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quinta-feira, 25 de junho de 2026

A guerra e o mar

Bom dia!

Foto: Lusa/EPA

Nos últimos anos, a guerra tornou-se parte do quotidiano, através das notícias difundidas pelos meios de comunicação e das consequências na vida de cada um. Exemplo disso é a subida da inflação, o aumento dos combustíveis e a ansiedade generalizada. O impacto dos conflitos bélicos faz-se sentir também na vida das tripulações, como alertou o Vaticano na mensagem para o próximo Domingo do Mar (12 de julho).

O mar, que durante tanto tempo uniu povos e nações, é palco cada vez maior de tensões, insegurança, guerra e medo”, escreveu o cardeal Michael Czerny, prefeito do Dicastério para o Serviço do Desenvolvimento Humano Integral. O texto evoca explicitamente, a crise do Estreito de Ormuz, considerando que a mesma veio “recordar ao mundo quão profundamente a humanidade depende do mar e daqueles que nele trabalham”.

Ontem foi Dia de São João, que se celebra não só no Porto, mas também noutras regiões do país, como é o caso de Angra do Heroísmo, na Terceira, Açores. A investigadora Susana Goulart Costa, responsável pelo projeto de estudo da história religiosa dos Açores, explicou a importância do santo na história, a sua ligação a Jesus, destacando também tradições, quadras e valores atuais da “verdade, transparência, lealdade”.

O Patriarcado de Lisboa publicou o programa pastoral 2026-2027, que inaugura um novo ciclo na vida da Igreja deste território. É um percurso que que quer conduzir a diocese rumo ao Jubileu da Redenção, em 2033, memória viva dos dois mil anos da Páscoa de Cristo. D. Rui Valério escreveu uma mensagem para este programa, na qual convida a “criar espaços” onde seja possível “fazer a experiência de Deus” e a “redescobrir a dimensão missionária da Igreja”.

Aos primeiros minutos do dia de hoje, a Antena 1 emitiu uma conversa da jornalista Lígia Silveira com o missionário comboniano Manuel Augusto, que, aos 76 anos, procura a “criatividade e o risco” para abrir processos “inspirado no Papa Francisco”. Convido-o a saber mais aqui.

Foto: Vatican Media

Pelo Vaticano, o Papa encontrou-se ontem com um grupo de escritores, no âmbito do centenário da Editora do Vaticano. “Escrever é um ato de humanidade”, afirmou Leão XIV, elogiando os autores por lançarem “sementes de reconciliação, de encontro e de amizade”. Depois, o pontífice presidiu à habitual audiência pública semanal, na qual alertou para os conflitos que afetam a sociedade, pedindo que as comunidades católicas vivam a Eucaristia como motor de unidade.

Hoje, o programa Ecclesia (15h, RTP2) aborda a nova edição do curso de verão do Santuário de Fátima sobre o ciclo cordimariano, com Sónia Vazão, coordenadora da Academia de Estudos deste lugar. Também a rubrica ‘Semana do Papa’ e reportagens sobre os 25 anos da entrada em vigor da Lei da Liberdade Religiosa e a Comissão do Laicado, Família e Vida estarão em destaque.

Desejo-lhe uma ótima quinta-feira!

Leonor João

 

 


agencia.ecclesia.pt

      



quarta-feira, 24 de junho de 2026

Quantos golos marcamos nós?

No rescaldo de um 5-0 necessário para elevar os ânimos de todos que torcem para que o caminho da Seleção Portuguesa de Futebol, no Mundial de 2026, possa ser prolongado, inicio estas palavras matinais com outra junção de esforço apostado em levar mais longe a vida de “milhões de pessoas “empurradas para fome e desnutrição”.

 ‘Caritas Internationalis’, o Conselho Mundial de Igrejas (CMI) e a World Vision International (WVI) lançaram um apelo conjunto em defesa de milhões de pessoas defendendo novas escolhas políticas, dirigindo-se aos governos, às instituições multilaterais, aos doadores e às comunidades religiosas:

– Protejam o acesso humanitário e respeitem o direito internacional humanitário, garantindo que a alimentação nunca seja utilizada como arma de guerra;

– Salvaguardem e ampliem os investimentos na nutrição infantil, no tratamento da subnutrição crónica e aguda, nas refeições escolares e nos programas de proteção social;

– Reforcem sistemas alimentares resilientes, protegendo as cadeias de abastecimento alimentar, a produção agrícola e os corredores humanitários;

– Apoiem os pequenos agricultores, os produtores alimentares locais e a agricultura adaptada às alterações climáticas, especialmente em contextos frágeis e afetados por conflitos;

– Garantam que as decisões de política externa, comércio, sanções e segurança sejam avaliadas quanto ao seu potencial impacto na segurança alimentar, na nutrição e no acesso humanitário;

– Privilegiem a consolidação da paz, a diplomacia e a dignidade humana em detrimento da militarização e da divisão;

 “O mundo continua a produzir mais do que o suficiente para alimentar cada criança, mulher e homem. No entanto, milhões de pessoas são empurradas para uma fome e desnutrição cada vez mais graves por causa de conflitos, deslocamentos, instabilidade económica e choques climáticos. São as crianças e as mulheres quem paga o preço mais alto por falhas que não criaram”, explicam as instituições.

O patriarca de Lisboa alertou, para o crescimento da solidão urbana e da exclusão social, desafiando a sociedade a acolher as populações mais vulneráveis.

“As novas formas de exclusão tornam-se por vezes mais invisíveis e mais difíceis de combater, mas a missão permanece a mesma: continuar a tornar visível o amor de Deus, a ser presença onde outros não chegam, construir pontes onde o mundo ergue muros, recordar que ninguém pode ser descartado”, desafiou D. Rui Valério, na Missa a que presidiu por ocasião do 50.º aniversário da Cáritas Diocesana.

A intervenção elogiou a capacidade da organização católica em responder às necessidades de cada tempo e lembrou que a caridade cristã nasce da “capacidade de reconhecer no outro um irmão”.

“O pobre deixa de ser um problema social para se tornar uma pessoa. O migrante deixa de ser um número para se tornar um rosto. O idoso deixa de ser um caso a tratar para se tornar uma história”, indicou D. Rui Valério.

A Rede Global de Escolas das Religiosas do Sagrado Coração de Maria, composta por 19 colégios, e presente em 9 países da Europa e da América, vai ter um encontro em Lisboa, entre 27 e 2 de julho, juntando equipas diretivas e professores para debater a educação em ordem à transformação global e que surge da necessidade de os colégios estarem em permanente reflexão sobre a sua identidade e atentos à mudança.

As comunidades educativas, quer nos colégios em Portugal, como nos internacionais, estão “cheias de alunos de diferentes culturas e até de diferentes religiões”, e os responsáveis encontram nisso “património a dar ao mundo, porque é muito importante que os alunos cresçam nessa relação de abertura ao outro e é nessa relação de abertura ao outro que acontece a fé e a relação com Deus”.

Na agenda para os próximos dias, o segundo consistório extraordinário do pontificado de Leão XIV, de 26 a 27 de junho, para debater respostas a guerras e divisões com a ajuda de cardeais de todo o mundo. O programa oficial apresenta as questões que vão orientar os trabalhos, entre elas a forma como “as tensões, as divisões e os conflitos que atravessam o mundo” afetam a vida da Igreja Católica. A reunião convocada pelo Papa vai procurar estratégias pastorais focadas nas “linguagens, atitudes e práticas que podem ajudar a construir reconciliação, convivência e paz”.

No portal de informação agencia.ecclesia.pt encontra mais noticias!

Tenha um excelente dia!

Lígia Silveira

PS: E um feliz São João!!

 

 


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