Páginas

terça-feira, 6 de janeiro de 2026

Adeus, Jubileu da Esperança!

Bom dia!

Foto: Lusa/EPA

Mais de 12 meses, 33,5 milhões de peregrinos e dezenas de grandes eventos depois, fecha-se hoje a Porta Santa da Basílica de São Pedro, no Vaticano. Faço parte do grupo de pessoas que teve a oportunidade de viver esta experiência. Foi há um ano, a propósito do Jubileu do Mundo das Comunicações, ainda com o Papa Francisco. Desde então, a Igreja Católica viveu momentos que ficam para a história, com a despedida do pontífice que veio “quase do fim do mundo”, a organização do Conclave e a eleição de Leão XIV. Acontecimentos que marcam o Jubileu 2025 dedicado à esperança, que se fez presente na prisão e fez regressar a multidão à esplanada de Tor Vergata, 25 anos depois da histórica jornada com João Paulo II.

Hoje este ciclo chega oficialmente ao fim. O rito solene do encerramento da Porta Santa vai ser presidido pelo Papa e decorre antes do início da Missa da solenidade da Epifania, no átrio da Basílica. A cerimónia está marcada para as 9h30 locais (08h30 em Lisboa). Leão XIV fechará os batentes da Porta de Bronze, a última ainda aberta em todo o mundo, num gesto simbólico que marca o fim do tempo de indulgência plenária e de “perdão geral” que caracteriza o ano jubilar.

A intervenção militar dos EUA na Venezuela é a notícia que marca os últimos dias. A ‘Pax Christi’ Internacional, a Rede Eclesial Pan-Amazónica (Repam) e a Conferência Eclesial da Amazónia (Ceama) condenaram-na e classificaram-na como uma ameaça à paz mundial e à estabilidade da região. Esta é uma “grave violação do direito internacional” por parte do Governo e das Forças Armadas norte-americanas, pode ler-se num comunicado.

Também o Conselho Episcopal Latino-Americano e Caribenho (CELAM) reagiu aos acontecimentos, manifestando a sua solidariedade à Igreja e ao povo da Venezuela, encorajando “todos os esforços para construir pontes, curar feridas e avançar na reconciliação”. Segundo a mensagem da presidência do organismo, “o bem do povo deve estar sempre acima de qualquer outra consideração”.

A Organização das Nações Unidas designou 2026 como o Ano Internacional dos Voluntários para o Desenvolvimento Sustentável. O tema esteve em destaque no Programa ECCLESIA desta segunda-feira. Catarina António, da Fundação Fé e Cooperação, considera que “o voluntariado é mesmo o melhor veículo para a solidez social”. André Patrício Peixoto, dos Leigos para o Desenvolvimento, destacou a importância desta atividade numa sociedade “cada vez mais focada na economia”.

Foto: HM/ECCLESIA

A terminar esta newsletter, lembro-o do significado da data de hoje, Dia de Reis. É uma das festas tradicionais mais singelas celebrada em todo o mundo católico. Neste dia comemora-se a visita de um grupo de reis magos, vindos do Oriente, para adorar a “Epifania do Senhor”. Ou seja, o nascimento de Jesus, o Filho por Deus enviado, para a salvação da humanidade. 

Mais logo, pelas 15h, convido-o a assistir ao Programa ECCLESIA, com D. Manuel Clemente. Depois de apresentar a história da celebração dos jubileus ao longo dos séculos, o patriarca emérito de Lisboa revisita os momentos do Ano Santo 2025.

Desejo-lhe uma ótima terça-feira!

Leonor João

 

 


agencia.ecclesia.pt

      



segunda-feira, 5 de janeiro de 2026

Beja: D. Fernando Paiva destaca encontro entre a razão e a fé, apresentado na Epifania

Bispo diocesano lembrou que a «estrela move os Magos, mas é a Palavra que lhes mostra o lugar exato»

Foto Agência ECCLESIA/PR, D. Fernando Paiva

Beja, 05 jan 2026 (Ecclesia) – O bispo de Beja, D. Fernando Paiva, destacou este domingo, na Eucaristia a que presidiu na igreja do Carmo, na Paróquia de São João Baptista, naquela diocese, a relação entre a fé e a razão, que surge na Epifania.

“Também Bento XVI insistiu muitas vezes que uma fé que renuncia à razão deixa de ser plenamente humana, e que uma razão que exclui Deus perde o horizonte do sentido. A Epifania mostra-nos precisamente esse encontro: a razão em caminho encontra a fé; o saber humano encontra o Verbo feito carne”, referiu, na homilia, divulgada pelo site da diocese.

Assinalando a Solenidade da Epifania, o bispo diocesano salientou que o caminho dos Magos diz muito sobre a forma como cristãos se aproximam de Deus.

“S. João Crisóstomo explica que a estrela conduziu os Magos até à Judeia, mas não até ao lugar exato. Para chegar a Belém, foi preciso escutar a Palavra, consultar as Escrituras, acolher a Revelação”, evidenciou.

De forma simples, D. Fernando Paiva indicou que “a estrela levou” os sábios até Jerusalém e que “a Palavra levou-os até Belém”.

“Aqui está uma grande lição para nós: a razão pode colocar-nos a caminho, mas só a fé nos permite reconhecer plenamente o Mistério. A estrela move os Magos, mas é a Palavra que lhes mostra o lugar exato”, referiu.

Segundo o bispo, este percurso ajuda “também a compreender a relação entre fé e razão, tantas vezes mal entendida” atualmente.

“A fé cristã nunca se opôs à razão. Pelo contrário, sempre afirmou que fé e razão são chamadas a caminhar juntas”, lembrou.

D. Fernando Paiva evocou São João Paulo II que, na encíclica Fides et Ratio (Fé e Razão), escreveu que “fé e razão são como duas asas com as quais o espírito humano se eleva para a contemplação da verdade”.

“Quando a razão se fecha ao transcendente, empobrece-se. Quando a fé despreza a razão, corre o risco de se deformar”, acrescentou.

Segundo o bispo diocesano, os Magos ensinam a “não ter medo de procurar, de perguntar, de caminhar”, bem como a” saber ajoelhar, a reconhecer que a Verdade não é algo que se domina, mas Alguém que se acolhe”.

“A Epifania é a festa da universalidade da salvação. Os pastores, na noite de Natal, representam Israel; os Magos representam os povos pagãos. Uns vêm de perto, outros vêm de longe. Mas todos chegam ao mesmo Senhor e todos se ajoelham diante do mesmo Menino para O adorar”, referiu.

No final da homilia, D. Fernando Paiva desejou que a participação na celebração da Solenidade da Epifania ajude todos a ser, como os Magos, “homens e mulheres em caminho, com uma fé que não teme a razão e com uma razão aberta à luz de Cristo, Luz do Mundo, que continua a manifestar-se” no meio de todos e a suscitar “o desejo de O adorar”.

“Que esta dimensão de universalidade, tão presente nas leituras que escutámos, molde o nosso coração para que na docilidade à vontade de Deus, possamos ser discípulos missionários e instrumentos desde mundo em que vivemos”, concluiu.

A Epifania, palavra de origem grega que significa ‘brilho’ ou ‘manifestação’, celebra-se sempre a 6 de janeiro nos países em que é feriado civil; nos outros países, assinala-se no segundo domingo depois do Natal, como acontece hoje em Portugal; popularmente, a celebração do calendário litúrgico católico é conhecida como Dia de Reis.

LJ/OC





Próximos eventos do Núcleo Distrital de Beja da EAPN Portugal/Rede Europeia Anti-Pobreza de 2026




Informação Partilhada do Núcleo Distrital de Beja da EAPN Portugal/Rede Europeia Anti-Pobreza 1-2026




Uma paz que tarda em chegar

Bom dia,

Começamos a semana com os olhos postos na Venezuela. Num momento de grande tensão internacional, após a intervenção dos Estados Unidos e a captura de Nicolás Maduro, o Papa Leão XIV fez ouvir a sua voz no Vaticano. O pontífice pede que se respeite a soberania do país e alerta que o bem do povo deve estar acima de qualquer manobra política.

Unindo a sua voz aos bispos venezuelanos, Leão XIV pediu o fim da violência e a construção de um futuro de estabilidade, sem esquecer o sofrimento das populações mais carenciadas.  Ler mais

Na reta final do Jubileu da Esperança, Leão XIV sublinhou no ângelus que não há "culto autêntico" sem o cuidado da carne humana. A Porta Santa da Basílica de São Pedro encerra esta terça-feira, concluindo um ano histórico que mobilizou milhões de peregrinos, desde as prisões até ao encontro de jovens em Tor Vergata. Ler a reflexão do Papa

Para ler e ver: 70x7 - O balanço de um Jubileu histórico

A partir de Urqueira, a sua terra natal, o patriarca de Lisboa deixou um apelo para as eleições de 18 de janeiro. D. Rui Valério defende que a "primeira figura da Nação" não se pode limitar a gerir o progresso material e os equilíbrios de curto prazo, devendo atender à totalidade do ser humano. Ler mais

Em entrevista conjunta à ECCLESIA e Renascença, o responsável pela Pastoral Sócio-Caritativa do Patriarcado de Lisboa defendeu uma Igreja em saída, capaz de identificar e apoiar as novas formas de pobreza e quem se encontra à margem da sociedade. Ler mais

2026: Ano Internacional dos Voluntários para o Desenvolvimento Sustentável

As Nações Unidas dedicam este ano a destacar o papel vital do voluntariado no cumprimento das metas globais de sustentabilidade. Para debater este tema e os desafios da cooperação, o programa Ecclesia recebe hoje Catarina António, da Fundação Fé e Cooperação (FEC), e André Patrício Peixoto, dos Leigos para o Desenvolvimento. Para ver às15h00, na RTP2.

Despeço-me com votos de boas notícias, sempre,

Octávio Carmo

 

 



agencia.ecclesia.pt