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domingo, 26 de abril de 2026

De África às visitas pastorais em Itália

Bom dia!

Foto: JOC Portugal

Ontem foi dia de sair à rua e comemorar a democracia, a liberdade e a conquista de direitos fundamentais. 52 anos depois, milhares fizeram a festa, dos mais novos aos mais velhos, de cravos vermelhos na mão ou ao peito, celebrando o 25 de abril para que o passado não se repita. "Utilizemos este dia como força para sair à rua durante o ano, pois um cravo é demasiado livre para ficar fechado numa gaveta durante um ano inteiro", assinalou a Juventude Operária Católica. A propósito desta data, escreveu o jornalista Henrique Matos. Um artigo de opinião que o convido a ler e, no embalo, espeite também os anteriores.  

Pelo Vaticano, o dia foi de divulgação do programa das visitas pastorais do Papa por Itália. Entre maio e julho, Leão XIV vai visitar Pompeia, Nápoles, a Universidade “La Sapienza” de Roma, Acerra, Pavia e Lampedusa. Um percurso com muitos encontros e celebrações, com início no dia 8 de maio, um ano depois do cardeal Prevost ter sido eleito Papa.

Além da divulgação das viagens dos próximos meses, o sábado ficou marcado pelo encontro de Leão XIV com os membros do Partido Popular Europeu. “A presença no meio das pessoas e o seu envolvimento no processo político são o melhor antídoto contra os populismos que procuram apenas um consenso fácil e contra os elitismos que tendem a agir sem consenso”, disse. O Papa esteve ainda em audiência com professores que lecionam a religião católica nas escolas italianas. Ensinar “significa formar as pessoas a ouvir o coração”, afirmou.

Na Antena 1, o programa ECCLESIA de hoje, pelas 6h00, entra na segunda etapa do ciclo “De Francisco a Leão XIV”, uma série de conversas que evocam o pontificado do Papa Francisco, falecido há um ano, e projetam o futuro do sucessor. A politóloga Sílvia Mangerona é a convidada desta semana. Um testemunho que pode conhecer aqui.

Na televisão, o vaticanista Octávio Carmo acompanha-o no programa ‘70×7’, que apresenta o percurso da viagem do Papa a África. 4 países, 11 dias e milhares de quilómetros compactados em 25 minutos. Um apanhando de momentos e mensagens com transmissão na RTP2, pelas 7h25.

Desejo-lhe um ótimo domingo!

Leonor João

 

 


agencia.ecclesia.pt

      



sábado, 25 de abril de 2026

Celebrar e continuar o 25 de abril...

Olá, bom dia! Destacamos hoje a entrevista que o novo presidente da Conferência Episcopal Portuguesa faz, em início de mandato, pouco mais de uma semana após ter sido eleito na Assembleia Plenária.

Nesta entrevista, que poderá ler na íntegra na próxima segunda-feira, D. Virgílio Antunes assume que o tema dos abusos sexuais “é absolutamente incontornável” na Igreja Católica, afirma que a instituição “tem de cuidar das vítimas” dando o lugar às comissões diocesanas que “devem ter”.

Questionado sobre a continuidade do Grupo Vita, o novo presidente da Conferência Episcopal Portuguesa referiu que “o caminho futuro” na escuta e acompanhamento das vítimas de abuso sexual na Igreja Católica deve ser continuado pelo trabalho das comissões diocesanas, sem excluir o apoio de “outras pessoas”.

“Eu não sei o que vai acontecer. Mas, um outro grupo com uma identidade semelhante, uma terceira comissão, não sei se irá existir”, sublinhou o bispo de Coimbra.

O presidente da CEP vai participar pela primeira vez na sessão comemorativa do 25 de abril e lembra o papel da Igreja Católica na construção da democracia.

“A Igreja Católica é uma parceira importante na edificação da democracia, sem fazer a tal política partidária, mas tem sido uma presença grande na transformação da sociedade”.

O presidente da CEP lembrou, referindo os pronunciamentos recentes do Papa Leão XIV, que o aproveitamento do discurso religioso para fins políticos é um “perigo muitíssimo grande”, nomeadamente quando em causa estão “fins eleitoralistas” ou afirmações de poder a respeito de “causas sobre as quais não há consensos”.

Sobre o 25 de abril conversamos com o padre José Manuel Pereira de Almeida, vice-reitor da Universidade Católica Portuguesa, e Inês Estada Vieira, presidente da direção do Centro de Reflexão Cristã, que afirmou a responsabilidade da Igreja continuar a fazer revolução, para alcançar um mundo mais justo.

“É esse sonho de um mundo mais justo, de direitos para as mulheres, de direitos para as crianças, de cuidar das crianças pobres, dos trabalhadores. Eu acho que também está tudo mais ou menos escrito desde o Vaticano II, e, mesmo antes, há dois mil anos". 

Deixo-lhe ainda a sugestão de neste dia escutar o padre Júlio Rocha. Conversamos com o vigário episcopal para o clero da Diocese de Angra desafiando-o a apresentar os sete dons do Espírito Santo e a atualizá-los. Uma conversa desassombrada e responsabilizante sobre a ação dos crentes e da Igreja que importa escutar. Ela conduziu o programa Ecclesia que a cada sábado é emitido na Antena 1, mas encontra-a no portal de informação da Agência ECCLESIA.

Não sei se vai para a rua, se se junta a manifestações comunitárias e celebrativas deste 25 de abril, mas seja em gestos maiores ou nas conversas mais particulares, que esta data se concretize, se persiga e se abra a novas gerações em construções de futuro com todos e para todos!

Desejo-lhe um excelente 25 de abril!

Lígia Silveira

 



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