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terça-feira, 24 de março de 2020

Juntos com MARIA





Cuidar a vida é viral


Bom dia e votos de uma ótima Quaresma, em quarentena!
Quantas descobertas acontecem nestes dias, quantas relações se estabelecem, quantas oportunidades de novos conhecimentos, da valorização do que não deixava a indiferença e do fortalecimento de amizades com aqueles e aquelas que convivem connosco, todos os dias!
As notícias de cada dia dão conta de casos positivos, suspeitos, recuperados e, infelizmente,  óbitos por causa do covid-19. Mas as histórias deste quotidiano, em tempo de emergência social, vão muito além de gráficos estatísticos: são feitas de solidariedade, da criatividade diante da necessidade de ajudar vizinhos e distantes, do envolvimento de grandes doadores na garantia dos meios para os cuidados de saúde e sobretudo ficam marcadas pelo trabalho incansável de todos os que percorrem os corredores dos hospitais e dos que se doam no acompanhamento das pessoas em situação de sem-abrigo, idosos em lares e doentes e pessoas especiais, como são as pessoas com deficiência.
A viver um tempo inesperado e incerto, emerge cada vez mais como certeza principal entre todos os atores neste drama que um vírus veio mostrar que a defesa da vida é viral! E quantos projetos o demonstram, quantas afirmações o comprovam, quantas decisões o concretizam. A primeira é sempre esta:

A esta partilha, junto algumas informações: esta quarta-feira, somos desafiados pelo Papa a rezar o Pai-Nosso às 12h00 de Roma, 11h00 em Portugal. Estamos juntos? E a Agência Ecclesia desafia-o a partilhar um vídeo desse momento, vivido pessoalmente ou em família. Grave com o telemóvel e envie para agencia@ecclesia.pt.
Esta terça-feira, temos propostas de leitura para dias de isolamento social. São avançadas por Inês Espada Vieira no programa Ecclesia, pelas 15h30 na RTP2; à noite, na Antena 1, continuamos a propor caminhos de Quaresma através dos cinco sentidos.
Entretanto, siga as notícias que publicamos no portal da Agência ECCLESIA e as sugestões que fazemos para as horas em família! Há muito para ver e ouvir a qualquer hora!
Cuidem-se! #vaificartudobem
Paulo Rocha

segunda-feira, 23 de março de 2020

Da morte para a Vida!


Palavra e Pão 87
V Domingo da Quaresma



1 – Com as leituras do próximo domingo, o V da Quaresma, a Igreja ajuda-nos a reconhecer que na Sua Páscoa, Cristo, além de matar a nossa sede e de nos abrir os olhos, é realmente a fonte da Vida para nós que, como Lázaro, estamos mortos pelo pecado que habita em nós. Não é muito difícil reconhecermos que temos sede de felicidade, de vida e de amor. Que somos espiritualmente cegos de nascimento, já não é tão fácil de aceitar. Mas reconhecermos que estamos mortos, sujeitos ao poder da morte e incapazes de dar a nossa vida pelos outros, isso é que é muito difícil!

Porque acreditamos, e bem, que a nossa pátria está no Céu (Fl 3, 20) que simbolicamente situamos no alto, esquecemos muitas vezes que a porta do Céu não está lá em cima, mas em baixo, na obediência até à morte. De facto, se podemos viver a Quaresma como subida a Jerusalém, esforçando-nos por atingir o cimo do Calvário, espiritualmente também a devemos encarar como descida com o Senhor até à morte de Cruz que era, para o povo de Israel, a situação mais baixa e mais horrível a que alguém podia chegar. Sem essa descida ao fundo do mar no qual o Senhor abriu uma passagem, como sairia o povo de Israel da terra da escravidão para a liberdade da Terra Prometida? Sem essa descida aos Infernos, que sentido poderia ter a Páscoa de Jesus para quem, escravo do pecado, experimenta e aguenta situações de inferno já nesta vida presente? Nós proclamamos no Credo que o Senhor, ao morrer, e antes de ressuscitar e de subir aos céus, desceu aos infernos. A morte é parte integrante da Páscoa, e sem descer até ela, sem aceitar morrer para o pecado com Cristo e ressuscitar com Ele para a vida nova de filhos de Deus ninguém pode, em boa verdade, celebrá-la frutuosamente.  É que não se trata de um faz de conta, trata-se da iluminação transformadora da nossa realidade mais profunda, pois quem peca é escravo do pecado (Jo 8, 34) e está morto espiritualmente, como Lázaro quando estava no sepulcro.

2 – Deste Evangelho admirável da Ressurreição de Lázaro, aprendamos ainda a importância da oração das suas duas irmãs, que intercedem por ele. Mas fixemo-nos sobretudo na profissão de fé de Marta em Jesus que Lhe diz: Eu sou a Ressurreição e a Vida! Quem acredita em Mim, ainda que tenha morrido viverá, e todo aquele que vive e crê em Mim, não morrerá para sempre (Jo 11, 25-26). De facto, para nós cristãos, a fé na Ressurreição não se resume em acreditar que um dia, no último dia, ressuscitaremos, mas expressa a adesão confiante que agora nos une a Jesus Cristo. A Ressurreição e a Vida é Ele, o Senhor. Nesta adesão em que, pelo Seu Espírito, nos torna participantes da Sua natureza divina, recebemos a Sua própria Vida e o poder de realizarmos as Suas mesmas obras, ou seja, passamos da morte para a Vida. Como está escrito na 1ª Carta de S. João, nós sabemos que passamos da morte para a vida (ou seja, que ressuscitamos), porque amamos os irmãos (1 Jo 3, 14). Esse amor começa em nós com o reconhecimento de que somos amados por Jesus e manifesta-se no facto de que, realmente, pelo Seu Espírito, também nós O amamos a Ele.

3 - Meus caros irmãos e irmãs: celebrar e viver a Páscoa é acolher, pela fé, esta oportunidade que Cristo nos oferece de passarmos com Ele da escravidão e da morte que é viver segundo a carne, para a gloriosa liberdade de filhos de Deus e para a Vida Eterna. E, por isso, não tenhamos medo de responder a Jesus: Senhor, vem e vê, e de Lhe mostrar a podridão que o pecado realizou em nossas vidas. Como nos ensina S. Paulo, os que vivem segundo a carne não podem agradar a Deus (Rm 8,8). Por isso, aproximemo-nos de Cristo, o único Médico que pode salvar-nos da morte. Para passarmos de uma vida segundo a carne para uma vida segundo o Espírito precisamos de morrer com Ele para vivermos na docilidade ao Seu Espírito e nos tornarmos propriedade Sua e Sua presença salvadora no meio do mundo, pelo Seu Espírito que habita em nós (Rm 8,11).

Reparareis certamente, caríssimos irmãos, na profecia de Ezequiel que iremos escutar na primeira leitura do próximo  domingo: quando o Senhor promete ressuscitar o Seu povo libertando-o do cativeiro da Babilónia, como afirma que vai realizar essa obra maravilhosa? Infundirei em vós o Meu Espírito e revivereis (Ez 37, 13)! Nos relatos da Paixão do Senhor escutamos que, ao morrer na Cruz, Jesus entregou o Seu Espírito. E porque será que o Tempo Pascal se encerra sempre com a Solenidade do Pentecostes na qual comemoramos a Vinda do Espírito Santo, Espírito do Pai, mas também do Filho, para que a Igreja possa manifestar ao mundo a vitória de Cristo sobre a morte?

4 – Reparemos finalmente que, para ressuscitar Lázaro, Jesus pediu a colaboração daqueles homens que, obedecendo à Sua palavra, retiraram a pedra da abertura do túmulo e libertaram Lázaro das faixas mortuárias que o envolviam. Hoje, para libertar as pessoas do pecado e as soltar das prisões da morte, Jesus precisa de colaboradores que O escutem e obedeçam às Suas palavras. Esses são os discípulos, esses somos nós. É nossa missão ajudar os que vivem segundo a carne a escutar a voz do Senhor que, nesta Páscoa, deles Se aproxima cheio de poder e de amor, para os chamar da morte para a Vida, para a Sua mesma Vida de Filho de Deus: Lázaro, vem para fora!

 + J. Marcos, bispo de Beja



33 conselhos para 24 horas

Bom dia a si que nos acompanha, onde quer que se encontre nestes tempos novos.

A ideia surgiu naturalmente na redação: se vamos ficar em “quarentena”, vamos pedir ajuda às religiosas de clausura sobre a melhor forma de viver este tempo. E a ajuda chegou, em forma de 33 conselhos para 24 horas, desde o mosteiro das Clarissas em Monte Real. Para ler aqui.

Do Vaticano, continuam a chegar palavras e gestos fortes do Papa. Desde já, sabemos que a semana de Francisco vai ficar marcada por duas iniciativas: um momento ecuménico de oração, em volta do Pai-Nosso, na quarta-feira, pelo meio-dia; e uma especial bênção ‘Urbi et Orbi’, na sexta-feira (17h00 no horário de Lisboa), com indulgência plenária.


Bispos deixam mensagens de esperança e solidariedade em transmissões na TV e redes sociais; no Porto, a diocese viveu um momento especial com a consagração a Nossa Senhora.


A ECCLESIA oferece-lhe uma emissão contínua, no nosso portal, com programas para ver ou rever, a qualquer altura. Temos ainda encontro marcado, como sempre, na RTP2, às 15h00 e às 22h45, na Antena 1.

Despeço-me com votos de boas notícias. Elas continuam, felizmente.
Octávio Carmo

domingo, 22 de março de 2020

«Proteged y formad a los hijos»: Michael O´Brien, a los católicos ante el «totalitarismo ideológico»

HEMEROTECA Autor de «El Padre Elías», una profecía de lo que se está viviendo ahora


Michael O´Brien es el autor de El Padre Elías, novela que han leído decenas de miles de personas en todo el mundo.




A sus 69 años, el canadiense Michael O´Brien, padre de seis hijos y ahora abuelo, es considerado por muchos como el mejor novelista católico vivo. Cientos de miles de lectores han leído El Padre Elías, la obra con la que se consagró mundialmente, y otras más que se convirtieron en una profecía de lo que se está viviendo ahora, y que con su tinte apocalíptico alertan de los nuevos totalitarismos que se dan en la sociedad actual.
En Francia acaban de publicar Le journal de la peste, novela que publicó en 1999 y que en español se editó bajo el título de La última escapada, y que anticipaba la realidad actual de la imposición escolar de la ideología de género: un padre que lo deja todo y huye con sus hijos, perseguido como un peligroso criminal por no querer que sean adoctrinados en el colegio.
Una revolución que afecta a todas las esferas
En una entrevista en Famille Chretienne, Michael O´Brien habla de la decadencia de Occidente y afirma que “los signos de decadencia son legión. Uno puede ver los síntomas en todas las artes, y especialmente en la glorificación del arte degenerado, la industria del entretenimiento y el poder de los nuevos medios para controlar y reformatear la conciencia. Estamos viviendo una revolución cultural y, de hecho, una revolución que afecta a todas las esferas”.
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Justin Trudeau, primer ministro de Canadá, el país del que es natural el escritor O´Brien es uno de los grandes referentes mundiales de la ingeniería social
Preguntado sobre el papel de los católicos en Occidente en este contexto actual donde son cada vez más arrinconados, el escritor canadiense alerta de que “estamos presenciando una revolución social y política impuesta a todas las naciones”. En primer lugar cita “la redefinición de la moralidad sexual, de la cual la revolución de género es un ejemplo obvio. Así como el surgimiento de una cultura de la muerte llamando bien al mal, y al asesinato de un niño en el vientre de su madre un gesto de compasión”.
"Ser signos de contradicción"
A su juicio, “estamos en un universo totalmente invertido. Por eso es tan vital para los católicos defender la verdad. Debemos aceptar, como Jesús, ser signos de contradicción. Pero una contradicción de amor y verdad al mismo tiempo”.
Michael O´Brien asegura que él no hace predicciones, pero en sus novelas que sí tienen tintes apocalípticos sí genera preguntas. “Si es el tiempo profetizado por Jesús, los apóstoles y los profetas, entonces la pregunta que debe hacerse es: ‘¿estoy en vela?’ Porque Jesús nos dice: ‘¡Estad en vela!’”.
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Puede comprar aquí el libro El Padre Elías en Jerusalén de Michael O´Brien
En general las políticas de los dirigentes de los países occidentales como el caso de Trudeau en Canadá, país del escritor, Macron en Francia o Sánchez en España van contra los ideales cristianos. Ante esto, O´Brien cree que “cada vez que una idea va contra la vida y los Evangelios proviene de un espíritu del Anticristo. Pero hay que tener cuidado. No podemos rechazar esto o a aquel líder diciendo: ‘Este es el Anticristo’. Vivimos en medio de este espíritu que impregna todo el mundo occidental . En su primera epístola, el apóstol San Juan dice que un día vendrá el hombre de pecado, el verdadero Anticristo. Y muchos anticristos primitivos lo prefiguran.
El don de la esperanza
Ante esto es necesaria la “esperanza”.  El escritor canadiense asegura que el optimismo, la desesperación, la rabia o el miedo no son cristianas. “Es natural sentir miedo, disgusto o desánimo. Pero luego tenemos que volvernos profundamente a Cristo y pedirle la gracia. La virtud del valor es natural, la esperanza es un don sobrenatural de Dios. Y así, cuando nos enfrentemos a la oscuridad del mundo debemos pedir el don sobrenatural de la esperanza”.
¿Qué deben hacer los católicos en el mundo de hoy? Ante esta pregunta, el autor de El Padre Elías lo tiene claro: “Hay que formar y proteger, sin duda con prudencia, a nuestros hijos. Pero, al mismo tiempo, nuestros corazones deben estar abiertos para amar a cada persona, incluso a nuestros enemigos. Sin compromiso, pero también sin miedo”.
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Sin alejarse de lo que ocurre en su país, el gran laboratorio de la ideología de género, O´Brien afirma que en Canadá por ejemplo se produce “un ataque a la familia”, la eutanasia es completamente legal y ahora cualquiera puede ser “sacrificado” sólo por estar deprimido o ser enfermo mental. “Estoy convencido de que uno de los síntomas del totalitarismo es que algunos seres humanos son desechados”, sentencia.
El papel de los pastores
No son tiempos fáciles para la Iglesia, con la grave crisis de los abusos sexuales que la está sacudiendo. Michael O´Brien espera de los obispos  que sean verdaderos pastores. “Su principal responsabilidad es la salud de su rebaño. Los terribles escándalos en EEUU son extremadamente dolorosos para los obispos. Pero tal vez el Señor permita que estos escándalos se vuelvan visibles para que la decadencia secreta emerja y se purifique. Y para que la Iglesia, esposa de Cristo, se prepare para encontrarse con su Esposo”.
A su juicio, “la purificación del mundo está en progreso. Pero debemos rezar por el rebaño y para que esta purificación se realice tanto en la verdad como en la caridad. Y no se sacrifiquen ovejas, ni hijos, ni jóvenes. Un buen pastor no sacrifica sus corderos, él da su vida por ellos. La tarea que tenemos ante nosotros es rezar como nunca hemos rezado por la limpieza y la fortaleza de la Iglesia. Pero no podemos reparar la Iglesia por nuestra cuenta, sólo la Iglesia puede hacerlo”.

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Cardenales y obispos de todo el mundo en Medjugorje: ¿Qué está pasando? Lo explica Jesús García…

Más de 80.000 jóvenes han participado en el Festival de la Juventud estos días


El Festival de la Juventud ha reunido en Medjugorje estos días pasados a más de 80.000 personas / Fotos- Centro Medjugorje




Con asistencia de 80.000 peregrinos y, por primera vez, de un buen número de cardenales y obispos, se ha celebrado del 1 al 5 de agosto el XXX Festival de Jóvenes de MedjugorjeCari Filii News ha entrevistado al respecto al reportero y escritor español que más ha estudiado y conocido el fenómeno de Medjugorje, Jesús García, quien explica el nuevo contexto otorgado por Roma a la parroquia de Medjugorje y su particular idiosincrasia.
-¿Qué ha pasado esta pasada semana en Medjugorje?
- Se ha celebrado el Encuentro de Jóvenes de Medjugorje, un evento que se viene celebrando desde 1989 ininterrumpidamente, y que congrega cada año a decenas de miles de peregrinos de todo el mundo.
-Por contextualizar, ¿qué es exactamente este encuentro de Jóvenes?
-Fundamentalmente un encuentro testimonial y de oración. Durante cinco días se suceden los testimonios de vida cristiana, generalmente relacionados con la espiritualidad de Medjugorje, y los actos litúrgicos y de oración. Tiene una historia muy bonita en sus inicios.
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Jesús García es autor del libro Medjugorje, que abrió las puertas de este lugar mariano a miles de personas
-¿Cuál es esa historia?
- Pues que en realidad el Festival de Jóvenes de Medjugorje fue una idea del padre Salvo Barbaric, un franciscano croata que se sacó esta actividad de la manga para hacer algo diferente con los jóvenes de la parroquia durante el largo verano. El primer año, en 1989, se reunieron unos 30 jóvenes de la parroquia con 4 frailes. Se reunían en un salón parroquial, por supuesto no en la explanada, como ahora, y cantaban alabanzas, oraban juntos, compartían testimonios de fe, celebraban los Sacramento y adoraban la Eucaristía. Se da la circunstancia que el padre Salvo Barbaric ya en 1989 estaba suspendido a divinis por el obispo de Mostar. Falleció en 2000 aún suspendido, en medio de un inmenso dolor por una situación tan injusta e inmerecida. Pero lo que hoy admira todo el mundo, es un fruto de su oración, de su entrega y de su vida. Él jamás pensó que un día vendrían a celebrar su Festival miles de jóvenes de todo el mundo, cardenales y obispos, como ha sucedido este año, pero la historia de nuestra Iglesia nos cuenta que así ha sido la vida de muchos santos.
-¿Es como una JMJ?
-Es diferente. Ambas experiencias son muy recomendables, por supuesto. Pero Medjugorje es una gracia especial, más allá del Festival de Jóvenes. Es inexplicable, aunque yo siempre digo lo mismo: lo que he vivido aquí, en Medjugorje, especialmente en el Festival de Jóvenes, no lo he visto ni vivido nunca en otro lugar: ni en Roma, ni en Tierra Santa, ni en una JMJ, ni en el Camino de Santiago… es algo parecido a lo que debieron vivir los coetáneos de Bernadette en Lourdes en los tiempos de las apariciones, o en Fátima con Lucia, Jacinta y Francisco. Es una experiencia mística compartida.
-Da la sensación de que Roma ha levantado el brazo respecto a Medjugorje. ¿Qué ha pasado para que la semana pasada hayan presidido las celebraciones cardenales, nuncios o el Presidente del Consejo Pontificio para la Nueva Evangelización?
- Todo viene de que el Papa ha permitido las peregrinaciones oficiales, que no solo las privadas, de la Iglesia. Hasta hoy nadie tenía prohibido peregrinar a Medjugorje y participar de lo que allí se vive a título personal. Esto es importante aclararlo porque en demasiadas ocasiones se ha confundido al pueblo. Nunca jamás ha estado prohibido ir a Medjuogorje por nadie, ni creer en las apariciones que, no se puede negar, es el primer motivo que lleva a alguien a ir a Medjugorje. Lo que ha permitido el Papa es que cualquier realidad de la Iglesia, parroquias, movimientos, diócesis, congregaciones, colegios… organicen sus peregrinaciones, con su sello personal, con su nombre.
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El cardenal Puljic, arzobispo de Saravejo celebró la Eucaristía la pasada semana en Medjugorje
- Monseñor Enrik Hoser, el visitador apostólico del Papa en Medjugorje, dijo la semana pasada allí que “el Papa ha abierto las grandes puertas de Medjugorje”. ¿Qué significa esto?
-Leí las declaraciones del Monseñor Hoser y he de decir que discrepo en la forma, que no en el contenido. Entiendo lo que quiere decir, pero no es verdad que el Papa haya abierto las puertas de Medjugorje. El Papa, en todo caso, ha confirmado que están abiertas, y no las ha cerrado, que podía haberlo hecho. Pero las puertas de Medjugorje las han abierto, en primer lugar, Dios, que en su Divina Voluntad ha regalado a este mundo en este tiempo una gracia inimaginable para el hombre de hoy y su Iglesia.
En segundo lugar, la Virgen María, que con su presencia mística y real, no imaginada, ha obrado millones de milagros en millones de corazones durante estos 38 años ya, como sucedió antes en otros lugares como Fátima o Lourdes. Pequeños milagros inexplicables en el corazón de las personas que, sin verla a ella, sin participar de las apariciones como lo hacen los videntes, sí que han vivido la transformación interior de la conversión, el don del encuentro personal que todo lo cambia con Cristo y con su Iglesia.
En tercer lugar, las puertas de Medjugorje las abrieron los videntes, unos niños y adolescentes que se enfrentaron a un régimen comunista y a sus amenazas de muerte, de cárcel y a sus torturas físicas y psicológicas. En cuarto lugar, las puertas de Medjugorje las abrieron los franciscanos, empezando por el Padre Jozo Zovko, quien fuera el párroco de Medjugorje en el inicio de las apariciones, en 1981, quien sufrió cárcel y torturas físicas muy crueles por los eventos de Medjugorje, un mártir que no llegaron a matar, un confesor de la fe, al que, por cierto, mantienen alejado de Medjugorje. En quinto lugar, los millones, digo millones de peregrinos que desde 1981 han visitado Medjugorje respondiendo a una llamada, una inquietud interior absolutamente inexplicable y tantas veces incomprensible, que al volver a sus casas se han encontrado el rechazo y hasta la hostilidad de sus familias, amigos y parroquias o movimientos, manteniendo con mucho dolor lo que aprendieron en Medjugorje: la oración, los sacramentos, la Biblia, el ayuno… Y ahora ya, en sexto lugar y 38 años después, ha llegado la Curia.
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Quiero dejar esto claro porque, aunque entiendo lo que quiere decir Monseñor Hoser, no es del todo correcto. El Papa podía haber cerrado las puertas de Medjugorje, pero esas puertas, es 2019, no es que ya estuvieran abiertas, es que Dios y su Amor, a través de millones de fieles sencillos, ya las habían echado abajo. Y esto es una muy buena noticia para la Iglesia, para los hombres.
- ¿Por qué crees que el Vaticano, con participación directa del Papa, mira con ahora con buenos ojos Medjugorje?
- Roma lo ha hecho perfectamente bien. Es un tema complejo, difícil. Por un lado, estaban los millones de testimonios de fe que hablaban de los buenos frutos de Medjugorje. Por otro, la oposición casi irracional del obispo de la Diócesis. En mi libro Medjugorje explico el origen del conflicto entre el clero diocesano y el clero franciscano en Bosnia y Herzegovina, un conflicto que tiene más de 100 años de historia y que no es por Medjugorje. Pero el clero diocesano usó Medjugorje como arma arrojadiza. Yo creo, en mi opinión, que el obispo de Mostar, Mons. Rato Peric, personalizó el conflicto. Se equivocó. Y ahí viene la jugada de Roma.
Para empezar, los estudios e investigaciones, obviamente, no han encontrado fisuras por las que declararar Medjugorje como algo malo. Por otro, se dieron cuenta de un detalle muy importante. El obispo de Mostar cumplía 75 años, edad de jubilación de los obispos, en febrero de 2019. Que no estén unidos este hecho de la jubilación del obispo con el hecho de que se permitan las peregrinaciones y de que vengan a Medjugorje el vicario del Papa para la Diócesis de Roma, el Nuncio Apostólico en Bosnia, el Cardenal Arzobispo de Sarajevo y el presidente del Pontifico Consejo para la Nueva Evangelización, no unir ambos hechos, como digo, sería de una ingenuidad cómica.  En Roma han sido muy elegantes para dejar que monseñor Rato Peric se jubile y el Papa ha dejado claro con todos estos enviados que Medjugorje es incuestionable como realidad de la Iglesia, y, en mi opinión, no tardarán en declarar Santuario la parroquia de Medjugorje.
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-¿Pero significa este permiso para las peregrinaciones y esta presencia de la Curia, que las apariciones son ciertas?
-Digamos que, oficialmente no, y además se insiste en ello, pero de nuevo, no seamos ingenuos. Y es importante dejar clara otra cosa aquí: ninguno de los millones de peregrinos que desde 1981 han ido a Medjugorje lo han hecho por el Festival de Jóvenes, o por vivir una experiencia divertida, o por hacer amigos. Sí, todo eso lo han encontrado después, pero lo que ha movido a tantísima gente los últimos 38 años han sido las apariciones de la Virgen María.
-Medjugorje ha sido un evento muy cuestionado los últimos años. ¿Cómo ha vivido usted y los peregrinos este juicio casi diario?
 - Medjugorje y sus peregrinos, fieles y hombres de bien, de Iglesia, han sido atacados, insultados y difamados. Yo mismo he llegado a recibir llamadas de sacerdotes haciendo un abuso de su autoridad sobre mi trabajo sobre Medjugorje. No pasa nada, porque uno tiene la conciencia tranquila y está bien dirigido y acompañado espiritualmente, pero he visto cosas feas, muy feas y desagradables. Ten en cuenta que ha habido diócesis que han emitido prohibiciones sobre actividades relacionadas que Roma permitía. Una barbaridad.
-Usted es uno de los máximos divulgadores de los eventos de Medjugorje en España, de los que más lo ha estudiado y conocido. ¿Qué piensa ahora que parece que Roma confirma que, al menos, no hacían mal a nadie contando lo que allí pasaba?
“Medjugorje no se conoce leyendo libros ni discutiendo sobre si es mentira o verdad; Medjugorje se conoce rezado de rodillas”. Me lo dijo fray Ljubo Kurtovic, en 2007, un fraile de la parroquia que hoy da clases de Teología en Zagreb. Y es verdad. Cualquier persona que reza el Rosario, que lee la Biblia a diario y la medita, que procura ir a Misa más allá de los domingos, que ayuna y se sacrifica… ese es el que sabe y conoce sobre Medjugorje, incluso aunque no haya venido. Yo solo soy una persona que tuvo la inmensa suerte, el inmenso regalo, de que me enviaron aquí a trabajar. No había otro más inútil en la empresa en la que trabajaba, al que encargar venir aquí y hacer cuatro fotos. Por eso, mi alegría no viene de lo que diga o no nadie, sino de la inmensa experiencia del amor de Dios y de su Misericordia, de su Providencia, que he vivido aquí y aún vivo en mi casa y con mi familia. Por eso, recomiendo a todo el mundo a dejar de hacerse preguntas sobre Medjugorje y darle esa oportunidad a la Virgen María de enseñarles a ver las cosas de la vida con su mirada de aquí, de Medjugorje. Que no teman, ella les sorprenderá.
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-¿Cuál será el siguiente paso de Roma sobre Medjugorje?
- Como he dicho, declarar santuario la parroquia. Supongo que, como en Fátima, se construirá un templo mayor. Es obvio que la parroquia de Santiago se ha quedado muy pequeña. Después, para evitar el problema que ha sucedido por el conflicto de la Iglesia en Bosnia, sacarán Medjugorje de la jurisdicción de la diócesis de Mostar, y crearán un vicariato o alguna figura así, algo parecido a lo que sucede en Asís.
- ¿Y el reconocimiento de las apariciones?
 - Bueno, el Papa ya dijo que la Comisión de Investigación sobre Medjugorje daba por verdaderas las apariciones de los primeros 8 días, por lo que oficiosamente ya se puede decir que en Medjugorje se apareció la Virgen. Pero una confirmación oficial yo espero y deseo que no lo lleguemos a ver en vida ninguno de nosotros. A mí me gustaría que Medjugorje se mantenga lo más sencillo posible, lo más cercano a lo que hemos conocido esto cuando no era casi nada para nadie… Yo solo espero, de verdad, que no toquen demasiado, que no intenten ahora inventar nada, porque Medjugorje funciona. Es un lugar de oración, de conversión, de paz, de vivencia muy sencilla y al mismo tiempo profunda de los sacramentos y del encuentro personal con Dios. Yo solo pido a la curia que venga con humildad a aprender, y no a enseñar. Los franciscanos han sido auténticos maestros de cómo vivir esta espiritualidad.
Los videntes han sido lo suficientemente obedientes como para decir solo lo que la Virgen les decía que dijeran, ni una coma más ni una menos. Medjugorje no necesita mucho más. En realidad no necesita nada más. No lo ha necesitado nunca, pues que, en la medida de lo posible, lo dejen como está.
Artículo publicado originalmente en Cari Filii.
El libro de Jesús García se puede comprar AQUÍ


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«Não nos abandonem»


«Não nos abandonem», é o apelo que as pessoas em situação de sem-abrigo repetem aos voluntários da Comunidade Vida e Paz, que noite após noite, saem das suas casas, furando o isolamento social, para garantir que os mais vulneráveis não passem fome.
A situação é relatada à Agência Ecclesia pela diretora-geral desta IPSS, Renata Ferreira, que apesar da generosidade dos voluntários, teme que a situação de agrave.
“Percebe-se que de dia para dia temos necessidade de aumentar o número de senhas que distribuímos e não sabemos o que vai acontecer nos próximos dias. O que prevejo é que o número continue a aumentar dadas a dificuldades que todo o país começa a atravessar no que diz respeito à sua economia. Acredito que vão surgir famílias muito carenciadas e que precisam de apoio”, lamenta.
D. Américo Aguiar rezou ontem pelos profissionais, sejam eles de saúde, comunicação social, do comércio ou demais, que não cessa, a sua função para que nada falte a quem tem de estar em casa.
“Para os que duvidam onde encontrar o rosto de Deus, encontrem-no no rosto dos médicos, enfermeiros, nos que trabalham nos lares, nos profissionais de comunicação, é o rosto de Deus que temos junto de nós para ultrapassar estas dificuldades”,
Nestes dias de emergência nacional e isolamento social, “descobrimos sedes que não tínhamos imaginado: nestes dias de menos horários descobrimos o rosto dos outros”.
“Há quanto tempo não olhavam durante tanto tempo, o rosto dos filhos? Estamos habituados a sair cedo e levar para o infantário ou creche, ainda de pijama, e trazê-los para casa, já de pijama prontos para a cama. A mulher que mudou o cabelo, os filhos que cresceram tanto, e que à mesa partilharam as suas preocupações… Reaprendemos a estar em família, a dar tempo para reaprender o próprio Senhor, que nos espera à beira do poço para nos saciar a sede e a fome”, afirmou.
As superioras gerais das congregações religiosas convidam todos a junatem-se hoje a um dia de oração e solidariedade, em “comunhão com todas as pessoas que têm sido afetadas pelo coronavírus”.
“Nós, religiosas e religiosos de todo o mundo, sentimo-nos chamados a responder à crise mundial do coronavírus em solidariedade com os outros, especialmente os mais vulneráveis e os que correm mais riscos, seguindo, em primeiro lugar, as diretrizes da Organização Mundial da Saúde e dos nossos próprios governo”, afirmam.
São apenas alguns destaques da Agência Ecclesia, mas há muito mais para ler, em termos informativos ou sugestões para fazer deste um tempo oportuno para si e para os outro, como nos desafiou Sandra Chaves Costa, do Gabinete de Escuta.
Continuamos a encontrar-nos por lá?
Tenha um excelente domingo, claro, está em casa!


 

sábado, 21 de março de 2020

A caridade como solução


Olá!
O novo coronavírus domina a atualidade, das preocupações ao fecho de locais públicos, da reserva de crianças e idosos ao isolamento geral de todos. #Euficoemcasa é o hastag que mais circula neste início de primavera que, quase nem dei pela chegada!

E neste tempo novo para todos a Caridade apresenta-se como uma marca de distinção do cristianismo como disse o bispo de Setúbal. 
Também o seminário de Aveiro mostrou esse rosto da caridade e cedeu uma ala aos profissionais de saúde do hospital distrital. 

Já colocou o dia 25 de março na sua agenda? A Igreja católica convocou este dia como momento nacional de oração, no santuário de Fátima. Leia mais aqui.
E olhando já o futuro podemos perceber o que vai mudar nas celebrações da semana santa nesta Quaresma tão diferente, que a torna especial.


A si que nos lê a cada manhã desejo que fique por casa, cuide de si e dos seus, e aproveite ao máximo este tempo de abrandamento na vida de cada um. Aproveite para pôr a leitura em dia, para ver um bom filme ou simplesmente viver tempo em família. São tantas as sugestões, também no portal de notícias as encontra…
Tenha um bom dia e uma vida feliz!
Sónia Neves