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sábado, 6 de junho de 2020

Atenção às rotinas de calendário…


As rotinas do calendário são um perigo, e começam a absorver dias mundiais e datas importantes, que se vão esbatendo “sem atingir os objetivos transformadores e de consciencialização”. Um alerta de Duarte Caldeira que no Dia Mundial do Ambiente falou à Agência ECCLESIA. O coordenador do Plano Institucional de Resposta Nacional a Emergências e Catástrofes da Cáritas Portuguesa, falava sobre a urgência ambiental evocando a encíclica Laudato Si’, do Papa Francisco, como um “importante instrumento de reflexão global”. 

No mesmo dia, o Papa falou aos jovens do projeto «Scholas», através de um encontro virtual onde debateu a necessidade de «sentido» para enfrentar o pós-pandemia. Francisco lembrou que  “as crises, se não forem bem acompanhadas, são perigosas, porque nos podemos desorientar”, advertiu. Na Argentina, há mais de 20 anos, o projeto educativo ‘Scholas’ “nasceu de uma crise”, em busca de respostas, e nos últimos anos uniu professores e alunos do Japão e da Colômbia, de Israel e da Palestina, do Haiti e do Dubai, de Moçambique e de Portugal, “criando cultura do encontro”.


A Pax Christi leva hoje a cabo, um encontro virtual sobre «Perspetivas de futuro a favor da paz». Entre as 15h00 e as 17h00, o encontro virtual incide nas «Boas práticas, conquistas e perspetivas de futuro a favor da paz e da não-violência». A Pax Christi Internacional está a celebrar este ano 75 anos de existência e, não fosse a situação atual de pandemia/confinamento, teria realizado a sua assembleia mundial em Hiroxima (Japão).


Mais logo pelas 21h00, a Paróquia de São José em Coimbra, apresenta a campanha solidária «AME, São José Cuida!» a favor das vítimas da covid-19. A apresentação da campanha, que irá decorrer na arcada principal da igreja de São José, será feita pelo pároco, padre Jorge Silva Santos, num momento que contará igualmente com a presença do Bispo de Coimbra, D. Virgílio Antunes, que, na véspera do Dia da Igreja Diocesana, se quis associar ao arranque desta iniciativa, lê-se numa nota enviada à Agência ECCLESIA. A campanha «AME, São José Cuida!» surge num momento em que a atual pandemia veio expor “as principais vulnerabilidades da  sociedade, com o agravamento das desigualdades sociais e o crescimento da pobreza”.

Tenha um grande dia

Henrique Matos







sexta-feira, 5 de junho de 2020

Contágio da pobreza

Olá bom dia

Há uma pandemia a alastrar, com focos de contágio que se multiplicam, sem mapas e relatórios rigorosos que permitam saber se acontecem mais no norte, no sul, nas zonas urbanas ou rurais: a pandemia da pobreza. Mas há uma perceção e há sobretudo um combate a esta pandemia que acontece na proximidade, no trabalho de várias organizações, muitas ligadas à Igreja Católica, para que "não fique ninguém para trás".


O alerta foi dado a nível europeu pela Comissão dos Episcopados Católicos da União Europeia (COMECE) e o Conselho das Conferências Episcopais da Europa (CCEE):

“Vamos todos trabalhar juntos para uma recuperação que não deixe ninguém para trás”.


Em Portugal, o secretário da Comissão Episcopal da Pastoral Social e da Mobilidade Humana, padre José Manuel Pereira de Almeida, deixou o mesmo apelo na entrevista conjunta Renascença/Ecclesia, publicada hoje:

“Creio que estamos todos conscientes disso: a situação não é fácil. Mas estou confiante em termos da capacidade de mobilização dos serviços públicos, das responsabilidades públicas a este propósito, e também da comunidade cristã”.


Entretanto, esta quinta-feira foi publicado o vídeo do Papa, onde mensalmente Francisco grava uma mensagem a dizer quais são as suas intenções para as orações do mês. Para junho, o Papa quer se se lembrem também os pobres, quem sobre coma pandemia:

“Muitas pessoas sofrem pelas graves dificuldades que padecem. Nós podemos ajudá-las, acompanhando-as por um caminho cheio de compaixão que transforma a vida das pessoas e as aproxima do Coração de Cristo, que nos acolhe a todos na revolução da ternura”.

Uma problemática que, infelizmente, marca a sociedade portuguesa e que tem muitas "vagas", a exigir a ação de todos no seu combate. Um tema principal, nas notícias da Agência ECCLESIA, que pode consultar a cada momento em agencia.ecclesia.pt. Esta sexta-feira, o programa que passa na RTP2, pelas 15h00, analisa a liturgia de domingo, com o padre António Martins; mais à noite, na Antena 1, Margarida Cordo termina uma série de conversas sobre os desafios do confinamento e deixa pistas bem interessantes, como aconteceu ao longo desta semana, sobre os comportamentos a ter (e outros a evitar).

Votos de uma ótima jornada!

Paulo Rocha 








quinta-feira, 4 de junho de 2020

Celebrar o único Doutor da Igreja português sem marchas nem arraiais

Olá!

A pouco mais de uma semana de celebrar-se o santo principal de Lisboa, e popular um pouco por todo o país e o Mundo, Santo António. Este ano, dadas as circunstâncias causadas pela pandemia, não haverá arraiais nem marchas populares mas um convite diferente a descobrir a "faceta" do único santo português, doutor da Igreja. Veja aqui as propostas.


Também no Vaticano, esta quarta-feira, o Papa Francisco convidou os católicos a imitar a vida de Santo António, numa mensagem enviada ao ministro-geral da Ordem dos Frades Menores Conventuais por ocasião dos 800 anos da vocação franciscana do santo português.


E a solidariedade em tempo de pandemia também se faz sentir a cada gesto e partilha. A Agência ECCLESIA dá a conhecer várias iniciativas como esta no Porto, Santarém ou no Algarve.


O portal de notícias agencia.ecclesia.pt a cada dia traz-lhe toda a atualidade religiosa, nacional e internacional, e à quinta-feira traz ainda a "Conversas na Ecclesia" sobre a semana do Papa. Não perca, a partir das 17h.

Mais tarde, pelas 22h45, somos a sua companhia na Antena , no programa de rádio Ecclesia, se o futebol deixar... senão pode clicar aqui.

Tome todos os cuidados necessários com a sua saúde e tenha uma vida feliz!

Sónia Neves






quarta-feira, 3 de junho de 2020

Do arco-íris ao negro


Vemos os sinais de indignação que transformam fotos «Tudo vai ficar bem», em negro de luto por causa de mais uma vítima de racismo, nos Estados Unidos da América.

Não, nem tudo vai ficar bem, nem tudo está bem e, infelizmente, citando a psicóloga Margarida Cordo, com quem esta semana conversamos no programa Ecclesia, a cada noite na Antena 1, «o ser humano tem um ténue memória para a dor». Quer isto dizer que os comportamentos de mimetizamos traem-nos e, apesar de ser necessário afirmar a esperança e resiliência, também no que ao racismo diz respeito, que pede a denúncia e o ativismo de cada um, há situações que não se compadecem de emoção momentânea.

Os bispos nos Estados Unidos vieram a público condenar a morte de George Floyd, na sequência de brutalidade policial, questionando a persistência de atitudes racistas na sociedade norte-americana.

«Floyd, um homem negro de 46 anos, morreu a 25 de maio, em Minneapolis (Minnesota), depois de um polícia branco lhe ter pressionado o pescoço com um joelho durante largos minutos, apesar dos seus alertas de que não conseguia respirar»

Fazemos parte desta sociedade, que também por cá, imita comportamentos acima descritos, e que continua a olhar para o lado enquanto prémios e dividendos são distribuídos por baixo de uma legalidade imoral


A Comissão Nacional Justiça e Paz critica este procedimento branco e a “imagem” de tantas ações que se revestem com uma responsabilidade social desresponsabilizante.

Importa não esquecer que enquanto o confinamento para uns foi de ricos, para outros foi de angústia, fome, pobreza, desigualdade, insónia, contaminação. A coesão nacional depende de todos.

“A responsabilidade social não é teórica, não é imagem ou política da parte das empresas mas é um compromisso que exige coerência e demonstra-se em situações como esta. É um apelo que fazemos perante esta divisão de dividendos que não contempla os trabalhadores”, afirmou Pedro Vaz Patto.

Também sobre a promoção e proteção das famílias, escreveu D. Manuel Clemente uma carta à diocese de Lisboa.

D. Manuel Clemente salienta que esta é uma prioridade “especialmente agora”, quando a crise sanitária e económica “atinge fortemente a muitos e dificulta a sobrevivência de tantos”, quanto ao trabalho e “a tudo o mais que garanta a vida das pessoas e suas famílias”.

A ação da Igreja, e por isso, de todos os crentes, tem sido desconfinada e isso mesmo lhe vamos dando conta a cada dia no portal de notícias da Agência Ecclesia. Na caminho que nos leva à construção do «normal», encontramo-nos lá.

Tenha um excelente dia!

Lígia Silveira




terça-feira, 2 de junho de 2020

Desconfinar lentamente é mais seguro

Olá Bom Dia

Passo a passo… De forma gradual, a sociedade portuguesa vai desconfinando. Este fim-de-semana, as celebrações comunitárias foram uma realidade, mas com regras: Da Conferência Episcopal Portuguesa e da Direção Geral da Saúde.

Cumprir é a palavra de ordem e isso foi visível nas igrejas em Portugal. O distanciamento social é uma regra básica.


Depois de meses encerrados, os espaços culturais voltam a mostrar o valor da estética. É o caso Museu Pio XII, em Braga, que volta a reabrir esta terça-feira com a exposição «ComPaixão». Esta mostra – integra 25 obras de pintura e escultura de 15 artistas, 3 deles internacionais – estava integrada na Semana Santa de Braga e patente naquele museu desde, 29 de fevereiro, data da sua inauguração.


Já sabe que o nosso site https://agencia.ecclesia.pt/portal/ está em permanente atualização com a atualidade religiosa. Na RTP2, pelas 15h00, o programa ECCLESIA leva até si as notícias e pelas 22h45, na Antena 1, oiça-nos nas ondas radiofónicas.

Propostas para hoje

Luis Filipe Santos




segunda-feira, 1 de junho de 2020

Credo


Olá bom dia e boa semana!

Numa das Missas celebradas na Paróquia do Campo Grande, o pároco, padre Hugo Gonçalves, disse após a oração do “Credo” que era nesse momento que sentia mais falta da comunidade, quando teve de presidir à Missa para uma câmara, como aconteceu desde o dia 13 de março. Por duas razões: uma muito simples, o receio de se enganar, de esquecer alguma palavra, uma frase nesse encadear das afirmações de fé na Igreja Católica; e outra, que decorre desta mas é de natureza mais teológica, diria, e que refere a comunidade, o grupo, como o contexto para a proclamação e sobretudo para a vivência da fé cristã. Neste fim de semana, já foi possível rezar em conjunto, afirmar numa sintonia de vozes e vontades as verdades que dão vida e alimentam muitos crentes!


No recomeçar das celebrações comunitárias das Missas, à satisfação por essa possibilidade junta-se sempre a certeza de ser necessário agir com segurança, prudência e cautela! E cada caso é um caso, cada paróquia é diferente, cada família tem ritmos próprios, cada pessoa e cada crente configura-se de forma única no encontro comunitário da expressão de fé. Por isso, as notícias do que aconteceu neste recomeço das celebrações são uma pequena amostra da grande diversidade de situações, soluções, distribuições de pessoas pelo espaço disponível, itinerários propostos e... Sobretudo emoções geradas por este encontro! É por isso que na Agência ECCLESIA vamos continuar, ao longo desta semana, a descobrir histórias desses recomeços!


Na Sé de Lisboa, como em muitas outras, o bispo diocesano presidiu à Missa de Pentecostes. Entre os participantes estava Marcelo Rebelo de Sousa, como crente e como presidente da República, para agradecer às confissões religiosas, e aos católicos de forma muito especial, o exemplo que deram nas várias fases de desconfinamento


Desconfinamento III. É nessa fase que somos chamados a agir, cautelosa e prudentemente, onde o recomeço do culto público foi a grande diferença em relação ao que aconteceu no último mês, no Mês de Maio, sempre com dois objetivos: travar a pandemia e acelerar a economia.

Das notícias deste domingo, ainda dois apontamentos: o alerta do bispo de Setúbal para a “vergonha” de, em Portugal, não ser possível uma habitação digna para todas as pessoas, como acontece no Bairro da Jamaica; e essa insistência do Papa quando disse que “Pior do que esta crise, só o drama de a desperdiçar, fechando-nos em nós mesmos”

Votos de uma ótima semana, a travar a pandemia e a acelerar a economia!
E hoje, um feliz dia para todas as crianças! Que os todos possamos guardar os seus direitos!"

Paulo Rocha