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quinta-feira, 7 de abril de 2016

★ Abril Documental - Ciclo de Cinema ★ O Medo à Espreita ★ Amanhã, às 21h30 ★



Abril Documental
"O Medo à Espreita"
7 de Abril, 21h30
O Medo à Espreita
Marta Pessoa

Documentário, 2015, 86′
Argumento: Marta Pessoa
Fotografia: Marta Pessoa
Som: Rita Palma
Com: Margarida Tengarrinha, Helena Pato, Afonso de Albuquerque, Manuel Madeira, Custódia Chibante, Raimundo Narciso, Artur Pinto, José Paulo Viana, António Mouta, Paulo Abrantes Santiago, Henrique Monteiro, Augusta Barroso e Teresa Dias Coelho
Produtor: Rita Palma, João Pinto Nogueira, Marta Pessoa
Produção: Três Vinténs
Países: Portugal

Depois de “Lisboa Domiciliária”, estreado em 2009, Marta Pessoa filma outras memórias secretas: a de cidadãos que viveram, até à queda do Estado Novo, uma vida de perseguição pessoal e política. Ao longo de toda a sua existência, uma das piores faces da ditadura movia-se por passos secretos, informações ocultas, e perseguições, no dia-a-dia, a pessoas suspeitas de viverem contra o regime. “O Medo à Espreita” é o retrato, assim, de pessoas que viveram diariamente debaixo da sombra dos informadores da PIDE/DGS e da sua tortura. Mas é também o retrato de um país onde o instrumento da denúncia cresceu para além dos círculos políticos para se instalar, sorrateiramente, no nosso quotidiano.

Sexta-feira, 15 de abril pelas 21h30, no Cineteatro Grandolense/ SMFOG – Música Velha, em Grândola. (ver no Google Maps: https://goo.gl/maps/uSmNq1JQj5P2)

Organização: SMFOG - Música Velha.
Apoio: Município de Grândola.

Entrada livre.

 
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quarta-feira, 6 de abril de 2016

Computador, confusão e misericórdia

Confusão significa mistura, falta de ordem e clareza, engano, indistinção entre isto e aquilo, uma "babel” sem sentido. Em tempos repetia-se na catequese e nas conversas de Igreja, com algum humor e verdade, que havia um oitavo sacramento. Para os que ainda se lembram do catecismo os sacramentos da Igreja são sete. Dizia-se, então, que havia mais um, a ignorância. E que esta espécie de receita de misericórdia, a ignorância sem culpa, perdoava mais que os outros sacramentos. Hoje seria melhor chamar confusão relativista ao oitavo. E perdoará? Conversa, sim, conversa não, lá aparece este estado a-mental de dizer isto é gato e cão, ao mesmo tempo, é ovelha e lobo. A linguagem binária dos computadores com os dígitos 0 e 1, sim ou não, verdadeiro ou falso, tudo ou nada, ligado ou desligado, parece não aceitar a confusão da cultura actual; exige mais ordem, não aceita que 0 seja 1, o pólo positivo seja negativo. A linguagem binária não permite dizer sim e não para a mesma coisa, o nim pode ser porta de confusão. Construir com materiais em desordem, confusão e engano provoca o caos, destruição e morte como no viaduto recente caído em Calcutá. Os seres vivos e as máquinas funcionam em linguagem clara de sim ou não. O mito da torre de babel parece muito actual. Não se estará a passar hoje algo de semelhante dando a torre de progresso infindo na confusão destruidora actual? Torre até ao céu, diz a Bíblia, até ao lugar de Deus para o substituir e logo a confusão de sentidos. As torres da cultura actual pretendem excluir Deus, o criador de ordem, não de confusão e de caos. Chamar positivo ao negativo, bem ao mal, ameaça a cultura do sentido nas Américas, Europas, nos países de extremismos muçulmanas e outros. A babel alastra, oprime e mata. Deixou de haver a clareza do sim, sim, não, não, da Pedra Angular (cf At 4,11), rejeitada pelos construtores de cultura actual, Ele pediu que a nossa linguagem fosse clara, sim, sim e não, não. O resto é hipocrisia e corrupção. O Daesh tem fornecido campo farto para confusão entre religião e terrorismo. E logo vem a confusão nos países com histórias cristãs a clamar mate-se a religião, toda a religião, fiquem só os deuses humanos, secularizados, “bons vivants” à mistura com os demónios. Ainda agora por ocasião dos massacres de cristãos no Lahore, Paquistão, (cf Aleteia, 29.03.2016) vieram exemplos estúpidos e anónimos desta babel: o massacre “é uma prova cabal de que Deus não existe“; “os religiosos têm que se matar entre si até morrerem todos“. Política de falsos ateus e de falsos crentes contra autênticos crentes e autêntica religião. A babel da confusão pretende que as religiões devem acabar numa sociedade moderna por serem terroristas. Será para dizer que todos os outros terrorismos de mentira, violência e morte de laicismos ateus da história centenária são para branquear? Trás mais benefícios erradicar toda a expressão religiosa da cidade que respeitar a liberdade religiosa dos cidadãos e as suas expressões e valores? Parece haver tanta confusão nos políticos fanáticos de um lado como nos fanáticos anti-religiosos deste ocidente insano a construir uma cultura global decadente e corrupta com fragmentos confusos e caóticos. A misericórdia neste dia poderá branquear todas as ignorâncias culpadas, todas as confusões cultivadas pelos césares deste mundo, todos os ódios, para destruir a criação de Deus misericordioso? Não sei.

Funchal, Dia da Misericórdia, 3 de abril de 2016
 
Aires Gameiro



Aleteia, 29.03.16

Russell E. Saltzman é colunista da First Things; vive em Kansas City, Missouri. Seu Twitter:  @RESaltzman. diz
 
Mas não é somente pela decepção como luterano que estou me tornando católico. Há uma convicção por trás disso.
 
1) Alguns dos meus trabalhos no seminário, por volta do final de 1970, foram feitos no Pontifício Colégio Josephinum em Ohio. Eu tive aulas de Sacramentologia e Estudos Marianos, ministrados por dois jesuítas da velha escola. Encontrei-me em uma sala de aula, um luterano solitário, cercado por uma horda de seminaristas salesianos. Foi emocionante.
 
O que me impressionou foi o quão perto luteranos e católicos realmente estão em doutrinas básicas e nas respectivas formulações teológicas. Nós – romanos e luteranos – fazemos teologia da mesma forma, e, possivelmente, de uma maneira que ninguém mais faz. Prestamos muita atenção às nossas palavras. Cada palavra é pesada e comparada com palavras alternativas que possam ser usadas, mas apresentam menos precisão. Precisão na formulação, ao que parece, vai nos manter fora do inferno teológico, e se as palavras exactas não são exactamente palavras adequadas, bem, não duvido, todos nós estamos certamente condenados.
 
Quando você pensa sobre isso, é realmente uma abordagem muito charmosa. Isso também significa que, quando luteranos e católicos sentam juntos, eles têm uma linguagem comum e falando isso juntos muitas vezes resulta em coisas surpreendentes, como em 1999, com a doutrina da justificação.
 
No nível paroquial, não há confluência na forma como católicos e luteranos são. É aquela coisa da densidade eclesial que mencionei: os católicos têm, luteranos não.


“O dinheiro é inimigo da harmonia”, diz Papa Francisco

Na homilia desta terça-feira, o Santo Padre convida a reler os Actos dos Apóstolos e entender como viviam as primeiras comunidades cristãs: ninguém passava necessidade porque tudo era comum

  Papa Francisco

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Uma palavra sobre a qual é preciso um consenso – afirma o Papa no início da homilia – porque não se trata de uma concórdia qualquer, mas de um dom do céu para quem renasceu do Espírito Santo, como os primeiros cristãos:

“Nós podemos fazer acordos, uma certa paz… mas a harmonia é uma graça interior que somente o Espírito Santo pode promover. E estas comunidades viviam em harmonia, e os sinais da harmonia são dois: ninguém fica na necessidade, porque tudo era em comum. Em que sentido? Tinham um só coração, uma só alma e ninguém considerava o que lhe pertencia como propriedade, porque tudo era em comum. Ninguém deles era carente. A verdadeira ‘harmonia’ do Espírito Santo tem uma relação muito forte com o dinheiro: o dinheiro é inimigo da harmonia; o dinheiro é egoísta e, por isso, todos davam o que tinham para que não faltasse nada a ninguém”.
  O Papa se detém sobre este aspecto e repete o exemplo virtuoso oferecido pelo trecho dos Actos, o de Barnabé, que vende sua terra e entrega o dinheiro aos Apóstolos. No entanto, os versículos seguintes, não incluídos na leitura do dia, propõem outro episódio, oposto ao primeiro, que Francisco cita: o de Ananias e Safira, um casal que finge dar o arrecadado com venda de suas terras, mas na realidade retém uma parte do dinheiro; uma escolha que para eles terá um preço muito amargo, a morte. Deus e o dinheiro são dois patrões “cujo serviço é irreconciliável”, repete Francisco, que logo depois esclarece também o equívoco que pode surgir sobre o conceito de ‘harmonia’. Não se trata – afirma – de ‘tranquilidade’.

“Uma comunidade pode ser muito tranquila, em que tudo vai bem: tudo funciona… Mas não está em harmonia. Uma vez, ouvi dizer de um bispo algo muito sábio: ‘Na diocese há tranquilidade. Mas se você tocar um problema, ou este ou aquele outro problema, logo começa a guerra’. Esta seria uma harmonia negociada, e esta não é a do Espírito Santo. É uma harmonia – digamos – hipócrita, como aquela de Ananias e Safira com aquilo que fizeram”.

Francisco conclui convidando à releitura dos Actos dos Apóstolos sobre os primeiros cristãos e sua vida em comum. “Nos fará bem”, disse ele, para entender como testemunhar a novidade em todos os ambientes em que se vive. Consciente de que, assim como para a harmonia, também no empenho do anúncio se colhe o sinal de outro dom:

“A harmonia do Espírito Santo nos dá esta generosidade de não ter nada próprio enquanto há alguém necessitado. A harmonia do Espírito Santo nos dá uma segunda postura: ‘Com grande força, os apóstolos davam testemunho da Ressurreição do Senhor Jesus, e todos regozijavam de grande favor’, isto é, de coragem. Quando existe harmonia na Igreja, na comunidade, existe coragem, a coragem de testemunhar o Senhor Ressuscitado”. (Fonte: Rádio Vaticano)

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O papa Francisco se encontrou com Bernard Fellay, superior dos lefebvrianos

Confirmada pela Santa Sé, a reunião foi considerada “positiva” e com “bom entendimento”


Foto: wikipedia
No último sábado, 30 de Março, o papa Francisco recebeu no Vaticano dom Bernard Fellay, superior geral e sucessor de dom Marcel Lefebvre na Sociedade de São Pio X. A notícia foi divulgada pelo jornal italiano Il Foglio e confirmada nesta manhã pelo vice-director do Gabinete de Imprensa do Vaticano, Greg Burke.

Em Dezembro de 2013, o site Rorate Caeli tinha noticiado um encontro entre o papa e o superior geral em Santa Marta. Na realidade, foi uma breve saudação no refeitório da casa vaticana onde mora o papa, durante uma visita a Roma do superior geral, a pedido da Comissão Ecclesia Dei.

Já a reunião deste sábado foi uma conversa real entre Francisco e Fellay, decididamente “positiva”, conforme relatado pelo jornal Il Foglio, que também fala de “bom entendimento” entre eles.

Padres lefebvrianos no Vaticano
O superior dos lefevbrianos, em recente entrevista publicada no site da fraternidade, se mostrava aberto ao diálogo e destacava o seu apreço pelo pontífice. Disse Fellay:

“Eu não ficaria surpreso se ele nos considerasse uma das periferias a que claramente dedica a sua preferência. Nessa perspectiva, ele usa a expressão ‘fazer um percurso’, esperando que se chegue a uma situação melhor”.

Francisco já tinha realizado um gesto de proximidade ao conceder aos católicos a faculdade de confessar-se também com sacerdotes lefebvrianos durante o Jubileu. O Santo Padre disse ainda:

“Eu confio que, no futuro próximo, poderão encontrar-se as soluções para recuperar a plena comunhão com os sacerdotes e superiores da Fraternidade. Enquanto isso, movido pela necessidade de corresponder ao bem desses fiéis, por minha própria disposição estabeleço que, durante o Ano Santo da Misericórdia, aqueles que recorrerem ao Sacramento da Reconciliação junto aos sacerdotes da Fraternidade São Pio X receberão válida e licitamente a absolvição dos seus pecados”.

A decisão foi muito apreciada em Ecône, onde está sediada a fraternidade. Esta, em comunicado, expressou a sua gratidão ao papa “por este gesto paternal”. O encontro deste sábado, segundo vários especialistas, é mais um passo para o reconhecimento canónico da fraternidade por parte da Santa Sé. A forma seria a de uma prelatura estabelecida ad hoc, a exemplo do Opus Dei.

Fundada pelo arcebispo francês Marcel Lefebvre em 1970, em ruptura com as conclusões do Concílio Vaticano II, a Fraternidade Sacerdotal de São Pio X foi excomungada latae sententiae em 1988 por João Paulo II, quando Lefebvre consagrou quatro bispos em Ecône, entre eles o próprio Fellay.

A excomunhão foi revogada em Janeiro de 2009 por Bento XVI, em gesto histórico voltado a iniciar um diálogo com os lefebvrianos a fim de se chegar, um dia, à sua plena reintegração.

“Com esta medida, no entanto, a Fraternidade ainda está em posição irregular, porque não recebeu o reconhecimento canónico da Santa Sé”, explica Guido Pozzo, secretário da Pontifícia Comissão Ecclesia Dei. Enquanto a fraternidade não tiver estatuto canónico na Igreja, seus ministros não exercem de modo legítimo o ministério e a celebração dos sacramentos.

Após o levantamento da excomunhão, começou uma série de reuniões entre especialistas da Congregação para a Doutrina da Fé e da fraternidade para discutir e debater as questões doutrinais subjacentes à controvérsia com a Santa Sé. Entre elas, principalmente, a relação entre a tradição e o magistério, o ecumenismo, o diálogo inter-religioso, a liberdade religiosa e a reforma litúrgica no contexto do ensinamento do Vaticano II. “Estes encontros, que duraram cerca de dois anos, tornaram possível esclarecer as posições teológicas e destacar os pontos de convergência e divergência”, afirma Pozzo.

Em 23 de Setembro de 2014, dom Fellay e o cardeal Gerhard Ludwig Müller, prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, examinaram algumas questões doutrinais e canónicas e estabeleceram proceder por etapas para superar as dificuldades e chegar à plena reconciliação.


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A derrota de hoje é a vitória de amanhã

A vida é uma jornada maravilhosa, que pode ser percorrida com esperança no coração


Photo.va
Os jovens ainda acreditam na política? Ou estão todos descrentes com tanto escândalo que suja as páginas dos jornais?

Acontece, muitas vezes, de encontrarmos jovens que dizem: “Os políticos são todos ladrões”; “A política é suja. Eu não quero me misturar com essas coisas de jeito nenhum”.

O que se pode fazer, concretamente, para tentar despertar um pouco de confiança e de esperança nas novas gerações?

A primeira questão a tratar com os jovens é a recuperação do senso de comunidade. Se entendermos a importância da relação com os outros e da contribuição pessoal dentro da sociedade, poderemos reencontrar o optimismo na abordagem da política.

É necessário um tipo de educação que acostume as pessoas a pensar na comunidade desde os primeiros anos de vida, a se colocar em relação com os outros. Este é um primeiro passo para se compreender a importância da política como ferramenta para ajudar a comunidade.

A segunda questão a ser proposta aos jovens é a do compromisso saudável com o seu trabalho. O que é política? É a boa gestão da vida em comunidade, o que implica fazer bem o próprio trabalho como médico, operário, cabeleireiro, atendente, taxista, professor, advogado…

Precisamos lembrar aos jovens que todas as profissões podem ser realizadas correta ou incorrectamente. O político enfrenta os mesmos riscos de corrupção que existem em qualquer outro trabalho.

Fazer bem o próprio trabalho significa iluminar o mundo com uma nova luz, diferente, serena, reconfortante. Significa dar um bom exemplo e ensinar aos outros que um estilo de vida honesto não é uma utopia.

A terceira e última questão a propor é a da redescoberta, positiva, de palavras importantes como “luta”, que não deve ser interpretada em sentido violento ou ideológico. É importante resgatar esta palavra.

Ao falarmos de “luta”, temos que entender, também, que a grande luta é com nós próprios. Não é uma guerra com o outro. É, antes de mais, a nossa luta diária e pessoal entre o bem e o mal.

O mundo ao nosso redor é um reflexo do que somos. Se quisermos mudá-lo para melhor, somos nós que temos que dar o primeiro passo. Se mudarmos um pouco a nossa vida para melhor, todo o mundo vai mudar. Inclusive o mundo da política.

De nada adianta pensar de modo pessimista, dizendo que a política é irremediavelmente corrupta e perversa. Se os cargos políticos são confiados a pessoas desonestas, é claro que nada vai mudar.

Os jovens podem e devem mudar a política – e não a política mudar os jovens. Para isto, é fundamental não se desanimar diante das adversidades precoces. A derrota hoje, afinal, pode ser a vitória amanhã.


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Assis: doze refugiados acolhidos no convento de Gualdo Tadino

Dez senegaleses, um ganense e um nigeriano ajudados pela Caritas diocesana de Assis e pelos Frades Menores da Úmbria

  Igreja e Religião

WIKIMEDIA COMMONS
Neste 6 de Abril serão recebidos no convento da Annunziata de Gualdo Tadino alguns refugiados acolhidos pela Caritas diocesana de Assis, com o apoio da Província Seráfica dos Frades Menores da Úmbria.

A Caritas oferecerá apoio logístico, educacional e de mediação cultural e linguística.

Os frades menores estão envolvidos principalmente na disponibilização das instalações, que ocupam a maior parte do convento.

O Ministro Provincial dos Frades Menores da Úmbria observa que a iniciativa exprime a preocupação de todos os irmãos e de todas as comunidades da província e recorda que o acolhimento de refugiados é uma obra de misericórdia, muito enfatizada pelos apelos do papa Francisco.

Os doze refugiados estão actualmente alojados em uma estrutura provisória de Assis à espera da transferência para Gualdo Tadino, onde permanecerão durante pelo menos um ano.

Não é a primeira experiência desse tipo para o convento dos frades menores de Gualdo Tadino. Faz alguns anos, de Julho de 2011 a Fevereiro de 2013, outros 18 refugiados foram recebidos ali. Eram 16 muçulmanos e 2 católicos. O projecto também tinha sido realizado graças à parceria entre a província franciscana e a Caritas diocesana.


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Igreja: Curso reúne exorcistas em Roma

Organização preocupada com aumento de fenómenos de satanismo e ocultismo

Cidade do Vaticano, 05 abr 2016 (Ecclesia) – O ateneu pontifício Regina Apostolorum, em Roma, acolhe até este sábado o curso ‘Exorcismo e oração de libertação’, organizado pelo Instituto ‘Sacerdos’, o qual manifestou preocupação com o aumento de fenómenos de satanismo e ocultismo.

Este é um seminário de actualização, “proposto como suporte para os bispos, na preparação dos sacerdotes designados para o ministério do exorcismo”, explica a Rádio Vaticano.

Em declarações à emissora pontifícia, o fundador do curso, professor Giuseppe Ferraris, explica que muitos padres católicos deram conta de dificuldades quando têm de “enfrentar os problemas ligados a pessoas que desejam libertar-se do contacto com o mundo do oculto, da magia, do satanismo.

“Muitos jovens aproximam-se hoje de temáticas ligadas ao oculto e ao satanismo; são atraídos por pessoas da mesma idade, que os levam por estes caminhos. Parecia ter desaparecido, mas pelo contrário, regressou mais forte ainda”, alerta.

O primeiro curso remonta ao ano 2004-2005 e nesta iniciativa multidisciplinar o exorcismo é visto “sob diversos pontos de vista”.

“Por exemplo, existe o ponto de vista eclesial, teológico, bíblico, litúrgico, catequético, canónico e depois o médico e psicológico, o jurídico e criminalístico, o farmacológico e outros ainda”, revela Giuseppe Ferraris.

O curso chegou a inspirar o filme “O rito”, interpretado por Anthony Hopkins, com base no romance escrito por Matt Baglio, que participou na primeira e na segunda edição da iniciativa.

O Catecismo da Igreja Católica explica que o exorcismo acontece, “em nome de Jesus”, para “que uma pessoa ou um objecto seja protegido contra a acção do maligno e subtraído ao seu domínio”.

O exorcismo solene, também chamado “grande exorcismo” é reservado aos casos de possessão diabólica e só pode ser feito por um presbítero com licença do bispo, no cumprimento das regras estabelecidas pelo Ritual da Celebração dos Exorcismos, sendo proibida qualquer interferência da comunicação social ou ajuntamento de pessoas.

OC


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Refugiados: Papa Francisco estuda viagem a ilha de Lesbos

(Lusa)
Porta-voz do Vaticano confirma contactos com autoridades locais

Cidade do Vaticano, 05 abr 2016 (Ecclesia) – O Papa está a estudar uma nova viagem ao Mediterrâneo, depois de ter passado por Lampedusa em 2013, tendo como destino a ilha grega de Lesbos, que acolhe muitos dos refugiados que tentam chegar à Europa.

Desde o acordo entre a União Europeia e a Turquia, em Março, os refugiados que chegam à ilha de Lesbos estão a ser instalados num campo fechado.

A imprensa italiana aponta como viagem do Papa o dia 15 de Abril e o porta-voz do Vaticano, padre Federico Lombardi, confirmou à ANSA que este é um tema “de que se está a falar” e que há “contactos a decorrer”.

“Não desminto as notícias, mas de momento não posso acrescentar nada porque não há decisões, datas ou programas definidos”, acrescentou.

Esta segunda-feira, os primeiros grupos de migrantes foram enviados de volta da Grécia à Turquia, iniciando a execução de um acordo alcançado com a União Europeia, o qual prevê a devolução de todos os migrantes irregulares que entrem nas ilhas gregas.

136 migrantes de diferentes nacionalidades embarcaram em navios de passageiros contratados pela Frontex na ilha de Lesbos.

A Igreja Ortodoxa da Grécia revelou hoje que aceitou a sugestão do Papa Francisco, que quer visitar o país para chamar a atenção para os problemas dos refugiados que fogem de conflitos e o impacto da sua chegada à Europa.

O Santo Sínodo, órgão administrativo da Igreja Ortodoxa grega, referiu em comunicado a viagem visa ainda promover a paz na região do Mediterrâneo, atingida por conflitos com "um efeito destruidor nas comunidades cristãs".

OC


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Los uzbekos -musulmanes casi todos- vieron su primera Vigilia Pascual por TV: una misa de 4 horas

Bautizos de adultos en la Vigilia Pascual de 2016 en la Catedral del Sagrado Corazón en Tashkent, capital de Uzbekistán
ReL  5 abril 2016

En Uzbekistán el 95% de la población es musulmana, y los católicos solo cuentan con cinco parroquias. Pero esta Pascua ha sido peculiar porque las autoridades católicas invitaron a la prensa a acudir a la Vigilia Pascual y así lo hicieron cuatro canales de televisión en la catedral de la capital, Tashkent.

Transmitieron la fiesta a miles y miles de hogares uzbekos que jamás han visto una ceremonia católica de Pascua. Casi todos los cristianos del país (un 2% de sus 30 millones de habitantes) son ortodoxos y según su calendario aún era Cuaresma.

Jerzy Maculewicz, el administrador apostólico de la Iglesia Católica en Uzbekistán (equivalente a obispo) se esforzó por difundir la Vigilia Pascual, una misa larguísima, de cuatro horas, porque las lecturas se hacen en los cuatro idiomas que conocen los 400 católicos de la parroquia de la capital: ruso, inglés, coreano y polaco. De hecho, aún no hay traducción oficial al uzbeko de los libros litúrgicos.

A pesar de la duración de la misa, según explicó el padre Maculewicz a la agencia AsiaNews, "nadie estaba cansado. De hecho, al final de la liturgia se han quedado algunos de los fieles para intercambiar saludos".



Como es costumbre en muchos países de Europa Oriental y la ex-URSS, antes de la vigilia pascual los sacerdotes bendijeron huevos, pasteles y carnes que trajeron los fieles.

Bautizos de adultos
En la Vigilia Pascual se bautizaron 12 adultos, de entre 15 y 65 años. El domingo se bautizó por la mañana un grupo de niños.

"A los nuevos católicos les digo: para ustedes hoy comienza una nueva vida, reciben nuevos corazones puros. Pueden iniciar una buena vida. Seguro que no fantarán los problemas, pero Dios estará con ustedes", explica Maculewicz.

Conversa entre disparos
Cuenta la historia de una señora de 60 años "que antes del bautismo estaba muy conmovida y lloraba. Al día siguiente vino a decirme que su entrada en la comunidad cristiana era lo mejor que le ha ocurrido en su vida".

Esta mujer, que nunca fue educada en ninguna religión, decidió convertirse en cristiana cuando huía de su país de origen, Kirguistán, en la guerra civil tras la disolución de la Unión Soviética. Mientras disparaban a su grupo y mataban a algunos de sus amigos que huían, ella prometió a Dios hacerse católica si salvaba su vida. Pasaron muchos años y un largo proceso para conocer la fe, pero por fin cumplió su promesa con alegría. Y salió por televisión.


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Hacía abortos y se sentía mal, pero odiaba a la lglesia: hasta que oyó a Juan Pablo II en una JMJ

La vida del doctor Piero Rossi dio un vuelco

En el año 2000, San Juan Pablo II ya daba muestras de decadencia fisica, pero no en su poder de convocatoria ni en su influencia pública.
ReL  5 abril 2016

[El doctor Piero Rossi, ginecólogo, practicaba abortos en un hospital de Milán motivo de controversia por ese motivo. Algo había en su trabajo que le producía una profunda tristeza, que sólo empezó a desaparecer durante la Jornada Mundial de la Juventud en el jubileo del milenio, celebrada en Roma. Por supuesto, ni se había planteado asistir a ella, pero los medios de comunicación se hicieron eco del mensaje del Papa. Así lo contó él mismo, según recoge Benedetta Frigerio en La Nuova Bussola Quotidiana.]

Roma, año 2000
«Vosotros defenderéis la vida en cada momento de su desarrollo terreno, os esforzaréis con toda vuestra energía para que esta tierra sea cada vez más habitable para todos. Queridos jóvenes del siglo que comienza, diciendo “sí” a Cristo, vosotros decís que “sí” a vuestro ideal más noble. Rezo para que Él reine en vuestros corazones y en la humanidad del nuevo siglo y milenio. No tengáis miedo de confiar en Él. Él os guiará, os dará la fuerza para seguirlo cada día y en cada situación».

Tor Vergata, año 2000: dos millones de jóvenes en torno a Juan Pablo II. Un oyente lejano, ya no tan joven, estaba a punto de vivir una transformación radical.
Era el año 2000, año del Jubileo del milenio, cuando San Juan Pablo II, durante la Jornada Mundial de la Juventud en Roma gritó a los jóvenes «¡Abrid las puertas a Cristo!». Piero Rossi, médico ginecólogo, entonces anticlerical y abortista convencido, trabajaba en la clínica Mangiagalli de Milán cuando oyó las palabras del santo. «A partir de ese momento mi vida cambió totalmente».

Conviviendo con el mal
Rossi se había licenciado en 1984: «Me creía el dios de mi vida. Era un gran pecador que, entre otras cosas, practicaba las llamadas “interrupciones de embarazo”». Pero cuando su novia se queda embarazada el joven elige la vida y se casan en el Ayuntamiento. «No hubiera tomado otra decisión, pero estaba convencido de que cada uno era libre de hacer lo que quería».

El médico trabaja precisamente durante los años en los que la batalla italiana sobre el aborto tiene su epicentro en la clínica milanesa, que se convierte en el símbolo ideológico del feminismo: «Decía ser contrario al aborto, pero estaba convencido de que se trataba del mal menor necesario para salvar a la mujer del aborto clandestino». Rossi aplica al pie de la letra la ley 194 pensando que es una buena ley: «Intentaba evitar los abortos, pero si la mujer no cambiaba de idea seguía adelante, si bien desde el punto de vista psicológico era duro y me sentía mal cuando los realizaba».

Carteles provida en la verja de la clínica Mangiagalli, donde el doctor Rossi figuraba entre los médicos aborteros.
Los días en los que practicaba abortos Rossi se sentía siempre triste: «No eran para nada unos días felices, aunque no acababa de entender por qué me sentía mal». El médico describe su estado de confusión como «diabólico: me hacía creer que ser objetor de conciencia significaba abandonar a las mujeres». 

La transformación
Desde que le había dado la espalda a la Iglesia, con 17 años, «la confusión no hacía nada más que crecer: cada vez me hundía más, cometiendo pecados cada vez más graves; evitaba la droga sólo porque soy un timorato». El hastío hacia la religión empezó a causa de la muerte por neumonía de un coetáneo de la que «acusé a Dios. Empecé peleándome con mi padre para que quitara el crucifijo de la habitación, y llegué a odiar y juzgar a los sacerdotes, a los religiosos y a la propia Iglesia».

Hasta que el llamamiento del Pontífice a los jóvenes, reunidos en Tor Vergata, le sacude: «Sentí la llamada de Dios a través de un santo. Una llamada de misericordia precisamente en el año jubilar».

Rossi se confiesa en Loreto, pero a causa de su actividad abortista y del hecho de que no está casado por la Iglesia no obtiene el perdón: «Salí del confesionario humillado, pero no me alejé. Creo que tenía que ir así. Todo lo hacía el Señor».

El hombre, de hecho, admite su malestar ante una paciente suya de hace años. «Me introdujo en el Camino Neocatecumenal donde me dijeron que Jesús nos ama en la miseria en la que estamos y que no tenía que hacer nada, sólo dejarme amar por Él».

Tras un año de camino en la Iglesia, Rossi entiende que no puede seguir apoyando el holocausto silencioso que ha matado a más de seis millones de italianos. «Fui a ver al que era entonces el director de la clínica ginecológica, Giorgio Pardi, y le dije que ya no haría más abortos. Se quedó muy sorprendido y me dijo que aunque no entendía el porqué, estaba contento porque me veía sereno».

También para sus compañeros de trabajo fue un golpe, «una provocación para todos». El cambio no fue del todo repentino: «Dejé la actividad directa, pero seguí formando parte de la orientación en el ambulatorio. Pero un par de años más tarde también los interrumpí, porque entendí que no podía aceptar compromisos con el mal». Se necesitó tiempo para cambiar una mentalidad tan enraizada, «pero Dios es paciente, espera».

A la mujer se le priva de un don
Ahora Rossi entiende dónde se esconde la mentira: «A la mujer no la ayudas privándola del don que se le hace, sino ayudándola a acogerlo. Cualquier otro camino es destructivo tanto para el niño como para la madre, por lo que intento que entiendan que la angustia que sienten está inducida por la situación y las presiones externas. Y las dirigo hacia quienes pueden ayudarlas, ofreciéndoles también mi apoyo».

Las oraciones ante los abortorios no son inútiles: muchas madres reciben la inspiración última para evitar el aborto, y también algunos médicos son tocados por Dios para dejar de matar niños.
El año en el que madura esta posición es el mismo en el que el ginecólogo decide casarse por la Iglesia con su esposa, con la que ha tenido tres hijos.

Hoy su vida ha cambiado totalmente, aunque sigo «siendo un pobrecillo como antes. La diferencia es que ahora reconozco la presencia del Señor en mis jornadas y reconozco también mi pecado. Me siento como el hijo pródigo, al que el padre acoge con una fiesta. Mientras que la comunidad en la que me ha metido es una ayuda porque veo en mis hermanos al Señor presente, que me convierte continuamente».

Rezar por quienes lo necesitan
La historia de Rossi demuestra que en un instante se puede incluso dejar atrás una ideología y una rutina profundamente arraigadas. Pero, ¿dónde se encuentra el valor? «Descubrí que en esos años en los que practicaba abortos había quien rezaba por mí: estaba lejos de Dios y Él vino a cogerme. Y me ha traído hasta aquí. Después no he tenido que hacer nada, sólo dejarme salvar. No merecía todo esto, no merezco ser cristiano». De hecho, aunque el dolor del pecado y «de los tantísimos abortos que he practicado es grande, ahora tengo su amor».

Y ciertamente «creo que seré juzgado, pero no tengo miedo. Porque Dios es misericordioso y mirará también mi "sí" a Su llamada». Permanece el engaño de una ley que empuja a las madres y a otros médicos a matar a miles de niños cada día.

Publicado en La Nuova Bussola Quotidiana.
Traducción de Helena Faccia Serrano (diócesis de Alcalá de Henares).


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«El cáncer me curó el alma»: Carlotta, joven violinista, murió alegre por haber comprendido la Cruz

El impactante testimonio de su hermano, un canto a la esperanza

Carlotta tenía por delante una brillante carrera como violinista, pero eso fue lo que menos le importó.
ReL  5 abril 2016

[Su confesor habla de santidad porque santidad "es unir la vida a Cristo crucificado" y Carlotta Nobile lo hizo. A los 22 años le diagnosticaron un cáncer, cuando ya era una joven violinista de excelente formación y magníficas perspectivas profesionales y artísticas. Murió tres años después agradeciendo a Dios la enfermedad que la mató, porque había sacado lo mejor de sí misma y había comprendido el sentido cristiano del sufrimiento. Reproducimos el artículo que ha escrito sobre ella Chiara Santomiero en Aleteia.]

Era Domingo de Ramos de 2013. El Papa Francisco hablaba a los jóvenes reunidos en la plaza de San Pedro para la Jornada Mundial de la Juventud: “Vosotros no os avergonzáis de la Cruz, al contrario, la abrazáis porque habéis comprendido que es en el don de uno mismo, en salir de sí mismo, donde está la verdadera alegría, y que con el amor de Dios, Él ha vencido al mal”.


Una oyente que tomó buena nota Carlotta seguía la celebración por televisión, en su casa de Benevento (Italia). Oyó las palabras del Papa Francisco y en ese momento todo cobró sentido: la enfermedad, el dolor, la vida que a los 22 años ya tenía la palabra “fin”. Violinista precoz de gran talento, concertista de fama a pesar de su juventud, carrera histórico-artística en La Sapienza y en la Luiss de Roma, cursos de historia de arte contemporáneo en la Universidad de Cambridge y en el Sotheby’s Institute de Nueva York, autora de dos libros, Carlotta Nobile hasta ese momento había vivido deprisa, casi con el viento en los rubios cabellos que le daban un aspecto casi escandinavo. 

Carlotta, durante la presentación de uno de sus libros, Oxymoron.
“Soy como un río -escribía en 2007- que para llegar al mar elige siempre el camino más tortuoso, el más largo. El más difícil. Quizás porque en el fondo creo que ganar con facilidad es como perder. Y que perder ante lo imposible es como haber vencido. Por el solo hecho de haberlo intentado. Mi vida ha sido siempre así. Un reto. Y pienso que será siempre así”.

De hecho, cuando se presenta el cáncer, Carlotta afronta la enfermedad como un reto que vencer. En abril de 2012 abre una página Facebook, titulada Il Cancro, e poi [El cáncer, ¿y?] en la que postea pensamientos y reflexiones, que compartía con muchas personas que vivían su misma lucha, y a las que ofrecía apoyo y ayuda moral.
Ofreció varios conciertos en solitario. Podría decirse el tópico de que la vida le sonreía... si no fuese porque ella entendió que la vida había empezado a sonreírle de verdad cuando la enfermedad la acercó a Dios.
Entregada a la confianza en Dios
Y a su “segunda familia” social comunica ese “algo extraordinario” que le sucedió después de un ingreso hospitalario en Milán “y después de la noticia de las nuevas metástasis cerebrales, además de las del pulmón y el hígado”: “He encontrado la fe y el abandono, que esta cruz de este terrible cáncer sea para mí una increíble oportunidad de crecimiento, aunque a veces los ‘cancerosos’ sabemos que es difícil convivir con ella. (…) Mi forma de vivir este cáncer (justo ahora, en el momento en que se muestra más agresivo conmigo!!!) se ha vuelto de una serenidad y de una confianza únicas… Y todo esto gracias a la fe y a este extraordinario Papa Francisco (…) que dice que los jóvenes deben llevar la cruz con alegría”.


Todos los que rodeaban a Carlotta -sus padres, el queridísimo hermano Matteo (ver abajo el vídeo con su testimonio), el novio Alessandro, los amigos- se convierten en testigos de la extraordinaria confianza, en el abandono consciente y sin condiciones a Dios, que se expresa en el Padrenuestro siempre en sus labios.


A su madre, profesora de violín que le transmitió la pasión por el instrumento, Carlotta le escribe sms como estos: “Mamá… el cáncer es lo mejor que me ha pasado… De verdad!!!... Me habría perdido mi mejor parte... Siento mucho no poderlo gritar a todos. Porque de verdad es de lo que más orgullosa estoy en mi vida... ¡Mucho más que de todo lo demás que he hecho en 24 años, de todos mis esfuerzos!".
 
¿Una santa? Más bien: “Un poco loca -como le responde afectuosamente la madre, inmersa en el peor dolor que un padre tenga que afrontar-. Maravillosa, pero… Capaz de demostrar que amaba la vida más allá de los límites… Hay una espiritualidad extraordinaria en todo esto…Increíble… Por eso se te ayudará”.

"El cáncer me ha curado el alma"
En Roma, Carlotta se dirige a la iglesia de San Giacomo al Corso, a cuyo párroco, Giuseppe Trappolini, cuenta su historia, la lucha con el melanoma y la alegría que sintió escuchando las palabras del Papa Francisco. El sacerdote decide contarle al Papa por carta la historia de Carlotta y Bergoglio, con la espontaneidad que le distingue, le telefonea a la parroquia para darle las gracias y asegurar su oración por ella.


También Carlotta escribe al Papa, para comunicarle su confianza en la vida y en el encuentro con Dios: “Sé que el cáncer me ha curado el alma, deshaciendo todas mis marañas interiores y regalándome la Fe, la Confianza, el Abandono y una Serenidad inmensos justo en el momento de mayor gravedad de mi enfermedad”.


¿Se puede ser santo en pocos meses? La santidad de los altares, el reconocimiento oficial de la Iglesia -como para Santo Domingo Savio, Santa Clelia Barbieri o el Beato PierGiorgio Frassati, todos santos jóvenes-, sólo Dios lo sabe, afirma Trappolini. Sin embargo, añade, “la santidad de Carlotta como persona que se ha encontrado con Dios en esta vida y en la otra, para mí es una certeza. Tengo la certeza de que ha santificado los últimos meses de su vida de la forma más canónica que conocemos: una vida profunda de fe, de oración, de sufrimiento. Esta vida suya la unió a Cristo crucificado. Esto es la santidad. Yo pienso precisamente que la santidad es el encuentro con el Señor. Los tiempos son sólo nuestros”.
La muerte de Carlota connmocionó la ciudad de Benevento, donde con tan sólo 21 años había sido nombrada directora artística de la Orquesta de Cámara de la Academia Santa Sofía.
Carlotta Nobile murió el 16 de julio a los 24 años. El deseado encuentro con el Papa Francisco, que le había dado su disposición, no se pudo realizar. Y Carlotta tampoco pudo participar en los tres conciertos organizados con la Associazione Donatori di Musica, con músicos que tocan en las unidades oncológicas de los hospitales para acompañar las terapias. Tras su muerte se le han dedicado conciertos, muestras de arte, manifestaciones y reconocimientos a su memoria. En 2015 nació la Associazione Centro Studi Carlotta Nobile con el objetivo de promover actividades e iniciativas “ligadas a sus investigaciones culturales, a sus pasiones y a su amor -inmenso- por la vida”. 

Publicado en Aleteia.

Testimonio de Matteo, hermano de Carlotta, sobre su espíritu en la enfermedad y la muerte

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Fátima Jovem 2016