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sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

Nasce Rádio Maria, a voz dos cristãos no Oriente Médio

No próximo dia 8 de dezembro começam as transmissões da nova estação de rádio em língua árabe, da Família da Rádio Maria, apresentada ao Papa no dia 28 de outubro passado

Roma, 03 de Dezembro de 2015 (ZENIT.org)

Na próxima terça-feira, 8 de dezembro, solenidade da Imaculada e começo do ano Jubilar da Misericórdia, será a primeira transmissão da “Radio Mariam” com uma benção ao vivo, a nova Rádio Maria em língua árabe dedicada às comunidades cristãs de língua árabe de todo o mundo. A nova emissora, última nascida dentro da World Family of Radio Maria – rede de rádio internacional que conta com 80 rádios em vários países – foi apresentada ao Santo Padre Francisco durante a Audiência Privada do 29 de outubro passado.

O projeto  destina-se a ser não apenas um dom capaz de levar conforto e união para as igrejas cristãs perseguidas em países em guerra, como o Iraque e a Síria, mas também um novo sinal de Paz e Reconciliação entre as diferentes comunidades de toda a área do oriente médio. Comunidades antiguíssimas que, como se sabe, hoje correm o risco de serem extintas por causa da deportação, violências e êxodos forçados, mas que de agora em diante terão a disposição um instrumento precioso para difundir em qualquer lugar a sua voz e ter viva uma grande tradição religiosa comum a todos os cristãos do mundo.

As transmissões de Radio Mariam serão transmitidas via web no site www.radiomariam.org por satélite de um estúdio central e por alguns estúdios móveis localizados em várias regiões do Oriente Médio, graças à colaboração e suporte das dioceses locais. Será possível escutar “Rádio Mariam” por meio da internet e pelo aplicativo para smartphone e tablet “Radio Maria World Family”, disponível para as plataformas Apple, Android e Windows Phone. A rádio está, também, presente no Twitter (@MariamRadio) e no Facebook (Radio Mariam مريم راديو).

(03 de Dezembro de 2015) © Innovative Media Inc.
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São Francisco Xavier - 3 de dezembro

Este grande jesuíta é o paradigma de todo missionário. Ele deu seu último suspiro a poucos quilómetros da China: o país que sonhava evangelizar

Madrid, 03 de Dezembro de 2015 (ZENIT.org) Dra. Isabel Orellana Vilches

Na madrugada de 3 de dezembro de 1552 os olhos deste apóstolo inflamado se apagaram em uma humilde cabana de palha, na ilhota inóspita de Shangchuan, localizada a 14 km da costa da China, país que ansiava evangelizar. Com sua vida constantemente libada para Cristo em uma grande parte da Ásia, deixou escrito uma das páginas singularmente fecunda da história missionária da Igreja. Pouco podemos acrescentar neste artigo de ZENIT que já não tenha sido exposto.

Rios de tinta foram derramados em todos os cantos do mundo iluminando um dos caminhos apostólicos mais emocionantes que já existiu. Durante os séculos se acentuou o tamanho deste gigante jesuíta que sonhou, respirou, se alimentou e se consumiu levado exclusivamente por essa paixão por Cristo, que batia em seu imenso coração. Ele é o modelo e referência do apóstolo que pretende levar a fé a qualquer país. Só é possível evangelizar, amado a missão e o lugar para o qual se é enviado, assim como fez este o santo. Seus escritos e cartas são comoventes; exalam amor e paixão em abundância.

Ele nasceu no castelo de Javier, Navarra, Espanha, em 7 de abril de 1506. Era o caçula de cinco irmãos que vieram ao mundo em uma família nobre que prestava serviços ao rei. Seu pai, Juan de Jasso, era um ilustre jurista que ocupou cargos importantes no reino. Da família de sua mãe, Maria Azpilicueta, vieram vários reis. Ao contrário de seus dois irmãos, Francisco Javier não seguiu a carreira das armas, mas a eclesiástica. Sua juventude foi passada em meio a um conflito armado que afetou diretamente sua família.

Depois de estudar na Espanha, em 1525 ele foi para Paris, para a Universidade de Sorbonne. Lá, um camponês robusto, com uma profundidade espiritual que o santo nunca tinha visto antes, notou sua presença. Era o nobre Iñigo de Loyola (Inácio de Loyola), que percebeu que o jovem não era fácil, e esperava por ele frequentemente: "De que serve ao homem ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma". Francisco Javier frequentava lugares movimentados, e sem cair na vileza, perdia tempo com entretenimentos banais. Por fim, ele compreendeu e foi realizar junto com Iñigo os exercícios espirituais. Logo entrou para a Ordem dos Jesuítas, que estava nascendo, professou os votos em 15 de agosto de 1534, em Montmartre. Era o início de seu passaporte para a eternidade.

Ele viajou para a Itália com Iñigo para ver o Papa Paulo III, que os abençoou para que realizassem uma viagem à Terra Santa, mas a guerra os impediu. Francisco Javier foi ordenado sacerdote em Veneza em 1537 e evangelizou os arredores. De volta a Roma, foi nomeado pelo Papa para ser missionário no Oriente, embarcou para Lisboa em 1540. Foi a resposta do Papa ao pedido feito pelo Governo Português solicitando o envio de missionários para as colónias sob sua proteção. Em 1541, quando cumpriu 35 anos, o santo embarcou para Goa. Foi uma viagem cravejada de dificuldades e surpresas. Ele conviveu com pessoas socialmente problemáticas, enfrentou doenças físicas e todos os tipos de infortúnios que se possa imaginar. Neste cenário complexo, ele evangelizou a todos.

Quatro grandes viagens marcaram a vida deste apóstolo incansável, embora houvesse outros, até mesmo da mesma ordem, que mostraram o seu zelo missionário. Após o desembarque em Moçambique, ele foi para a Índia, para as Molucas, Japão e de volta para a Índia. Ele lutou vigorosamente contra a imoralidade dos governantes e as tropas, aprendeu as línguas destes lugares e traduziu textos evangélicos que repetia em todos os cantos. Ele abria caminho rapidamente tocando um sino: "Cristãos, amigos de Jesus Cristo, por amor a Deus, enviem seus filhos e escravos para serem doutrinados". Ele era um catequista excepcional; deixava as crianças encantadas quando encenava o evangelho e envolvia seu trabalho com canções e orações. Seu ardor apostólico inflamava o seu coração: "Se eu não encontrar um barco, irei nadando", dizia ele. Defendeu os direitos dos escravos e oprimidos, viveu exposto a inúmeros perigos, mas nunca desanimou. Converteu e batizou milhares de pessoas até à exaustão, sem baixar a guarda em qualquer momento. Entre os convertidos estão tribos como paravas, os makuas e até mesmo os samurais. Ele consolou os doentes e viveu como os mais pobres.

Ele sofreu a tragédia do assassinato de 600 cristãos, um momento delicado que o fez exclamar: “Eu estou tão enfadado de viver, que julgo ser melhor morrer por favorecer a nossa fé”. Em seu coração estava presenta a China, então, deixou o país em abril de 1552. A viagem foi repleta de contratempos; foi abandonado até pelos seus, com exceção do jovem intérprete chinês e amigo Antonio. Enquanto esperava para ser levado clandestinamente para a ilha Shangchuan, ele escreveu algumas cartas. A última foi em 13 de novembro 1552 a dois jesuítas: "Tende por certo e não duvideis que de modo algum quer o demónio que os da Companhia do nome de Jesus entrem na China [...]”.

E assim, dezenove dias depois, gravemente doente, ele morreu na solidão. Segundo a tradição, no castelo de Javier, o Cristo 'sorriso', diante do qual a sua família rezava sempre, chorou a sua morte. Seu corpo incorrupto é venerado em Goa. Ele foi agraciado com experiências místicas, dom de línguas e milagres. Gregório XV o canonizou em 12 de março de 1622. Bento XIV o proclamou patrono do Oriente em 1748. Em 1904 ele foi nomeado por Pio X patrono da Propagação da Fé e patrono universal das missões.

(03 de Dezembro de 2015) © Innovative Media Inc.
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"Baby boom": esperança para a África

Wall Street Journal revela que em 2050, de acordo com projeções da ONU, 25% da população mundial será africana

Roma, 03 de Dezembro de 2015 (ZENIT.org) Federico Cenci

Violência, fome, guerra, exploração, corrupção. Em meio a este emaranhado de problemas graves, parece abrir-se para a África um novo futuro. Apesar das dificuldades, os povos do continente Africano mantêm uma fertilidade que significa esperança.

A notícia é do Wall Street Journal, continuando sua investigação sobre os "destinos demográficos" do mundo por parte das Nações Unidas, tendo em vista 2050. "O maior crescimento populacional na história moderna está acontecendo na África", lê-se em artigo de Drew Hinshaw. "Em qualquer outro continente, as taxas de crescimento estão diminuindo, rumo a uma paralisação, pela primeira vez em séculos".

Um impasse que contrasta com as projeções das Nações Unidas sobre a África para o ano de 2050. Haverá, no continente Africano, 2,5 bilhões de pessoas, que significa o dobro da população atual e 25% da população mundial. "Haverá 399 milhões de nigerianos, mais do que o número de habitantes dos Estados Unidos", destaca Hinshaw. Quatro em cada dez pessoas no mundo serão africanas.

De acordo com o jornal, a África está prestes a se tornar um gigante. Mas um "gigante emergente" ou um "gigante de emergência?”. O aumento da população desperta também dúvidas sobre a capacidade, para um continente tão problemático, de enfrentar as necessidades desse crescimento.

É incontestável que a humanidade como um todo está envelhecendo. Em 2050, quase um quarto da população da terra terão passado dos 60 anos de idade, em comparação a um oitavo atualmente. Uma grande parte da economia global deverá ser destinada aos doentes e pensionistas.

Tendência que não envolve a África, onde a idade média é de 28 anos. Em 2050 1,3 milhões de pessoas serão jovens, mas maduro o suficiente para "iniciar um negócio, educar, construir carreiras e tocar a vida na fazendas e fábricas."

Drew Hinshaw usa "poucas palavras" para descrever o que vai acontecer. O 'baby boom' - escreve - vai levantar o continente mais pobre da terra até o Olimpo de maior negócio global". De acordo com o repórter do Wall Street Journal, a África em breve se tornará o símbolo de um renascimento, composto por "licenciados, jovens trabalhadores e consumidores”.

Determinados objetivos dependem, no entanto, de uma condição sine qua non. É necessário que, ao longo da exuberância reprodutiva, os governos africanos ajam. O artigo explica que "o continente está perdendo uma das grandes corridas do século", já que "a população da África cresce mais do que as ações dos governos para construir as bases de uma economia moderna: usinas de energia, estradas e escolas".

Ele dá o exemplo da Nigéria, um dos países mais afetados pelo "baby boom", onde a eletricidade continua a ser um sonho para muitas aldeias, as escolas públicas, muitas vezes, improvisadas com telhados de lata, parecem oscilar precariamente entre a falta de livros e professores.

O maior jornal do mundo dos negócios e das finanças aponta que "os bancos concedem mal os empréstimos". A Nigéria "tem apenas 20.000 hipotecas disponíveis para um país de 182 milhões de habitantes".

A investigação centra-se em Lokoja, cidade no centro-sul da Nigéria em que vivem hoje pouco mais de 100 mil pessoas, mas de acordo com a ONU é "uma das cidades africanas que irão exceder um milhão de habitantes nos próximos 15 anos". E pensar que há um século atrás, a única grande metrópole abaixo do Mediterrâneo era o Cairo.

Os economistas nomearam a relação entre a população em idade produtiva e a população dependente, ou seja, os idosos e as crianças, de "dividendo demográfico". É uma tendência, a curto prazo, extremamente favorável. Tal como refletido na América Latina e na Ásia, esse fenómeno "tira da pobreza". Agora - acrescenta Hinshaw - "o próximo candidato para esse milagre é a África". Milagre que grandes organizações multinacionais, em décadas passadas, tentaram neutralizar.

O artigo do WSJ também aborda a questão do planejamento familiar, comentando sobre o fracasso por causa da "mentalidade conservadora" dos africanos.

O autor da investigação teve acesso ao arquivo sobre as mulheres que se submeteram às clínicas de esterilização dirigidas por estas organizações no Estado de Kano, no norte da Nigéria. Bem, em um lugar onde a população está se aproximando de 10 milhões de habitantes, o número de mulheres "esterilizadas" não preenche sequer uma única pasta.

O que está acontecendo na África é, portanto, um desafio poderoso. Assim como até agora os africanos se opuseram às políticas de planeamento familiar, permitindo-lhes abrir um buraco para o futuro, hoje é importante que eles saibam capitalizar o tesouro demográfica que construíram.

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Ecologia no centro do encontro entre o Papa e o primeiro-ministro de Samoa

Durante a reunião diplomática no Vaticano foram abordadas as questões climáticas, a Conferência de Paris e as questões ambientais nas ilhas do Pacífico

Cidade do Vaticano, 03 de Dezembro de 2015 (ZENIT.org) Luca Marcolivio

Teve lugar esta manhã na Biblioteca do Palácio Apostólico Vaticano, o encontro entre o papa Francisco e Tuilaepa Aiono Sailele Malielegaoi, primeiro-ministro de Samoa.

O primeiro-ministro do pequeno estado da polinésia chegou à Biblioteca por volta das 10 (horário local), acompanhado por uma comitiva de dez pessoas, incluindo os principais ministros de seu governo.

O encontro entre o Papa e o chefe de governo que durou cerca de treze minutos, foi seguido pela apresentação da delegação e a tradicional troca de presentes.

O Santo Padre recebeu a efígie de madeira de uma isca, ilustrando a pesca, principal atividade económica no arquipélago da Polinésia.

Os presentes para o primeiro-ministro samoano foram: o medalhão da paz, uma cópia da Exortação Apostólica Evangelii Gaudium e uma cópia da encíclica Laudato Si. O Papa em seguida, entregou pessoalmente a cada membro da comitiva uma cópia da medalha do seu pontificado.

Depois de se despedir do Papa, Malielegaoi se deteve com o Secretário de Estado do Vaticano Cardeal Pietro Parolin, acompanhado por Dom Antoine Camilleri, Sub-Secretário para as Relações com os Estados.

De acordo com uma declaração da Sala de Imprensa da Santa Sé, o Papa e o primeiro-ministro samoano concentraram-se em "alguns aspectos da vida social e económica do país, bem como sobre a contribuição da Igreja Católica em vários setores da sociedade samoana, em particular, no âmbito da educação".

Houve também uma "troca de opiniões sobre a situação internacional e regional, com especial referência à conferência sobre as mudanças climáticas, que está sendo realizada em Paris, e os problemas ambientais que alguns estados insulares do Pacífico estão enfrentando".

As ilhas de Samoa, independentes desde 1962, tem uma população de pouco mais de 183 mil pessoas, das quais 19% são católicos.

A visita de hoje é um sinal da crescente atenção do Santo Padre para a realidade da região polinésia, que desde fevereiro conta com um membro no Colégio dos Cardeais: Soane Patita Paini Mafi, Bispo de Tonga.

(03 de Dezembro de 2015) © Innovative Media Inc.


De gerente de publicidad a madre superiora en las carmelitas de Orense: «Es como cuando te enamoras»


La madre Clara Pilar de la Eucaristía,
en las carmelitas descalzas de Orense
Recibe con una sonrisa. Amable y algo tímida. Siempre pendiente de todo lo que hay alrededor, Clara Pilar de la Eucaristía es, desde hace tres años, la madre superiora del convento de clausura de las Madres Carmelitas Descalzas de Ourense.

Y hace exactamente 31, cuando estaba a punto de firmar un contrato como gerente de una empresa de publicidad en Madrid, se quedó en Ourense.

Todo cambió con una visita para participar en unos ejercicios espirituales.

«Se me complicó la vida. Yo había leído a Santa Teresa y me retó a conocer a las hermanas. Percibí que aquí había mucha luz y que iba a ser feliz. Y creo que así ha sido», explica.

Cuando se le pregunta cómo alguien puede dar a su vida un giro de 180 grados, enseguida encuentra una manera: «Es como cuando uno se enamora. Hay una fuerza interior que te dice que es así y que este es tu sitio».

Cuando llegó al convento ella era la hermana número 16 y hoy quedan once. Por eso, uno de los principales retos es conseguir que el Carmelo nunca desaparezca de Ourense.

Asegura que lo más importante para la vocación es la fe y que ahora el clima social lo hace más difícil.

Clara Pilar, al igual que el resto de hermanas, no vive ajena al exterior. Sabe y conoce todo lo que le pasa a su familia y amigos: «Mantengo relación con mis amigos y mis compañeros, que todavía me mandan lotería de Navidad. Sé cuando nacen sus hijos, cuando se examinan, cuando cambian de pareja... Y me vienen a ver. Incluso, cuando abrimos el noviciado, mi jefe en la empresa de publicidad vino y me regaló una estufa de biomasa».

También con su familia. Recuerda que su madre aceptó su decisión y que su padre nunca lo entendió. «Pero cuando vino a verme, vio que estaba feliz y me dijo: adelante. Me trajo las pinturas, porque me gusta mucho dibujar y pintar. Y le dijo a la madre maestra: Déjela pintar, que le ayudará....».

La vida en el convento ourensano se estructura en tres partes: la oración, la fraternidad y el trabajo. Por la mañana arreglan las instalaciones y trabajan en encuadernaciones de libros y artículos de ornamentación.

Tras la comida y la cena tienen varias horas de recreación. Es el momento en el que hablan entre sí y realizan actividades conjuntas. La tarde la dedican a la oración y la formación.

Al hablar de clausura y de celdas, Clara Pilar explica que no tiene que ver con una estructura determinada, sino con una determinación personal: No dejarse invadir por lo externo, por lo efímero o por lo superfluo.

«Nosotros cuando hablamos de dónde vivimos, mencionamos una celda. Pero no en el sentido de una cárcel, sino de la celdilla de la abeja que elabora la miel, la oración», subraya.

Y la clausura tiene más que ver con el deseo de que no entre nada del exterior que con salir y conocer. Es más, las monjas que viven en el convento visitan la ciudad cuando es necesario. Para acudir al médico o hacer gestiones.

E incluso, la misma Clara Pilar fue miembro, como presidenta, de una mesa electoral hace años. «Allí estuve, como uno más. Nosotros estamos aquí por los ourensanos», afirma.

Y añade: «Estamos informadas, conocemos las noticias fundamentales. Cuando pasó lo de París pusimos la televisión para verlo con nuestros propios ojos».

En breve, llegará al convento otra monja. Una chica que hasta hace poco era diseñadora de moda de alta costura, y esto es una de las cosas que más le alegran: «Las hermanas se van haciendo mayores, pero queremos que el Carmelo siga en Ourense».


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Un bandido armado pidió un rehén y él se entregó: el padre Daniele, mártir misionero en los Andes

Joven y entusiasta, le dolía la pobreza y la tibieza

El padre Daniele Badiali, misionero en pueblos inaccesibles de los Andes peruanos, fue asesinado con 35 años
Portaluz  3 diciembre 2015

Daniele Badiali (www.padredanielebadiali.it) nació en Faenza (Italia) el 3 de marzo de 1962 en una familia católica de agricultores, que vivían en un campo cercano a la ciudad.

Además de su padre Luigi, la mamma Giuseppina y su hermana Alessandra, también eran parte de la familia los abuelos Domenico e Ida, los tíos Remo y Bruna y los primos Gabriele y Maria Grazia.

En el verano del año 1974, poco después de haber recibido el sacramento de la Confirmación, siendo casi un niño aún, Daniele comienza a comprender la voluntad divina para su vida…

"Yo era un joven que hasta los doce o trece años vivía tranquilamente en la parroquia aquí en Ronco. Un día conocí a jóvenes que trabajaban para los pobres. Ellos me hicieron conocer realidades que nunca hubiera imaginado hasta ese momento".


 
"No pensaba que en el mundo pudieran existir personas que mueren de hambre; yo, que nunca había sufrido por la falta de nada: mis padres siempre me habían dado todo, porque me amaban mucho. Entonces comencé a preguntarme: ¿Quién soy? ¿Por qué yo estoy bien y muchas otras personas están mal? ¿Por qué yo tenía tanta suerte y otros sufrían? Así es cómo nacen las cosas. Uno se hace preguntas, de lo que ocurre a nuestro alrededor, de por qué será así…”

Con tantas interrogantes y la pasión propia de sus años, al cumplir los 15 años Daniele quedó impactado cuando le hablaron del testimonio misionero de padre Ugo De Censi, un sacerdote salesiano que había fundado en América Latina el movimiento juvenil misionero llamado “Operación Matto Grosso”. 

Daniele toca la guitarra; el padre Ugo, el acordeón
Daniele no dudó un instante en comprometerse a trabajar recogiendo frutas para juntar dinero y enviarlo a la misión. Tiempo después, en 1984, lograría su principal anhelo… viajar para unirse como voluntario misionero, en la conflictiva zona de Chacas (Perú).

El encuentro fue arrollador para Daniele. Con la ayuda de miles de voluntarios en terreno y donantes desde Italia, el sacerdote salesiano De Censi estaba levantando un número impresionante de obras de caridad: escuelas profesionales para talladores de madera, para enfermeras y maestras de escuela, un hospital en Chacas, casas para niños huérfanos o abandonados, reparación y construcción de puentes y carreteras, incluso la realización de una central hidroeléctrica que proporcionaría energía al pueblo.


Daniele repartiendo comidas 
 
Todas eran obras confiadas a la mediación de don Bosco o de María Auxiliadora, según la más genuina tradición salesiana. Tampoco podía faltar el oratorio para miles de niños y muchachos, que lo abarrotaban cada domingo para ser formados y crecer en la fe.

A su regreso en Italia Daniele ya sabía cuál era el llamado de Dios para su vida... “Dejándome llevar de la mano por algunas personas, me di cuenta que Jesús me quería sacerdote. No fui yo quien tomó esta decisión: sólo abrí mi corazón y otros vieron por mí este camino...”, le escribió a un amigo.

En septiembre de 1986 ingresó al seminario en Bologna (Italia) y el 22 de junio de 1991 fue ordenado sacerdote, por el obispo mons. Francesco Tarcisio Bertozzi, en Faenza.

60 pueblecitos de montaña casi inaccesibles
Nada más ser ordenado, su obispo aceptó enviarlo como sacerdote fidei donum (misionero catequista) a la diócesis de Huari en Perú, para ayudar al padre Ugo en su misión, haciéndose cargo el 1 de septiembre de 1991 de la parroquia de San Luis, en la Cordillera Blanca: un territorio vasto, con más de sesenta pueblitos esparcidos por las montañas, a los que se puede llegar solo a pie o a caballo.


El padre Daniele trataba de llegar a todas las comunidades y se siente sobrecogido…

En una carta describe esa experiencia: “Para poder escribir, he robado este tiempo a la gente que sigue llamando a mi puerta continuamente pidiendo víveres, medicinas, para pedir, pedir, pedir... Estoy entontecido por estos asaltos continuos, me es difícil salir de casa, inmediatamente veo que corren tras de mí para buscarme. No sé qué hacer... Estoy llamado a darlo todo sabiendo que mañana vuelvo a empezar y deberé darlo todo, otra vez. La espina que me clava es la pobreza, un dolor continuo que quisiera calmar pero no depende de mí. Es mediodía, voy a comer con los muchachos del taller, una viejecita está en el umbral de casa. No habla, otros en cambio te suplican hasta cansarte. Su silencio me ha llegado al corazón, cierro los ojos, bajo a tomar un tazón de sopa, la pasta es italiana: se la doy, me avergüenzo, es ella quien está implorando a Jesús la gracia que me salve. Me da las gracias con una sonrisa que me parece dulcísima. ¿Y si detrás de esta viejecita tan sucia estuviera real­mente Jesús?”

El padre Daniele comienza el trabajo del Oratorio con los niños. En marzo de 1992 prepara a cuatrocientos para la primera comunión.

Un amigo asesinado por terroristas
En octubre de aquel mismo año un voluntario y amigo, Giulio Rocca, en el que estaba creciendo también la vocación al sacerdocio, es asesinado por un grupo terrorista. Daniele escribe sobre su muerte: “Giulio ha muerto como un mártir, no lo ha elegido él, sino el estado de cosas le ha llevado a morir de una muerte violenta parecida a la de los mártires. Ahora está claro también para mí el camino de la Operación Mato Grosso: perder la vida hasta el martirio. Todo esto me asusta, pero al mismo tiempo siento una quietud dentro de mí...”


 
Durante los años siguientes, fuera de algunos viajes a Italia por motivos de salud, se dedica en cuerpo y alma al trabajo de la misión. Construye un refugio andino con sus muchachos para acoger a escaladores y turistas y sacar algún beneficio económico con que ayudar a los pobres.

En 1997, pese a tener programado un regreso a Italia, decide quedarse en Perú encargándose también del trabajo del padre Ugo, quien había vuelto a Italia para predicar el retiro a los voluntarios.

Niños tibios
Pasa ocho semanas en el pueblo de Yanama guiando cientos de niños a la confirmación. Cada viernes los prepara para la confesión: es el momento más importante para el padre Daniele, que en aquel último año de su vida lo describe de este modo:

“Hoy es el día de la Pasión. Me he quedado sin palabras, quisiera sólo llorar. He sentido frío. Deseaba la mano de los muchachos, no pedía que vinieran a mi lugar, sino solo que me dieran la mano. ¿Qué quiere decir darle la mano a alguien que sufre? Tenía que hablar de la muerte de Jesús, no podía hablar de ella como una fábula. La distracción de los muchachos se me clavaba en el corazón como la risa del diablo: «Te inquietas, te agitas, pero es todo inútil...». Por lo menos debían rezar o tener las manos unidas. Pero no se puede pretender, solo hay que dar... perdonar. Me he sentido un condenado, la misma escena de la Pasión se repetía aquí. Recibía todos los golpes. He tenido que aceptarlos todos, habría sido un error no quererlos. Espero solo que este sufrimiento le sea útil a alguien. Lo ofrezco. Dios mío, solo de Ti deseaba hablarles a los niños”.

A su regreso en la parroquia de San Luis, el 10 de marzo de 1997, comienza la preparación para la comunión de quinientos niños: dos semanas de intensa compenetración, dividida entre catecismo, rezo y juegos, hasta el Jueves Santo, día en que iban a recibir por primera vez a Jesús.

El padre Daniel trabaja sin descanso mientras espera el regreso del padre Ugo de Italia. En aquellos días le escribe: “Me veo incapaz de abandonarme, de dejar que Dios lo lleve todo: aunque me parece jugarlo todo, veo que todavía he de apostar por Dios. Ser siervo inútil es realmente llamar al dueño, dejar en sus manos todo, no querer estar al frente de nada. Ser siervo de Jesús es realmente invocarlo con sus propias armas: la bondad, el perdón, el abandono, la paciencia, una sonrisa... morir”.


 
Bandidos piden un rehén
Seis días después, el 16 de marzo, un domingo después de celebrar la misa nocturna en el pueblito de Yauya, encuentra de repente el camino bloqueado con piedras. Aparece un bandido armado que pide una persona como rehén.

Una voluntaria italiana, Rosamaría, hace ademán de bajar del jeep, pero Daniele la detiene: “Voy yo, tú quédate”.

En un trozo de papel que había que entregar al padre Ugo se indica una petición de rescate por el prisionero.

Pero dos días después, el 18 de marzo, el cuerpo del padre Daniele es encontrado en una escarpada pedregosa.

Días antes, cuando todavía estaba en libertad, había escrito a un amigo que estaba en Italia, a propósito de la “buena batalla” de la fe:

“Sobre todo uno se da cuenta de que se ha de morir en el campo de batalla para que entre Dios a vencer al enemigo, al diablo. Nosotros tenemos solo que preparar la venida de Dios. Cuesta mucho porque hemos de dar la vida por un Dios que cuenta cada vez menos en la vida de los hombres. Te darás cuenta muy pronto de que ese Dios a quien deseas servir, al fin y al cabo, no es tan buscado ni querido por los hombres. Y conforme avances más te parecerá que este Dios desaparece de la vida de los hombres, incluso de la nuestra. Te deja solo para que lo representes en el campo de batalla. Te preguntarás a menudo: «¿Pero cuándo llega el Señor?» No escucharás ninguna respuesta, tú mismo tendrás que dar la respuesta con tu vida. El general entrará cuando y como quiera Él... No conocemos ni el momento, ni la hora... Lo único cierto son las disposiciones que ha dejado para luchar contra el enemigo: «Ve, vende lo que tienes y dáselo a los pobres... Si quieres ser mi discípulo toma mi cruz y sígueme...» Tu compañero de batalla, padre Daniele”.

El proceso de beatificación y canonización del siervo de Dios empezó el 20 de marzo de 2010.


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Un corto se burla de la ideología de género en la escuela: da risa, pero es tan verosímil que asusta

El comediante australiano Neel Kolhatkar, azote de la corrección política

Los temas objeto de chanza en este corto no son imaginarios: son sólo una caricaturización de disposiciones legales ya existentes en numerosos países.
ReL  3 diciembre 2015

Neel Kolhatkar es un actor y comediante australiano que ha consagrado más de un corto a reírse de la tiranía que poco a poco va imponiendo la corrección política en las sociedades occidentales: igualitarismo, ideología de género, promoción de la "diversidad", ultra-protección de minorías supuestamente asediadas, exaltación de todo lo sentimental, castigo de los "delitos de odio", proscripción de todo cuanto cualquier grupo minoritario pueda considerar "ofensivo"...

Se está implantando una dictadura ideológica de facto que castiga con el rechazo social y la estigmatización a todo el que se muestre discrepante o simplemente plantee preguntas. Y que muy pronto puede comenzar a ejercer la violencia contra los desafectos.

Que es lo que sugiere el corto Modern Educayshun, forma deliberadamente incorrecta, imitando su transcripción fonética, de Modern Education [Educación moderna]. Neel Kolhatkar lo dirige e interpreta en el papel principal.

Modern Educayshun


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Un emotivo anuncio invita a no dejar que los ancianos pasen la Navidad sin la compañía de su familia

La cadena alemana de supermercados Edeka lo ha hecho viral

Una imagen triste a la que esta campaña quiere poner remedio.
ReL  2 diciembre 2015

La cadena alemana de supermercados Edeka ha convertido en viral su anuncio de Navidad, que quiere ser un llamamiento a la celebración familiar de esa fiesta sin dejar a ningún ser querido en soledad. De hecho, vinculó su difusión con una campaña para que los clientes envién fotos de la gente con quien se reúne en Nochebuena, premiadas con un sorteo de 100 vales de 100 euros cada uno para compras en sus establecimientos.

Desde su lanzamiento el 28 de noviembre, el vídeo original suma en Youtube casi 19 millones de visitas. "Estar en Navidad, en casa, y con los seres queridos es lo más hermoso", propone la campaña. Y el spot comercial se cierra con la frase Es tiempo de volver a casa.

Para ilustrarlo, una historia conmovedora: un anciano recibe una tras otra las llamadas de sus hijos anunciándole que no podrán estar con él para la Navidad. Poco después, todos ellos reciben, en medio de sus ocupaciones, la noticia del fallecimiento de su padre.

El desenlace... es mejor verlo.


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quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

10 preguntas que un católico debe hacerse antes de comentar en Internet, según una monja ex-atea

Theresa Noble, hermana paulina y evangelizadora en la Red

Theresa Noble, con sus padres, hermanos y parientes, el día de profesar en las Hijas de San Pablo... Recuerda que con Internet todos miran cómo nos comportamos los cristianos
ReL  2 diciembre 2015

Theresa Noble es una religiosa de las Hijas de San Pablo (hermanas paulinas) y vive en un convento de la congregación en Boston, EEUU. Dice que desde allí "reza, evangeliza y hornea pan". Escribe en su blog Pursued by Truth (http://pursuedbytruth.blogspot.com) y varios de sus artículos se republican en Aleteia (http://es.aleteia.org).

Se da la circunstancia de que Theresa, hasta hace pocos años, era atea y militantemente hostil a lo católico.

"Rechacé a Dios y me declaré atea a los 14 años. Mis padres quedaron desolados, pero continuaron alimentando su relación conmigo y mostrándome un amor incondicional. A través del amor de mis padres creo que nunca perdí de vista parte del Amor de Dios, porque su amor estaba enraizado en el de Él", contó en una entrevista.

Theresa explica que "me mantuve lejos de Dios y de la religión muchos años. Luego, en el instituto y en los años posteriores empecé a explorar diferentes espiritualidades. No creía explícitamente en Dios pero buscaba, investigaba. Con el tiempo, Dios me dio la gracia de abrirme a Él. En cierta ocasión en Costa Rica viví una experiencia de conversión ´de camino de Damasco´. Creí en Dios, que era una Persona, que me amaba y tenía un plan para mi vida. Es asombroso para una antigua atea: ahora soy monja", resume en una entrevista.

Un católico ha de dar ejemplo en la red
Las monjas paulinas tienen un llamado fundacional a la evangelización mediante la prensa, los libros y los medios de comunicación, y Theresa dedica bastante tiempo a su blog evangelizador.

Una cosa que le preocupa es cómo los católicos dan mal ejemplo en las redes sociales o en los comentarios y blogs de Internet, siendo agresivos unos con otros, y también expresándose de forma agresiva respecto a otras personas no creyentes u otros colectivos.

"Como antigua ex católica, aún leo post de blogs, mensajes de Facebook y comentarios on line con los ojos de quien se pone en lugar de los que están fuera. Trato de no juzgar a las personas que comentan en línea de una manera que habría sido sobrecogedora para mí cuando era atea", reflexiona.

Admite que "hay diferentes estilos y personalidades que funcionan para gente distinta. Y la verdad puede a veces ser incómoda". Pero también le parece que en los últimos tiempos la agresividad en los comentarios en Internet ha aumentado. Y eso aleja a muchas personas que exploran la fe.

"Una mujer en Twitter recientemente me contaba que había estado considerando entrar en la Iglesia católica. Pero que ella dudaba mucho últimamente por la abrumadora negatividad y agresividad entre los católicos que ella percibe en las redes sociales", pone como ejemplo.

"Guste o no, cuando tenemos conversaciones entre nosotros mismos online, está ahí para que todo el mundo las vea. Internet ha borrado prácticamente la noción de conversaciones privadas. Pero aunque esto es verdad, parece que algunos hablamos a los demás como si estuviéramos sentados a la mesa el Día de Acción de Gracias, en lugar de en una plaza pública – con otros mirando. Estamos siendo observados. Y algunas de esas personas están intentando encontrar a Cristo en nuestra forma de comportarnos. Incluso los ateos entienden que nosotros creemos que nuestra conducta es un signo visible de que Jesús está en la Iglesia". 

Gritar, insultar, ponerse cínico y agresivo y regalar decretos caseros de excomunión en comentarios de webs o posts de Facebook no es una buena forma de evangelizar y acercar las personas a Cristo
Por eso, para evangelizar mejor y dar buen ejemplo en Internet, propone las siguientes 10 preguntas que todo católico debería plantearse al escribir un comentario, blog o post en redes sociales o webs de Internet.

Las 10 preguntas del católico antes de publicar un post o comentario

1. ¿Este post acercará a la gente a Dios?

2. ¿Este post es verdadero, caritativo y respetuoso?

3. Si alguien de fuera de la Iglesia católica lo lee, ¿se va a escandalizar?

4. ¿Estoy murmurando o hablando mal de otra persona?

5. ¿Me pongo en el lugar de la persona a la que estoy o de la que estoy hablando? ¿He pensado en sus sentimientos, su familia y en las diversas experiencias vitales que pueden haberla llevado a comportarse o a pensar como lo hace?

6. ¿Me gustaría ser recordado por este post dentro de una semana, un mes o dos años?

7. ¿Estoy respondiendo a esta persona por justificarme a mi mismo o por amor?

8. ¿Este amor da luz al mundo, o da oscuridad?

9. ¿Es necesario o útil que contribuya con mis opiniones sobre este tema en este foro concreto?

10. ¿Me siento inspirado por el Espíritu Santo para postear esto?

"Algunas de estas preguntas me hicieron enrojecer con el desagradable recuerdo de cómo me he comportado a veces en la red", admite la hermana Theresa.

"Nuestro compromiso online requiere discernimiento. Obviamente, estas sencillas preguntas podrán o no ayudarte a discernir. Pero incluso aunque no nos las hagamos, sencillamente tomar una pausa o un momento antes de responder o participar online puede ayudarnos a escribir con un cuadro más amplio en la mente, en lugar de dejarnos llevar por nuestras reacciones inmediatas, nuestros miedos y nuestra agresividad".


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La fuerza sobrenatural de un oficial en un submarino a pique: un milagro que valió una beatificación

Vittorio Messori lo incluye entre los más modernos, documentados e incontestables

A la izquierda, Roger Luis Cotrina, protagonista del milagro; en el centro, el momento del reflotamiento en 1989 del submarino Pacocha; a la derecha, la Beata María Petkovic.

Según las estadísticas, en la Red el tema religioso está situado en uno de los primerísimos lugares por presencia y participación, a veces de manera tan apasionada que se llega al altercado. Entre los temas más candentes y recurrentes está el del «milagro», es decir, la posibilidad de «explicar» acontecimientos humanamente inexplicables sólo con la hipótesis de una intervención sobrenatural.

Obviamente, son muchos los que niegan esta posibilidad. Uno de estos escépticos (un intelectual bastante conocido) me desafió amistosamente en un foro internacional pidiéndome que llevara un caso, aunque fuera sólo uno, documentado de modo incontestable y que fuera reciente, no envuelto en la niebla de siglos lejanos.

A él y a los lectores de la página web les conté la historia que tuvo lugar la noche del 26 de agosto de 1988, a pocas millas del puerto de Callao, el mayor de Perú, adonde se estaba dirigiendo el submarino Pacocha al final de un ejercicio. Con más de 100 metros de eslora y un aspecto imponente, en realidad era una pieza de chatarra: construido en 1943 por la Marina de los Estados Unidos, había sido cedido en 1974 a la peruana, que lo utilizaba para patrullar las costas.

El Pacocha fue reflotado en 1989.
En vista de que el amarre al puerto era inminente, todas las escotillas estaban abiertas y levantadas. De repente, colisionó con un barco ballenero japonés que estaba saliendo, una gran nave con la proa acorazada para romper el hielo en las batidas de pesca en el Antártico. Destripado en la popa, en el Pacocha empieza a entrar rápidamente una gran cantidad de agua que hace que se incline hacia el fondo. Atrapados entre los mamparos mueren tres marineros, uno de ellos el comandante.


 
El teniente de marina Luis Cotrina, de 32 años, ordena la evacuación a través de la escotilla de proa, desde la cual efectivamente consiguen lanzarse al mar algunos miembros de la tripulación, antes del rapídisimo y total hundimiento del submarino.
Roger Luis Cotrina Alvarado, ya capitán de fragata, en 2003.
Cuando éste está completamente cubierto por el mar, se dan cuenta de que esa escotilla usada como vía de fuga no se ha cerrado y no puede cerrarse: a causa de la colisión, las palancas de cierre se han desplazado e impiden el cierre, lo que hace que quede abierta una amplia hendidura por donde entra una cascada de agua cuyo caudal, a causa de la presión, es cada vez más violento a medida que el sumergible desciende hacia el fondo. Mientras tanto, el joven Cotrina yace herido en el suelo, pues ha caído de la escalerilla mientras ayudaba a sus marineros a salir. Entonces sucede lo imprevisible.


 
El teniente de marina testimoniará más tarde, ante las comisiones militares y en los procesos eclesiásticos a los que será convocado, que fue arrollado por una «explosión de luz» en el centro de la cual estaba el rostro sonriente de Sor María de Jesús Crucificado, nacida en 1892 en Croacia y fallecida en Roma en 1966, fundadora de las Hijas de la Misericordia y cuyo proceso de beatificación estaba entonces abierto en Roma. 

La Beata María de Jesús Crucificado (1892-1966), croata, en el siglo María Petkovic, fundadora de las Hijas de la Misericordia, con presencia en Perú.
El año anterior el oficial había sido ingresado en el hospital de Lima y una de las hermanas enfermeras le había regalado la biografía de la religiosa. En esos momentos dramáticos, el rostro de Sor María, que había visto en la portada del libro, se le apareció como en un flash cegador dándole la certeza misteriosa de una ayuda resolutiva. Como si hubiera recibido una fuerza sobrehumana, aunque estaba herido por la caída, y contrarrestando la fuerza del agua que cae sobre él, consigue subir por la escalerilla y alcanzar la escotilla. En ese momento, el submarino tiene una inclinación de varias decenas de grados y está a una profundidad de más de veinte metros.

Tal como establecerán las distintas investigaciones de la Marina peruana (y la realizada por la Marina de los Estados Unidos, examinadas todas ellas por los técnicos nombrados por la Sagrada Congregación para las Causas de los Santos), la presión ejercida por el agua sobre la escotilla equivale a un mínimo de cinco toneladas, compensadas por casi una tonelada a causa de la presión interna del submarino. El joven, por lo tanto, debe levantar esa escotilla venciendo un empuje de cuatro toneladas, para así permitir que los ganchos de cierre vuelvan a su lugar. Y tiene que hacerlo manteniendo una mano agarrada a una manija para resistir a la violencia del agua, pues corre el riesgo de ser arrollado por ella. Además, sangra abundantemente. Parece ser que los máximos campeones de levantamiento de pesas consiguen levantar del suelo poco más de 450 kilos. Pues bien, bajo las aguas del puerto de Callao la escotilla fue levantada, los ganchos volvieron a su sitio, la hendidura fue cerrada: el peso levantado por el marinero peruano fue, por consiguiente, diez veces superior al de los campeones olímpicos.

¿Fue de verdad un milagro, o fue un hecho raro pero explicable en ciertas condiciones, cuando el instinto vital puede conseguir prestaciones extraordinarias? Tanto los técnicos peruanos como los estadounidenses, y los nombrados por los tribunales vaticanos, discutieron todas las posibilidades, llegando a la conclusión que ni siquiera las condiciones más extremas pueden justificar el levantamiento de 4.000 kilos durante muchos centímetros y muchos minutos, usando además un solo brazo. No es casualidad que, aunque el Pacocha haya sido recuperado y destruido, la torreta y la escotilla estén expuestos en la academia naval de Perú con una placa que no habla sólo del valor de un militar sino también -explícitamente- de milagro. Ese milagro que, reconocido al final como auténtico, permitió la beatificación de Sor María por Juan Pablo II en persona el 6 de junio de 2003 en Ragusa, en croato Dubrovnik.


 
Ni siquiera narrando esta historia, documentada como pocas, he conseguido vencer el escepticismo de mi antagonista pero, quién sabe, tal vez le he proporcionado por lo menos un instante de duda. A pesar de todo le he recordado que los archivos de la Marina peruana y estadounidense y los de la congregación vaticana para los santos están abiertos y a su disposición.

Publicado en Corriere della Sera.
Traducido por Helena Faccia Serrano, diócesis de Alcalá de Henares.


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Zombis nazis: así caracterizan a los adversarios de la ideología de género; luego sufren atentados

Gabriele Kuby, una de las señaladas, es una ex feminista conversa al catolicismo

Un momento de la representación: los adversarios de la ideología de género son presentados como zombis nazis que merecen morir. Gabriele Kuby es la segunda por la derecha.
Benedetta Frigerio / Tempi  1 diciembre 2015

25 de octubre de 2015. En el teatro Schaubühne de Berlín se representa un espectáculo titulado Fear [Miedo]. En el escenario aparecen unos zombies de nazis cuyas caras son las de cinco personajes públicos que en Alemania luchan contra la redefinición del matrimonio y de la sexualidad humana. Mientras les sacan los ojos a las figuras se oye una voz que dice: "Los zombies mueren sólo cuando les disparas directamente al cerebro y el cerebro muere. Es la única manera".

25 de octubre de 2015. Queman el coche de uno de los cinco personajes públicos representados en el espectáculo.

3 de noviembre de 2015. Queman no sólo el coche de otro de los protagonistas, sino también el negocio familiar.

Los autores de Miedo niegan cualquier posible vínculo entre su obra y estos hechos.

Los “zombie nazis” representados en el espectáculo son Beatrix von Storch, miembro del parlamento europeo y del partido Alternativa para Alemania (Afd), que ha sufrido el atentado del 25 de octubre; Hedwig von Beverfoerde, uno de los líderes de la organización Demo für Alle, que lucha contra el adoctrinamiento del género en los colegios (ha sido ella el objetivo del 3 de noviembre); Frauke Petry, dirigente de Afd; y la periodista Birgit Kelle [autora de "Chica, abróchate la blusa"

Gabriele Kuby conoce bien la ideología de género: la vivió en sus orígenes militantes.
La quinta “zombi” es Gabriele Kuby, socióloga, crítica literaria, escritora, feminista del 68 convertida al cristianismo. "La batalla se está desplazando del plano verbal al físico", dice Kuby a Tempi, confesando temer repercusiones violentas, pero "no por esto dejaré de defender al hombre y a la familia".

-¿Cómo ha reaccionado cuando ha sabido del espectáculo?

-No he visto el espectáculo porque para mí podría ser peligroso ir a verlo, aunque el teatro ha declarado que la violencia contra nosotros no tiene nada que ver con el espectáculo, que volverá a representarse el próximo mes de enero.

-¿Tiene intención de denunciar a los autores por difamación e instigación a la violencia?
-Dirían que hay un conflicto entre los derechos de la persona y la libertad de expresión artística. Y es difícil contestarles a causa del relativismo que afecta también a la interpretación de las leyes por parte de los jueces: si no hay una verdad objetiva, entonces no hay límite a la libertad de palabra. Estoy valorando si llevar al caso ante los tribunales como ya han hecho las personas que han sufrido los atentados.

[Pincha aquí para ver una entrevista a Gabriele Kuby donde explica cómo "el sexo salvaje y el género quieren destruir la familia y crear un nuevo orden mundial".]

-¿Teme por su incolumidad?

-Sí, y sufro porque el autor del espectáculo me representa como una nazi, mientras que yo sólo soy católica. Durante el espectáculo han utilizado mi voz, grabada mientras hablaba contra la sexualización forzada de los niños en los colegios. Pero mi discurso ha sido cortado para hacerme decir lo opuesto: advierto del nacimiento de un nuevo totalitarismo mientras parece que esté deseando su vuelta. Hoy, quien se enfrenta a la visión pansexual es retratado como un enemigo de la libertad, mientras que lo único que hago es defender la Constitución alemana, la familia y los derechos de los niños inocentes.

-La violencia, ¿ha tenido consecuencias en su trabajo?
-Sí, pero no dejaré de defender la verdad por el bien de la familia y del ser humano, aunque parece que esté prevaleciendo el pensamiento relativista totalitario. Como estamos orgullosos de las personas que han resistido a los nazis, que se han convertido para nosotros en fuente de inspiración, del mismo modo espero animar a las generaciones futuras. La verdad puede silenciarse de manera temporal, pero no puede ser destruida.

(Publicado en Tempi, traducción de Helena Faccia Serrano, diócesis de Alcalá de Henares)


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