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quinta-feira, 31 de março de 2016

Por pressão da Disney e de outras multinacionais o lobby gay ganha força na Geórgia, EUA

O governador veta a normativa que teria protegido as crenças religiosas. Decisivas as pressões da Disney e de outras multinacionais



Nos Estados Unidos, o Lobby gay voltou a fazer sentir o seu peso e o seu poder de chantagem. O último episódio foi na Geórgia, que também é um dos estados do Sul mais ligados aos valores tradicionais.

A assembleia parlamentar da Geórgia havia votado nas últimas semanas uma lei para proteger a liberdade religiosa e a objecção de consciência: cada ministro do culto estaria isento da obrigação de celebrar matrimónios entre pessoas do mesmo sexo, assim como as organizações e os cidadãos individuais estariam liberados da obrigação de fornecer serviços aos gays, para salvaguardar as próprias convicções religiosas ou éticas.

O governador republicano Nathan Deal, porém, vetou a normativa. “Não acho que devemos descriminar nenhuma pessoa para proteger a fé da comunidade da Geórgia da qual eu e a minha família fizemos parte durante toda a nossa vida”, declarou Deal.

“A Geórgia é um Estado acolhedor, feito de pessoas gentis – acrescentou o governador – a nossa gente trabalha a cada dia lado a lado sem olhar para a religião ou para a cor da pele, procurando fazer a vida melhor para as suas famílias e para a comunidade. Eu tento fazer a minha parte para manter este carácter da Georgia”.

Nessa decisão pesaram as pressões de fortes poderes, a nível industrial, de negócios, desportivo e cultural. Multinacionais como a Disney, Marvel e Warner Bros tinham ameaçado não passar mais nenhum filme no Estado, enquanto que a National Football League temia a possibilidade de que Atlanta não recebesse mais o Superbowl.

Enquanto isso, uma campanha similar está começando na vizinha Carolina do Norte, onde os movimentos LGBT estão contestando um projecto de lei – apoiado tanto pelo Parlamento que pelo governador Pat McCrory – que proibiria protecções especiais em base a orientação sexual e identidade de género.

O conflito, neste caso, poderia ser recalibrar-se entre as autoridades da Carolina do Norte e o Supremo Tribunal dos Estados Unidos, que, especialmente após a decisão no verão passado que legalizou o casamento homossexual em todo o território nacional, está pressionando pela protecção dos direitos dos homossexuais e pessoas trans em todas as formas possíveis.

Enquanto isso, os municípios das cidades mais liberais nos Estados Unidos estão adoptando regras muito permissivas, permitindo, entre outras coisas, a escolha dos banhos públicos com base na identidade de género, enquanto os empregadores são proibidos de despedir os trabalhadores por serem gays.

Precisamente na Carolina do Norte, a cidade de Charlotte aprovou banheiros públicos “gay friendly”, despertando a oposição daqueles que – como o senador republicano Andrew Brock – argumentam que a presença de homens vestidos de mulheres nos banheiros femininos poderia representar uma potencial ameaça pedófila para as meninas.


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Paquistão: as madrassas e os “cristãos das catacumbas”

Que clima reina no país após os ataques da Páscoa?



No domingo da Ressurreição, o Paquistão mergulhou de novo nas profundezas do ódio e da morte. Em Lahore, na região central do país, um suicida se explodiu em um parque repleto de famílias que celebravam com alegria.

O saldo (infelizmente) provisório é de 72 vítimas, incluindo 30 crianças, e pelo menos 340 feridos. A maioria pertence à comunidade cristã do Paquistão, 4% de uma população de preponderância muçulmana e que é alvo, pela enésima vez, de ataques atrozes.

A chacina alimentou um clima de tensão e de alarme. Em conversa com Zenit, quem fala desse clima é o professor Shahid Mobeen, que lecciona Pensamento e Religião Islâmica na Pontifícia Universidade Lateranense e é fundador da Associação de Paquistaneses Cristãos na Itália.

“Após o ataque, as minorias religiosas ficaram apavoradas. É difícil sair de casa”, explica ele, com base nos contínuos testemunhos que recebe por telefone de seu país. Mobeen conta que sua irmã estava em Lahore no domingo. Com ela e outros membros da família “está tudo bem”, porque tinham ficado em casa com outros parentes.

Parece que retornaram os tempos das catacumbas para os cristãos do país asiático. “Muitos pais estão evitando mandar os filhos para a escola e muitos também evitam os locais de maior aglomeração”.

Era o caso, no domingo, do parque infantil de Gulshan-e-Iqbal, onde muitas famílias cristãs comemoravam a tarde de Páscoa depois de terem participado das celebrações religiosas.

O ataque foi reivindicado pelos jihadistas do grupo Jamatul Ahrar, ligado ao principal grupo do Taliban paquistanês (Tehrik e Taleban Pakistan – TTP). Pode ser uma mostra de força do Taliban diante do Estado Islâmico (EI), que busca apoio entre as franjas mais extremistas do islão no Paquistão. Mobeen recorda que, “recentemente, foi desbaratado um grupo que pretendia criar uma filial do EI no Paquistão. Existem campos de treinamento onde os mujaheddin são recrutados pelo EI para cometer ataques não só no Paquistão, mas também no exterior”.

Muitos analistas interpretam o ataque em Lahore como um sinal enviado ao governo, que tem se mostrado disposto a alterar a lei anti-blasfémia introduzida em 1986 e que vem gerando muitas injustiças (e vítimas) entre os cristãos. Além de condenar à pena de morte quem “insulta” a religião islâmica, essa lei tem sido usada muitas vezes como pretexto para indiciar, aprisionar e até linchar sem prova alguma os assim chamados “infiéis”.

“Eu não acho que seja um sinal desse tipo”, objecta Mobeen. Ele acredita que, com este ataque, o grupo TTP “quis registar a sua presença em Lahore para o primeiro-ministro Nawaz Sharif”, que é da cidade. O professor recorda ainda que o Talibã “já atacou várias outras áreas do país, como as que fazem fronteira com o Afeganistão e as do Sul”.

A demonstração de instabilidade do Paquistão ameaça a visita do papa Francisco, que recebeu o convite do governo de Islamabad faz algumas semanas. De acordo com Mobeen, a presença do papa no Paquistão se torna agora uma quimera, porque o ataque “mostrou todas as falhas de segurança das autoridades” – autoridades, aliás, que, apesar dos discursos, parecem impotentes diante do crescimento do fundamentalismo islâmico, atribuído por Mobeen ao papel das madrassas, escolas corânicas que, ao longo dos anos e graças a abundante financiamento do exterior, têm corroído lentamente a educação pública no país.

Mobeen observa que os pais, “muitas vezes, sem contarem com escolas do Estado, são obrigados a enviar seus filhos às madrassas”, onde as crianças podem acabar doutrinadas para a jihad. Especialmente quando essas instituições são zonas francas do islamismo mais radical, livres de qualquer monitoramento.

“De 40 mil madrassas no território nacional, as registadas pelo Estado e que seguem um mínimo do currículo não chegam a 8.000”, diz Mobeen. Isto significa que “cerca de 32 mil madrassas, frequentadas por centenas de milhares de crianças, são potenciais promotoras da ‘guerra santa’ contra o Ocidente, contra a democracia e contra as instituições”.

Para mudar a situação, Mobeen pede ao governo paquistanês que reactive o Ministério Federal das Minorias, porque “nós, cristãos, não somos dhimmi (indivíduos não-muçulmanos) a ser protegidos, mas sim co-fundadores do Paquistão com pleno direito de cidadania”. A paz não passa pela protecção de uma minoria, mas pelo reconhecimento da igualdade de oportunidades.


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De Assis, diretrizes contra a Terceira Guerra Mundial

Apelo do padre Mauro Gambetti, Custódio do Sacro Convento de Assis

  Igreja e Religião


Ao que está acontecendo não podemos responder com o silêncio. Já está sendo travada a “Terceira Guerra Mundial”, e a Europa, ferida no coração e desafiada repetidamente, não pode mais permanecer na janela, observando o que acontece no Oriente Médio, na África e em outros países aparentemente distantes. Não pode sequer limitar-se a actualizar programas e convenções para acolher refugiados.

O terrorismo transversal, inflamado pelos proclamadores de uma “guerra santa”, obriga os governos e os cidadãos a tomarem posição: esconder-se como ratos ou dar a cara. Guerra santa? Misericórdia.

Vem à mente João Paulo II, que, em 1986, em plena Guerra Fria, convocou a Assis os líderes mundiais das religiões para rezar pela paz no mundo. As intenções beligerantes dos EUA e da URSS foram desafiadas pela paz e o apelo para se silenciarem as armas durante um dia terminou com as palavras atribuídas a São Francisco: “Onde houver ódio, que eu leve o amor […] onde houver guerra, que eu leve a paz”.

Depois, desabam muitos muros. Durante o conflito na Bósnia e Herzegovina, em 1993, o papa chamou novamente os líderes religiosos das principais fés monoteístas e de novo interveio apontando o caminho da reconciliação. Depois do ataque às Torres Gémeas, cristãos e muçulmanos pareciam querer alçar o próprio Deus como sinal para derrotar um ao outro, matando-se mutuamente.

E, mais uma vez, cansado e desgastado, mas perseverante, o papa convocou novamente em Assis todas as religiões do mundo. Alto ergue-se o brado uníssono de todos os líderes: “Violência nunca mais! Guerra nunca mais! Terrorismo nunca mais! Em nome de Deus, cada religião leve ao mundo a justiça, a paz, o perdão, a vida, o amor!”.

Neste ano completa seu trigésimo aniversário o primeiro encontro – e os frades franciscanos de Assis, junto com a Comunidade de Santo Egídio e a diocese, escancaram as portas para um novo encontro entre os líderes das religiões do mundo. Uma oração conjunta e uma palavra unânime, fruto de uma reflexão partilhada, é a resposta que queremos suscitar.

De 18 a 20 de Setembro, dois dias de painéis de discussão e uma jornada de oração. Com os líderes religiosos, são convidados políticos, representantes da ciência e da cultura, agentes de paz e todos os homens de boa vontade. Quem quiser, venha para Assis!

Juntos nos perguntaremos: quais são os princípios reconhecidos por todas as religiões para a coexistência pacífica? Qual é o contributo que a política, a ciência e a cultura em geral podem propor para um conjunto de directrizes focadas na convivência humana?

Diante da violência furiosa, as religiões devem dar ao mundo uma mensagem convergente. A política deve fazer o esforço de traçar a rota rumo à justiça e à paz entre os povos, combinando cada projecto com a sustentabilidade ambiental.

Nas principais praças do mundo, do oriente ao ocidente, proclamaremos o pensamento que vai emergir dos encontros e diálogos de Assis. E cultivaremos um sonho: que a Itália seja exemplo de integração de culturas, assumindo as directrizes de Assis na lei e nos decretos. Talvez possa estender-se o modelo aos países europeus e, em seguida, a todos os países membros da ONU.

Acreditamos que a estrada de Assis, a estrada da fraternidade humilde traçada por Francisco, vivida na estrada antes mesmo que nos conventos e caracterizada pela “recíproca submissão”, seja a resposta dada.


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Retiro espiritual online prepara os jovens para a JMJ Cracóvia 2016

Nessa ocasião os convidados para conduzir a meditação são o bispo auxiliar de Cracóvia, dom Grzegorz Ryś, e o padre Peter Hocken. Eles irão falar sobre a Divina Misericórdia, as preparações para a Jornada Mundial da Juventude e o papel da Eucaristia na vida dos discípulos de Cristo



No próximo dia 2 de Abril, 11º aniversário da morte do Papa João Paulo II e também véspera do Domingo da Divina Misericórdia, o comité organizador da JMJCracóvia 2016, pela quinta vez, organizará uma jornada de palestras espirituais em preparação para a Jornada Mundial da Juventude.

Nessa ocasião os convidados para conduzir a meditação são o bispo auxiliar de Cracóvia, dom Grzegorz Ryś, e o padre Peter Hocken. Eles irão falar sobre a Divina Misericórdia, as preparações para a Jornada Mundial da Juventude e o papel da Eucaristia na vida dos discípulos de Cristo.

“Eu desejo que a Jornada Mundial da Juventude seja um tipo de revolução para os jovens, que possam ser capazes de ver a si mesmos no contexto de outros e ver que ser uma pessoa de fé não é algo constrangedor, é algo fantástico, e que temos algo para dar ao mundo”, disse o Padre Artur Godnarski, Secretário da Equipe de Nova Evangelização da Conferência Episcopal Polaco, durante o 4º encontro POR NÓS E PELO MUNDO INTEIRO no dia 19 de Março.

O encontro será transmitido online em polaco, inglês e espanhol no website oficial www.krakow2016.com


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Dom Sebastian: “Ainda que atravessando um período de grandes dificuldades, devemos aprender a reerguer-nos”

O arcebispo de Lahore, D. Sebastian fala sobre o atentado no Paquistão, que causou a morte de 72 pessoas e deixou 300 feridos

  Igreja e Religião

Mons. Sebastián Francis Shah, Arzobispo De Lahore. Foto: AIN
“Visitei cada vítima na sua cama de hospital independentemente da sua fé. Foi realmente muito difícil, porque vi realmente muitas crianças de apenas 4 ou 5 anos, cristãs e muçulmanas, feridas ou assassinadas neste terrível atentado”. Assim falou o arcebispo de Lahore, D. Sebastian, à Fundação AIS, logo após o atentado de domingo de Páscoa, no Paquistão, que causou a morte de 72 pessoas e deixou 300 feridos.

O Arcebispo explicou que, na comunidade cristã paquistanesa, é habitual nos dias de festa como a Páscoa ou o Natal, depois da Missa e do almoço, as famílias darem um passeio ao parque, continuando o clima de celebração.

“Depois do atentado do ano passado contra duas igrejas cristãs no bairro de Youhanabad, temíamos que pudesse repetir-se a desgraça, pelo que o Governo procurou prover-nos de todas as medidas de segurança necessárias para proteger as igrejas, mas ninguém pensou nos parques públicos”, explicou o prelado. De facto, segundo D. Shaw, na tarde do Sábado Santo, as autoridades puseram em marcha todas as medidas de segurança necessárias.

Sebastian considera plausível que o objectivo dos terroristas fosse atingir a comunidade cristã, mas sublinha que entre as vítimas mortais e os feridos se encontram também muitos muçulmanos.

O prelado ofereceu consolo também a estes últimos. “Animo os meus fiéis a não perder a esperança porque, ainda que atravessando um período de grandes dificuldades, devemos aprender a reerguer-nos, assim como Jesus soube levantar-se ao carregar a cruz. E assim devemos ser capazes de avançar apesar do peso da cruz, porque Deus está sempre connosco.


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Quem tem medo de Deus? O Ocidente entre cristianofobia e o retorno do fundamentalismo religioso

Dados, análises e reflexões no Sétimo Relatório sobre a Doutrina Social no mundo, aos cuidados do Observatório Internacional Cardeal Van Thuân


Christian Women In Kurdistan - Acs Italia
Os atentados de Paris e Bruxelas, apesar de monstruosos, são somente o último episódio de uma guerra internacional assimétrica e não convencional que coloca no cenário o elemento religioso, embora deformado e manipulado, de modo perturbador.

Mas, quem está por trás? Qual é o objectivo final? Como é possível que a Europa pareça indefesa como nunca antes? São somente algumas das perguntas que inspiraram o novo Relatório Anual do Observatório Internacional Cardeal Van Thuan sobre a Doutrina Social da Igreja no mundo em distribuição nos próximos dias pelas livrarias italianas, editora Cantagalli, totalmente dedicada à revitalização socio-política dos fundamentalismos religiosos dos últimos anos (cfr. G. Crepaldi – S. Fontana, Settimo Rapporto sulla Dottrina Sociale della Chiesa nel Mondo. Guerre di religione, guerre alla religione, Cantagalli, Siena 2016).

Os fenómenos observados pelos estudiosos do Observatório são de dois tipos: por um lado, detecta uma situação real e verdadeira de “cristianofobia” (para lembrar uma expressão já introduzida no magistério papal de Bento XVI), tendencialmente sistémica, em escala global: há, ou seja, uma caça ao cristão difundida e praticada a nível planetário, pelos motivos mais variados, que – caso não seja interrompida – com esta média de vítimas corre o sério risco de passar para a história como a mais crenta de todas. Por outro lado, não passa praticamente um dia sem que o Papa Francisco lembre que hoje existem mais mártires do que no Império Romano.

Por isso, no entanto, a comunidade internacional – tanto a nível institucional, quanto dos meios de comunicação – ainda não produziu uma reflexão culturalmente adequada. Talvez estejamos chocados pelo último massacre terrível (como o caso das quatro pobres freiras de Madre Teresa massacradas no Iémene há poucos dias), mas, passado o eco do momento, tudo volta como antes sem que a grandeza dos fatos em jogo (pense-se também no caso incrível de Ásia Bibi ainda na prisão e na condição de milhões e milhões de cristãos no País, como o Paquistão, a Nigéria, o Sudão, a Eritreia, o Iraque, o Afeganistão e toda a Península Arábica) dê origem a uma séria tomada de consciência da gravidade da “catástrofe humanitária” em andamento, para usar as palavras até mesmo das ONG mais laicas presentes há tempo nas áreas de crises citadas.

Por outro lado os autores – coordenados pelo presidente e fundador do Centro-estudos, o arcebispo de Trieste, Dom Giampaolo Crepaldi, ex-secretário do Pontifício Conselho da Justiça e da Paz e do Director, o professor Stefano Fontana, há anos dedicado ao estudo jus-filosófico dos processos de secularização – apontam que, nesta guerra global não declarada à presença cristão, corresponda no Ocidente, e na Europa especialmente, portanto no berço do cristianismo, uma especular e não menos violenta, ‘guerra à religião’ tout-court. Uma guerra que também desafia a missão da Igreja de várias maneiras, expulsando firmemente os símbolos da fé dos lugares públicos, ridicularizando os seus representantes na cultura da comunicação e na arena política, usando até das leis do Estado para impedir as últimas resistências (impedindo, por exemplo, o exercício da objecção de consciência nos casos com implicações bioéticas ou começando uma obra de laicização em massa nas escolas).

Trata-se, neste caso, de outro tipo de guerra, que se combate em um nível cultural-propagandístico e no nível jurídico-político, de natureza ‘silenciosa’, e que aparece pouco porque não faz mortes no sentido físico, mas a longo prazo tem um efeito não menos devastador em todas as comunidades religiosas que vêem as suas presenças nas praças públicas sempre menos tolerada e aceita, como se o crente – pelo facto de ser crente – não fosse uma parte plenamente representativa da comunidade civil.

Para sair disso, os estudiosos desejam um retorno forte da razão, livre finalmente de todo preconceito ou estereótipo anti-religioso, e uma re-descoberta daquele direito natural que desde sempre, muito além das simples diferenças étnicas, linguísticas e geográficas continua a ser a medida de avaliação mais confiável para avaliar a bondade e a idoneidade da religião na vida pública dos povos. Imaginar uma civilização sem religião é pura utopia – nunca na história existiram civilizações assim, muito pelo contrário – mas é também verdade que só a religião verdadeira, Revelação de um Deus que ama e se preocupa por todos os aspectos da vida do homem, produz uma real civilização, ou seja, um desenvolvimento que seja harmonicamente material, humano e espiritual.


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El actor Morgan Freeman dice que, a cierta edad, la gran pregunta de la vida es tu relación con Dios

ReL  31 marzo 2016

Morgan Freeman en una escena del documental
La Historia de Dios
El famoso actor Morgan Freeman, a los 78 años, dice que con cierta edad las grandes preguntas de la vida cobran seriedad. Hoy tiene claro que la gran pregunta de la vida que cada persona tiene que hacerse es acerca de su relación personal con Dios. "Esa pregunta es la verdadera lucha que uno bate durante toda su vida, sobre todo cuando uno llega a una edad", explicaba en una entrevista en agencia Efe.

Durante 40 días ha viajado por 7 países filmando un documental sobre el sentido religioso en distintas culturas y religiones.

Él no se educó en una familia religiosa durante su infancia en Memphis (EEUU), pero con los años y los golpes de la vida hoy explica que sí cree en un Dios Creador y Todopoderoso. En el documental comenta que el tema de Dios siempre le interesó.

Es un tema profundamente humano, que afecta a las grandes preguntas que todas las personas se hacen, sobre el mal, la muerte o el sentido de la vida. Eso le ha llevado a volcarse en el documental "La historia de Dios" en National Geographic.

La serie, una idea que nació hace seis años tras visitar la basílica de Santa Sofía de Estambul, consta de seis episodios: Afterlife (La vida después de la muerte), End of Days (El fin de los días), Creation (Creación), Who is God? (¿Quién es Dios?), Evil (Demonio) y Miracles (Milagros).


Freeman ha viajado hasta Israel, el Vaticano, India, Mongolia o Egipto en busca de las respuestas que los grandes interrogantes de la vida. "En los últimos meses, he viajado a decenas de ciudades y he podido unirme a la llamada a la oración en El Cairo, he aprendido a meditar con un líder budista, visitado los templos mayas de Guatemala y he discutido sobre razón y fe en la Academia Papal de Ciencia", contó. Le habría gustado encontrarse con el Papa Francisco pero no pudo ser.

El actor explica que el viaje no ha hecho cambiar su espiritualidad, pero sí ha aumentado su conocimiento sobre las grandes religiones y su historia.

La propuesta budista e hinduista sobre la reencarnación, por ejemplo, no le convence. "En el caso de que vuelvas a la vida será en forma de pez o hierba y entonces tampoco vas a tener conciencia de retorno", afirma. ¿En qué sentido se puede decir que eres "tú" si eres un pez, piensas como pez, sientes como pez, no hay nada de lo que eres en ese pez?

Lo bueno de viajar es que da perspectivas amplias. Freeman ha constatado que "no importa donde vayas, en el rincón del mundo en el que te pierdas, siempre encontrarás muy presente la idea de Dios".

Él logró perderse en un lugar donde la gente ni le conocía, a él, con su Oscar y sus cien películas. "Era una zona del norte de la India. Un remanso de paz. Para mí, el cielo".

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En el Vietnam comunista, 200 catecúmenos se bautizan cada Pascua en una parroquia pobre de montaña

La población católica crece un 10% cada año

Catecúmenos de blanco dispuestos para ser bautizados en la noche de Pascua
ReL 31 marzo 2016

En el sur de Vietnam, en el distrito Krong No, el terreno es montañoso y los desplazamientos difíciles. Muchos católicos, muy dispersos en esta zona rural deben desplazarse 80 kilómetros para ir a misa a la parroquia de Quang Da. Pero aquí, en esta zona pobre y difícil, la fe católica va creciendo, con más de 200 bautizos de adultos cada Pascua en la parroquia.
 
La iglesia, explica la agencia AsiaNews, fue fundada en los años noventa, y está cerca de la frontera con Camboya y a 250 kilómetros de la capital vietnamita. Los habitantes son en su mayoría empleados de fábricas y agricultores, pobres unos y otros.
 
En 2008 las distintas capillas de Quand Dá adquirieron la categoría conjunta de parroquia. Entonces eran unas mil familias católicas, unas 3.600 personas. Hoy los católicos son unos 6.000, lo que significa que rozan el 10% de la población del distrito y que crecen al ritmo de un 10% anual.
 
En 1999, Anton Nguyen Phi Húng no era todavía sacerdote y trabajaba como diácono en la parroquia de Phúc Loc. Los parroquianos vivían lejos de la iglesia y lejos unos de otros. Húng intentó reunirlos y visitar a los más lejanos. En un blog local, los parroquianos se lo agradecían: “Hermano Húng, nos has visitado. Has escalado montañas y atravesado ríos para visitar a cada familia. Gracias a tus visitas regulares, por muchos días y meses, las comunidades en el distrito de Krong No, renacieron”.
 

Húng fue ordenado sacerdote en el año 2000. Llegó como vicario parroquial a Phúc Loc y en su primer año bautizó a centenares de personas, niños y adultos y “legalizó” centenares de matrimonios entre católicos y no católicos.
 
En 2006 le encargaron este distrito montañoso de Krong No. Allí organizó el apostolado con los laicos, activño obras de caridad y el catecismo para jóvenes y adultos.
 
Para llegar a la población dispersa, fomentó la construcción de cinco capillas, que son casi parroquias. Este es el contexto en el que el sacerdote bautiza a unos doscientos catecúmenos cada año en Pascua en un país comunista con unas autoridades poco amistosas con la fe cristiana.
 
Comparando con la gran ciudad 
La Iglesia Católica en Vietnam cuenta con unos 7 millones de fieles en un país de 90 millones. Ho Chi Minh City, la antigua Saigón, es la ciudad más grande de Vietnam, por delante incluso de la capital, Hanói. Fue la ciudad más occidentalizada durante el periodo colonial francés y la que tiene mayor presencia católica.
 
Ho Chi Minh es una diócesis de 9 millones de habitantes, de los que 680.000 son católicos en una iglesia diocesana tremendamente viva: 670 sacerdotes, más de 5.000 religiosos y religiosas, más de 7.000 catequistas… y cada año se bautizan en ella más de 6.000 adultos. En 2012, por ejemplo, se bautizaron 6.736 adultos, llegados del ateísmo, el budismo o el culto a los antepasados. Por cada adulto se bautizan 3 bebés. Es decir, un 25% del crecimiento de la Iglesia es por conversiones de adultos.
 
Para entender mejor esta cifra, pensemos que en toda Francia hay unos 3.700 bautizos de adultos al año, o que en diócesis grandes y plurales como Los Ángeles y Nueva York la Iglesia crece con entre 1.300 y 1.600 adultos al año.
 
Pero la situación de la iglesia en Ho Chi Minh es muy distinta de la zona rural y montañosa de Krong No. Aquí las distancias son un impedimento logístico... pero la fe es más fuerte.

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Sínodo: Exortação apostólica do Papa sobre a Família vai ser publicada a 8 de abril


«A Alegria do Amor» recolhe conclusões de duas assembleias sinodais

Cidade do Vaticano, 31 mar 2016 (Ecclesia) - A exortação apostólica do Papa Francisco, com as conclusões do Sínodo da Família, vai ser publicada a 8 de abril, anunciou hoje o Vaticano.

O documento tem como título ‘Amoris laetitia’, “A Alegria do Amor”.

A 18 de fevereiro, o Papa tinha adiantado aos jornalistas que o documento estava em fase de conclusão, defendendo um “trabalho de integração” dos divorciados que voltaram a casar.

“Integrar na Igreja não significa comungar, porque eu conheço católicos recasados que vão à igreja uma ou duas vezes por ano [e dizem]: «Eu quero comungar», como se fosse uma honorificência”, explicou aos jornalistas, durante o voo de regresso a Roma, após a visita de seis dias a Cuba e ao México.

Para Francisco, neste trabalho de integração “todas as portas estão abertas”, mas não é possível dizer que “de agora em diante” todos vão poder comungar.

“Isso seria ferir os cônjuges, o casal, porque não lhes permitiria fazer esse caminho de integração”, advertiu.

O Papa adiantou que o documento pós-sinodal vai retomar a reflexão sobre a “pastoral das famílias feridas”, bem como sobre a “preparação para o matrimónio”.

“Para um Sacramento que é para toda a vida, 3-4 conferências…”, lamentou.

Francisco acrescentou que outro capítulo “muito interessante” será dedicado ao tema da “educação dos filhos”, da falta de tempo dos pais.

“A palavra-chave que o Sínodo usou e que eu vou retomar é ‘integrar’ na vida da Igreja as famílias feridas, as famílias de recasados, mas não devemos esquecer-nos de pôr as crianças no centro. São as primeiras vítimas, seja das feridas, seja das condições de pobreza”, realçou.

Já em janeiro, durante as jornadas de atualização do clero da Província Eclesiástica do Sul, o presidente do Conselho Pontifício para a Família, D. Vicenzo Paglia, disse à Agência ECCLESIA que esta exortação vai mostrar uma Igreja Católica “em saída” e próxima das famílias em todos os momentos da vida.

“Estou convencido que a exortação será um hino ao amor, a um amor que quer zelar pelo bem das crianças, que sabe estar perto das famílias feridas para lhes levar força, que quer estar junto dos mais idosos, a um amor que toda a humanidade precisa”, salientou.

Os temas da família estiveram no centro de duas assembleias do Sínodo dos Bispos, em outubro de 2014 e 2015, por decisão do Papa Francisco, antecedidas por inquéritos enviados às dioceses católicas de todo o mundo.

Esta será a segunda exortação apostólica do atual pontificado, seguindo-se à ' 'Evangelii Gaudium', "A Alegria do Evangelho".

JCP/OC

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Informação do Núcleo Distrital de Beja da EAPN Portugal/Rede Europeia Anti-Pobreza 20-2016



Boletim de Espiritualidade Nº20 - Abril de 2016



Rossini em "estado puro": Alberto Zedda, o grande intérprete rossiniano, dirige "Petite Messe Solennelle" em Santiago do Cacém | Igreja matriz | 2 de Abril | 21h30

                                                          

Petite Messe Solennelle em Santiago do Cacém
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Alberto Zedda: o mais conceituado intérprete de Rossini actua, aos 88 anos, à frente de um elenco de excepção, no Festival Terras sem Sombra

O Terras sem Sombra tem na sua génese a descentralização cultural, a formação de novos públicos e a irradiação do Alentejo, assim, e depois de dois fins-de-semana de programação do Festival em Almodôvar e Sines, no dia 2 de Abril, cabe a Santiago do Cacém acolher, num espaço de excepção – a sua igreja matriz gótica –, Petite Messe Solennelle, de Gioachino Rossini, dirigida por Alberto Zedda, antigo director musical do Teatro alla Scala, de Milão, uma das grandes figuras da música internacional dos nossos dias. Uma iniciativa levada a cabo em parceria com o Município de Santiago do Cacém.
 

Alberto Zedda é um fenómeno da natureza e um exemplo de dedicação à ópera: aos 88 anos, continua em pleníssima actividade. Considerado o grande maestro de tudo o que diz respeito à produção rossiniana, vê-se aclamado em todos os palcos que pisa. Apresenta-se agora no Alentejo, na companhia de quatro notáveis solistas formados na Accademia Rossiniana de Pesaro, a cidade natal de Rossini, e do Coro de l Molino.

Alberto Zedda desenvolveu uma intensa actividade operística nas principais salas do mundo. Gravou um vasto conjunto de discos de música sinfónica, de câmara e ópera. Dedica parte do seu tempo à actividade musicológica, realizando edições críticas de óperas, oratórias e cantatas, com particular incidência em Rossini.

Da sua obra escrita, salienta-se o livro Divagazioni Rossiniane (2012). Membro do Comité Editorial da Fondazione Rossini desde os primórdios, foi director do repertório italiano na New York City Opera; director musical do Festival della Valle D’Itria, de Martina Franca; asessor artístico do Rossini Opera Festival, de Pesaro, e do Festival Mozart, da Corunha; director artístico do Festival Barocco, de Fano, do Teatro Carlo Felice, de Génova, e do Teatro alla Scala, de Milão.

Actualmente, é o director artístico do Rossini Opera Festival, de Pesaro; dirige também a Academia Rossiniana, com sede nesta cidade.

A Petite Messe Solennelle nasceu em 1863, poucos anos antes da morte de Rossini que chegado ao final de uma existência no decurso da qual tinha podido observar como as maiores satisfações andavam a par com a desilusão da interpretação errada e o drama da renúncia ao teatro, Rossini regressou então à temática religiosa.


Esta surpreendente obra, concebida para dois pianos, um harmónio, um coro de doze cantores e quatro solistas, vai ser interpretada em Santiago do Cacém pela soprano Isabella Gaudí, pela meio-soprano Cecilia Molinari, pelo tenor Sunnyboy Dladl e pelo barítono Pablo Ruiz, além do Coro de Cámara de El Molino e de Ruben Sánchez-Vieco e Josu Okiñena ao piano e ao harmónio.

A igreja matriz de Santiago Maior, uma obra-prima do Gótico quatrocentista, estreitamente vinculada ao Caminho de Santiago, será palco desta Missa que se prevê um espectáculo tocado pela magia e será o ponto de partida para o passeio de biodiversidade que se realiza no dia seguinte ao concerto.

Um dos traços que distinguem o Terras sem Sombra é a divulgação do património edificado, da música sacra e da natureza, logo, no domingo pela manhã, artistas, espectadores e membros da comunidade local, estarão ao serviço da defesa da biodiversidade, na acção 
De Santiago do Cacém a Santiago de Compostela - Conhecer, Salvaguardar e Valorizar o Caminho Português no Sudoeste.

Serão percorridos cerca de 5 km até às ruínas do convento franciscano de Nossa Senhora do Loreto, seguindo uma etapa da Rota Vicentina que acompanha o Caminho histórico de Santiago.

No presente troço, domina o sobreiro, uma árvore indispensável para a economia local, para a formação do solo, para a composição da paisagem, constituindo um elemento fundamental de todo um ecossistema com extraordinária biodiversidade. O montado de sobro suporta um conjunto de espécies únicas e com estatuto de protecção. Só em termos de avifauna, existem nele mais de 50 espécies nidificantes que poderão ser observadas ao longo do caminho.

De entrada livre, o Festival é organizado pelo Departamento do Património Histórico e Artístico da Diocese de Beja e prolonga-se até  2 de Julho. De Santiago do Cacém segue para Ferreira do Alentejo, Odemira, Serpa, Castro Verde e Beja, sob o título Torna-Viagem: o Brasil, a África e a Europa (Da Idade Média ao Século XX). Um hino ao Baixo Alentejo: à beleza dos seus espaços naturais e ao prazer da descoberta cultural.

Programa Santiago do Cacém

2 de Abril [21:30]

Santiago do Cacém
Igreja Matriz de Santiago Maior

Petite Messe Solennelle,
de Gioachino Rossini 

Soprano Isabella Gaudí
Meio-soprano Cecilia Molinari
Tenor Sunnyboy Dladla
Barítono Pablo Ruiz
Coro de Cámara de El Molino
Direcção coral Eugenia Durán
Piano-harmónio Ruben Sánchez-Vieco, Josu Okiñena
Direcção musical Alberto Zedda

Entrada livre até se esgotar a capacidade da igreja

3 de Abril [10:00]

De Santiago do Cacém a Santiago de Compostela: Conhecer, Salvaguardar e Valorizar o Caminho Português no Sudoeste

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