Páginas

terça-feira, 5 de abril de 2016

O patriarca de Veneza em defesa da liberdade religiosa

A chamada lei “anti-mesquitas” apresenta elementos de “perplexidade e preocupação não só para os católicos, mas também para as outras comunidades religiosas”

  Igreja e Religião

CC
Os meios de comunicação italianos já a chamam de “lei anti-mesquitas”, embora a proposta em debate na região do Veneto, ao norte do país, fale de uma “alteração na lei regional sobre governo territorial que visa introduzir uma nova normativa para regulamentar a construção de edifícios e instalações de interesse público para serviços religiosos, a fim de proporcionar aos municípios critérios homogéneos para garantir uma adequada qualidade urbana às áreas designadas para este objectivo”.

As alterações legais propostas já provocam polémica na Itália.

Nesse contexto, o patriarca de Veneza, Francesco Moraglia, declarou:

“Espero ler o texto final, que vai ser apresentado dentro de poucos dias, mas já pedi alguns pareceres para além das polémicas estéreis e da oposição fácil. Encontrei os representantes das confissões cristãs de Veneza, com quem compartilhamos uma ampla reflexão sobre a proposta de lei.

Constato com pesar que as alterações propostas ainda contêm elementos de perplexidade e preocupação para o exercício do direito constitucional à liberdade religiosa. Esta observação, é claro, vale não só para os católicos, mas também para as outras comunidades religiosas.

Para ser claro, parece que a construção de todo novo edifício ou ‘estrutura’ para o culto ou ‘serviços religiosos’ – em nosso caso, igrejas, paróquias – é equiparada à construção de um novo centro de serviços.

Uma igreja ou as salas de catecismo, com todo o respeito aos outros tipos de actividade, não podem responder à mesma lógica que gere a criação de um centro comercial, um posto de gasolina, um ginásio de desportos; estas realidades empresariais talvez possam ser colocadas em áreas predefinidas “para serviços”, fora dos centros históricos e longe das residências, com compromissos e custos de urbanização suportados pelos empreendedores, uma vez que são actividades económicas com fins lucrativos. Mas não pode ser dito o mesmo das realidades de culto.

O risco é o de contradizer a grande tradição que marcou profundamente o catolicismo do povo do Veneto, uma realidade ainda viva na nossa história, no nosso território e para muitos dos seus habitantes.

A paróquia, de fato, sempre surgiu onde as pessoas vivem, com as suas necessidades e urgências quotidianas. O termo ‘paróquia’ indica justamente a proximidade das casas e da vida das pessoas. Estamos falando de estruturas que compõem as nossas comunidades – e a Igreja não é uma agência de prestação de serviços!

Se os nossos pais e avós tivessem agido de acordo com a lei que agora se propõe, não só não teríamos hoje os esplêndidos tesouros artísticos e arquitectónicos que tornam famosos em todo o mundo os nossos centros históricos, mas, ainda mais grave, não poderíamos desfrutar da benéfica e capilar presença de paróquias, centros de aconselhamento e obras de caridade e solidariedade que representam uma autêntica riqueza para o nosso tecido social, tanto nas cidades como nas áreas rurais.

O nosso Veneto é também composto por pontos de agregação como as nossas paróquias, que estão presentes, repito, onde vivem as comunidades, feitas de crianças, jovens, famílias, idosos e pessoas frágeis.

É claro que todos nós entendemos que a situação actual é complexa e fragmentada, e, portanto, requer muita atenção. Devem ser exigidas as corretas medidas de segurança, uma forte responsabilidade e respeito por parte de todos e um senso mais profundo da legalidade, mas não se pode renunciar ao princípio civil e religioso que garante o direito fundamental à liberdade religiosa.
A liberdade religiosa, respeitosa da consciência, das boas regras e da vida civil, deve ser, mais do que nunca, reforçada.

Não a restrinjamos! O exercício da fé, inclusive público, é um valor civil e eclesial que permite a todos expressar-se respeitando as crenças do outro.

‘O direito à liberdade religiosa – cito o Concílio Vaticano II, na declaração Dignitatis Humanae, número 2 – não se baseia em uma disposição subjectiva da pessoa, mas na sua própria natureza (…) e o seu exercício, quando é respeitada a ordem pública, não pode ser de maneira alguma impedido’.

Espero que ainda haja tempo e, sobretudo, sincera vontade de todos para reflectir, com serenidade e espírito construtivo, sobre uma questão que é tão delicada, antes de legislar sobre questões vitais para todos os venetos e não apenas para as comunidades religiosas”.


in


Alauítas sírios pedem “uma saída para o regime”

Um grupo de famílias da seita à qual pertence a família Assad publica um documento para “marcar distâncias” do presidente

  Notícias do Mundo

Wikimedia Commons
“Nós não somos contra Assad como pessoa; somos contra o sistema atual. Não podemos salvar o Estado se ele renunciar imediatamente. Mas, com ele no poder, não haverá reformas. Precisamos, portanto, de uma mudança em etapas, monitorizada pela comunidade internacional”. A tomada de posição é talvez inesperada, já que traz a assinatura de algumas das mais importantes famílias alauítas da Síria. Trata-se da seita xiita que exerce forte influência no país desde 1971, quando o alauíta Assad pai assumiu o poder.

“Nossos líderes religiosos podem negociar um acordo e assegurar a protecção da família Assad”, a fim de obter uma “saída para o regime” e “desenhar um ‘mapa do caminho’ para a paz”.

O objectivo expresso do grupo de famílias é buscar a “unidade política da Síria, sob a laicidade e o Estado de Direito, em que a legitimidade do poder passe pelo consenso democrático. A liderança política (uma referência a Assad, ndr) não pode, em nenhuma circunstância, usar a repressão por medo de perder o seu poder”. O documento encerra: “O nosso objectivo é marcar as distâncias entre a comunidade e Assad, declarar a nossa verdadeira identidade e fazer as pazes com os sunitas”.


in


Confrontos entre Azerbaijão e Arménia em Nagorno-Karabakh: dezenas de vítimas

Patriarca Karekin II: “Condenamos severamente a agressão do Azerbaijão”

  Notícias do Mundo

Wikimedia Commons
Reacende-se o conflito em Nagorno-Karabakh, região do Cáucaso disputada há décadas pelo Azerbaijão e pela Arménia. Desta vez, os confrontos entre os exércitos dos dois países foram os mais graves desde 1994, quando um frágil cessar-fogo encerrou seis anos de um conflito que já tinha custado a vida de 30 mil pessoas, em grande parte civis.

Na crise actual, a Arménia alegou ter sofrido 18 baixas entre os militares, além de 35 soldados feridos. O Azerbaijão fala de 12 soldados seus que foram mortos nos confrontos e da perda de um helicóptero e um tanque. As duas partes se acusam mutuamente de atacar áreas civis. Mísseis disparados pelos azerbaijanos teriam atingido e matado um menino arménio de 12 anos.

Pedidos para “parar as hostilidades” já foram feitos pelo presidente da Federação Russa, Vladimir Putin, e pela OSCE (Organização para a Segurança e Cooperação na Europa), que expressou “séria preocupação”.

Também interveio Sua Santidade Karekin II, patriarca supremo e catholicos de todos os arménios. “Com muita severidade, condenamos as operações agressivas e premeditadas do Azerbaijão ao longo das fronteiras de Nagorno-Karabakh, inclusive contra regiões habitadas por civis e populações pacíficas”.

Karekin II pede oração e a solidariedade para com “as autoridades e o povo de Nagorno-Karabakh e os valentes e heróicos soldados e oficiais do Exército de Defesa. Nós os exortamos a enfrentar com coragem implacável e espírito inabalável os ataques perpetrados contra a independência da nossa pátria e contra a segurança da nossa nação. As ameaças persistentes e as operações militares organizadas pelo Azerbaijão minam a estabilidade da região e anulam os esforços para resolver as disputas”.


in


O Papa na missa da Divina Misericórdia convidou a continuar escrevendo o Evangelho

Milhares de peregrinos vindos de todo o mundo participaram ontem na celebração instituída por São João Paulo II

  Papa Francisco

En El Domingo De La Divina Misericordia El Papa Inciensa A La Imagen De María

A santa missa do segundo domingo de Páscoa, ou da Divina Misericórdia, começou com a bênção da água, enquanto o coro da Capela Sistina cantava o “Vidi Acquam egredientem”.

Ontem, domingo de primavera na Itália, o santo Padre presidiu a eucaristia. Milhares de peregrinos lotavam a praça adornada de flores.

Neste ano o dia da solenidade, que foi o primeiro domingo depois da Páscoa, coincidiu com a data da primeira celebração, no dia 3 de Abril de 2005. No dia anterior havia falecido São João Paulo II, que instituiu a festa.

Nesta festividade, na qual Jesus prometeu à sua vidente, santa Faustina Kowalska, o perdão total dos pecados e penas de quem se confesse e comungue, as leituras e intenções foram lidas em vários idiomas.

“Todos somos chamados a ser escritores vivos do Evangelho, portadores da Boa Notícia a todo homem e mulher de hoje”, destacou o Papa na sua homilia. E disse que “podemos fazê-lo realizando obras de misericórdia corporais e espirituais, que são o estilo de vida do cristão”.

Destacou que “ser apóstolos de misericórdia significa tocar e acariciar as suas chagas, presentes também hoje no corpo e na alma de muitos irmãos e irmãs seus. Ao curar estas feridas, confessamos Jesus, fazemo-lo presente e vivo; permitimos a outros que toquem a sua misericórdia e que o reconheçam como “Senhor e Deus”.

“Ser portadores da sua paz: esta é a missão confiada à Igreja no dia da Páscoa. Nascemos em Cristo como instrumentos de reconciliação, para levar a todos o perdão do Pai, para revelar o seu rosto de amor único nos sinais da misericórdia”, disse.

“Peçamos a graça – exortou o Pontífice – de não cansar-nos nunca de acudir à misericórdia do Pai e de levá-la ao mundo; peçamos ser nós mesmos misericordiosos, para difundir em todas as partes a força do Evangelho”.

E concluiu convidando através das obras de misericórdia a “escrever essas páginas do Evangelho que o apóstolo João não escreveu”.

Leia a homilia na íntegra abaixo:

***

«Muitos outros sinais miraculosos realizou ainda Jesus, na presença dos seus discípulos, que não estão escritos neste livro» (Jo20, 30). O Evangelho é o livro da misericórdia de Deus, que havemos de ler e reler, porque tudo o que Jesus disse e fez é expressão da misericórdia do Pai. Nem tudo, porém, foi escrito; o Evangelho da misericórdia permanece um livro aberto, onde se há de continuar a escrever os sinais dos discípulos de Cristo, gestos concretos de amor, que são o melhor testemunho da misericórdia. Todos somos chamados a tornar-nos escritores viventes do Evangelho, portadores da Boa Nova a cada homem e mulher de hoje. Podemos fazê-lo praticando as obras corporais e espirituais de misericórdia, que são o estilo de vida do cristão. Através destes gestos simples e vigorosos, mesmo se por vezes invisíveis, podemos visitar aqueles que passam necessidade, levando a ternura e a consolação de Deus. Deste modo damos continuidade ao que fez Jesus no dia de Páscoa, quando derramou, nos corações assustados dos discípulos, a misericórdia do Pai, derramando sobre eles o Espírito Santo que perdoa os pecados e dá a alegria.

Mas, na narração que ouvimos, aparece um contraste evidente: por um lado, temos o medo dos discípulos, que fecham as portas da casa; por outro, temos a missão, por parte de Jesus, que os envia ao mundo para levarem o anúncio do perdão. O mesmo contraste pode verificar-se também em nós: uma luta interior entre o fechamento do coração e a chamada do amor para abrir as portas fechadas e sair de nós mesmos. Cristo, que por amor entrou nas portas fechadas do pecado, da morte e da mansão dos mortos, deseja entrar também em cada um para abrir de par em par as portas fechadas do coração. Ele que venceu, com a ressurreição, o medo e o temor que nos algemam, quer escancarar as nossas portas fechadas e enviar-nos. A estrada que o Mestre ressuscitado nos aponta é estrada de sentido único, segue-se apenas numa direção: sair de nós mesmos, sair para testemunhar a força sanadora do amor que nos conquistou. Muitas vezes vemos, diante de nós, uma humanidade ferida e assustada, que tem as cicatrizes do sofrimento e da incerteza. Hoje, face ao seu doloroso clamor de misericórdia e paz, ouçamos como que dirigido a cada um de nós o convite feito confiadamente por Jesus: «Assim como o Pai Me enviou, também Eu vos envio a vós (Jo 20, 21).

Cada doença pode encontrar na misericórdia de Deus um auxílio eficaz. Com efeito, a sua misericórdia não se detém à distância: quer vir ao encontro de todas as pobrezas e libertar de tantas formas de escravidão que afligem o nosso mundo. Quer alcançar as feridas de cada um, para medicá-las. Ser apóstolos de misericórdia significa tocar e acariciar as suas chagas, presentes hoje também no corpo e na alma de muitos dos seus irmãos e irmãs. Ao cuidar destas chagas, professamos Jesus, tornamo-Lo presente e vivo; permitimos a outros que palpem a sua misericórdia, e O reconheçam «Senhor e Deus» (cf. Jo 20, 28), como fez o apóstolo Tomé. Eis a missão que nos é confiada. Inúmeras pessoas pedem para ser escutadas e compreendidas. O Evangelho da misericórdia, que se deve anunciar e escrever na vida, procura pessoas com o coração paciente e aberto, «bons samaritanos» que conhecem a compaixão e o silêncio perante o mistério do irmão e da irmã; pede servos generosos e alegres, que amam gratuitamente sem nada pretender em troca.

«A paz esteja convosco!» (Jo 20, 21): é a saudação que Cristo leva aos seus discípulos; é a mesma paz que esperam os homens do nosso tempo. Não é uma paz negociada, nem a suspensão de algo errado: é a sua paz, a paz que brota do coração do Ressuscitado, a paz que venceu o pecado, a morte e o medo. É a paz que não divide, mas une; é a paz que não deixa sozinhos, mas faz-nos sentir acolhidos e amados; é a paz que sobrevive no sofrimento e faz florescer a esperança. Esta paz, como no dia de Páscoa, nasce e renasce sempre do perdão de Deus, que tira a ansiedade do coração. Ser portadora da sua paz: esta é a missão confiada à Igreja no dia de Páscoa. Nascemos em Cristo como instrumentos de reconciliação, para levar a todos o perdão do Pai, para revelar o seu rosto de amor nos sinais da misericórdia.

No Salmo Responsorial, foi proclamado: «O seu amor é para sempre» (118/117, 2). É verdade, a misericórdia de Deus é eterna; não acaba, não se esgota, não se dá por vencida diante das portas fechadas e nunca se cansa. Neste «para sempre», encontramos apoio nos momentos de provação e fraqueza, porque temos a certeza de que Deus não nos abandona: permanece connosco para sempre. Demos-Lhe graças por este amor tão grande que nos é impossível compreender. É tão grande! Peçamos a graça de nunca nos cansarmos de tomar a misericórdia de Deus e levá-la pelo mundo: peçamos para ser misericordiosos, a fim de irradiar por todo o lado a força do Evangelho, para escrever aquelas páginas do Evangelho que o apóstolo João não escreveu.


in

Islamizado a la fuerza de niño, una sentencia le permite volver al cristianismo: es un caso clave

ReL  4 abril 2016

La bandera de Sarawak en un encuentro católico -
es una de las zonas de Malasia menos islamizadas
Roneey Anak Rebit, de 41 años, nació cristiano en Malasia, pero sus padres lo convirtieron al Islam en su infancia, al parecer por conveniencia más que por convicción, con el nombre musulmán de Azmi Mohamad Azam.

La familia no era devota y en 1999 Roneet se hizo bautizar nuevamente como cristiano. También pidió que el Registro Civil eliminara su registro como musulmán, lo que inició un largo proceso judicial en el Estado malasio de Sarawak. El 24 de marzo pasado, el juez Yew Jen Kie aprobó esta petición, citando el artículo 11 de la Constitución federal, que protege la libertad de culto.

Se trata de un caso que constata que el interesado nunca fue realmente musulmán, cosa que se demuestra “porque nunca había practicado el islam, y su conducta de vida no tenía nada que ver con dicha religión".

El Padre Lawrence Andrew, director del semanario católico malasio The Herald, puntualiza que "algunas personas testimoniaron que él nunca profesó la fe musulmana, y era libre, por lo tanto, de regresar a su antigua fe. En cambio, en el caso de que una persona sea musulmana practicante, es muy difícil cambiar de religión”. Si se hubiera mostrado que en algún momento fue musulmán practicante, se trataría de un caso de apostasía y un tribunal de la sharía (la ley islámica) sería el único autorizado para estudiarlo... y denegaría su abandono del Islam.

La Asociación de las Iglesias de Serwak (ACS) expresó su gratitud: “a la Alta corte de Kuching por haber tomado esta decisión justa e imparcial, de acuerdo con la ley. Apelamos al gobierno federal a fin de que garantice la libertad de religión prevista en el Malaysia Agreement [acta que en el año 1963 unió Borneo y Sarawak a la Federación Malaya, dando así vida a Malasia, ndr]”.

En parejas mixtas, bebés musulmanes por ley
Este caso afecta al debate sobre las llamadas “conversiones unívocas”, leyes actualmente en vigor según las cuales los hijos de parejas mixtas (un cónyuge musulmán y el otro de otra religión) deben ser siempre registrados como musulmanes y, en caso de separación, confiados sólo al progenitor musulmán. El gobierno lleva años planteando reformar estas leyes pero sin que se concreten nunca.

Malasia tiene unos 30 millones de habitantes: el 60% son musulmanes, un 20% budistas, un 10% cristianos, y un 6% hindúes.


in


 

El cerebro tiene funciones analíticas y empáticas: ateos y creyentes enfatizan unas o desdeñan otras

ReL  4 abril 2016

El mecanismo analítico del cerebro a algunos les
resulta cómodo y gratificante... y a otros fastidioso
y difícil
¿Por qué hay gente que parece tener una aversión instintiva a lo espiritual y lo emotivo, mientras que hay otra que siente una gran incomodidad hacia el análisis frío y racional?

Un nuevo estudio parece sugerir que tiene que ver con la estructura del cerebro humano: hay en él zonas para el análisis y también zonas para la empatía, pero no funcionan a la vez. Cuando usamos una función, la otra se apaga. Habría personas que están "enganchadas" a una de estas funciones, y les resultaría incómodo esforzarse en usar la otra... y entender a los congéneres que lo hacen.

En Estados Unidos, la Case Western University y el Babson College han descrito esta relación en la revista PLOS ONE: un mecanismo cerebral se relaciona con la empatía (la percepción social y emocional) y el otro con el pensamiento analítico (incluyendo el análisis y descripción del mundo físico). Tony Jack, el investigador principal de este trabajo, constata que en el momento en que se usa uno de esos mecanismos se bloquea o congela el otro.

Los investigadores realizaron 8 experimentos, cada uno con entre 159 y 527 adultos.

En los ocho experimentos, las personas más religiosas mostraron una mayor preocupación moral.

Los resultados de los experimentos mostraban además que tanto la creencia espiritual como la empatía tenían relación con la mayor frecuencia de rezos, meditaciones u otras prácticas espirituales o religiosas.

"Sabemos que para algunos dilemas morales difíciles, la red cerebral que cada uno emplea dictamina qué tipo de principios guían tu respuesta", continúa Tony Jack.

Ante un pregunta moral compleja (¿salvar a uno o salvar a muchos, cuánto vale la vida de un anciano, o la de una mala persona?, etc...) unas personas recurren al mecanismo empático/intuitivo/espiritual, y el otro al mecanismo analítico.

Además, hay personas que tienen patológicamente bloqueado  o disminuido uno de estos mecanismos. Por ejemplo, los psicópatas diagnosticados (aunque no maten a nadie) tienen disminuida o anulada su empatía por los demás. Los investigadores de este estudio consideran probado que entre los psicópatas diagnosticados hay más ateos.

Cuando cuesta entender el razonar del otro
Richard Boyatzis, profesor de comportamiento de organizaciones en el Case Western Reserve, explica que hay personas extremistas, con dificultad para entender al otro, por esta diferencia en su uso de mecanismos cerebrales, aunque todas las personas cuentan con ambos mecanismos. "Es posible que si reconocemos que así es como funciona el cerebro podamos llegar a un diálogo más equilibrado entre ciencia y religión", sugiere.

"Sentir empatía no significa necesariamente que se tengan creencias anti-científicas. Por el contrario, nuestro trabajo sugiere que si sólo enfatizamos la zona analítica, estamos comprometiendo nuestra habilidad de cultivar el pensamiento moral o social", puntualiza Jared Friedman, otro de los autores de la investigación.

Los autores del estudio comentan que en el libro de Baruch Aba Shalev 100 years of Nobel Prizes se constata que de 1901 al 2000, 654 premiados con el Nobel (en sus distintas categorías), es decir, el 90 por ciento, se declaraban miembros de alguna religión (de 28 tradiciones distintas). Los que se declaraban ateos, agnósticos o librepensadores eran un 10 por ciento. "Puedes ser religioso y un muy buen científico", constata Jack.

Dos campos bien demarcados... y colaborar
A la hora de fomentar la comprensión y la colaboración entre ciencia y religión, estos investigadores avisan de que "la mayoría de las personas a las que les atrae la ciencia siempre tratarán de aplicar los principios científicos tanto como puedan, y las personas religiosas o espirituales intentarán hacer lo mismo con sus ideas".

Pero Tony Jack ve que en vez de conflicto puede haber colaboración si se reconoce la función de cada campo. "La religión no tiene nada que decir sobre la estructura física del mundo, ése es el trabajo de la ciencia. Y la ciencia debe contribuir a nuestros razonamientos éticos, pero no puede dictaminar qué es moral o inmoral, ni decirnos cómo debemos darle sentido y propósito a nuestras vidas", resume él su postura.

En el vídeo, un capítulo de la serie de dibujos 3MC sobre la complementariedad entre fe y ciencia 



in


Fabrice Hadjadj: Dios viene a salvarnos en lo más humano, la vida cotidiana es Su obra maestra

Converso del ateísmo y el judaísmo, publica una obra sobre la Resurrección

Fabrice Hadjadj es uno de los filósofos más influyentes del pensamiento católico europeo de la última década.
ReL  4 abril 2016

[El filósofo francés Fabrice Hadjajd, autor de obras como La fe de los demonios, Tenga usted éxito en su muerte, ¿Qué es una familia? o ¿Cómo hablar de Dios hoy?, acaba de publicar en Francia un libro sobre la Resurrección: Résurrection. Mode d´emploie [Resurrección. Modo de empleo], en torno al cual fue entrevistado por Marie-Laetitia Bonavita para Le Figaro, conversación que reproducimos a continuación.]

Mientras los cristianos celebran la Pascua, el escritor y filósofo acaba de publicar, con un tono a la vez profundo y ligero, una magnífica meditación sobre el misterio de la salvación.


 
-¿Cómo alguien como usted, que procede de una familia judía y atea, se convierte al catolicismo?
-Sin duda, siendo aún más ateo y más judío. He intentado sinceramente ser ateo, pero me di cuenta de que era de estúpidos rechazar a Dios para construir en su lugar un pequeño ídolo a mi medida: el dinero, por ejemplo, o el orgasmo, o los reconocimientos o incluso mi propio juicio. El ateísmo me hizo rechazar las divinidades construidas y me puso en disposición para acoger al Dios que nos trasciende. Y además, me llegó de golpe, rezando por mi padre enfermo: de repente supe que Dios se había hecho carpintero judío, lo que es algo bastante escandaloso, hay que reconocerlo, sobre todo hoy en día, pues hay una vuelta al antisemitismo y también un frenesí tecnológico que nos empuja a no creer en el carpintero, sino en el cyborg. Y, sin embargo, éste es el misterio cristiano.

-En su libro usted insiste en que la Resurrección tiene sus raíces en lo cotidiano. No es fácil, ¿no cree?

-Desde que el hombre empezó a imaginarse a un ser resucitado en gloria, lo representa como un supermán que hace proezas espectaculares. Este tipo que ha descendido a los infiernos y que ha vuelto de allí, ¿nos traerá una palabra de ultratumba, esotérica, envuelta en una luz y un sonido sin precedentes? Pues bien, cuando Jesús se apareció a sus discípulos les dijo: «La paz esté con vosotros»; es decir, les dijo "buenos días". Y después comió con ellos, les comentó las Escrituras, como cualquier otro rabino o como alguien que cuenta la estupenda aventura que acaba de vivir. Su apariencia es tal vez incluso la del primero que llega: María Magdalena le toma por el jardinero, por el sospechoso número uno porque piensa que ha robado el cuerpo; los peregrinos de Emaús lo toman por un caminante que no sabe lo que acaba de pasar en Jerusalén. ¿Por qué pasa esto? Porque Dios viene realmente a salvar a su criatura en lo que ésta tiene de más humano. Y porque la vida cotidiana es su obra maestra, algo que nadie había hecho antes que Él, hasta el punto de crear el universo para exponerlo al sol y bajo las estrellas.

-Los Evangelios le conceden un lugar importante al alimento terrestre (la sagrada mesa, el milagro del pan y de los peces). ¿En qué es divino el estómago?

-¿Qué es comer para que Jesús lo haga después de su resurrección? Obviamente, es transformar algo en sí mismo a través de una operación banal y, sin embargo, milagrosa: cuando Léa Seydoux come pollo, el pollo ¡se metamorfosea en chica Bond! Pero incluso esto indica nuestra dependencia ecológica respecto a los alimentos y, por lo tanto, a todo el cosmos; porque para recibir estos alimentos se necesitan el sol y la lluvia, las estaciones, las abejas, la agricultura (pues ésta es la verdadera base de la economía, y no la alta finanza o las empresas de tecnología digital). Por último, cuando usted llama «¡A la mesa!», esto no tiene nada que ver con un palabra de orden ideológico o generacional: los jóvenes y los ancianos, los inteligentes y los ingenuos, los hombres y las bestias (el cachorro de la Cananea), Dios en persona (los tres personajes enviados a casa de Abraham) y los traidores (Judas se sirvió del plato del Mesías), todos vienen y se pasan la sal a pesar de sus diferencias y discrepancias. El Verbo coincide con el estómago porque es el lugar de una catolicidad profunda.

-El apóstol Tomás duda de la resurrección del cuerpo de Cristo. ¿Por qué dice usted: «Si dudan, vayan al fondo: que su duda sea de buena fe»?

-Porque tengo espíritu cartesiano. Los otros animales no dudan. Como demuestra Descartes de manera formidable, si podemos dudar de todo, incluso de nosotros mismos, es porque tenemos en nosotros la idea de Infinito. Por esto, todo lo que nos llama la atención podemos ponerlo a distancia, porque es algo finito, aún no es Dios. La existencia de Dios es, de alguna manera, la condición de la posibilidad de la duda, incluso del ateísmo. Pero el Dios infinito, apenas se abre nos remite a lo finito, como a su criatura bien amada… Para creer, Tomás pide no sólo ver, sino meter su dedo en las llagas del Resucitado. Exige una especie de milagro al revés. En un milagro normal, las llagas desaparecen. Con el Resucitado, las llagas permanecen para la eternidad. Es lo que espera Tomás, porque él rechaza una gloria espiritualista que no se tome en serio las tragedias de la historia, que rechace el horror como si no hubiera existido.

-¿Qué tenemos que hacer ante lo que usted denuncia como las dos contra-anunciaciones de hoy en día: el tecnicismo y el islamismo?
-Efectivamente, por un parte está el tecnicismo, que nos propone una parodia del Hombre nuevo: en lugar del Verbo hecho carne, la carne hecha bits… Por la otra, el islam, en el que el ángel Gabriel no aparece ante María sino ante Mahoma, y no para magnificar lo humano, sino para someterlo a una Ley "deresponsabilizadora" (que es el equivalente de la programación y el cálculo total). En ambos casos se rechaza la condición humana en su drama, en su nacimiento, en su carne y en su libertad. Pero, ¿cómo resistirse a este rechazo? ¿Cómo rechazar la propuesta de un paraíso automático o automatizado? El consuelo material y espiritual es muy tentador; y para no sucumbir a él y seguir siendo humanos será necesario creer cada vez más que Dios se hizo carne en ese carpintero judío asesinado con treinta y tres años. Entonces estaremos seguros, a pesar de todas las dudas, de que para llevar una vida divina no son necesarios los últimos dispositivos electrónicos del progreso ilimitado ni el establecimiento de la sharia. Por lo demás, quien sueñe con un hombre mejorado (o sometido) es intrínsecamente impotente, porque no ha sabido maravillarse ante el que llegó primero.

-¿Tendríamos el paraíso ya en la tierra si cada hombre creyera en la Resurrección?

-Ciertamente no. La fe no tiene nada que ver con una solución técnica y definitiva. Seguiría existiendo el drama; seguiría existiendo el mal pero sería «humano», por así decirlo, o «a la antigua», como en el pasado, cuando nos degollábamos abiertamente y con mala conciencia… Hoy se cometen los horrores más grandes, los más totalitarios y los más devastadores porque intentamos normalizar todo y salir definitivamente del drama. Sin embargo, como usted bien sabe, para salir de él definitivamente sería necesario no tener mujer ni hijos. El misterio de la Resurrección no pretende abolir el drama, sino llevarlo a cumplimiento y transfigurarlo en redención, descubriendo el don que subyace en lo ordinario y cambiando la pérdida por ofrenda.

Publicado en Le Figaro.
Traducción de Helena Faccia Serrano (diócesis de Alcalá de Henares).


in


 

Esta es la verdadera historia de cómo y por qué se pintó la imagen de la Divina Misericordia

Aciprensa  3 abril 2016

Imagen de la Divina Misericordia
Esta imagen le fue revelada a Santa Faustina en 1931 y Jesús mismo le pidió que se pintara. Luego el Señor le explicaría su significado y lo que los fieles alcanzarán con ella. No obstante Santa Faustina lloró al ver que la imagen, en su opinión, “no reflejaba” toda la belleza de Jesús, pero Él la animó.

Cuenta Santa Faustina en su diario: “Al anochecer, estando en mi celda, vi al Señor Jesús vestido con una túnica blanca. Tenía una mano levantada para bendecir y con la otra tocaba la túnica sobre el pecho. De la abertura de la túnica en el pecho, salían dos grandes rayos: uno rojo y otro pálido”.

“Después de un momento, Jesús me dijo: Pinta una imagen según el modelo que ves, y firma: ‘Jesús, en ti confío’. Deseo que esta imagen sea venerada primero en su capilla y [luego] en el mundo entero”.

Jesús le señaló: “Prometo que el alma que venera esta imagen no perecerá. También prometo, ya aquí en la tierra, la victoria sobre los enemigos y, sobre todo, a la hora de la muerte. Yo mismo la defenderé como mi gloria”.

Otro día, estando Santa Faustina en oración, Cristo le dijo: “Los dos rayos significan la Sangre y el Agua. El rayo pálido simboliza el Agua que justifica a las almas. El rayo rojo simboliza la Sangre que es la vida de las almas”.

“Ambos rayos brotaron de las entrañas más profundas de mi misericordia cuando mi Corazón agonizante fue abierto en la cruz por la lanza. Estos rayos protegen a las almas de la indignación de mi Padre. Bienaventurado quien viva a la sombra de ellos, porque no le alcanzará la justa mano de Dios”.

Encargo al pintor polaco Kazimirowski
Santa Faustina contaba todo esto a su confesor, el actual Beato P. Miguel Sopocko, quien designó al pintor Eugenio Kazimirowski para que realizara la imagen según las indicaciones de la santa.

“Una vez, cuando estaba en [el taller] de aquel pintor que pintaba esa imagen, vi que no era tan bella como es Jesús. Me afligí mucho por eso, sin embargo lo oculté profundamente en mi corazón”, escribió Santa Faustina en su diario.

“Fui a la capilla y lloré muchísimo. ¿Quién te pintará tan bello como Tú eres? Como respuesta oí estas palabras: ‘No en la belleza del color, ni en la del pincel, está la grandeza de esta imagen, sino en Mi gracia’”.

Historia de las imágenes
Tres imágenes significativas se pintaron cuando se empezó a propagar la devoción a la Divina Misericordia. La primera es la que se hizo según indicaciones de Santa Faustina y por la mano de Eugenio Kazimirowski, culminada en 1934.

El segundo cuadro fue hecho por encargo de la Congregación de la Hermanas de la Madre de Dios de la Misericordia en 1942 y por el artista Estanislao Batowski, pero, durante la insurrección de Varsovia, la capilla y la imagen fueron consumidas por el fuego. Luego se le encomendó al artista pintar otra para la Capilla de la Divina Misericordia en Cracovia.

Por ese entonces el pintor Adolfo Hyla llegó a la casa cracoviana de la Congregación con la propuesta de pintar un cuadro como voto por haberse salvado en la guerra. Le dieron una estampa de la Divina Misericordia y las descripciones de Santa Faustina. El pintor terminó el cuadro en 1943 y fue bendecida en la capilla por el P. Andrasz, confesor de Faustina.

Más adelante llegó la imagen de Batowski, pero sólo el cuadro de Hyla se quedó en la capilla por recomendación del Cardenal Adan Sapieha, quien lo eligió porque había sido pintado como voto.

Como el cuadro de Hyla no entraba en el altar a la Misericordia, en la capilla, el pintor hizo una imagen más pequeña, que fue bendecida el Segundo Domingo de Pascua de 1944 también por el P. Andrasz. En 1954 el artista repintó el lienzo, eliminando la pradera y el matorral que había puesto, y colocó el fondo oscuro con el suelo bajo los pies de Jesús.

Esta imagen de Hyla se hizo famosa por las gracias que recibían los fieles y es la más difundida en el mundo. De esta manera se cumplió el pedido de Jesús a Santa Faustina: “Deseo que esta imagen sea venerada primero en su capilla y en el mundo entero”.



in


Su madre le abandonó con 3 años; su padre le rompió 55 huesos, fue violado con 15... su vida cambió

La increíble historia de Tim Guénard

Tim Guénard
ReL  3 abril 2016

El francés Tim Guénard tiene una historia de película. A los tres años fue abandonado por su madre.

Su padre le ató a un poste eléctrico y en una de las muchas palizas que le propinaba le rompió 55 huesos que le dejó casi tres años internado en un hospital.

Como sus padres no le querían entró en un orfanato a los siete años donde tampoco nadie lo quiso adoptar. Además, sufrió el maltrato de las personas encargadas de su cuidado y acabó en un hospital psiquiátrico por un error administrativo.

Un reformatorio dónde aprendió a pelear
De allí fue a parar a un reformatorio, donde aprendió a pelear y a odiar al mundo entero… Sólo las ganas de matar a su padre le mantuvieron en pie, convertido ya en todo un delincuente de 12 años.

Está historia tan increíble ha sido contada por el portal Camino Católico con información de las revistas Misión y Alfa y Omega, y tiene plena actualidad tras el testimonio que dio el propio Tim en Barcelona el jueves, 31 de marzo, en el congreso "Cor Iesu, vultus misericordiae" (Corazón de Jesús, rostro de misericordia) que aborda la espiritualidad del Sagrado Corazón y la Divina Misericordia desde la óptica de Santa Teresita de Lisieux, en el marco del Año de la Misericordia convocado por el Papa Francisco.

Tenía ganas de vivir para matar a mi padre
"Sólo en la nariz, tengo 27 fracturas. De ellas, 23 provienen del boxeo y cuatro de mi padre", escribe. Cuenta además: "Soñaba que habían metido a mi papá en una lavadora y que llegaba todo nuevo. ¡Tenía tantas ganas de un beso!, o de una mirada, un gesto; pero tristemente nunca llegó... Un día ya no tuve ganas de eso, tuve ganas de vivir para matarlo; y el odio me dio fuerza".

Lo peor de la infancia
El peor recuerdo de su infancia es haber estado tres años en la cama de un hospital por culpa de los golpes que le dió su padre. "Cuando bebía, no sabía lo que hacía y me pegaba sin darse cuenta. Lo que más me dolió es que durante ese tiempo de convalecencia, nunca tuve una visita".

Un día en el hospital, vio que a su compañero de habitación se le cayó el envoltorio de uno de los regalos que recibió. Tim cogió ese papel y lo escondió. Cuenta que, a pesar de su situación, este simple papel le ayudó a salir adelante: "El papel tenía el dibujo de un tren con vagones llenos de juguetes y un oso de peluche que movía su brazo. Lo escondí en los baños del final del pasillo y todos los días me arrastraba hasta allá (no podía andar) para ver mi papel a escondidas; me daba la impresión de que el osito me decía “¡Hola Tim!” y que me daba las buenas noches al final del día. Para mí era la única visita (esto demuestra que lo que desechan los demás puede ser importante para otros). Ese papel me dio un poco de calor y suscitó en mí el deseo de volver a caminar. Gracias a ese esfuerzo para ver mi papel de regalo, aprendí a andar nuevamente".

Conferencia de Tim Guénard "Testimonio de Misericordia" pronunciada en Barcelona en el marco del Congreso "Cor Iesu, vultus misericordiae" (Corazón de Jesús, rostro de misericordia):
 

Una jueza, su primer ángel de la guarda... 
El círculo vicioso siguió su curso con más huidas, maltratos físicos, vivencias en la calle, una violación y las mafias de la prostitución. Pero a los 16 años, una jueza –“la señora jueza”– fue la primera persona que realmente se ocupó de él; le consiguió un trabajo como aprendiz de escultor de gárgolas y, con esta profesión, Tim comenzó a ser alguien.

Tras cumplir la mayoría de edad, el encuentro personal con el Señor, en una profunda conversión, y con otras personas clave le llevaron por un camino de renovación, de perdón y superación de aquella dramática espiral que asoló toda su vida.

Y otros ángeles de la guarda que aparecen por su vida
Tim relata como Dios le envío algunas personas buenas para que se enderezada en la vida, y señala que nadie se levanta solo, que siempre es ayudado por alguien: «Para mí, son caricias del Big Boss (Dios); la vida no sólo te trata mal, eso únicamente pasa en las malas películas. En la vida real, cuando se escucha a la gente que se ha levantado después de vivir situaciones difíciles, uno se da cuenta de que nadie se levanta solo. Yo mismo he tenido personas en mi camino: el indigente que me enseñó a leer, papá Gaby (su padre adoptivo de los servicios sociales del Estado), la buena jueza y el padre Thomas. Todos son como regalos. El regalo más bonito en la vida son las personas que uno ha querido y quiere; y se necesita la vida entera para conocerlas».

Ahora está casado y tiene cuatro hijos
Apoyado en el “Big Boss”, o sea en Dios, Tim es hoy un hombre de casi 50 años, que vive en el sudeste de Francia, cerca de Lourdes, y que está felizmente casado con Martine, con quien tiene cuatro hijos. Un hombre que acoge en su propia casa a personas con problemas, a las que orienta y da ánimos para que encuentren nuevos motivos para vivir, ofreciéndoles un techo y una mano amiga. Un hombre que no olvida la promesa que se hizo en su ­adolescencia: acoger a otros con las mismas necesidades que él sufrió.

Convivencia entre su familia y los invitados
La convivencia entre su familia y los jóvenes que viven con ellos esta basada en la vida cotidiana y en mostrar el amor real unos a otros y la aceptación reciproca. "Es muy importante que esos jóvenes vean que la vida no es una fantasía, que hay otro modo de existir, que cuando uno comete un error puede pedir perdón e intentar no volver a hacerlo. Para que ellos se convenzan, lo tienen que ver en la práctica. Nosotros acogemos a los jóvenes y delante de ellos vivimos como una familia normal, por eso no es difícil para ellos imitarnos. Si fuéramos gente “perfecta” sería difícil imitarnos, pero justamente los roces que tenemos en la familia nos dan la oportunidad de crecer. Por eso, los jóvenes piensan: ¿y si yo también fuera capaz de mejorar?"

Desmentir la genética con la ayuda del Espíritu Santo
Además, acude a los centros escolares de zonas marginales de Francia para hablarles a los adolescentes de la resiliencia. Se trata de testimonios personales donde, a través de su relato, denuncia las carencias del amor y la violencia que padecen hoy los jóvenes. Y por encima de eso, de las posibilidades de «desmentir a la genética» con la ayuda del Espíritu Santo, esa genética que les dice a las personas que han sufrido que sólo están hechas para la ira y el sufrimiento.

Él mismo había escuchado en más de una ocasión que «los niños apaleados -es algo genético- apalearán a sus hijos»; «los hijos de los alcohólicos -es algo genético- beberán»; «los niños abandonados -es cosa genética- abandonarán a sus hijos»; «los hijos de padres separados -es genético- se separarán...».

¿Quién puede cambiar esta dinámica?
Ante la pregunta: ¿qué puede cambiar esa dinámica?, Guénard afirma: «Cuando ves a personas que quieren y son queridas, eso te ayuda a no reproducir malas conductas. Para los que no tienen cariño, ver a gente con amor es como mirar ese escaparate donde no se puede comprar. Sin embargo, puedes decir: Pues yo algún día viviré de otro modo. Yo no he reproducido la violencia, simplemente porque encontré a gente que me hizo desear cosas más positivas... La mejor manera de ir en contra del destino es ir al encuentro de los demás, porque te dan ilusiones y te enseñan que la vida tiene otro paisaje».

Los consejos a los jóvenes...
Anima a los jóvenes en sus charlas a mirar más alto, a vivir una vida basada en el amor: "A los que tienen la suerte de tener una familia, les diría que es importante respetarla, honrarla y aceptarla; que ni aquellas personas a las que más queremos son perfectas. Muchas veces pregunto a la gente: “¿les has dicho a tus padres o a tus hijos que los quieres?”. Y la gente me dice: “ya lo saben”. Para criticar y decir lo malo, la gente no pone medida; sin embargo, cuando toca decir “te quiero” o “estoy orgulloso de ti” muchos se callan. Se anima a los futbolistas o a los ciclistas, pero es necesario que nos animemos entre nosotros. No es necesario ser un famoso para que alguien te anime. Y cuando los jóvenes ven eso, se producen cambios extraordinarios."

Da conferencias por todo el mundo
Pero la misión de Tim no sólo se desarrolla en Francia, el culmen de su renovación interior fue escribir un libro autobiográfico (Más fuerte que el odio. Gedisa, 2003), donde desgrana con sencillez y sinceridad la historia de su vida. A partir de entonces, acude a donde le llaman para narrar su experiencia, demostrándole al mundo que “el hombre es libre de alterar su destino”.

Recaídas de campeón
A los veintiún años, deja a la pandilla de compañeros de infierno y se abandona a una banda de camaradas cristianos. Pero no es un cambio fácil, como él mismo admite ante un sacerdote: «Hoy me siento en forma, y dedico a Dios grandes declaraciones de amor, tomo buenas resoluciones, me embalo... Y mañana ¡me olvido de todo y vuelvo a caer!»

Se levanta de la caídas
En sus caídas, el orgullo insumiso, el campeón muy macho, el ombligo del mundo (como él mismo se describe), será sostenido por el abrazo y el amor de muchas personas, aprenderá a ponerse al servicio de los demás, a dejarse amar...

La eficacia de la oración
Descubrirá la belleza de la amistad, comprobará la eficacia de la oración y acabará casándose con su amada, Martine, teniendo como testigos a Dios y la Virgen María.

Y suele repetir en sus charlas: «Quien quiera que seas, cualesquiera que sean tus heridas y tu doloroso pasado, nunca olvides, en tu memoria magullada, que te espera una eternidad de Un amor que llega gracias al encuentro con personas:

Su esposa y sus hijos le han aceptado y le aman profundamente
La esposa de Tim ha vivido un entorno completamente distinto, en el que no había problemas ni confusiones: "Ella es diferente: es sencilla y vive sin complicaciones mentales. Conocía cosas que yo desconocía, tenía valores que me atraían... a veces los extremos se atraen. Y, ante todo, tuvo una mirada bella sobre mí porque si algunas veces soy guay, otras soy muy tonto. Cuando hablábamos yo le decía: “confía en ­mí y ya verás. Cambiaré”. Algunas cosas las cambiaba fácilmente pero en otras tenía que ponerme tres o cuatro veces. Ella ha tenido la paciencia y la delicadeza de creer en mí, incluso cuando yo dudaba de mí mismo" reconoce.

La importancia de sus cuatro hijos
La importancia de sus cuatro hijos en su vida Tim la explica así: "Los hijos son un regalo hermoso. Hay espejos para mirarse, peinarse y vestirse, pero el espejo para cambiar tu vida está en aquellos que más quieres. Porque uno solo no puede verse a sí mismo. No es suficiente con decirte que vas a cambiar. Los niños exigen que no te des a medias. Ser adulto es fácil, pero para ser una gran persona, se necesita a los niños.

Mis hijos me decían que no hubieran querido tener otro papá y eso me hacía sentir muy orgulloso. Me decían: “papá, has cambiado mucho, eso está muy bien, ya no te peleas”. Yo les digo a mis hijos: “si papá hace algo bien, decírselo; y si hace algo mal, también”. Mi reto es mejorar cada día."

La esperanza que ofrece Tim con su vida
Tim nunca pide dar ninguna charla pero hay gente que le invita. Recibe muchos correos de personas que han cambiado su vida porque se dicen: “si Tim lo ha conseguido, yo también puedo”.

Según él "mucha gente afirma que mi testimonio le ha dado sentido a su vida. Algunos han dejado de beber o de ser violentos y vienen a darme las gracias. Pero yo no he hecho nada. Por ejemplo, la gente lee mi libro y piensa: “Tim no es mejor que yo, así que igual yo también puedo cambiar”.

"Por desgracia, se necesita tiempo para que los demás se den cuenta de las cosas, por eso la gente no tiene que desesperarse a la hora de hacer el bien. El campesino, cuando siembra, no va al día siguiente a su campo a echarle la bronca a la tierra y a pedirle que se dé prisa en dar frutos. El amor que se da en este mundo es similar: no es para gente que tiene prisa".


in


 

domingo, 3 de abril de 2016

Cuba e Estados Unidos: desafios e esperanças

Num café da manhã de trabalho entre diplomatas e jornalistas destaca-se o papel da Santa Sé e problemas concretos na abertura de Cuba ao mundo


(De Izq A Derecha) El Periodista Val, El Embajador Ayala Y El Profesor Argentieri (Foto ZENIT)
A restauração das relações entre Cuba e os Estados Unidos, o papel da China na região, e as mudanças na agenda internacional são as questões que foram tratadas nesta sexta-feira em um café da manhã de trabalho em Roma, no hotel NH Giustiniani, entre os embaixadores e jornalistas, organizado pelo observatório Mediatrends América.

O professor da John Cabot, Federigo Argentieri, que definiu-se quase “como um filho da guerra fria”, abordou a importância do aspecto geracional entre Havana e Washington e considerou que o papel da Igreja Católica tem sido muito importante, como destacaram todos os meios, “porque tinha todos os dados do problema e podia falar de forma adequada com uma e outra parte”. Considerou, entretanto, que na abertura, “o caminho foi aberto pelo papa Wojtyla”.

O novo elemento, destacou, é que Obama respeita Cuba e sem ser obsequioso trata-a como um país, com a sua dignidade, história, política e tradições. “Apesar de ainda ser uma ditadura, não das piores, dá para pensar nos anos 80”, disse.

O professor, que ensina história e política internacional na Universidade Americana em Roma, destacou que a visita de Obama não encontrou oposições, nem sequer a do candidato republicado Donald Trump, que apesar de ter uma tendência pelas polémicas, considerou melhor não entrar no tema.

O jornalista espanhol Eusebio Val, correspondente em Roma do jornal La Vanguardia, ao tomar a palavra definiu a viagem de Obama, como “o fato mais importante dos últimos tempos na América Latina”, com “a coincidência de um Papa argentino que faz de mediador”.

O correspondente da media catalã destacou, além do mais, que a abertura da Havana para Washington levanta uma preocupação em seu país, no sentido de “que a Espanha perca pela segunda vez Cuba”, como aconteceu com a independência em 1889, pois fez um esforço de investimento muito grande e existe a clara possibilidade de um desembarque económico dos EUA.

O correspondente espanhol, que na década de 90 trabalhava na Alemanha, fez um paralelo,  não exacto mas importante, entre a reunificação alemã e a Cuba actual: de um lado um país com um regime totalitário e do outro uma comunidade cubana no exílio que cresceu em uma sociedade aberta, capitalista.
Eusebio Val disse que, após a queda do Muro de Berlim, houve uma queda da economia da Europa Oriental e um desembarque de empresa da Alemanha Ocidental, causando no Leste a sensação de piora, porque o oeste ‘invadia’ com as suas empresas.

“Vejo sérias dificuldades, políticas, económicas e psicológicas, para que uma população que viveu por muitos anos com um sistema determinado possa mudar. Mas também esperança de que a coisa possa correr bem”, disse.

Comentou também que quando estava como correspondente nos Estados Unidos, falando sobre a vida dos imigrantes escutou que se dizia: “Aqui se vive mal, mas se sofre bem”, embora percam rapidamente o idioma e a cultura herdada. Acrescentou que não existe um lobby latino-americano, mas sim cubano.

Sobre os hispânicos nos Estados Unidos alguém observou o paradoxo de que, quando são ilegais são democratas e quando conseguem o green card (autorização de residência) tornam-se republicanos e sobre a capacidade do multiculturalismo dos EUA que é surpreendente.

Verificou-se também que, actualmente, os cubanos nos Estados Unidos, que chegaram depois dos anos 90, são mais numerosos do que os da primeira emigração, e têm um contacto mais fluído com os seus parentes em Cuba e até começaram a investir.

O jornalista da Vanguardia, que acompanhou o Papa na sua viagem a Cuba, depois de elogiar aspectos já conhecidos, considerou que faltou uma menção aos dissidentes. Acrescentou que com justo motivo o Santo Padre faz uma crítica feroz ao sistema económico dominante, ao sistema financeiro, mas que falta animar as classes médias, para que se firme e criem negócios, “porque isso é fundamental para criar uma democracia que funcione sem ficar à mercê dos populismos”, disse. Concluiu destacando que a Secretaria de Estado teve também um papel muito positivo na abertura de Cuba.

Por sua parte, o embaixador do Chile, Fernando Ayala, destacou que estão acontecendo coisas impensáveis há 30 anos. Como que a República Popular Chinesa está incomodando os Estados Unidos; ver os Rolling Stones na Havana; que a direcção dada pelos presidentes Lula, Chávez e Kirchner estejam entrando em uma fase de mudança, ou o preço do petróleo que despencou.

Destacou que na América Latina existe um positivo processo de integração de instâncias, e um desejo de maior intercâmbio regional, de mercadoria e pessoas. “Tenho muita confiança – concluiu – no que está acontecendo na América Latina, o que é indispensável são os direitos humanos, aprofundar a democracia e a liberdade”.


in


O Fiat que o Papa usou em Nova Iorque foi leiloado

A oferta chegou ontem aos US $ 250.000. Os recursos arrecadados irão para escolas e instituições de caridade da Igreja Católica

  Igreja e Religião

Noticia De La Subasta En La Web De La Archidiócesis De Nueva York
A arquidiocese de Nova York organizou um leilão com o carro que o papa Francisco usou durante a sua visita a esta cidade em Setembro do ano passado. Os fundos captados por meio desta iniciativa irão para escolas católicas e instituições de caridade ligadas à Igreja.

A oferta para o Fiat 500 Lounge, que terminou ontem, 31, começou no dia 17 de Março na web CharityBuzz.com. Faltando quatro horas para o fim do prazo, o maior lance era de $ 250.000 dólares.

O vencedor também terá um encontro com o cardeal Timothy Dolan, arcebispo de Nova York, que vai abençoar o carro. A arquidiocese explicou na web do leilão que o Serviço Secreto certificou que o carro é o utilizado pelo Papa durante a sua estadia na Big Apple.

A diocese de Filadélfia, onde também esteve o Santo Padre no mês de Setembro do ano passado, leiloou o carro usado por Francisco por $ 82,000, que foi destinado a obras de caridade católicas da cidade norte-americana.


in


“Um país é mais rico quando entende a diversidade como factor de riqueza”

O presidente da Itália pronuncia-se na Jornada Nacional da Pessoa com Deficiência Intelectual

  Notícias do Mundo

RAI
A Itália celebrou em 30 de Março a sua Jornada Nacional da Pessoa com Deficiência Intelectual, em evento transmitido ao vivo pela televisão estatal (RAI) e organizado em parceria por várias associações dedicadas às pessoas com necessidades especiais.

Durante a cerimónia, foi lida a “Declaração de Roma para a promoção e apoio à auto-representação na Itália e na Europa”.

Entre os testemunhos pessoais e familiares, destacaram-se o de Agnese Bucciarello, com a síndrome de Down, que estagiou em 2012 na Secretaria Geral da Presidência da República; o de Sonia Zen, mãe de um menino com deficiência intelectual grave; e o de Clara Sereni , escritora e também mãe de um jovem deficiente. O jovem Gabriele Naretto, autista e deficiente visual, executou no piano duas peças musicais de George Gershwin.

No final do evento, o presidente italiano Sergio Mattarella fez um discurso lembrando que, em 2007, o governo italiano assinou a Convenção da ONU sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência e observou que aquelas disposições integram hoje a nossa ordem jurídica, “estabelecendo para todos nós, como pessoas e como comunidade, objetivos mais elevados em termos de civilização, de igualdade de oportunidades, de desenvolvimento das relações humanas e, portanto, de bem-estar social, que nunca se mede apenas com números e quantidades”.

“O respeito pela integridade da pessoa e o combate a todas as formas de discriminação fazem crescer a qualidade de vida de cada um, o que se reflecte em todas as esferas, incluindo a económica”.

“A deficiência não é doença, nem um problema a ser carregado no indivíduo e em seus parentes. As condições de deficiência se tornam graves se o mundo ao redor não leva em conta a diversidade e transforma as diferenças em factor de exclusão. As barreiras são criadas, acima de tudo, pelos limites da nossa organização social e pelas nossas deficiências culturais, começando pelos lentos reflexos diante dos obstáculos que impedem a plena expressão da personalidade”.

“A Itália democrática e a União Europeia nasceram para derrubar os muros de toda espécie, para remover o arame farpado, para construir um mundo de pessoas livres e iguais na sua diversidade, um mundo que será tanto mais avançado quanto menos condicionar o exercício dos direitos e a distribuição de oportunidades a privilégios económicos ou de aspecto físico”.

“Esta é uma meta sempre viva à qual devemos aspirar. É a essência da civilização europeia, que nos chama sempre a defender o valor da vida e da convivência – hoje, também contra o terrorismo”.

O presidente italiano recordou que a deficiência intelectual é uma fonte particularmente insidiosa de sofrimento e marginalização. Ela compreende 65% das deficiências, reforça preconceitos e torna problemáticos, muitas vezes, os diagnósticos e tratamentos. Contra isso, “a inclusão de quem enfrenta dificuldades é um multiplicador de força social. Vencer o isolamento é o primeiro passo no caminho da inclusão. Estamos falando de cidadãos, não de pacientes”.
Mattarella salientou, portanto, que a atenção em saúde deve ser integrada “com a solidariedade e sensibilidade dos órgãos sociais e das estruturas das várias instituições, afirmando a dignidade de todo ser humano e o seu direito à vida”.

Em conclusão, o presidente da Itália declarou que “um país é mais rico quando entende a diversidade como factor de riqueza. É mais pobre quando comprime a liberdade de alguns fazendo-os sentir-se marginalizados e limitando as suas possibilidades e talentos. É preciso ter a coragem de sentir-se cidadãos e trabalhar por um país melhor”.


in