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terça-feira, 30 de junho de 2015

Cuidadores mandatados

1. Visão bíblica sobre o homem e o mundo
O Papa Francisco ao escrever uma encíclica sobre a ecologia não ultrapassou as suas competências ou quebrou as raízes da visão bíblica sobre o homem e a criação, abordando um tema da moda de alguns pensadores, tomando posição contra quem defende uma economia de mercado e um desenvolvimento ilimitado, sempre crescente, sem preocupação com o ambiente. Bem pelo contrário. Alguns querem empurrar a Igreja e os cristãos para a sacristia, para uma expressão da fé privada, fora do espaço público. A Bíblia não é um livro de ciência moderna, mas não deixa de ser uma leitura inspirada pelo Espírito Santo da vida do ser humano situado no planeta terra, lendo os acontecimentos da sua história na perspetiva da sua orientação para Deus.

A isto se refere o Papa no nº 63: Se tivermos presente a complexidade da crise ecológica e as suas múltiplas causas, deveremos reconhecer que as soluções não podem vir de uma única maneira de interpretar e transformar a realidade. É necessário recorrer também às diversas riquezas culturais dos povos, à arte e à poesia, à vida interior e à espiritualidade.
 
Por isso o Papa aponta, logo no segundo capítulo da encíclica, a visão bíblica do homem e do mundo, encontrando aí os fundamentos de uma ecologia integral, ou seja, do ser humano considerado em todas as suas dimensões e relações: consigo próprio, com o ambiente, com os seus semelhantes e com Deus. Desde o primeiro capítulo do livro do Génesis até ao último versículo do Apocalipse encontramos os fundamentos de uma atitude de respeito, de admiração, de gratidão e de amor do ser humano para com todos os outros seres. Ninguém deve viver para si mesmo. Viver para os outros implica cuidar e guardar tudo e todos os que nos rodeiam. Quer vivamos quer morramos devemos viver para o Senhor, confessa S. Paulo na carta aos Romanos (14, 7 ss). Um coração que ama nunca é indiferente a qualquer ser, seja humano ou de outra espécie (nº 91 s).
 
Neste capítulo o Papa dirige-se sobretudo aos cristãos, afirmando que é importante conhecerem as raízes da sua fé, para poderem dar o seu contributo para a presente crise ecológica que o mundo atravessa. Quem está empenhado na dignidade da pessoa humana e na procura da viabilidade de um desenvolvimento justo e para todos encontra na fé cristã as razões profundas para tal compromisso (nº 65).
 
A liberdade da pessoa não é absoluta. Realiza-se na relação harmoniosa com os outros seres e no respeito da sua dignidade, não lhe conferindo o direito de os usar como objetos ou escravos dos seus desejos egoístas e relativistas. A doutrina social da Igreja, de que tratei em notas anteriores, ajuda-nos a realizar esta relação harmoniosa com toda a criação.

2. A raiz humana da crise ecológica
No terceiro capítulo da encíclica o Papa fala das maravilhas da ciência e da técnica, mas que dão um tal poder ao homem que pode tornar-se escravo delas e envolver nessa escravidão toda a criação, truncando as relações essenciais e a hierarquia dos seres criados e dos valores da vida humana. Há um modo desordenado de conceber a vida e a ação do ser humano, que contradiz a realidade até ao ponto de a arruinar (nº 101).

Todos nos recordamos das tragédias do século XX, em que todos os recursos da técnica foram usados para destruir o inimigo. Fizeram-se tratados para que isso não se repetisse, mas, de vez em quando, alguém põe de parte esses acordos e, no desespero de não conseguir impor a sua vontade e não tendo outros valores senão o poder, lança mãos dessas armas. O conhecimento e a técnica são usados para fazer valer projetos egoístas, destruindo e escravizando os pobres e os seus ambientes. O ser humano não foi educado para o reto uso do poder. O desenvolvimento científico e tecnológico precisa de ser acompanhado de uma sólida educação para os valores e a ética.
 
E qual é a base e o fundamento dessa ética, que orienta a liberdade dos poderosos para o reto uso dos meios ao seu alcance? Estamos todos de acordo em criar comissões éticas nas instituições mais sensíveis da sociedade, onde se lida com a vida e a morte, mas também todos conhecemos as decisões polémicas em muitos casos, para além da representatividade na constituição dessas comissões. O conhecimento técnico habituou-nos a tratar tudo como objetos manipuláveis e não como seres com a sua dignidade própria, que merece ser respeitada e tida em conta.
 
A economia, as finanças e até muitos políticos avaliam os seus procedimentos em função do mercado, do lucro, das audiências e dos votos, o que falsifica a vida e os valores. Um desenvolvimento que põe de parte a pessoa e o trabalho humanos não é moral. A vida consagrada dos monges, de um S. Francisco de Assis e de muitos outros através da história mostra-nos o valor do trabalho humano e ajuda-nos a compreender a beleza e a finalidade de toda a criação. A Igreja e esta encíclica do Papa Francisco também são um apelo profético, para que não embarquemos todos na voragem de um desenvolvimento sem limites. Todos queremos viver melhor, com mais recursos, com mais saúde, por mais anos, mas não pode ser a qualquer custo, nem muito menos empurrando muitos para a pobreza e a miséria. O todo é superior à parte e a realidade à ideia, são princípios que o Papa repete, para nos ajudar a refletir e decidir. O homem não é senhor absoluto da criação, mas deve ser administrador responsável dos bens, pondo-os ao serviço do bem comum. Ainda estamos a tempo de corrigir desvios.
 
† António Vitalino, bispo de Beja

Nota semanal em áudio:



Informação do Núcleo Distrital de Beja da EAPN Portugal/Rede Europeia Anti-Pobreza 62-2015


segunda-feira, 29 de junho de 2015

Papa no Angelus: "Cremos que Jesus pode curar?"

Texto completo. Neste domingo, Francisco destaca que quem estiver desesperado e extenuado, se confiar em Jesus e no seu amor pode recomeçar a viver

Cidade do Vaticano, 28 de Junho de 2015 (ZENIT.org) Staff Reporter

Apresentamos as palavras pronunciadas pelo Santo Padre Francisco antes de rezar a oração mariana do Angelus com os fiéis reunidos na Praça de São Pedro.

Queridos irmãos e irmãs, bom dia!

O Evangelho de hoje apresenta a história da ressurreição de uma jovem de doze anos de idade, filha de um dos chefes da sinagoga, que cai aos pés de Jesus e lhe implora: "Minha filhinha está nas últimas; Vem, impõe-lhe as mãos para que se salve e viva" (Marcos 5,23). Nesta oração nós sentimos a preocupação de todos os pais pela vida e pelo bem de seus filhos. Mas também sentimos a grande fé que este homem tem em Jesus. E quando chega a notícia de que a menina está morta, Jesus diz: "Não temas, crê somente" (v 36). Nos dá coragem estas palavras de Jesus! Ele diz também a nós, tantas vezes: "Não temas, crê somente". Ao entrar em casa, o Senhor manda embora todas as pessoas que choram e gritam, se dirige à jovem morta e diz: "Menina, eu te digo: levanta-te!" (V. 41). No mesmo instante, a menina se levantou e começou a andar. Aqui se vê o poder absoluto de Jesus sobre a morte física, que para Ele é como um sono do qual se pode despertar.

Nesta narração, o Evangelista insere outro episódio: a cura de uma mulher que há doze anos sofria de perda de sangue. Por causa desta doença que, de acordo com a cultura da época, a tornava "impura", ela deveria evitar todo contato humano: pobrezinha, estava condenada a uma morte civil. Esta mulher anônima, em meio à multidão que segue Jesus, diz: "Se ao menos eu tocar suas roupas, serei salva" (v. 28). E assim acontece: a necessidade de ser libertada a impulsiona a ousar e a fé "rasga”, por assim dizer, de Jesus a cura. Quem crê "toca" em Jesus e obtém dele a graça que salva. A fé é isso: tocar Jesus e tirar-lhe a graça que salva. Nos salva, salva a nossa vida espiritual, nos salva de muitos problemas. Jesus percebe isso e, em meio à multidão, procura o rosto da mulher. Ela aproxima-se trêmula e Ele diz: "Minha filha, a tua fé te salvou" (v. 34). É a voz do Pai Celeste que fala em Jesus: "Filha, você não é amaldiçoada, você não é excluída, você é minha filha". E cada vez que Jesus vem a nós, quando vamos a Ele com fé, nós ouvimos do Pai: "Filho, você é meu filho, você é minha filha! Você está curado, você está curada. Eu perdoo tudo e todos. Eu curo tudo e todos".

Estes dois episódios - a cura e a ressurreição - têm um único centro: a fé. A mensagem é clara, e pode ser resumida em uma pergunta: cremos que Jesus pode curar e pode nos despertar da morte? Todo o Evangelho é escrito à luz desta fé: Jesus ressuscitou, ele venceu a morte, e por causa desta vitória também nós ressuscitaremos. Esta fé, que para os primeiros cristãos era segura, pode obscurecer-se e tornar-se incerta, a ponto de alguns confundirem ressurreição com reencarnação. A Palavra de Deus deste domingo nos convida a viver na certeza da ressurreição: Jesus é o Senhor, Jesus tem poder sobre o mal e sobre a morte, e quer nos levar para a casa do Pai, onde reina a vida. E lá nos encontraremos, todos nós que estamos aqui na Praça hoje, nos encontraremos na casa do Pai, na vida que Jesus nos dará.

A Ressurreição de Cristo age na história como princípio de renovação e de esperança. Quem estiver desesperado e extenuado, se confiar em Jesus e no seu amor pode recomeçar a viver. Começar uma nova vida, mudar de vida é uma forma de ressurgir, de ressuscitar. A fé é uma força de vida, dá plenitude à nossa humanidade; e quem crê em Cristo, deve ser reconhecido por promover a vida em qualquer situação, por possibilitar a todos, especialmente aos mais vulneráveis, o amor de Deus que liberta e salva.

Peçamos ao Senhor, por intercessão de Nossa Senhora, o dom de uma fé forte e corajosa, que nos impulsiona a ser difusores de esperança e de vida entre nossos irmãos.

(Depois do Angelus)

Queridos irmãos e irmãs,

Saúdo todos vocês, romanos e peregrinos!

Saúdo em particular os participantes da manifestação "Uma terra, uma família humana". Incentivo a colaboração entre pessoas de diferentes religiões e associações para a promoção de uma ecologia integral. Agradeço FOCSIV, OurVoices e outros organizadores e desejo um bom trabalho aos jovens de diferentes países que nestes dias debatem sobre o cuidado da casa comum.

Vejo tantas bandeiras bolivianas! Saúdo cordialmente aos grupos de bolivianos residentes na Itália, que trouxeram até aqui algumas imagens da Virgem mais representativas do seu país. Nossa Senhora de Urcupiña, Nossa Senhora de Copacabana, e tantas outras. Na próxima semana estarei com vocês na sua pátria. Que a Nossa Mãe do Céu os proteja. Saúdo também o grupo de jovens de Ibiza que se preparam para receber a Confirmação. Peço que rezem por mim.

Saúdo as mulheres escoteiras. Essas mulheres são tão corajosas, tão corajosas, e fazem tanto bem! São as mulheres escoteiras da Conferência Católica Internacional. Renovar-lhes o meu encorajamento. Merci beaucoup à vous!

Saúdo os fiéis de Novoli, o coral polifônico de Augusta, os jovens de algumas paróquias da diocese de Pádua que receberam a Confirmação; os "Avós de Sydney", associação de imigrantes idosos na Austrália que vieram aqui com os seus netos; as crianças de Chernobyl e as famílias de Este e Ospedaletto que os hospedam; os ciclistas e motociclistas de Cardito e amantes de carros antigos.

Desejo a todos um bom domingo e um bom almoço. Por favor, não se esqueçam de rezar por mim. Até breve!



Adoptado, ante un millón de personas: «¿Gays enamorados?, vale, pero un niño necesita papá y mamá»

Benoit Talleu: «No somos un premio, no somos un derecho»

Benoit Talleu durante su discurso-testimonio de 2013 ante una multitud de quizá un millón de personas en París

ReL  28 junio 2015
 
Familia que organizó La Manif Pour Tous (www.lamanifpourtous.fr) en París, Francia. Fue la mayor manifestación en Francia desde 1984, con entre 350.000 y un millón y medio de manifestantes.

A esa enorme multitud habló Benoit Talleu en nombre de la Asociación para Niños Adoptados. Su discurso tenía un tema central que aún se mantiene: la adopción existe para dar a cada niño un padre y una madre, que es algo que los niños necesitan, y no para llenar las necesidades emocionales de adultos.


No existe un "derecho a adquirir niños" y por eso las leyes de compra-venta de bebés mediante vientres de alquiler sin injustas, como lo es entregar niños a parejas del mismo sexo, crecer obligados a experimentar la carencia de padre o madre.


Discurso íntegro de Benoit Talleu ante -quizá- un millón de personas el 13 de enero de 2013 en París
Hola a todos. Soy Benoit Talleu y tengo 17 años de edad.


Nací en Vietnam, pero me adoptaron desde bebé. Mis padres adoptaron 7 niños y yo soy el mayor.


Estoy en la lucha contra el “matrimonio para todos” [así se llama al matrimonio del mismo sexo o la redefinición del matrimonio en Francia; nota de ReL] junto con la Asociación para Niños Adoptados, porque estoy harto de escuchar que muchos hablan de la adopción, como si lo más importante no fuéramos los adoptados.


Si preguntas a los adoptados qué quieren, ellos solo tienen una respuesta: ¡un papá y una mamá! “Papi y mami” son palabras que un huérfano conoce y cuando es adoptado, sueña con usar esas palabras.


Los niños en adopción sueñan con sus futuros padres. Los imaginan. Desde lo más profundo de su ser, ellos esperan a papá y mamá. ¡Y son esos niños los que deben ser escuchados!


Debemos decirlo claro, un huérfano NECESITA un papá y una mamá. En cambio, la pareja QUIERE un niño, y entre “necesitar” y “querer”, hay mucha diferencia.

La adopción no es para “hacer” papás y mamás. No es un remedio para las parejas estériles. La esterilidad no hace NECESARIA la adopción. La adopción no es para que los adultos se sientan bien.


¡No somos un remedio para la esterilidad! ¡No somos medicinas! ¡No estamos aquí para consolarte por no tener hijos! ¡No somos un premio! ¡No somos un derecho! No hables como si tuvieras derecho a nosotros. ¡Eso es violentar nuestra identidad!


Nuestra madre biológica tuvo la valentía de confiarnos a un orfanatorio. Eso no quiere decir que seamos objetos. Ella pudo estar en una situación dramática, probablemente estaba sola, tal vez no había papá. Ella no pudo hacerlo. Pero eso no es un insulto para nosotros.


Dar a parejas del mismo sexo “el derecho a nosotros” ¡Traiciona la confianza de nuestra madre biológica! El huérfano necesita un papá y una mamá. Eso no es discriminar a las parejas gay. ¡No tiene nada que ver! Es más simple que eso: ¡Todos nacemos de un hombre y una mujer!.. ¡Y los adoptantes deben ser un hombre y una mujer!


Escuchamos a personas que dicen: “Vivir con una pareja gay es mejor que ser huérfano” Escuchen lo que tengo que decir al respecto: Esa afirmación rebosa de deshonestidad. ¡Hay decenas de miles de parejas hombre/mujer que esperan poder adoptar!


Otros dicen, “una pareja gay es mejor que nada”. ¡Eso es estremecedor y homofóbico! ¡Lo mejor para un niño es un papá y una mamá! No me cansaré de repetirlo.


Decir que un huérfano no merece tener mamá, es cruel e injusto. Decir que un huérfano no merece tener papá, es cruel e injusto. ¡Es una crueldad y una injusticia! ¡Es atentar contra la igualdad de la niñez!


La inseminación y la renta de úteros se contempla en la ley del matrimonio gay.
Cada vez será más común ver niños de la inseminación y la renta de vientres. Nosotros decimos: ¡No a la inseminación artificial ni al alquiler de vientres! ¡No a la adopción por parejas del mismo sexo!

Los gays pueden estar enamorados, no lo dudo, ¡pero eso no cambia las necesidades de un niño!

Muchos dicen “oh, las cosas han evolucionado”, “tantos países han aceptado el matrimonio gay”, pero nosotros somos un gran nación y una gran democracia. La ley del matrimonio gay es puro egoísmo. La ley debe velar por los más débiles, ¡no por el capricho de los fuertes! Los padres son para el niño, no al revés.


Francia es la nación de los derechos humanos, es la nación de los derechos del niño. ¡Somos la nación donde los niños tienen derechos! ¡No donde los niños son un derecho!


Señor presidente, le recuerdo a usted, escúchenos, los huérfanos somos los que importamos en todo esto. Los niños, los huérfanos y los adoptados.


¡Gracias y movilicémonos! ¡Por nosotros! ¡Por nuestros papás y mamás! ¡Por la familia!

Esta era la multitud que escuchaba a Benoit en la Manif Pour Tous de enero de 2013 en defensa del matrimonio y la familia
Tras las manifestaciones, la lucha sigue
Pese al discurso de Benoit y a numerosas manifestaciones masivas en defensa de la familia en 2013 y 2014 el gobierno socialista de Hollande impuso la redefinición del matrimonio, aunque las manifestaciones lograron bloquear algunos aspectos de reproducción asistida y de úteros de alquiler. Sin embargo, el padre Daniel Ange destacó 10 frutos buenos de salir en manifestación en defensa de la familia y la líder de la Manif, Ludovine de la Rochere, en primavera de 2015 ha reiterado: "No damos nada por perdido, luchamos por nuestros objetivos


En el vídeo bajo estas líneas, la Manif pour Tous de febrero de 2014 en París, once meses después del discurso de Benoit; era la quinta gran manifestacion profamilia en un año, en esta edición con aproximadamente medio millón de personas




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domingo, 28 de junho de 2015

Chiara Corbella perdió a dos bebés y dio su vida por el tercero: la Virgen la acompañó siempre

El testimonio emocionante de una joven madre

Chiara Corbella, ya muy enferma, orando en Medjugorje en 2010 - su historia es triste pero a la vez llena de una extraña alegría
CariFilii.es  28 junio 2015

Palabra edita en español la historia emocionante de Chiara Corbella. Se titula Nacemos para no morir nunca. Chiara nunca pronunció esa frase, pero la conocía, porque su marido Enrico la había escuchado a los 15 años a un enfermo terminal de cáncer de huesos y él la repetía a menudo, como parte de su vida espiritual y cotidiana. Ella la compartía con su vida.

Se conocieron en Medjugorje
Chiara y Enrico se conocieron en Medjugorje en verano de 2002. Él acudió en un viaje con su grupo de Renovación Carismática. Ella estaba de vacaciones en Croacia con unas amigas del instituto, y su madre pertenecía a una comunidad carismática llamada Corazón de Jesús.

Desde niña tenía la costumbre de rezar al menos 15 minutos cada día con su hermana Elisa, dos años mayor. Su padre trabajaba en el sector turístico y eso les permitía acceder a viajes con cierta facilidad.





Ella tenía 18 años. Vio a Enrico, que tenía 23, y se gustaron. Ella, que nunca había salido con un chico y había rechazado a varios, pensó: "Este chico es para mí". Ahí empezó un noviazgo que duró seis años hasta que se casaron.

Hubo un momento en su noviazgo en que parecía que iban a romper, pero Chiara volvió a Medjugorje discutiendo con Dios para recuperarlo o al menos para pedirle explicaciones a Dios. "Vuelvo a Medjugorje y me lo explicas", le retaba al Señor.

En el monte Podbrdo sintió una gran paz y la sensación de que Dios le decía "Espérate y fíate". Con esa paz se reconcilió con Enrico, y en diciembre de ese mismo año tomaban un mismo director espiritual, el padre Vito. Él les acompañaba en una marcha con los franciscanos con etapas de 20 kilómetros cuando Enrico pidió a Chiara casarse.

La primera bebé, anencefálica
Su primer gran golpe llegó con su primer bebé, a los pocos meses de casarse. En la ecografía Chiara, a sus 24 años, veía a la pequeña Maria Grazia Letizia chupándose el dedo, dando pataditas... pero sin caja craneal. Era anencefálica y moriría al poco de nacer.

Chiara se sintió identificada con la Virgen María: un hijo especial, que moriría bajo su mirada, y con el peso de anunciarlo a su marido, que aún no lo sabía.Como María, temía el riesgo de ser repudiada.

Ahí Chiara aprendió a tratar a Dios como una persona con sus propios planes, no como alguien a su servicio.

Enrico, cuando supo de la niña, dijo: "No te preocupes, es nuestra hija, la acompañaremos hasta donde podamos".

Fue un embarazo feliz, molestado sólo por quienes les sugerían el aborto o dejaban caer que su hija no era realmente una hija o una niña. Había sufrimiento, pero también felicidad. Mucha gente entendió que era una niña especial con padres especiales, en un círculo que generaba amor.

A veces Chiara quería ser invisible para no tener que repetir la historia de la niña, pero su barriga era especialmente grande: "me obligaba a hablar de al gloria de Dios", decía ella.

En cuanto la niña nació, con su corazón aún palpitante, el padre Vito la bautizó. Se hicieron fotos: Chiara estaba orgullosa de su primera hija. Cuarenta minutos después, ella murió.

Fue hermoso, dicen aún hoy todos en la familia. En el funeral del bebé, dos días después, Enrico tocó la guitarra y Chiara el violín, ambos de blanco. Enrico repartió un recordatorio con la imagen de la Virgen con el Niño. 

El segundo bebé, sin piernas
Después llegó el segundo bebé, Davide Giovanni. En las primeras ecografías parecía que tendría graves deformaciones de brazos o piernas. Ellos se prepararon para un bebé con discapacidad, estudiando la historia de Nick Vujicic, un joven sin brazos y sin piernas que es un ejemplo de superación. Su aparición en la hermosa película corta El Circo de las mariposas les conmovió.

Pero después se comprobó que las malformaciones serían más graves aún: falta de riñones, de vejiga, pulmones débiles... El niño moriría enseguida.

Al ver el diagnóstico, ofrecieron a su hijo en oración en la iglesia de Santa Anastasia de Roma, donde hay adoración perpetua. "No lo entiendo pero lo acepto", era su oración. Peregrinaron a Turín para ver la Sábana Santa, y en ese viaje oraron mucho a la Virgen, entregándose a ella. Cuando nació el niño, vivió 38 minutos, rodeado de padres y abuelos. El padre Vito lo bautizó. De nuevo, lo despidieron con una alegría especial.

Tercer bebé... y cáncer
Deseando un nuevo hijo, visitaron en oración las 7 basílicas jubilares de Roma y en Santa María la Mayor oraron a la Virgen pidiendo un nuevo bebé. Pocos días después se les concedió. Recibieron la noticia con esperanza y alegría.

Pero entonces se diagnosticó a Chiara un terrible cáncer en la lengua. Los tratamientos contra este cáncer podían poner en peligro al bebé. Había que retrasarlos hasta que naciera el niño.


Chiara, ya muy enferma y dañada en la boca, el ojo, la garganta... pero con un alma cada vez más fuerte





Chiara se negó incluso a adelantar el parto, no quería poner a su pequeño en riesgo de ser un prematuro dependiente de la incubadora aunque muchos niños salen adelante así. Insistió en esperar a las 34 semanas de gestación. Se enfadaba con los médicos que insistían en hablar del “feto”, en vez de llamarlo por su nombre: Francesco.

El niño nació sano y una amiga que había dado a luz esos días le dio el pecho, mientras Chiara se sometía a tremendos tratamientos. La enfermedad y los efectos secundarios la afectaban en la boca, el cuello, a la hora de comer…

Bautizaron al niño en la parroquia cerca de su casa, dedicada a la Virgen de Guadalupe. Después, en el día de la Anunciación, lo confiaron a la Virgen en el santuario franciscano de Porziuncola.

Enfermedad junto a la Virgen
Llegó el momento en que Chiara empeoró mucho, y fue hospitalizada. En el hospital rezaba por sus compañeros enfermos, por chicas que no aceptaban sus propias enfermedades. Al ver acercarse los últimos días, los esposos se repitieron sus votos matrimoniales.

Ella dijo: “No me digáis cuanto tiempo me queda, quiero vivir el presente”. Pensaba que si le daban alguna fecha o plazo el demonio la podría tentar con más fuerza.

Fallando todo lo humano, decidieron ir a Medjugorje, el lugar donde se habían conocido. Lo anunciaron por e-mail a muchos conocidos pidiendo oraciones “para vivir santamente esta prueba”. Muchas personas, cientos, se apuntaron a esa peregrinación por acompañarlos.

Allí, frente a la estatua de la Virgen en el Podbrdo, Chiara rezó sonriente con una mano apoyada en la reja.

Su madre le organizó un encuentro con Iván, que dice recibir mensajes de la Virgen.

- Si tuvieses la posibilidad de irte pronto con la Virgen, ¿te irías? –preguntó Chiara a Iván.

- Sí –dijo él.

- Gracias- respondió ella, y no preguntó más.

En ese viaje, en la capilla de la Comunidad del Cenáculo, repitieron de nuevo sus votos matrimoniales. A todos los peregrinos les dijeron: “Queríamos que viniéseis para entregaros nuestro secreto… que sin María, nada de lo que hacemos sería posible”.


Enrico, el joven viudo de Chiara, comparte el crecimiento espiritual que fue acompañarla en sus dolores y esperanzas como matrimonio




De vuelta a Roma en mayo, mes de María, fueron recibidos por el Papa Benedicto XVI en una audiencia pública. Eran 30 segundos. “Santo Padre, nuestro hijo Francesco ha nacido porque Chiara ha pospuesto el tratamiento, ahora ella es una enferma terminal”, le dijeron.El Papa Benedicto se emocionó y abrazó a la chica.

Pasó sus últimos momentos rodeada de amigos en la fe y de su familia en oración, que con el padre Vito rezaban los salmos que se rezan cuando los peregrinos se acercan a Jerusalén. Murió con 28 años.

La vistieron con su traje de novia y una multitud pasó a ver sus restos. El funeral tuvo lugar el 16 de junio, fiesta del Inmaculado Corazón de María. Acudió el cardenal Vallini, vicario del Papa para la diócesis de Roma. “Lo que Dios ha preparado a través de ella, no lo podemos perder”, dijo. Sus amigos Simone Troisi y Cristiana Paccini, que la acompañaron, escribieron los detalles, numerosos, emocionantes y espirituales de ese  itinerario de amor en Nacemos para no morir nunca.

(Publicado originariamente en CariFilii.es)

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Folha Paroquial de S. José de 28 de junho de 2015



É Verão!

Começou o Verão. Por aqui, começou também a época balnear. Montámos a piscina que o tio F e a tia T ofereceram ao afilhadito, arranjámos um belo tapete de relva sintética para cobrir um pouco da calçada e comprámos um rádio baratinho, porque o antigo sofreu uma pequena queda de uma altura suficientemente grande para lhe provocar danos irreparáveis.
 
Nós, por cá, gostamos muito de música. Alguns já tocam umas coisinhas. Fora isso, com o rádio, preparada a nossa playlist preferida, já podemos cantar e dançar até cair. Muitas vezes, cair literalmente!
 
Com isto, inicia-se também a fase culinária que eu mais gosto que é a época das sandes com alface e tomate, as tostas mistas, os sumos de fruta e, claro, de vez em quando tem de ser, os gelados. Para além disso, claro está, os belos churrascos marcam lugar e deixam-me a cozinha bem mais arrumadinha que os outros menus.
 
É uma época maravilhosa porque estamos na rua até às dez da noite e nem nos apercebemos que o dia terminou. Ao olhar os miúdos a brincarem uns com os outros, na água, com grandes gargalhadas e alguns pirolitos, o mundo parece perfeito. O 4º começa agora a aguentar os pirolitos sem desatar a fugir da piscina. Olha para mim, sorri e sente-se vitorioso  por conseguir libertar-se da água que teima em entrar pela boca dentro.
 
Hoje, para além disso, recebemos a visita de amigos e uns estiveram no faz-de-conta, outros mantiveram-se no bem bom da piscina e outros participaram numa pintura conjunta que resultou em dois quadros muito engraçados.
 
O lado bom de se estar 100% dedicada à família é o ter tempo. Ter tempo para fazer grandes trapalhadas, dizer tontices, perder as estribeiras, mas também o ter tempo para pedir desculpa, falar, esclarecer, ensinar e rir em conjunto.
 
Tenho a certeza que os meus filhos conseguirão tirar muitas coisas positivas das minhas tontices. Para mais, tenho a certeza  que, se não fossem eles, eu seria praticamente intragável de tanta soberba.
 
Estamos agora na fase das férias escolares. Uma época bem difícil, sobretudo quando ainda não se pode recorrer aos planos de férias de que falei anteriormente (os meus ainda não tem idade de acesso), de grande resiliência para aguentar um non-stop, um show must go on em permanência. Ainda só passou uma semana e meia  e já me parece que fui ligeiramente atropelada por camião.
 
Os mais velhos estão a aproveitar esta fase das férias para aprender a nadar, numa espécie de curso intensivo de natação. O primeiro está em grande. O segundo foge a sete pés do treinador, como se fosse possível aprender a nadar com água pelo tornozelo. Quando levo a terceira para assistir à aula é um corropio porque fala que se farta  e está sempre a queixar-se de alguma coisa, pois o mundo inteiro insiste em contrariá-la. Quando levo o quarto, inicialmente, temos uma fase de encantamento, em que olha para tudo o que é sítio, completamente especado, depois, entramos no momento do “quero fazer chichi”, do “quero água” e depois “o que é isto?”, “os manos?”.
No final do dia, uns adormecem na sopa e os que não adormecem pedem para ir para a cama ainda antes de terminar a refeição. Eu? Eu estou de rastos e até adormeço no computador.
 
Rita Gonçalves
Licenciada em Línguas e
Literaturas Modernas Português/Francês
Mãe mesmo a tempo inteiro


La Santa Sede y Palestina firman un acuerdo que permite a los ciudadanos cambiar de religión

AsiaNews  27 junio 2015

Monseñor Gallagher y el palestino
Al-Malki intercambian las copias del
acuerdo firmado
La Santa Sede y el Estado de Palestina están desde el viernes 26 de junio unidos oficialmente en un Acuerdo global, que garantiza la colaboración entre las 2 instituciones y facilita la vida de la Iglesia católica en Palestina, al reconocer que los católicos del país son ciudadanos plenos del Estado palestino.

En el Palacio Apostólico han firmado el documento, Richard Gallagher, secretario vaticano para las Relaciones con los Estados y Riad al-Malki, ministro de Exteriores del Estado de Palestina, en presencia de sus respectivas delegaciones.

Hubo un primer acuerdo hace 15 años
El acuerdo de hoy es fruto del trabajo diplomático iniciado el 15 de febrero del año 2000, con la firma de un Acuerdo base entre la Sede Sede y la Organización para la Liberación de Palestina, en aquel tiempo representante del pueblo palestino.

En su discurso, mons. Gallagher hizo notar que el Acuerdo de hoy se hace con el Estado palestino, “reconocido como Estado observador no miembro de las Naciones Unidas", el pasado 29 de noviembre de 2012.

Para la Santa Sede así se logra una justa personalidad jurídica para la Iglesia de Palestina, que permitirá un mejor servicio a la población.

“Los católicos- dijo- no quieren ningún privilegio, sino continuar colaborando con sus conciudadanos para el bien de la sociedad”.

El “ministro vaticano de Exteriores”, recordando las persecuciones a las cuales son sometidos los cristianos en Medio Oriente, afirmó que “este acuerdo ofrece un buen ejemplo de diálogo y colaboración y espero que pueda servir de modelo para otros países árabes y de mayoría musulmana”.

Insólito en ámbitos árabes: poder cambiar de religión
A tal reguardo, él ha querido subrayar sobre todo “la portada del capítulo dedicado a la libertad de religión y de conciencia”, que garantice una verdadera libertad de conciencia (posibilidad de conversión a otra), muy distinta de las garantías que ofrecen otros Estados de la región, que no superan la libertad de expresión y de culto.

También Riad al-Malki puso en luz estas novedades del Acuerdo, que “encarna nuestros valores comunes de libertad, dignidad, tolerancia, coexistencia e igualdad de todos. Esto sucede en un momento en el cual el extremismo, la violencia bárbara y la ignorancia amenazan el tejido social y la identidad cultural de la región y seguramente del patrimonio humano. En este escenario el Estado de palestina reitera el propio compromiso para combatir al extremismo y a promover la tolerancia, la libertad de conciencia y de religión y a salvaguardar en el mismo modo los derechos de todos sus ciudadanos. Estos son los valores y los principios que reflejan las convicciones y las aspiraciones del pueblo palestino y de su dirigencia y son las bases sobre las cuales continuamos  esforzándonos en fundar nuestro Estado independiente y democrático”.

“Este Acuerdo- agregó- consolida y mejora las circunstancias actuales, en la cual la Iglesia goza de derechos y privilegios e inmunidad y libre acceso. Confirma la posición de la Iglesia cual importante sostenedora de la vida de muchos palestinos”.


 
El Estado israelí lo considera "apresurado"
El acuerdo no ha gustado al Estado de Israel. En una declaración oficial difundida el viernes, el ministerio israelí de Exteriores se declara “disgustado” por la decisión vaticana de reconocer a Palestina como Estado y la importancia de Jerusalén para las 3 religiones monoteístas: cristianismo, hebraísmo e Islam.

El ministerio afirma que este “apresurado paso” daña las prospectivas de paz y los negociados directos entre palestinos e israelíes.

La opinión del Vaticano, expresada por monseñor Gallagher es la opuesta: “Espero que el presente Acuerdo pueda en algún modo constituir un estímulo para poner fin en modo definitivo al viejo conflicto israelí-palestino, que continúa provocando sufrimientos a ambas partes. Espero que la deseada solución de los dos Estados se convierta en realidad cuánto antes. El proceso de paz puede progresar sólo a través del negociado directo entre las Partes con el apoyo de la comunidad internacional”.

Israel firmó un Acuerdo fundamental con la Santa Sede ya en 1993 y estableció relaciones diplomáticas en 1994, pero después de 22 años no se ha llegado aún a un Acuerdo definitivo y completo entre la Santa Sede e Israel.


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Camboya empieza el proceso para canonizar 35 mártires del comunismo, muertos en los campos asesinos

Un obispo camboyano de 40 años, laicos, misioneros...

Algunos de los mártires de Camboya de los años 70... había misioneros franceses, vietnamitas, laicos, sacerdotes...

ReL 27 junio 2015

El Papa Francisco ha puesto en marcha el proceso que puede llevar al reconocimiento canónico que 35 mártires católicos en Camboya, asesinados por su fe por el régimen comunista de Pol Pot y los Jemeres Rojos.

Serían los primeros beatos nativos de este país del Sureste Asiático, donde sólo hay unos 20.000 católicos, aunque en la época anterior a los Jemeres había quizá más de cien mil, en su mayoría extranjeros llegados de Vietnam o de Europa. Camboya ni siquiera tiene diócesis propiamente dichas, sino sólo un vicariato apostólico y dos prefecturas apostólicas.

Gustavo Adrián Benítez, sacerdote argentino del PIME (Pontificio Instituto de Misiones Extranjeras) y director de Obras Misionales Pontificias en Laos y Camboya, ha difundido a través de AsiaNews algunos datos sobre los mártires en estudio, cuyo proceso diocesano se ha iniciado este mes de junio.

Los mártires fueron asesinados entre 1970 y 1977 y, como correspondía a la demografía católica del país en esa época, entre ellos había camboyanos, vietnamitas y franceses.

Olivier Schmitthaeusler, que con 44 años es el vicario apostólico de Phnom Phen, señala que el proceso de reconocimiento de los mártires empezó con el impulso dado por San Juan Pablo II en el Jubileo del año 2000 al recordar muchas matanzas de cristianos del siglo XX.

Obispo Schhmar Salas: murióa los 40 años en los campos
asesinos

Ese año ya se realizó un memorial dedicado a los mártires de Camboya inaugurado en Taing Kauk, donde vivieron diversos cristianos de Phnom Pehn, Battambang y Kompong Thom durante los años del régimen comunista. Allí estuvo deportado el primer obispo nativo de la historia de Camboya, Chhmar Salas, junto a sus padres y familiares, hasta encontrar la muerte por hambre y enfermedades en 1977 como tantos camboyanos en régimen de esclavitud bajo el nuevo liderazgo comunista.

El obispo Salas era muy joven: tenía 40 años cuando lo mataron, y sólo llevaba 13 años de vida sacerdotal.

En esta cabaña estuvo deportado el obispo
Chhmar Salas y otros sacerdotes... hoy es una
capilla de oración


Entre los otros 34 mártires hay laicos, catequistas, misioneros extranjeros, sobre todo franceses, y sacerdotes locales. Algunos fueron asesinados directamente, otros mediante el hambre y el trabajo agotador de los campos comunistas camboyanos popularizados por la película de Roland Joffe The Killing Fields (Los gritos del silencio, en español).



Parte final de un documental del History Channel sobre el régimen comunista de los Jemeres en Camboya, en el que supervivientes explicando los tratos en las prisiones

En la VI Jornada de la Juventud asiática, que se desarrolló en Corea del Sur, entre las personas que hablaron delante del Papa estaba también una joven muchacha camboyana que vive en Seúl. Como deseo final, cuenta el misionero del Pime, la joven le pidió al Papa Francisco el “tener mártires camboyanos, porque hay por todas las partes del mundo, pero no en nuestra Iglesia”.

“El Papa- explica el padre Benítez- prometió a la joven que cuando volviera a Roma hablaría con el cardenal Amato y le indicaría los pasos a seguir”. Después de un mes llegó una carta del Vaticano a las autoridades camboyanas pidiendo “abrir esta causa con el apoyo de la Iglesia universal”. Para nosotros, afirma el misionero argentino en Camboya, “fue una sorpresa”, pero también un signo de cómo “el Papa Francisco se tomó en serio la cuestión”.

“Debemos estar orgullosos- continúa el p. Benítez- para una Iglesia todavía pequeñísima y con número de fieles que está entre los 15 y 20 mil en todo el país. Continúa creciendo día tras día. Y también esta apertura del proceso de beatificación es un paso importante”.


De los mártires, señala que “si no hay libros escritos sobre ellos, hay personas que los han conocido en vida y han testimoniado directamente y contaron verbalmente para dar inicio al proceso de beatificación”. 

Su historia “sirve también para recordar el pasado reciente del país, el drama de los Jemeres Rojos y las masacres que han perpetrado en una nación que hoy prefiere olvidar más que estudiar, entender y profundizar”.


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sábado, 27 de junho de 2015

Orbisphera: uma rede social para a cultura do encontro

Apresentada no Encontro de Grottammare uma plataforma interativa para promover sinergias entre os meios de comunicação católicos. O lançamento será no próximo Jubileu.

Grottammare, 26 de Junho de 2015 (ZENIT.org) Staff Reporter

No encontro “Peregrinos no Ciberespaço”, realizado na localidade italiana de Grottammare nesta semana, foi apresentado um novo projeto online que enriquece o já vasto panorama da mídia de inspiração católica: a Orbisphera, uma rede social para a “cultura do encontro”, que consiste em uma plataforma interativa caracterizada por um modelo editorial inédito, focado em melhorar a qualidade do diálogo e dos conteúdos.

Massimo Nardi, colaborador de Zenit e membro do grupo de trabalho que criou a Orbisphera, ilustrou as especificações do projeto para a plateia de jornalistas católicos que lotaram a Sala Kursaal de Grottammare. "Na primeira edição deste Encontro, anunciamos o nascimento da nova rede social. Hoje, depois de um ano de trabalho intenso e apaixonado, podemos dizer que estamos na reta de chegada. A abertura da plataforma para os usuários coincidirá com o próximo Jubileu".


"Durante este ano de trabalho, desenvolvemos os componentes técnicos e, principalmente, fundamentamos a identidade do projeto, o elemento principal de qualquer iniciativa que pretenda encontrar espaço na web".


Nardi mencionou uma entrevista recente concedida a Zenit por Vint Cerf, vice-presidente do Google e considerado um dos pais da internet, em que ele afirma que a web não deve ser apenas uma conexão de computadores, mas uma ferramenta para permitir que as pessoas colaborem entre si. "Na conexão dos computadores, houve enormes progressos. Mas nos aspectos humanos relacionados com a socialização ainda há muito trabalho a fazer. O problema é que as grandes redes são de empresas voltadas ao lucro, e o aspecto quantitativo prevalece sobre o qualitativo. É preciso criar, e levar a um alto nível de propagação, uma alternativa católica no mundo da mídia digital".


O projeto Orbisphera nasceu em 2011 sob os auspícios da Postulação para a Causa de Beatificação e Canonização de João Paulo II, um órgão da diocese de Roma dirigido por dom Slawomir Oder. A concepção e a implementação da Orbisphera foram confiadas a um grupo de trabalho constituído por voluntários, técnicos em informática e especialistas em comunicação, reunidos em uma associação laica sem fins lucrativos. A associação é presidida pelo prof. Carlo Jovine, especialista em neurologia da Congregação para as Causas dos Santos e membro do conselho de especialistas que definiu a "inexplicabilidade científica" da cura milagrosa da Irmã Normand, que sofria do mal de Parkinson. O desenvolvimento informático da Orbisphera coube à empresa Hexcogito, que já fez o portal dedicado a São João Paulo II (integrado à Orbisphera) e o site mundial para a canonização dos "Dois Papas Santos".

"João Paulo II sublinhou enfaticamente a responsabilidade dos agentes de comunicação, intuindo a importância das novas mídias digitais especialmente no tocante à formação dos jovens. Mas o seu sábio convite não foi acolhido e, agora, as redes sociais são muitas vezes rebaixadas a instrumentos de diversão, ou até de vulgaridade e desinformação".

A Orbisphera quer dar uma resposta concreta às últimas indicações da Igreja: promover um estilo cristão de presença no mundo digital, propondo formas de diálogo, intercâmbio, solidariedade e criação de relações positivas. A Orbisphera quer contribuir para "humanizar" a rede, promover a integração social e superar as fronteiras geracionais: tecnologia à medida do homem, para reforçar o sentido de comunidade e a centralidade da pessoa humana.


"A nossa identidade não está na tecnologia, mas na finalidade. Isto significa que, sem condicionar as interações entre usuários, vamos promover o surgimento de comunidades temáticas em áreas marginalizadas pelas grandes redes: universidade, escola, cultura, turismo religioso, voluntariado, organizações sem fins lucrativos. A identidade laica do projeto também quer ir além das fronteiras tradicionais do mundo católico para entrar em contato com os crentes de todas as religiões e com pessoas de todas as culturas".


A nova rede social, portanto, quer equilibrar qualidade e divulgação de impacto, nova evangelização e abertura ao mundo laico, promoção do diálogo e atenção aos estilos de vida das novas gerações, inspirando-se nos ensinamentos de João Paulo II e na "cultura do encontro" promovida pelo papa Francisco.


“As redes sociais têm-se revelado um poderoso canal para potencializar as notícias publicadas na mídia”, concluiu Nardi. “A Orbisphera visa transmitir conteúdos de qualidade e, para isso, conta com a colaboração de publicações católicas. Zenit e a Rádio Maria já aderiram. Estamos confiantes de que o encontro de Grottammare vai impulsionar o desenvolvimento de relações colaborativas: precisamos de rede para melhorar a mensagem. Por isso, estamos felizes de estar aqui e dar a nossa contribuição”.



Os documentos conciliares e a autoconsciência histórica dos cristãos

Um ponto de partida e uma base para a releitura do compromisso católico na sociedade contemporânea, em torno do binómio pesquisa-verdade

Roma, 26 de Junho de 2015 (ZENIT.org) Staff Reporter

Apresentamos a seguir um resumo da palestra ministrada por Renata Salvarani, professora de História do Cristianismo e História Medieval, durante o XII Simpósio Internacional de Professores Universitários (Roma, 25 a 27 de junho de 2015), sobre “História do cristianismo e autoconsciência histórica no contexto do Concílio Vaticano II”.

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Impõe-se uma reflexão sobre o papel da história do cristianismo e sobre a autoconsciência histórica para os cristãos de hoje, cinquenta anos após o encerramento do concílio que, com maior evidência, quis enfatizar a dimensão do “ser no tempo” – dentro do tempo – da Igreja e da própria Salvação.
 

As elaborações dos padres conciliares, nos documentos finais, empregam fios que teceram os desenvolvimentos filosóficos do século passado, fazendo com que a mudança e a consciência do devir se tornasse a figura de um clima cultural ocidental que, naqueles anos, se abria para incluir mais diversidade em uma dimensão global. Isso, para nós, é um legado a ser valorizado e um estímulo a desenvolver estudos que destaquem, na concretude dos eventos, o dinamismo cristão e as suas implicações no seio das sociedades.
 

Alguns documentos do concílio, em particular, destacam a centralidade da história e da autoconsciência histórica para os cristãos e para o próprio cristianismo. Aspecto histórico e aspecto escatológico são afirmados, de fato, como dois componentes essenciais da realidade do povo de Deus, da sua própria existência. A ambas as dimensões corresponde a consciência da Igreja.
 

O capítulo I da constituição “Lumen Gentium” expressa claramente que a consciência da salvação está ligada, na fé da Igreja, não só à própria existência de Deus na sua transcendência, ou ao seu apelo dirigido ao homem, mas especialmente à "vinda" de Deus até o homem, até a comunidade humana. Esta vinda tem um caráter histórico, especialmente no sentido de que se realizou e se realiza incessantemente no curso da história da humanidade. A contínua inserção da Igreja na história humana foi apresentada pelo concílio com perspicácia, tanto em relação às pessoas quanto aos povos e nações. É igualmente claro que a universalidade da Igreja é toda permeada pela consciência histórica.
 

A “Gaudium et Spes” afirma que a consciência da Igreja como Povo de Deus é "histórica": "A Igreja, procedendo do amor do eterno Pai, fundada por Jesus Cristo Redentor, reunida no Espírito Santo, tem uma finalidade salvífica e escatológica que não pode ser plenamente atingida a não ser no mundo futuro. Ela já está presente neste mundo e é composta de homens, que são, de fato, membros da cidade terrena, chamados a formar, já na história da humanidade, a família dos filhos de Deus, que deve crescer constantemente até que venha o Senhor". A constituição destaca que, para a história da salvação, é importante o curso da história em si: "Segue-se uma aceleração tal da história que dificilmente pode ser seguida por homens individuais. Único se torna o destino da sociedade humana, sem mais se diversificar em muitas histórias separadas. O género humano passa, assim, de uma concepção estática da ordem para uma concepção mais dinâmica e evolutiva; isto favorece o surgimento de um conjunto formidável de novos problemas, que estimula novas análises e sínteses".
 

Também na “Dei Verbum” a salvação tem sua própria história no povo de Deus. A "vinda" de Deus decide a salvação também na dimensão histórica e é, acima de tudo, uma revelação de si mesmo por parte de Deus. Deus então fala aos homens como amigos. Estes homens são "históricos" ​​no sentido de que cada um tem a própria história individual e, ao mesmo tempo, cada um participa das histórias das várias sociedades e da história de toda a família humana.
 

Estão intimamente ligados a este conceito o caráter universal da Igreja e a necessidade do seu anúncio dentro de todas as culturas: a história da salvação passa através das almas humanas, mas encontra a sua expressão também em várias comunidades; mais ainda: torna-se história dessas comunidades.
 

O resultado é uma importância emergente do estudo da história do cristianismo, como análise objetiva dos eventos em que se verificou a inserção da mensagem evangélica dentro das transformações das sociedades ao longo do tempo.
 

A apresentação mais explícita do tema está no decreto “Ad Gentes”, sobre a atividade missionária da Igreja.
 

A “Nostra Aetate”, que é o texto conciliar de elaboração mais complexa, esboçado ainda em 1961, evidencia a importância da autoconsciência histórica do percurso da salvação em relação com a historicidade da ligação entre o cristianismo e o judaísmo.
 

O breve texto da “Perfectae Caritatis”, emanado para exortar a renovação das comunidades e das ordens religiosas, se refere à necessidade de aprofundar o conhecimento dos fundadores para manter vivo o seu carisma e os respectivos percursos para enriquecer a sua presença no mundo contemporâneo.
 

A partir dessas premissas magisteriais, a leitura e releitura do concílio, nos últimos cinquenta anos, religou os fios do debate pós-Segunda Guerra Mundial sobre a hermenêutica da história, sobre as filosofias da história, sobre a teologia da história.
 

Henri Irene Marrou retoma as questões críticas dos estudos sobre o compromisso moral e político do historiador na “Teologia da História” (primeiro em 1968, depois em 1979) e na “Nova História da Igreja” (1970), que faz referência explícita à lição conciliar tanto no geral quanto, em particular, nas menções à colegialidade e à globalidade.
 

“Le Paysan de la Garonne”, que Jacques Maritain publicou em Paris em 1966, se apresenta como uma reflexão sobre questões ainda abertas e bem presentes depois do concílio ecuménico: laicidade, papel da cultura europeia e, especialmente, a relação entre a pesquisa e a verdade, binómio irrenunciável para encarar com consciência e autoconsciência a pós-modernidade e as suas contradições. Nesta perspectiva, o conhecimento histórico emerge como necessidade central.

Luigi Giussani, a partir do ensaio sobre Reinhold Neibuhr e especialmente em “O Compromisso do Cristão no Mundo” (1971), fez da entrada do "fato" de Cristo no tempo e na história o pivô das suas elaborações teológicas, fundando nele a dimensão moral do cristão, a dimensão do anúncio e a centralidade da Igreja-comunidade no mundo de hoje.


Karol Wojtyla, que tinha participado nos trabalhos do concílio como administrador capitular da arquidiocese de Cracóvia, no ensaio “Junto às Fontes da Renovação”, dedicada à definição de uma hermenêutica do Vaticano II em perspectiva espiritual e não política de dialética entre duas frentes internas, reserva um capítulo inteiro à importância da autoconsciência histórica do cristão a respeito do seu agir no mundo e da perspectiva escatológica do seu ser, como pessoa e como Igreja.


Esses textos, bem como os desenvolvimentos críticos a eles relacionados, são o nosso ponto de partida e a nossa base de releitura do compromisso do historiador cristão na sociedade contemporânea, em torno do binómio pesquisa-verdade e da questão do papel da cultura europeia no mundo globalizado.



Santa Sé e Palestina assinam acordo histórico

O Acordo Global ‘inclui o reconhecimento oficial da Palestina como Estado pela Santa Sé, como sinal de reconhecimento do direito do povo palestino à autodeterminação’

Roma, 26 de Junho de 2015 (ZENIT.org) Rocio Lancho García

A Santa Sé e o Estado da Palestina assinaram um histórico Acordo Global nesta sexta-feira no Vaticano. O acordo segue o que já tinha sido assinado entre a Santa Sé e a Organização para a Libertação da Palestina (OLP) em 15 de Fevereiro de 2000 e é o resultado das negociações levadas a cabo por uma comissão bilateral nos últimos anos. Mons Paul Richard Gallagher, secretário para as Relações com os Estados, assinou em nome da Santa Sé e Riad Al-Malki, ministro dos Assuntos Exteriores,  assinou em nome do Estado da Palestina.

Pela primeira vez o Acordo "inclui um reconhecimento oficial da Palestina como Estado pela Santa Sé, como sinal de reconhecimento do direito do povo palestino à autodeterminação, à liberdade e a dignidade em seu próprio Estado independente, livre das amarras da ocupação”, como explicou o ministro palestino. Também indicou que também apoiou "a visão em favor da paz e da justiça na região, de acordo com o direito internacional, com base em dois Estados, que vivem lado a lado em paz e segurança baseado nas fronteiras de 1967".

O Acordo consiste em um preâmbulo e 32 artigos divididos em oito capítulos. Também aborda "aspectos essenciais da vida e da atividade da Igreja no Estado da Palestina, reafirmando ao mesmo tempo o apoio por uma solução negociada e pacífica da situação na região”, anuncia o comunicado distribuído pela sala de imprensa da Santa Sé. Tal acordo entrará em vigor quando ambas as partes notificarem por escrito que estão satisfeitas com os requisitos constitucionais ou internos para que o Acordo entre em vigor.

No discurso feito por Dom Gallagher no momento da assinatura, definiu o Acordo como um "passo importante no caminho das boas relações que existem felizmente há algum tempo entre as partes".

Também expressou o seu desejo de que o Acordo possa, de alguma forma, constituir um “estímulo para pôr um ponto final de forma definitiva ao problemático conflito israel-palestino, que continua a causar sofrimento para ambos os lados". Também espera que "a desejada solução de dois Estados torne-se uma realidade em breve". A este respeito, disse que o processo de paz só pode progredir através de negociações diretas entre as partes, com o apoio da comunidade internacional. "Isso realmente exige decisões corajosas, mas também será uma grande contribuição para a paz e a estabilidade da região", observou.

Sobre o Acordo apenas assinado, Monsenhor Gallagher disse que está satisfeito com "o reconhecimento jurídico que se estabelece claramente" e com "as garantias oferecidas à atividade da Igreja Católica e suas instituições".

No contexto complexo do Oriente Médio, onde em alguns países os cristãos sofreram perseguições, este Acordo "é um bom exemplo de diálogo e de cooperação", afirmou. Por esta razão, mons. Gallagher deseja que sirva de modelo para outros países árabes e de maioria muçulmana.

Enquanto isso, Riad Al-Malki, disse que a histórica assinatura deste Acordo “sem o apoio e o compromisso pessoal do presidente Abbas sem a bênção de Sua Santidade o Papa Francisco aos nossos esforços nesse sentido".

Sobre o Acordo, destacou que “as suas disposições abraçam a visão comum das duas partes em favor da paz e da justiça na região, a proteção das liberdades fundamentais, o status e a proteção dos Santos Lugares, e os meios para reforçar e promover a presença e as atividades da Igreja católica no Estado da Palestina”.

Por outro lado, o ministro indicou que se está passando por um momento em que "o extremismo, a violência e a ignorância bárbara ameaçam o tecido social e a identidade cultural da região e certamente o património humano”. Neste cenário – garantiu Al-Malki – o Estado da Palestina reitera seu compromisso de combater o extremismo e promover a tolerância, a liberdade de consciência e de religião e salvaguardar da mesma forma os direitos de todos os seus cidadãos.

Este Acordo "consolida e melhora as circunstâncias atuais, em que a Igreja Católica tem direitos, privilégios, imunidade e livre acesso. Confirma a posição da Igreja como uma importante fonte de apoio da vida de muitos palestinianos", explicou o ministro.