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Para muitos as férias
já estarão a decorrer; outros anseiam por esse período de descanso, mas há
quem não consiga aceder ao descanso. Essa realidade é repudiada pela Comissão
Justiça e Paz da Arquidiocese de Braga que defendeu que o tempo de férias não
deve ser encarado como um luxo, nem uma simples interrupção do calendário
laboral, mas como “uma necessidade humana, familiar, espiritual e social”. O organismo
católico enfatiza
que “estas conquistas sociais devem ser protegidas, valorizadas e tornadas
efetivas para todos”. “O direito ao
descanso é uma questão de justiça. Não nasceu de forma espontânea nem foi uma
concessão generosa dos poderes económicos ou políticos. Foi conquistado pela
luta persistente dos trabalhadores, que reclamaram – e continuam a reclamar –
horários mais humanos, descanso semanal, tempo livre e férias remuneradas”,
lembrou. Por falar em férias:
o Santuário de São Bento da Porta Aberta, na Arquidiocese de Braga, lançou
uma aplicação digital para apoiar os peregrinos que querem realizar este
caminho, a partir de cinco itinerários, até Rio Caldo, no Gerês, em Terras de
Bouro. Apesar de estar de
férias, o Papa Leão XIV alertou para a conjugação das ameaças nucleares e
cibernéticas, exigindo um desarmamento global que possa salvar a humanidade,
assim se lê num texto inédito divulgado pelo Vaticano. “A Igreja
humildemente levanta uma questão para todos, hoje: há de a espécie humana
continuar a habitar a Terra? A combinação do domínio cibernético com o
rearmamento global leva-nos a considerar seriamente esta pergunta”,
questionou Leão XIV, perante a gravidade de um rearmamento mundial associado
ao domínio tecnológico. No prefácio
do novo livro lançado pela Livraria Editora do Vaticano (LEV), que reúne
intervenções do pontífice sobre a paz, o Papa sustenta que a lógica de
dissuasão constitui uma falácia porque “não são as armas atómicas que geram a
paz, mas sim o desarmamento”. O texto cita o cantor, compositor e poeta
Bob Dylan, que se dirige figurativamente à bomba atómica num dos seus textos
(“Go Away You Bomb”, 1963): “Odeio-te porque és
coisa do homem, pertences ao homem e é o homem quem te maneja”. Os bispos
norte-americanos condenaram
a recente perda de vidas durante operações de controlo migratório, num
documento divulgado esta segunda-feira. “Os atos que diminuem
ou desrespeitam a dignidade de qualquer pessoa ou grupo de pessoas nunca
devem ser normalizados na nossa sociedade”, alertaram D. Daniel E. Garcia,
presidente da Subcomissão para a Promoção da Justiça Racial e da
Reconciliação da Conferência Episcopal dos Estados Unidos (USCCB), e D.
Brendan J. Cahill, presidente da Comissão para as Migrações. Esta noite, na RTP
Antena 1, o programa ECCLESIA conversa com Paulo Ramos, professor, tradutor e
investigador em Patrística e línguas clássicas, que reconhece em Santo
Agostinho, autor que investiga, a humildade que hoje pode colocar a Igreja em
diálogos plurais, e o contributo para a humanidade se afirmar num tempo de
múltiplas questões que também a Inteligência Artificial coloca. «Os textos que nos
são oferecidos em cada Domingo, apresentam uma riqueza interior, uma riqueza
teimosa. É praticamente impossível regressar àqueles textos e eles não nos
descobrirem - não somos nós que os descobrimos - eles é que vão dissipando os
nossos próprios nevoeiros interiores». Curioso? Uma conversa
para escutar, pouco depois da meia-noite, ou para descobrir no podcast da
Agência ECCLESIA, «Alarga
a tua tenda». No portal de
informação agencia.ecclesia.pt
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quarta-feira, 22 de julho de 2026
Sobre as férias (e uma citação de Bob Dylan)
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