Páginas

sábado, 4 de maio de 2013

Que todos os políticos adiram à iniciativa Um de Nós

Cresce mobilização católica para apoiar projecto dos cidadãos europeus


Roma, 03 de Maio de 2013


“A defesa da vida não é um ‘afazer’ católico”, explicou em conferência de imprensa na manhã de hoje a porta-voz do projecto Um de Nós, Maria Grazia Colombo. “É uma mensagem imensa de esperança e não de ruptura, porque todos concordam que o embrião é ‘um de nós’ e quer apenas continuar o seu percurso de vida que o levará a se tornar um homem”.

São importantes, para o presidente do comité, Carlo Casini, as palavras do primeiro-ministro italiano Enrico Letta, que, apresentando à Câmara o seu governo, “fez referência à queda demográfica como uma ferida mortal no coração da nação. Espero que não apenas os católicos, mas todos os políticos de todas as orientações assinem o projecto Um de Nós, pelo grande valor que é a vida humana, acima de qualquer diferença”.

Casini acrescentou, respondendo aos jornalistas sobre a contemporaneidade da Jornada de Mobilização de 12 de maio, com a Marcha Nacional pela Vida prevista para Roma: “Acho que a marcha representa um sinal do grande valor unificante da defesa da vida. Por isso já enviamos aos organizadores os nossos cumprimentos sinceros, na esperança de que a manifestação, da qual participaremos como representantes do comité nacional Um de Nós, obtenha todo o sucesso”.

Ainda durante a conferência de imprensa, foi anunciado outro sinal da grande unidade que a iniciativa Um de Nós está promovendo no mundo católico: a Obra Don Orione se uniu às muitas associações que já tinham aderido, entre as quais a Aliança Católica, a Acção Católica, o Caminho Neocatecumenal, a Comunhão e Libertação, a Obra Santo Egídio, os Focolares, os Médicos Católicos, o Movimento pela Vida, a Renovação Carismática, os Juristas Católicos, a Unitalsi, a Copercom, o Fórum das Associações Familiares, o Fórum das Associações de Saúde, a Scienza&Vita e a Retinopera.

Para mais informação: www.firmaunodinoi.it



in

Um sacerdote, uma freira, uma mística e uma rainha: beatos em breve

O papa autoriza a Congregação para as Causas dos Santos a promulgar os decretos sobre as virtudes heróicas dos futuros beatos


Cidade do Vaticano, 03 de Maio de 2013


Um sacerdote, uma freira, uma mística leiga e até uma rainha: é peculiar a lista dos servos de Deus de quem a Igreja reconheceu o milagre e que, portanto, serão proclamados beatos. Os decretos sobre as suas virtudes heróicas foram promulgados hoje pela Congregação para as Causas dos Santos, após a autorização concedida ontem pelo papa Francisco ao respectivo prefeito, cardeal Angelo Amato, SDB.

Na audiência de ontem, 2 de maio, o Santo Padre aprovou a promulgação dos decretos sobre os milagres de duas dentre os novos beatos: a Venerável Serva de Deus Maria Cristina de Savóia, rainha das Duas Sicílias, a “rainha dos pobres”, nascida em 14 de Novembro de 1812 em Cagliari e falecida em 31 de Janeiro de 1836 em Nápoles, na Itália; e a Venerável Serva de Deus Maria Bolognesi, mística leiga que padeceu no próprio corpo os sofrimentos de Jesus, nascida em 21 de Outubro de 1924 em Bosaro e falecida em 30 de Junho de 1980 em Rovigo, também na Itália.

A congregação publicou ainda os decretos sobre as virtudes heróicas do Servo de Deus Joaquim Rosselló i Ferrà, sacerdote, fundador da congregação dos Sagrados Corações de Jesus e Maria, nascido em 28 de Junho de 1833 em Palma de Mallorca, na Espanha, e ali falecido em 20 de Dezembro de 1909; e as virtudes heróicas da Serva de Deus Maria Teresa de São José, baptizada como Joana Kierocinska, fundadora da congregação das Irmãs Carmelitas do Menino Jesus, nascida em 14 de Junho de 1885 em Wielun, na Polónia, e falecida em 12 de Julho de 1946 em Sosnowiec, no mesmo país.



in

Cristãos corajosos que transmitem a fé e desafiam a Jesus na oração

O Papa, em Santa Marta, pede para anunciar com força o Evangelho, evitando o risco de se tornar cristãos mornos que fazem tanto mal à Igreja


Cidade do Vaticano, 03 de Maio de 2013


 A "coragem" é a palavra que identifica o verdadeiro cristão, a coragem de "transmitir a fé." Papa Francisco foca num dos conceitos mais caros a ele durante a Missa desta manhã na Casa Santa Marta: o anúncio forte do Evangelho, em qualquer tempo ou lugar, pelos cristãos não “mornos”, mas corajosos.

A exortação despertou o ânimo dos fiéis presentes na Missa da manhã – concelebrada com Mons. Claudio Maria Celli, presidente do Pontifício Conselho para as Comunicações Sociais - incluindo a Guarda Suíça Pontifícia, com seu comandante Daniel Rudolf Anrig. Para eles, o Papa dirigiu uma saudação especial ao final da celebração, agradecendo-lhes pelo trabalho que é "um belo testemunho de fidelidade à Igreja" e de "amor ao Papa."

O Santo Padre concentrou toda a sua homilia num único convite: não ser “mornos”, nem mesmo no momento mais íntimo da vida de fé que é a oração, mas sim pedir ao Senhor a "graça da coragem" e da "perseverança".

Todos nós, explicou o Papa, somos cristãos porque recebemos em dom a "fé em Jesus ressuscitado, que nos perdoou os pecados com a sua morte e nos reconciliou com o Pai". Assim, não só devemos transmitir esta fé que nos foi dada, mas também "anunciá-la com a nossa vida, com a nossa palavra".

E o transmitir a fé implica uma certa dinâmica do cristão: “Transmitir isso requer de nós que sejamos corajosos”, disse o Pontífice; algumas vezes, porém, é uma coragem muito mais “simples” do que se pode imaginar.

Para explicar melhor, Papa Bergoglio contou uma história pessoal: "Eu me lembro - disse – que quando era criança, minha avó toda Sexta-feira Santa nos levava para a Procissão das Velas e ao final da procissão chegava o Cristo morto e a avó nos fazia ajoelhar e nos dizia, a nós crianças: ‘olhem que está morto, mas amanhã estará ressuscitado!”. Através destas simples palavras de esperança entrou no pequeno Bergoglio “a fé em Cristo morto e ressuscitado".

"Na história da Igreja – observou porém o Santo Padre – houveram muitos que quiseram escurecer um pouco esta certeza forte e falam de uma ressurreição espiritual”. Mas não, exclamou, “Cristo está vivo!” e é “também está vivo no meio de nós”, e todos devemos ter a força para anunciar esta Boa Nova.

Mas a coragem - "aquela parresia" - não é necessária apenas para a evangelização, mas também na oração que, segundo Papa Francisco, é como um "desafio" que Jesus nos envia, quando diz: "Tudo o que pedirdes em meu nome, eu o farei para que o Pai seja glorificado no Filho".

"Isso é forte!", afirmou o Santo Padre. O problema é se nós realmente temos a coragem de enfrentar este ‘desafio’: “Temos a coragem de ir a Jesus e pedir-lhe: ‘Mas, você disse isso, faça-o! Faça que a fé continue, faça que a evangelização vá para a frente, faça que esse meu problema seja resolvido...’. Temos essa coragem na oração? Ou rezamos um pouco assim, quando dá, dedicando pouco tempo à oração?".

Um exemplo de verdadeira coragem vem da Sagrada Escritura, disse o Papa, onde os grandes pais Abraão e Moisés tiveram a audácia de "negociar com o Senhor em favor dos outros, em favor da Igreja”. Este ardor de milénios atrás, ainda é mais urgente hoje, porque - disse Bergoglio - "quando a Igreja perde a coragem, entra na atmosfera de tepidez".

"Os cristãos mornos, sem coragem" - acrescentou - "fazem tanto mal para a Igreja", porque "a tepidez te leva para dentro, começam os problemas entre nós; não temos horizontes, não temos coragem, nem a coragem da oração dirigida aos céus e nem mesmo a coragem de anunciar o Evangelho".

Não só isso, "estamos mornos - concluiu o Papa - e temos a coragem de envolver-nos em nossas pequenas coisas, nossos ciúmes, nossas invejas, carreirismos, de seguir adiante egoisticamente, em todas estas coisas. Mas isso não é bom para a Igreja ... ". Portanto, a exortação é clara: "A Igreja deve ter coragem!" E "todos nós devemos ser corajosos na oração, desafiando a Jesus".

(Traduzido do original italiano por Thácio Siqueira)



in

Papa Francisco recebe o presidente do Líbano

Falaram sobre a situação do país, dos refugiados sírios e dos cristãos no Oriente Médio


Roma, 03 de Maio de 2013


Esta manhã, no Palácio Apostólico Vaticano, o Santo Padre Francisco recebeu em audiência Michel Sleiman, presidente da República do Líbano. O encontro começou pelas 11h15 e durou 25 minutos. Depois, o presidente Sleiman teve uma reunião com o secretário de Estado, o cardeal Tarcísio Bertone, que estava acompanhado pelo secretário para as relações com os Estados, monsenhor Dominique Mamberti.

Em um comunicado, a Sala de Imprensa Vaticana, informa que durante os cordiais colóquios conversaram sobre a situação no país, sublinhando "a importância do diálogo e da colaboração entre os membros das diferentes comunidades étnicas e religiosas, que compõem a sociedade e constituem a riqueza, em favor do bem comum, do desenvolvimento e da estabilidade da nação". Neste sentido, expressaram-se os melhores votos para a formação do novo governo, que deverá enfrentar importantes desafios a nível nacional e internacional.

Também falaram sobre a situação regional, com especial referência ao conflito sírio. Preocupação especial foi mostrada pelo "grande número de sírios que procurou refúgio no Líbano e nos países vizinhos e para os quais, como para toda a população que sofre, solicitou-se uma maior assistência humanitária, com o apoio das comunidades internacionais”. Também se espera uma rápida e frutuosa retomada das negociações entre israelitas e palestinianos, cada vez mais necessária para a paz e a estabilidade na região.

Finalmente, não faltou recordar a delicada situação dos cristãos no Oriente Médio e a significativa contribuição que podem oferecer à luz da Exortação Apostólica Ecclesia in Medio Oriente, que é um importante ponto de referência para as comunidades católicas e as sociedades da região.

Na tradicional troca de presentes, o Presidente Sleiman deu ao papa um ícone da Virgem e o Papa lhe deu um medalhão.



 in

Os 10 deputados da esquerda contrários ao matrimónio gay votaram pensando nas crianças

«A diferença sexual estrutura a humanidade»

São quatro comunistas, dois radicais e quatro socialistas, um deles sobrinho-neto do ex-presidente François Mitterrand.

Actualizado 28 de Abril de 2013

J.M. Ballester Esquivias / ReL


Foram dez. Dez deputados de distintos grupos da esquerda da Assembleia Nacional francesa que desafiaram as instruções dos seus chefes e votaram contra o projecto de lei de "matrimónio" gay, promessa estrela de François Hollande na sua campanha eleitoral do ano passado.

Entre eles encontra-se Jérôme Lambert, deputado socialista da Charente e sobrinho neto do ex-presidente François Mitterrand. Lambert reconhece que teria votado a favor da lei se esta não tivesse contemplado a adopção. “Nego-me a que existam duas categorias de crianças e não quero que se possa procriar com assistência médica ou gerar por conta alheia”, explicou ao Le Point. Lambert justifica a sua postura em princípios contrários à “mercantilização do vivo e ao eugenismo”.

Na mesma linha manifesta-se Patrice Carvalho, pertencente ao grupo Esquerda Democrática e Republicana, que reúne, entre outros, os deputados vinculados ao Partido Comunista. Carvalho, que se define como agnóstico, também teme pelas crianças de casais gays. “Ai, quando chegarem ao colégio e lhes digam ´filho de maricas´ ou ´filho de lésbica´”.

Entre os que votaram contra ou se abstiveram figuram vários deputados dos territórios e províncias do ultramar. Um deles, Bruno Nestor-Azérot explica que nas suas terras a prática totalidade da população está contra a lei. “Porque sou um homem de esquerda, prefiro o humano e o humanismo ao que leva esta lei”. Além disso, pensa que há um risco de ruptura moral, por uma parte, e por outra, critica que a lei seja contrária a todos os usos e costumes da sua terra, a Martinica.

De volta à metrópole, o socialista Jean-Philippe Mallé - que se decantou pela abstenção - alega que “em chave antropológica, a diferença sexual estrutura a humanidade” e reconhece a influência que teve nele um artigo publicado no Le Monde pelo filósofo Paul Thibaud. “A lei é um abuso dos adultos sobre as crianças: já seja homossexual ou heterossexual, não existe um ´direito´ à criança”, escrevia uma das cabeças pensantes da revista Esprit.

Os 10 deputados da esquerda que disseram "não" a Hollande são:
  1. Bernadette Laclais (Socialista)
  2. Jerôme Lambert (Socialista)
  3. Patrick Lebreron (Socialista)
  4. Gabrielle Louis-Carabin (Socialista)
  5. Ary Chalus (Radical Republicano)
  6. Thierry Robert (Radical Republicano)
  7. Bruno Néstor-Azérot (Esquerda Democrática e Republicana)
  8. Patrice Carvalho (Esquerda Democrática e Republicana)
  9. Alfred Marie-Jeanne (Esquerda Democrática e Republicana)
  10. Jean.Philippe Nilor (Esquerda Democrática e Republicana)

in


Guy Consolmagno, «o astrónomo do Vaticano», explica que ciência e fé podem ir de mão

No observatório de Castel Gandolfo
 

Actualizado 29 de Abril de 2013

RomeReports

O diálogo entre religião e ciência percebe-se com frequência como algo impossível: ou estás com a religião ou estás com a ciência. Sem dúvida o astrónomo do Vaticano Guy Consolmagno percebe-o como uma rivalidade fraterna.

“Ambas têm pontos em comum, as duas partilham objectivos e as mesmas ferramentas e as duas têm muito que aprender uma com a outra”, afirma este sacerdote jesuíta.

Durante anos, Guy Consolmagno trabalhou sobre a relação entre a ciência e a religião. É astrónomo e cientista. Licenciado e doutor, estudou no MIT e em Harvard. É um dos jesuítas que vivem em Castel Gandolfo, onde o Vaticano tem um dos seus observatórios.

Diz que, ainda que a maioria dos cientistas não falem de religião, esse tema está sempre presente nos seus pensamentos.




“Uma das coisas que estranhei quando me fiz jesuíta foi que os meus amigos cientistas aproximavam-se para dizer-me que iam à igreja. Eu dizia-lhes: ´Não sabia que ias à igreja´ e eles diziam o mesmo de mim, porque nunca antes tínhamos falado disso”, assinala o religioso.

No seu escritório está rodeado de telescópios e restos de meteoritos. Admite que aos cientistas lhes custa reconhecer as suas crenças religiosas. Mas, repete uma e outra vez, não deixam de dar-lhe voltas para tentar compreender algo que é superior a eles mesmos.

“Parte da ideia de que este Universo obedece a umas regras, segue as regras, joga limpo connosco. Isso leva-nos a perguntar-nos imediatamente de onde procede este universo e a assumir que nós fomos também criados”, assegura o astrónomo.

Guy Consolmagno considera muito emocionantes as últimas investigações sobre o bosão de Higgs, a que se denominou também como a ´partícula de Deus´.

“Às vezes as respostas que se obtém não são exactamente o que esperas, e isso é o que sucedeu com o bosão de Higgs. Não tem a energia que pensavam que ia ter. É sensacional! Isto significa que aprendemos algo novo”.

Na sua breve visita a Roma participou na conferência TEDx sobre a liberdade religiosa. E resumiu com uma frase a relação entre religião e ciência: Prepara-te para uma surpresa!


in

sexta-feira, 3 de maio de 2013

A Europa de amanhã está nas vossas mãos

UM MILHÃO DE EUROPEUS
EM DEFESA DA VIDA E DA DIGNIDADE HUMANA

A Iniciativa de Cidadãos Europeus “Um de nós” (“One of us”) é uma iniciativa que nasce da sociedade civil empenhada em promover uma cultura de Vida na Europa, pondo cada pessoa e a sua dignidade incomparável no centro dessa cultura.

A Iniciativa de Cidadãos é um instrumento legislativo da União Europeia (UE) aprovado no Tratado de Lisboa, pretende aproximar as Instituições Europeias dos cidadãos e melhorar a vivência democrática dentro da UE.

Em que consiste esta Iniciativa?

A Iniciativa “Um de nós”procura recolher um milhão de assinaturas para pedir à UE a defesa da dignidade, o direito à vida e a integridade de todo o ser humano desde a sua concepção, de acordo com o apresentado pelo Tribunal da UE na sentença do caso Brüstle/Greenpeace, em 2011, onde reconheceu no embrião o princípio do desenvolvimento humano.

Deste modo, pede-se à UE que estabeleça formas de controlo dos fundos públicos que impeçam experiências médicas com embriões e que protejam o embrião nas áreas da saúde pública, da educação, da propriedade intelectual, e do financiamento da investigação e a cooperação para o desenvolvimento.

Concretamente, pede-se aos legisladores europeus para consagrarem os seguintes princípios:

  1. A inclusão do princípio pelo qual “não poderá ser aprovado o financiamento de actividades que destruam embriões humanos ou que pressuponham a sua destruição”.
  2. A modificação dos “princípios éticos” em matéria de investigação que regem o Programa Quadro de Investigação e Inovação da UE (2014-2020) “Horizonte 2020”.
  3. A alteração dos objectivos do Instrumento de Financiamento da Cooperação ao Desenvolvimento em países externos à UE, garantindo que a ajuda comunitária tenha em conta o respeito pela vida do embrião.
Quem promove?
A iniciativa é promovida por um Comité de Cidadãos composto por pessoas de Portugal, França, Alemanha, Espanha, Reino Unido, Hungria, Polónia e muitos mais países, tendo apoio de diversas personalidades e organizações nos 27 Estados Membros da UE.

Em Portugal a Federação Portuguesa pela Vida é membro fundador do Comité de Cidadãos e é uma das muitas outras organizações que promovem esta Iniciativa e a recolha de assinaturas até ao próximo dia 1 de Novembro de 2013.

Como aderir à Iniciativa?
As assinaturas podem ser recolhidas em papel ou online em www.oneofus.eu
Pode consultar mais informações, bem como descarregar folhetos e documentação explicativa da iniciativa em http://www.federacao-vida.com.pt/


INSTRUÇÕES PARA RECOLHA DE ASSINATURAS:

  1. Pode fotocopiar a folha de recolha ou retirar da internet em http://www.federacao-vida.com.pt/
  2. ATENÇÃO: Não se pode fazer qualquer alteração à folha de recolha, nem se pode escrever no verso da mesma;
  3. Na recolha ter atenção que quem tem cartão de cidadão, deve incluir os 8 ou 9 dígitos do antigo BI seguido dos 4 dígitos adicionais (1 número, 2 letras e 1 número);

POR FAVOR, PEDIMOS QUE DEVOLVAM PARA:
Teresa Margarido Correia (secretariado)
Federação Portuguesa pela Vida
Rua Artilharia 1, 48, 3ºdt
1070-013 Lisboa



Papa Francisco - a sua vida para as crianças (mas dá para todos!)

O Papa Francisco já foi um menino da Argentina
 
O menino Jorge Mario que um dia seria o Papa, era de uma família que imigrou da Itália para a Argentina, os Bergoglio. Eram em cinco irmãos: ele, Roberto, Oscar, Regina Marta e Maria Helena. Ele nasceu em Buenos Aires, capital da Argentina, em 17 de Dezembro de 1936 .

Uma família muito humilde e trabalhadora, como a maioria dos moradores de Flores, um bairro de Buenos Aires.

Mario, pai de Francisco, trabalhou como empregado ferroviário e depois como contador. Também gostava de jogar basquetebol na sua juventude e, sempre que podia, assistia jogos de basquetebol com os filhos.

Não sobrava nada de dinheiro, não tinham carro, nem iam passear nas férias no verão, mas também não lhes faltava nada.

Sua mãe, Regina, era dona de casa. Ela ficou paralítica após ter dado à luz o quinto filho. Quando as crianças voltavam da escola, a encontravam sentada descascando batatas, com todos os outros ingredientes para o almoço já preparados. Jorge contou: “Dizia-nos que devíamos misturá-los e cozinhá-los.”

Dona Regina gostava de música clássica. Jorge contou: “Todo sábado, às duas da tarde, ouvíamos óperas líricas que eram transmitidas pelo Rádio. Antes que começasse, a mamãe nos explicava a ópera, nos alertava quando começava a ária mais importante e conhecida… Era uma beleza para mim, apreciar a música.”
 
O Futebol e o menino Jorge
 
Na esquina oposta a sua casa, havia uma praça pequena. Ali o menino Jorge jogou futebol com os amigos até os 14 anos. Eles dizem que Jorge não era lá muito bom de bola, pois não tinha muito tempo para jogar, por ser muito aplicado nos estudos. Mas gostava de futebol e torce até hoje para a equipa San Lorenzo, o estádio dessa equipa ficava perto de sua antiga casa em Flores.

Em frente a praça ficava a fábrica de meias e, do outro lado da rua, a mercearia do avô. Quando Jorge era pequeno, a avó Rosa vinha pegar o menino e o levava até sua casa. Ele contou: “Meus avós falavam piemontês entre si e assim o aprendi.” – piemontês é um dialecto da língua italiana.

Foi um Menino Sapeca…
 
Jorge sempre foi muito alegre. Quando menino corria incansável pelos corredores do Colégio da Misericórdia, onde estudava e fez sua Primeira Comunhão. Uma antiga professora, a irmã Rosa, contou que lembra dele estudando a tabuada na escada, ia pulando os degraus de dois em dois e repetindo: “Dois vez um, dois! Dois vez dois, quatro! Dois vezes três, seis…”
 
A catequista do menino Jorge, chamava-se Irmã Dolores, ela o tinha preparado para a Primeira Comunhão. Muitos anos depois, quando a catequista morreu, o Padre Jorge passou toda a noite ajoelhado em oração na capela, ao lado dela.

O Jovem Jorge…
Como bom argentino que é, Jorge gosta das músicas de sua terra. E, quando adolescente, achava bonita a menina de 12 anos, a Amália, que morava perto de sua casa, lhe escreveu até um bilhetinho: “Se você não casar comigo, serei padre!” – E os anjos disseram: AAAMÉÉÉM! Eheheh.

Ia todos os domingos à Missa na igrejinha do bairro com sua família. A mãe do Papa, dona Regina, era muito cristã e religiosa e ele herdou muito dela.

Jorge formou-se em técnico químico no segundo grau e, os 13 anos, começou a trabalhar. Seu primeiro emprego foi o de faxineiro numa fábrica de meias onde o pai era contador, fez isso por dois anos. Depois passou para o sector administrativo e, por fim, trabalhou num laboratório de análise da produção. Jorge disse: “Agradeço tanto meu pai porque me mandou trabalhar. O trabalho foi uma das coisas que melhor me fizeram na vida.”

Mas…
 
Quando adolescente Jorge ficou muito doente e correu o risco de morrer de pneumonia. Acabou perdendo parte superior do pulmão direito. Foram meses de recuperação como dores terríveis. Ele não gostava quando, para animá-lo, falavam: “Vai passar…” - Ficava bravo. Até que a irmã Dolores foi visitá-lo, ela lhe disse: “Estás imitando Jesus.” – Essas palavras lhe deram muita paz.
Jorge descobriu sua linda vocação sacerdotal

Família do Papa Francisco
 
Era dia 21 de Setembro de 1953, Jorge tinha 17 anos e se preparava para festejar o Dia do Estudante com seus colegas. Entrou na igreja de San José de Flores e aí encontrou um sacerdote que não conhecia e foi confessar. Durante a confissão, Jorge sentiu a presença de Jesus e que Ele o estava chamando para ser Padre. Contou: “Aconteceu algo incrível, a maravilha de um encontro. Tomei consciência que Alguém estava me esperando…”
 
Com 22 anos, em Março de 1958, Jorge entrou no noviciado da Companhia de Jesus, congregação religiosa dos jesuítas, a mesma de Santo Inácio de Loyola, Francisco Xavier, Beato José de Anchieta (clique nos nomes para conhecer suas histórias). Os escolheu porque a Companhia usava uma linguagem militar e havia um clima de obediência e disciplina entre eles. E porque era voltada para a tarefa missionária.

Bispo, Arcebispo, Cardeal e…
 
Como arcebispo, defendia o direito das crianças nascerem, contra essas leis que aprovam o aborto, defendia que os trabalhadores ganhassem salários justos e tudo mais o que Jesus ensinou que é certo.

Por isso teve que sofrer, e ainda sofre, muitas calúnias e perseguição… Mas Jesus já avisou a muito tempo que isso aconteceria com seus amigos, não é mesmo?! Não dá para ser Cristão sem Cruz…

O Papa Francisco disse em sua primeira homilia: “Eu queria que, depois destes dias de graça, todos nós tivéssemos a coragem, sim a coragem, de caminhar na presença do Senhor, com a Cruz do Senhor; de edificar a Igreja sobre o sangue do Senhor, que é derramado na Cruz; e de confessar como nossa única glória Cristo Crucificado. E assim a Igreja vai para diante.”
 
Já Cardeal, morava num quartinho no edifício ao lado da Catedral, sem luxo nenhum e ele mesmo fazia sua comida.
 
Não Esquecia os Amigos…
 
Dom Jorge achava um tempinho para visitar os amigos, tomar mate, assistir futebol e rir. E também visitava as irmãs do colégio onde estudou. Pegava o ónibus e ia, pois moravam meio longe. Ele tinha um fusquinha, mas preferia ir de ónibus. Depois de tomar chá com leite com as irmãs velhinhas, ele mesmo lavava a sua xícara. Fez isso até esses dias atrás, porque agora vai morar no Vaticano e você sabe, não dá para ir de ónibus de Roma à Argentina…

Entre os Irmãos mais Pobres
 
O Cardeal Bergoglio estava sempre visitando as favelas, há 850 delas na grande Buenos Aires, com três milhões de pessoas. Ele fazia questão de celebrar Missas de Primeira Comunhão e Crisma. Ia sempre de ónibus ou metro, mesmo que estivesse doente. Ele implantou varias acções sociais nos bairros mais pobres, inclusive a construção de refeitórios para pessoas idosas e portadoras de deficiências.

Papa!
 
É tão simples, disponível e gentil, que ninguém ao seu redor se sente constrangido ou, quando andava pelas ruas de Buenos Aires, dava conta que importante ele era. Além de Arcebispo, era professor universitário, vice-presidente da Conferência Episcopal Argentina e uma porção de outros títulos e trabalhos importantes que fazia para os jesuítas, a Igreja e o povo, com muita humildade. E, mesmo Papa continua assim, vocês viram na TV ele no ónibus com os outros Bispos e jornalistas, rindo, todo a vontade?! Esse é nosso Papa.

O papa escolheu o nome de Francisco
 
Tem uma porção de Franciscos que ele admira: seu pai que era Francisco, São Francisco Xavier, seu colega de congregação e grande missionário que atravessou o mundo numa grande aventura para evangelizar o Oriente. E o pobrezinho de Assis, que cuidava dos leprosos e amava a natureza. Nosso Papa Francisco tem um pouquinho de cada um deles e bastante do “Jorge”, dá pra sentir que será um bom Papa…

Habemus Papam!
 
Você pode colorir meus desenhos do Papa Francisco, ok?! É só clicar neles para ampliar e imprimir.

Agora você pode assistir a primeira vez que o papa Francisco apareceu na janela do Vaticano e ouvir suas primeiras palavras para nós…

Monsenhor Jonas Abib foi a Roma, nos representar, toda a família Canção Nova, nesse momento lindo da nossa Igreja. Olha ele lá…

Entra no meu facebook (clique aqui) e deixa um recadinho lá para o Papa Francisco… Não esquece de Curtir.

Obs. As histórias da infância e adolescência do Papa Francisco, são de uma entrevista que ele deu para o livro “El jesuita: Conversaciones con el cardenal Jorge Mario Bergoglio”, dos jornalistas Francesca Ambrogetti e Sergio Rubin.


Fátima: Peregrinação internacional aniversário de Maio

Algumas informações úteis aos peregrinos a pé


Fátima, 02 de Maio de 2013


Publicamos a seguir o comunicado divulgado pela Sala de imprensa do Santuário de Fátima sobre a peregrinação que acontecerá neste mês de Maio.

São já muitos os grupos de peregrinos que se encontram a pé a percorrer as estradas portuguesas a caminho do Santuário de Fátima; em grande número fazem esta caminhada antes da peregrinação internacional aniversário dos 96 anos da primeira aparição de Nossa Senhora em Fátima, de que se fará memória a 12 e 13 de Maio.

Outros preparam-se para empreender caminho em breve propondo-se alcançar a Cova da Iria a tempo de participar na peregrinação que este ano será presidida por D. Orani Tempesta, arcebispo do Rio de Janeiro/Brasil  e que terá a particularidade da consagração, no momento final da celebração eucarística do dia 13, do pontificado do Papa  Francisco a Nossa Senhora de Fátima, isto em resposta ao pedido feito pelo próprio Papa ao Cardeal Patriarca de Lisboa.

Fazemos votos que todos se sintam bem acolhidos à chegada ao Santuário de Fátima, destino final da peregrinação. Pedimos a Deus para que, durante a caminhada, se sintam acompanhados por Deus, por Nossa Senhora e pelos irmãos.

Em termos práticos, remetemos para a página oficial do Santuário de Fátima www.fatima.pt / “Peregrinos a Pé”, onde foram disponibilizadas algumas informações úteis e alguns conselhos para melhor preparar e viver uma peregrinação a pé, isto em termos espirituais, mas também em termos logísticos e de saúde.  Informamos que no, mesmo link  AQUI, foram disponibilizados os mapas dos postos de acolhimento e os contactos de guias de peregrinos a pé, fornecidos pelo Movimento da Mensagem de Fátima (MMF).

O Movimento da Mensagem de Fátima é uma associação canónica com estatutos aprovados pela Conferência Episcopal Portuguesa. Tem como missão “conhecer, viver e difundir a Mensagem de Fátima”. O MMF está presente em todas as dioceses do continente e nas regiões autónomas dos Açores e da Madeira. Colabora com o Santuário de Fátima em várias áreas e, de entre elas, também no acompanhamento ao peregrino a pé durante as grandes peregrinações do ano a este santuário mariano.

Uma santa peregrinação!



in

Cristãos e budistas: amar, defender e promover a vida humana

Conselho Pontifício para o Diálogo Inter-religioso envia mensagem por ocasião da festa festa de Vesakh


Cidade do Vaticano, 02 de Maio de 2013


O Vesakh é a festa mais importante para os Budistas: em que comemoram os principais acontecimentos da vida de Buda. A festa de Vesakh / Hanamatsuri de 2013, nos diversos países da cultura budista, é comemorado em datas diferentes, de acordo com as diferentes tradições. Este ano, a festa acontece: dia 17 de maio na Coreia do Sul, China, Hong Kong, Macau; 24 de maio, no Sri Lanka, Tailândia, Malásia, Singapura, Birmânia, Cambodja, Laos; 25 de maio, na Índia, Nepal e Indonésia . Nesta ocasião, o Conselho Pontifício para o Diálogo Inter-religioso enviou a seguinte mensagem aos Budistas:

Caros amigos Budistas
1. Em nome do Conselho Pontifício para o Diálogo Inter-religioso, gostaria de estender as minhas cordiais saudações e votos de felicidades a vós, por ocasião da celebração da festa de Vesakh que oferece aos cristãos uma ocasião para renovar o diálogo amigável e estreitar a colaboração com as diferentes tradições por vós representadas.

2. Papa Francisco, no início do seu ministério, reafirmou a necessidade de um diálogo amigável entre os seguidores de diferentes religiões. Ele observou que "A Igreja é [...] consciente da responsabilidade que todos nós temos para com o nosso mundo, com toda a criação, à qual devemos amar e proteger. Há muito o que fazer para beneficiar os pobres, os necessitados e aqueles que sofrem, e para favorecer a justiça, promover a reconciliação e construir a paz "(Audiência com Representantes das Igrejas e Comunidades eclesiais e das diversas religiões, 20 de Março de 2013). A Mensagem do Dia Mundial da Paz em 2013, intitulado "Bem-aventurados os pacificadores", observa que "o caminho para a realização do bem comum e da paz é, acima de tudo, respeito à vida humana em todos os seus muitos aspectos, começando com sua concepção, através de seu desenvolvimento até o seu fim natural. Verdadeiros pacificadores, então, são aqueles que amam, defendem e promovem a vida humana em todas as suas dimensões, pessoal, comunitária e transcendente. Vida em plenitude é o cume da paz. Quem ama a paz não pode tolerar ataques e crimes contra a vida "(Mensagem para o Dia Mundial da Paz de 2013, n. 4).

3. Gostaria de expressar que a Igreja Católica nutre sincero respeito pela vossa nobre tradição religiosa. Frequentemente observa-se uma consonância com valores expressos também em vossos livros religiosos: respeito pela vida, contemplação, silêncio, simplicidade (cf. Verbum Domini, n º 119.). Nosso genuíno diálogo fraterno deve promover o que nós Budistas e Cristãos temos em comum, de modo especial partilhamos uma profunda reverência pela vida.

4. Caros amigos Budistas, o vosso primeiro preceito ensina a abster-se da destruição da vida de qualquer ser senciente e, assim, proíbe matar a si mesmo e aos outros. A pedra angular de vossa ética encontra-se na benignidade para com todos os seres. Nós, cristãos, acreditamos que o núcleo da doutrina moral de Jesus é dupla, o amor a Deus e o amor ao próximo. Jesus diz: "Como o Pai me amou, também Eu vos amei: permanecei no meu amor." E ainda: "Este é o meu mandamento: que vos ameis uns aos outros como eu vos amei". (Catecismo da Igreja Católica, n 1823). O quinto Mandamento Cristão "não matarás" se harmoniza muito bem com o vosso primeiro preceito. Nostra Aetate ensina que "a Igreja Católica nada rejeita do que é verdadeiro e santo nestas religiões" (NA 2). Acho, portanto, que é urgente, tanto para os Budistas como para os Cristãos, com base no genuíno património das nossas tradições religiosas, criar um clima de paz para amar, defender e promover a vida humana.

5. Como todos sabemos, apesar destes nobres ensinamentos sobre a santidade da vida humana, o mal em diferentes formas contribui para a desumanização da pessoa, reduzindo o sentido de humanidade nos indivíduos e nas comunidades. Esta trágica situação convida-nos a que Budistas e Cristãos unamos as mãos para desmascarar as ameaças à vida humana e despertar a consciência ética dos nossos respectivos seguidores para despertar um renascimento espiritual e moral de indivíduos e sociedades, a fim de sermos verdadeiros obreiros da paz que amam, defendem e promovem a vida humana em todas as suas dimensões.”

6. Caros amigos Budistas, vamos continuemos a colaborar com renovada compaixão e fraternidade para aliviar o sofrimento da família humana, promovendo a sacralidade da vida humana. Neste espírito gostaria, mais uma vez, de desejar-vos uma pacífica e alegre festa de Vesakh.

Cardeal Jean-Louis Tauran -Presidente
Rev. Miguel Ángel Ayuso Guixot, MCCJ -Secretário



in

A relação entre o diálogo e o anúncio

Aberto ontem, em Londres, o III Encontro dos Bispos e Delegados das Conferências Episcopais da Europa para as Relações com os Muçulmanos


Roma, 02 de Maio de 2013


"O cenário internacional foi vastamente modificado depois das ‘primaveras árabes’ no Egipto e na Tunísia, da guerra na Líbia, do conflito na Síria e das suas repercussões em todo o Oriente Médio", disse o cardeal Jean-Pierre Ricard, no discurso de abertura, feito ontem à tarde, do III Encontro dos Bispos e Delegados das Conferências Episcopais da Europa para as Relações com os Muçulmanos.

A reunião acontece em Londres para discutir a relação entre diálogo e anúncio. Para o cardeal de Bordeaux, essas mudanças “não acontecem sem repercutir na opinião pública dos nossos países europeus”. Descobrimos, diz o cardeal, que “a situação dos muçulmanos e das comunidades e associações muçulmanas é muito mais complexa e variada do que pensávamos”. No que diz respeito à formação da identidade dos jovens cristãos e muçulmanos em face de jovens muçulmanos em busca de identidade, que é outra questão discutida durante o encontro, “é interessante para nós analisar qual é o comportamento dos jovens católicos. Estas situações, às vezes, podem têm efeitos benéficos”, disse o cardeal.

Discursando na sessão de abertura, o cardeal Jean Louis Tauran, presidente do Conselho Pontifício para o Diálogo Inter-Religioso, reforçou a importância do diálogo entre cristãos e muçulmanos, da visita do papa Bento XVI ao Líbano, com a reunião entre ele e os líderes religiosos muçulmanos, e da criação do Centro Inter-Fé em Viena, “que poderá ser um novo canal para denunciar a violação da liberdade religiosa e, ao mesmo tempo, incentivar e compartilhar experiências positivas. Os crentes”, destaca o cardeal Tauran, “por saberem que o homem não vive só de pão, estão cientes de que precisam contribuir especificamente na vida diária e que precisam fazer isso juntos, não como concorrentes, mas como peregrinos no caminho da verdade”.

O relatório inicial foi confiado ao pe. Andrea Pacini, secretário da Comissão para o Ecumenismo e para o Diálogo Inter-Religioso da Conferência Episcopal Regional do Piemonte - Vale de Aosta, na Itália. Ele propôs uma releitura de "Diálogo e Proclamação", documento de 1991 publicado em conjunto por dois dicastérios do Vaticano (o Conselho Pontifício para o Diálogo Inter-Religioso e a Congregação para a Evangelização dos Povos).

Pacini lembrou que existem várias formas de diálogo inter-religioso: o "diálogo da vida quotidiana", o diálogo "das obras", através do qual se colabora para o desenvolvimento integral do homem, o diálogo do intercâmbio teológico e, finalmente, o diálogo da experiência religiosa, "no qual pessoas enraizadas na sua própria experiência religiosa compartilham as suas riquezas espirituais". Para Pacini, "diálogo e anúncio são legítimos e necessários. São intimamente relacionados, mas não são intercambiáveis: por uma parte, o verdadeiro diálogo inter-religioso pressupõe, por parte do cristão, o desejo de fazer conhecer e amar Jesus Cristo cada vez mais; e por outro, o anúncio de Jesus Cristo deve ser feito no espírito evangélico do diálogo, sem agressividade e sem desprezo". Para Pacini, a postura suprema que sintetiza diálogo e proclamação é o testemunho.

À noite, a baronesa Sayeeda Hussain Warsi, ministra britânica para a Fé e para as Comunidades - Exterior e Commonwealth, reuniu-se com os participantes para um jantar informal.



in

Bento XVI volta para o Vaticano


Papa emérito foi recebido pelo Papa Francisco na sua nova residência, o mosteiro Matter Ecclesia

Cidade do Vaticano, 02 de Maio de 2013


A Sala de imprensa do Vaticano informou que nesta quinta-feira, 2 de maio, Bento XVI voltou para o Vaticano, depois de dois meses transcorridos em Castel Gandolfo.

Bento XVI chegou por volta das 16:45 (hora local), acompanhado de Dom Georg Gaenswein. No heliporto foi recebido pelo pelo decano do Colégio Cardinalício, Cardeal Angelo Sodano,pelo Secretário de Estado Tarcisio Bertone, pelo Presidente do Governatorado, Cardeal Giuseppe Bertello.

Também estavam presentes o Substituto da Secretaria de Estado, Arcebispo Angelo Becciu, o Sub-secretário de Assuntos Exteriores, Arcebispo Dominique Mamberti e o Secretário do Governatorado Arcebispo Giuseppe Sciacca.

Do heliporto, o Papa emérito seguiu de carro até o mosteiro de clausura, onde foi recebido com grande e fraterna cordialidade pelo Papa Francisco. Juntos, foram à capela do Mosteiro Matter Ecclesia, sua nova residência,para um momento de oração.

Com ele, residirão o seu Secretário, Dom Georg Gaenswein, Prefeito da Casa Pontifícia, e as quatro “Memores Domini” que já faziam parte da família pontifícia.

A nota da Sala de Imprensa do Vaticano recorda que Bento XVI se transferiu para Castelgandolfo na tarde do dia 28 de Fevereiro, após sua renúncia ao Pontificado. Agora, retorna ao Vaticano, onde pretende dedicar-se, como ele mesmo anunciou em 11 de Fevereiro, ao serviço da Igreja, sobretudo por meio da oração.



in

A reforma do Papa Francisco

Entrevista ao Substituto da Secretaria de Estado, monsenhor Angelo Becciu


Cidade do Vaticano, 02 de Maio de 2013


No dia 13 de Abril, foi divulgada a notícia de que o Papa Francisco criou um grupo de oito cardeais para assessorá-lo no governo da Igreja universal e para estudar um projecto de revisão da Constituição Apostólica Pastor Bonus sobre a Cúria Romana. A decisão tem despertado muito interesse, resultando em várias especulações. Sobre esse assunto o arcebispo Angelo Becciu, substituto da secretaria de Estado, falou ao L’Osservatore Romano, edição italiana, ontem, dia 1º de Maio. Publicamos a seguir a tradução ao português dessa entrevista:

***

L’Osservatore: Sobre a reforma da Cúria ouviram-se muitas vozes: equilíbrio de poderes, moderadores, coordenadores, “super-ministérios da economia”, revoluções ...
Angelo Becciu: Na verdade, é um pouco estranho: o Papa ainda nem se encontrou com o grupo de conselheiros que ele escolheu e já chove conselhos. Depois de ter falado com o Santo Padre posso dizer que neste momento é absolutamente prematuro fazer qualquer suposição sobre a futura estrutura da Cúria. Papa Francisco está escutando a todos, mas em primeiro lugar quer ouvir aqueles que escolheu como conselheiros. Em seguida, definirá um projecto de reforma da Pastor bónus, que naturalmente terá que seguir seu próprio processo.

L’Osservatore: muito tem sido falado também do IOR, o Instituto para as obras de religião; alguém até mesmo já previu a sua supressão...
Angelo Becciu: O Papa ficou surpreso por ver que atribuíram a ele frases que ele nunca disse e que deturpam o seu pensamento. A única menção sobre isso foi durante uma breve homilia na Santa Marta, improvisada, na qual recordou de forma apaixonada como a essência da Igreja consiste em uma história de amor entre Deus e os homens, e como as várias estruturas humanas, incluindo o IOR, são menos importantes. A referência foi graciosa, motivada pela presença na missa de alguns funcionários do Instituto, no contexto de um sério convite a nunca perder de vista a essencialidade da Igreja.

L’Osservatore: deve-se prever que não seja iminente uma reestruturação da actual conformação dos departamentos?
Angelo Becciu: Eu não posso prever os tempos. O Papa, no entanto, pediu a todos nós, responsáveis pelos departamentos, para continuar em nosso serviço, sem, contudo querer proceder, por enquanto, na confirmação dos cargos. O mesmo se aplica aos membros das Congregações e dos Conselhos Pontifícios: o ciclo normal de confirmações ou nomeações, que ocorrem no final dos mandatos de cinco anos, é suspenso no momento, e todos continuam no próprio cargo “até nova ordem” (donec aliter provideatur). Isso indica a vontade do Santo Padre de tomar o tempo necessário para a reflexão - e de oração, não devemos esquecer – para ter uma visão mais aprofundada da situação.

L’Osservatore: sobre o grupo de conselheiros, alguém chegou a argumentar que tal opção possa questionar o primado do Papa ...
Angelo Becciu: É um órgão consultivo, não decisório, e realmente não vejo como a escolha do Papa Francisco possa questionar o primado. Porém, é verdade que se trata de um gesto de grande importância, que quer dar uma mensagem clara sobre a modalidade com que o Santo Padre quer exercitar o seu ministério. No entanto, não podemos esquecer qual é a primeira tarefa atribuída ao grupo dos oito cardeais: assistir ao Pontífice no governo da Igreja universal. Não gostaria que a curiosidade pela organização e as estruturas da Cúria romana ofuscasse o sentido profundo do gesto realizado pelo Papa Francisco.

L’Osservatore: mas o termo "conselho" não é muito indefinido?
Angelo Becciu: Pelo contrário, o aconselhamento é uma acção importante que na Igreja é definido teologicamente e é expresso em muitos níveis. Considere, por exemplo, os organismos que participam nas dioceses e paróquias, ou conselhos dos superiores, provinciais e gerais, nos Institutos de vida consagrada. A função do conselho deve ser interpretada numa perspectiva teológica: numa óptica mundana deveríamos dizer que um conselho sem poder deliberativo é irrelevante, mas isso significaria equipar a Igreja a uma empresa. Em vez disso, teologicamente o aconselhamento tem uma função de absoluta importância: ajudar o superior na obra do discernimento, no compreender o que o Espírito pede à Igreja num determinado momento histórico. Sem esta referência, não se compreenderia mais nada sobre o verdadeiro significado de governo na Igreja.

L’Osservatore: O que você sente ao colaborar com o Papa Francisco?
Angelo Becciu: Pude colaborar de perto com o Papa Bento XVI, agora estou continuando o meu serviço com o papa Francisco. Claro, cada um tem sua própria personalidade, seu próprio estilo, e me sinto muito privilegiado por esse contacto estreito com dois homens totalmente dedicados ao bem de toda a Igreja, desprendidos de si mesmos, imersos em Deus e com uma única paixão: a de dar a conhecer a beleza do Evangelho às mulheres e homens de hoje.

[Traduzido do original italiano por Thácio Siqueira]



in

"O trabalho faz parte do plano de amor de Deus"

Catequese do Papa Francisco durante a audiência Geral de ontem


Cidade do Vaticano, 02 de Maio de 2013


Publicamos a seguir a catequese pronunciada ontem, dia da festa de São José operário, pelo Papa Francisco durante a audiência geral da quarta-feira, acontecida na praça de São Pedro.

***

Caros irmãos e irmãs,
Bom dia!

Hoje, 1º de maio, celebramos São José Operário e iniciamos o mês tradicionalmente dedicado a Nossa Senhora. No nosso encontro de hoje, quero focar estas duas figuras importantes na vida de Jesus, da Igreja e nas nossas vidas, com duas breves reflexões: primeiro, sobre o trabalho, segundo, sobre a contemplação de Jesus.

No Evangelho de São Mateus, em um dos momentos em que Jesus retorna à sua região, a Nazaré, e fala na sinagoga, destaca-se o espanto de seus compatriotas por sua sabedoria. Eles se perguntam: “Não é este o filho do carpinteiro? “(13:55). Jesus entra em nossa história, está entre nós, nascido de Maria pelo poder de Deus, mas com a presença de São José, o pai legal, de direito, que cuida d’Ele e também lhe ensina seu trabalho. Jesus nasce e vive em uma família, na Sagrada Família, aprendendo com São José o ofício de carpinteiro, na carpintaria em Nazaré, dividindo com ele seus compromissos, esforços, satisfação e as dificuldades do dia a dia.

Isso nos lembra a dignidade e a importância do trabalho. O livro de Génesis nos diz que Deus criou o homem e a mulher dando-lhes a missão de encher a terra e sujeitá-la, o que não significa desfrutá-la, mas cultivá-la e protegê-la, cuidar dela com o seu trabalho (cf. Gen 1:28; 2 15). O trabalho faz parte do plano de amor de Deus, somos chamados a cultivar e cuidar de todos os bens da criação, deste modo participamos da obra da criação! O trabalho é fundamental para a dignidade de uma pessoa. O trabalho, para usar uma imagem concreta, nos “unge” de dignidade, nos plenifica de dignidade, nos torna semelhantes a Deus, que trabalhou e trabalha, age sempre (cf. Jo 5:17), dá a capacidade de nos manter, manter nossa família, contribuir para o crescimento da nação. E aqui penso nas dificuldades que, em vários países, se encontra hoje o mundo do trabalho e da empresa, eu penso naqueles que, não apenas os jovens, estão desempregados, muitas vezes por uma concepção puramente económica (mecanicista) da sociedade, que busca o lucro egoísta, fora dos parâmetros de justiça social.

Eu gostaria de estender a todos o convite à solidariedade e, aos chefes do sector público, convidá-los ao encorajamento, a fazer de tudo para dar um novo impulso ao emprego, isso significa se preocupar com a dignidade da pessoa mas, acima de tudo, vos exorto a não perderem a esperança; São José também teve momentos difíceis, mas nunca perdeu a confiança e soube superá-los, na certeza de que Deus não nos abandona. E agora gostaria de falar especialmente a vocês, meninos e meninas, a vocês jovens: se esforcem em suas tarefas diárias, no estudo, no trabalho, nas relações de amizade, contribuindo com os outros, o vosso futuro também depende de como vocês vão viver esses preciosos anos de vida. Não tenham medo do compromisso, do sacrifício e não olhem para o futuro com medo, mantenham viva a esperança: há sempre uma luz no horizonte.

Acrescento uma palavra sobre uma outra situação de trabalho que me incomoda: refiro-me ao que definimos como “trabalho escravo”, o trabalho que escraviza. Quantas pessoas no mundo são vítimas deste tipo de escravidão, em que é a pessoa que serve o trabalho, enquanto deve ser o trabalho a oferecer um serviço à pessoa, para que tenhamos todos dignidade. Peço aos irmãos e irmãs na fé e todos os homens e mulheres de boa vontade, uma escolha decisiva contra o tráfico de pessoas, contexto no qual se constitui o “trabalho escravo”.

Faço referência agora ao segundo pensamento: no silêncio das acções quotidianas, São José, juntamente com Maria, tem um centro comum de atenção: Jesus. Eles acompanham e protegem, com empenho e carinho, o crescimento do Filho de Deus feito homem por nós, reflectindo sobre tudo o que acontecia. Nos Evangelhos, Lucas enfatiza duas vezes a atitude de Maria, que também é a de São José, “guardava todas estas coisas, meditando-as no seu coração” (2,19.51). Para ouvir o Senhor, devemos aprender a contemplá-Lo, perceber sua presença constante em nossas vidas; precisamos parar para dialogar com Ele, dar-lhe espaço na oração. Cada um de nós, vocês meninas, meninos e, jovens, em grande número reunidos aqui nesta manhã, deve se perguntar: qual o espaço dou ao Senhor? Eu paro para falar com Ele? Desde que éramos crianças, nossos pais nos acostumaram a começar e terminar o dia com uma oração, para nos ensinar a perceber que a amizade e o amor de Deus nos acompanhavam. Vamos nos lembrar mais do Senhor em nosso dia!

neste mês de Maio, eu gostaria de lembrar a importância e a beleza da oração do Santo Terço. Recitando a Ave Maria, somos levados a contemplar os mistérios de Jesus, reflectir sobre os principais momentos de Sua vida, para que, como foi com Maria e São José, Ele seja o centro dos nossos pensamentos, da nossa atenção e de nossas acçõesSeria bom que, especialmente neste mês de maio, rezássemos juntos, em família, com os amigos, na paróquia, o Santo Terço ou alguma oração a Jesus e à Virgem Maria! A oração feita em comunidade é um momento precioso para tornar ainda mais forte a vida familiar, a amizade! Aprendamos a rezar mais em família e como família!

Queridos irmãos e irmãs, rogamos a São José e à Virgem Maria que nos ensinem a sermos fiéis a nossas tarefas diárias, a viver nossa fé nas acções do dia a dia e dar mais espaço ao Senhor em nossas vidas, a parar para contemplar Seu rosto.
Obrigado.

(Tradução Canção Nova)



in

Aniversário da beatificação de João Paulo II

Mensagem do Papa Francisco durante a Audiência Geral de ontem


Cidade do Vaticano, 02 de Maio de 2013


Por ocasião da tradicional Audiência Geral da quarta-feira, papa Francisco rendeu homenagem na manhã de ontem, ao Papa João Paulo II.

"Hoje, no segundo aniversário da beatificação de João Paulo II, dou minhas boas-vindas aos peregrinos polacos. Saúdo o grande grupo de peregrino da diocese de Kalisz e o grupo do Santuário de Pólko. Saúdo os seminaristas e os educadores dos Seminários de Pelplin e de Bialystok", disse o Santo Padre em Italiano.

"Que a vossa vida esteja cheia da fé, da caridade e da coragem apostólica de João Paulo II", continuou o papa Francisco. "Para todos vós e para toda a Polónia invoco a protecção da Mãe de Deus e todo o dom da Providência Divina. Abençoo-vos de coração", concluiu.

Karol Józef Wojtyła o papa João Paulo (1920 - 2005) foi proclamado beato pelo Papa Bento XVI no dia 1° de maio de 2011. Para seguir o seu caminho de canonização pode clicar em http://www.karol-wojtyla.org/It/Home%20Page.aspx.



in