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domingo, 2 de outubro de 2016

Geórgia: Papa conclui visita marcada por mensagens de reconciliação entre católicos e ortodoxos

Foto: Lusa
Francisco chegou o Azerbaijão, com programa dedicado ao diálogo inter-religioso

Tbilisi, Geórgia, 02 out 2016 (Ecclesia) – O Papa encerrou hoje a sua primeira visita à Geórgia, iniciada na sexta-feira, onde deixou várias mensagens em favor da reconciliação de católicos e ortodoxos.

Francisco despediu-se no aerporto internacional de Tbilisi, onde foi recebido pelo presidente georgiano, Giorgi Margvelashvili, e pelo patriarca ortodoxo, Elias II.

Este sábado, num encontro com responsáveis católicos na capital do país, Tbilisi, Francisco rejeitou qualquer “proselitismo” face aos fiéis da Igreja Ortodoxa, considerando essa atitude “um grande pecado”.

“Nunca se deve fazer proselitismo com os ortodoxos! São irmãos e irmãs nossas, discípulos de Jesus Cristo, que por situações histórias muito complexas se tornaram assim. Eles e nós acreditamos no Pai, no Filho e no Espírito Santo, acreditamos na Santa Mãe de Deus”, explicou.

O Papa defendeu a importância da “amizade” e da oração, do trabalho conjunto entre cristãos de várias Igrejas, sem “nunca condenar um irmão ou uma irmã”.

A segunda visita de um pontífice católico à Geórgia (João Paulo II esteve no país em 1999) foi acompanhado por manifestações de protesto contra o papado e o Vaticano por parte de membros da Igreja Ortodoxa.

Francisco concluiu o programa oficial, na tarde de sábado, com uma visita à catedral patriarcal Svetyskhoveli, em Mtsketa, antiga capital do país, considerada o coração espiritual do mundo ortodoxo georgiano.

Este é o local onde, de acordo com a tradição, se conserva a Túnica de Jesus, venerada no dia 1 de outubro.

O Papa encontrou-se pelo segundo dia consecutivo com o patriarca ortodoxo, Elias II, a quem agradeceu pelo seu acolhimento.

“Que a partilha da comunhão, na oração e na união das almas, nas alegrias e nas angústias, seja sinal da atitude cristã fraterna, que marca o nosso caminho comum”, desejou.

Francisco confessou “grande amargura” pelas divisões que se criaram entre os cristãos ao longo da história, apelando “à mútua compreensão e a um espírito fraterno e cristão”.

“Somos chamados a ser um só em Cristo Jesus, não colocando em primeiro lugar as discórdias e divisões, porque é muito mais o que nos une do que o que nos divide”, concluiu.

Na Geórgia, o Papa apelou à coexistência pacífica entre povos, religiões e Estados no Cáucaso, além de rezar pelas vítimas dos conflitos na Síria e Iraque, numa inédita oração com a comunidade assírio-caldeia.

Francisco seguiu ao início da manhã de domingo para Bacu, capital do Azerbaijão, localizada nas margens do Mar Cáspio, onde chegou às 09h11 (menos três horas em Lisboa).

O pontifíce argentino seguiu imediatamente para a Igreja da Imaculada Conceição, junto ao centro salesiano da capital azeri, para presidir à Missa junto da comunidade católica, que representa 0,01% da população.

Numa visita de 10 horas, o Papa vai almoçar com a comunidade salesiana, ainda antes da cerimónia oficial de boas-vindas, na praça do palácio presidencial de Ganjlik, de uma visita ao Monumento aos Mortos pela Independência e do encontro com as autoridades no Centro ‘Heydar Aliyev’ - nome do terceiro presidente do Azerbaijão após a queda da URSS.

Francisco transfere-se em seguida para a Grande Mesquita de Bacu, que recebe um encontro inter-religioso, acolhido pelo xeque dos muçulmanos do Cáucaso.

O avião que transporta o pontífice argentino sai de Bacu às 19h15 para aterrar em Roma, às 22h00 locais (menos uma hora em Lisboa) de domingo.

O Papa Francisco visitou a Arménia entre os dias 24 e 26 de junho deste ano, naquela que foi a sua primeira visita ao Cáucaso.

OC


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Azerbaijão: Papa homenageia minoria católica, uma «comunidade da periferia»


Francisco presidiu à Missa na única paróquia do país, onde os católicos são 0,01% da população

Bacu, 02 out 2016 (Ecclesia) – O Papa iniciou hoje a sua primeira visita ao Azerbaijão, vindo da Geórgia, com uma Missa junto da comunidade católica, em Bacu, para deixar uma palavra de "coragem" a esta "periferia".

"Alguns podem pensar que o Papa perde muito tempo ao fazer tantos quilómetros de viagem para visitar uma pequena comunidade de 700 pessoas num país de 2 milhões. Não uma comunidade uniforme, porque entre vós fala-se azeri, italiano, inglês, espanhol, tantas línguas. É uma comunidade de periferia, mas o Papa nisto imita o Espírito Santo", explicou Francisco, falando de improviso no final da Eucaristia.

O Papa dirigiu-se diretamente do aeroporto internacional de Bacu para a igreja da Imaculada Conceição, junto ao centro pastoral dos salesianos.

Na intervenção final, Francisco recordou que o Espírito Santo "desceu do Céu para uma pequena comunidade da periferia, fechada no cenáculo", em Jerusalém, após a morte de Cristo, para dar aos primeiros cristãos a "força, a coragem" de avançar para anuciar Jesus.

"Só há duas coisas necessárias: naquela comunidade estava a Mãe. Não se esqueçam da Mãe. E naquela comunidade havia a caridade, o amor fraterno que o Espírito Santo derramou neles. Coragem, em frente, 'go ahead', sem medo, avancem", apelou.

A celebração decorreu na única paróquia católica em território azeri, onde os católicos são 0,01% da população de um país maioritariamente muçulmano.

“A Igreja inteira, que por vós nutre uma simpatia especial, tem os olhos postos em vós e encoraja-vos: sois um rebanho pequeno mas muito precioso aos olhos de Deus”, disse o Papa, na homilia da celebração – proclamada em italiano e traduzida para azeri.

Em todo o Azerbaijão, a comunidade católica tem cerca de meio milhar de fiéis, sete padres salesianos e cinco religiosas, das Missionárias da Caridade.

O Papa centrou a sua intervenção em dois aspetos “essenciais” da vida cristã, “a fé e o serviço”, convidando os participantes a “nunca perder a esperança”.

“A fé, que é um dom de Deus, tem de ser, por sua vez, cultivada também por nós. Não é uma força mágica que desce do céu, não é um «dote» pessoal que se recebe duma vez para sempre, nem mesmo um superpoder que sirva para resolver os problemas da vida”, acrescentou.

A homilia usou a imagem do “tapete” para explicar que a vida cristã “tem de ser pacientemente tecida cada dia, entrelaçando entre si uma teia e uma tecedura bem definida: a teia da fé e a tecedura do serviço”.

"Deus muda o mundo, mudando os nossos corações, mas não o pode fazer sem nós; com efeito, o Senhor deseja que lhe abramos a porta do coração, para poder entrar na nossa vida", afirmou o pontífice argentino.

O Papa sustentou que o serviço é um “estilo de vida” e convidou os católicos do Azerbaijão a permanecer “unidos, vivendo humildemente em caridade e alegria”.
A homilia concluiu-se com uma citação de Santa Teresa de Calcutá, fundadora das Missionárias da Caridade: “O fruto da fé é o amor. O fruto do amor é o serviço. O fruto do serviço é a paz”.

A Missa teve leituras e orações em inglês, azeri e russo.

No final da Eucaristia, os católicos azeris ofereceram ao Papa uma tapeçaria, com a representação da igreja da Imaculada Conceição.

Antes da recitação do ângelus, Francisco falou dos "anos de perseguição", numa alusão ao regime da URSS, e elogiou os "cristãos corajosos" que foram "fiéis na adversidade".

O Papa pediu aos católicos do Azerbaijão que testemunhem com "alegria" a sua fé, saudando os Salesianos e as Missionárias da Caridade.

Algumas dezenas de pessoas seguiram a celebração no exterior da igreja, com a ajuda de um ecrã gigante.

Francisco cumprimentou os fiéis que o esperavam no local, durante vários minutos, e depois dentro da igreja, naquele que foi o seu primeiro ato público na capital do Azerbaijão.

O Papa João Paulo II visitou Baku entre 22 e 23 de maio de 2002.

OC


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Azerbaijão: Papa encontra-se com presidente e homenageia os que lutaram pela independência


Bacu, 02 out 2016 (Ecclesia) – O Papa encontrou-se hoje com o presidente do Azerbaijão, Ilham Heydar Aliyev, no palácio presidencial de Ganjlik, para a cerimónia oficial de boas-vindas ao país.

Após dois dias na Geórgia, Francisco prossegue em Bacu a sua segunda visita deste ano ao Cáucaso.

A visita de 10 horas a território azeri começou com uma Missa para a comunidade católica e inclui, esta tarde, uma homenagem no monumento aos “caídos pela independência”.

OC


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La Fundación Jérôme Lejeune relanza su Master Internacional en Bioetica online para graduados

ReL  1 octubre 2016

La doctora Mónica López Barahona, titular
de la Cátedra de Bioética Jérme Lejeune.
Menos de un año después de la creación de una delegación permanente en España, la Fundación Jérôme Lejeune abre las puertas del Máster Internacional en Bioética. Esta iniciativa, que había sido puesta en marcha bajo la dirección de la doctora Mónica López Barahona en 2008, ha sido actualizada a la luz de los avances científicos más recientes, incorporando nuevos profesores al equipo docente como el doctor Nicolás Jouve de la Barreda, catedrático de Genética, o la doctora Blanca López-Ibor.

El programa comienza así una nueva andadura con un nutrido grupo de alumnos que iniciarán sus estudios el próximo 3 de octubre. El programa, que se presenta a todo el público hispanohablante que tenga inquietud por adquirir una formación en bioética de alta calidad, ofrece razones y argumentos desde la razón y la ciencia en cuestiones a menudo complejas como el origen de la vida humana, la fecundación in vitro, el tratamiento de la persona con discapacidad o enfermedad, los cuidados paliativos, la valoración de las prácticas transhumanistas o los úteros de alquiler.

El Máster Internacional en Bioética se cursa online a través del Campus virtual de la Fundación. Cada alumno es tutorizado personalmente por un equipo de profesores universitarios altamente especializados y con gran experiencia en estas materias, desde la reflexión teórica y la práctica profesional. En la secretaría académica del Máster, la doctora Elena Postigo Solana, profesora de la Universidad Francisco de Vitoria de Madrid y miembro de la Academia Pontificia para la Vida, afirma que el Máster quiere “preparar al alumno de forma interdisciplinar y racional para afrontar las cuestiones de la bioética con precisión y rigor, permitiendo a los profesionales adquirir las habilidades que les permitan incorporarse a Comités de Ética asistencial o de investigación; y dando a todos los alumnos las herramientas y estrategias necesarias para poder realizar trabajos de investigación en bioética e, incluso, una posible tesis doctoral en esta disciplina”.

El Máster está dirigido a graduados en Medicina, Farmacia, Enfermería, Biología, Biotecnología, Filosofía, Derecho, Sociología, Humanidades, Magisterio, Periodismo, y a todas aquellas personas interesadas en la bioética que estén en posesión de una Licenciatura o Grado universitario.

Jérôme Lejeune (1926-1994), padre de la genética moderna y descubridor el síndrome de Down, y primer presidente de la Pontificia Academia por la Vida.
Por su parte la Dra. López Barahona, titular de la Cátedra de Bioética Jérôme Lejeune e igualmente miembro de la Academia Pontificia para la Vida (como lo fue el propio Jérôme Lejeune), afirma estar “muy ilusionada con retomar este proyecto, que es una de las principales razones de ser de nuestra Cátedra de Bioética. Tener la posibilidad de dar formación a personas de países diversos simultáneamente, en cuestiones de tanta trascendencia y relieve en el debate público a nivel internacional es una oportunidad maravillosa y un reto que no queríamos dejar pasar en la Fundación Jérôme Lejeune”.

La primera edición del Máster en esta nueva etapa comienza la primera semana de octubre de 2016; la próxima iniciará en febrero de 2017. Para consultar los requisitos de acceso y las posibilidades de ayudas, pueden dirigirse a la sede de la Fundación en Madrid [o contactando con Regina Lapetra, contacto@fundacionlejeune.es, (+34) 913 459 318].

Sentido de la Cátedra de Bioética Jérôme Lejeune
Con la creación de una delegación permanente en España en 2015, la Fundación Jérôme Lejeune ha dado un gran impulso a la Cátedra de Bioética Jérôme Lejeune que había creado en 2008. La Cátedra, bajo la dirección de la Dra. López Barahona, promueve una formación racional e interdisciplinar que permita cuidar y defender la vida humana en todo momento.

El objetivo fundamental es ofrecer a estudiantes y profesionales los conocimientos científicos, filosóficos y jurídicos que permitan analizar los problemas de la bioética y decidir cuál es la solución más adecuada en cada caso conforme al bien de la persona, al bien común de la sociedad, a la justicia, y pensando en el no nacido y en las futuras generaciones. La Cátedra ofrece además cursos más breves en bioética, como Los códigos de la vida, y asesora a personas o instituciones acerca de actuaciones o investigaciones que impliquen temas de bioética.

Una beatificación en estudio
El profesor Jérôme Lejeune (París, 1926-1994), fue un médico y genetista y es considerado como el padre de la Genética moderna tras descubrir, en 1958, la primera anomalía cromosómica: la trisomía del par 21, denominada comúnmente síndrome de Down. Su vocación médica le llevó a cuidar de las personas con discapacidad intelectual en la clínica y a buscar las causas de las anomalías cromosómicas mediante la investigación.

Su trabajo como científico y como médico, y su defensa de la vida de los no nacidos, le condujo a reflexionar sobre las grandes cuestiones de la vida humana y sobre el papel que la medicina y la investigación médica tienen en la tutela y promoción de la vida de los más débiles. Actualmente, la Iglesia sigue su causa de beatificación, que ya ha concluido la fase diocesana.

La Fundación Jérôme Lejeune fue creada en 1995 por los colaboradores, amigos y familiares del profesor Lejeune con la finalidad de dar continuidad a la tarea investigadora y médica que éste había iniciado. Con los fines de investigar, cuidar a las personas con discapacidad intelectual de origen genético y defender la vida humana, la Fundación ha realizado durante dos décadas una tarea investigadora que ha aportado valiosa información para el cuidado y la atención de las personas con síndrome de Down.

Una fuente inversión
En el ámbito de la investigación española sobre las causas y posibles terapias de la discapacidad intelectual con base genética, la Fundación Jérôme Lejeune ha invertido cerca de dos millones de euros en grupos investigadores españoles durante los últimos 15 años. Anualmente entrega premios de investigación y dota becas para investigar sobre temas de investigación básica y clínica en el síndrome de Down.

Pincha aquí para más información sobre el Master Internacional en Bioética de la Cátedra Jérôme Lejeune.



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«Voiceless [Sin voz]», una película con visos de emblemática para rescatadores y consejeros provida

Un abortorio enfrente de una iglesia... y un antiguo soldado dispuesto a expiar sus culpas

Buenas interpretaciones, un guión solvente y abundancia de matices convierten Voiceless en una gran película cristiana.

C.L. / ReL  1 octubre 2016

En los últimos años varias buenas películas han abordado con solvencia artística la cuestión del aborto: Bella (2006), con Eduardo Verástegui; October Baby (2011), basada en un caso real de una superviviente; Gimme Shelter [Buscando un destino] (2013), con toda una estrella como Brendan Fraser...

Voiceless [Sin voz] (ver abajo el tráiler) se va a unir sin duda a este ramillete cinematográfico provida a partir de su estreno en Estados Unidos el próximo 7 de octubre. Cuenta la historia de un soldado, licenciado por heridas de guerra, que llega a Filadelfia como profesor de boxeo en el centro social para jóvenes de una comunidad cristiana. Justo enfrente hay un abortorio, y la película refleja los esfuerzos de Jesse para movilizar a los fieles contra ese lugar. Se enfrenta a la pasividad del pastor y de sus parroquianos y a los miedos de su flamante esposa. Y, por supuesto, a la "clínica", porque empieza a trabajar en la calle para aconsejar y rescatar a madres del dramático error de matar a sus hijos.

Cuando se trata de Dios, no hay que conformarse con poco
Al centrar la historia en el propio compromiso de Jesse, Voiceless va más allá de ser una película sobre el aborto. Como explica su director, Pat Necerato, trata sobre el "viaje personal" del protagonista "para tener el nervio y el coraje de obedecer a Dios y comprometerse y actuar". "Tenemos que comprometernos contra el mal y comprometernos con Dios y no tener una actitud derrotista ante el Evangelio, sino una actitud victoriosa", añade.

Pat Necerato, director de Voiceless.
Se trata, pues de una incitación a actuar, que ha sido bien recibida en sus primeras exposiciones, consiguiendo por ejemplo el premio a la mejor película en el Northeast Film Festival 2015. "No puedo decirte cuántas veces le he escuchado a cristianos, incluso pastores, que tenemos que salvar almas y no preocuparnos tanto de enfrentarnos al mal", argumenta Necerato evocando un momento del film en el que se plantea esa duda: "Pero esas palabras nunca han casado bien con mi teología de que Cristo es Rey y puede redimir todos los aspectos de nuestro mundo".

"Es la primera película provida que afronta poderosamente las razones por las que la mayor parte de la gente no se compromete contra la injusticia del aborto. Está brillantemente orientada para inspirar a la Iglesia a la acción", afirma Joe Baker, presidente de la organización provida Save the Storks [Salvad las cigüeñas], que ofrece ayuda, información y una ecografía a las madres ante los abortorios.

Un compromiso personal, una responsabilidad propia
"¿Acaso no es nuestra responsabilidad proteger a esos niños sean cuales sean las consecuencias?", se pregunta en una escena la mujer de Jesse, Julia, interpretada por Jocelyn Cruz. Ni siquiera ella comprende del todo el empeño de su marido, porque puede acabar detenido (de hecho, eso sucede). Pero le apoya.

Julia (Jocelyn Cruz), en un momento de la película en la que se dirige a los miembros de la comunidad incitándoles a actuar en defensa de los inocentes.
Algo que a Jocelyn no le resulta difícil, porque ella está personalmente comprometida en la lucha provida: "Dar poder y proteger a las mujeres, a los niños y a las familias es una de mis pasiones. Me formé como comadrona, trabajo con las familias después del parto y veo de primera mano la importancia de que haya una comunidad de personas a tu alrededor cuando crías un hijo. ¿Qué mejor podemos hacer por las mujeres que ayudarlas, que estar ahí cuando tienen a los niños?".

El papel principal, el de su marido, lo encarna Rusty Joiner, un actor habitual en series de televisión (CSI, Urgencias, Bones, The Closer) que en los últimos años empieza a despuntar en el cine (Un invierno en la playa, Dragonfyre) y fue nominado a mejor actor en el Northeast Film Festival que galardonó a Voiceless.


 
Aunque Jesse es un soldado y profesor de boxeo y se convierte en el catalizador de la lucha activa del barrio contra el abortorio, lo que le mueve es el amor y la compasión, que son el eje de Voiceless. "En la batalla por salvar vidas no hay una aproximación única", comenta el director, "pero el denominador común siempre son la compasión y un corazón que ama".

Película con matices y realismo
Además, Jesse arrastra sus propias angustias, pues durante una acción de combate no consiguió salvar a una persona que sigue llevando en su conciencia. Incluso vivirá algún fracaso similar en su nueva batalla. Porque una de las virtudes de Voiceless es que intenta presentar la realidad tal cual es, huyendo del simplismo que en muchas películas cristianas sacrifica la calidad artística en aras de una exposición nítida y sin aristas del mensaje: "Los productores han conseguido huir de todas las debilidades que se esperan en películas hechas por creyentes militantes", opina Monica Migliorino Miller en Crisis Magazine.

Jesse (Rusty Joiner) decide embarcarse en una cruzada personal para ayudar a las madres que acuden al abortorio.
Y así asistimos a las carencias iniciales y falta de preparación de Jesse cuando quiere asesorar a una madre que acude, solitaria, a suprimir su embarazo, a los reproches que recibe a posteriori por parte de los familiares de la chica que quiso abortar, a algún indeseable incidente violento e incluso a un diálogo con la directora del abortorio que intenta presentar su punto de vista en la manera más objetiva posible.

El final de la película, dice Migliorino sin desvelarlo, no consiste en esa cadena de conversiones tumbativas que caracterizan algunas películas cristianas, sino en una sugerencia de que la lucha continúa, va para largo, y alternará triunfos con derrotas. Y donde las personas, sin ser santos ni demonios, sí son personas enfrentadas a responsabilidades concretas que asumirán... o no.

"Una muy buena película provida, bien interpretada, bien escrita, bien dirigida", concluye Migliorino. Y aunque también le señala algunos fallos, no duda en afirmar que "Voiceless no es solo una buena película provida, sino que es una buena película. Señala el camino que deben seguir las películas cristianas".

Tráiler de Voiceless




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Geórgia: Papa elogia papel das mulheres na transmissão da fé


Francisco celebrou Missa com «pequeno rebanho» dos católicos em Tbilisi, sem a presença de delegação oficial ortodoxa

Tbilisi, 01 out 2016 (Ecclesia) – O Papa presidiu hoje à única Missa que vai celebrar durante a sua viagem à Geórgia, na capital do país, e elogiou o papel das mulheres na transmissão da fé cristã, ao longo dos séculos.

“Aqui, na Geórgia, há muitas avós e mães que continuam a guardar e transmitir a fé, semeada nesta terra por Santa Nino, e levam a água fresca da consolação de Deus a muitas situações de deserto e conflito”, declarou, na homilia da celebração, perante alguns milhares de pessoas reunidas no Estádio Mikheil Meskhi, de Tbilisi.

Francisco aludia à figura de Santa Nino, a ‘Iluminadora’ da Geórgia, conhecida como a anunciadora do Cristianismo neste país, no século IV.

No início e no fim da Missa, o pontífice argentino atravessou a ‘Porta Santa’ do Jubileu da Misericórdia que está habitualmente na localidade georgiana de Rustavi, ao ar livre, enquanto se espera que as autoridades municipais autorizem a construção de uma nova igreja.

Num país em que os católicos são menos de 3% da população, o Papa dirigiu-se ao “pequeno e amado rebanho da Geórgia” para desafiar a Igreja local a ir ao encontro dos que vivem “provações e injustiças”, com “inquietação”.

“Há necessidade da unção do coração, desta consolação do Senhor que não tira os problemas, mas dá a força do amor, que sabe carregar o sofrimento em paz. Receber e levar a consolação de Deus: esta missão da Igreja é urgente”, precisou.

Francisco convidou a rejeita qualquer “microclima eclesial fechado” e o “pessimismo”, para abrir “de par em par as portas da consolação”.

“Felizes os pastores que não cavalgam a lógica do sucesso mundano, mas seguem a lei do amor: o acolhimento, a escuta, o serviço. Feliz a Igreja que não se abandona aos critérios da funcionalidade e da eficiência organizativa”, prosseguiu.

O Papa recomendou aos católicos que reservem tempo na sua vida para “a oração silenciosa e de adoração, a Confissão, a Eucaristia”.

A Missa decorreu no dia em que a Igreja Católica celebra a festa litúrgica de Santa Teresinha do Menino Jesus.

Francisco recordou a vida da santa francesa e disse que “a verdadeira grandeza do homem consiste em fazer-se pequeno diante de Deus”, como as crianças, que não lhe opõem “resistência”.

“Peçamos hoje, todos juntos, a graça de um coração simples, que crê e vive na força suave do amor; peçamos para viver com confiança serena e total na misericórdia de Deus”, concluiu, numa homilia em italiano que foi traduzida para a assembleia à medida que era pronunciada.

No final da Missa, o Papa foi cumprimentado por D. Giuseppe Pasotto, administrador apostólico do Cáucaso (católicos de rito latino).

A comunidade católica na Geórgia inclui fiéis de tradição arménia e assírio-católica.

“Didi madloba! [Muito obrigado]”, declarou Francisco, que saudou os membros da Igreja Ortodoxa georgiana, embora esta tenha abdicado de enviar uma delegação oficial à Eucaristia, como estava previsto.

Este é o segundo dia da visita do Papa à Geórgia, que ao chegar ao país apelou à coexistência pacífica entre povos, religiões e Estados no Cáucaso, além de rezar pelas vítimas dos conflitos na Síria e Iraque, numa inédita oração com a comunidade assírio-caldeia.

A 16ª viagem internacional do pontificado conclui-se este domingo, no Azerbaijão.

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Médio Oriente: Papa renova disponibilidade para visitar Iraque

Papa Francisco e D. Louis Raphael I Sako (dir.)
Patriarca Louis Raphael I Sako convidou Francisco, durante encontro inédito em igreja assírio-caldeia, na Geórgia

Tbilisi, 01 out 2016 (Ecclesia) – O Papa Francisco renovou a sua disponibilidade para visitar os cristãos do Iraque, numa breve conversa com o patriarca Louis Raphael I Sako, líder da comunidade caldeia, a mais antiga e importante nesse país.

“IInshallah”, se Deus quiser, disse o pontífice argentino, em árabe, em resposta ao convite do patriarca católico do Iraque.

A notícia é avançada hoje pela Agência Fides, do Vaticano, após o encontro de oração pela paz que decorreu esta sexta-feira na Geórgia, na primeira vez que um Papa entrou numa igreja assírio-caldeia.

“Esperamos a sua visita em breve ao Iraque. Precisamos da sua presença e do seu apoio”, tinha explicado à Agência Fides D. Louis Raphael I Sako, antes do encontro na igreja de São Simão Bar Sabbae.

Em agosto de 2014, ao regressar de uma viagem à Coreia do Sul, Francisco admitiu uma visita ao Curdistão, confessando que discutiu “muitas coisas” com os seus colaboradores quando se começou a ter noção da dimensão da situação no Iraque.

“Estou disponível”, revelou então.

Esta sexta-feira estiveram com o Papa 12 bispos caldeus, que acabam de celebrar o seu sínodo anual em Erbil, capital do Curdistão iraquiano, além de fiéis provenientes dos Estados Unidos, da França e do Canadá, bem como um grupo de refugiados a viver no Iraque, depois de terem fugido aos jihadistas do ‘Estado Islâmico’.

O rito caldeu remonta às origens do Cristianismo e tem particular importância na Síria e no Iraque; muitos dos fiéis desta comunidade vivem na diáspora.

Francisco rezou pelas “vítimas da injustiça e da opressão”, pelos povos em guerra e “exaustos pelas bombas”.

“Levantai da devastação o Iraque e a Síria; reuni sob a vossa doce realeza os vossos filhos dispersos: sustentai os cristãos da diáspora e dai-lhes a unidade da fé e do amor”, pediu o Papa.

A chamada Igreja Assíria do Oriente obteve a autonomia no concílio de Markbata, em 492, com a possibilidade de eleger um patriarca com o título de ‘catholicos’.

Em 1830, o Papa Pio VIII nomeou o "patriarca da Babilónia dos Caldeus" como chefe de todos os católicos caldeus; a sede deste patriarcado era Mossul, no norte do Iraque, e seria transferida para Bagdade em 1950, após a II Guerra Mundial.

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La Comisión católico-ortodoxa alcanza un histórico acuerdo sobre sinodalidad y primado

El cardenal Koch se dirige a la Comisión

Representantes de Roma y de las 14 iglesias autocéfalas aprobaron una declaración conjunta

La oposición de la Iglesia ortodoxa georgiana no obstaculizó su aprobación
Redacción, 30 de septiembre de 2016 a las 20:22

(Nina Achmatova, en AsiaNews).- La Comisión mixta internacional para el diálogo teológico entre la Iglesia católica y la Iglesia ortodoxa -cuya XIV Sesión plenaria concluyó el 22 de septiembre, en Chieti- logró llegar a un acuerdo para la adopción del documento titulado "Hacia una comprensión común de la sinodalidad y del primado al servicio de la unidad de la Iglesia".

Lo dio a conocer el departamento sinodal para las relaciones eclesiásticas externas de Patriarcado de Moscú, que en un comunicado publicado en su sitio de internet subrayó cuáles son los retos que depara el futuro.

En palabras de Moscú, "será difícil seguir adelante con el diálogo, si continúa sin resolverse la cuestión de las consecuencias eclesiológicas y canónicas del uniatismo (término despectivo con el cual se hace referencia a los católicos griegos ucranianos con rito oriental, pero que son fieles al Papa)".

La oposición de la Iglesia ortodoxa georgiana no obstaculizó la aprobación

La redacción del documento fue emprendida durante la Sesión plenaria anterior de la Comisión, celebrada en Amán en el año 2014, y que fue completada por el Comité de coordinación de la Comisión durante la reunión llevada a cabo en el 2015 en Roma.

"En Chieti", explicó en su momento una nota de Sala de Prensa vaticana, "los miembros de la Comisión serán llamados a evaluar si dicho borrador refleja de manera adecuada el consenso que actualmente existe en torno a la delicada cuestión de la relación teológica y eclesiológica entre primado y sinodalidad, en la vida de la Iglesia, o si será necesario continuar profundizando la temática".

Según el Patriarcado de Moscú, dicho consenso fue alcanzado, a pesar de que la Iglesia georgiana "se ha manifestado en desacuerdo con algunos párrafos puntuales" del documento.



La declaración de los georgianos está contenida en una nota del comunicado final que fue adoptado por la Sesión plenaria. Una nota al margen a este respecto será incluida en el documento conjunto, que pronto será publicado por la Comisión. Se trata de una decisión alentadora, tal como subrayaron algunos comentadores, siendo que los ortodoxos no han permitido que el desacuerdo de la Iglesia georgiana impida la adopción del documento.

Los georgianos ortodoxos han demostrado cierta propensión a tomar un camino propio incluso en otras temáticas. En el trabajo previo al Concilio pan-ortodoxo de Creta, por ejemplo, fueron los únicos en oponerse al matrimonio entre ortodoxos y no ortodoxos.

Los uniatos y el tema de la próxima Plenaria

En Chieti no se logró llegar a un acuerdo en torno al tema de la próxima Sesión plenaria, en la cual el Patriarcado de Moscú espera que pueda afrontarse la cuestión del uniatismo. Se decidió que la elección del tema se hará en la reunión del Comité para la coordinación de la Comisión mixta, que se llevará a cabo en el transcurso del 2017.



En la Plenaria de Chieti, el jefe de la delegación ortodoxa rusa, el 'ministro de Relaciones Exteriores' del Patriarcado de Moscú, el metropolita Hilarion, advirtió de todos modos que la acción de la Iglesia católica griega de Ucrania es "inaceptable desde el punto de vista de la ética cristiana". Acusó directamente al arzobispo mayor de Kiev, Sviatoslav Shevchuk, cuyas declaraciones anti-rusas, según Moscú, "están en contraste con nuestro diálogo y siembran desconfianza entre ortodoxos y católicos". "Debemos ser conscientes de que en nuestras Iglesias hay personas que obstaculizan nuestro camino, y debemos recordarnos esto cuando pensamos en el futuro de nuestro diálogo", apuntó Hilarion.

El otro miembro de la delegación ortodoxa rusa, el archimandrita Ireneo, subrayó que "será difícil seguir adelante en el diálogo ortodoxo-católico, si continúa sin resolverse la cuestión de las consecuencias eclesiológicas y canónicas del uniatismo". "El objetivo de nuestro diálogo no es llegar a un acuerdo en cuestiones en las que ya acordamos, sino discutir también sobre aquellos problemas que nos dividen. Y el tema del uniatismo es un problema extremadamente actual, uno de los que son centrales en el segundo milenio", señaló.

En el trabajo llevado a cabo por la Comisión mixta -presididos por el cardenal Kurt Koch, presidente del Consejo pontificio para la promoción de la unidad de los cristianos, y por el arzobispo de Telmessos Iob (Getcha), del Patriarcado Ecuménico - han participado dos representantes por cada una de las 14 Iglesias ortodoxas autocéfalas y otros tantos representantes católicos.



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