s Religious Background (El fondo religioso de Shakespeare). Hoy afortunadamente son muchos lo libros que relanzan esta cuestión, pero hay todavía un cierto prejuicio académico que es difícil erradicar”.


 
Ya Gilbert K. Chesterton, en su ensayo "Chaucer" de 1932, escribió: "Que Shakespeare fue católico es algo que cualquier católico siente por un sentido común convergente”.

El padre pagaba multas por recusante
Prácticamente nadie puede negar ya que el padre de Shakespeare, John, era católico: un "recusante", es decir, alguien que se negaba a asistir al culto oficial anglicano y por ello pagaba las multas correspondientes. Se sabe que pagó una de estas multas en 1592.

También se sabe que Susan, hija de Shakespeare fue acusada de pertenecer a la resistencia católica. Un pariente de la madre de William, Edward Arden, fue ejecutado por traición tras ser acusado de pertenecer a la resistencia católica y de ocultar a un sacerdote católico en 1580. Es el tipo de cosas que animan a mantener la fe con discreción.

La familia debió permanecer católica varias generaciones: en el siglo XVIII en la casa familiar se encontró un tratado espiritual del mártir jesuita San Edmund Campion. Milward asegura: "Aquel documento (del cual hoy tenemos una copia de 1700 reconocida como auténtica) fue probablemente escondido allí en tiempos de la Conjura de Somerville de 1583, cuando también los familiares maternos, incluida la madre de Shakespeare, Mary Arden, a causa de su fe fueron sometidos a la acusación de alta traición por Sir Thomas Lucy, de Charlecote Park. Y los nombres tanto del padre John (en 1592) como de su hija Susana Hall (en 1606) figuran en la relación de católicos que se negaban, de aquellos que rechazaban acudir a las funciones obligatorias religiosas del Estado".


 
Una fe enmascarada
Milward considera que "Shakespeare fue obligado a silenciar su fe católica. Tuvo que vivir de forma enmascarada, como su Edgar en Rey Lear , y así ha permanecido hasta hoy. Dudo que la reina Isabel haya intuido su camuflaje (aunque hay autores convencidos de ello)".

Con todo, Isabel podía ser permisiva con la fe católica de algunos colaboradores si le resultaba útil y no le traían problemas, como es el cado del compositor William Bird, al que permitía trabajar en la corte en la capilla real.

Milward señala que peregrinar era una actividad propiamente católica desde que Enrique VIII cerró los santuarios de Inglaterra y se limitó mucho el culto de santos y reliquias. Pero en las obras de Shakespeare las peregrinaciones abundan: en Ricardo II, El Mercader de Venecia, Como gustéis y El Rey Lear.

Otro indicio es que Shakespeare trata bien a los frailes en sus obras (Romeo y Julieta, Mucho ruido y pocas nueces y Medida por medida) mientras que los dramaturgos protestantes como Robert Greene y Chistopher Marlowe los tratan con escarnio como personajes ridículos.

Interpretación bíblica y católica en cada obra
Milward, en su libro "Shakespeare the Papist" analiza las obras del dramaturgo y asegura que "todas las obras admiten una interpretación católica y bíblica; si no se admite este sustrato, este fondo católico, muchas obras permanecerían enigmáticas".

Incluso el anterior primado de la Comunión Anglicana, Rowan Williams, llegó a admitir el catolicismo de Shakespeare después de leer los libros de Milward. Pero el profesor jesuita pide "tomar nota de que nos encontramos frente a un testigo importante de aquel catolicismo inglés que fue cruelmente perseguido por Enrique VIII y por Isabel I y por sus crueles ministros, Thomas Cromwel y William Cecil".

"En esa época, incluso los sacerdotes, incluso los jesuitas, temían ser descubiertos, arrestados, hechos prisioneros, torturados y ajusticiados como traidores. Él no fue al encuentro del martirio, pero tenía una gran fe católica. Y se sintió comprometido como dramaturgo, en la misión de proclamar la verdad de su época y la fe de lo que Hamlet llama “el mundo aún no conocido”, afirma Milward.


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El rock entra, por primera vez, en la Capilla Sixtina

The Edge, con el Papa Francisco
The Edge, guitarrista de U2, clausura el congreso sobre medicina regenerativa

Primer artista contemporáneo en tocar en "el lugar de plegarias mas hermoso del mundo"
Redacción, 01 de mayo de 2016 a las 19:22

The Edge, guitarrista principal de la banda irlandesa U2, se ha convertido en la primera estrella de rock en tocar en la Capilla Sixtina, un lugar que describió como "el lugar de plegarias más hermoso en el mundo ".

El artista, cuyo nombre real es David Evans, cantó cuatro canciones en la noche del sábado ante 200 médicos, investigadores y filántropos que asistieron a una conferencia en el Vaticano sobre la medicina regenerativa llamada celular Horizons.

Respaldado por un coro de siete adolescentes irlandeses, y luciendo su gorro negro, tocó la guitarra acústica y cantó una versión de Leonard Cohen If it be your will, y versiones de canciones de U2 Yahweh, Ordinary love y Walk on.

The Edge, cuyo padre murió el mes pasado de cáncer y cuya hija se sobrepuso a la leucemia, colabora en las fundaciones que trabajan para la prevención del cáncer. Bromeó con su público, diciéndoles que se sorprendió cuando se le pidió tocar en la capilla pintada por el maestro renacentista Miguel Ángel en el siglo XVI.

"Cuando me preguntaron si quería convertirme en el primer artista contemporáneo en toca en la Capilla Sixtina no supe qué decir, porque por lo general canta este otro tipo", dijo el músico, en referencia al cantante del grupo, Bono.

The Edge dio las gracias al papa Francisco y otras personalidades del Vaticano "por permitirnos usar el lugar de plegarias más hermoso del mundo". El músico dedicó su interpretación de Walk on, escrita en 2000 para la defensora de la democracia de Myanmar, Aung San Suu Kyi, cuando se encontraba bajo arresto domiciliario, y al papa Francisco, a quien describió como "el Papa de la gente". "Está haciendo un trabajo increíble", agregó.

La estrella de rock empleó en su discurso términos técnicos tales como biomarcadores y la angiogénesis. "Puedo decir que esto es un público muy bien porque normalmente cuando digo ojos vidriosos de la angiogénesis", dijo. La angiogénesis es el proceso mediante el cual se forman nuevos vasos sanguíneos y que permite a los tumores crecer. Los científicos están buscando maneras de bloquear la angiogénesis tumoral.


(RD/Agencias)


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Campanha Equador 2016 | Cáritas Portuguesa



Festival Terras sem Sombra | "Anjos ou Demónios?", Novas Tendências da Música Brasileira | Sábado, 07 de Maio, 21h30 | Odemira



Fátima: Bispo coadjutor de Beja incentiva acólitos à oração

Fátima, Santarém, 02 mai 2016 (Ecclesia) – O bispo coadjutor de Beja, D. João Marcos, presidiu este sábado à peregrinação nacional dos acólitos ao Santuário de Fátima, onde disse que só com a “escuta” da palavra de Deus e a “oração” se pode servir “no altar e na vida”.

“Quem não escuta a Palavra de Deus e não a põe em prática não pode entrar no templo interior do coração onde Deus nos habita, não pode subir à sala superior e fica-se pelo rés-do-chão”, explicou, numa intervenção divulgada pelo Santuário de Fátima.

D. João Marco comentou que não escutar a Palavra de Deus e não a colocar em prática “é fazer a própria vontade”, como os pagãos honestos, “ou pior ainda, desce aos subterrâneos do pecado onde procura esconder-se de Deus e viver uma vida egoísta servindo-se a si mesmo, fazendo a vontade do demónio”.

Com o tema ‘Misericordiosos como o Pai’, a 20.ª Peregrinação Nacional de Acólitos foi uma iniciativa do Serviço Nacional de Acólitos, com o apoio do Secretariado Nacional de Liturgia e do Santuário de Fátima.

CB/OC

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Alentejo: Festival «Terras sem Sombra» apresenta «novas tendências da música brasileira»

Concerto integrado na visita pastoral de bispo coadjutor de Beja a Odemira

Beja, 02 mai 2016 (Ecclesia) – O Festival ‘Terras sem Sombra’ vai levar “o mais destacado quarteto de guitarras de São Paulo”, ‘Quaternaglia Guitar Concert’, à igreja Matriz de Odemira, este sábado, às 21h30.

Num comunicado enviado hoje à Agência ECCLESIA, o Departamento do Património Histórico e Artístico da Diocese de Beja (DPHA), que organiza o festival, destaca que o concerto ’Anjos ou Demónios? Novas Tendências da Música Brasileira’ vai apresentar “algumas das mais belas e profundas” páginas da música brasileira dos dias de hoje.

O grupo ‘Quaternaglia Guitar Concert’, liderado pelo maestro Sidney Molina, é apresentado como um dos “mais importantes” agrupamentos de violões (guitarras) da atualidade.

“As suas brilhantes interpretações, com destaque para as ‘Bachianas Brasileiras’, de Villa-Lobos, causam sensação”, adianta a organização, destacando que o repertório que vai ser interpretado “oferece ainda um mosaico” das obras de vários compositores contemporâneos, como Leo Brouwer, Almeida Prado, Egberto Gismonti e Paulo Bellinati.

Para o DPHA, o Festival ‘Terras sem Sombra’ “rompe uma fronteira entre continentes” e “reivindica” a sua vocação para o cruzamento de distintas experiências artísticas cosmopolitas.

O concerto que se integra no programa da visita pastoral do bispo coadjutor de Beja ao arciprestado de Odemira, D. João Marcos, começa às 21h30; de acesso livre, resulta da colaboração do Departamento do Património Histórico e Artístico da Diocese de Beja com o município e as paróquias de Odemira.

A organização distingue ainda a igreja matriz de Odemira como “uma referência da vida local” que é “pontuada por singulares obras de arte e dotada de características acústicas impares”.

O Festival ‘Terras Sem Sombra’ alia à música e ao património ações de salvaguarda da natureza, na manhã seguinte a cada concerto, e este domingo proporciona a visita ao “hotspot de biodiversidade vegetal” que é o Parque Natural do Sudoeste Alentejano.

O Festival ‘Terras Sem Sombra’ nasceu em 2003 e na sua 12.ª edição tem como tema «Torna-Viagem: o Brasil, a África e a Europa (Da Idade Média ao Século XX)»; Depois de Odemira este sábado e domingo (07 e 08 de maio), percorre mais três municípios do Baixo-Alentejo - Serpa, Castro Verde e Beja - até 02 de julho.

CB/OC

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Cidades, vilas e aldeias de Portugal

Enciclopédia de cidades e vilas  de Portugal

https://www.flickr.com/photos/vitor107/sets/


segunda-feira, 2 de maio de 2016

Mike Hopkins llevó a la Estación Espacial Internacional el Santísimo Sacramento y comulgó 24 veces

El astronauta afirma: «Una fuerza suprema ha creado esto»


ReL  30 abril 2016

En la Estación Espacial Internacional hay un lugar en donde -a pesar de que esté lleno de equipo robótico- a los astronautas les gusta reunirse. Conocido como la Cúpula, es un módulo pequeño con siete ventanas de proyección hacia el exterior por donde los miembros de la tripulación pueden gozar vistas panorámicas de la Tierra. Mike Hopkins, un astronauta estadounidense, desde allí contemplaba la obra de Dios. Mike, católico y astronauta, llevó a la base espacial la Eucaristía, y pudo comulgar 24 veces, tal y como se explica este artículo Portaluz.

En su primera y hasta ahora única misión al espacio, iniciada en septiembre del 2013, el astronauta Michael (Mike) Hopkins se encontraba deseoso de estar en la Cúpula. Lo que vio le dejó maravillado. "Cuando ves la Tierra desde esa posición tan ventajosa y observas toda la belleza natural que existe, resulta difícil no permanecer allí y concluir que debe de haber una fuerza suprema que ha creado esto", afirma Hopkins, quien es un fiel católico.

Conversión justo antes de partir
Era en la Cúpula donde Hopkins rezaba y cada cierto tiempo tomaba la Comunión… Sí, pues gracias a un acuerdo especial con la Arquidiócesis de Galveston-Houston y con la ayuda del padre James H. Kuczynski, párroco de la iglesia Santa María Reina en Friendswood, Texas, que es la parroquia de Hopkins, el astronauta pudo llevar consigo seis hostias consagradas partidas (cada una) en cuatro trocitos. Eran así suficientes para que pudiera comulgar una vez a la semana durante las 24 semanas que permanecería a bordo de la ISS (Estación Espacial Internacional / siglas en inglés).


 
"Esto era extremadamente, extremadamente importante para mí", cuenta Hopkins, hoy a sus 47 años de edad, quien creció en una zona rural en las afueras de Richland, Missouri, en una familia que pertenecía a los Metodistas Unidos; pero que (posteriormente) completó la catequesis del Rito de Iniciación Cristiana de Adultos y se convirtió así en Católico, justo antes de irse al espacio.

Su conversión, dice, no estuvo motivada solo porque su esposa y sus dos hijas adolescentes eran católicas, sino porque "Yo sentí que algo faltaba en mi vida".

Sólo con Jesús podía salir al vacío del espacio
Hopkins completó dos caminatas espaciales para cambiar una bomba del módulo, junto con su compañero astronauta Rick Mastracchio. Pero antes de salir de la ISS, Mike cuenta que también comulgó. "Esas actividades pueden ser bastante estresantes” –continúa narrando a Catholic News Service desde su oficina en Houston, y agrega: “Saber que Jesús estaba conmigo cuando salí fuera, al vacío del espacio, fue importante para mí".


 
Cuenta Mike que las prácticas de fe son usuales, especialmente entre el grupo de astronautas católicos. Y se les respeta.

"Mis compañeros (en la ISS) sabían que yo tenía la Eucaristía conmigo”, corrobora. “De hecho, yo me coordinaba con mi comandante ruso. Él sabía de qué se trataba. Todos lo sabían, pero yo nunca traté de hacer alarde de ello y publicitarlo. Ellos respetaban mi fe y mi deseo de vivirla, incluso allí estando en órbita espacial".


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Tres hospitales, comida, agua, un colegio, una parroquia… la ayuda de los franciscanos en Alepo

Actuación de la Custodia de Tierra Santa en Siria


ReL  1 mayo 2016

¿La verdadera emergencia en Siria? La de las escuelas. Esta es la conclusión a la que llega Fray Tommaso Saltini, el franciscano responsable de la ONG ATS - Pro Terra Sancta, con la que los franciscanos promueven y coordinan actividades en el ámbito de la cooperación para el desarrollo y la solidaridad internacional en Medio Oriente y en todas las áreas de presencia de la Custodia de Tierra Santa: Israel, Territorios Palestinos, Siria, Líbano, Jordania, Egipto, Chipre y Rodas. Fray Tomasso lo explica a Carlo Giorgi en una entrevista publicada en web de la Custodia tierrasanta.net.


 
“Hace pocos días hemos estado en Alepo y Damasco para ver las actividades que sostenemos de la Custodia de Tierra Santa –dice Tommaso Saltini, director de ATS – Pro Terra Sancta, la ONG de la Custodia-. Tanto monseñor Abu Jázem, vicario apostólico latino de Alepo, como monseñor Mario Zenari, nuncio apostólico en Siria, nos han repetido que la mayor urgencia, si queremos de verdad mirar hacia el futuro, es el de la educación. Muchas instituciones cristianas han visto sus escuelas destruidas a causa de la guerra. Lo más importante, también para el futuro de los jóvenes, es ayudarles a volver a empezar”.

El relato de la visita a Siria de ATS Pro Terra Sancta, realizada a caballo de la Pascua católica y en un momento de relativa calma en los combates, nos permite conocer mejor la dramática situación en que vive la población. En Alepo, los frailes de la Custodia trabajan en tres puntos distintos de la ciudad: en la parroquia de San Francisco, en el colegio de Tierra Santa y en el barrio periférico de Ar Ram, en el convento de San Buenaventura.

Ayudas para tres mil familias
En la parroquia funciona una asociación benéfica que entrega periódicamente las ayudas recogidas por los frailes –un paquete con alimentos, útiles para la higiene personal y medicinas- a cerca de dos mil familias. “Pero, considerando las necesidades –explica Saltini-, esperamos llegar pronto al menos a tres mil familias. Se trata de familias de todas las confesiones cristianas e incluso, también en este clima de recelo que se respira, de un cierto número de musulmanes necesitados...”.

La pobreza de Alepo es la de una ciudad duramente bombardeada: muchas casas son inhabitables y están destruidas, una gran parte de los fondos recaudados se emplea en la restauración de las viviendas. Muchos civiles están heridos físicamente, necesitan de operaciones quirúrgicas, prótesis y rehabilitaciones muy costosas. “En Alepo hay un hospital que financia la Custodia –explica Saltini- al que acabamos de proporcionar maquinaria elemental. Hay también otros dos hospitales de religiosas, a las que queremos ayudar”.


 
El agua, en manos del Estado Islámico
Luego está la crisis del agua, de la que depende en gran medida la supervivencia de la gente. Los bombardeos, de hecho, han destruido el sistema de canalización básico para la distribución del agua. El Estado Islámico, que asedia la ciudad, controla de forma estratégica el embalse, que abre y cierra a placer. En este contexto, la Custodia ha activado tres pozos: uno en la parroquia, otro en el colegio y otro en el convento de Ar Ram. Funcionan gracias a tres generadores alimentados con gasoil, un combustible que se encuentra solo a precios exorbitantes en el mercado negro.

El pozo de la parroquia, en especial, da atención en la calle a quien lo necesite, tanto cristianos como musulmanes. “La Custodia ha puesto en marcha también un servicio de transportes para llevar agua a los ancianos y a los más pobres –explica Saltini-. Los conductores, si no tienen otro trabajo, son pagados por este servicio, aunque hay quien lo hace voluntaria y desinteresadamente”.

La gente de Alepo desde hace tiempo vive atrapada entre los combates entre los leales al Gobierno y los rebeldes. “Los frailes sienten con fuerza la urgencia de dar una perspectiva de futuro a los jóvenes –sigue diciendo Saltini- a través de la escuela y los cursos de formación profesional. Pero es también fundamental dedicarse a la superación de los traumas de la guerra, y para ello se necesitan psicólogos y educadores dispuestos a pasar un tiempo en Alepo, para sacar adelante un programa de ayuda eficaz...”.

El gran jardín del colegio de la Custodia, en este contexto, ha asumido una importancia casi terapéutica. Nos lo explica nuestro interlocutor: “Es como un oasis para la gente de Alepo. Todas las tardes y fines de semana vienen centenares de personas que buscan un poco de tranquilidad y paz. Nadie en la ciudad puede salir, divertirse, viajar... sin embargo, en el jardín se puede estar en paz, hay agua, luz eléctrica... Los estudiantes, si quieren, tienen a su disposición aulas de lectura. Para sacar adelante esta actividad hemos decidido hacernos con dos furgonetas que servirán para ir a recoger a la gente y llevarla al jardín, visto que incluso los medios de transporte públicos apenas funcionan”.

“En Siria me he encontrado con mucha gente, en su mayoría cristianos –concluye Saltini-. Lo que más me ha llamado la atención es cómo se sienten parte de un gran pueblo de fieles. Un chico me dijo que durante estos años de guerra, lo que le ha sostenido ha sido la fe. Pero no un fe abstracta, sino una fe animada de gestos concretos de ayuda, porque si no, no tendría ningún sentido”. 


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