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sábado, 25 de abril de 2026

Celebrar e continuar o 25 de abril...

Olá, bom dia! Destacamos hoje a entrevista que o novo presidente da Conferência Episcopal Portuguesa faz, em início de mandato, pouco mais de uma semana após ter sido eleito na Assembleia Plenária.

Nesta entrevista, que poderá ler na íntegra na próxima segunda-feira, D. Virgílio Antunes assume que o tema dos abusos sexuais “é absolutamente incontornável” na Igreja Católica, afirma que a instituição “tem de cuidar das vítimas” dando o lugar às comissões diocesanas que “devem ter”.

Questionado sobre a continuidade do Grupo Vita, o novo presidente da Conferência Episcopal Portuguesa referiu que “o caminho futuro” na escuta e acompanhamento das vítimas de abuso sexual na Igreja Católica deve ser continuado pelo trabalho das comissões diocesanas, sem excluir o apoio de “outras pessoas”.

“Eu não sei o que vai acontecer. Mas, um outro grupo com uma identidade semelhante, uma terceira comissão, não sei se irá existir”, sublinhou o bispo de Coimbra.

O presidente da CEP vai participar pela primeira vez na sessão comemorativa do 25 de abril e lembra o papel da Igreja Católica na construção da democracia.

“A Igreja Católica é uma parceira importante na edificação da democracia, sem fazer a tal política partidária, mas tem sido uma presença grande na transformação da sociedade”.

O presidente da CEP lembrou, referindo os pronunciamentos recentes do Papa Leão XIV, que o aproveitamento do discurso religioso para fins políticos é um “perigo muitíssimo grande”, nomeadamente quando em causa estão “fins eleitoralistas” ou afirmações de poder a respeito de “causas sobre as quais não há consensos”.

Sobre o 25 de abril conversamos com o padre José Manuel Pereira de Almeida, vice-reitor da Universidade Católica Portuguesa, e Inês Estada Vieira, presidente da direção do Centro de Reflexão Cristã, que afirmou a responsabilidade da Igreja continuar a fazer revolução, para alcançar um mundo mais justo.

“É esse sonho de um mundo mais justo, de direitos para as mulheres, de direitos para as crianças, de cuidar das crianças pobres, dos trabalhadores. Eu acho que também está tudo mais ou menos escrito desde o Vaticano II, e, mesmo antes, há dois mil anos". 

Deixo-lhe ainda a sugestão de neste dia escutar o padre Júlio Rocha. Conversamos com o vigário episcopal para o clero da Diocese de Angra desafiando-o a apresentar os sete dons do Espírito Santo e a atualizá-los. Uma conversa desassombrada e responsabilizante sobre a ação dos crentes e da Igreja que importa escutar. Ela conduziu o programa Ecclesia que a cada sábado é emitido na Antena 1, mas encontra-a no portal de informação da Agência ECCLESIA.

Não sei se vai para a rua, se se junta a manifestações comunitárias e celebrativas deste 25 de abril, mas seja em gestos maiores ou nas conversas mais particulares, que esta data se concretize, se persiga e se abra a novas gerações em construções de futuro com todos e para todos!

Desejo-lhe um excelente 25 de abril!

Lígia Silveira

 



agencia.ecclesia.pt

      



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