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Bom dia, paz e bem!!

“O lema da minha
visita é ‘Cristo, luz da Guiné Equatorial rumo a um futuro de esperança’, e
talvez seja precisamente esta a maior fome de hoje: há fome de futuro, mas de
um futuro habitado pela esperança, capaz de gerar uma nova justiça, capaz de
dar frutos de paz e fraternidade.” - Leão XIV, na Basílica da Imaculada Conceição, em Mongomo
O Papa regressa hoje
à Europa. A primeira viagem apostólica de Leão XIV a África termina com
uma Missa, esta quinta-feira, no Estádio de Malabo da Guiné Equatorial, antes
do voo com destino a Roma. Esta visita começou a 13 de abril, e incluiu
passagens pela Argélia, Camarões e Angola.
Ontem, Leão XIV
esteve com jovens e famílias corajosas da Guiné Equatorial, que enfrentaram a
forte chuva que se fez sentir no início do encontro, no Estádio de Bata.
“Testemunhemos todos
os dias que amar é belo, que as maiores alegrias, em todos os ambientes,
provêm da capacidade de dar e de se doar, especialmente quando nos inclinamos
perante quem mais precisa.”
Antes, o Papa visitou
a Prisão de Bata, onde afirmou que “não há justiça sem reconciliação”.
“A verdadeira justiça
procura não tanto punir, mas sobretudo ajudar a reconstruir a vida quer das
vítimas, quer dos culpados, quer das comunidades feridas pelo mal”, disse
Leão XIV, no pátio interior da prisão.
A visita à prisão na cidade costeira de Bata ganhou maior simbolismo
perante as denúncias de organizações internacionais que documentam um
histórico de abusos e métodos de tortura no sistema penal do país africano,
que é governado há 47 anos pelo presidente Teodoro Obiang Nguema
Mbasogo.

Esta madrugada, pouco
depois da meia-noite, tivemos o jovem português João Pedro Faria, da Diocese
de Santarém, que foi voluntário na Comunidade ecuménica de Taizé durante um
ano, no Programa ECCLESIA, nas ondas da rádio Antena 1, da emissora pública.
“A primeira oração em
Taizé fez-me sentir que Deus estava ali. Foi um apelo muito forte. Na
catequese ouvia falar de Jesus mas ali, via-o e sentia-o. Era mais do que o
racional – eu sentia que Deus estava ali.”
João Pedro Faria,
quanto terminou esse “ano sabático, um ‘gap year” na comunidade
monástica, já após o curso superior e ter iniciado a sua vida profissional,
regressou a Portugal por Santiago de Compostela. Foram 2400 quilómetros, a
pé, de Taizé até à cidade na Galiza. E contou tudo à jornalista Lígia
Silveira, numa conversa que encontra no no podcast ‘Alarga a tua tenda’.

Para comentar esta
viagem apostólica do Papa a África, temos o padre Andrew Prince, o
sacerdote ganês, dos Missionários Espiritanos, que acompanha a Capelania dos
Africanos em Portugal, no Programa ECCLESIA, na televisão. É na RTP2, pelas
15h00, e traz mais temas.
Uma boa quinta-feira,
também na nossa companhia, em www.agencia.ecclesia.pt
Cumprimentos,
Carlos Borges
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