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sábado, 2 de março de 2019

O “maior e mais natural protagonismo” das mulheres no mundo protestante e evangélico

O papel das mulheres nas diferentes igrejas protestantes, anglicanas e evangélicas é encarado de formas muito diversas, devido à abundante quantidade de diferentes confissões existentes nestes campos do cristianismo (no caso das igrejas ortodoxas, a realidade é, em grande parte, semelhante ao catolicismo).
A ordenação de mulheres e os cargos da maior responsabilidade nessas confissões cristãs – explica a socióloga Helena Vilaça, da Faculdade de Letras da Universidade do Porto, que tem estudado a religião em Portugal – surgem na sequência da Reforma protestante. As cinco sola (só a graça, só a fé, só a Escritura, só Cristo e a Deus toda a honra e glória) contribuem também para o individualismo da modernidade, pois colocam o homem sozinho perante Deus e a sua consciência.
O facto de a autoridade ser atribuída sobretudo à Bíblia acaba por levar, num processo muito centro e indireto, à união do poder secular com o poder religioso: “No século XVI, os movimentos sociais eram movimentos religiosos. O poder secular começa a aderir à religião quando Lutero tem o apoio dos príncipes. Calvino também tem apoio secular e a ruptura de Henrique VIII acaba por fundar o anglicanismo. Uma vez mais, começa a surgir uma união de poder político e religioso na Europa”, diz a socióloga, em conversa com o 7MARGENS.
Nos países que se tornam protestantes, o facto de o poder político dominar o poder religioso tem consequências no papel das mulheres nas diferentes confissões, pois há uma pressão do próprio Estado para mudanças que beneficiem a agenda política: “Se o Estado está a defender a igualdade das mulheres, vai pressionar para que as igrejas de Estado também ordenem mulheres. Há pressão do poder secular sobre o poder religioso”, explica a socióloga.
Noutra vertente, e também por ter a Bíblia como principal fonte de autoridade, há uma defesa do sacerdócio universal: “Embora exista alguma hierarquia no protestantismo, o que se defende é o sacerdócio universal de todos os crentes. Ou seja: todos pecaram e estão privados da glória de Deus, como se lê na Carta de São Paulo aos Romanos. E, apesar de haver pastores, padres, bispos e diáconos, somos todos iguais e estamos todos num processo de santificação. Nesse sentido, qualquer crente tem um sacerdócio universal, incluindo as mulheres.”
Nas três igrejas históricas, as mulheres ordenadas surgem a partir do século XX: o anglicanismo começa por ter leitoras leigas, em 1917, e a primeira pastora anglicana é ordenada em Hong Kong em 1944 – a primeira mulher bispo surge em 1988 nos Estados Unidos, em Massachussets; os luteranos têm a primeira pastora em 1948; e os reformados em 1956.
Mas o protestantismo é um mundo muito mais vasto e muitos grupos que surgem no século XVII e XVIII “opõem-se ao casamento entre Estado e Igreja”. É o caso dos Quakers, Baptistas e Metodistas. Mas “não é por isso que deixam de dar menos importância à mulher”, diz a socióloga.
 
Uma flexibilidade que permite o protagonismo
No século XVII, nos Quakers havia mulheres pregadoras e, nos Metodistas, as mulheres organizavam as chamadas classes metodistas (reuniões em casa de famílias) e podiam pregar e anunciar a palavra. Helena Vilaça nota que, quando as estruturas são menos rígidas, as mulheres têm maior protagonismo: “Aos olhos de uma leitura linear secular podem parecer igrejas conservadoras, mas é preciso olhar de todas as perspectivas.”
Para a investigadora, outro dado muito interessante é a importância das mulheres dos pastores: “Há igrejas também evangélicas como os baptistas que, na sua maioria, não ordenam mulheres, por esse princípio não ser explicitamente bíblico. Mas as mulheres, e principalmente a mulher do pastor, têm um papel fundamental na igreja.”
O princípio “só a Escritura” acabaria por ser um dos fatores que contribuiu para a progressiva afirmação do papel da mulher nas correntes protestantes e evangélicas do cristianismo (Foto © Pixabay)

“Principalmente em algumas igrejas de matriz pentecostal, as mulheres tornaram-se pastoras sem terem passado por discussões ou debates e as mulheres de pastores são também chamadas pastoras”, nota Helena Vilaça. “Há um facto sociologicamente fascinante: nas últimas décadas, verificou-se, por exemplo, em igrejas de raiz pentecostal consideradas conservadoras em muitos aspectosl, que as mulheres, que não valorizam tanto a formação teológica, passaram a ter protagonismo e a tornar-se pastoras, sem ter de passar pela burocracia dos sínodos e assembleias que existem em outras igrejas protestantes e evangélicas, tornando-se pastoras muitas vezes pelo simples facto de serem esposas de pastores.” Essas igrejas acabam por ter uma flexibilidade que permitiu às mulheres um maior e mais natural protagonismo, sublinha.
Os elementos mais importantes neste tema, resume a socióloga, é que as igrejas protestantes e evangélicas colocam a igualdade perante Deus e a complementaridade de funções como elementos decisivos e fundamentais. 
Com a criação, em 1948, do Conselho Mundial (ou Ecuménico) de Igrejas (CMI), que reúne 350 igrejas protestantes e ortodoxas, a mensagem da promoção dos direitos da mulher acabou por se disseminar. Em 1953, o CMI iniciou o programa Mulher na Igreja e na Sociedade, que começou com a proclamação de que a renovação da vida dignificada após a II Guerra Mundial só seria possível se as mulheres fossem “uma parte ativa de todas as iniciativas de justiça e paz das igrejas na sociedade“.

As mudanças trazem esperança sobretudo aos mais novos
Ainda assim, nem todas as mulheres estão satisfeitas com o papel que a religião lhes dá. Enquanto que muitas mudam de denominação, outras acabam por abandonar a fé por sentirem que ela não corresponde a uma visão atual da sociedade.
Num estudo desenvolvido por Sonya Sharma, relativo à relação entre a sexualidade e as igrejas cristãs no Canadá foram recolhidos testemunhos de várias jovens que se diziam confinadas pelas mensagens relativas à sexualidade e aos seus corpos. Anita, 28, afirma  que se sentiu mais confortável consigo mesma após deixar a Igreja Baptista. Jenny, uma mulher de meia-idade noutra Igreja Evangélica partilhou que se sentia infeliz com a sua posição na congregação: participava ativamente na vida da Igreja mas sentia que, por ser solteira, não era tida em conta para posições de liderança.
A autora analisa que “o desequilibro numeral de géneros dentro das igrejas, as proibições relativas a relações pré-maritais e a prática da homogamia religiosa, não só colocou o foco nas mulheres solteiras como reduziu a possibilidade de as mesmas encontrarem parceiros que elas ou a igreja aprovem.”
Em 2008, o CMI promoveu um encontro de mulheres ortodoxas que reivindicavam mais direitos como o melhor acesso e fundos para o estudo da teologia, a inclusão nos organismos administrativos, o reconhecimento da biologia e dignidade feminina (ciclo menstrual, abortos) nas preces e práticas associadas com estas e uma maior participação nos cargos menores (acólito) e maiores (pastoras).
Dentro das várias denominações, as mulheres continuam a ultrapassar marcos. Em 2012, uma mulher sul-africana foi escolhida como a segunda mulher-bispo anglicana em África. Em 2015, a Igreja de Inglaterra consagrou a primeira mulher-bispo, Libby Lane.
No ano passado, a Igreja Evangélica Luterana nos Estados Unidos, elegeu 17 mulheres para guiar as várias divisões geográficas (65 no total), o maior número de mulheres-bispos até à data. Uma delas, Negrón Caamaño, deu conta da realidade de Porto Rico, onde a maioria das pessoas que vão à igreja são mulheres e metade dos pastores também. Helena Vilaça nota, a este propósito, que a ordenação de mulheres não é um fator automático de vitalidade das igrejas. As igrejas tradicionais – luteranas, reformadas e algumas correntes presbiterianas – que adotaram o liberalismo teológico e uma agenda exclusivamente secular são as que estão a sofrer maior erosão.
Comentando o que significava ser uma líder da igreja na era do movimento Me Too, Viviane Thomas-Breitfeld, bispo do Wisconsin, afirmou: “Como uma jovem me disse numa reunião de jovens em Houston: ‘Sinto que posso ficar e fazer parte desta igreja.’ Há uma ideia de que as pessoas que não têm certas características – um homem caucasiano já de alguma idade – não podem liderar. Estas mudanças trazem esperança a muitos, especialmente aos que são mais novos.”
Quão grandes são as diferenças de género dentro de cada religião? E o que querem as mulheres crentes em cada uma das confissões? Até 8 de Março, Dia Internacional da Mulher, o 7MARGENS irá traçar um retrato da situação das mulheres nas principais confissões e falará dos debates existentes sobre os seus papéis dentro de diferentes tradições religiosas. 


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Olhares sobre as pessoas com deficiência


Há dias recebi, pelo Facebook, o discurso de uma jovem actriz que revela bem a urgência de olharmos as pessoas com deficiência com outro olhar que não o do modelo médico, que analisa os défices, procurando compensá-los para devolver à sociedade uma pessoa “integrável”, ou seja, conforme às normas sociais no comportamento, no padrão de beleza, na capacidade de competir, etc., etc. Este modelo continua a dominar e, nas últimas décadas, acrescido do receio de os médicos poderem ser processados se “deixarem nascer” seres com anomalias genéticas, sobre as quais impende o prognóstico irracional de serem pessoas cuja vida não vale a pena ser vivida. Quase sempre é dito que será um “vegetal”, assustando os futuros pais em nome duma “raça pura”. Ou passámos para o modelo da prescindibilidade, usado em Esparta na Antiguidade, mas também por Hitler… Raça pura? Zero defeitos? Quem tem?
A diversidade humana é imensa e o olhar com que se olha os outros catalogando-os, é um risco que Sarah Gordy bem descreve. Ouvi-la (ou lê-la, neste caso) é um encanto. Na sua simplicidade, fala para todos nós, que nos sentimos tantas vezes com dúvidas sobre o nosso valor e o sentido das nossas vidas ao longo do ciclo vital! O que ela diz vem directo do coração e dos seus afectos e a força da sua convicção brota da experiência vivida e da vontade de superação e aceitação do que ela é. Aprendamos com ela a olhar a vida com esperança, acreditando que todos temos um lugar único em todas as fases da vida. Em muitos momentos da nossa vida nenhum de nós corresponde às normas sociais referidas acima.
Para os cristãos, quando se preparam para iniciar o tempo de Quaresma, esta mensagem de esperança e de redenção pode tocar muito, como a mim me tocou:
Vamos embora, construir o futuro!
Discurso de Sarah Gordy, actriz de comédia britânica (que por acaso tem trissomia 21). Ela foi recentemente condecorada pela Rainha britânica e é a primeira pessoa com trissomia 21 a receber um diploma honorário numa universidade britânica. A Universidade de Nottingham homenageou a sua carreira de actriz que milita pela inclusão das pessoas com esta diferença genética.
“Não dêem ouvidos à dúvida. Não liguem às etiquetas que vos põem. Acredite em si! Ninguém conhece o seu potencial. Ninguém conhece o seu futuro. Este tem que ser construído por cada um.
Muitas pessoas, frequentemente médicos, pensaram que eu ia viver uma vida muito limitada. Presentemente eu não digo; ajo, faço. Aprendi de cor textos de escritores talentosos. Actuei na televisão, em palcos, na rádio. Não me limito a falar: faço campanhas, sou militante. Sou uma embaixadora da Associação Mencap e falei nas Nações Unidas, no Dia Internacional da Trisomia 21. Não me limito a andar: agora danço!
Se tivesse acreditado no que as pessoas diziam que eu podia ou não podia fazer, não teria feito nada disto. E não estaria aqui, diante de vós, neste palco, olhando para vós com os vossos maravilhosos diplomas!
Nas vossas vidas existirão talvez momentos em que alguém duvidará de vós… Existirão momentos em que duvidarão de vós mesmos. Não dêem ouvidos à dúvida. Não liguem às etiquetas que querem colar-vos à vossa pele. Acreditem em vós! Ninguém conhece o vosso potencial. Ninguém conhece o futuro. Compete-nos a nós construí-lo. Compete-nos a nós decidir o que queremos fazer.
Vamos embora, construir o futuro! Obrigada.”


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Santa Ángela de la Cruz, 2 de marzo

Escultura De Santa Ángela De La Cruz En Sevilla (Wikipedia)
Quiso por encima de todo estar clavada a la cruz de Cristo

MARZO 01, 2019 09:28 *  * TESTIMONIOS DE LA FE

«Pobre con los pobres, así vivió esta humilde monja que quiso por encima de todo estar clavada a la cruz de Cristo. Y este es el signo que vinculó a su nombre, que dio a su fundación y el que marcó su quehacer apostólico»
Ángela Guerrero González nació en la espléndida ciudad de Sevilla, España, el 30 de enero de 1846. Su padre era cocinero en el convento de los padres Trinitarios y su esposa trabajaba también para los religiosos. En el hogar nacieron catorce hijos, de los cuales sobrevivieron seis. Su madre llegó a conocer su fundación. Angela era humilde, sencilla, muy alegre, devota y gran trabajadora; tenía un buen ejemplo en sus progenitores. Uno de los primeros recuerdos de su infancia, bien conocidos, fue su repentina desaparición –cosa de niños–, pero no se debió a una travesura ordinaria, como supuso enseguida Josefa, su madre. Así que apuntó al lugar donde pensaba que había podido ir: la iglesia. Y, efectivamente, allí estaba: orando, recorriendo los altares. Recordando el hecho, cuando ya era fundadora, decía: «Yo, todo el tiempo que podía, lo pasaba en la iglesia, echándome bendiciones de altar como hacen las chiquillas».
Para ayudar a los suyos comenzó a trabajar a los 12 años en el taller de una zapatería. Su formación fue muy precaria debido a la falta de recursos de su familia. Apenas pudo aprender a leer y escribir, pero su finura espiritual se hizo patente en ese cercano círculo. Así, mostraba rotundo desagrado ante conversaciones poco delicadas, teñidas por descalificaciones y blasfemias. Y, al menos en su presencia, sus compañeros se abstenían de proferir palabras malsonantes e improperios. Es otra característica de los santos quienes con su autoridad moral trazan caminos de bien comenzando por su entorno. Además de poner coto a la afilada lengua de los empleados, la santa les convencía para que rezasen el rosario. Éstos y otros rasgos de su virtud llegaron a oídos del padre Torres Padilla, quien le ayudó a dilucidar su vocación y a madurarla, orientándola hacia la vida apostólica. Tenía entonces 16 años. Al salir del trabajo visitaba hogares sumidos en la pobreza, frecuentaba iglesias y rezaba en sus altares. Los menesterosos de su barrio recibían sus limosnas.
Cuando en 1865 Sevilla fue abatida por el cólera, diezmando a las familias que vivían en los «corrales de vecindad», Ángela, que ya tenía 19 años, se desvivió para asistir a todos. Entonces abrió su corazón al padre Torres diciéndole que quería hacerse monja. Pero esta mujer audaz tenía un cuerpo menudo y era de complexión débil, así que cuando tocó la puerta de las Carmelitas Descalzas del barrio de Santa Cruz no fue admitida. Se temió que no pudiera soportar los rigores de la vida de clausura. Más tarde, fue postulante con las Hermanas de la Caridad. Sin embargo, su mala salud la obligó a salir del convento, pese a que las religiosas hicieron todo lo posible para que permaneciera junto a ellas buscándole destino en otros lugares, confiadas en una eventual mejoría. De modo que, en la calle nuevamente, Ángela partió con esta convicción: «Seré monja en el mundo». Y ante los pies del Crucificado hizo privada consagración de su vida el 1 de noviembre de 1871. Los dos años siguientes maduró su anhelo de vivir clavada –y subrayó esta expresión– junto a la cruz de Cristo, llamándose Ángela de la Cruz.
En 1873 formuló los votos perpetuos fuera del claustro, uniéndose por voto de obediencia a las indicaciones del padre Torres. En su corazón ya bullía el anhelo de «hacerse pobre con los pobres» (los llamaba sus señores), y formar la «Compañía de la Cruz». Con toda su confianza puesta en Cristo, en enero de 1875 comenzó a dar forma a este sueño. Se unieron a ella tres mujeres que se distinguían por su bondad y sencillez, y compartían el espíritu de pobreza. Una aportó los medios para alquilar un cuarto con «derecho a cocina», como entonces se decía. Y ese fue su «primer convento», austero, como los que irían surgiendo. Desplegaron una ingente labor asistencial realizada a tiempo completo, de día y de noche, que tenía como objetivo a los necesitados pobres y enfermos; limpiaban sus casas y les daban consuelo. Luego se mudaron a otra calle. Su acción ya había obtenido reconocimiento en estamentos religiosos. Vistieron un hábito y a Ángela pronto empezaron a llamarla «Madre». En medio de la labor pastoral realizaba duras penitencias y mortificaciones.
En 1876 el cardenal Spinola les dio la bendición. Y en 1894 ella mantuvo un encuentro con León XIII que aceptó su obra, aprobada después por Pío X en 1904. Sevilla y toda Andalucía acogió con gratitud y cariño a esta pobre «zapaterita, negrita, y tontita», como ella misma se definía, a la que acompañaba fama de santidad por sus virtudes y prodigios. Su forma de vida austera y mortificada suscitó numerosas vocaciones entre las jóvenes. Abría los brazos no solo a los pobres, sino también a potentados que solicitaban su atención, consejo y apoyo. Su amor por los necesitados le instó a realizar un gesto que otros santos tuvieron, como Catalina de Siena: succionar la supuración de las llagas de una enferma que se hallaba a punto de morir, y que sanó poco tiempo después.
Fue agraciada con visiones. Su itinerario espiritual estuvo marcado por grandes purificaciones que la condujeron a las más altas cimas de la mística, coronada por el desposorio espiritual. Fue reelegida cuatro veces madre general hasta sus 82 años. Cesó a instancias superiores eclesiales, y acogió con gran alegría volver a convertirse en una religiosa sin más responsabilidades. Una trombosis cerebral que se presentó el 7 de julio de 1931 la dejó casi paralizada. Y el 2 de marzo de 1932 voló al cielo. Lo último que se le había oído decir antes de perder el habla, fue: «No ser, no querer ser; pisotear el yo, enterrarlo si posible fuera…».Juan Pablo II la beatificó en Sevilla el 5 de noviembre de 1982 entre el delirio de las gentes que no ocultan su devoción por esta «madre de los pobres»como es conocida. Y el mismo pontífice la canonizó en Madrid el 4 de mayo de 2003. Su fiesta litúrgica es el 5 de noviembre, pero en el martirologio, criterio que rige este santoral, su celebración se fija para el día de hoy.

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sexta-feira, 1 de março de 2019

Aggiornamento

Por a mão em coisas antigas é sempre uma aventura. Até as ideias têm sobre si a poeira do tempo, que é preciso remover para que se possa apreciar seu verdadeiro valor. Há quem rejeite tudo que é velho, em nome de renovação e progresso. São bandeiras que combinam com técnica e avanço científico, mas não as tremulo sem filtrá-las. Afinal, somos muito mais que pressionadores de teclas. Gosto de lembrar da historieta em que um sujeito proclama certas ideias de forma entusiasmada e seu oponente responde que parte do discurso está correta e outra parte, errada. E complementa: o que está certo é antigo e o que é novo está errado.

A ideia de atualização um dia bateu à porta da Igreja e foi então convocado o Concílio Vaticano II, sob novos ventos. A Igreja sempre se posicionou diante dos grandes dramas e  indagações da humanidade, ainda que não o faça com estardalhaço. Por conta de sua missão, manifesta-se através de cartas pastorais, encíclicas e outros documentos, como o próprio catecismo.

João XXIII convocou o Concílio em dezembro de 1961, o inaugurou em outubro de 1962 e veio a falecer em junho de 1963. A bomba, por assim dizer, caiu no colo de Paulo VI. Que virou-se como pôde. O Concílio realizou-se em quatro sessões e deu-se por concluído em dezembro de 1965, com a emissão de constituições, decretos e declarações. Me situando entre tais datas dou-me conta de que minha infância coincidiu com este período. Até hoje o túmulo de João XXIII é um dos mais visitados na cripta de São Pedro. Anos atrás vi seu corpo, intacto, exposto num ataúde no interior da Basílica. Hoje canonizado, sua última Encíclica foi Pacem in Terris, em que exalta “a paz de todos os povos na base da verdade, justiça, caridade e liberdade”.

João XXIII inicia afirmando que a paz “não se pode estabelecer nem consolidar senão no pleno respeito da ordem instituída por Deus”. Não se poderia esperar outra coisa, é verdade, mas o documento começa pontificando a centralidade divina, para então enaltecer os feitos da ciência e da técnica como evidência de uma ordem nos seres vivos e na natureza, dignificando o homem por desvendá-la e frui-la em seu proveito. A seguir João XXIII denuncia que “Contrasta clamorosamente com essa perfeita ordem universal a desordem que reina entre indivíduos e povos, como se as suas mútuas relações não pudessem ser reguladas senão pela força”. Recordemos que a década de 60 foi de plena efervescência da Guerra Fria, com a construção do Muro de Berlim, o conflito no Vietnã e a corrida espacial num clima de Guerra Fria.

As consequências do Concílio são comentadas até hoje e creio que o serão por muito tempo. A discussão sobre seus eventuais erros pastorais e certos pontos da doutrina levanta considerável controvérsia, para a qual não me sinto nem de longe habilitado. O que sei - e para tanto não se faz indispensável maior conhecimento,- é que houve desvios danosos no último quarto do século XX, com decorrências profundas na formação de sacerdotes.

Reconhecer faltas é uma exigência de honestidade intelectual. Pedir perdão é um gesto de profunda consciência e humildade e os Papas não se têm furtado a tais demonstrações. Mas assumir até o que não temos em nossas costas, ou martirizar a consciência por crimes e omissões que não tivemos, é como pagar uma conta de bar muito além do que se consumiu. Ainda há muitos católicos que não rebatem, por desconhecimento, invectivas de que a Igreja omitiu-se diante do diabólico tráfico de escravos. Ignoram as condenações papais de Pio II (1482), Paulo III (1557), Urbano VIII (1639) e Benedito XIV (1741). Uma pitada de conhecimento, honestidade intelectual e canja de galinha não fazem mal a ninguém.

Outra decorrência que ainda sobrevive foram as quedas de sacerdotes em águas materialistas. Foi e segue sendo erro flagrante que ora, na maturidade, entendo melhor. Alguns deles, seja porque se perderam na autocrítica, seja porque lhes faltou coerência e sabedoria, foram pescar em águas turvas, como se os cristãos tivessem a aprender do marxismo e não o contrário. Cristo não requisitou pescadores de latas enferrujadas ou botinas desbeiçadas.

Há consequências e o estrago já vai grande. Sacerdotes que confundem altar com palanque expurgam de sua missão a transcendência. Parecem esquecidos de que enquanto Marx clama pela união dos proletários e os incita à luta, a Igreja deve manter-se fiel às palavras de Cristo: “Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; não vô-la dou como o mundo dá” (Jo 14,27).

J. B. Teixeira



Informação do Núcleo Distrital de Beja da EAPN Portugal/Rede Europeia Anti-Pobreza 25/2019

WORKSHOP metodologia photovoice

WORKSHOP Regulamento Geral Proteção Dados

Curso de Pós Graduação em Justiça Administrativa e Fiscal

Ano Nacional Colaboração Guia de Participação

Convite Seminário Sustentabilidade das Organizações do Terceiro Sector





Quaresma à vista

Olá!
Com o fim-de-semana de Carnaval à porta os bispos portugueses, e à semelhança do Papa Francisco, já têm a Quaresma à vista e escreveram algumas linhas destinadas aos seus diocesanos.
O bispo de Santarém lançou a sua mensagem centrada numa temática bem atual sobre “a violência doméstica, a morte de mulheres, exploração humana e escravatura”, lembrando ainda a obrigação “de denunciar as injustiças”.
Também já pode ficar a par do que escreveram os bispos de Viseu, Guarda, Vila Real e Braga para o tempo de Quaresma.
E 2022 está também no horizonte e D. Manuel Clemente foi recebido pelo Papa Francisco, a propósito da JMJ em Lisboa.
Continue na nossa companhia nesta sexta-feira, pelas 15h, ligue a RTP 2 e sintonize a Antena 1, pelas 22h45. Para ir acompanhando toda a informação religiosa, nacional e internacional, aceda a cada momento a agencia.ecclesia.pt.

Tenha uma vida feliz!

Abertura Ruínas Romanas de Troia 2019

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Ruínas Romanas de Troia abertas ao público!

Visite-nos de Março a Outubro, de Terça-feira a Domingo
 entre as 10h-13h | 14h30-18h. 
Até Maio, as visitas guiadas acontecem no primeiro Sábado de cada mês às 15h.
Para conhecer todo o calendário de visitas guiadas e eventos clique aqui

Estamos a preparar um ano cheio de novidades! 
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Romeu e Julieta

NEWSLETTER — 28.02.2019

CONCERTO ENCENADO

Romeu e Julieta

 

Sexta, 15 mar, 19:00 e domingo, 17 mar, 18:00, Grande Auditório


Nenhuma obra do dramaturgo inglês William Shakespeare terá sido tão fértil em criação musical quanto a história do amor impossível entre Romeu e Julieta e da sua tentativa de fazer vingar o amor sobre o ódio entre as suas famílias.
O maestro Lorenzo Viotti dirige o Coro e Orquestra Gulbenkian nesta produção inédita de Romeu e Julieta, de Gounod, com Vannina Santoni e Georgy Vasiliev nos papéis principais. A versão cénica é de Vincent Huguet.
SABER MAIS

CANDIDATURAS ABERTAS

Prémio Branquinho da Fonseca

 

01 mar — 31 mai


Estão abertas as candidaturas à 10ª edição do prémio que distingue escritores (com idades compreendidas entre os 15 e os 30 anos) de obras de literatura infantil e juvenil.

MÚSICA

Concerto Promenade

 

Domingo, 03 mar, 16:00, Museu Calouste Gulbenkian — Coleção Moderna


Até junho, no primeiro domingo de cada mês, a visita à Coleção Moderna terá acompanhamento musical – neste domingo, ouça Bach e o violoncelo de Marco Pereira.

CANDIDATURAS

Prémios Gulbenkian

 

04 mar — 30 abr


Nesta edição, o Prémio Calouste Gulbenkian, internacional, tem como foco o "Reforço da Democracia na era digital". Os prémios nacionais, nas áreas da Coesão, Sustentabilidade e Conhecimento, serão distribuídos, respetivamente, pelos temas "Violência contra os grupos mais vulneráveis", "Economia Circular" e "Tecnologias para a aprendizagem".

As candidaturas aos quatro prémios podem ser apresentadas, em nome individual ou por instituições, até 30 de abril.
SABER MAIS
VER AGENDA COMPLETA
EM EXPOSIÇÃO

ESPAÇO PROJETO

Yto Barrada. Moi je suis la langue et vous êtes les dents

 

Até 06 mai, Coleção Moderna, Entrada livre

ESPAÇO CONVERSAS

Francisco Tropa. O Pirgo de Chaves

 

Até 03 jun, Coleção do Fundador

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