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domingo, 3 de abril de 2016

Exortação apostólica: “Não espero um documento revolucionário”, diz o cardeal Kasper

O purpurado alemão recua das declarações de algumas semanas atrás e afirma a “profunda continuidade” entre Bento XVI e Francisco


Walter Kasper - Wikimedia Commons
A uma semana da publicação da exortação pós-sinodal Amoris laetitia, o cardeal Walter Kasper, presidente emérito do Pontifício Conselho para a Promoção da Unidade dos Cristãos, participou em Roma do Congresso Apostólico Europeu sobre a Misericórdia, realizado na Basílica de Santo André della Valle. Kasper comentou que ainda não conhece o conteúdo da exortação apostólica.

“Eu não li, não conheço nenhuma linha, mas tenho a confiança de que o papa vai encontrar as palavras certas para promover a paz no debate e, especialmente, para confortar as famílias e explicar qual é o conceito cristão, católico, de família, e dar forças para se viver o mistério do amor na família”.

Kasper voltou depois à controversa questão da Eucaristia para divorciados em segunda união, tema a respeito do qual houve discussões acaloradas há dois anos devido à sua postura considerada “aberta”. “Cada um de nós precisa da misericórdia, ainda mais essas pessoas cujo caminho é muito difícil”, disse o cardeal, sublinhando que “a doutrina não muda, mas a disciplina pode ser mudada”. As pessoas em situações matrimoniais irregulares, considera ele, poderiam ser admitidas em papéis ministeriais leigos (padrinhos, leitores etc).

Quanto à exortação apostólica, o ex-presidente de dicastério prevê que o texto do papa seguirá “a linha do Sínodo”, recordando que o documento final foi votado “com maioria de dois terços”. A linha do papa, reiterou o cardeal, é a misericórdia: “não é o dedo apontado, mas a mão estendida para ajudar as pessoas em dificuldade”.

As declarações de hoje do cardeal Kasper parecem uma parcial volta atrás em comparação com o que ele disse em 17 de Março: “O documento marcará o início da maior revolução na Igreja em 1500 anos”.

Também na manhã de hoje, Kasper declarou que entre Bento XVI e Francisco existe uma “profunda continuidade” e não “oposição, como alguns dizem”. Ratzinger, acrescenta o cardeal, “deixou uma grande herança, uma profunda herança na Igreja, porque ele é um extraordinário papa teólogo, como mostram suas homilias e catequeses”.

O presidente emérito do Pontifício Conselho para a Promoção da Unidade dos Cristãos também apontou que a misericórdia não equivale a mero “bonismo”. A misericórdia não pode ser apenas “uma linguagem do coração” ou uma “compaixão emocional passiva”. Ela é, acima de tudo, “um combate activo contra o mal”.

“O problema fundamental da pastoral”, concluiu Kasper, é “o modo de falar de Deus numa situação secularizada, na qual Deus se tornou estrangeiro, na qual muitos corações não parecem mais conter a busca e o desejo de Deus”.


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Cardeal Sarr: “Africanos! Não deixemos que nos imponham as uniões gays”

O arcebispo emérito de Dakar acusa o Ocidente, que está perdendo a fé, de querer “decidir pelo resto do mundo”

  Igreja e Religião

Cardinal Theodore Adrien Sarr - Wikimedia Commons
Os africanos não aceitarão os ditames do Ocidente quanto às uniões entre pessoas do mesmo sexo, declarou à imprensa o cardeal Theodore Adrien Sarr, arcebispo emérito de Dacar, no Senegal, conforme relatado pelo site Ghana Web.

O cardeal de 79 anos está em Accra, capital de Gana, para participar da plenária da Conferência Regional da África Ocidental, da qual foi presidente. “Vivemos em um mundo em que os ocidentais, especialmente os norte-americanos, se comportam como se estivessem pensando pelo resto do mundo, como se estivessem decidindo pelo resto do mundo”.

Daí o apelo aos africanos para não se deixarem “doutrinar” quanto ao chamado “casamento” entre pessoas do mesmo sexo. Convidando os seus conterrâneos a “evitar as muitas limitações do mundo ocidental”, o cardeal observou: “Temos de fazer as coisas de acordo com as nossas tradições, nossos usos e costumes. Não é porque você aceita certas coisas que os outros também tenham que aceitá-las”.

O cardeal ressalvou que a Igreja católica não “condena as pessoas que são homossexuais”, mas sim a pretensão ideológica de equiparar a união entre parceiros gays ao matrimónio natural, que é uma aliança de amor entre um homem e uma mulher, abertos à vida e à educação dos filhos. “Deus criou homem e mulher para a procriação, e a ordem divina deve ser respeitada”.

De acordo com o cardeal Sarr, o mundo ocidental vem tolerando de tudo porque está perdendo a fé. O purpurado exortou os africanos, em reacção a esse fenómeno, a levarem uma vida baseada na Palavra de Deus.


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Venezuela: mais um sacerdote assassinado

O pe. Darwin Zambrano foi ferozmente agredido nas mesmas horas em que o parlamento do país aprovava, por unanimidade, a discussão sobre o apelo à paz feito pelo papa

  Notícias do Mundo

Venezuela flag - Wikimedia Commons
De acordo com o site italiano Il Sismografo, foi confirmado pela polícia venezuelana o assassinato do pe. Darwin Zambrano, pároco de 38 anos de San José de Bolívar, no estado de Táchira.

O padre foi encontrado morto em um parque e as autoridades afirmam que ele foi vítima de feroz agressão por arma branca, durante tentativa de roubo da sua motocicleta.

O bispo da diocese de San Cristóbal, dom Mario Moronta Rodríguez, em nome da comunidade eclesial, expressa grande pesar e consternação, garantindo que, assim que tiver novas informações, fará uma declaração.

Segundo Il Sismografo, o assassinato do pe. Zambrano ocorreu ao mesmo tempo em que o Congresso da Venezuela aprovava por unanimidade a discussão sobre o apelo à paz lançado pelo papa Francisco há poucos dias, em sua mensagem Urbi et Orbi: “Com as armas do amor, Deus derrotou o egoísmo e a morte. Seu Filho Jesus é a porta da misericórdia aberta para todos. Que a sua mensagem pascal se projecte sempre mais sobre o povo venezuelano nas difíceis condições em que está vivendo e sobre todos aqueles que têm nas mãos o destino do país, a fim de se trabalhar pelo bem comum, promovendo-se o diálogo e a colaboração entre todos”.


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Informação do Núcleo Distrital de Beja da EAPN Portugal/Rede Europeia Anti-Pobreza 21-2016



Los consejos televisivos de una «Monja pirata» que cambió la vida de una persona homosexual

De la fundadora de EWTN, la televisión católica más grande del mundo

ReL  2 abril 2016

La Madre Angélica y Paul Darrow
Hace pocos días falleció la Madre Angélica con 92 años, la famosa monja de clausura que fundó la EWTN, la mayor cadena de televisión católica del mundo.

Madre Angélica estaba considerada por la revista Time como la mujer católica más influyente de Estados Unidos, pero su ascendiente fue sobre espiritual.

Esta es la historia, contada por Mary Rezac, en Aciprensa, y traducida por María Ximena Rondón, sobre un modelo internacional, abiertamente homosexual, y su relación con Madre Angélica, gracias a su programa de televisión.

Un modelo homosexual en busca de pareja...
Paul Darrow era un modelo internacional en la década de 1970, llevaba una vida superficial y estaba inmerso en el ambiente gay de Nueva York (Estados Unidos). Cuando no estaba posando o ejercitándose en el gimnasio, buscaba a sus eventuales parejas.

“Se convirtió en algo frenético, pero nunca fue mi intención. Me convertí en alguien muy insensible como pareja y en la relación de alma y cuerpo”, dijo en el documental Desire for Everlasting Hills (Deseo por las colinas eternas), que recoge diversos testimonios de homosexuales que han vuelto a la Iglesia Católica.

Cuando la mayoría de sus amigos contrajo el virus del SIDA, Darrow decidió irse a San Francisco para empezar de nuevo. Ahí conoció a Jeff y se mudaron a vivir juntos.

Una monja en televisión
Un día mientras veía televisión, Darrow vio a una “monja pirata”: la Madre Angélica en EWTN.

En ese entonces la religiosa había sufrido un ataque que le generó una afección en la parte izquierda de la cara y por ello debía cubrirse el ojo con un parche.

"Estos cristianos locos"
Darrow llamó a Jeff y “comenzamos a burlarnos de la monja con un parche en el ojo, de su cara desfigurada… y de su hábito pasado de moda… decíamos: ‘estos cristianos locos’”.

Jeff se fue y Darrow se quedó viendo el canal. Cuando iba a cambiar, la Madre Angélica dijo “algo tan inteligente, tan real y tan honesto que me impactó”.

Dios nos ha creado a ti y a mí para ser felices en esta vida y en la siguiente. Él se preocupa por ti. Él ve cada uno de tus movimientos. Nadie que te ama puede hacer eso”.

Luego de este suceso ella tuvo “una enorme influencia en mi vida y yo aprendí a amarla. Pero al mismo tiempo, tenía que esconderla… cuando apagaba la televisión siempre cambiaba de canal para que ni Jeff ni nadie supiera que yo la veía”.

Gracias al programa de la Madre Angélica, Darrow decidió volver a la Iglesia Católica, sabiendo que perdería amigos y clientes. “La gente estaba impresionada de que un hombre tan educado y relativamente inteligente pudiera creer en Jesucristo”, comentó a ACI Prensa en el año 2014 en el estreno de Desire for Everlasting Hills.

Tras su conversión, Darrow compartió su testimonio en diversas charlas y conferencias. También, gracias a la Madre Angélica, descubrió a Courage, un apostolado aprobado por el Vaticano que ayuda a católicos con atracción hacia el mismo sexo a acercarse a Dios, tener amistades que los ayuden y aprender a vivir una vida plena en castidad.

No fui discriminado cuando volví a la Iglesia, nunca me dijeron que era una mala persona, ni que estaba haciendo algo mal, ni siquiera en una confesión”, expresó.

Darrow también afirmó que “la Iglesia Católica realmente es, de acuerdo con sus enseñanzas, abierta a todo el mundo” y que “Dios nunca me olvidó durante las décadas en que yo lo había olvidado y estaba en su contra”.


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La accidentada historia de la tumba de Jesús dejó dos siglos de huellas en el edículo que la protege

Va a ser restaurado por primera vez en doscientos años

El acuerdo entre las tres confesiones permitirá el inicio de las obras en cuanto pase la Semana Santa ortodoxa. Foto: Custodia de Tierra Santa.
ReL  2 abril 2016

El pasado 22 de marzo se vivió una extraña escena en la basílica del Santo Sepulcro de Jerusalén: representantes de los franciscanos de la Custodia de Tierra Santa y de las comunidades greco-ortodoxa y armena se unían para una ceremonia poco habitual: la bendición de unos andamios.

Un acuerdo alcanzado con gran discreción
Durante los últimos meses, en secreto, los responsables de las Iglesias de Tierra Santa que custodian la basílica de la Resurrección han trabajado promoviendo una serie de estudios sobre la posibilidad de restaurar la Tumba de Cristo. Sin embargo, no es ningún secreto para nadie que la tumba, situada en el centro de la rotonda del Santo Sepulcro, está en un estado de deterioro avanzado.


 
Los trabajos y consultas han dado lugar a una conferencia a principios de marzo en Atenas en presencia de distintos ministros del gobierno griego, de los patriarcas greco ortodoxos de Atenas y de Jerusalén, Teófilo II, del custodio de Tierra Santa, fray Pierbattista Pizzaballa, y del patriarca armenio Nurhán Manuguián, así como de un centenar de invitados. Durante el encuentro, la doctora Antonia Maropoulou, profesora de la Universidad Técnica Nacional de Atenas, presentó los resultados del estudio dirigido por ella sobre el estado del edificio. El estudio, multidisciplinar, ha estado realizado en colaboración con muchos otros científicos griegos.

La profesora Moropoulou puso en evidencia los defectos estructurales del edificio desde su construcción. Además, reveló que algunos factores contemporáneos contribuyen a hacerlo todavía más frágil.

Importantes factores de deterioro
En primer lugar está la gran afluencia de peregrinos y turistas a la basílica. La causa principal de la torsión de los bloques de mármol se debe a la alteración de la argamasa, causada por la humedad creciente producida por la condensación de la respiración de los visitantes. Además, el estudio termográfico del lado Sur del edículo ha mostrado que el uso de las velas, consumidas durante horas a pocos centímetros de la estructura (si es que no la tocan directamente), son causa de las fuertes presiones térmicas sobre el mármol.


 
A todo esto se añade el humo, que provoca una acumulación de depósitos negros y oleaginosos que deterioran el mármol creando las condiciones para que se produzcan reacciones físico-químicas que aceleran la oxidación y el deterioro de las superficies arquitectónicas.

Los trabajos esperarán a que finalicen las fiestas de la Pascua católica y empezarán después de las fiestas ortodoxas. Previstos para una duración de al menos ocho meses, terminarán a comienzos de 2017, es decir setenta años después de la colocación de la armadura metálica, instalada durante el Protectorado británico. Los trabajos de restauración se documentarán continuamente por un equipo compuesto por cerca de treinta profesores de distintos departamentos de la Universidad Técnica Nacional de Atenas, así como otros expertos por parte de los católicos y de los armenios que formarán parte del equipo.

Durante los trabajos el lugar santo será todavía accesible para el culto y la devoción de los fieles.

El acuerdo al que han llegado las distintas Iglesias es el de llevar a cabo una restauración para su conservación. Se intentará desmontar el edículo para reconstruirlo de forma idéntica. Solo las partes más frágiles o rotas serán sustituidas. Las piezas de mármol que se puedan conservar serán pulidas y la estructura que las soporta se verá consolidada.

Los trabajos van a estar financiados por las tres confesiones cristianas del Santo Sepulcro: los griegos ortodoxos, los franciscanos y los armenios. A ellos se unirá la participación de financiación pública por parte del gobierno griego y benefactores privados. El Fondo Mundial para los Monumentos (World Monuments Fund, WMF) ha manifestado su interés en participar.

El edículo tiene 206 años de edad
Construido en 1809-1810 después del gran incendio de 1808 que dañó todo el conjunto del edificio, el edículo actual –de estilo barroco otomano-, no tardó en mostrar señales de fragilidad. Hasta 1868, la cúpula de la rotonda lo protegía solo parcialmente de la intemperie porque en la parte más alta había un oculus a cielo abierto. Sobre todo, el edículo empezó rápidamente a ceder bajo su propio peso. Lo que puede parecer un defecto de concepción proyectual, en realidad podría ser la opción por parte del arquitecto griego de la época, Nikolaos Komnenos, de conservar los vestigios del, o de los edículos precedentes. Las piezas de mármol habrían sido colocadas, por tanto, como una cubierta. "Como una cebolla", escribe Martin Biddle en su libro La tumba de Cristo.

Construido de forma tan frágil y sobre una estructura inestable, el fuerte terremoto del 11 de julio de 1927 no mejoró la situación. La basílica resistió la fuerte sacudida sísmica de alta intensidad (6,2 en la escala de Richter). El único daño visible se descubrió en la cúpula, sobre el coro de los griegos ortodoxos, que sufrió una gran fisura.


 
Estando Palestina bajo el Mandato británico, los ingenieros del Departamento de Trabajos Públicos emplearon dos meses para obtener el permiso de las autoridades religiosas para inspeccionar el lugar. El sondeo efectuado sobre la tumba confirmó que la estructura incorporaba restos de un edificio anterior. En aquella época, los responsables de las distintas Iglesias no supieron llegar a un acuerdo satisfactorio. La intemperie y nuevas sacudidas sísmicas, sobre todo en 1934, contribuyeron a un mayor deterioro del edificio.


 
De la iglesia más importante para la cristiandad quedaba solo un horrible bosque de andamios que apuntalaban los distintos muros, muy frágiles ya. Los griegos, los franciscanos por parte católica, y los armenios procedieron a realizar trabajos esporádicos aquí y allá, pero ninguno tocó la tumba.


 
Cuando, en marzo de 1947, los británicos asumiendo su autoridad apuntalaron el edículo con vigas de acero (sobre las cuales todavía se puede leer: «Steel Company of Bengal»), no tuvieron tiempo sin embargo para conseguir la adhesión de las Iglesias a una restauración definitiva. El Mandato británico concluyó en mayo de 1948.

En 1959, las tres principales confesiones llegaron a un acuerdo para poner en marcha una gran obra de restauración. Cada una de ellas llevó a cabo las labores en su espacio y, juntas, trabajaron en la restauración de la cúpula de la rotonda. Los trabajos finalizaron en 1966, pero la tumba en su lamentable estado no se benefició de ninguna rehabilitación. ¡Y esto es lo que se va a hacer finalmente ahora!

El edículo a lo largo de los siglos
La tumba de Jesús fue excavada en el flanco de una colina, en una cantera de piedra abandonada. El «Jardín de la Resurrección» y la tumba fueron sepultados en torno al 135 bajo un templo erigido por el emperador Adriano. Hacia el 324, el emperador Constantino pidió al obispo de Jerusalén, Macario, que encontrara la tumba de Cristo y construyera en su lugar una basílica. Se erigió así la primera iglesia del Santo Sepulcro.

Se excavó alrededor de la cámara funeraria, donde había reposado el cuerpo de Jesús, para liberar espacio. La roca original fue recubierta de mármol con decoraciones constantinianas. Se erigió así el primer edículo.

Parcialmente dañado por los persas en el 614 y nuevamente saqueado y destruido a mazazos en 1009 bajo las órdenes de Al Hakim ben Amralá, conocido por los cristianos como Hakim el Loco, fue sustituido por un edículo de factura romana hacia el 1014.

Esta obra mostró a su vez señales de deterioro por los mismos factores –intemperie, incendios y saqueos- que causan los mismos efectos hoy. El edículo fue sustituido en 1555 por una estructura muy parecida a la anterior, pero caracterizada por su influencia de estilo gótico. Este edículo, erigido por el custodio de Tierra Santa fray Bonifacio de Ragusa, no resistió el incendio de 1808 y fue sustituido por el actual.

Tomado de Fundación Tierra Santa.
Elaborado con textos e imágenes de la Custodia de Tierra Santa.


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La niña iraquí que nos conmovió perdonando al ISIS quiere ser «médico o religiosa... o ambas cosas»

Reza por los islamistas, para que «un día el amor tome posesión de sus corazones»

Maryam habla con sencillez infantil de su vida de refugiados y da gracias a Dios por el bien recibido y el mal evitado.
C.L. / ReL  2 abril 2016

Hace poco más de un año, un periodista árabe de SAT-7, canal cristiano para Oriente Medio y el Norte de África, acudió a un edificio de Erbil (Irak) que acoge familias refugiadas que huyen de Estado Islámico. Allí entrevistó a tres niñas, y si las respuestas de las tres sorprendieron por su alegría y su espontaneidad, la de una de ellas, Maryam Waleed Behnam, dio la vuelta al mundo por la sencillez con la que expresó su perdón cristiano a quienes les expulsaron de su casa.

En posteriores entrevistas ofreció muestras similares de una fe inquebrantable y de una aceptación realista de las dificultades, y al mismo tiempo de determinación para vencerlas, de una extraordinaria madurez espiritual en una pequeña de su edad.

Ahora, Ayuda a la Iglesia Necesitada en Francia ha difundido un vídeo en el que Maryam describe su vida en el campo de refugiados de Erbil, capital del Kurdistán iraquí. (Ver abajo el vídeo, muy indicativo de su forma de vida actual.) Su familia y ella forman parte de los 120.000 cristianos que huyeron del Estado Islámico. Ella vivía con su familia en Qaraqosh, la ciudad cristiana más grande del país hasta que el ISIS la ocupó en agosto del año 2014, tras la caída de Mosul.

Actualmente Maryam cursa la enseñanza primaria en el colegio Al-Bishara, dirigido por las hermanas dominicas de Ankawa y construido por Ayuda a la Iglesia Necesitada.

El testimonio de Maryam
“Me llamo Maryam Waleed. Echo de menos mi casa. Si pudiera, volvería a casa mañana mismo. Nuestras familias viven en caravanas. Tenemos todo lo necesario. Todo va bien. Tenemos agua corriente, lo que es práctico. En invierno esto es horrible, porque los caminos se llenan de barro", dice sobre sus condiciones de vida.

Y recuerda así su huida: "Justo antes de abandonar Qaraqosh, nuestros vecinos vinieron a vernos y nos dijeron que debíamos partir inmediatamente. Oímos caer las bombas. Un niño murió. Salimos de Qaraqosh a las once de la mañana. Si nos hubiésemos quedado en Qaraqosh, todo sería diferente. Damos gracias a Dios por que nos haya protegido".

Su día comienza yendo al colegio en autobús: "A veces el autobús está tranquilo y otras muy ruidoso, sobre todo por los chicos más mayores".

La jornada escolar comienza con una oración: "Rezo a Dios para que nos proteja, le pedimos que nos lleve de vuelta a casa. Rezo por todos, por los enfermos, por quienes no piden nada. Rezo por quienes buscan la verdad. Y rezo por el Estado Islámico, para que un día el amor tome posesión de su corazón".

"Me gusta mucho mi colegio", afirma, "aunque a veces las tareas son difíciles. Cuando estamos de vacaciones echo de menos el colegio. Me encanta estudiar. Lo que prefieron son las Ciencias".

Y ya piensa en el futuro: "Todavía no sé lo que quiero ser de mayor. Me gustaría ser cantante. Me gustaría ser religiosa. O médico. O religiosa y médico a la vez".

Rezar y ayudar
Al final aparece Maryam con varios compañeros: "Me llamo Maryam Waleed Behnam. Estoy en quinto de primaria en la escuela de Al-Bishara, que dirigen las hermanas dominicas de Ankawa en Erbil (Irak). Si quieres, reza por mí".

Pincha aquí para hacer un donativo a Ayuda a la Iglesia Necesitada para que pueda seguir manteniendo este y otros colegios en los que 5000 niños iraquíes pueden prepararse para un mañana mejor que el actual.

La vida en el campo de refugiados de Maryam


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Do medo à alegria e ao anúncio

O evangelho do 2º. Domingo da Páscoa diz-nos que Jesus Ressuscitado apareceu no meio dos discípulos que estavam fechados em casa, com medo. Nada, como o medo, nos condiciona tão negativamente. Não por acaso, lemos na Carta aos Hebreus que o Filho de Deus se fez homem para destruir na sua morte o senhor da morte, o diabo, e libertar os que passam a vida inteira escravos do medo de morrer (2, 14-15).

Escravos do medo de morrer. O medo é fruto do pecado que nos separa de Deus, e a escravidão do medo leva à mentira, ao roubo, ao egoísmo e à violência, numa palavra, ao pecado que destrói os fundamentos da nossa relação justa com os outros e com as coisas. O medo é simultaneamente consequência e causa do pecado.

Para enganar o medo, porque não é fácil enfrentar lucidamente a morte e a destruição não apenas do corpo, mas de tudo aquilo que constitui a nossa pessoa, inventámos mil e uma formas de iludir a evidência de que havemos de morrer. Mas trata-se apenas de esconder a cabeça na areia como a avestruz, pois a experiência mostra que, por nós próprios, somos incapazes de nos libertar desse medo e dessa escravidão.

É por isso que nós cristãos proclamamos a Boa Notícia que todo o homem, no mais íntimo de si próprio, espera receber: a morte foi vencida! Jesus de Nazaré, o Filho de Deus feito homem, verdadeiro Deus e homem verdadeiro que morreu na Cruz por nosso amor carregando com os pecados do mundo inteiro, ressuscitou, venceu a morte! Aos seus discípulos, também eles paralisados pelo medo, apareceu vivo, não uma mas várias vezes e em circunstâncias diversas. A Ressurreição de Jesus, a sua vitória sobre a morte é um acontecimento real, não é uma fantasia. Na visão inicial do livro do Apocalipse que escutamos na segunda leitura deste domingo, Ele diz ao apóstolo João e a cada um de nós: Não temas! Eu sou o Primeiro e o Último, o que vive. Estive morto, mas eis-Me vivo pelos séculos dos séculos e tenho as chaves da morte e da morada dos mortos! (Ap.1,17-18)

Tu que lês agora estas palavras, seja qual for a situação em que te encontras, recebe-as deste único Senhor que vive eternamente, que te conhece melhor que ninguém e que veio ao mundo para te libertar do medo de morrer e te fazer participante da sua vitória: Não temas, não tenhas medo! Ele tem poder sobre tudo aquilo que te destrói! Acredita n’Ele e serás salvo! Em Cristo, a tua vida ganha dimensão de eternidade: na estreiteza da nossa existência terrena manifesta-se a Vida Eterna, a própria Vida de Deus oferecida aos que n’Ele acreditam. Não há obra de misericórdia maior do que esta realizada por Deus em nosso favor. Por ela passamos da morte para a Vida, do desespero para a esperança e do egoísmo para o amor, deixando de ser escravos para nos tornarmos seus filhos e herdeiros. Acreditas nisto?

Pensam alguns que a boa notícia é uma piedosa mentira ou uma droga para suavizar a vida dos que não conseguem alcançar neste mundo uma existência minimamente satisfatória. Uma coisa é certa: os que, na soberba da sua ilusória autossuficiência desprezam o Evangelho ficam prisioneiros do seu egoísmo, incapazes de amar. 

A esperança não engana, escreveu S. Paulo, porque o amor de Deus foi derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado (Rm 5, 5). Os frutos da vida de Deus em nós manifestam-se já neste mundo. O que crê em Jesus venceu a morte e pode, por isso mesmo, amar os inimigos, perdoar as ofensas, pagar o mal com o bem e manifestar ao mundo a misericórdia de Deus. E a sua vida transforma-se num hino de amor e gratidão a Cristo e ao Pai.

Jesus manifestou-Se ressuscitado a pessoas individuais como Maria Madalena e Simão Pedro, mas a experiência da sua ressurreição consolida-se no coração dos discípulos quando aparece no meio deles e lhes dá a sua paz. Ainda hoje é assim, segundo a sua promessa: onde dois ou três se reunirem em meu nome, Eu estarei no meio deles (Mat. 18,20). É em Igreja, nas nossas paróquias e comunidades, assim como são, que podemos celebrar e viver a Páscoa e experimentar a presença de Cristo glorioso que nos pacifica e envia como anunciadores da sua vitória. A Igreja é o corpo visível do Senhor ressuscitado e sem este corpo não é possível ouvirmos, vermos e tocarmos a Vida nova que Ele nos trouxe do Pai e nos oferece. Sem a Igreja, Cristo é apenas um mito, uma memória longínqua incapaz de transformar seja o que for. Sejamos Igreja, cultivemos a comunhão fraterna e experimentaremos o poder da Ressurreição do Senhor, fonte de Vida e de Salvação para nós e para o mundo. E porque o experimentamos poderemos anunciá-lo com a firmeza e o desassombro próprios de quem fala do que sabe e dá testemunho do que viu.

O Senhor ressuscitou verdadeiramente!

Vivamos a Páscoa! Acolhamos a misericórdia do Senhor! Levemos o anúncio da paz e da alegria de Cristo Ressuscitado a tanta gente ainda escrava do medo de morrer e fechada numa vida sem horizontes, à espera.
 

+ J. Marcos





Jantar em Família

Que pena se as “famílias” deixam de se reunir! Refiro-me a “famílias” em sentido lato. Claro que a primeira  família é a de sangue, mas há “famílias” por terem interesses comuns (culturais, artísticos, desportivos...); por terem estudado no mesmo liceu, colégio, universidade, escola, academia...; por terem participado em missões de salvamento, de guerra, de investigação; por terem a mesma profissão, etc. etc.
 
A palavra “companheiro” significa os que comem do mesmo pão, e, neste contexto, pão tem dois sentidos: o pão que alimenta o corpo e o pão que alimenta o espírito, porque as conversas mantidas durante a refeição são formativas, se nos interessarmos por que o sejam. Exemplifico com um jantar familiar há já cerca de vinte anos.

Um dos convidados, Bruno Tavares Carreiro, açoriano, tinha ido a Lisboa. A mulher era prima de minha mãe e a amizade entre todos impunha a presença de uns e outros em frequentes refeições familiares. O “tio” Bruno deliciou-nos com duas histórias curiosas.

O poeta Armando Cortes Rodrigues sofria de asma e, porque já de idade avançada, os ataques tornavam-se violentos. Nessas ocasiões, costumava telefonar ao “tio” Bruno, seu amigo e familiar, para lhe pedir ajuda. Certa vez, encontrou-o sentado na sua poltrona, com um xaile pelas costas e muito aflito. “Então, tio, como está?” perguntou-lhe Tavares Carreiro. “A la broche”, foi a resposta de Armando Cortes Rodrigues. O poeta tinha sido professor de francês no liceu de Ponta Delgada e a  resposta manifestava o seu bom humor, mesmo em momentos difíceis.

A segunda história passou-se por ocasião de uma viagem que Bruno Tavares Carreiro fez a Madrid. Um dos seus amigos tinha emigrado para Barcelona após o 25 de Abril e ele decidiu ir visitá-lo, aproveitando uma ponte aérea entre as duas cidades. Durante o voo ouviu-se uma voz, como é habitual: “Senhores passageiros, fala-vos o comandante X que vos deseja uma boa viagem. Neste momento, se olharem para a vossa direita, conseguirão ver a aldeia Y onde nasceu quem vos fala. Também aí morreu o pai deste comandante, vitimado pela bomba que deixou a aldeia em ruínas e foi lançada, durante a guerra civil, pelas tropas comunistas sob as ordens de Santiago Carrillo que, neste momento, ocupa a cadeira nº 37 deste avião”...

Nesta semana depois da Páscoa, faço votos de que todos  nós, incluindo governantes e empresários, restituamos às famílias o tempo a que têm direito para o descanso e convívio saudável, amigo e alegre das refeições à volta da mesa.

Isabel Vasco Costa
31de Março de 2016





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Más de 5.000 bautizos de jóvenes y adultos en Francia por Pascua: crecen un 54% en 8 años

Unos 200 de ellos son de familias de origen musulmán

De los nuevos adultos bautizados durante la Pascua de 2016, el 65% son mujeres y el 58%, jóvenes de entre 25 y 35 años
Clara Fernández / ReL  1 abril 2016

Entre la Vigilia Pascual y el Domingo de Pascua se han bautizado 4.124 adultos (mayores de 18 años), además de otras 1.158 personas jóvenes (de 12 a 18 años). En total superan las 5.200 personas.

Las estadísticas de la Conferencia Episcopal Francesa consideran bautismo de adultos el de las personas mayores de 18 años, mientras que en otros países, cuando se habla de “bautismo de adultos”, en las estadísticas se incluyen a todas las personas mayores de 7, edad en que se discierne el Cuerpo de Cristo y se puede tomar la comunión.

La cifra de nuevos bautizados aumenta en 1.449 catecúmenos desde 2008: ese año se bautizaron 2.675 adultos. Es decir, en apenas ocho años se ha producido un aumento del 54%.


 
Cada vez hay más demanda del bautismo entre los adultos franceses. El crecimiento del número de bautizos adultos era de un 9% entre 2007 y 2011, y de un 34% a partir del 2012 hasta hoy.

Hay que tener en cuenta que a la vez que aumenta el número de bautizos entre adultos, desciende el número de bautizos de bebés. En 2004 se bautizaron como católicos 332.000 niños (nacieron 800.000); diez años después, se bautizaban 250.000, un 25 por ciento menos (aunque nacieron 819.000).


 
Crecimiento de bautizos de adultos en Francia 2005-2016 (mayores de 18 años)
Año 2005: 2.409 bautizos de adultos
Año 2008: 2.675 bautizos de adultos
Año 2009: 2.931 bautizos de adultos
Año 2010: 2.903 bautizos de adultos
Año 2011: 2.952 bautizos de adultos
Año 2012: 2.958 bautizos de adultos
Año 2013: 3.220 bautizos de adultos
Año 2014: 3.631 bautizos de adultos
Año 2015: 3.790 bautizos de adultos
Año 2016: 4.124 bautizos de adultos (334 más que el año anterior)

Mayoría de mujeres, y muchos jóvenes adultos
La mayoría de los nuevos bautizados son mujeres: un 65%. Un alto porcentaje son jóvenes de entre 25 y 35 años (58%). De los nuevos bautizados, el 75% es población urbana y el 25% de origen rural.

De los nuevos bautizados durante la Pascua de este año, el 50% viene de familias de origen cristiano. El 22% dice que desconocen las creencias y tradiciones de sus familias.


 
Un 4%, unas 200 personas, provienen de familias de tradición musulmana. En años anteriores, el número de adultos de origen musulmán que se bautizaban oscilaba entre los 100 y 150. En Francia viven entre 4 y 6 millones de musulmanes.

El padre Philippe Marxer, responsable de catecumenado de la Conferencia de Obispos de Francia argumenta razones por las que muchas personas deciden dar el paso de ser bautizados: "Hay fenómenos desencadenantes, como el nacimiento de un hijo o la muerte de un padre", explica.

Unos 3 millones de fieles van a misa
Según un extenso estudio que publicó "La Croix" en 2010, de 65 millones de franceses, los católicos que van a misa el domingo son sólo 3,2 millones, y los que dicen que aceptan plenamente las enseñanzas católicas (sobre moral sexual y otros temas) son aproximadamente unos 800.000.


 
El 28% de los franceses se declara "sin religión", aunque los sociólogos suelen advertir que esa categoría incluye a muchas personas que creen "en Dios pero no en la religión".


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Era luterana, le escandalizaban los obreros que oraban a la Virgen María... y pronto será santa

La historia de fe y amor mariano de Elisabet Hesselblad

Las brigidinas, fundadas por Elisabet Hesselblad, son hoy una orden en expansión con numerosas vocaciones
P.J. Ginés / Cari Filii  1 abril 2016

La sueca Elisabet Hesselblad (1870-1957) será canonizada el próximo 5 de junio de 2016. Es un destino poco usual para un nativo de Suecia que además se formó en la fe luterana.

Fue la devoción mariana de los católicos lo que escandalizó al principio a Elisabet... y después la llevó a la plenitud de la fe católica.

Sorprendida por los católicos
Elisabet Hesselblad nació en el pueblo de Faglavik, en la provincia de Västergötland (sudoeste de Suecia) el 4 de junio de 1870. La bautizaron en la iglesia luterana. Su familia era numerosa, porque su madre dio a luz 13 hijos, nueve chicos y cuatro chicas, tres de los cuales murieron de niños. Elisabet era la quinta. Era una familia piadosa que iba a la iglesia luterana cada domingo.

En 1886, la pobreza de la familia obliga a Elisabet a buscar trabajo. En 1888 decide emigrar a América para ayudar a su familia. Mientras Suecia era luterana por completo, en Estados Unidos había gran variedad de naciones y religiones

Elisabet, en su época de enfermera.
Como enfermera, a menudo atendía trabajadores heridos en la construcción de la futura catedral de San Patricio. Un día vio que un irlandés, herido, repetía en medio de sus sufrimientos: «¡María, Madre de Dios, ruega por nosotros!».

Aquella invocación no le gustaba. Escribió: «No debería hablar de ese modo; no es cristiano... Los católicos usan fórmulas curiosas».

Otra noche, se lanzó en medio de una terrible tormenta a buscar un sacerdote que ayudase a un católico moribundo. "Que Dios te bendiga, querida hermana, por tu cuidado y tu dedicación", le dijo el religioso. "No puedes entender todavía el maravilloso servicio que das a tanta gente... Un día lo entenderás y encontrarás el camino", añadió.

Visitaba varias iglesias de distintas denominaciones, buscando a Dios. Le gustaba el silencio de las iglesias católicas, aunque ella, nórdica, poco amiga de los gestos físicos, no entendía por qué los católicos hacían tantas genuflexiones, tanto santiguarse...

Más adelante viajó por Europa con unas amigas católicas, las hermanas Cisneros. En Bruselas, las acompañó a la procesión del Santísimo en la catedral de Santa Gúdula.

"Al ver a mis dos amigas y a otros muchos arrodillarse, me retiré detrás del pórtico para no ofender a los que me rodeaban si me quedaba de pie. Pensé: ´Sólo me arrodillo ante ti, Señor, no aquí´. En aquel momento, el obispo llegó al pórtico llevando la custodia. Mi atormentada alma se llenó de repente de dulzura y oí una voz, que parecía proceder a un mismo tiempo del exterior y del fondo de mi corazón, y que me decía: «Yo soy el que buscas». Y caí de rodillas... Estando allí, detrás de la puerta de la iglesia, realicé mi primera adoración ante nuestro divino Señor presente en el Santísimo Sacramento».

Esta fue la experiencia mística y eucarística que abrió en su alma la lucha por acercarse a la fe católica plena.

A Elisabet, tan arraigada en el luteranismo, le costaba sobre todo entender la devoción católica a la Virgen María.

Muchas preguntas rondaban en su cabeza
«¿Cómo creer en el poder intercesor de la bienaventurada Virgen María y de los santos? ¿Acaso no disminuye eso los méritos de la Pasión y de la Muerte de Cristo? ¿No se verán perjudicados la gloria y el honor debidos únicamente a Dios?», se planteaba.

Santa Elisabet Hasselblad, en los últimos años de su vida.
Pero fue entendiendo el papel especialísimo de María, cómo era colaboradora de su Hijo mediante su obediencia, su fe, su esperanza y su ardiente caridad, convirtiéndose así en Madre de todos los hombres.

Entendió que María sigue amando a sus hijos, asunta al Cielo, y que títulos como Abogada, Auxiliadora, Socorro y Mediadora no quitaban ninguna gloria a Cristo como único Mediador.

Ya cada vez que pasaba por una iglesia católica entraba para adorar al Santísimo. Una de las chicas Cisneros entró como religiosa en el convento de la Visitación de Washinton. Ella sentía a Dios que llamaba. Pero también veía que en la Iglesia católica había mucha gente mediocre, pecadora...

Entendió que en la red de Dios hay peces buenos y malos, que la cizaña y la buena semilla crecen juntos... pero que ella no podía estar fuera de esa red que era la Iglesia Católica.

Su paso a la Iglesia Católica
De forma apresurada, convenció al padre J. G. Hagen, jesuita, al que apenas conocía, para que la acogiera rápidamente en la fe católica. Así lo hizo el 15 de agosto de 1902. «Cuando regresaba a mi sitio para arrodillarme, sentí como si el mundo entero desapareciera de repente. Resultaría imposible describir aquella impresión. La única realidad que veía, que sentía, era Dios; en adelante, mi único deseo era verlo como lo veremos cara a cara, en la mañana de la eternidad».

A finales de 1902, acudió en peregrinación a Roma, donde se sintió atraida por la figura de Santa Brígida de Suecia. En 1904 su hermano Thure también se hizo católico. Ella se sintió llamada a acercar la fe católica a su país. Así, en 1920, fundó "la Orden del Santísimo Salvador", popularmente llamadas hoy "las brigidinas". En 1923 sus religiosas llegan a Suecia: las primeras católicas con hábito en el país desde el siglo XVI.

Santa Brígida de Suecia (1303-1373).
Toda una vida dedicada a la Virgen
Durante la Segunda Guerra Mundial, su convento en Roma estuvo lleno de refugiados de todo tipo, incluyendo judíos escondidos, por lo que Israel la reconoció como Justa entre las Naciones.

(Entre aquellos refugiados escondidos estaba el joven estonio Vello Salo, huyendo de 3 ejércitos distintos; por esa época no tenía fe; allí se convertiría y llegaría a ser la popular voz de Radio Vaticano en estonio, y sacerdote; lea aquí su historia peculiar).

Al acercarse su muerte, Elisabet rezaba continuamente el Rosario. Ella, la antigua luterana, escribió: «La Virgen está más cerca de mí que mi propio cuerpo, y siento que sería más fácil cortarme un brazo, una pierna o la cabeza que alejar de mí a la Virgen; es como si mi alma estuviera encadenada a ella».

Murió en 1957. Juan Pablo II beatificó a la madre María Elisabet Hesselblad el 9 de abril de 2000.


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El gran apoyo al personaje de Antonio Banderas en «Altamira» fue Juan Vilanova, científico católico

Siete años antes del hallazgo la censura eclesiástica aprobó sin problema sus dataciones no bíblicas

Juan Vilanova y Antonio Banderas en el papel de Marcelino Sanz de Suautola.
P.J.G. - C.L.A. / ReL  1 abril 2016

Este viernes 1 de abril se estrena Altamira, película protagonizada por Antonio Banderas, y su orientación no puede ser más explícita: "Un descubrimiento que desafió a la religión", proclama el tráiler, presentando a una Iglesia exasperada contra la ciencia porque las pinturas encontradas en 1879 en la cueva cuestionarían la fe.

La verdad histórica dice otra cosa
La presentación en algunos medios va en el mismo sentido: Ciencia vs religión, el enfrentamiento que desató Altamira, sintetiza la sección de noticias del portal Terra. Altamira contra la Iglesia y Darwin, titula El Confidencial, que al menos sí señala a los evolucionistas como los primeros y más tenaces enemigos de la autenticidad de esas muestras artísticas del hombre primitivo.

En lo que se refiere a la Iglesia, el hecho objetivo es que, por ejemplo, en 1872, siete años antes del hallazgo de Altamira, el censor eclesiástico de las obras de Juan Vilanova y Piera (1821-1893), padre de la geopaleontología española, daba el visto bueno a sus obras señalando que de la Biblia no puede deducirse una datación geológica o biológica específica.

¿Por qué entonces presenta el film a la Iglesia como oscurantista?

Los objetivos de la película
Altamira es una superproducción europea de 10 millones de euros (la película media en España no supera los dos millones), financiada al 50% con dinero de la familia Botín y su fundación, para hablar bien de su antepasado, Marcelino Sanz de Sautuola (1831-1888), descubridor y divulgador de las pinturas rupestres de Altamira, y para mostrar en circuitos internacionales la belleza natural de Cantabria.

Marcelino Sanz de Sautuola.
Los productores, Lucrecia Botín y Álvaro Longoria, al principio querían hacer un documental, con José Luis López Linares como guionista. Pero después pensaron que Altamira y su historia daban para una película de ficción emocionante, y acudieron a Olivia Hetreed, guionista inglesa especializada en adaptaciones literarias.

Hacen falta "malos"
Una ficción emocionante ha de tener buenos y malos, y entre los malos está la Iglesia, como se ve ya desde el cartel en la cara de pocos amigos del personaje eclesiástico. Lucrecia Botín declaró que quería que la película se pareciera visualmente a Greystoke, filme en el que un niño de la época victoriana, náufrago criado en la jungla con monos, es devuelto al palacio de su familia y finalmente se rebela contra el mundo y sus convenciones. Por eso acudieron al director de Greystoke, Hugh Hudson, que también dirigió Carros de fuego (Oscar a la mejor película en 1981), otro film de un hombre contra el mundo y sus convenciones (en este caso, un deportista cristiano que no quiere competir en el Día del Señor).

Hugh Hudson ha querido que Altamira sea como sus otras películas: el hombre contra el mundo y la sociedad, Marcelino Sanz de Sautuola contra los que le acusaban de falsificador... y contra la Iglesia, cerrada y fanática, según la película.

"Marcelino fue castigado por la sociedad, por parte de la Iglesia y de la comunidad científica. Le tacharon de mentiroso, de mal hombre, de fraude, y ese era un tema bueno para el cine", ha declarado Hugh Hudson.

"No podía ni imaginar que se iba a encontrar con una ciencia más monolítica que la propia religión", ha matizado en una entrevista el actor Antonio Banderas, que encarna a Sanz de Sautuola. En cualquier caso, Banderas, en las entrevistas promocionales, ha hablado más de aspectos como "la envidia, tan española", que de la supuesta oposición católica a las pinturas y su datación prehistórica.

La prueba irrefutable, siete años antes del hallazgo de las cuevas
Porque la realidad histórica es que la Iglesia (fuera de algún personaje aislado) no presentó objeción al hallazgo de Marcelino. Pese a lo que muchos repiten, la Iglesia no tenía una doctrina sobre la edad del mundo o la edad del hombre sobre la tierra, y la prueba está en el texto que el censor eclesiástico escribió en el libro Origen, naturaleza y antigüedad del hombre, de 1872, siete años anterior al caso Altamira, escrito por Juan Vilanova y Piera, padre de la geopaleontología española y católico fervoroso.

"La Iglesia no ha declarado el número fijo de años que lleva el hombre en la tierra... Tampoco vemos que se contraríe el texto sagrado cuando la geología ha descubierto que las capas terrestres nos demuestran que la vida ha debido sucederse por grados en la tierra y aun en razón directa de la complicación del organismo", escribe el censor en 1872.

Todos esos personajes de la película que se espantan aferrados a las cronologías bíblicas, no son creíbles, pues, a la luz de la historia real. Como mínimo, no son representativos de la posición de la Iglesia.

Dos científicos frente a la cerrazón de los darwinistas
Además, Sanz de Sautuola fue un hombre de una profunda fe católica. Y cuando murió en 1888 su gran apoyo intelectual y científico era otro católico fiel, Juan Vilanova y Piera (1821-1893), a la sazón catedrático de Geología y Paleontología de la Universidad Central de Madrid y máximo experto español de la época en fósiles. Vilanova era prácticamente el único experto que sostenía la autenticidad de las pinturas de la cueva de Altamira

Juan Vilanova y Piera.

El debate se resumía en dos posiciones: los darwinistas no admitían esa perfección artística en un hombre primitivo cuyas habilidades tendrían que ser sustancialmente distintas a las del hombre actual; sin embargo, para los adversarios del darwinismo, que aquella belleza tuviese miles de años confirmaba su convicción de la identidad de la naturaleza humana en el tiempo.


Vilanova, investigador con repercusión internacional
La discusión tenía mucho de ideológica en sus motivaciones, pero era experimental en los argumentos utilizados, en una época en la que la multiplicación de hallazgos paleontológicos y su datación y análisis suscitaban pasiones. Y Vilanova, quien había descrito el primer dinosaurio hallado en España al identificar restos de iguanodón en Utrillas (Teruel) y Morella (Castellón), se había hecho célebre, como parte de su extensa e internacionalmente acreditada labor investigadora, por oponerse a las tesis de Charles Darwin sobre el origen de las especies.

La historia de esta polémica aparece recogida en un libro publicado en 2012 por la Diputación de Valencia, su ciudad natal: Juan Vilanova y Piera (1821-1893), la obra de un naturalista y prehistoriador valenciano, del que son autores Francisco Pelayo López y Rodolfo Gozalo Gutiérrez. Que incluye la reproducción de un capítulo de su Manual de Geología titulado "Concordancia entre Génesis y ciencia".

La verdad de la Biblia y la verdad científica es la misma
Acertada o no, la argumentación de Vilanova contra el darwinismo es científica, no religiosa, y lo que plantea es la compatibilidad entre cuanto dice la Biblia y los conocimientos ciertos que suministraba la ciencia de su tiempo.


"Si la revelación es la verdad emanada de Dios, las ciencias no podían estar en oposición, siendo también su objeto final la indagación de la verdad", sostenía el científico valenciano. Y recordaba que la Biblia utiliza "el lenguaje enteramente simbólico y metafórico propio del idioma hebreo y de los pueblos orientales".

Con censura eclesiástica
Vilanova sometió a la censura eclesiástica las páginas de su libro concernientes al relato de la Creación.

"La formación sucesiva de los diversos seres, según lo refiere el historiador sagrado, está en perfecta armonía con la doctrina que en este punto sigue el señor Vilanova", afirma el juicio del censor: "Y si bien en el terreno de la ciencia asegura que la antigüedad del hombre en el globo es más de la que se supone por los variados cálculos hechos sobre este punto, no obstante creemos no sea contrario al dogma católico sostener esta opinión, cuando la Iglesia no ha declarado el número fijo de años que lleva el hombre en la tierra... Tampoco vemos se contraríe el texto sagrado cuando la geología ha descubierto que las capas terrestres nos demuestran que la vida ha debido sucederse por grados en la tierra y aun en razón directa de la complicación del organismo; puesto que se deduce esta teoría del mismo Génesis", determinó la vicaría eclesiástica de Madrid.

La cual concluye recordando que "la Iglesia ha ido siempre delante en todos los conocimientos científicos y ha protegido en todos tiempos las ciencias naturales (por más que la maledicencia diga lo contrario)".

Días bíblicos y periodos cósmicos y geológicos
En cuanto a la cuestión cronológica, por ejemplo, afirma Vilanova en Concordancia entre Génesis y ciencia que el periodo de "aparición de la materia que había de constituir más tarde los centros planetarios, los planetas y sus satélites (periodo que hemos llamado cósmico)" fue "de duración indefinida para la ciencia como para Moisés", y el segundo periodo de la Creación hace referencia "a la historia particular de la Tierra, y corresponde a los que llamamos tiempos geológicos".


Como ya antes habían establecido los exégetas bíblicos, la expresión "día" en el Génesis no se refiere a un periodo de veinticuatro horas, por lo cual Vilanova no veía ninguna contradicción con los periodos de miles de años con los cuales empezaba a trabajar su ciencia.

No se trataba, pues, de contraponer verdades religiosas con verdades científicas, sino de examinar cuáles eran realmente verdades religiosas y cuáles eran realmente verdades científicas, porque entre ambas la contradicción sería imposible.

(Lea aquí la historia del comunista ateo que empezó a convertirse cuando vio unas pinturas rupestres que le convencieron de que el hombre tiene alma)





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