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quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Papa Francisco continua a surpreender-nos

Facto histórico em 2000 anos do relacionamento judaico-cristão


Papa come kosher no Vaticano e participa do kidush - Bênção ao vinho, além de cantar música em hebraico

A imagem teve um grande impacto sobre as redes sociais em poucos segundos. O ex-cardeal Jorge Bergoglio realizou um almoço com 15 líderes da comunidade judaica da Argentina, que desfrutaram de uma refeição KOSHER e cantaram em hebraico, na própria residência do Papa em Santa Marta, no Vaticano. Uma simples mesa redonda simbolizava um marco na história do diálogo inter-religioso. 

Algo diferente aconteceu na residência do Papa Francisco. 

Os quinze líderes da comunidade judaica argentina, que tiveram a oportunidade de participar de uma reunião com o líder maior da Igreja Católica ficaram simplesmente entusiasmados. 

O Papa recebeu-os como seus "irmãos" e tornou o almoço um momento "histórico". 

O ex-cardeal Jorge Bergoglio sentou-se amigavelmente em uma mesa cercada por rabinos e líderes da comunidade judaica. 

"Nada mais será igual. Na minha vida é algo inesquecível ", disse o presidente de uma entidade israelita que participou da reunião. "Ele tem um significado global da presença da comunidade judaica com o Papa." 

Alguns dos participantes disseram ter a certeza de que foi a primeira vez que a comida Kosher foi servida, e que foi cantado em hebraico, no Vaticano. 

Uma mesa simples e redonda simbolizava um marco na história do diálogo inter-religioso. 

"Hine ma tov Uma Naim shevet ahim gam Yahad" foi a música que foi cantada com o Papa, e é o fragmento de um Salmo de David que diz que "como agradável e bonito é irmãos se sentarem juntos. " 

Talvez o momento mais emocionante, e que causou a espontaneidade que reflecte esta fotografia tão cativante, foi quando o vinho de mesa Kosher foi compartilhado e fez com que todos brindassem um  l'chaim (um brinde à vida). 

(Itongadol/AJN/Rua Judaica)




Exposição itinerante na Universidade de Évora


Informação do Núcleo Distrital de Beja da EAPN Portugal/Rede Europeia Anti-Pobreza 12-2014









 

Informação do Núcleo Distrital de Beja da EAPN Portugal/Rede Europeia Anti-Pobreza 11-2014



«Reduzimos o cristianismo a um conjunto de doutrina e não a algo vivo; por isso deixa de surpreender»







Orou por Bergoglio impondo-lhe as mãos: «Este gesto cristão não tem nada a ver com o reiki»







Atacada uma igreja copta-ortodoxa no Cairo

Um morto e dois feridos durante o tiroteio


Roma, 29 de Janeiro de 2014 (Zenit.org)


Um morto e dois feridos: este foi o triste saldo de um ataque perpetrado por um grupo de homens armados, ontem à tarde, contra a igreja copta-ortodoxa da Virgem Maria, em Gizé, no Cairo. As vítimas eram policiais que responderam aos disparos.

Os moradores conseguiram deter o carro dos agressores. Um deles foi entregue imediatamente às autoridades. O cúmplice foi preso algumas horas mais tarde. Segundo a agência de notícias Asia News, os dois homens detidos são activos no panorama extremista islâmico.

Em sua mensagem de condolências à família do policial assassinado, o patriarca copta ortodoxo Tawadros II condenou duramente o ataque. O pe. Jerome Samir, da diocese do distrito, afirmou à agência MCN que nos próximos dias aumentarão as medidas de segurança inclusive nas igrejas menores, devido à ação, na região, de várias milícias armadas que "querem destruir a paz".

Todavia, continua a onda de violência que atingiu o Egipto depois da expulsão dos Irmãos muçulmanos do governo logo após a grande manifestação do 30 de Junho passado que viu cerca de 30 milhões de pessoas descerem às ruas. Sempre ontem, alguns homens armados mataram além do mais o general Mohamed Said, alto funcionário do ministério dos assuntos interiores do Egipto. O homicídio – informa a Radio Vaticana – acontece poucas horas antes do processo contra o ex presidente e líder islâmico Mohamed Morsi, acontecido no Cairo e faltando um dia do sinal verde do Conselho supremo do exército (Scaf), que deu o placet ao general al-Sisi, ministro da Defesa, para uma sua candidatura como futuro presidente.

O papa se encontrará em Junho com a Renovação Carismática

O pontífice participará da 37ª Convocação Nacional do movimento na Itália, com o tema "Convertei-vos! Acreditai! Recebei o Espírito Santo!"


Roma, 29 de Janeiro de 2014 (Zenit.org)


A Renovação Carismática (RC), que acaba de encerrar na cidade de Fiuggi a sua VIII Assembleia Nacional na Itália (24 a 26 Janeiro de 2014), anunciou que o papa Francisco participará da XXXVII Convocação da Renovação, em Roma, no Estádio Olímpico, nos dias 1º e 2 de Junho, com o tema “Arrependei-vos! Acreditai! Recebei o Espírito Santo! (cf. At 2, 38-40) - Por uma Igreja ‘em partida’ missionária”.

Os membros da Renovação Carismática se enchem de gratidão diante desta notícia extraordinária, oficializada pela Secretaria de Estado do Vaticano ao presidente da RC. Já é grande a mobilização inclusive de sacerdotes e fiéis leigos que não são membros da Renovação e que, agradecidos pela oportunidade, desejam participar desse grande evento de oração e de evangelização organizado pela Renovação em resposta ao desejo do papa Francisco de colocar a Igreja "em partida" missionária para testemunhar a alegria do evangelho.

A presença do papa Francisco em uma Convocação do Movimento será um fato histórico, sem precedentes na história da Renovação. E acontece no ano em que, ao transferir este evento eclesial da Feira de Rimini para o Estádio de Roma, a RC deseja enfatizar a sua vontade de apoiar o Santo Padre na obra de "renovação eclesial", inserindo a sua própria experiência espiritual ainda mais no coração da Igreja e no serviço ao mundo, com base nas directrizes que o pontífice expressou eloquentemente na exortação Evangelii Gaudium.

Também será a primeira vez que o papa Francisco entra em um dos "areópagos" do nosso tempo, em um dos marcos da capital [italiana], para se unir aos 50.000 fiéis esperados, que virão de toda a Itália e do mundo.

Além da presença especial do Santo Padre, muitos convidados relevantes para a história e para a vida do Movimento já confirmaram a sua participação na Convocação de Roma: o cardeal Angelo Comastri, vigário do papa para a Cidade do Vaticano; o cardeal Agostino Vallini, vigário do papa para a Diocese de Roma; o cardeal Rylko, presidente do Pontifício Conselho para os Leigos; o pe. Raniero Cantalamessa, pregador da Casa Pontifícia e "embaixador" da Renovação no mundo; a Sra. Briege McKenna, religiosa comprometida no ministério da cura; o pe. Kevin Scallon, do ministério da cura; Ralph Martin, testemunha das origens da Renovação e conhecido pelo seu ministério da pregação; Patty Gallagher Mansfield, testemunha das origens da Renovação e do ministério de intercessão; Michelle Moran, presidente do ICCRS (International Catholic Charismatic Renewal Services); Gilberto Gomes Barbosa, presidente da CFCCCF (Catholic Fraternity of Charismatic Covenant Communities and Fellowships).

Salvatore Martinez, presidente da RC, comentou sobre o evento: "A notícia da presença do Santo Padre na Convocação da Renovação me suscita a gratidão amorosa de um filho que vê o cuidado, o afecto, a força, a liberdade do pai. Por ocasião da minha audiência privada com o papa Francisco, em 9 de Setembro, considerando as actividades do Movimento, nós falamos sobre a nossa Convocação. O papa estava informado e manifestou a vontade de participar".

"A notícia ficou em segredo até a véspera de Natal, quando recebemos a comunicação oficial da Secretaria de Estado. Hoje tornamos o anúncio público, juntamente com o programa extraordinário da Convocação. É importante lembrar que, desde o início do seu pontificado, e agora através do documento programático para a Igreja, a exortação Evangelii Gaudium, o papa Francisco evoca a alegria da experiência de Cristo vivo, a beleza da oração de adoração, de intercessão e de louvor, o primado da graça no povo de Deus, a força espiritual que emana no anúncio kerigmático. São estes elementos que estruturam o caminho da Renovação Carismática, que significam a sua história e novidade há mais de 45 anos. O papa está bem ciente , pois acompanhou a Renovação na Argentina como representante do episcopado".

Martinez conclui: "Com toda a humildade, queremos nos tornar, ainda mais, uma realização dos desejos do coração do papa em vista de uma nova evangelização, a serviço das nossas igrejas locais e por uma nova presença dos cristãos no mundo. A Convocação, além disso, cairá nos dias da vigília de Pentecostes, de modo que gostaríamos de fazer do Estádio Olímpico de Roma um grande ‘cenáculo a céu aberto’ para invocar uma nova efusão do Espírito. Preparemo-nos, portanto, com grande cuidado para este evento especial da graça, em que daremos grande destaque aos doentes, aos pobres, aos jovens, às famílias, convidando todos para participar".

"Façam todo o possível para que os seus filhos recebam a força do Espírito Santo"

Audiência geral: o papa Francisco fala do sacramento da Confirmação, através do qual nos tornamos capazes de "amar como Jesus"


Roma, 29 de Janeiro de 2014 (Zenit.org) Luca Marcolivio


O sacramento da Confirmação deve ser entendido "na continuidade com o Baptismo, ao qual está ligado inseparavelmente", declarou o papa Francisco nesta manhã, durante a audiência geral, dando prosseguimento ao ciclo de catequeses sobre os sacramentos.

"Estes dois sacramentos, juntamente com a Eucaristia, formam um único evento salvífico, a iniciação cristã, em que somos inseridos em Jesus Cristo morto e ressuscitado e nos tornamos novas criaturas e membros da Igreja".

Por esta razão, recordou o papa, esses três sacramentos eram celebrados simultaneamente no final do catecumenato, geralmente durante a Vigília Pascal.
A palavra "crisma" significa "unção". O termo designa o óleo sagrado com que "somos conformados, no poder do Espírito, a Jesus Cristo, que é o único verdadeiro ‘ungido’, o ‘Messias’, o Santo de Deus".

O sacramento do crisma "faz crescer na graça baptismal", ou seja, "nos une mais firmemente a Cristo", acrescentou o papa. Ele "completa a nossa vinculação com a Igreja; nos dá uma força especial do Espírito Santo para difundir e defender a fé, para confessar o nome de Cristo e para nunca ter vergonha da sua cruz (cf. Catecismo da Igreja Católica, 1303)".

Se, por um lado, o número de pedidos de baptismo para as crianças continua alto ("e isso é bom", disse o papa), os adolescentes em idade de confirmação muitas vezes "ficam no meio do caminho" e não prosseguem a formação catequética.

Mas receber confirmação "é importante", reiterou o Santo Padre: "E se vocês têm em casa jovens que ainda não a receberam e têm idade para recebê-la, façam todo o possível para completar essa iniciação cristã e para que eles recebam a força do Espírito Santo".

Os crismandos precisam de uma "boa preparação, que deve ter como objectivo levá-los a um compromisso pessoal de fé em Cristo e despertar neles o sentido de pertença à Igreja", disse o pontífice.

Como todos os sacramentos, a Confirmação "não é obra de homens, mas de Deus, que cuida das nossas vidas para nos moldar à imagem do seu Filho, para podermos amar como Ele".

Francisco recordou os sete dons que o Espírito Santo nos dá por meio deste sacramento: sabedoria, entendimento, conselho, fortaleza, ciência, piedade e temor de Deus, anunciando que eles serão o tema de um novo ciclo de catequeses, após o ciclo actual sobre os sacramentos.

"Quando acolhemos o Espírito Santo em nossos corações e o deixamos agir, Cristo se faz presente em nós e toma forma em nossas vidas", permitindo-nos "perdoar", "rezar", "infundir esperança e consolação", "servir aos irmãos", "aproximar-nos dos necessitados e dos últimos", "criar comunhão", "semear a paz".

Na conclusão da catequese, o papa Francisco convidou os fiéis a se lembrarem de que foram confirmados e, acima de tudo, a "agradecer ao Senhor por este dom, pedindo-lhe ajuda para viver como verdadeiros cristãos, caminhar com alegria no Espírito Santo que nos foi dado".

A audiência foi realizada ao ar livre, na Praça de São Pedro, apesar do tempo frio e chuvoso. "Nas últimas quartas-feiras, na metade da audiência, o céu tem nos abençoado... Mas vocês são corajosos! Força!", disse o Santo Padre, com bom humor.

quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Tudo pronto para a audiência com o Caminho Neocatecumenal

O Papa abençoará uma centena de famílias em missão 'ad gentes'. O primeiro livro de seu fundador, Kiko Arguello, intitulado O Kerygma' já é 'best seller'


Roma, 29 de Janeiro de 2014 (Zenit.org) Ivan de Vargas


Tal como os seus antecessores João Paulo II e Bento XVI, o Papa Francisco, no dia 1 de Fevereiro, se reunirá com milhares de fieis do Caminho Neocatecumenal na Sala Paulo VI, no Vaticano.

A reunião também contará com a presença de seminaristas e reitores dos Seminários Redemptoris Mater da Europa, bem como catequistas itinerantes e membros de comunidade em missão de Roma e Madrid.

Durante a audiência, o Pontífice argentino abençoará mais de 100 famílias em missão ad gentes, em países do continente asiático, onde a Igreja tem pouca presença ou está em posição de fraqueza.

As missões ad gentes são um dos frutos mais destacados do Caminho. Durante anos, esta realidade eclesial envia à missão famílias que estão dispostas a desistir de tudo pela evangelização e que vão a lugares nos quais o próprio bispo lhes tenha solicitado.

Cada uma destas missões está constituída por quatro famílias com muitos filhos; um sacerdote responsável e um "sócio", que o acompanha; três mulheres jovens, para ajudar às famílias e seus filhos, e uma mulher mais velha que ajuda o sacerdote. Ao todo, cerca de 45 pessoas.

Em antecipação a este encontro, foi divulgado hoje que o primeiro trabalho do iniciador do Caminho Neocatecumenal, Kiko Argüello, intitulado ‘O Kerygma. Nas favelas com os pobres’ (Buenas Letras), desde a sua publicação em espanhol faz mais de um ano, já vendeu um total de 175.000 cópias em todo o mundo e foi traduzido para 23 línguas.

Com prefácios dos cardeais Antonio Cañizares e Christoph Schönborn, recolhe o testemunho pessoal de Argüello (León, Espanha, 1939), como ele encontrou Cristo no meio de uma forte crise existencial, a mudança experimentada em sua vida, com a sua convivência entre os mais pobres nas favelas de Madrid, Roma ou Lisboa, e o início posterior do Caminho Neocatecumenal.

O prefeito da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos, o Cardeal Cañizares, diz no prefácio que "o Caminho Neocatecumenal é um dom que o Espírito Santo tem dado à Igreja depois do Concílio, como um meio ou caminho para a iniciação ou reiniciação cristã, e como uma ferramenta para promover uma nova evangelização vigorosa".

Por sua parte o arcebispo de Viena, o cardeal Schönborn, faz um comentário a uma catequese de Kiko intitulado "Três Anjos" e sublinha que " sem conversão pessoal não é possível evangelizar".

O autor aponta em seu livro que "não há nada mais importante no mundo que o anúncio do Evangelho. ‘Deus quis salvar o mundo através da loucura do Kerygma’. O kerygma não é um sermão, não é uma meditação. O que é o kerygma? É o anúncio de uma notícia que se realiza cada vez que se proclama. E o que é que se realiza? A salvação. Se hoje vos anuncio o kerygma, volta a realizar-se no vosso meio a salvação... A palavra evangelho significa Boa Nova, Boa Notícia. Evangelho e Kerigma é o mesmo. Anunciar o Evangelho é anunciar o Kerigma”.

Em uma recente reunião com os iniciadores deste itinerário de formação cristã (Kiko Argüello, junto com Carmen Hernández e o sacerdote italiano Mario Pezzi), o Santo Padre expressou a sua gratidão por esta realidade eclesial, presente em 101 países dos cinco continentes, dizendo: "Agradeço-vos pelo bem tão grande que estais fazendo a toda a Igreja”.

O Caminho Neocatecumenal conta com quase cem seminários missionários e diocesanos Redemptoris Mater em todo o mundo; centenas de famílias em missão; dezenas de missio ad gentes espalhadas por todos os continentes; centenas de jovens que entraram em mosteiros de clausura, e milhares de pessoas que se formam e amadurecem na fé.

Tradução Thácio Siqueira

Card. Dziwisz: Porque não queimei as anotações de João Paulo II

O secretário pessoal do papa polaco explica a profundidade dos escritos pessoais que foram publicados em um livro


Roma, 29 de Janeiro de 2014 (Zenit.org)


Em 22 de Janeiro se apresentava em Cracóvia o livro “Estou nas mãos de Deus. Anotações pessoais 1962 – 2003”, que recolhe as anotações espirituais de Karol Wojtyla. São as notas espirituais de João Paulo II inéditas e que se dão a conhecer pela primeira vez.

No Testamento, o Papa João Paulo II pedia que o arcebispo de Cracóvia Stanislaw Dziwisz, secretário pessoal e colaborador mais próximo do Santo Padre que o acompanhou durante quase 40 anos de Cracóvia a Roma, devia queimar estas anotações pessoais. No entanto, o Cardeal Dziwisz decidiu não fazê-lo: “eu fielmente cumpri o desejo do Santo Padre depois da sua morte em 2005 dando todas as coisas que tinha, especialmente as suas lembranças pessoais. Porém, não fui o suficientemente corajoso para queimar estas folhas de papel e cadernos com as suas notas pessoais, que tinha deixado, porque têm informação importante sobre a sua vida. As vi na mesa do Santo Padre, mas nunca as tinha lido. Quando vi o testamento, fui tocado pelo fato de que João Paulo II, - a quem tinha acompanhado durante quase 40 anos – me confiara também seus assuntos pessoais”.

O Arcebispo de Cracóvia explica que não queimou as notas “porque são a chave para entender a sua espiritualidade, ou seja, o que é o mais profundo de um homem: a sua relação com Deus, com outras pessoas e com ele mesmo”. Estas notas “mostram a sua vida até mesmo muito antes, nos anos em que foi ordenado bispo e o seu episcopado em Cracóvia. Nos permitem olhar a relação íntima e pessoal de fé com Deus, o Criador, o que dá a vida, com o Mestre e Professor”, explica o cardeal.

Da mesma forma, explica que “também mostram as fontes da sua espiritualidade – sua força interior e a vontade de servir a Cristo até o último suspiro da sua vida”. O cardeal conta que quando volta às anotações de João Paulo II, vê a pessoa do Santo Padre, “a quem vejo na capela de casa na rua Franciszkańska, quando ele está orando absorvido em Deus, de joelhos diante do Santíssimo Sacramento e ouço os seus suspiros na pequena capela do Palácio Apostólico no Vaticano".

Finalmente observa que "o seu rosto radiante nunca traiu o que estava sentindo. Ele sempre olhava com valentia para o crucifixo e o ícone de Nossa Senhora de Czestochowa. Estava aprendendo dela para completar a consagração a Deus, repetindo as palavras de Luís de Montfort: 'Totus Tuus ego sum, o Maria et Omnia mea Tua sunt’ – ‘Eu sou todo teu, oh Maria, e tudo o que é meu é teu’”.

Trad.TS

A Unitalsi em oração pelo Pe. Paolo Dall'Oglio

Em todo o mundo, um momento de espiritualidade para lembrar o jesuíta e todos os sequestrados no país Sírio


Roma, 29 de Janeiro de 2014 (Zenit.org)


No dia 29 de Julho passado Pe. Paolo Dall’Oglio, tinha sido sequestrado em Raqqa, cidade da Síria controlada por milícias islâmicas do Estado Islâmico do Iraque e do Levante. Desde então, não se ouviu mais falar dele. “Lembro-me ainda do amor do Pe. Paolo durante a sua participação na Peregrinação Nacional a Lourdes em 2008, ficava com os doentes; um homem que dedicou a sua vida de jesuíta à Síria e ao diálogo com as suas almas culturais e religiosas – comentou Salvatore Pagliuca, Presidente Nacional da Unitalsi.

"Eu acho que seja importante ressaltar hoje, a seis meses do sequestro, como em um discurso seu em Lourdes, Pe. Dall'Oglio tenha destacado justamente o conceito da solidão do homem, como essa parta de longe, das Sagradas Escrituras, colocando-nos o exemplo de Maria, ou de Jesus". "A mesma solidão com a qual talvez hoje esteja preso, a mesma solidão explicava então padre Paolo, ‘digna e discreta da sua fonte divina que na generosidade do sacrifício e da pertença ao grupo, encontra a condição de vida moral autêntica’”.

"Em nome de toda a comunidade unitalsiana - disse o presidente Pagliuca - quero expressar a mais profunda solidariedade à família e receber o convite para participar dos diversos momentos de oração organizados na Itália e na Europa, com a esperança de revê-lo em liberdade em breve e em uma das nossas peregrinações”.

Hoje, quarta - feira, 29 de Janeiro, em várias cidades da Europa e do Oriente Médio foram realizados momentos de oração para lembrar o padre Dall'Oglio, a sua comunidade na Síria e todos os sequestrados no país. Em Milão, na igreja de São Fedele dos Jesuítas, na praça São Fedele, foi celebrada uma missa às 19.30. Mesmo horário em Roma, na igreja de São José, na via Francesco Redi 1 (zona Nomentana ). Iniciativas semelhantes ocorrerão simultaneamente em Beirute, Berlim, Bruxelas, Doha, Dubai, Genebra, Grenoble, Montreal, Paris e Sulaymaniah no norte do Iraque, onde o padre Paolo abriu recentemente uma nova comunidade de oração e diálogo inter-religioso.

Trad.TS

O Papa Francisco nomeia o bispo de Guarulhos e o auxiliar de Salvador, BA

Na manhã de hoje a Sala de Imprensa da Santa Sé informou mais duas nomeações para o Brasil


Roma, 29 de Janeiro de 2014 (Zenit.org)


O Santo Padre fez mais duas nomeações para o Brasil, informou a Assessoria de Imprensa da Santa Sé: a idade de Guarulhos, São Paulo, recebe um novo bispo e Salvador, na Bahia, um novo bispo auxiliar.

Para a diocese de Guarulhos o Papa enviou S.E. Mons. Edmilson Amador Caetano, O. Cist., transferido da diocese de Barretos.

Já para a cidade de Salvador o Papa nomeou o Pe. Estevam Santos Silva Filho, do clero de Vitória da Conquista, até agora pároco da paróquia Nossa Senhora das Candeias, dando-lhe a sede titular episcopal de Feradi Maggiore.

Dom Edmilson é natural da cidade de São Paulo, nascido no dia 20 de Abril de 1960. Membro da Congregação de São Bernardo, da Ordem dos Cistercienses, fez a profissão perpétua no dia 25 de Março de 1982. Foi ordenado sacerdote no dia 7 de Dezembro de 1985. No dia 9 de Janeiro de 2008 foi nomeado Bispo de Barretos e no dia 28 de Março sucessivo recebeu a ordenação episcopal.

O Rev.do Estevam Santos Silva Filho nasceu no 10 de Abril de 1968 em Vitória da Conquista. Recebeu a ordenação sacerdotal no dia 9 de Junho de 1995. Actualmente exercitava o próprio ministério como pároco da paróquia Nossa Senhora das Candeias, Ecónomo arquidiocesano e Formador no Seminário Filosófico da arquidiocese de Vitória da Conquista.

Em duas notas consecutivas, o secretário geral da CNBB, Dom Leonardo Ulrich Steiner, deu as boas vindas às essas novas nomeações:

“Acolhemos o Revmº Padre Estevam como novo membro da CNBB, recordando as palavras do Papa Francisco aos Bispos do Brasil: “O resultado do trabalho pastoral não se assenta na riqueza dos recursos, mas na criatividade do amor” e mais “a força da Igreja não reside nela própria, mas se esconde nas águas profundas de Deus, nas quais ela é chamada a lançar as redes” (Homilias JMJ 2013, 61).”, disse a primeira nota.

E disse a segunda nota: “Acompanhamos Dom Edmilson com nossas preces, suplicando a Deus fazer frutificar em muitas bênçãos seu pastoreio junto a todas as comunidades da Igreja Particular de Guarulhos, sob a protecção da Virgem Maria.”

(Red.TS)

Papa Francisco: da grafitagem à capa da Rolling Stone passando pelos clicks do Google

O grafite gira no Twitter; a revista pop cita canção de Bob Dylan e faz duras críticas a Bento XVI. Porta-voz do Vaticano considera lastimável


Roma, 29 de Janeiro de 2014 (Zenit.org) Rocio Lancho García


Desde que o Papa "do fim do mundo" foi escolhido como o sucessor de Pedro, temos observado como as suas palavras e gestos ocupam as capas de jornais e viram notícia na televisão. Nas redes sociais tornou-se um grande fenómeno.

Ontem, Roma amanheceu com um “grafite” especial na rua Borgo Pio, muito perto da Praça de São Pedro. Francisco retratado como um super-herói que carrega uma pasta onde lê-se "valores". A "pintura no muro” despertou entusiasmo nas redes sociais e foi comentado todo o dia, twittada e retwittada.

Esta popularidade se transforma em cifras reais. Um estudo realizado pela sociedade 3rdPlace, em nome da agência católica aleteia.org, apresentado ontem em Roma, indica que o Papa Francisco é a pessoa mais pesquisada mensalmente no Google (1.737.300) e também, é o mais mencionado na rede (mais de 49 milhões), comparado com alguns dos líderes mais importantes do planeta em 2013, como Barack Obama (1,5 milhões de buscas e 38 milhões Google menções), Vladimir Putin ou (246 mil buscas no Google e 8 milhões de menções).

O relatório intitulado "A rede ama o Papa Francisco", foi realizado entre Março e Novembro de 2013. O estudo revela que no ranking mundial de buscas através do Google, o Papa está em primeiro lugar (1.737.300), imediatamente atrás está Barack Obama (1.500.000) e Ed Snowden (673.000).

Além disso, de acordo com a análise dos resultados das "menções online" o Papa Francisco atinge 49 milhões, à frente de Obama com 38 milhões; Putin 8 milhões; Angela Merkel, com 3,8 milhões.

Mas, considerando a popularidade na rede em relação a estrelas do desporto, entretenimento e do mundo dos negócios, a situação muda. Neste caso, o Papa estaria em terceiro: 49 milhões de menções, atrás do grupo de música One Direction, com 78 milhões, e do cantor Justin Bieber, com 53 milhões.

Outra análise realizada foi a geográfica: os países onde o Papa é mais mencionado. Descobriu-se que em primeiro lugar estão os Estados Unidos (21 por cento do total de menções), em seguida, a Argentina (12 por cento), Espanha (9 por cento), México (5 por cento) e Brasil (3 por cento).

E toda essa popularidade leva a feitos como a última capa da revista Rolling Stone, dedicada à música e cultura popular. A publicação pop, nas bancas desde 1967 e vendida quinzenalmente, apresenta na capa de sua próxima edição o Papa Francisco, acompanhado da frase "Papa Francisco: os tempos estão mudando", fazendo referência ao título da canção de Bob Dylan: “The times they are a-changin”.

No editorial da revista, eles explicam por que escolheram como capa desta edição o pontífice argentino. O editor Mark Binelli define Francisco como "um homem cuja aparente humildade, empatia, e acima de tudo, a devoção pelos economicamente desfavorecidos mostra alguém perfeitamente adequado ao nosso tempo”.

É necessário destacar o grande contraste expresso na revista entre a popularidade do Papa Francisco e as duras e superficiais críticas em relação ao Papa emérito. No artigo citado, o importante trabalho que Bento XVI desenvolveu por anos à frente da Igreja não é reconhecido. "Depois do papado desastroso de Bento, um tradicionalista convicto que parecia estar vestido com uma camisa listrada com luvas de dedos de facas, ameaçando adolescentes em seus pesadelos, o domínio básico de Francisco com habilidade para sorrir em público parece um pequeno milagre para o meio Católico.

Sobre este argumento, o padre Federico Lombardi, director da Sala de Imprensa do Vaticano, falou que "o artigo da Rolling Stone é um sinal da atenção que a novidade do Papa desperta nos mais diversos ambientes. Lamentavelmente, o artigo desqualifica-se caindo no erro comum do jornalismo superficial, que para destacar aspectos positivos do Papa Francisco acredita ser necessário descrever negativamente o pontificado do Papa Bento. E faz isso com uma surpreendente grosseria. Lastimável. Este não é o caminho para realizar um bom trabalho, nem mesmo ao Papa Francisco, que sabe muito bem o quanto a Igreja deve ao seu antecessor".

(Trad.:MEM)

«A Igreja, obstáculo a derrubar»: O responsável europeu contra a cristiano-fobia denuncia-o







Pier Paolo Pasolini: comunista, homossexual, ateu… E firme contra a legalização do aborto

«Considero-o como uma legalização do homicídio» 

Pier Paolo Pasolini, filmando a sua última obra... A sua sensibilidade
e espírito livre faziam-no condenar o aborto como um homicídio mais
Actualizado 23 de Janeiro de 2014

P.J.Ginés/ReL

O poeta e cineasta italiano Pier Paolo Pasolini estava muito longe de qualquer posição conservadora ou clerical mas entre 1973 e 1975, nos seus artigos de Il Corriere della Sera, na sua coluna "Escritos corsários" manifestou-se com contundência contra a legalização do aborto.

Ele era firmemente ateu, declaradamente homossexual e militantemente comunista, mas nenhum destes colectivos hoje se sentiria a gosto com as suas posturas. Era homossexual e promíscuo mas evitava o submundo gay; era comunista mas heterodoxo e expulsaram-no do partido; era ateu, mas como poeta e artista não podia não ver o sagrado na vida e na existência, e a sua "Paixão segundo São Mateus" obteve prémios cinematográficos católicos (pela sua sensibilidade, não pela sua teologia).

Pasolini enfrentou-se no seu ambiente da esquerda radical quando este colocou a legalização do aborto em Itália.

"Estou traumatizado com a legalização do aborto porque, como muitos, considero-a como uma legalização do homicídio", escreveu em Il Corriere della Sera.

Mais além dos partidos
Confrontado com os slogans simplistas da esquerda e a sua visão do mundo em dois grupos, Pasolini escreveu: "o contexto no qual há que considerar o problema do aborto é muito mais amplo e vai muito mais além da ideologia de partidos".

Por um lado, o artista apelava a argumentos de ecologia humana: "a tragédia demográfica é a que, num horizonte ecológico, se apresenta como a mais grave ameaça para a sobrevivência da humanidade. [...] Antes, todo o filho que nascia era bendito por ser garantia de vida; pelo contrário, todo o filho que nasce hoje é uma contribuição à autodestruição da humanidade e portanto é maldito ", escreveu. Assim denunciava a visão anti-vida dos acomodados da sua época.

E acrescenta: "os extremistas à defesa do aborto [...] falam do aborto como referindo-se a uma tragédia feminina, na qual a mulher está só com o seu terrível problema, como se nesse momento o mundo a tivesse abandonado. Compreendo. Mas poderia acrescentar-se que quando a mulher estava na cama não estava só". 

O carácter sagrado da vida
Como poeta e artista, ele via que o aborto quebrava algo especialmente valioso e sagrado. Usava a palavra "hierofania" que tinha lido nos textos de Mircea Elíade: "manifestação do sagrado".

"Devido ao meu sentimento profundo de hierofania, do carácter sagrado de todas as coisas (uma certa visão gnóstica que tenho do mundo) repugna-me ver destruída a ordem principal da vida", denunciava Passolini.

E concluía num dos seus artigos: "pode-se tranquilamente passar por cima de um caso de consciência pessoal com relação à decisão de fazer vir ou não ao mundo alguém que quer decididamente vir?

Com as crianças não queridas
Como tantos outros rapazes sensíveis e feridos que chegariam a desenvolver sentimentos homossexuais, Pasolini tinha vivido uma infância apegado à sua mãe e assustado ou rejeitado pelo seu pai. A sensação de "menino não querido" era forte nele, e doía-lhe que se gerasse uma sociedade que não queria as crianças, que as matava.

Inclusive na sua obra final, "Salo ou os 120 dias de Sodoma", um transgressor e agressivo estudo do sadismo nos dias finais do fascismo italiano, aparecem as figuras de crianças utilizadas e desprezadas. Mas todo esse mal no mundo não era desculpa, segundo ele, para justificar o aborto.

"Pasolini argumentava contra a liberalização da lei do aborto porque sacrificar a procriação ao prazer era uma forma de americanizar o sexo, convertê-lo numa diversão", escrevia em 1982 Edmund White no New York Times.

Aborto: o mais brutal e doentio

Sobre o tema escrevia também Sam Rohdie na sua biografia "The Passion of Pier Paolo Pasolini": "O aborto, creio, simbolizava para Pasolini tudo o que havia de brutal e doentio no capitalismo moderno. [...] Para Pasolini a legalização do aborto constituía a inversão dos valores da sociedade anterior, a de antes do consumismo, quando os nascimentos eram uma alegria e uma ´festa´ [em italiano], quando a natureza era assombrosa e sagrada, não como agora, disse, funcional e calculada. O aborto tinha uma racionalidade louca. A sociedade assassinava os seus não nascidos para manter-se. O que matava era, em todos os sentidos, o real, a realidade. O que ocorria nas clínicas estava ocorrendo na sociedade em geral. O real era destruído em nome das razões do consumismo, não por humanidade".

Pasolini, tão radical como contraditório, morreu no contexto do sexo comercializado que ele sabia que era tão desumanizador: matou-o em 1975 um prostituto de 17 anos o qual recolheu na estação central de Roma e levou à praia a Ostia, o porto romano. O artista tinha 53 anos. As circunstâncias exactas ainda são motivo de conjecturas.



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Anne Schleper, estrela do hóquei no gelo e católica: «Fixo os meus olhos em Jesus e não neste mundo»

Actualizado 20 de Janeiro de 2014

C.L. / ReL 

Anne utiliza a Bíblia quase tão
bem como os patins sobre o gelo.
Em 7 de Fevereiro inauguram-se os Jogos Olímpicos de Inverno em Sochi (Rússia), e Anne Schleper treina-se com a selecção norte-americana de hóquei sobre gelo, sub-campeã olímpica em Vancouver (Canadá) em 2010.

A jovem, nascida em St Cloud (Minnessotta) em 1990, é uma das estrelas da equipa e com grande projecção, depois de destacar-se em todas as categorias inferiores e incorporar-se na liga profissional em 2012 com os Boston Blades. Essa temporada foi a melhor da sua equipa na Universidade de Minnessotta e conquistaram o campeonato universitário. Mede 1,77 m, pesa 77 kg e é toda uma garantia na defesa.

Anne, católica praticante, deixou uma boa recordação na diocese de St Cloud, porque colaborou durante toda a sua juventude em diferentes actividades paroquiais. Forma parte de um círculo de estudo e leitura das Sagradas Escrituras formado por jogadores de hóquei, e no instituto envolveu-se também no grupo de Bíblia.

Assim que The Visitor, o jornal diocesano, aposta firmemente pelo seu êxito desportivo e consagrou-lhe um artigo no qual a jovem é muito expressiva sobre a sua religiosidade. Joga, diz, para dar glória a Deus: "Não cumpriria a sua vontade se não o convidasse também à pista de gelo".

"Na minha vida e no meu jogo sinto a liberdade quando fixo os meus olhos em Jesus e não neste mundo", acrescenta. Porque "a vida passa demasiado depressa como para tentar agradar a outro ser humano ou trabalhar sem descanso por coisas que antes ou depois perecerão".

É o "não servir ao senhor que se me pode morrer" de Francisco de Borja, mas com o taco de hóquei dos gladiadores do frio na mão, em vez da espada do santo jesuíta.

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terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Papa em Sta. Marta: Mas se é capaz de gritar quando a sua equipa marca um golo, não é capaz de louvar ao Senhor?

Francisco convida a romper a formalidade e louvar: a oração de louvor nos torna fecundos


Roma, 28 de Janeiro de 2014 (Zenit.org)


O Santo Padre na missa desta terça-feira falou sobre a fecundidade da oração de louvor. Ao comentar a primeira leitura, extraída do segundo Livro de Samuel, destacou que se nos fecharmos na formalidade, nossa oração se torna fria e estéril.

Em sua homilia, Francisco deteve-se principalmente sobre a figura de David “que dança com todas as suas forças diante do Senhor” e recordou que “todo o povo de Deus estava em festa, porque a Arca da Aliança havia regressado à casa. A oração de louvor de David - explicou - “o levou a perder a compostura e dançar diante do Senhor “com todas as suas forças”. Isto é oração de louvor! – exclamou o Papa.

Este trecho o levou “a pensar em Sara”, depois de dar à luz: “O senhor me fez dançar de alegria”.  Por isso, “é fácil entender a oração para pedir uma coisa ao Senhor, para agradecer-Lhe, ou mesmo a oração de adoração”, mas a “oração de louvor não nos vem de maneira tão espontânea”.

Alguns podem dizer: “‘Mas, Padre, isso é para aqueles da Renovação no Espírito, não para todos os cristãos!’”. “Não – afirmou o Papa- a oração de louvor é uma oração cristã para todos nós! Na Missa, todos os dias, quando cantamos o Santo… Esta é uma oração de louvor: louvamos a Deus pela sua grandeza, porque é grande! E dizemos a Ele coisas bonitas, porque gostamos disso. ‘Mas, Padre, eu não sou capaz…’ – alguém pode dizer. Mas se é capaz de gritar quando a sua equipa marca um golo, não é capaz de louvar ao Senhor? De perder um pouco a compostura para cantar? Louvar a Deus é totalmente gratuito! Não pedimos, não agradecemos: louvamos!”

Devemos rezar “com todo o coração”. “É um acto inclusive de justiça, porque Ele é grande! É o nosso Deus!”. David -recordou o Papa - “estava feliz porque voltava com a Arca, com o Senhor: seu corpo rezava com a dança”.

O Papa Francisco, como de costume, sugeriu algumas perguntas: “Mas como vai a minha oração de louvor? Eu sei louvar ao Senhor? Sei louvar ao Senhor quando rezo o Glória ou o Sanctus, ou movo somente a boca sem usar o coração?’. O que me diz David, dançando? E Sara, dançando de alegria? Quando David entra na cidade, começa outra coisa: uma festa!”

“A alegria do louvor nos leva à alegria da festa – explicou o Papa -. Então, o Pontífice recordou que quando David entra no palácio, a filha do Rei Saul, Micol, o repreende e lhe pergunta se não sente vergonha por ter dançado daquela maneira diante de todos, já que ele era o rei. Micol “desprezou David”.

“Eu me pergunto – continuou - quantas vezes nós desprezamos no nosso coração pessoas boas, que louvam ao Senhor como bem entendem, assim espontaneamente, porque não são cultas, não seguem atitudes formais? E diz a Bíblia que Micol ficou estéril por toda a vida devido a isso! “O que quer dizer a Palavra de Deus? Que a alegria, que a oração de louvor nos torna fecundos! Sara dançava no auge da sua fecundidade, aos noventa anos! O homem e a mulher que louva ao Senhor, que quando reza o Glória se alegra ao prenunciá-lo, que quando canta o Sancto na missa se alegra por cantá-lo, é uma mulher ou um homem fecundo”.

Por fim, advertiu Francisco, “os que se fecham na formalidade de uma oração fria, comedida, talvez acabem como Micol: na esterilidade de sua formalidade”. E convidou a imaginar David que dança “com todas as suas forças diante do Senhor”. Disse ainda que “nos fará bem repetir as palavras do Salmo 23 que rezamos hoje: “Levantai, ó portas, os vossos frontões, elevai-vos antigos portais, para que entre o rei da glória! Quem é este Rei da glória? É o Senhor forte e poderoso, o Senhor poderoso na batalha.

(Trad.:MEM)

O barulho de uma floresta que cresce

O cardeal Angelo Bagnasco invoca ao Senhor, pede trabalho para os jovens, uma boa educação escolástica e promoção da família, para que a floresta boa e silenciosa tenha mais voz do que as árvores que caem ruidosamente


Roma, 28 de Janeiro de 2014 (Zenit.org) Antonio Gaspari


"Gostaríamos de dizer ao mundo moderno que Deus tem a ver com a vida, não está distante e indiferente, não é inimigo obscuro da alegria mas é a fonte perene dela, não é concorrente ciumento da liberdade mas é a mais segura garantia dela”.

Foi o que disse ontem à tarde o cardeal Angelo Bagnasco durante as palavras no Conselho Permanente da Conferência Episcopal Italiana (CEI), que está acontecendo em Roma (27-30 de Janeiro).

O presidente da Conferência Episcopal dos Bispos reafirmou sua proximidade com a comunidade.

"Nós - disse ele – conhecemos a vida das pessoas, e queremos testemunhar a dignidade, o sentido da família, a capacidade de dedicação e de sacrifício, a bondade muitas vezes heróica de cada dia”.

"Continuamos admirados pela sua fé humilde e simples”, e queremos – destacou – “que esta floresta boa e silenciosa tivesse mais voz do que as árvores que caem barulhentas”.

De acordo com o arcebispo de Génova a fé e a bondade difundidas na Itália, têm "raízes profundas e antigas", que nascem com os apóstolos e se alimentam com a oração, os sacramentos e a caridade para com os mais fracos.

Estas são as virtudes que inspiram a devoção popular, um sinal de um "sentir" religioso difundido que é um verdadeiro património da Itália.

Renovando a relação entre evangelização e promoção humana, o cardeal Bagnasco disse que os bispos não podem abster-se de dizer uma palavra sobre o contexto social, e por isso é uma obrigação “dar voz a muitos que não têm voz, mas que são o tecido conectivo do País com o seu trabalho, a dedicação, a honestidade”.

Neste contexto os Bispos querem testemunhar a bondade e a seriedade que em grande parte inspiram o ethos profundo das pessoas, das famílias, de muitas instituições.

"A Itália -  disse o presidente da CEI - não é um pântano lamacento onde tudo é insídia, suspeita, fraude e corrupção!"

O cardeal Bagnasco convidou a todos para reagir diante de uma visão exasperada e preocupada que gostaria de aumentar a confusão geral e levar-nos a não confiar mais em ninguém.

"Não devemos ceder – disse ele – a este desígnio demoníaco que lacera, desencoraja e divide”.

O arcebispo de Génova explicou que apesar de exemplos e condutas desonestas, que aproveitam do dinheiro, do poder, da confiança das pessoas, até mesmo da fraqueza e dos medos: “nada deve roubar-nos a esperança nas nossas forças se a colocarmos juntas com sinceridade. Especialmente porque o Senhor veio à terra para estar connosco!”

O Presidente da CEI, portanto, lançou um apelo para que a voz dos sem voz, que se eleva de todas as partes do País, “encontre respostas mais eficazes em cada área de responsabilidade”.

E acrescentou : "Não é admissível que os jovens – que são o amanhã da Nação – encontrem a vida bloqueada porque não encontrem emprego: eles se viram, sempre mais se adaptam, mantém medianamente a confiança e a vontade de não desistir apesar dos exemplos nem sempre edificantes”.

Embora apreciando que a nível público se vêem esforços e tentativas, sinais promissores, o purpurado disse que “os meses e os anos não esperam ninguém”.

"Está bem a reforma do Estado – continuou – mas esperamos que isso não vá em prejuízo do que a gente sente mais na própria pele, ou seja, o drama do trabalho”.

O cardeal Bagnasco também falou sobre a questão das prisões, afirmando que "o sistema prisional é sinal da civilização jurídica e não somente de um País” recordando que a Igreja católica está presente cada dia junto aos detidos por meio dos Capelães e dos voluntários, e encorajando todos os que cumprem uma pena a fazer deste tempo “uma ocasião de reflexão e de recuperação para lidar com o reingresso na sociedade”.

Para o purpurado a pessoa tem necessidade de trabalho para ter dignidade e sustento, mas também necessidade de laços seguros e estáveis, precisa constituir uma família. E também a sociedade precisa de um trabalho e de família: senão, que sociedade seria?

Por esta sua íntima natureza a família – concluiu o cardeal – deve ser apoiada por políticas mais fortes e eficazes, mesmo em ordem à natalidade, defesa das tentativas de enfraquecimento e promovidas a nível cultural e mediático sem discriminações ideológicas”.

Trad. T.S.