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Olá, bom dia!
Destacamos hoje a entrevista que o novo presidente da Conferência Episcopal
Portuguesa faz, em início de mandato, pouco mais de uma semana após ter sido
eleito na Assembleia Plenária. Nesta entrevista, que
poderá ler na íntegra na próxima segunda-feira, D.
Virgílio Antunes assume que o tema dos abusos sexuais “é absolutamente
incontornável” na Igreja Católica, afirma que a instituição “tem de cuidar
das vítimas” dando o lugar às comissões diocesanas que “devem ter”. Questionado sobre a
continuidade do Grupo Vita, o novo presidente da Conferência Episcopal
Portuguesa referiu que “o caminho futuro” na escuta e acompanhamento das
vítimas de abuso sexual na Igreja Católica deve ser continuado pelo trabalho
das comissões diocesanas, sem excluir o apoio de “outras pessoas”. “Eu não sei o que vai
acontecer. Mas, um outro grupo com uma identidade semelhante, uma terceira
comissão, não sei se irá existir”, sublinhou o bispo de Coimbra. O presidente da CEP
vai participar pela primeira vez na sessão comemorativa do 25 de abril e
lembra o papel da Igreja Católica na construção da democracia. “A Igreja Católica é
uma parceira importante na edificação da democracia, sem fazer a tal política
partidária, mas tem sido uma presença grande na transformação da sociedade”. O presidente da CEP
lembrou, referindo os pronunciamentos recentes do Papa Leão XIV, que o aproveitamento
do discurso religioso para fins políticos é um “perigo muitíssimo grande”,
nomeadamente quando em causa estão “fins eleitoralistas” ou afirmações de
poder a respeito de “causas sobre as quais não há consensos”. Sobre o 25 de abril
conversamos com o padre José Manuel Pereira de Almeida, vice-reitor da
Universidade Católica Portuguesa, e Inês Estada Vieira, presidente da direção
do Centro de Reflexão Cristã, que afirmou a responsabilidade da Igreja
continuar a fazer revolução,
para alcançar um mundo mais justo. “É esse sonho de um
mundo mais justo, de direitos para as mulheres, de direitos para as crianças,
de cuidar das crianças pobres, dos trabalhadores. Eu acho que também está
tudo mais ou menos escrito desde o Vaticano II, e, mesmo antes, há dois mil
anos". Deixo-lhe ainda a
sugestão de neste dia escutar o padre Júlio Rocha. Conversamos
com o vigário episcopal para o clero da Diocese de Angra desafiando-o a
apresentar os sete dons do Espírito Santo e a atualizá-los. Uma conversa
desassombrada e responsabilizante sobre a ação dos crentes e da Igreja que
importa escutar. Ela conduziu o programa Ecclesia que a cada sábado é emitido
na Antena 1, mas encontra-a no portal de informação da
Agência ECCLESIA. Não sei se vai para a
rua, se se junta a manifestações comunitárias e celebrativas deste 25 de
abril, mas seja em gestos maiores ou nas conversas mais particulares, que
esta data se concretize, se persiga e se abra a novas gerações em construções
de futuro com todos e para todos! Desejo-lhe um
excelente 25 de abril! |
