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segunda-feira, 31 de março de 2025

Investir na defesa da Europa, mas não à custa da promoção da dignidade humana e do cuidado com a criação

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Bispos e funcionários da COMECE reuniram-se na Piazza Pia, em Roma, no início da sua peregrinação jubilar. Foto © Ada Lushi/COMECE

Bispos europeus

 | 30/03/2025

 

Os bispos europeus, reunidos em assembleia plenária em Nemi (Itália), reconhecem “nestes tempos incertos” “a necessidade de uma União Europeia forte, capaz de proteger, não apenas os seus cidadãos, mas também os valores que defende”, mas lembram que “a vocação original da UE é ser um projeto de paz”, por isso “quaisquer investimentos necessários, proporcionais e adequados para a defesa europeia não devem ser feitos à custa dos esforços de promoção da dignidade humana, da justiça, do desenvolvimento humano integral e do cuidado com a criação”.

comunicado final da reunião que se teve lugar entre 26 e 28 de março sublinha ainda que essenciais “para evitar uma perigosa corrida armamentista que não serviria a causa da paz, mas apenas interesses comerciais”, são essenciais “mecanismos de controlo eficazes e um compromisso firme com a diplomacia”. Os bispos pedem mesmo que “não enfraqueça o compromisso histórico da UE com a solidariedade, especialmente com as regiões mais vulneráveis ​​do mundo, bem como com aqueles que sofrem de pobreza ou que buscam refúgio” na Europa.

Sem referirem o novo posicionamento político de Washington, os bispos, representando as conferências episcopais dos 27 Estados-membros, reconhecem “os esforços da UE para aumentar sua competitividade e sua capacidade de ação autónoma em resposta às mudanças atuais na economia global e em termos geopolíticos”, mas instam a que “essas iniciativas não comprometam a credibilidade da UE como líder global na promoção de direitos humanos, da justiça social e da sustentabilidade ambiental”.

Olhando diretamente para o que se passa no seu continente, os prelados referem “a guerra em curso contra a Ucrânia e a incerteza enfrentada pelo povo ucraniano à luz dos recentes desenvolvimentos geopolíticos são um lembrete particularmente trágico (…) do aumento da tensão global, fomentado pelo crescente isolacionismo e pelo aprofundamento das fissuras, que corrói o multilateralismo e enfraquece os princípios democráticos”, originando “uma competição implacável e confrontos violentos, frequentemente em flagrante violação do direito internacional”.

No início dos trabalhos, na quarta-feira 26 de março, assembleia ouviu o secretário de Estado do Vaticano, cardeal Pietro Parolin, dizer que perante as crises que a Europa enfrenta “o diálogo continua a ser o único caminho viável” e, alertando contra políticas nacionalistas, exortar os líderes políticos a “porem de lado as divisões e barreiras ideológicas” em favor desse mesmo diálogo. No dia seguinte, os bispos ouviram Mario Monti, ex-primeiro-ministro da Itália e ex-comissário europeu para o Mercado Único e a Concorrência abordar o difícil futuro das relações transatlânticas e os importantes desafios da competitividade económica.




domingo, 30 de março de 2025

ACEGE: «Como cristãos, temos de mostrar ao mundo que não há lutas de classes» – João Pedro Tavares

 Após 10 anos, presidência da Associação Cristã de Empresários e Gestores vai ser assumida por Patrícia Liz, no encerramento do congresso sobre a esperança

Foto Inês Machado/ACEGE

Lisboa 29 mar 2025 (Ecclesia) – João Pedro Tavares afirmou que  a Associação Cristã de Empresários e Gestores (ACEGE) está comprometida em trazer a Portugal a “visão positiva”, sendo “construtores de esperança”, e defende que, como cristãos, devem mostrar que “não há luta de classes”.

“Como cristãos, nós temos de mostrar ao mundo que não aqui lutas de classes. Temos de mostrar uma visão completamente diferente. Somos irmãos, temos perspetivas diferentes, mas estamos convergentes”, afirmou o presidente cessante da ACEGE em declarações à Agência ECCLESIA e à Renascença no Congresso Nacional da associação.

João Pedro Tavares referiu o trabalha “em conjunto” com várias associações de trabalho, a Comissão Justiça e Paz e “muitas outras entidades”, nomeadamente da Igreja Católica, “para uma linguagem de uma economia de bem comum”.

“Construtores da esperança” é o tema do Congresso Nacional da ACEGE, que iniciou esta sexta-feira, com a Missa e a sessão de abertura, e decorre ao longo deste sábado no Centro de Congressos de Lisboa com comunicações e testemunhos sobre a temática da esperança.

“O desafio, antes de ser colocado às empresas, é colocado às pessoas, aos líderes empresariais. E são eles que nós queremos inspirar a viver o amor e a verdade como critérios de gestão. E a partir daqui, nasce a esperança”, apontou João Pedro Tavares.

“Pessoas com mais esperança são 14% mais produtivas e pessoas felizes são 20% mais produtivas. Nós temos que ser líderes que promovem a felicidade nas pessoas”.

Para líder da ACEGE, a esperança pode nascer até “numa situação de desemprego, numa situação de doença, eu não posso perder a esperança”.

“Mesmo num despedimento, eu tenho que defender a dignidade da pessoa ao limite, e tenho que contextualizar a pessoa com a sua família. Portanto, nós estamos a devolver às empresas um conjunto de critérios essenciais, e é a aplicação de bons critérios que nos vai fomentar esta esperança”, afirmou.

João Pedro Tavares lembrou que o critério que apontam para a vivência da esperança não é a “espuma dos dias”, mas “um olhar de maior longo prazo”, um “olhar de eternidade”, contribuindo para que cada empresa seja um “elevador social”.

“Queremos precisamente erradicar a pobreza dentro das empresas, queremos proteger a família, queremos criar mais valor e poder distribuí-lo. E queremos ter uma visão de que a empresa vai para lá de lucro, a empresa tem um propósito social, económico, de desenvolvimento, de impacto ecológico muito significativo”, sustentou.

Após 10 anos a dirigir a Associação Cristã de Empresários e Gestores, João Pedro Tavares vai presidir à Associação Mundial de Empresários Cristãos (UNIAPAC), assumindo a presidência da ACEGE Patrícia Liz, no encerramento do Congresso Nacional, esta tarde.

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¿El Acutis de los perseguidos? Avanza la causa de Bashir, joven mártir del islam en defensa de la fe

Tras inmolarse protegiendo su parroquia, enardeció a los fieles y generó conversiones, dice Gabriel Cruz

Akash Bashir.

Una católica de Lahore contempla el retrato de Akash Bashir, que con 18 años entregó su vida en defensa de la Iglesia.

Redacción ReL  
27.03.2025 | 16:44  Actualizado: 


    El pasado mes de octubre, el Dicasterio para las Causas de los Santos confirmaba la validez jurídica de la investigación diocesana para la Causa de Akash Bashir, el joven pakistaní fallecido al enfrentarse a un islamista cargado de explosivos que iba a inmolarse en una iglesia en Lahore. Ambos murieron en el acto.

    La iniciativa heroica de Bashir, a sus 20 años, no solo salvó el templo, sino también la vida de multitud de feligreses.

    A raíz de su muerte, la vida y hazaña del joven se difundió por todo el mundo, los peregrinos comenzaron a viajar a su tumba y, finalmente, comenzó una causa de beatificación por la que llegó a ser declarado siervo de Dios en 2022.

    Ante el décimo aniversario de su inmolación, el 14 de marzo de 2015, el postulador y el vicepostulador de la causa de Akash han actualizado la información sobre el proceso de beatificación, remarcando los frutos de fe que perduran en su comunidad pasados los años.

    Su vicepostulador, el misionero salesiano Gabriel Cruz, resumió a The Pillar la infancia y juventud del que hoy es considerado un héroe en la comunidad cristiana de Pakistán.

    Quería proteger a su Iglesia y su pueblo

    Cuenta que la fortaleza interior, el deseo de servicio y las elevadas aspiraciones del joven nacido en 1994 le llevaron a querer ser soldado como una forma de proteger a su pueblo.

    En 2013, cuando Akash no alcanzaba los 20 años, los obispos propusieron a los fieles la creación de una red de voluntarios para la defensa de las iglesias ante eventuales ataques. No tardó en inscribirse como voluntario.

    Ser el más joven de los que se presentaron no le impidió formar parte de una nueva comunidad, acudir a las reuniones de oración y formación con sus compañeros, estudiar la Biblia o apostarse en el exterior de la parroquia asignada dispuesto a lo que fuese necesario.

    El 15 de marzo de 2015 parecía un domingo más, con la iglesia repleta de fieles. Pero al escuchar una primera explosión en un templo cercano supo que no sería un día normal. Segundos después, un hombre con una bomba se dispuso a inmolarse en la iglesia, y solo Akash se lo impedía.

    "Moriré antes que dejarte entrar"

    Si tengo que morir, moriré, pero no te dejaré entrar”, le dijo el joven. Fueron sus últimas palabras. Acto seguido, abrazó al terrorista y este se inmoló, muriendo ambos en el acto, dejando multitud de heridos y falleciendo tres cristianos.

    “Cientos de cristianos salieron a las calles a venerar a Akash porque sabían que los había salvado. Eso es lo que llamamos `fama de santidad´, porque fue algo que la gente reconoció de inmediato. En Pakistán no se usa la palabra mártir para personas como Akash por sus connotaciones islámicas. El equivalente es el de `héroe´, y la gente empezó a llamarle así espontáneamente”, relata el vicepostulador.

    En 2018, cuando llegó a Pakistán, Cruz observó la “devoción espontánea” que los fieles mostraban hacia la figura de Akash y pidió a sus superiores comenzar las investigaciones para la causa de martirio.

    Pasó tres años recabando pruebas y testimonios que concluyeron en el Nihil obstat de Roma y el posterior nombramiento de Akash como siervo de Dios en 2022, dando inicio a una fase diocesana de la causa que concluyó el 15 de agosto de 2024.

    La causa de beatificación avanza

    “Hasta ahora, todo ha avanzado satisfactoriamente. El Vaticano recibió la copia pública de la documentación de la causa para su estudio y la aprobó en octubre del año pasado. Ahora estamos en la fase de preparación de la positio, que consiste en un análisis histórico y teológico mucho más profundo y elaborado de su vida y muerte”; cuenta el salesiano.

    Para el postulador general de las Causas de los Santos de la Familia Salesiana, Pierluigi Cameroni, se trata de una causa especial por la juventud de Akash y por ser este el primer santo paquistaní, entre otros motivos.

    Los cristianos se han fortalecido, otros jóvenes han asumido el relevo y se han producido muchos bautismos. Ha sido una fuente de paz y esperanza, porque su ejemplo permite vislumbrar la victoria de Cristo. La Pascua es muerte y resurrección, y por lo tanto, esperanza. Es también un llamado a la reconciliación”, comenta Cameroni a Ayuda a la Iglesia Necesitada.

    Entre otros aspectos, el postulador remarca que la sencillez, el amor y servicio a los más necesitados o el ideal de defender la justicia acompañaron siempre a Bashir.

    De hecho, agrega, “hay un episodio impactante sobre un sueño que Akash tuvo y que le confió a un amigo, quien, tras el asesinato, se lo contó a su padre. Dijo que había soñado que moriría sirviendo, haciendo el bien”.

    El sueño sería solo un anticipo de lo que ocurriría aquel 15 de marzo de 2015, y que tendría fuertes enseñanzas y consecuencias en su comunidad.

    “Akash no dejó entrar el mal. Prefirió morir. Debemos hacer lo mismo, luchando por evitar que el mal entre en nuestras vidas. En esa frase veo reflejos del mensaje de Don Bosco; creo que es una fuente de gran esperanza cristiana. El poder de Cristo puede vencer cualquier mal. El mal no tiene la última palabra”, cuenta el postulador general.

    Solo debía vigilar una puerta, pero lo hizo hasta el final

    Convencido de su santidad, remarca que las consecuencias de la beatificación trascenderían mucho a la figura del propio Bashir, pues él “representa a los cristianos perseguidos en Pakistán y en todo el mundo”, para quienes es “un modelo a imitar”.

    “Akash murió sirviendo a su comunidad. Dedicó su corta vida al servicio, un servicio muy sencillo: cuidar una puerta. Pero ese servicio lo llevó a dar su vida. Murió sirviendo. Y otra cosa que me gusta mucho es el abrazo al terrorista. Aunque parezca insignificante, es una imagen espiritual de enfrentar el mal con un abrazo para detener su propagación. Se trata de impedir que el mal entre en nosotros y en nuestra comunidad”, observa el vicepostulador.

    Para Cruz, estos son dos ejemplos de cómo ser el primer beato de Pakistán supondría también representar como “bandera y rostro a todos aquellos que no han tenido voz y sufren persecución”.

    “Es un joven con una fe gigantesca, que logró defender su propia fe y la fe de su comunidad cristiana. Su vida fue sencilla, llena de pequeños detalles de servicio, afrontando los desafíos con valentía. Esa sencillez se convirtió en algo extraordinario, y es precisamente por eso que es un modelo a seguir para nosotros, porque se puede imitar”, subraya el misionero salesiano.

    Así ha cambiado su comunidad 

    El padre Gabriel Cruz es testigo de cómo el sacrificio del joven no solo ha consolidado a la comunidad cristiana de Lahore. También ha cambiado sus vidas y les ha fortalecido para vivir la fe en un país donde cada mes hay ataques terroristas y la discriminación contra los cristianos es la norma.

    Tras su muerte, cuenta el sacerdote, “la gente levantó un pequeño altar como muestra de gratitud y esta es su fama de santidad. Akash se convirtió en luz para los cristianos de Pakistán”.

    También menciona que cuando el joven dio el paso de apuntarse como protector de las iglesias, este no era un servicio muy extendido ni popular entre los cristianos. Sin embargo, tras su muerte, muchos jóvenes siguieron su ejemplo y comenzaron a apuntarse como guardianes en las iglesias de Pakistán.

    “Contamos con testimonios de muchas personas que recuperaron la fe gracias a su ejemplo. El número de bautismos aumentó. En el proceso diocesano se preguntó a los testigos si habían recibido alguna gracia de Akash. Muchos respondieron diversas cosas, pero casi todos coincidieron en que recibieron el don de "estar vivos". La gente reconoce el don de la vida, el milagro de la vida, como un don que no les fue arrebatado gracias a Akash”, enumera.

    No son pocas las comparaciones que pueden establecerse del joven paquistaní con Pier Giorgio Frassati y Carlo Acutis, que serán canonizados entre el próximo mes de abril y agosto, así como con otros jóvenes con el proceso iniciado, como el “héroe del monopatín”, Ignacio Echeverría.

    “Creo que Akash puede ser un ejemplo precisamente porque logra vivir una vida extraordinaria haciendo lo ordinario, así como el coraje que demuestra al servir a su comunidad. Akash nos mostró que aún podemos vivir una vida feliz y dar a los demás. Creo que la figura de un joven tan valiente merece ser un ejemplo para el mundo y la Iglesia”, concluye Cruz.




    Desperdício zero

    Bom dia! 

    Foto: Agência ECCLESIA/HM

    Que práticas tem para reduzir o desperdício? Tem ideia de quantos resíduos produz?

    Uma proposta de reflexão para realizar hoje que se assinala o Dia Internacional do Desperdício Zero. O jornalista Henrique Matos e o repórter de imagem Tiago Azevedo Mendes foram ao encontro de um projeto pedagógico próximo dos ideais de São Francisco de Assis, no Externato da Luz, conheceram um conjunto de estratégias para reduzir os resíduos e entraram num edifício, que acolhe uma empresa no ramo dos projetos imobiliários e foi concebido para poupar. O resultado pode ver hoje, a partir das 17h43, no Programa 70×7, na RTP2. 

    A Associação Cristã de Empresários e Gestores (ACEGE) tem uma nova presidente, Patrícia de Melo e Liz, que tomou posse ontem, no Centro de Congressos de Lisboa. No contexto da atual crise política, é necessário antes de tudo “serenar e ser uma voz concreta”, baseada na ação, no que “resulta das atitudes para com o outro”, afirmou. O momento aconteceu no Congresso Nacional da ACEGE, durante o qual João Pedro Tavares, presidente cessante, defendeu que cristãos devem mostrar que “não há lutas de classes”.

    A “Caminhada pela vida” saiu este sábado à rua em 12 cidades do país. A iniciativa para afirmar a defesa da vida decorreu em Aveiro, Beja, Braga, Coimbra, Faro, Funchal, Guarda, Lamego, Lisboa, Porto, Santarém, Viseu. “Sou pela vida”, “Escolhe a Vida”, “Sempre pela vida” e “Vida sim, aborto não” foram várias das mensagens expostas na caminhada pela capital, que começou na Praça Luís de Camões e terminou em frente à Assembleia da República.

    Roma encontra-se deste sexta-feira até hoje a acolher a celebração jubilar dos Missionários da Misericórdia, no Ano Santo 2025, para os quais o Papa Francisco enviou este sábado uma mensagem, convidando-os a serem “atentos na escuta, prontos no acolhimento e constantes no acompanhamento”.

    Foto: COMECE

    D. Nuno Brás, bispo do Funchal e vice-presidente das Conferências Episcopais da União Europeia (COMECE), é o convidado desta semana da entrevista conjunta da Renascença e da Agência Ecclesia, publicada e emitida aos domingos. Os delegados das COMECE reuniram-se na última semana para refletir sobre a renovação da Unidade Interna da Europa e no seu empenho em ser um ator global para a paz. «Queremos a paz, mas uma paz que possa ser aceite pela Ucrânia», defende D. Nuno Brás.

    Amanhã, o Programa ECCLESIA está de volta à antena da RTP2, pelas 15h. Fica o convite para assistir.

    Desejo-lhe um ótimo de domingo!

     

     


    www.agencia.ecclesia.pt