Páginas

sábado, 5 de setembro de 2020

Dia Internacional da Caridade

Bom dia e paz e bem!

Hoje é o Dia Internacional da Caridade.

Foi instituído pela ONU - Organização das Nações Unidas - em 2012, assinalando-se anualmente a 5 de setembro na data da morte de Madre Teresa de Calcutá (1910-1997), padroeira da Cáritas em todo o mundo.

“A Cáritas pede que, neste dia, ninguém deixe de ter um gesto de auxílio em favor de quem esteja em necessidade. Uma visita, um donativo, um abraço, uma diligência, …são algumas das formas de viver, de verdade, este dia. Neste dia que ninguém em sofrimento seja esquecido” - Presidente da Cáritas Portuguesa, Eugénio Fonseca

A instituição católica vai lembrar as pessoas que cuidam dos mais “vulneráveis”, “pobres, doentes, isolados, marginalizados” e os que foram afetados pela pandemia, neste Dia Internacional da Caridade.

“Neste dia homenageamos todos aqueles que estão na linha da frente na defesa dos mais vulneráveis, em todo o mundo. Homens e mulheres para quem os mais pobres, doentes, isolados, marginalizados, são a imagem do amor que materializa a missão e a identidade da Cáritas” - Cáritas Portuguesa

 


Foto Lusa

Uma sugestão para este fim de semana continuam a ser as Feiras do Livros – em Lisboa e no Porto – que terminam no próximo dia 13.

A Agência ECCLESIA já esteve na 90.ª Feira do Livro de Lisboa e conversou com as editoras católicas que não quiseram deixar de marcar presença e estar mais próximas dos seus leitores: A Difusora Bíblica dos Capuchinhos; a Paulinas Editora e a Paulus Editora, uma grande família religiosa dedicada à comunicação, a Editora Lucerna e as Publicações Jesuítas da Companhia de Jesus.

 

Ao sábado o sítio online www.agencia.ecclesia.pt é onde nos pode encontrar com notícias nacionais, do Vaticano e internacionais, mas no domingo já pode ouvir o programa Ecclesia na rádio Antena 1, às 06h07, e no programa ‘70X7’, a partir das 17h17, na RTP2, que são sobre a Festa de Nossa Senhora dos Remédios, na Diocese de Lamego.

Votos de um bom sábado, também na nossa companhia.
Cumprimentos
Carlos Borges

 

 


www.agencia.ecclesia.pt

      




sexta-feira, 4 de setembro de 2020

Homo viator - On the road


Em torno de "Os Itinerários Culturais do Conselho da Europa - Caminhos de fé e de encontro"

Curiosamente, mas não por casual coincidência, quando se aproximava o final do Ano Europeu do Património Cultural – cuja importância o Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura assinalou, difundindo o discurso sumular e autorizado de Guilherme d’Oliveira Martins –, o Palácio da Europa em Estrasburgo acolheu, a 27 de novembro de 2018, uma atividade invulgar da Missão Permanente da Santa Sé no Conselho da Europa: um Colóquio sobre os Itinerários Culturais enquanto caminhos de Fé e de Encontro.

Essa iniciativa foi indubitavelmente relevante, quer por decorrer da consciência de que esses itinerários, sendo desde a sua origem grandes caminhos de peregrinação, constituíram historicamente fatores decisivos de formação da Europa e das suas nações (fecundando-a como matriz cristão, num processo de mobilidade e intercâmbio paralelo à ação de São Bento e às suas casas sacras de enraizamento), quer por poderem traduzir-se hoje em não menos importantes fatores de conhecimento mútuo, de interação entre povos e de coesão comunitária.

Além da importância inerente à temática que nos convocava a Estrasburgo nestes dias, os delegados das Conferências Episcopais das várias nações puderam apreender e partilhar a importância da Missão Permanente da Santa Sé no Conselho da Europa, coração da União Europeia; e puderam ponderar as questões mais candentes da relação hodierna entre Fé católica e cultura (pendores do pensamento e manifestações lúdico-artísticas, mas também modos de vida, processos sociais e coonestações ideológicas).

Essas questões foram objeto de elucidativos testemunhos da generalidade dos participantes, mas sobretudo de luminosas palestras do Cardeal Bagnasco e do Arcebispo Jesus Sanz Montes, tão lúcidas e fundamentadas na análise do mainstream e do establishment, quanto clarividentes e sugestivas para o confronto cristão com esse contexto.

Ao mesmo tempo, este encontro constituiu a primeira grande iniciativa com apresentação no espaço público da nova Comissão de Evangelização e Cultura, presidida pelo Bispo lituano D. Zbignevs Stankevics, e da sua secção para a Cultura, chefiada pelo Arcebispo de Oviedo, D. Jesus Sanz Montes. O valor simbólico desse ato inaugural e da resposta das Conferências Episcopais das várias nações europeias ao convite para participação foi repetidamente sublinhado Cardeal Angelo Bagnasco, Presidente do

Conselho das Conferências Episcopais Europeias, e pelos mais altos responsáveis do encontro, que se desdobrou em jornada de trabalho, a 28 de novembro, no Centre Culturel Saint Thomas.

A propósito do que nesse contexto tive oportunidade de manifestar como delegado da Conferência Episcopal Portuguesa, importa reavivar o que é próprio da nossa peculiar missão apostólica – a dialética entre evangelizar a Cultura através da dinâmica social e evangelizar a Sociedade através da dinâmica cultural – e considerar nessa perspetiva o significado e as potencialidades pastorais dos Itinerários Culturais e das Peregrinações.

Com efeito, segundo o nosso discernimento cristão, o imaginário das Rotas culturais e a frequência dos seus percursos vêm inscrever naquela dialética um traço indelével da condição humana e uma tendência recorrente na vida contemporânea, a saber, a natureza do homo viator iluminada pela melhor tradição do humanismo cristão e o impulso para viver, como diria um emblemático título da Beat Generation, on the road. Peregrinam muitos, hoje, por ditame da consciência doutrinada e operante, já em vivência de piedade orante, ou ainda em fase de intencionada ascese e edificante recentramento espiritual (em réplicas mais ou menos singelas do alto exemplo de almas como a de Charles Péguy). Movem-se outros em errâncias existenciais supostamente transviadas, mas buscando o encontro com a face de Deus – como descobria o aludido Jack Kerouac.

Assistimos em Portugal a um surto considerável de turismo cultural, que passa em grande parte pela figura do itinerário: rotas literárias, rotas monumentais, visitas guiadas, passeios temáticos, etc.

Atenta a esse fenómeno sociológico – de que desde cedo também faz parte, com o projeto da “Rota das Catedrais”, de âmbito nacional, e com iniciativas de âmbito diocesano -, a Igreja não só lhe dedica o trabalho da Obra Nacional da Pastoral do Turismo, mas procura também evangelizá-lo através da ação coordenada dos seus Secretariados da Comissão Episcopal da Cultura, dos Bens Culturais e das Comunicações Sociais.

Por um lado, o Secretariado dos Bens Culturais (históricos e artísticos de matriz religiosa), não numa perspetiva meramente museológica ou mecanicamente erudita do Património, mas sim de atualização irradiante do seu conhecimento e de dinamização da relação espiritual com ele.

Por outro lado, o Secretariado da Pastoral da Cultura que cuida de difundir uma poética da Espiritualidade, em interação quer com os círculos criativos do pensamento, das artes, da literatura, nas elites urbanas, quer com os valores culturais da religiosidade popular nos espaços rurais ou provinciais.

No que respeita aos Itinerários Culturais, propomo-nos não só marcar com aquela poética da Espiritualidade católica os modos referidos do atual turismo cultural, mas também tomarmos a iniciativa nesse domínio – quer associando facetas culturais às romagens tradicionais a santuários e templos (Caminhos de Fátima, Caminhos de

Santiago, Caminhos da Padroeira – Nossa Senhora da Conceição, Rainha de Portugal, etc.), quer gizando uma geopoética cristã e delineando percursos alternativos de geografia literária e artística em torno de lugares e trajetos de criadores católicos (músicos, pintores, escultores, arquitetos, escritores, encenadores, fotógrafos, cineastas…).

Em suma, pois, enfrentamos um duplo desafio e ensaiamos um duplo movimento de resposta: impregnar de valores cristãos os itinerários culturais da sociedade civil (tanto os de tradições antigas tributárias da religiosidade popular, quanto os de notoriedade mais recente e contaminada pelos interesses económicos e políticos do turismo cultural e/ou religioso) e impregnar de valores culturais os itinerários católicos de peregrinação.

Evidentemente, na adoção dessa perspetiva e no compromisso com esse projeto estão implícitas razões que me parecem merecer mais dilatada reflexão no seio da Igreja em Portugal, bem como motivar renovadas orientações e investimentos maiores na Pastoral da Cultura.

Por um lado, atenção especial ao incremento e ao enquadramento religioso-cultural dos itinerários e das peregrinações, à refontalização doutrinada das tradições de religiosidade popular, ao envolvimento dos meios de cultura urbana por uma incontornável revitalização das presenças cristãs na vida coletiva e no espaço público.

Por outro lado, interrogação sobre o grau atual de difusão internacional dos caminhos portugueses de peregrinação e ponderação da sua integração na rede europeia dos itinerários religiosos e/ou culturais.

José Carlos Seabra Pereira

Diretor do Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura

Imagem: HalfPoint/Bigstock.com

Publicado em 21.01.2019

https://www.snpcultura.org/homo_viator_on_the_road.html 


quinta-feira, 3 de setembro de 2020

A pobreza é uma opção política


As fortunas dos super-ricos aumentaram 12% em 2018, ao ritmo de 2,5 mil milhões de dólares por dia. No mesmo
 período, 3,8 mil milhões de pessoas, que constituem a metade mais pobre da humanidade, viram decrescer os seus bens em 11%. Vinte e seis ultramilionários possuíam, o ano passado, a riqueza equivalente à da metade mais pobre do planeta.

Uma concentração de enormes fortunas nas mãos de poucos, que, segundo o último relatório da Oxfam que desde hoje está a ser analisado pelos participantes no Fórum Económico Mundial, em Davos, evidencia a iniquidade social e a insustentabilidade do sistema económico.

A nível global, regista-se também uma forte discriminação de género. As mulheres ganham em média 23% menos em relação aos homens, que controlam mais de 86% das empresas.

Além disso, o trabalho de cuidar, que não é retribuído e que, na maior parte dos casos, é confiado às mulheres, representa «um enorme subsídio escondido à economia», que, «paradoxalmente, amplifica as desigualdades económicas porque afeta sobretudo as faixas mais pobres da população».

Como se não bastasse, as opções políticas agravam o diagnóstico. Os serviços públicos são sistematicamente subfinanciados ou são entregues a entidades privadas, com a consequência de que muitas vezes os mais pobres são deles excluídos.

É por isso que em muitos países uma educação e uma saúde de qualidade tornaram-se um luxo que só os mais ricos podem permitir-se. Com efeito, regista-se que diariamente morrem 10 mil pessoas no mundo porque não conseguem pagar as despesas médicas.

Como consequência, nos países em via de desenvolvimento uma criança de uma família pobre tem o dobro das possibilidades de morrer durante os primeiros cinco anos de vida em comparação com um dos seus pares ricos.

Também as perspetivas de vida são muito diferentes. No Quénia, por exemplo, uma criança rica frequentará a escola pelo dobro dos anos em relação a uma proveniente de uma família desfavorecida.

O documento evidencia igualmente a responsabilidade dos governos, que demoram a adotar medidas eficazes para deter a desigualdade crescente. Além do subfinanciamento, a luta à fuga fiscal está estagnada, enquanto que as grandes empresas e os super-ricos contribuem fiscalmente menos do que quanto poderiam.

In L'Osservatore Romano

Trad.: Rui Jorge Martins

Imagem: Tinnakorn/Bigstock.com

Publicado em 21.01.2019

https://www.snpcultura.org/a_pobreza_e_uma_opcao_politica.html 


De regresso à Praça de São Pedro

Não foi o meu regresso, mas o de cerca de 500 pessoas que puderam estar com o Papa Francisco esta quarta-feira no Vaticano, naquele que foi o regresso às audiências públicas com a presença física de fieis.

«Depois de tantos meses retomamos o nosso encontro face a face, e não ‘tela a tela’, mas face a face».

E esta foi a ocasião para, dando continuidade ao ciclo de catequese sobre o tema ‘Curar o mundo’, no contexto da pandemia originada pelo coronavírus Covid-19, Francisco afirmar o valor da solidariedade para sair da crise.

“Uma solidariedade guiada pela fé permite-nos traduzir o amor de Deus na nossa cultura globalizada, não construindo torres ou muros que dividem e depois desabam, mas tecendo comunidades e apoiando processos de crescimento verdadeiramente humanos e sólidos”, explicou.

Foi também neste contexto que o Papa quis colocar na agenda e não deixar esquecer a situação no Líbano, convocando para amanhã, um dia de oração e jejum.

“O Líbano foi um país de esperança, também durante os períodos mais escuros da sua história os libaneses conservaram a sua fé em Deus e demonstraram a capacidade de fazer da sua terra um lugar de tolerância, de respeito, de convivência, único na região”, desenvolveu.

A atualidade informativa fica ainda marcada pela acreditação do curso de Medicina pela Agência de Avaliação e Acreditação do Ensino Superior (A3ES), apresentado pela Universidade católica Portuguesa: nas palavras da reitora, Isabel Capeloa Gil, tratou-se de “um grande dia para o Ensino Superior e para o sistema científico nacional”.

Foi também notícia a “restruturação” que o Santuário de Fátima está a levar a curso, com o objetivo de reduzir os “custos fixos”, nomeadamente a diminuição de postos de trabalho, resultado de quebras da presença de grupos organizados no recinto “superiores a 95%”.

No portal da Agência Ecclesia encontra ainda as «Conversas Originais – das palavras à ação» que esta semana mantemos com o padre Nuno Santos, reitor do seminário de Coimbra, a cada noite ou a cada tarde, avançamos nos desafios de originar recomeços e atitudes.

Mas há mais para ler, ver e ouvir em agencia.ecclesia.pt

Encontramo-nos lá?

 

 


www.agencia.ecclesia.pt

      




quarta-feira, 2 de setembro de 2020

Novos livros da PAULUS Editora

​​

 


PAULUS Editora · Estrada de são Paulo · 63 · Apelaçao 2680-294 · Portugal



O não à eutanásia é o sim à vida

Cada vez mais caminhamos para a retrógrada e perigosa visão utilitarista da vida, onde a dignidade da vida humana é medida pela sua utilidade para a sociedade, ou seja quanto mais útil for uma vida humana para sociedade mais dignidade e direito a viver tem. Já quanto é menos útil para a sociedade, ou até só um «peso», essa vida tem menos direito a viver e menos dignidade. Isto é andar para trás no tempo.

 

Voltamos a 650 antes de Cristo, quando na Grécia, mais concretamente em Esparta, qualquer bebé espartano que seja deficiente é morto de imediato. Isto por não poder servir Esparta, por não poder ser útil a Esparta no trabalho reservado aos homens, o de ser soldado. É impedido ao bebé o seu direito de viver pela simples razão de não ser útil para o exército.

 

Mais recente do que a Esparta antiga é a Roma antiga, onde de 500 a.C a 391 d.C se praticava constantemente a eutanásia. Esta prática era comum entre as pessoas mais pobres. A Eutanásia era utilizada para doenças hoje do foro da normalidade e que são facilmente curadas, porém na altura doenças letais. Nesses casos de doenças então letais, os mais endinheirados desembolsavam fortunas para poderem ser tratados, ou para se lhes poder aliviar o sofrimento. Já aos menos endinheirados era-lhes inevitavelmente impingida a eutanásia, isto por não terem essa riqueza disponível.

 

Estes casos de não se poder ser tratado residem na ausência dos cuidados paliativos. O estado Romano não investia dinheiro para proporcionar a todos tratamentos que lhes aliviassem o sofrimento, ou que até os tratassem. Aproximamo-nos em muito desse tempo.


Mais recentemente e muito mais tenebroso do que na Roma antiga é o caso da Alemanha Nazi, o Terceiro Reich. Nele, a famosa propaganda de Goebbels que promovendo o programa Tiergartenstrasse 4 ia convertendo a população alemã à necessidade da prática da eutanásia àqueles que tinham doenças terminais ou incuráveis ou até que fossem somente deficientes, chamando-lhes de «pesos para o estado». Isto em troca de se conseguir tirar todas as famílias alemãs da pobreza.

 

É indiscutível o utilitarismo na visão Nazi da vida Humana e é também indiscutível a sua barbaridade, a propósito dessa mesma visão.

 

Ora é esta mesma visão utilitarista da vida que sucede nos dias de hoje, na qual por detrás de palavras bonitas como “liberdade” e “escolha” se esconde a verdadeira visão e o verdadeiro objetivo. A verdadeira visão é a visão já acima referida; a visão de que só uma vida útil para a sociedade é que é uma vida com dignidade e o verdadeiro objetivo é o objetivo de eliminar «os fardos» da sociedade.

 

A discussão a favor da eutanásia não gira em torno de direitos, não gira em torno do muito evocado direito a morrer. A luta contra eutanásia é assente em direitos, no direito à vida, no direito a ser tratado, no direito aos cuidados paliativos e no direito a morrer acompanhado com a dor aliviada, com amor à sua volta, a verdadeira morte digna.

 

A luta contra eutanásia, o não à eutanásia é o sim à vida e à sua dignidade inviolável. É perceber que a eutanásia não acaba com o sofrimento, a eutanásia acaba com a vida da pessoa. Dizer sim à eutanásia, é cair na tentação do egoísmo social e por isso abdicar da nossa sociedade humanista e da sua solidariedade inerente. A sociedade solidária foi uma conquista enorme da época contemporânea, não a podemos negar, esquecendo-a e contradizendo-a.

 

O que um doente terminal num sofrimento abismal precisa é de amor e de carinho, não é que lhe deem a escolher entre a sua morte e o sofrimento.

Manuel Maia e Simões 




Somos parte, e não patrões…

Somos “parte, não patrões, da rede interligada da vida”, afirmou ontem o Papa na sua mensagem para o Dia Mundial de Oração pelo Cuidado da Criação que se assinalou esta terça feira. Francisco pediu atenção aos “mais vulneráveis” afirmando que a desintegração da biodiversidade, o “aumento vertiginoso” de catástrofes climáticas, “o impacto desproporcionado” da pandemia Covid-19 sobre os mais pobres e frágeis “são sinais de alarme perante a avidez desenfreada do consumo”. Este Dia Mundial de Oração pelo Cuidado da Criação, foi o início de um ‘tempo da criação’, este ano com o tema ‘Jubileu da Terra’, que decorre até 4 de outubro.


Foto: Vatican News

E esta manhã Francisco vai voltar a ter a presença de fiéis nas suas audiências gerais de quarta-feira. O Pátio de São Dâmaso no Vaticano, é agora o local de acolhimento para os fiéis que participam nestes encontros semanais com o Papa.


Foto: Associação Portuguesa de Canonistas (arquivo)

Em Fátima começa hoje o encontro nacional promovido pela Associação Portuguesa de Canonistas que vai abordar os desafios antropológicos relacionados com a ideologia do género e algumas das suas consequências no ordenamento civil e no ecossistema jurídico canónico. Um dos intervenientes é D. António Couto, Bispo de Lamego, que aborda a fundamentação bíblica relativa à antropologia cristã.

Duas centenas de alunos das licenciaturas de Economia e Gestão da Católica Lisbon School of Business & Economics, vão estar, esta quarta feira sede do Banco Alimentar (BA), em Lisboa, numa “praxe” solidária de luta contra a fome. Num momento em que a pandemia de Convid-19 fez disparar os pedidos de auxílio ao BA, os futuros economistas e gestores vão estar ocupados na “preparação de comida, rotulagem de alimentos e na remodelação do espaço, ao pintar as paredes da sede”, refere um comunicado da Universidade Católica Portuguesa (UCP).

Na RTP2, esta semana o programa Ecclesia é às 7h00. Mas se já vai tarde, saiba que ele ficará disponível mais logo no site da Agência Ecclesia. 

Pelas 22h45 é a sua edição rádio que pode acompanhar na Antena1. 

Tenha um grande dia

Henrique Matos




terça-feira, 1 de setembro de 2020

A Eutanásia sem travões: a rampa deslizante em funcionamento

A Holanda e a Bélgica, entre outros países que legalizaram a prática legal da Eutanásia, estão a praticá-la já sem limites. O Teatro  LE PUBLIC, em Bruxelas, tem em cena até ao fim deste ano, a peça «À Vida e à morte» e o enredo é sobre um novo conceito que começa a invadir o “pensamento correcto” a favor da ultra-liberalização da Eutanásia, em nome da… Ecologia, no sentido de “salvar o planeta”.

É a ECOTANÁSIA. Ou seja: convencer e pedir às pessoas mais ou menos idosas e com saúde, para voluntariamente pedir a morte. Assim, haverá menos idosos/doentes e essa situação ajudaria a resolver o problema das reformas e da ocupação dos hospitais nos casos de doença. Deste modo, imagine-se: o dinheiro poupado com os “inúteis” ou como tal considerados, seriam investidos em… projectos ecológicos realizados ou a realizar por jovens empreendedores! ( cf. Le Bulletin en ligne sobre o tema no IEB-EIB de 11 de Novembro p.p.)

A ECOTANÁSIA seria a melhor maneira de salvar a “herança ecológica desastrosa que (nós) deixamos aos nossos (eventuais) filhos. Salvar a Terra promovendo a morte dos homens! Esta peça, nada ingénua, “é uma ficção distópica que sobe aos palcos no momento preciso em que na Bélgica, brotam novas propostas políticas, bem reais, de facto, que visam nomeadamente permitir a Eutanásia às pessoas cuja vida esteja acabada ou que estejam fatigadas de viver. Quando a Cultura serve a Política, a sociedade vai mal!

Na Bélgica ou por cá, onde já sabemos que o início do próximo ano, teremos a Eutanásia aprovada no Parlamento, atendendo à actual composição ideológica deste. E não se pense, ( e seria que se tivesse pensado antes das eleições!) que é o voto das esquerdas laicas que vai liberalizar a Eutanásia! (Peço aos meus leitores, muitos serão cristãos, presumo, que vejam como vão votar neste assunto de suma importância os deputados em quem votaram).

A história da legalização na Holanda e na Bélgica, nomeadamente, permite-nos afirmar que , abrindo uma frincha minúscula da porta de entrada na legalização daquela, essa porta vai-se abrindo permanentemente. É a chamada RAMPA DESLIZANTE. Aberta essa porta, convencendo os incautos ou os distraídos, que é por compaixão e só para casos bem dramáticos, que se abre a porta à legalização da Eutanásia, podem crer que não a vão conseguir fechar, pois, passo a passo, chegaremos, brevemente à ECOTANÁSIA!

Os exemplos dos países onde a “matança” a pedido ou do chamado “suicídio assistido” deveria alertar-nos para os enormes riscos que corremos ao permitirmos a Eutanásia, um dos maiores RECUOS CIVILIZACIONAIS a que temos assistido. As recentes campanhas de terrorismo ecológico que têm varrido o Ocidente (porque será que a Greta não vai fazer a sua campanha para a China, Índia ou Paquistão, os grandes poluidores que, provavelmente, são os fabricantes da roupa que veste ou dos telemóveis que usa?), querem culpar-nos, a nós, ocidentais, da “catástrofe” climática que já estaremos a viver. Criando-nos o sentimento de criminosos que só temos uma solução: DESAPARECER! Ou permitir que nos façam legalmente desaparecer, pois a Terra deve prevalecer sobre o Homem! A propósito desta “gretazição” alucinante e alucinada com que temos sido massacrados, seria bom que nos informássemos como foi o comportamento da Terra, quando ainda não havia homens nela, quanto à “ alterações climáticas”.

A Geologia ajuda-nos muito a saber que, por exemplo, o território que hoje é Portugal, SEM HUMANIDADE, já teve clima quente e seco (ver os arenitos de Silves), mares cálidos, calmos e pouco profundos cheios de corais (observem-se os calcários de Pataias) ou quentes e húmidos como florestas equatoriais, cujas marcas estão bem presentes nas ardósias de Valongo, por exemplo, ou admirar os vales glaciários da Estrela (o vale em U do Zêzere) e da Serra da Peneda-Gerês, quando as chamadas “neves perpétuas” atingiam grande parte do que é hoje Portugal. ….

Ah! Esquecia-me de dizer, o que todos sabem, que a Gronelândia, hoje coberta com enormes massas de gelo que se vão fundindo, já foi terra verde, daí o seu nome actual em dinamarquês(?), que significa “Terra Verde”! ECOTANÁSIA, queremos? Por mim e para mim: NÃO!… E não digo OBRIGADO.

Carlos Aguiar Gomes

Publicado no DIÁRIO DO MINHO / QUINTA-FEIRA / 26.12.19




Dia de Oração pelo Cuidado com a Criação

Bom dia e paz e bem!!

Começa hoje um tempo especial dedicado à criação, até 4 de outubro, festa de São Francisco de Assis, com o Dia de Oração pelo Cuidado com a Criação.

“Rezemos para que os recursos do planeta não sejam saqueados, mas partilhados de forma justa e respeitosa. Não ao saque, sim à partilha”, pediu o Papa Francisco n‘O Vídeo do Papa’, com a intenção de oração para o mês de setembro.

O Papa afirma que é preciso “cuidar da Criação com responsabilidade”, apela à partilha “de forma justa e respeitosa” dos “recursos do planeta” e alerta que se está a gerar uma “dívida ecológica”.

“Estamos espremendo os bens do planeta. Espremendo-os, como se fosse uma laranja. Países e empresas do Norte enriqueceram explorando dons naturais do Sul, gerando uma ‘dívida ecológica’. Quem pagará essa dívida?”

 

Em Portugal, a Comissão Episcopal da Pastoral Social e Mobilidade Humana escreveu uma nota sobre o Dia Mundial de Oração pelo Cuidado da Criação apresentando-o como “uma oportunidade extraordinária”, no contexto da pandemia de Covid-19, tempo “marcado pelo cuidado com os mais frágeis”.

“Vidas vividas na entrega aos outros, vidas dadas para que os outros vivam também.”

 

A Caritas Internacionalis afirmou em comunicado que a pandemia do novo coronavírus deve ser “um alerta para respeitar a Casa Comum”, mostra a interligação entre todos e sinaliza “sistemas sociais injustos”.

“Percebemos como sistemas sociais injustos criaram terreno fértil para a propagação de doenças, como são frágeis as nossas vidas e como éramos vulneráveis mesmo antes da propagação deste vírus”

 

O Conselho das Conferências Episcopais da Europa (CCEE) e a Conferência das Igrejas Europeias (CEC) convidam os cristãos a celebrar o ‘Tempo da Criação’ e lembram que a pandemia “revelou” quão “profundamente o mundo está interconectado”.

 

Neste primeiro dia de setembro propomos ver, ler e ouvir, o reitor do seminário de Coimbra em dose tripla.

O padre Nuno Santos é o entrevistado do programa ECCLESIA na RTP2, em horário especial às 07h00, (e na página da agência no Facebook pelas 15h00), depois está nas ‘Conversas Originais – das palavras à ação’, às 17h00, e pode ainda ouvir à noite na rádio, pelas 22h45, na Antena 1 da emissora pública.

 

Votos de uma boa terça-feira, e de um excelente «tempo da criação».
Cumprimentos,
Carlos Borges

 

 


www.agencia.ecclesia.pt

      




segunda-feira, 31 de agosto de 2020

Discurso de ódio

A legislação de vários países (e nelas se inclui o Código Penal português) vem criminalizando o chamado “discurso de ódio” (“hate speech”), isto é, o incitamento à violência, ao ódio e à discriminação em razão da raça, etnia, nacionalidade, religião, orientação sexual, identidade de género ou deficiência física ou psíquica, e também a injúria ou difamação em razão de alguma dessas características. Essa criminalização de algum modo contraria uma tendência oposta da nossa época, no sentido de uma cada vez mais alargada (a ponto de quase se tornar absoluta) proteção da liberdade de expressão.

Tive ocasião de ouvir sobre esta questão Paul Coleman, diretor executivo da organização Alliance Defending Freedom, dedicada à defesa da liberdade religiosa, da vida e da família. A sua tese (exposta também no seu livro Censored, Kairos Publication, Viena, 2016) é a de que essas leis são um perigo para a liberdade de expressão em geral e, de modo especial, também para a liberdade de expressão dos cristãos. Elas têm servido para censurar a voz de muitos cristãos em temas controversos, como os relativos à homossexualidade. Há vários exemplos de queixas ou participações apresentadas contra bispos que exprimiram a doutrina da Igreja sobre a prática homossexual, ou contra pregadores evangélicos que citam passagens bíblicas a tal relativas. Nalguns casos, pessoas que se pronunciaram sobre essa questão chegaram a ser condenadas judicialmente (condenações nem sempre confirmadas, porém, pelos tribunais de recurso). E tal verifica-se mesmo quando se distingue entre a condenação do “erro” e o respeito pela “pessoa que erra”. O carácter muito impreciso dos conceitos tem facilitado essas queixas e participações, as quais, mesmo quando não resultam em condenações, contribuem para um clima geral de auto-censura.

Reconheço esse perigo, mas não advogo a pura e simples descriminalização do chamado “discurso de ódio”. Não devemos esquecer-nos de que os cristãos também podem ser, e são-no muitas vezes, vítimas de discursos de ódio. Está em causa, antes, uma correta interpretação e aplicação dessas leis.

Há que distinguir a livre discussão de ideias (sobre a religião, sobre os cristianismo, sobre o Islão, sobre a prática homossexual) do que é ofensivo para com as pessoas (e também para com os seus sentimentos religiosos).

Às ideias (mesmo que sejam erróneas, injustas, chocantes ou absurdas) pode responder-se no plano do debate racional e da argumentação. Esse debate é sempre salutar numa sociedade aberta, livre e democrática. Ninguém deve recear esse debate, sobretudo quem está seguro de que, como afirma a declaração do Vaticano II sobre liberdade religiosa, «a verdade se impõe pela sua própria força, que penetra nos espíritos de modo ao mesmo tempo suave e forte»; ou, de acordo com o dito popular, «a verdade é como o azeite: acaba sempre por vir ao de cima».

Outra coisa são os insultos. Aos insultos não pode responder-se no plano do debate de ideias. Aos insultos não pode responder-se senão com o silêncio ou com outro insulto. Um insulto pode ferir tanto ou mais do que uma agressão física. E uma ofensa aos sentimentos religiosos (que se distingue da crítica a uma qualquer religião) também pode ferir tanto ou mais do que uma ofensa pessoal. E dessa forma se gera o ódio e se facilita, mais ou menos diretamente, a violência. Não é assim que se fortalece a sociedade livre, aberta e democrática.

É verdade que esta distinção, entre a crítica e discussão de ideias e o insulto, nem sempre é fácil, e que formas de expressão menos felizes ou delicadas podem não refletir a verdadeira intenção da pessoa. Mas não podemos recusar essa distinção, para salvaguardar a harmonia social, a dignidade humana, a paz e a liberdade.

Pedro Vaz Patto




domingo, 30 de agosto de 2020

El segundo país más católico de Asia ya tiene arzobispo: la Iglesia crece en la isla de Timor

P.J.Ginés/ReL

El salesiano Virgilio do Carmo Silva pasa a ser arzobispo de Dili, en Timo Oriental, una iglesia pujante de raíz portuguesa en Asia
El salesiano Virgilio do Carmo Silva pasa a ser arzobispo de Dili, en Timo Oriental, una iglesia pujante de raíz portuguesa en Asia

Hacia 1950, la isla de Timor, con una superficie similar a la de Galicia, contaba con unos 140.000 católicos. Hoy hay 12 veces más. En la mitad oriental desde 2002 se ubica la república de Timor Leste, el segundo país más católico de Asia, sólo por detrás de Filipinas.

Timor Leste tiene ahora, por primera vez, un arzobispo. El Papa ha decretado este 11 de septiembre que la diócesis de Dili sea sede metropolitana con respecto a las otras dos diócesis del pequeño país isleño, Bucau y Maliana.

timor_este_diocesis

El obispo de Dili, el salesiano Virgílio do Carmo da Silva, pasa a ser arzobispo, y por lo tanto la iglesia de esta ex-colonia portuguesa ya no depende tan directamente de la Santa Sede. Además, ahora la jerarquía de Timor Este "empata" con la de Timor Oeste, que tenía ya un arzobispo en Kupang.

De herencia portuguesa, país católico al 90%

Dili, que ahora es archidiócesis, cuenta con 667.000 habitantes de los que un 90% o 95% serían católicos. Se organiza en 30 parroquias, con unos 150 sacerdotes y un centenar de seminaristas mayores. La diócesis de Baucau tiene 322.300 habitantes (con 21 parroquias y 65 sacerdotes) y de la Maliana tiene casi 270.000 habitantes (con 11 parroquias y 35 sacerdotes). En Bacau y Maliana casi toda la población es católica.

La ciudad de Dili fue fundada por los portugueses en 1769: desde entonces mantuvieron una presencia constante en la parte oriental de la isla, mientras que sus rivales holandeses, protestantes, se establecían en la parte occidental. La frontera que fijaron en 1914 es la que sigue existiendo hoy: la antigua zona holandesa pertenece hoy a Indonesia, mientras que la zona portuguesa es desde 2002 la República de Timor Leste, con casi 1,2 millones de habitantes, de los que un 90% son católicos. Este país cubre 15.000 kilómetros cuadrados, el equivalente a la suma de Asturias y Cantabria.

timor_leste_iglesias

En 1976, cuando los portugueses se retiraron de Timor Oriental, Indonesia se anexionó el territorio portugués y reprimió con brutalidad cualquier resistencia. Se calcula que hasta 200.000 timoreses murieron en hambrunas o represalias bajo el gobierno indonesio. Indonesia se retiró en 1999, y con sus tropas buena parte de la población musulmana llegada de otras islas.

La Iglesia, que siempre apoyó a la población, mantiene una enorme autoridad moral. En 1996, el obispo Carlos Filipe Ximenes Belo, junto con el activista político José Ramos-Horta, recibieron el Premio Nobel de la Paz por "su trabajo por una solución justa y pacífica del conflicto de Timor Leste".

La población es pobre: es el país número 146 sobre 196 en PIB per cápita, y en el ranking Doing Business se señala como de los peores para hacer negocios: el 175 de 190 países. El país necesita siempre apoyo en escuelas, hospitales, ONGs... países lusohablantes como Portugal y Brasil envían sus misioneros.

La mitad indonesia de la isla, también muy católica

La otra mitad de la isla, Timor Occidental, que fue durante años colonia portuguesa, pertenece hoy a Indonesia, y tiene casi 2 millones de habitantes. La Iglesia se organiza en dos circunscripciones: la arquidiócesis de Kupang (1,5 millones de habitantes, 13% católicos) y la diócesis de Atambúa (600.000 habitantes, un 85% católicos).

Hacia 1950, la isla contaba con unos 100.000 católicos en la zona occidental y apenas 40.000 en la oriental. Hoy hay 7 veces más en la zona occidental y unas 25 veces más en la oriental. En toda la isla viven 1,8 millones de católicos. Es un ejemplo del crecimiento de la Iglesia Católica en Asia.

Otro ejemplo ayuda a enmarcarlo: en el territorio de la diócesis de Yakarta, en 1950, apenas había unos 30.000 católicos; hoy hay 500.000. Y, sin embargo, no son ni el 3% de la población del territorio diocesano. En Asia, todas las cifras tienden a hacerse descomunales.

En el vídeo, procesión y adoración de Corpus Christi en Dili en 2018


in