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segunda-feira, 6 de abril de 2026

Muitas notícias, uma Notícia

Bom dia!

Nesta segunda-feira de Páscoa, a Agência ECCLESIA convida-o a fixar o olhar numa única e transformadora Notícia: o sepulcro está vazio e a morte não tem a última palavra.

No Vaticano, o Papa Leão XIV sublinhou que a ressurreição é uma «força não violenta», capaz de gerar relações respeitosas a todos os níveis. Na bênção Urbi et Orbi, o pontífice não esqueceu os cenários de dor, apelando a uma paz que não seja apenas o calar das armas, mas uma transformação dos corações. No mesmo sentido, e a partir do coração do conflito, o patriarca latino de Jerusalém exortou os crentes a rejeitarem a "lógica do inimigo", lembrando que ceder à vingança é voltar a colocar Jesus no túmulo.

Em Portugal, a celebração da Páscoa inspirou muitas intervenções. De Lisboa a Braga, do Porto aos Açores e à Madeira, a mensagem foi clara: a Páscoa exige proximidade, justiça e o fim da solidão. Em Coimbra, a Páscoa chegou também às periferias existenciais, com o batismo de um recluso.

 

Esta segunda-feira, não perca a emissão do Programa ECCLESIA, na RTP2, gravado no Seminário Maior de Coimbra, com o padre Nuno Santos e o investigador Frederico Lourenço, que nos lembram como os Evangelhos foram escritos para que a ressurreição seja vivida não no passado, mas em «tempo real», agora e dentro de cada um de nós.

Despeço-me com votos de boas notícias, sempre,

Octávio Carmo

 

 


agencia.ecclesia.pt

      



domingo, 5 de abril de 2026

Homilia do bispo de Beja na Vigília Pascal

«Cristo ressuscitou verdadeiramente. Aleluia! É esta a nossa fé, é esta a fé da Igreja!»

Graças a Deus pelo dom da fé! Graças a Deus por este dom e pelo que ele nos permite ver, compreender, viver e contemplar!

Estamos reunidos nesta Catedral para celebrar a Ressurreição de Jesus. Dou graças a Deus pela presença de todos e de cada um nesta celebração tão cheia de significado, de beleza, de paz e de luz. E estarmos juntos, unidos nesta celebração é um sinal muito eloquente de comunhão. Esta comunhão que integra a diversidade e nos une como irmãos, como discípulos do mesmo Senhor.

Nesta noite santa, na Vigília Pascal, a Mãe de todas as Vigílias, tudo nos fala eloquentemente da vitória de Cristo sobre o pecado e a morte. Esta solene celebração tem quatro partes:
⦁ o Lucernário ou Liturgia da Luz, que irei comentar, com algum detalhe, mais adiante.
⦁ a Liturgia da Palavra, em que nos foi apresentado como que um resumo da História da Salvação – deste caminho que Deus faz connosco.
⦁ a Liturgia Baptismal, na qual a Rita e o Flávio irão ser baptizados e crismados e todos nós iremos renovar, de coração agradecido, as promessas do nosso Baptismo.
⦁ e a Liturgia Eucarística, na qual Jesus se faz presente Corpo, Sangue, Alma e Divindade e se dá como alimento. Será também a Primeira Comunhão destes nossos irmãos.

Esta Vigília começou na escuridão. A noite representa o mundo sem Cristo: o caos, o pecado, a morte, a falta de sentido, o afastamento de Deus.
No meio desta escuridão, o lume novo foi benzido, como que a dizer-nos que é de Deus, da Sua bênção, que vem a luz que nos ilumina, que ilumina as trevas deste mundo.

O Círio Pascal foi aceso neste lume novo e este Círio representa, simboliza Cristo ressuscitado, a “luz que ilumina as trevas”. Esta luz que se foi transmitindo de mão em mão até encher este templo de luz – lembrando-nos que a fé se transmite pessoalmente, pelo testemunho, de coração a coração – neste caminho que fazemos, em Igreja, precisamos uns dos outros.

Ouvimos e cantámos o Precónio Pascal, este belíssimo e antigo hino, em que a Igreja canta os louvores do Círio Pascal, os louvores de Cristo, ressuscitado de entre os mortos. Celebramos a vitória da luz sobre as trevas.

Somos convidados à alegria, não apenas nós, mas todas as realidades criadas, visíveis e invisíveis, como nos diz, logo no seu início, este belíssimo hino: “Exulte de alegria a multidão dos anjos, exultem as assembleias celestes, ressoem hinos de glória para anunciar o triunfo de tão grande Rei. Rejubile também a terra, inundada por tão grande claridade, porque a luz de Cristo, o Rei eterno, dissipa as trevas de todo o mundo.”

Este Círio, que arde neste templo é assim, o símbolo da luz de Cristo ressuscitado. Esta luz de Verdade, de Beleza e de Amor, que irrompe nas trevas deste mundo, vem tocar e iluminar as trevas do nosso coração. Celebramos Cristo, Luz do mundo, com solenidade, nesta noite santa:

E somos também convidados à gratidão pelos efeitos desta luz. Assim, ouvíamos há pouco, no canto do Precónio Pascal: ”Esta noite santa afugenta os crimes, lava as culpas; restitui a inocência aos pecadores, dá alegria aos tristes, derruba os poderosos, dissipa os ódios, estabelece a concórdia e a paz”. E este mundo em que vivemos, como precisa de ser iluminado por esta luz, cada um de nós, precisa, precisamos, de ser iluminado pela luz de Cristo!

Está escrito no Livro do Gênesis, no relato da criação do mundo: “Disse Deus: «Faça-se a luz». E a luz apareceu”. Agora, em Cristo ressuscitado, resplandece a verdadeira Luz, inaugurando a nova criação.

Assim, com Cristo e em Cristo ressuscitado, somos chamados — como ouvimos na leitura da Epístola aos Romanos (Rom 6) — a viver uma vida nova, iluminados por esta luz terna e suave, que vence as trevas.

Esta noite bendita, como nos diz o texto deste extraordinário hino “é a única a ter conhecimento do tempo e da hora em que Cristo ressuscitou do sepulcro” – Por isso faz tanto sentido que o tempo pascal tenha início precisamente nesta Vigília, nesta noite santa.

Hoje, alegramo-nos com a Rita e com o Flávio, que irão receber os sacramentos da iniciação cristã (Baptismo, Crisma e Eucaristia).
Rita e Flávio, a partir de hoje, já não pertencereis a vós mesmos! O cristão pertence ao Senhor, que por nós morreu e ressuscitou! “Quer vivamos quer morramos, pertencemos ao Senhor”, como nos diz S. Paulo. Por isso dizemos que Jesus é o Senhor, porque é o Senhor das nossas vidas, somos d’Ele e abandonamo-nos confiadamente nas Suas mãos.

Que Nossa Senhora, Mãe da Igreja e S. José, nosso padroeiro, nos guardem na alegria e na paz de Cristo Ressuscitado.
A todos desejo Felizes Festas Pascais!

† Fernando Paiva, Bispo de Beja
Sé de Beja, 4 Abril de 2026






Missa do Domingo de Páscoa, na igreja de São Jorge, no Lousal


















Aleluia, Aleluia, Aleluia…

Foto: Agência ECCLESIA/CB

A ressurreição de Cristo foi assinalada na noite, e continua por este dia, em anúncio constante. Seja na liturgia ou na proposta pascal das campainhas que se escutam em diversas localidades, a alegria é marca que se deve traduzir em gestos coerentes.

Foto: Vatican Media

Na Vigília Pascal, o Papa apelou à superação da guerra e do ódio, evocando a força da ressurreição de Jesus e lembrando: “Irmãs e irmãos, também nos nossos dias não faltam sepulcros para abrir, e muitas vezes as pedras que os fecham são tão pesadas e tão bem vigiadas que parecem inamovíveis”.
Leão XIV convidou todos os católicos a “para levar a todos a boa nova de que Jesus ressuscitou”.

Por cá, o desafio Pascal também foi sublinhado nas várias dioceses com intervenções que a Agência Ecclesia foi acompanhando e partilha na sua página.

Nesta toada pascal convidamos a acompanhar o programa Ecclesia na Antena 1 que, pelas 06h05, conta com a presença do Padre Nuno Santos e do professor e ensaísta Frederico Lourenço.

Foto: Agência ECCLESIA/HM

Mais logo, pelas 15h25, o programa 70X7, na RTP2, acompanha a entrada triunfal de Jesus em Jerusalém. Uma recriação, nas ruas de Santa Maria da Feira, dinamizada pelo Grupo Gólgota, ligado aos sacerdotes Passionistas e que está a assinalar 35 anos.

Uma Santa Páscoa

Henrique Matos 



agencia.ecclesia.pt