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terça-feira, 29 de agosto de 2017

Bispos contrários à abertura de área na Amazónia à mineração

Governo vai editar nova medida. Área tem mais de 4 milhões de hectares e praticamente do tamanho da Dinamarca

Amazónia (Wikimedia)
(ZENIT – Roma, Ago. 2017).- A Rede Eclesial Pan-Amazónica (Repam) divulgou nota nesta segunda-feira, 28, na qual repudia a extinção da Reserva Nacional de Cobre e Associados (Renca), feita pelo Governo Federal na última quarta-feira. No texto, o organismo vinculado à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) considera que o decreto baixado pelo Executivo “vilipendia a democracia brasileira, pois com o objetivo de atrair novos investimentos ao país o Governo brasileiro consultou apenas empresas interessadas em explorar a região”.
O documento é assinado por uma coligação formada por aproximadamente 200 bispos católicos de Brasil, Bolívia, Colômbia, Equador, Guiana, Guiana Francesa, Peru, Venezuela e Suriname.
De acordo com a Repam, nenhuma consulta aos povos indígenas e comunidades tradicionais foi realizada, como manda o Artigo 231 da Constituição Federal de 1988 e a Convenção 169, da Organização Internacional do Trabalho (OIT). “O Governo cede aos grandes empresários da mineração que solicitam há anos sua extinção e às pressões da bancada de parlamentares vinculados às companhias extrativas que financiam suas campanhas”, lê-se no texto.
A manifestação da Repam ainda cita como consequências à extinção da área o aumento do desmatamento; a perda irreparável da biodiversidade; a impossibilidade de garantir a proteção da floresta, das unidades de conservação e das terras indígenas; além de representar uma ameaça política para o Brasil inteiro, “impondo mais pressão sobre as terras indígenas e Unidades de Conservação”.
No texto que é assinado pelo presidente da Comissão Episcopal para a Amazônia da CNBB e também da Repam, cardeal Cláudio Hummes, e pelo Presidente da Repam-Brasil e Secretário da Comissão Episcopal para a Amazônia da CNBB, dom Erwin Kräutler.
De outro lado, o Palácio do Planalto informou hoje, que o governo federal editará um novo decreto para descrever, de forma mais detalhada, como será extinta a Reserva Nacional do Cobre e Associados (Renca). A decisão foi anunciada após as repercussões negativas que a medida, tomada na semana passada, gerou entre ambientalistas, celebridades, a sociedade em geral e até na media internacional.
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Dia da Onu contra os testes nucleares

O Papa indicou que a eliminação das armas nucleares é um desafio e um imperativo moral


(ZENIT – Roma, Ago. 2017).- O Dia internacional contra os testes nucleares, aprovado em 2009 pela Assembleia das Nações Unidas, celebra-se hoje, 29 de agosto.
O objetivo é de promover o princípio de que “deveria ser feito todo esforço para dar fim aos testes nucleares e desse modo eliminar seus efeitos devastadores sobre a vida das pessoas”.
Radio Vaticano dedica um artigo sobre o tema, precisando que desde o início de seu Pontificado, Papa Francisco tem se pronunciado com veemência em favor da eliminação das armas nucleares, e cita em particular a mensagem do 7 de dezembro de 2014, quando o Santo Padre enviou uma para a Conferência de Viena, na Áustria, sobre o impacto humanitário das armas nucleares.
Para o Papa “é preciso uma ética global se quisermos reduzir a ameaça nuclear e trabalhar por um desarmamento nuclear”.
Francisco afirma que as armas nucleares constituem um problema global tendo impacto sobre as gerações vindouras, bem como sobre o planeta – que é nossa casa comum.
Evidencia a necessidade de uma ética global se quisermos diminuir a ameaça nuclear e trabalhar para o desarmamento nuclear.
O Papa indica que que a dissuasão nuclear e a ameaça da destruição recíproca assegurada não podem ser a base de uma ética de fraternidade e de coexistência pacífica entre povos e Estados. “Agora é o tempo de contrastar a lógica do medo com a ética da responsabilidade, de forma a promover um clima de confiança e de diálogo sincero”.
O sucessor de Pedro precisa que gastar em armas nucleares dilapida a riqueza das nações e que quando estes recursos são desperdiçados, os pobres e os mais frágeis que vivem às margens da sociedade pagam o preço.
O Santo padre citando palavras do Papa João XXIII na encíclica Pacem in terris, n. 113. lembra que devemos estar profundamente comprometidos em fortalecer a confiança recíproca, pois só mediante esta confiança é possível estabelecer uma paz verdadeira e duradoura entre as Nações.
Em março deste ano Francisco enviou uma mensagem os participantes da Conferência da Onu para a aprovação de um tratado sobre a proibição das armas nucleares. E precisou: “O objetivo final da eliminação total das armas nucleares torna-se tanto um desafio quanto um imperativo moral e humanitário”.
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Encontro de jovens em Portugal, centrado no Papa

AfterYou, entre 01 e 03 de setembro lembra o convite incessante que o Francisco faz


(ZENIT – Roma, Ago. 2017).- A Pastoral Juvenil da Companhia de Jesus em Portugal vai promover em Coimbra entre os dias 01 e 03 de setembro o encontro da Juventude Inaciana AfterYou.
AfterYou lembra não só a realidade da visita do Papa a Portugal e deste encontro se realizar no final/após este (After), mas lembra também o convite incessante que o Papa nos faz para orientarmos o nosso olhar e irmos atrás(After) Jesus Cristo!, indicam os organizadores.
“Num ambiente de convívio e de celebração –o Colégio de Cernache transforma-se, por dois dias, numa pequena aldeia da juventude!– vamos aprofundar o pontificado do Papa Francisco,” indicam. Principalmente aquilo que tem sido a sua mensagem, expressa nos documentos, cartas e homilias que já escreveu, mas também nos seus gestos. Tudo isto vivido num ambiente de festa e oração, com grandes temas propostos, workshops, oficinas, ateliers, concertos, vigílias, partilhas, reconciliação, etc.
O preço da inscrição inclui todas as despesas, menos o transporte. As refeições serão feitas no refeitório do colégio e numas roulottes que estarão disponíveis no local, as dormidas serão no pavilhão do colégio (com duas zonas para os diferentes escalões). Também podem optar por trazer tenda e dormir numa zona de campo que será criada para o efeito. Todos têm acesso aos duches e balneários do pavilhão.
E para todos os outros jovens ligados à espiritualidade inaciana em Portugal (dos 17 aos 30 anos), mas também jovens de outros movimentos e comunidades religiosas de Portugal que se queiram associar, como aliás já tem acontecido nas edições anteriores.
No último dia (Domingo, dia 3 de Setembro) estão convidadas todas as pessoas que quiserem vir: círculos, as famílias, os colaboradores, os benfeitores, os amigos de todas as idades… Todos são convidados a juntarem-se a nós para um dia da família Inaciana. Nesse dia, na missa final, o P. José Maria Brito fará os seus últimos votos na Companhia de Jesus.
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Cardeal Parolin: ao terrorismo não se responde com o ódio

Declarações do Secretário de Estado da Santa Sede


(ZENIT -. Cidade do Vaticano, 29 Ago. 2017) .- Diante do terrorismo a atitude não deve ser de responder ao mal com o mal e um exemplo deste comportamento o tem dado os pais de Valeria Solesin e Luca Russo, os dois jovens vítimas italianas de ataques terroristas.
O indicou o Cardeal Secretário de Estado da Santa Sé, Pietro Parolin, falando nesta segunda-feira ao margem da apresentação da revista “Le Tre Venezie” dedicado a João Paolo II e Bento XVI; declarações que foram tomadas pelo Osservatore Romano.
Valeria Solesin foi assesinada em novembro de 2015, em Paris no ataque terrorista ao Teatro Bataclan e Luca Russo, um engenheiro de 25 anos, foi atingido em 17 de agosto passado na Rambla de Barcelona. Ambos eram da região italiana de Veneto.
“Expressamos nossa proximidade e nossa tristeza às famílias das vítimas e feridos do ataque jihadista de Barcelona”, escreveram Luciana e Alberto Solesin, os pais da cientista assassinada no Bataclan.
Chiara Russo, a irmã do jovem engenheiro, voluntária para a Cruz Verde, indicou que pediram que os órgãos de seu irmão fossem doados.
Referindo-se a essas atitudes, o cardeal disse: “Eu acho que é o caminho certo para responder ao ódio desses terroristas” porque ”o princípio que a Escritura expressa é não deixar-se vencer pelo mal, mas vencer o mal com o bem”. E na reação à dor que os parentes das duas jovens vítimas da origem do Veneto tiveram “nós tivemos um exemplo concreto”.
Sobre o tema dos imigrantes que chegam na Itália fugindo de países em guerra ou situações de fome e a resistência de recepção de alguns setores político, o secretário de Estado reconheceu: “É difícil entrar em qualquer situação particular se você não tem os elementos Para fazê-lo", mas "aqui está o princípio da solidariedade. Esses fenómenos vão juntos. Quanto mais se isolarem e tentarem de defender seus próprio interesses, mais difícil é confrontá-los e resolvê-los do modo certo".
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Abandonó el ELN colombiano gracias a la ayuda de un sacerdote, ahora trabaja por la reconciliación

A pesar de las burlas del guerrillero, el párroco se propuso desde el primer momento ayudarle


29 agosto 2017


El sacerdote colombiano Camilo Torres Restrepo (1929-1966) tras estudiar Sociología en la Universidad Católica de Lovaina (Bélgica) y coherente con su proceso de adhesión a la Teología de la Liberación, cofundó en Colombia la guerrilla “Ejército de Liberación Nacional” (ELN). Aunque Camilo anhelaba un futuro noble para su patria, esa fusión entre sotana y fusil trajo muerte y dolor a millones de personas en Colombia. Situación que podría tener un próximo término, con las recientes negociaciones de paz, tal y como explica Portaluz. Proceso de reconciliación que es fruto de gracias espirituales alcanzadas por la fe y conversión de muchos.

Herney Mauricio Muñoz es un colombiano que ha vivido en carne propia la realidad perversa que impone a sus miembros la guerrilla y hasta hoy se encuentra en proceso de sanar su alma, del dolor que le significa haber dañado a muchas personas mientras era un miembro del ELN. A continuación puedes leer su testimonio, el cual fue grabado por la Arquidiócesis de Bogotá en 2015 y que ahora se difunde gracias a la web Portaluz. Se trata de un “testigo de la misericordia, del perdón y la reconciliación”.


En el desastre surge un ángel guardián
Con 16 años de edad, Herney era un joven hastiado de los conflictos y carencias familiares, limitado por la pobreza, por una educación irregular; todo ello sumado a la violencia que el narcotráfico y la guerrilla imponía en Colombia. Precisamente adherir a los rebeldes le pareció el único camino posible para su vida, máxime pues controlaban la zona donde él vivía.

Su decisión no pasó desapercibida para un sacerdote que sería un ángel de la guarda para el joven… “Él llegó de la nada, él no era de allá. Nunca en la vida me había visto y yo a él tampoco. Dios me lo puso en el camino. Se me arrimó y me preguntó qué es lo que yo hacía y le contesté que yo consumía drogas y mataba gente. Era verdad, pero se lo dije a manera un poco de burla. Él desde ese día me dijo: ‘Yo lo voy a ayudar’. Me reí, me burlé, pues no pensé que iba a ser cierto”.

Sin embargo aquél sacerdote, dice Herney, desde ese día no dejó de visitarlo regularmente, aconsejándolo, animándolo a que tomara un rumbo distinto para su vida. Advertencias que no alcanzaron a evitar que el joven y su familia fueran víctimas de la espiral de violencia en que vivían. Recuerda que “hicieron un atentado: atropellaron a mi abuelo, mi tía, mi hermanito y a mi madre. Me tocó abandonar el pueblo, me interné en el monte”. Así, como muchos otros jóvenes lo padecieron, sería absorbido por el ELN, su nueva ‘familia’. El mismo día que partía, recuerda que apareció en el pueblo el sacerdote y le contó lo arrepentido que estaba de la vida que llevaba; agregando que sentía era ya tarde para él, pues de no escapar al monte con la guerrilla lo iban a matar.

“En esa lucha incansable, un día, él estaba presidiendo una santa misa en una vereda de este pueblo. Yo estaba allí y me vio. Me dijo: ‘Yo voy a hablar con sus comandantes para que lo dejen ir, yo me voy a hacer responsable de usted’. Le dije: ‘No padre, si usted hace eso nos van a matar a los dos, no haga eso’. Insistió él preguntándome: ‘¿Quién es el que está con usted?, ¿acaso ese?’, señaló (indicando a uno que me acompañaba). ‘No, es otra persona’, respondí. Así comenzó esta lucha de Dios que no me dejaba y finalmente yo deserté de este grupo”.


La confesión
Cuando el sacerdote logró coordinar la huida de Herney, acordaron que debía irse a otra región del país. En la despedida, dice, le recordó cuánta misericordia estaba teniendo Dios con él al darle esta oportunidad y esas palabras –agrega- se anidaron en su alma. Efectivamente, nada más llegar a Cali, camino a su destino final, se dio el tiempo de ir hasta la catedral donde se confesó. Y no sería un momento grato para el ex-guerrillero: “Cuando me confesé era época de una violencia impresionante. El sacerdote me echó la bendición, asomó la cabeza del confesionario, miró para todos lados y me dijo que me fuera. Yo pues me sentí como mal, pero igual seguí en ese proceso de conversión”.

Herney hubo de continuar varios meses huyendo de un sitio a otro. A la distancia el sacerdote siempre le apoyaba. Cuando aquél período donde temía por su vida finalizó y pudo afincarse en un nuevo lugar se unió a un movimiento mariano que ha marcado benéficamente su vida según él mismo destaca: “Mi real conversión fue cuando conocí el grupo Lazos de Amor Mariano; yo pertenezco a él. Aprendí a querer a la Santísima Virgen, adoro a Dios sobre todas las cosas. Venero a la Santísima Virgen. Ella me enseñó el camino, es la intercesora mía ante Dios por todos mis pecados”.

El perdón que sana
Es su conversión la que finalmente da sentido a este testimonio en el que Herney Mauricio Muñoz pide perdón a las víctimas y a sus familias:

“Que nos perdonen por el mal que hicimos. Uno no es capaz de devolver esas víctimas… a la gente que uno asesinó e hizo daño, uno no es capaz de volverlas. Dios, Jesucristo, Él simplemente nos lo dio el perdón, nos lo regaló, se inmoló en la cruz. Entregó su vida, tuvo una muerte desastrosa y si él simplemente nos regaló ese perdón (se emociona) ¿por qué no nos lo pueden dar a nosotros? En este proceso que estamos de verdad que me arrepiento de todo corazón. Hablo desde el amor de Dios y, yo digo que he sido bendecido por él. Por todo esto tan maravilloso que me pasa, por tener la oportunidad de pedir perdón. De pedir ese perdón que de verdad que lo anhelo, lo espero… y perdonarme yo mismo”.



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La monja que salva enfermos mentales en Costa de Marfil, donde los niños «endemoniados» desaparecen

Es religiosa y enfermera, la conocen como Soro Gnenetcho, "mujer del cielo"


29 agosto 2017


Mercedes García Hurtado es hermana de la Caridad de Santa Ana y enfermera. Trabajó durante 25 años en un hospital psiquiátrico en Tarragona y en 2012 llegó hasta Costa de Marfil “porque siempre quise ser misionera, pero me quedé en España más de 20 años para cuidar a mi madre enferma”. Además de atender el dispensario, Soro Gnenetcho –que quiere decir mujer del cielo, como la llaman en su aldea– atiende y hasta en ocasiones salva la vida a las personas con discapacidad intelectual o enfermedades psiquiátricas en un país lleno de tabús y creencias animistas que las consideran espíritus a los que hacen desaparecer. Mercè, como la llaman en su tierra, pide ayuda, porque se necesitan medios para las personas con discapacidad intelectual puedan tener las mismas oportunidades que los demás. Cristina Sánchez Aguilar, de Alfa y Omega, la ha entrevistado.



- ¿Cómo que desaparecen?
- Los marfileños consideran que los enfermos mentales tienen demonios dentro porque han hecho algo mal. Sus familias los llevan a curanderos, cuando no los abandonan en el campo. El marabú practica un ritual místico y los hace desaparecer.

- Pero… ¿dónde van a parar?
- El ritual consiste en aplicar unas hierbas y esparcir agua sobre su cuerpo. Si es una serpiente, la persona comenzará a moverse y se transformará en una cobra, y entonces desaparecerá. Si es un genio comenzará a dar vueltas sobre sí mismo como un remolino y desaparecerá también. En cambio, si se trata de un hombre se quedará quieto, aunque, eso sí, el espíritu no desaparecerá de su cuerpo, pero su familia deberá aceptarlo y llevarlo de nuevo a casa. La gente que ha ido a estos curanderos nunca más aparece… no sabemos dónde están, nadie los vuelve a ver. Y la familia tiene que estar contenta, porque si no, al próximo embarazo también caerá la maldición.

- ¿Los matan?
- No lo sabemos.


- ¿Y cómo trabaja una enfermera experta en psiquiatría entre tanta creencia mágica?
- Es difícil, porque cambiar el mundo de las creencias es casi imposible. Por ejemplo, a las personas con síndrome de Down o a los epilépticos ni se los toca porque creen que son contagiosos, los echan de la escuela o el trabajo… Es todo un estigma.

- Se quedarán pasmados cuando la ven a usted acercarse a los personas con enfermedades mentales.
- Tanto que me llaman Soro Gnenetcho, que significa mujer del cielo. Ven extraordinario –pero en positivo– que me acerque a esos espíritus que echan espuma por la boca y los atienda con cariño y atención.

- En un entorno así la parte evangelizadora también tiene pinta de ser difícil.
- Es otro buen desafío. Aquí el cristianismo lleva 100 años, está muy poco arraigado. Pero, eso sí, en sus creencias también hay un solo dios, y además es mujer.


- Entonces predican con sus obras.
- Atendemos un pequeño dispensario al que vienen enfermos de todas las aldeas de alrededor. Son muy pobres, pero es curioso el culto a los muertos tan desarrollado que tienen. Cuando fallece alguien de la familia hacen un gran despliegue de actos, gastan todo lo que tienen en comidas… de hecho, no hay fecha para enterrarlos. Yo sé de familias que tienen un miembro sin enterrar desde hace 20 años porque no se han reunido todavía todos. Este momento es crucial para ellos, porque se tiene que hacer bien el traspaso a la otra orilla.

- La clave, aunque parezca un lugar común, es la educación.
- Sí, pero no creas, es difícil con los jóvenes. Aquí hay un rito, el del bosque sagrado, una iniciación en la que el muchacho entra en la edad adulta. Los jóvenes se pasan casi un año dentro del bosque sin poder salir. Si se ponen enfermos, tienen que curarse a base de hierbas, y muchos mueren en el intento. Si la novia o la madre va a ponerle un plato de comida y al día siguiente está intacto es que ha muerto. Las religiosas que están en la escuela están enfadadísimas porque, claro, los muchachos dejan durante mucho tiempo de ir a clase.

- ¿Y las mujeres?
- No van al colegio. Aquí la mujer está para trabajar en el campo, para tener hijos –varones, porque si no corre el riesgo de ser abandonada– y para casarse de niñas con hombres mucho más mayores. Son un cero a la izquierda, son esclavas. Por ponerte un ejemplo de lo más cotidiano, en los funerales preparan comida para cientos de personas y, si hay solo una silla, el hombre nunca permitirá que ella se siente a descansar. Se sienta él.



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segunda-feira, 28 de agosto de 2017

Fue violada y quedó embarazada: le contó a Dios todo su dolor y su miedo, y nunca se arrepintió

Gracias a su fe y al apoyo de su familia apostó por la vida


28 agosto 2017


Paula Love es actualmente una feliz madre de dos hijos y abuela orgullosa de dos nietos. Vive con su familia en las tranquilas montañas de Montana, cuidando del jardín y de sus animales de granja, pero su historia fue dolorosa. Siendo aún muy joven fue drogada y violada. A continuación puedes leer su testimonio escrito en primera persona tomado de la web de Salvar El 1, en donde ella colabora habitualmente.

En la víspera de Año Nuevo de 1991, fui invitada a ir a jugar a bolos con un pequeño grupo de personas a quienes no conocía muy bien. Jugamos y bebimos, pero no recuerdo mucho más. No recuerdo haber salido de la bolera, pero recuerdo haber visto faros en nuestro camino hacia alguna parte.

Engañada y drogada
No tengo ni idea de cómo me metí en la habitación de un hotel. Sólo recuerdo abrir los ojos y saber que alguien estaba encima de mí. Me costó un minuto comprender lo que estaba sucediendo. Me sentí aturdida. Una vez que me di cuenta de la situación en la que estaba, mi mente se estremeció gritando que arrojara a ese hombre lejos de mí, pero mi cuerpo no hacía lo que yo le pedía. No tenía fuerzas. Ninguna. Era un peso muerto. Estoy segura de que estaba drogada. Miré mis manos caídas a mi costado y seguía diciéndome: "Levanta tus manos; ¡Échale!" Las miré de nuevo esperando que hicieran lo que les estaba diciendo, pero nunca lo hicieron y yo volví a perder el conocimiento.


Después de despertar desnuda, confundida, con frío y aterrorizada, encontré mi camino a casa. No dejé mucho mi hogar esos días... Eso duró algunas semanas. No le conté a nadie lo que pasó. Me sentía deprimida y sucia, y no me levantaba de la cama muy a menudo. Entonces, cuando parecía que iba a salir de aquella confusa situación, comencé a sentirme enferma, cada mañana.

"El corazón de mi hijo"
Busqué en la guía telefónica y encontré un lugar especializado en "embarazos de crisis". Llamé y concerté una cita. Recuerdo que fue el 14 de febrero de 1991, día de San Valentín. Oriné en una taza y esperé los resultados pero ya sabía la respuesta. La señora llegó a la sala de espera y me llevó de vuelta a una habitación para darme mis resultados donde varias auxiliares estaban esperando. Me dijeron que estaba embarazada y tenían un video para mí. Observé. Observé el ciclo de vida del bebé en mi vientre. Aprendí sobre el desarrollo del corazón. Ese bebé que crecía en mi seno tenía ya un corazón que latía. Cuando salí del edificio, no podía quitar ese pensamiento de mi cabeza: el latido del corazón.

Me alejé de allí como una muchacha muy asustada de 18 años y sentí que tenía que decírselo a alguien. Elegí a mi hermana. Cuando llegué a casa, la vi tan hermosa con un vestido rojo, ocupada inflando globos, preparándose para su fiesta de compromiso con su futuro esposo. Estábamos ella y yo solas en la habitación. "Estoy embarazada." No sentí la emoción del momento, pero mi hermana se hizo cargo de la situación y eso me dio esperanza. Podía sentir mi desesperación, pero nunca vaciló.

Una por una, les conté a las personas cercanas a mí sobre el "incidente" y sobre el embarazo. Tuve la bendición de tener una familia amorosa y solidaria. Siempre hemos sido muy cercanos. Estoy agradecida de estar rodeada de su amor. Su cariño me acompañaría durante los siguiente ocho meses de embarazo, y mucho más allá.


Dios, ahí presente
Una noche antes de acostarme empecé a orar a Dios. Mi papá era pastor en su iglesia. Mis padres habían sido misioneros siendo yo muy joven y había sido criada en la iglesia toda mi vida. Mientras estaba allí orando, le conté a Dios todo mi dolor y mi miedo. Le dije que elegía la vida de ese bebé y que estábamos en sus manos.

Abrí los ojos a la mañana siguiente y estuve un tiempo contemplando el techo de la habitación. Durante la noche había tenido un vívido sueño. Soñé que tenía una niña saludable, pelirroja, hermosa. Me pregunté a mí misma, ¿pelirroja?

El 12 de octubre de 1991, comenzaron las contracciones. Llamé a mi hermano que no estaba muy lejos. Después de colocar bolsas de basura en todos los asientos, me llevó en coche al hospital. Mi mamá pronto se reunió con nosotros. Ahora estábamos sólo el doctor, ella y yo en la habitación. En aquel momento comprendí que todo aquello era una realidad.

Pasaron doce horas y finalmente Kayla Ann vino al mundo. Mi madre la sostuvo brevemente, contó los dedos de las manos y de los pies y luego me entregó a mi niña sana, de cabeza roja, hermosa, como en mi sueño, sólo que mejor.


Nunca se ha arrepentido
Kayla Ann se casó hace unos años. Ella me pidió que la acompañara al altar. Mientras caminábamos juntas por el pasillo, llenas de gozo, recordé en un instante todo lo que había vivido. Nunca he guardado un solo lamento.

Siempre hubo una voz en mi cabeza que me decía que el aborto lo habría arreglado todo. La verdad es que, apostando por la vida todo tuvo solución. Agradezco cada instante que no cayera en el engaño que supone el aborto. Mi hija y los dos increíbles nietos que me ha regalado lo han arreglado todo. Han convertido mi dolor en auténtico gozo.



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Luanga, el P. Pro, el P. Kolbe y Margarita Clitherow, cuatro santos que se enfrentaron a dictadores

Actualmente y no tan lejos de nosotros sigue habiendo persecución religiosa


28 agosto 2017


Michael Rennier explica en Aleteia que todavía recuerda lo que le impactó la primera vez que vió esa imagen infame de 21 cristianos vestidos con un mono naranja obligados a arrodillarse en la playa. La imagen fue tomada instantes antes de ser decapitados por terroristas musulmanes de ISIS. La crudeza y la violencia de la imagen "me dieron náuseas", explica este periodista y diácono permanente norteamericano. En esas mismas fechas, recuerda Rennier, hubo otro aniversario de la violencia contra personas de fe: el aniversario del Día de la Bastilla, que supuso el comienzo de una persecución contra la Iglesia que produjo el exilio o asesinato de unos 30.000 sacerdotes católicos. Como se ve, aquel no fue un incidente histórico aislado y sigue habiendo persecución de cristianos por todo el mundo. Lee su artículo a continuación.

No son solo grupos revolucionarios, rebeldes o extremistas violentos los perseguidores, sino que a veces un mismo gobierno es el que se vuelve contra sus propios ciudadanos. Por ejemplo, bajo la dictadura de Kim Jong-un, Corea del Norte sigue siendo implacablemente hostil al cristianismo y a los derechos humanos básicos.

No es demasiado disparatado imaginar que cualquiera de los que leen este artículo ahora mismo podría terminar pasando al menos parte de su vida bajo un régimen represivo o un dictador hostil. Pensamos que es algo que nunca puede pasarnos… hasta que nos pasa.

Me pregunto cómo reaccionaría yo de ser llamado a renunciar a todo por mis creencias, en particular para defender una sociedad justa. Si podría encontrar la valentía para hacerlo es simple especulación, pero sí encuentro motivación al reflexionar sobre santos que vivieron no hace tanto y no demasiado lejos, y que plantaron cara a dictadores y perseguidores. Nunca retrocedieron y, a su modo, todos salieron triunfantes.


Carlos Luanga, en Africa
Carlos Luanga fue asesinado junto a otros 22 jóvenes en 1887 por Mwanga, gobernante de una tribu ugandesa llamada Babadan. Mwanga exigía absoluta lealtad de sus súbditos y especialmente de su círculo más próximo. Carlos era el jefe de los pajes reales, un grupo de jóvenes conocidos por sus habilidades atléticas y su aspecto atractivo.

Entre otras obligaciones, estos pajes reales debían inclinarse ante Mwanga, luchar por él sin hacer preguntas e incluso estar disponibles para él sexualmente. Con Carlos como su líder, terminaron por plantarle cara y rechazar sus exigencias. Como resultado, fueron ejecutados.

Puede resultar intimidatorio que un gobierno exija cooperación con lo que podríamos considerar actos inmorales, aunque en cualquier sociedad hay un tira y afloja constante al respecto. Sin embargo, Carlos nos muestra que es mejor permanecer fieles a nuestros principios independientemente del coste. Al final, murió tratando de proteger a sus amigos del abuso e incluso perdonó a quienes le perseguían.


Miguel Pro, en México
En la década de 1920, México caía en las manos de un represivo dictador marxista llamado Plutarco Elías Calles.

Calles acosó a todos los que se cruzaron en su camino y, a su modo de ver, una de las organizaciones que más se interponían era la Iglesia católica, a la que decidió erradicar exiliando o asesinando a sacerdotes.

Uno de los sacerdotes fue Miguel Pro, quien, en vez de abandonar México para salvar su propia vida, se escondió y continuó rezando clandestinamente con feligreses y ejerciendo su ministerio para con ellos.

Terminó por ser capturado y ejecutado por un pelotón de fusilamiento, pero su legado perdura y su fe en que las personas tienen derecho a la libertad religiosa demostró ser mucho más duradera que la ideología represiva de Calles.

La libertad religiosa es un derecho natural precioso por el que merece la pena lucharcontra cualquiera que amenace con arrebatárnoslo.


Margarita Clitherow, en Inglaterra
Margarita, también conocida como “la Perla de York”, vivió y murió en Inglaterra en el siglo XVI. La reina Isabel I, una de las hijas de Enrique VIII, había ascendido al trono y empezado a comportarse de manera dictatorial, en especial al prohibir la libertad religiosa en Inglaterra.

Muchos grupos fueron perseguidos durante este tiempo y el peso cayó con más notoriedad sobre los sacerdotes jesuitas, que fueron perseguidos y ejecutados despiadadamente.

Otros que se negaron a suscribir la Iglesia estatal oficial fueron castigados con multas ruinosas y vetados del servicio gubernamental.

Margarita se solidarizó con estos sacerdotes perseguidos y a menudo los escondía en su casa para mantenerlos a salvo. Con el tiempo la cogieron y, cuando se negó a rechazar su fe, fue condenada por crímenes contra el Estado y aplastada hasta morir bajo el peso de piedras. Arriesgando su propia seguridad, Margarita desafió las exigencias injustas de la reina de traicionar a otros seres humanos.

Incluso hoy podemos encontrarnos en situaciones similares y Margarita nos muestra el mejor camino: es mejor amar y proteger al prójimo incluso cuando hay una presión enorme para transigir.


Maximiliano Kolbe, en Polonia
Maximiliano Kolbe fue un sacerdote polaco que vivió durante la Segunda Guerra Mundial. Fue un famoso escritor espiritual que tenía muchos lectores en un periódico mensual que había fundado. Tras la invasión alemana de Polonia, empezó a escribir artículos contra los nazis. Al mismo tiempo, usó su monasterio para esconder a unos 2.000 judíos que huían de la persecución.

Con el tiempo, sus actividades le valieron su arresto y encarcelamiento en el infame campo de concentración de Auschwitz. Su tiempo allí culminó con su muerte por inanición cuando se ofreció voluntario para cambiarse por otro prisionero y aceptar su castigo en su lugar para salvar al otro hombre.

Ciertamente, incluso en las circunstancias más funestas, como en un campo de muerte nazi, es posible que un ser humano se comporte con inmenso amor y dignidad. Hitler pudo conquistar temporalmente Polonia, pero nunca pudo conquistar el corazón y el alma de Maximiliano Kolbe.
Ningún dictador ni gobierno puede controlar a una persona mientras conserve su dignidad interior y permanezca fiel a sus valores y creencias.



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domingo, 27 de agosto de 2017

Altares




Reabertura da Campanha "Cáritas Com Portugal Abraça as Vítimas dos Incêndios"




Azul e cor-de-rosa

A Porto Editora teve a ideia de lançar um livro lúdico, de jogos e problemas, para crianças dos quatro aos seis anos. E, convencida que meninos e meninas não têm as mesmas motivações, fez duas versões do mesmo trabalho: uma supostamente mais motivadora dos interesses dos meninos e outra supostamente mais motivadora dos interesses das meninas. (E digo «supostamente» porque não sei se, do ponto de vista técnico, motivacional, o trabalho está bem ou mal concebido. Só sei e só falo do objectivo: construir um livro de problemas lúdicos, um para meninas e outro para meninos). Foi uma imprudência. Evidente e previsível nos tempos que vão correndo. E como se uma imprudência não bastasse, juntaram-lhe uma outra: o livro das meninas é cor-de-rosa e o dos meninos, azul – as cores convencionais (anacrónicas, burguesas, conservadoras, provincianas e mesmo «pires») das meninas e dos meninos. Todo o «establishement» bem pensante do Estado a que chegámos, caiu em cima da Porto Editora: que não há tarefas motivadoras do sexo (ou do «género», como eles dizem) masculino ou feminino; muito menos tarefas mais adequadas a um ou outro: que não há diferenças entre masculino e feminino; que o livro é um retrocesso no processo educativo que desde há anos se vem, laboriosa e subtilmente, instalando na pedagogia oficial, educando para a anulação da diferença; etc, etc, etc. Uma das «autoridades pedagógicas» ouvidas preconizou mesmo a retirada pura e simples do mercado dos referidos livros. E – pasme-se! – foi isso mesmo que acabou por acontecer! Eu compreendo – discordo mas compreendo – que haja em Portugal um «lobby gay», anonimamente instalado nas mais altas instâncias da política e do pensamento, que pretenda toda uma acção educativa – institucional ou não, formal ou informal – tendente a instilar nas mentes juvenis que é tudo igual, que é «careta» ideia de um sexo masculino e outro feminino, que os dois se fundem num só sexo. Ou melhor: num só género – o género «gay». Reconheço-lhes o direito de assim pensarem e de lutarem pelas suas ideias. Desde que nos reconheçam a nós, os que assim não pensamos, o direito de lutar pelas nossas com os argumentos culturais, racionais e científicos que nos assistem. O que não podemos aceitar (nem consentir) é que o Poder político se intrometa no assunto pretendendo dirimir um conflito de ideias que apenas com ideias deve ser dirimido e nunca com decisões do Poder constituído. Ora, num primeiro momento, a Porto Editora respondeu bem aos ataques dizendo que as crianças gostam, os pais compram, o livro vende-se bem… Mas, logo a seguir, as televisões disseram que o Governo «pediu» à Editora que retirasse o livro do mercado e esta, com um tão amplo mercado na área escolar… cedeu. O Governo «pediu». Mas quem do Governo? E com que direito se fazem, em Democracia, «pedidos» com cheiro a chantagem? A P.I.D.E. apreendia livros de que não gostava. Estaline mandava os autores para o «goulag».

Agora, seráfica, cândida e hipocritamente, «pede-se» que sejam retirados…

Nota: por decisão do autor, este texto não obedece ao impropriamente chamado acordo ortográfico.

M. MOURA PACHECO Professor universitário aposentado
27.08.17 / DOMINGO / DIÁRIO DO MINHO 19



Hijos de hogares rotos y madres gestantes, bajo el carisma de acogida de las Madres de Desamparados

27 agosto 2017


La Madre Paloma, nueva superiora general, junto al
cardenal Juan José Omella, arzobispo de Barcelona.
El pasado 22 de julio, y tras una misa oficiada por el cardenal Juan José Omella, arzobispo de Barcelona, el capítulo general de la Congregación de las Madres de Desamparados y San José de la Montaña eligió como superiora general a la madre Paloma García de San José (del Río). Tiene 44 años, es natural de la provincia de Toledo y licenciada en Periodismo por la Universidad Complutense de Madrid, y hasta ahora ejercía la responsabilidad de superiora del Real Santuario de San José de la Montaña, en la Ciudad Condal.

-¿Cuál es el carisma de Madres de Desamparados?
-El carisma de las Madres de Desamparados, congregación fundada por la Beata Petra de San José (1845-1906) en el año 1880, es el Amor Misericordioso, salir al encuentro de las necesidades materiales y espirituales para remediarlas. Desde nuestros inicios siempre hemos atendido a los dos sectores más frágiles de nuestra sociedad, niños y ancianos, en hogares, colegios y residencias para mayores. Nuestro carisma ha ido evolucionando también con el tiempo adecuándose a las necesidades de la sociedad, pero siempre al servicio de los más necesitados.

-¿Cuál ha sido su trayectoria en la congregación hasta la elección?
-Ingresé en la congregación de Madres de Desamparados y San José de la Montaña en 1995. Tras realizar el noviciado en la casa generalicia de Valencia, pasé a la comunidad de Madrid, en el barrio de Ciudad Lineal, donde tenemos un hogar de niñas sin recursos, la mayoría de ellas hijas de inmigrantes. Apenas permanecí un año en esa casa, pasando a la comunidad del Santuario de San José de la Montaña en Barcelona, donde he permanecido 18 años ininterrumpidos, desde 1999. Por los estudios realizados antes de entrar en la congregación, me pusieron al frente de una revista josefina, fundada por la Beata Petra de San José, La Montaña de San José. Poco a poco fui compaginando mi labor al frente de la publicación con la atención a los 60 niños y niñasque acogemos también en el Santuario de Barcelona, tutelados por la Generalitat de Cataluña y provenientes de familias desestructuradas. Con el paso de los años fui adquiriendo más responsabilidades al frente de la casa. En el año 2003 asumí la dirección de los hogares y desde el 2012 también pasé a ser la superiora de la comunidad. Ahora en el capítulo general que hemos celebrado este mes de julio, el día 22, mis hermanas me han pedido que acepte el servicio como superiora general de la congregación.

La Madre Paloma, en el centro de la imagen, junto al nuevo gobierno general de la congregación.
-Háblenos de su otra vocación, la periodística, y de cómo ha podido desarrollarla en la congregación.
-Toda mi etapa educativa en Talavera la pasé en el colegio de los Sagrados Corazones de las Madres Agustinas. Con ese corazón inquieto, propio de la familia de San Agustín, comencé mi carrera universitaria en Madrid. Todo lo relacionado con los medios de comunicación me ha apasionado desde siempre. Al tiempo que estudiaba comencé a hacer prácticas en diversos periódicos de Talavera, así como en radio, en la cadena COPE. En Madrid estuve en la residencia universitaria que tiene la congregación y fue allí donde tuve el contacto con las madres. Al mismo tiempo que estudiaba conocí los apostolados que desarrollaban las madres, sobre todo el hogar de niñas que hay también en Madrid, y poco a poco fui descubriendo que el Señor me estaba llamando a algo más. Ahora tenía un carisma delante con el que me identificaba como forma de vida. Eso no supuso que no siguiese apasionándome todo lo relacionado con los medios de comunicación y el periodismo. Desde mi ingreso en la congregación he tenido la suerte de poder desarrollar mi labor como periodista tanto a nivel externo, con la revista que editamos desde el santuario de Barcelona, como a nivel interno, con publicaciones propias de la congregación. He tenido oportunidad de seguir formándome para orientar mi labor dentro de los medios de comunicación en la Iglesia. Aunque el tiempo, poco a poco, ha ido dirigiendo mis pasos hacia otras funciones, todo lo relacionado con el periodismo, la presencia de la Iglesia en las redes sociales... es algo que me sigue apasionando.

Santuario de San José de la Montaña, en Barcelona. A la izquierda de la imagen, la Capilla de San José.
-¿Qué supone el Santuario de San José de la Montaña para Barcelona?
-El Santuario de San José de la Montaña, inaugurado en 1902, es el primer santuario del mundo dedicado a la figura del santo patriarca. Durante más de cien años miles de personas han acudido a encomendarse a San José, "el de la Montaña", que también es la primera imagen coronada del santo, en 1921. Dentro de la religiosidad popular y en la tradición de la ciudad de Barcelona, el Santuario de San José de la Montaña ocupa un lugar especial. Como foco de peregrinación, son miles los devotos que a lo largo del año nos visitan. Como lugar de culto y evangelización intentamos vivir abiertas a los signos de los tiempos acogiendo a todo el que llega al santuario buscando a Dios. En la ciudad condal la devoción a San José de la Montaña es muy querida. Muchos son los que, desde diferentes lugares del mundo, acuden expresamente a Barcelona para visitar a San José de la Montaña. Aquí la Beata Petra de San José supo estar abierta a la voluntad de Dios y con su fe y confianza levantó un foco de devoción josefina que continúa vivo y acoge a todo el que llega.


-Recién elegida por sus hermanas como Madre General, ¿hacia dónde dirigiría sus primeros desvelos?
-Mi primera mirada va dirigida en general a toda la congregación. Las personas que conformamos el nuevo gobierno hemos de caminar, desde la cercanía, al lado de todas nuestras hermanas. Ser capaces de generar ilusión y ver cómo han de adaptarse las hijas de Madre Petra al tiempo que vivimos. Revitalizar nuestras obras para que realmente continúen siendo lugares de acogida para los más necesitados de nuestra sociedad.

-¿Cómo actualiza la congregación, hoy en día, el carisma de Madre Petra?
-Es evidente que nuestras obras, nuestros apostolados, han de caminar al lado de la sociedad. El carisma es algo vivo y uno de los retos grandes que se nos presentan, en la actualidad, es seguir adecuándolo a los signos de los tiempos, como habría hecho Madre Petra. En Barcelona, por ejemplo, la obra social comenzó siendo para niñas huérfanas y en la actualidad los niños y niñas que acogemos ya no lo son, provienen de entornos desestructurados. En Gijón hace unos años nos pidieron abrirnos a una realidad a la que se necesitaba dar una respuesta de Iglesia: una casa para madres gestantes que querían seguir adelante con su embarazo y no tenían ninguna ayuda. Hemos de ser audaces y no tener miedo para ir abriendo puertas al desamparo de hoy día.

La Madre Paloma recibió en 2016 el premio del Consejo General de Hermandades y Cofradías de Barcelona. En la foto, junto al cardenal Lluís Martínez Sistach, arzobispo emérito de Barcelona.
-Finalmente, como casi "hija adoptiva" de Barcelona por su estancia tantos años en la Ciudad Condal, ¿que ha supuesto su primera "visita oficial" con el Consejo a los pies de la Moreneta?
-Poder subir a Montserrat siempre es un privilegio. He vivido con mucha intensidad estos 18 años en Barcelona. Me llevo el corazón lleno del cariño de tanta y tanta gente con la que he tenido oportunidad de compartir mi vida y misión. He tenido la oportunidad de visitar muchas veces a la Moreneta en todo este tiempo. Cuando el día después de la elección de todo el gobierno general tuvimos la oportunidad de subir a Montserrat fue también como poner a los pies de la madre todo el trabajo que hemos de realizar a partir de ahora, para que ella lo guarde, como buena madre, en su corazón. No fue una despedida, sino una acción de gracias: por todo los dones recibidos en estos años en esta tierra de Cataluña y para que nos ayude en nuestra nueva etapa.



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