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quinta-feira, 14 de maio de 2026

Ser peregrino

Bom dia!

Recordo as primeiras peregrinações a Fátima: remontam à década de 80 do século passado, quando o Santuário acolhia grupos para a animação litúrgica das celebrações de cada domingo. Uma oportunidade aproveitada, anos a fio, pelo grupo de um lugar a poucos quilómetros do Porto, de um ambiente rural, mas que colocava talentos de muitos jovens no canto litúrgico.

Depois, uma década e meia depois, talvez, recordo também o alcance mediático de Fátima. Estávamos no início da TVI, comprometida com transmissões que muito dizem ao povo português, nomeadamente as transmissões religiosas em antena... (E bem, como ainda hoje permanecem)

E, se avançarmos mais algumas décadas, permanecem as mesmas imagens que impactam todos: os media, os crentes, os agnósticos... todos em torno de Fátima! Porquê?

A resposta encontra-se, em todas as décadas e também na atualidade, não só em Fátima, mas também no caminho... No percurso de cada peregrino, nas etapas de peregrinação, no ambiente de silêncio e de espiritualidade que se experimenta na Cova da Iria!

Entre tudo o que vi divulgado sobre Fátima, retomo, em cada ano, um livro escrito por quem acompanhou, durante 50 anos, peregrinações a um recinto que, desde a primeira hora, atraiu muitos crentes. De maio a outubro, a presença no santuário mariano era uma constante: seja para transmissões na rádio ou na televisão, seja para recontar, dias ou semanas depois, vivências interiores que a presença num recinto de oração faz emergir. E foram tantas a vezes... 

Refiro-me – ter-se-ão apercebido – ao padre Rego, o cónego António Rego. Nestes dias, acompanha, por certo, a partir dos Açores o que experimentou durante muitos anos. Independentemente dessas circunstâncias, impõe-se recordar o antigo diretor do Secretariado Nacional das Comunicações Sociais e a “voz de Fátima” que fica na história do santuário: seja pelos sons e pelas imagens que levaram Fátima a todo o mundo, seja por um título, um livro, que diz muito, diz tudo sobre Fátima: “Sou Peregrino”. Trata-se de um pequeno volume, que revela Fátima. E diz sobretudo que a história de Fátima escreve-se com a história de cada peregrino!

A vivência da peregrinação de 12 e 13 de maio, e também dos dias anteriores no acompanhamento de grupos que se dirigiam a Fátima, comprovou  o essencial destes dias: em qualquer circunstâncias, todos experimentam a mesma condição para viver Fátima: “Ser Peregrino”.

Votos de uma ótima jornada!

Paulo Rocha

 

 


agencia.ecclesia.pt

      



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