Páginas

terça-feira, 8 de abril de 2014

Homilia do papa na Casa Santa Marta: A misericórdia de Deus acaricia as feridas dos nossos pecados

Francisco explica que Jesus supera a lei e nos aconselha a não voltar a pecar


Cidade do Vaticano, 07 de Abril de 2014 (Zenit.org)


A misericórdia divina é uma grande luz de amor e de ternura; é a carícia de Deus nas feridas dos nossos pecados. A declaração é do papa Francisco, na homilia desta manhã.

O relato do evangelho sobre a adúltera perdoada foi a deixa para o Santo Padre explicar a misericórdia de Deus. O texto é bem conhecido: os fariseus e escribas trazem até Jesus uma mulher flagrada em adultério e lhe perguntam o que fazer, já que a lei de Moisés prevê a lapidação. “O matrimónio”, explicou o pontífice, “é um símbolo e também uma realidade humana da relação fiel entre Deus e o seu povo. Quando se arruína o matrimônio com um adultério, essa relação entre Deus e o povo fica suja". Mas os escribas e fariseus fazem essa pergunta a Jesus procurando um motivo para acusá-lo: "Se Jesus tivesse dito ‘sim, sim, apedrejem a adúltera’, eles teriam dito para o povo: ‘Vejam só o seu mestre tão bonzinho… Olhe só o que ele mandou fazer com essa pobre mulher!’. E se Jesus tivesse dito ‘não, coitada, perdoem-na’, eles teriam retrucado: ‘Ele não cumpre a lei!’… Eles não estavam se importando com a mulher; não se importavam com os adúlteros; talvez algum deles fosse adúltero… Não importava! Só importava fazer uma armadilha contra Jesus!".

E nosso Senhor respondeu: “Aquele de vocês que estiver sem pecado atire a primeira pedra”. O evangelho, com "certa ironia", diz que os acusadores “foram embora, um a um, começando pelos mais velhos”.

Observa o papa: “Vemos que, no banco do céu, eles têm uma boa conta corrente negativa”.

Jesus, prosseguiu Francisco, “ficou a sós com a mulher, como um confessor, e perguntou: ‘Onde estão os que te acusavam? Ninguém te condenou? Estamos a sós, tu e eu. Tu, diante de Deus, sem as acusações, sem os falatórios. Tu e Deus! Ninguém te condenou?’. A mulher responde: ‘Ninguém, Senhor!’. Ela não diz: ‘Foi uma acusação falsa! Eu não cometi adultério!’. Ela reconhece o pecado. E Jesus afirma: ‘Nem eu te condeno! Vai e não peques mais, para não passares por outro momento tão feio como este; para não passares tanta vergonha; para não ofenderes a Deus, para não sujares a bela relação entre Deus e o seu povo’. Jesus perdoa!”.

“Mas aqui nós temos algo além do perdão: Jesus supera a lei, vai além dela. Ele não diz que o adultério não é pecado! Mas não a condena com a lei. Este é o mistério da misericórdia. Este é o mistério da misericórdia de Jesus”.

“A misericórdia é difícil de entender. ‘Mas, padre, a misericórdia apaga os pecados?’. Não, o que apaga os pecados é o perdão de Deus! A misericórdia é a forma como Deus perdoa. Porque Jesus podia dizer: ‘Eu te perdoo. Vai”, como disse ao paralítico que tinham levado até Ele pelo telhado: 'Teus pecados te são perdoados!'. Aqui Ele diz: 'Vai em paz!'. Jesus vai mais longe. Aconselha a mulher a não pecar mais. Essa é a atitude misericordiosa de Jesus: Ele defende o pecador dos seus inimigos; defende o pecador de uma condenação justa. Nós também, quantos de nós, talvez devêssemos ir para o inferno! Quantos de nós? E essa condenação é justa! Mas Ele perdoa indo além. Como? Com a misericórdia".

"A misericórdia vai além e transforma a vida de uma pessoa a tal ponto que o pecado é deixado de lado. É como o céu".

"Nós olhamos para o céu, tantas estrelas, tantas estrelas; mas, quando chega o sol, de manhã, com tanta luz, as estrelas não são mais visíveis. A misericórdia de Deus é assim: uma grande luz de amor, de ternura. Deus não perdoa com um decreto, mas com uma carícia, acariciando as feridas dos nossos pecados. Porque Ele está envolvido com o perdão, com a nossa salvação. E Jesus age como confessor: Ele não a humilha, não lhe diz 'Mas o que foi que fizeste! E quando fizeste isso? E como fizeste? E com quem fizeste?'. Não! Ele diz: 'De agora em adiante não peques mais!'. É grande a misericórdia de Deus! É grande a misericórdia de Jesus. Perdoar-nos, acariciar-nos!".

Cardeal Celli: "Comunicar significa conscientizar-nos de que somos humanos"

Mensagem do presidente do Pontifício Conselho para as Comunicações Sociais no I Congresso Internacional sobre Evangelização Digital, realizado em Madrid


Madrid, 07 de Abril de 2014 (Zenit.org)


Nos dias 4, 5 e 6 de Abril, foi celebrado em Madrid o I Congresso Internacional de Evangelização Digital, organizado pela iMisión. O tema do encontro, “Missionários num mundo enREDado”, faz um jogo de palavras em espanhol com os termos “red” (rede, em referência à internet) e “enredar” (envolver).
Participaram o responsável pela conta do papa no Twitter, Gustavo Entrala; o sacerdote jesuíta Antonio Spadaro, director da célebre revista italiana La Civiltà Cattolica; a professora de comunicação da Universidade Carlos III, Susana Herrera, e o bispo de San Sebastián, dom José Ignacio Munilla, entre outros.

O presidente do Pontifício Conselho para as Comunicações Sociais, cardeal Claudio Maria Celli, saudou os participantes através de videoconferência no Vaticano, convidando-os a uma cultura do encontro, ao testemunho da vida e à formação permanente.

O congresso contou com mesas redondas e oficinais práticas sobre temas como gestão de redes sociais e blogues para evangelização.

Reproduzimos na íntegra a mensagem enviada em vídeo pelo cardeal Celli:

* * *

Desejo saudar todos os participantes deste I Congresso de Evangelização na Internet, organizado pelos jovens da iMisión.

Minha saudação, no início deste seu congresso, quer ser uma voz de encorajamento para todos vocês, que querem viver o Evangelho em cada um dos âmbitos da vida; em particular no novo ambiente digital, habitado por centenas de milhares de pessoas, no qual nós, cristãos, somos chamados a “ajudar as pessoas de hoje a descobrir o rosto de Cristo” (cf. Bento XVI, Mensagem para a 44ª Jornada Mundial das Comunicações Sociais, 2010).

Entre as possibilidades que a comunicação digital oferece, uma das mais importantes se relaciona com o anúncio do Evangelho. É claro que não é suficiente desenvolver habilidades tecnológicas, embora elas sejam importantes. Trata-se, acima de tudo, de encontrar homens e mulheres reais, muitas vezes feridos ou confusos, para oferecer a eles verdadeiras razões de esperança. Este anúncio requer relações humanas autênticas e directas para proporcionar um encontro pessoal com nosso Senhor. Portanto, a tecnologia não é suficiente.

Isto não significa que a presença da Igreja na rede seja inútil; pelo contrário, é indispensável estarmos presentes, sempre com estilo evangélico, neste que, para tantos jovens, se transformou numa espécie de ambiente de vida, a fim de reactivarmos as perguntas sobre o sentido da existência, que não podem ser apagadas do coração, e indicar o caminho que leva até Aquele que é a resposta, a Misericórdia divina feita carne: o Senhor Jesus (cf. papa Francisco, discurso aos participantes da Assembleia Plenária do Pontifício Conselho para os Leigos, dezembro de 2013).

Certamente, durante o congresso, vocês poderão conhecer muitos aspectos técnicos sobre o lado bom e o lado perigoso da internet, concretamente nas redes sociais, que são o espaço onde vocês são mais activos. Mas eu quero lhes recordar que a comunicação não são os instrumentos, as técnicas ou as estratégias de persuasão. A comunicação é a constante dinâmica da doação de nós mesmos, permanecendo dispostos a acolher o que os outros nos oferecem.
Quero propor, assim, estas três imagens para a sua reflexão:

Sejam promotores da Cultura do Encontro
O Santo Padre Francisco nos presenteou uma reflexão muito bonita para a próxima Jornada Mundial das Comunicações Sociais, apresentando uma nova leitura da parábola do bom samaritano e exortando os comunicadores a se tornarem “próximos”. O papa Francisco nos diz que o bom samaritano não só se aproxima, mas cuida do homem meio morto que ele encontra à beira do caminho. Comunicar significa consciencializar-nos de que somos humanos, filhos de Deus, e de que temos que construir uma Igreja que seja casa de todos.

Eu convido vocês a se perguntarem se a sua comunicação é um bálsamo perfumado para a dor e um vinho bom para a alegria (cf. papa Francisco, Mensagem para a 48ª Jornada Mundial das Comunicações Sociais, 2014).

Chamados a dar testemunho
Somos chamados a ser testemunhas coerentes da fé que professamos, levando em conta que a nossa vocação missionária não tem que ser vivida como um expansionismo beligerante, mas como vontade de nos doar aos outros, sendo disponíveis e pacientes para atender as necessidades, perguntas e dúvidas de tantas pessoas que procuram a verdade e o sentido da sua existência (cf. Bento XVI, Mensagem para a 47ª Jornada Mundial das Comunicações Sociais, 2013). O papa Francisco, neste sentido, está nos dando grandes lições de abertura coerente e respeitosa às pessoas que não necessariamente pensam como nós.

Formação
Finalmente, é necessário continuar criando espaços de formação diante das transformações técnicas, sociais e culturais que estamos vivendo. Como membros activos da Igreja, teremos que conhecer as novas linguagens e reconhecer o contexto em que realizaremos a nossa missão.  Graças à formação permanente, poderemos “saber ser e saber estar” nos novos ambientes comunicativos em que somos chamados a viver a nossa fé.

Precisamente por este motivo é que eu quis enviar esta saudação a todos os participantes deste congresso, com o auspício de que, durante estas jornadas, vocês tenham a oportunidade de intercambiar experiências e se enriquecer mutuamente.

Que Deus abençoe o seu trabalho.

+ Claudio Maria Celli
Presidente

***

A iMisión é uma iniciativa fundada pelo sacerdote marianista Daniel Pajuelo e pela religiosa da Pureza de Maria, Xiskya Valladares. É coordenada por um grupo de religiosos e leigos.

Seu objectivo é "tecer uma rede de católicos comprometidos com a evangelização na internet, oferecer-lhes formação e favorecer o encontro e a reflexão".

Sua principal inspiração é a doutrina da Igreja nos meios de comunicação. Seu maior exemplo é o papa Francisco.

Um dos frutos da iMisión é o "iDecálogo" para evangelizar nas redes sociais, já traduzido para cinco idiomas e disponível para download em www.imision.org.
Para mais informação: http://congreso.imision.org

Papa Francisco: O IOR não será extinto e a sua reforma prosseguirá

Instituto para as Obras de Religião continuará se adaptando às normas internacionais e aos controles da Autoridade de Informação Financeira


Cidade do Vaticano, 07 de Abril de 2014 (Zenit.org) Sergio Mora


O Santo Padre aprovou a proposta de reforma do Instituto para as Obras de Religião (IOR), reafirmando a sua importância na missão da Igreja católica, da Santa Sé e do Estado da Cidade do Vaticano. A informação foi veiculada nesta segunda-feira pela sala de imprensa do Vaticano.

A proposta foi desenvolvida pelos representantes da Pontifícia Comissão para o IOR (CRIOR) em parceria com a comissão COSEA (Comissão de Estudos da Estrutura Económica Administrativa da Santa Sé), com a Comissão de Cardeais do IOR e com o Conselho de Controle do IOR.

"O IOR continuará servindo com atenção e prestando os serviços financeiros especializados da Igreja católica em todo o mundo", diz o comunicado vaticano, destacando que "os significativos serviços que podem ser oferecidos pelo Instituto auxiliam o Santo Padre em sua missão de pastor universal e apoiam, ainda, as instituições e indivíduos que colaboram com ele no seu ministério".

A pedido do cardeal Pell, "continuará avançando o plano de reestruturação do Instituto a fim de que ele possa cumprir a sua missão como parte das novas estruturas financeiras da Santa Sé e do Estado da Cidade do Vaticano". O plano está "sendo posto em prática pelo presidente do Conselho de Superintendência, Ernst von Freyberg, e pelos directores do IOR". As actividades do IOR continuarão sendo supervisionadas pela AIF (Autoridade de Informação Financeira).

De acordo com os documentos “motu proprio” de 8 de Agosto e 15 de Novembro de 2013, bem como com a lei vaticana XVIII, de 8 de outubro 2013, sobre a transparência, foi criada uma estrutura legal e institucional articulada para regularizar as actividades financeiras no interior da Santa Sé e do Estado da Cidade do Vaticano.

O cardeal prefeito Pell reiterou a importância de um alinhamento sustentável e sistemático das estruturas do Vaticano com as normativas internacionais.

O milagre vivido na Jornada da Juventude deve se repetir todos os dias

Francisco recebeu hoje, o Comité Organizador da JMJRio 2013


Cidade do Vaticano, 07 de Abril de 2014 (Zenit.org)


O Papa Francisco recebeu em audiência, na manhã desta segunda-feira (7), na Sala Clementina do Palácio Apostólico Vaticano, os membros do Comité Organizador da Jornada Mundial da Juventude do Rio de Janeiro. Os membros do Comité foram agradecer ao Santo Padre pela JMJ Rio 2013.

Francisco recebeu com “alegria especial” o grupo, guiado pelo cardeal Dom Orani, nove meses após sua “inesquecível viagem ao Brasil”, onde foi “recebido de braços abertos pelo povo carioca”, afirmou.

Em seu discurso, o Papa “falando de coração” fez a seguinte confidência: “Quando cheguei ao Brasil, no meu primeiro discurso oficial, disse que queria ingressar pelo portal do imenso coração dos brasileiros pedindo licença para bater delicadamente à sua porta e passar a semana com o povo brasileiro. Porém, ao término daquela semana, voltando para Roma, cheio de saudades, dei-me conta de que os cariocas são uns “ladrões”! Sim, “ladrões”, pois roubaram o meu coração! Aproveito a presença de vocês aqui hoje para agradecer-lhes por este “roubo”: Muito obrigado por terem me contagiado com o entusiasmo de vocês lá no Rio de Janeiro, e por hoje me ajudarem “matar” as saudades do Brasil.”

Recordando todos os leigos, religiosos, sacerdotes e bispos que “deram a sua contribuição generosa durante a Jornada”, Francisco convidou a “olhar para atrás e ver que as horas de trabalho, os sacrifícios, até mesmo os desentendimentos passageiros são pouca coisa quando comparada com a grandiosidade da acção de Deus sobre os nossos pobres recursos humanos”.

“É a dinâmica da multiplicação dos pães”, continuou o Papa citando a passagem do Evangelho quando Jesus pediu aos apóstolos que dessem de comer à multidão: “estes sabiam que isso era impossível. Porém, foram generosos. Deram ao Senhor tudo aquilo que tinham. E Jesus multiplicou os seus esforços. Não foi assim que aconteceu com a Jornada Mundial da Juventude?”, recordou o Papa.

Continuando seu discurso ao Comité, o Papa disse que “não só devemos olhar para trás”, antes, “olhar para o futuro, fortalecidos com a certeza de que Deus sempre multiplicará os nossos esforços”. E exortou que “este milagre vivido na Jornada da Juventude deve se repetir todos os dias, em cada paróquia, em cada comunidade, no apostolado pessoal de cada um! Não podemos ficar tranquilos sabendo que há ainda «tantos irmãos nossos que vivem sem a força, a luz e a consolação da amizade com Jesus Cristo, sem uma comunidade de fé que os acolha, sem um horizonte de sentido e de vida» (Exort. ap. Evangeliigaudium, 45)”, afirmou.

E recordou as três ideias que “resumem toda a mensagem da Jornada Mundial da Juventude: ide, sem medo, para servir”. Devemos ser uma “Igreja em saída” (cf. ibid., 20), como discípulos missionários que não tem medo das dificuldades”.

Por fim, Francisco recordou o exemplo de José de Anchieta, o Apóstolo do Brasil, numa de suas cartas: «Nada é difícil para aqueles que acalentam no coração e têm como fim único a glória de Deus e a salvação das almas, pelas quais não hesitam em dar a sua vida» (Carta ao Padre Tiago Laynez). “Pois é pela sua intercessão que lhes animo a seguir adiante, com alegria e coragem na bela missão de manter viva no coração dos brasileiros a chama de amor por Cristo e pela sua Igreja. Novamente agradeço a presença de vocês e peço-lhes que nunca deixem de rezar por mim. Muito obrigado!”, concluiu o Santo Padre. 

(MEM)

Papa no Angelus: não há nenhum limite para a misericórdia de Deus

Francisco comentou a passagem do Evangelho que narra a ressurreição de Lázaro


Cidade do Vaticano, 07 de Abril de 2014 (Zenit.org)


Antes de rezar a oração do Angelus com os fiéis e peregrinos reunidos na Praça de São Pedro neste domingo, 06 de Abril, o Papa Francisco comentou a passagem do Evangelho que narra a ressurreição de Lázaro. Eis a íntegra do texto:

Queridos irmãos e irmãs, bom dia!

O Evangelho deste domingo de Quaresma nos narra a ressurreição de Lázaro. É o ápice dos “sinais” prodigiosos feitos por Jesus: é um gesto muito grande, muito claramente divino para ser tolerado pelos sumos sacerdotes, os quais, sabendo do fato, tomaram a decisão de matar Jesus (cfr Jo 11, 53).

Lázaro já estava morto há três dias, quando chega Jesus; e às irmãs Marta e Maria Ele disse palavras que ficaram gravadas para sempre na memória da comunidade cristã. Jesus diz assim: “Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em mim, mesmo que morra, viverá. E todo aquele que vive e crê em mim, não morrerá jamais” (Jo 11, 25). Sobre esta Palavra do Senhor nós acreditamos que a vida de quem crê em Jesus e segue o seu mandamento depois da morte será transformada em uma vida nova, plena e imortal. Como Jesus ressuscitou com o próprio corpo, mas não retornou a uma vida terrena, assim nós ressurgiremos com os nossos corpos que serão transfigurados em corpos gloriosos. Ele nos espera junto ao Pai e a força do Espírito Santo, que O ressuscitou, ressuscitará também quem está unido a Ele.

Diante do túmulo lacrado do amigo Lázaro, Jesus “exclamou em voz forte: Lázaro, vem para fora”. O morto saiu, atado de mãos e pés com os lençóis mortuários e o rosto coberto com um pano (vv. 43-44). Este grito peremptório é dirigido a cada homem, porque todos estamos marcados pela morte, todos nós; é a voz Daquele que é o Senhor da vida e quer que todos “a tenham em abundância” (Jo 10, 10). Cristo não se conforma com os túmulos que construímos para nós com as nossas escolhas do mal e da morte, com os nossos erros, com os nossos pecados. Ele não se conforma com isso! Ele nos convida, quase nos ordena, a sair do túmulo em que os nossos pecados nos afundaram. Chama-nos com insistência para sairmos da escuridão da prisão em que nos fechamos, contentando-nos com uma vida falsa, egoísta, medíocre. “Vem para fora!”, noz diz, “Vem para fora!”. É um belo convite à verdadeira liberdade, a deixar-nos agarrar por estas palavras de Jesus que hoje repete a cada um de nós. Um convite a deixar-nos livrar das “ataduras”, das ataduras do orgulho. Porque o orgulho nos faz escravos, escravos de nós mesmos, escravos de tantos ídolos, de tantas coisas. A nossa ressurreição começa aqui: quando decidimos obedecer a esta ordem de Jesus saindo para a luz, para a vida; quando da nossa face caem as máscaras (tantas vezes estamos mascarados pelo pecado, as máscaras devem cair!) e nós reencontramos a coragem da nossa face original, criada à imagem e semelhança de Deus.

O gesto de Jesus que ressuscita Lázaro mostra até onde pode chegar a força da Graça de Deus e também até onde pode chegar a nossa conversão, a nossa mudança. Mas ouçam bem: não há limite algum para a misericórdia divina oferecida a todos! Não há limite algum para a misericórdia divina oferecida a todos! Lembrem-se bem desta frase. E possamos dizê-la todos juntos: “Não há limite algum para a misericórdia de Deus oferecida a todos”. O Senhor está sempre pronto para levantar a pedra do túmulo dos nossos pecados, que nos separa Dele, a luz dos vivos.

(Trad.:Cação Nova)

Plantas Bíblicas Workshop



Na próxima quarta-feira (9 de Abril) realizar-se-á, no Museu Botânico do Instituto Politécnico de IPBeja (ESAB), um workshop sobre Plantas Bíblicas. Iniciar-se-á às 16.00 horas e tem duração prevista de 90 minutos.

Estudar-se-ão as plantas que, com maior frequência, são citadas na Bíblia e também aquelas que têm uma superior importância teológica. Ver-se-ão centenas de imagens de plantas (PowerPoint) e produtos obtidos a partir das mesmas. A frequência é gratuita, aberta a todos os que desejem participar.

Será distribuído um certificado de participação e a inscrição deverá ser feita para o e-mail museu@ipbeja.pt




segunda-feira, 7 de abril de 2014

Assim destroem as pessoas a ideologia de género: a realidade estremecedora do seu inventor, John Money







Poeta e soldado, sai agora depois de 39 anos de cadeia comunista: baptizou-se e reza 7 rosários diários

O perdão, Deus e a Virgem salvaram-no de suicidar-se 

Nguyen Huu Cao a passou quase 39 anos encarcerado, mas alguns
dos seus poemas puderam difundir-se no estrangeiro
Actualizado 2 de Abril de 2014

AsiaNews / ReL

J.B. Nguyen Huu Cau, de 68 anos, acaba de sair da prisão: passou quase 39 anos nas cadeias e campos de prisioneiros de Hanói, no Vietname.

É um dos detidos políticos que passou mais tempo na cadeia neste regime comunista.

Durante os anos de prisão conheceu a fé católica e fez-se baptizar. Converteu a cadeia que o tinha prisioneiro, de 50 elos, num Rosário que recitava até 5 vezes ao dia.

Só a fé lhe permitiu enfrentar e superar os quase 40 anos de permanência nas cadeias vietnamitas, o seu declive físico marcado pela surdez, uma quase total cegueira, os sofrimentos... Mas o seu espírito depurou-se, fez-se capaz de agradecer a fé, de perdoar aos seus carcereiros.

J.B. Nguyen Huu Cau nasceu em 1945. É poeta, músico, compositor e era capitão do exército da República do Vietname do Sul antes da reunificação de 1975.

Preso no final da guerra, passou 6 anos num campo de reeducação e trabalho.

Prisão por ser poeta crítico

Depois, em 1982, foi encarcerado por causa da sua actividade como poeta e compositor que criava obras às vezes críticas com o regime comunista.

Em 1983 foi condenado à morte. Era um processo artificial criado contra ele por ter denunciado a corrupção difundida entre os graus altos do exército de Hanói e por falar de crimes cometidos por tropas comunistas contra o povo.

Foi acusado de sabotagem, de ter prejudicado "a imagem do regime". Ele declarou-se "não culpado".

No final as autoridades mudaram-lhe a pena para cadeia perpétua.

Viveu anos inteiros em isolamento, na fronteira, num campo de prisioneiros no meio da selva.

Os anos de cadeia marcaram-no profundamente, deixando-o quase incapaz de escutar, cego do olho esquerdo e com graves problemas de vista no direito. 

Uma amnistia por motivos de saúde
Agora, em 22 de Março de 2014, depois de quase 39 anos de cadeia, uma amnistia do presidente Truong Tan Sang permitia-lhe sair da cadeia. Era um acto de compaixão pelas suas condições de saúde, mais que uma reabilitação política.

Nos dias passados ele quis contar a sua própria experiência na cadeia ao diário Catholic News. Falou com especial paixão do tema da fé e da sua conversão ao cristianismo.

"O rito do baptismo, realizado na cadeia, foi na Páscoa de 1986, há já 26 anos, pelas mãos do padre Joseph Nguyen, um jesuíta", explica.

O religioso ensinou-lhe os fundamentos do cristianismo, as orações e o catecismo. Cada dia recitava 7 rosários e 5 vezes o Via Crucis.

A sua cadeia foi o seu rosário
A quantos se lhe aproximavam na cadeia, ele repetia normalmente que estava atado por uma longa cadeia de 50 elos a que chamava o "meu primeiro Rosário... Talvez o mais duro do mundo".

Além disso, um companheiro de cela, o irmão Paul, ofereceu-lhe uma pequena cruz feita com nozes de coco.

Assim "compus também um canto dedicado à Santa Cruz. A Santa Cruz vem até mim, desde os abismos mais profundos do mundo [...] que me susteve nesta prisão terrena".

E acrescenta: "Sempre acreditei no amor de Deus"

Libertado das ataduras e das cadeias das prisões comunistas, o poeta e dissidente vietnamita confessa que "o amor de Deus e da Virgem mudaram-me. Não tenho rancor contra os meus "irmãos e irmãs" (do regime). Todos temos as mesmas raízes. Descendemos do rei Hung Vuong. Por isto devemos amar-nos uns aos outros. E uma vez mais creio na Trindade e na Virgem Maria. Que me ajudou a superar as insidias do destino e me impediu de acabar com tudo suicidando-me durante os anos de cadeia".


in

sábado, 5 de abril de 2014

Na laica França baptizaram-se 3.600 adultos este ano: 50% mais que há uma década

30.000 baptismos de adultos em 10 anos 

Dois de cada três novos adultos baptizados na França são mulheres
Actualizado 1 de Abril de 2014

ReL

Ao contrário do que sucede em Espanha, onde as dioceses não recompilam os dados de baptismos de adultos nem os centralizam na Conferência Episcopal, na França há já anos que se publica um relatório sobre o número de baptismos adultos que se produz no país, que se difunde cada ano ao aproximar-se a Páscoa (aqui em PDF em francês).

Este ano de 2014 baptizaram-se na Igreja Católica na França 3.631 adultos (maiores de 18 anos), além de uns 1.500 adolescentes, de 12 a 18 anos. A esses se lhes pode somar uma centena de baptismos adultos mais nos territórios franceses no Caribe e ultramar.

Representa um crescimento de 50% em relação ao ano 2005, quando os baptismos de adultos foram 2.409.

Nestes 10 anos a cifra foi crescendo, acumulando numa década 29.037 convertidos adultos, 31.576 se contamos os de 2004.

Alguns dados fixos
Há dados estatísticos que se mantêm estáveis nestes anos:

- 5% deles (uns 180 este ano) vem de famílias de cultura islâmica, foram praticantes ou não

- Dois terços destes novos católicos são mulheres

- As percentagens segundo profissão não variam nesta década: 22% de trabalhadores, 25% de funcionários, 10% de profissionais liberais, 16% de estudantes, 8% de donas de casa…

- A maioria tem entre 20 e 35 anos: a idade para tomar as grandes decisões da vida, e para ter filhos e transmitir-lhes a fé... Também é a idade de ter um namorado ou namorada cristã/o, que é uma razão comum para baptizar-se.
Rito de apresentação dos catecúmenos em
França, uma cerimónia habitual na Quaresma,
na preparação para o baptismo
Há outros dados que vão mudando: por exemplo, em 2003 35% dos convertidos adultos vinham de famílias de alguma tradição cristã (ainda que pouco ou nada praticantes), e outro 35% chegava de famílias activamente não crentes ou não religiosas; em 2014 cresceram a 45% os de origem cristã, e baixam a 20% os de origem não religiosa.

Poucos convertidos de origem islâmica
Em França vivem entre 4 e 6 milhões de muçulmanos. Apesar de há liberdade para pregar e evangelizar e trata-se de um país europeu, o número de adultos de origem muçulmana que se baptiza oscila só entre os 100 e os 180 ao ano.

Bênção dos recém-baptizados numa noite de
Páscoa
O catolicismo francês, socialmente débil
O diário francês «La Croix» publicou em Janeiro de 2010 os resultados de uma extensa sondagem estatística do Instituto Francês de Opinião Pública sobre o catolicismo, que realizou 131.000 entrevistas durante 5 anos. A principal conclusão foi que apenas 5% de franceses adultos vai à missa aos domingos (em Espanha seria mais de 15%) e dos que se declaram praticantes, só um de cada quatro crê que a Igreja deve manter os seus ensinamentos sobre a anticoncepção; 68 por cento crê que deve mudar o seu ensinamento sobre o aborto e metade pede para mudar a doutrina sobre a homossexualidade.

Assim pois, como assinalávamos, de 65 milhões de franceses, os católicos que vão à missa ao domingo são só 3,2 milhões, mas os que aceitam plenamente os ensinamentos católicos são aproximadamente uns 800.000.

28 por cento dos franceses declara-se «sem religião» (ainda que os sociólogos costumem advertir que essa categoria inclui muitas pessoas que crêem «em Deus mas não na religião»).


in

Crise: Cáritas debate resposta aos desafios do pós-troika

Conselho Geral do organismo católico está reunido em Beja

Beja, 05 Abr 2014 (Ecclesia) – O presidente da Cáritas Portuguesa disse aos membros do Conselho Geral do organismo católico, reunido em Beja até domingo, que é urgente “restaurar a confiança das pessoas no futuro”, perspectivando os desafios do pós-troika.

“É esta a hora, mais do que nenhuma outra, de levar para a frente o desafio do combate às causas da pobreza em Portugal”, disse Eugénio Fonseca, numa intervenção publicada hoje na página oficial da Cáritas na internet.

Segundo o responsável, entre as causas da pobreza destaca-se actualmente o desemprego.

“Ajudar as pessoas a recuperarem os seus postos de trabalho ou mesmo a criarem o seu próprio emprego tem de ser para nós, que lutamos pela erradicação da pobreza, uma das mais altas prioridades”, destacou.

Os trabalhos do Conselho Geral da Cáritas Portuguesas iniciaram-se na sexta-feira, com a presença do bispo de Beja, D. António Vitalino, vogal da Comissão Episcopal da Pastoral Social e Mobilidade Humana.

Eugénio Fonseca elogiou o papel que tem sido desempenhado pelas Cáritas Diocesanas na resposta ao elevado número de pedidos de ajuda que se têm agravado nos últimos cinco anos: em 2013, foram 139 mil.

“A nossa missão será tão digna quanto maior for a nossa capacidade de viver em ambiente de cooperação, união e partilha de recursos e informações”, destacou o presidente da Cáritas Portuguesa.

D. António Vitalino desejou ao Conselho um trabalho frutífero capaz de dar “sinais claros de esperança, sendo pobre com os pobres e testemunho de mudança no ambiente eclesial, social e até mesmo político”, assinala a Cáritas Portuguesa.

Em cima da mesa está a avaliação de projectos como a “operação 10 milhões de estrelas”, lançada no Natal de 2013, a “semana nacional Cáritas”, que decorreu em Março.

Os participantes vão dedicar ainda especial atenção ao “acompanhamento do Plano Estratégico Cáritas”, especificamente dedicado à acção social, e à preparação do “Dia da Caridade”, com o debate de propostas.

Esta manhã, o programa contou com uma conferência aberta ao público, no Seminário Diocesano de Beja, subordinada ao tema ‘Uma só família humana, alimento para todos’, mote da campanha internacional contra a fome, promovida pela ‘Caritas Internationalis’.

OC


in

Patriarca da Igreja Ortodoxa da Rússia contesta ideologia de género

Kirill define a propagação da ideologia um "caso clínico"


Roma, 04 de Abril de 2014 (Zenit.org)


Durante uma reunião com a comunidade empresarial do país, o Patriarca da Igreja Ortodoxa da Rússia, Kirill, dirigiu duras críticas contra aqueles que difundem a ideologia de género. O Patriarca destacou, fazendo referência a algumas nações ocidentais, a questão da liberdade de opinião e do casamento entre pessoas do mesmo sexo.

Kirill destacou também o fato de que nesses países exista uma discussão sobre o casamento considerado como a união entre um homem e uma mulher. Essa tendência transmite uma mensagem de que "a escolha do género não é de Deus, mas uma escolha intelectual”, afirmou. O patriarca citou a política de algumas redes sociais que oferece a opção de escolher um entre os 50 chamados "géneros” para melhor identificação do usuário.

"Provavelmente, disse o Patriarca, sem muitas voltas, existe alguma uma fantasia doente".  Ele acrescentou que definir certas excentricidades "um caso clínico" seria “a reacção mais razoável". No entanto, "este caso clínico é protegido por lei em alguns países". E acrescentou que isso "é ensinado para as crianças: você deve escolher se você quer ser um menino ou uma menina”.

(Trad.:MEM)