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segunda-feira, 2 de novembro de 2026

Beja: Bispo incentivou a olharem para os santos como membros da família

D. Fernando Paiva lembrou que as Bem-aventuranças são «o bilhete de identidade do cristão»

Foto: Diocese de Beja

Beja, 02 nov 2026 (Ecclesia) – O bispo de Beja afirmou que “não há santidade sem renúncia e sem combate espiritual”, na Missa da Solenidade de Todos os Santos, este domingo, na Sé, onde explicou que nos santos contemplam “Deus que atua, pela Sua graça”.

D. Fernando Paiva, na homilia, pediu para não olharem para os santos “de fora”, mas como membros da família, na Igreja, onde entram pelo Batismo, e explicou que a Comunhão dos Santos abrange os fiéis que peregrinam na terra.

Os que já contemplam Deus na glória do Céu e os que passam pela purificação, três dimensões que mantêm “uma comunhão de amor e de auxílio mútuo”, expressa na oração pelos falecidos e na intercessão dos santos, acrescentou, divulga a Diocese de Beja.

Segundo o bispo de Beja, nos santos contemplam “Deus que atua, pela Sua graça” na vida de homens e mulheres que o seguiram de forma exemplar, e realçou que “a história do mundo sem os santos e as santas seria imensamente mais pobre, ou seja, menos humana”, citando o Papa Leão XIV.

A partir do Evangelho proclamado nas Eucaristias deste domingo, das Bem-aventuranças, D. Fernando Paiva apresentou a santidade como vocação e caminho de verdadeira felicidade, dirigido a todos, e salientou que as Bem-aventuranças são “o bilhete de identidade do cristão”, lembrando o Papa Francisco.

“Não há santidade sem renúncia e sem combate espiritual”, indicou o responsável diocesano, destacando a graça e os sacramentos, em especial a Eucaristia e a Reconciliação, a oração, a prática das virtudes e a cruz, entre os meios de santificação.

No final da homilia, o bispo de Beja deu graças a Deus por todos os santos, incluindo “os santos da porta do lado”, expressão do Papa Francisco, e pediu que a intercessão de todos os Santos nos ajude a responder “com generosidade, alegria e confiança” a esse convite.

A Igreja Católica celebrou a 1 de novembro a solenidade litúrgica de Todos os Santos, feriado nacional em Portugal, na qual lembra conjuntamente “os eleitos que se encontram na glória de Deus”, tenham ou não sido canonizados oficialmente.

As Igrejas do Oriente foram as primeiras (século IV) a promover uma celebração conjunta de todos os santos quer no contexto feliz do tempo pascal, quer na semana a seguir.

No Ocidente, foi o Papa Bonifácio IV a introduzir uma celebração semelhante em 13 de maio de 610, quando dedicou à Santíssima Virgem e a todos os mártires o Panteão de Roma, dedicação que passou a ser comemorada todos os anos.

A partir destes antecedentes, as diversas Igrejas começaram a solenizar em datas diferentes celebrações com conteúdo idêntico.

A data de 1 de novembro foi adotada em primeiro lugar na Inglaterra do século VIII acabando por se generalizar progressivamente no império de Carlos Magno, tornando-se obrigatória no reino dos Francos no tempo de Luís, o Pio (835), provavelmente a pedido do Papa Gregório IV (790-844).

Segundo a tradição, em Portugal, no dia de Todos os Santos, as crianças saíam à rua e juntavam-se em pequenos grupos para pedir o ‘Pão por Deus’ de porta em porta: recitavam versos e recebiam como oferenda pão, broas, bolos, romãs e frutos secos, nozes, amêndoas ou castanhas, que colocavam dentro dos seus sacos de pano; nalgumas aldeias chama-se a este dia o ‘Dia dos Bolinhos’.

CB/OC







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