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sexta-feira, 2 de janeiro de 2026

A urgência da paz e o apelo ao desarmamento

Bom dia!

Escreveu-se ontem a primeira página de 2026. No Vaticano e nas dioceses portuguesas, o primeiro dia do ano ficou marcado pela celebração do 59º Dia Mundial da Paz e pela Solenidade litúrgica de Santa Maria, Mãe de Deus. Foram feitos apelos ao desarmamento, lembrados os povos em zonas de conflito e reafirmou-se a urgência do fim da guerra.

Foto: Lusa/EPA

O mundo não se salva afiando espadas, julgando, oprimindo ou eliminando os irmãos, mas sim esforçando-se incansavelmente por compreender, perdoar, libertar e acolher todos, sem cálculos nem medos”, referiu Leão XIV, na primeira Missa do ano, na Basílica de São Pedro, no Vaticano. Já no ângelus, desde a janela do apartamento pontifício, o Papa desejou uma “era de paz” entre as nações e rezou pelas famílias “feridas pela violência”.

Em território nacional, o cenário não foi diferente. Os bispos deixaram mensagens que o convido a ler e reler.

Em Lisboa, o patriarca afirmou que “se a guerra continua, é porque os senhores da guerra a desejam”, acrescentando que se há “homens que não têm apenas as mãos manchadas; têm a alma manchada pelo sangue dos inocentes”.

Pelo Porto, D. Manuel Linda, bispo diocesano, lembrou as guerras de “ferocidade animal” que conduziram ao rearmamento e frisou o compromisso pela paz.

Em Viseu, D. António Luciano apelou à rejeição da indiferença perante o “sofrimento de povos inteiros” em guerra. “Não podemos ficar indiferentes àqueles que ainda não conhecem a paz”, disse o bispo.

Na catedral de Bragança, o bispo D. Nuno Almeida mencionou que “a verdadeira paz não pode conviver com o terror; ela exige a confiança mútua, algo que as armas jamais poderão construir”.

Em Braga, D. José Cordeiro salientou que a paz é “um dom divino que vai muito além da ausência de guerra”. “Há muitos fatores que nos podem impedir de viver a plenitude da paz, e a incapacidade de ter as condições mínimas para viver de forma digna é uma delas”, indicou o arcebispo.

Foto: Centro de Estudos Globais 

Hoje, acompanhe o Programa ECCLESIA na RTP2, pelas 14h55, com o padre João Lourenço, a propósito da conclusão do Jubileu 2025.

Votos de um ano abençoado e, se possível, sempre na nossa companhia!

Leonor João

 

 


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quinta-feira, 1 de janeiro de 2026

2026: Paz e Esperança

Bom dia, paz e bem! E um ano bom.

“Deus ama esperar com o coração dos pequenos e fá-lo envolvendo-os no seu desígnio de salvação.
Quanto mais belo é o desígnio, maior é a esperança. E, de facto, o mundo segue assim, impulsionado pela esperança de tantas pessoas simples, desconhecidas, mas não para Deus, que, apesar de tudo, acreditam num amanhã melhor, porque sabem que o futuro está nas mãos d'Aquele que lhes oferece a maior esperança.” - Leão XIV

Na celebração do «Te Deum» pelo ano 2025, e primeiras vésperas da Solenidade de Maria Santíssima Mãe de Deus, o Papa afirmou que hoje se sente “a necessidade de um desígnio sábio, benevolente,  misericordioso”.

“Agradecemos a Deus pelo dom do Jubileu, que foi um grande sinal do seu desígnio de esperança para o homem e para o mundo”, explicou.

O Papa Leão XIV, na última audiência pública de 2025, assinalou que foi um ano “marcado por acontecimentos importantes”: “Alguns felizes, como a peregrinação de tantos fiéis por ocasião do Ano Santo; outros dolorosos, como o falecimento do saudoso Papa Francisco e os cenários de guerra que continuam a perturbar o planeta”.

“No seu final, a Igreja convida-nos a colocar tudo diante do Senhor, confiando na sua Providência e pedindo-lhe que renove, em nós e à nossa volta, nos dias que virão, os prodígios da sua graça e da sua misericórdia.”

Se ainda quiser fazer uma revista de 2025, no Programa ECCLESIA de 31 de dezembro, cinco convidados de vários setores e áreas do saber comentaram um ano de ruturas, do apagão tecnológico às mudanças políticas, duas eleições, e eclesiais, a proteção de menores e a sinodalidade.

 

Na RTP2, o vice-almirante Vizinha Mirones, comandante do Instituto Universitário Militar (IUM), e o bispo das Forças Armadas e de Segurança, D. Sérgio Dinis, analisam a primeira Mensagem do Papa Leão XIV para o Dia Mundial da Paz, que celebramos hoje. É na RTP2, a partir das 15h01.

“A paz tem o sopro da eternidade: enquanto ao mal se ordena “basta!”, à paz se suplica “para sempre”. O Ressuscitado introduziu-nos neste horizonte”, escreve Leão XIV, na mensagem “A paz esteja com todos vós: Rumo a uma paz ‘desarmada e desarmante’”, para o 59.º Dia Mundial da Paz.

O Dia Mundial da Paz foi instituído, em 1968, pelo Papa São Paulo VI (1897-1978), e é celebrado no primeiro dia do novo ano.

Pouco depois das doze badaladas, no Programa Ecclesia na rádio Antena 1, emissora pública, teve lugar o tradicional ‘Diálogos’, de primeira quinta-feira do mês: As confissões religiosas juntam-se para uma tertúlia, num espaço de diálogo inter-religioso, para partilhar pontos de vista sobre a comum Humanidade. Uma forma excelente de começar um novo ano.

O ano é novo, mas nós vamos continuar em www.agencia.ecclesia.pt. Continue connosco também, nesse sítio em 2026.
E que seja um ano bom para todos, todos, todos, de paz, e de esperança.
Cumprimentos, Carlos Borges

 



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