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O penúltimo dia do
Papa Leão XIV na capital espanhola foi cheia de encontros e palavras que
ficarão na história: - Leão XIV tornou-se
o primeiro Papa a discursar no Parlamento espanhol onde alertou contra a polarização
política e a corrida global ao armamento, pediu um discernimento
ético perante o desenvolvimento da inteligência artificial, pediu uma
resposta global para as migrações
e exigiu a criação de” rotas seguras” para quem procura condições dignas de
vida. “O mundo atravessa uma profunda crise espiritual e cultural, que
se manifesta em múltiplas formas de violência, polarização e desconfiança
mútua. Neste contexto, a paz surge como uma aspiração política e, mais ainda,
como uma verdadeira exigência moral”. - O Papa encontrou-se
com vítimas de abusos sexuais, na Nunciatura Apostólica em Madrid, num
encontro que durou cerca de uma hora e aos bispos em Espanha pediu
“escuta sincera, acolhimento, proteção e caminhos reais de cura”. “Perante esta praga, a comunidade eclesial é chamada a responder
com a escuta, a verdade, a justiça, a reparação e um compromisso cada vez
mais decidido na prevenção e na cultura do cuidado”. - Na catedral de
Almudena, Leão XIV apelou à barreiras sociais, recusando o comodismo perante
estruturas que promovem o afastamento das pessoas e pediu que os católicos
sejam “construtores de laços que restaurem a linguagem universal da comunhão,
do amor fraterno e da concórdia”. - A terminar o
dia, no Estádio Santiago Bernabéu, que reuniu 70 mil pessoas, o Papa alertou
para o risco
de transformar a atividade pastoral numa “rotina” e convidou a Igreja a valorizar
os organismos de participação nas paróquias e dioceses. “Quando reduzimos a vida eclesial a uma rotina em que cada um
permanece fechado nos seus hábitos e no seu papel, o que nos falta é o
Espírito”. A passagem pela
capital espanhola, iniciada no último sábado, encerra-se hoje num encontro
com voluntários: o Papa segue para Barcelona, segunda etapa da viagem que se
conclui a 12 de junho, no arquipélago das Canárias. Por cá, o presidente
da Comissão Episcopal da Mobilidade Humana, da Igreja Católica em Portugal,
publicou uma mensagem
para as celebrações do 10 de junho, convidando o país a “vencer o medo
juntos” e à defesa da vida. “O Portugal de sempre
será o Portugal de amanhã se souber velar pela própria verdade, na defesa da
vida toda e de todas as vidas. E que fique claro: a
incontestável matriz cristã da identidade portuguesa impele-nos ao diálogo,
que também é inter-religioso e intercultural; inspira-nos fraternidade e
valorização da liberdade; convoca-nos à corresponsabilidade e à inclusão”,
escreve D. Pedro Fernandes, na mensagem para o Dia de Portugal, de Camões e
das Comunidades Portuguesas 2026. O programa ECCLESIA
juntou Eugénia Quaresma, com raízes em São Tomé e Príncipe, Nuno de Souto,
originário da África do Sul, e Helena Domingues, nascida na República Popular
da China, para partilhar histórias
de vida marcadas pela diversidade cultural e apontar o diálogo como forma
de combate ao preconceito. O superior geral dos
Missionários da Consolata exigiram o esclarecimento
das circunstâncias do assassinato de D. Osório Citora Afonso, em Moçambique: “A verdade é um ato
de justiça para com D. Osório, para com o seu povo e para com a nossa própria
missão”, defende o padre James Bhola Lengarin numa mensagem enviada aos
membros do instituto. No portal de
informação agencia.ecclesia.pt
encontra mais informação para ler, ver e ouvir. Encontramo-nos lá! Tenha um excelente
dia! |
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