Entrevista com os cantores Martin Valverde e Alex Campos. Francisco foi recebido na Audiência Geral ao som de "Solo le pido Dios cantado por vários artistas latino-americanos
Roma, 05 de Fevereiro de 2015 (Zenit.org) Rocio Lancho García
Quando chegarmos no céu, Deus não vai perguntar quantos
discos foram gravados, mas o que fizemos pelas almas. Essa é a idéia que
move a voz e as cordas do violão dos cantores Martin Valverde,
católico; e Alex Campos, evangélico. Eles apresentaram na quarta-feira à
tarde no Vaticano, no IV Congresso Internacional Scholas Occurrentes, o
concerto "Siendo uno em Jesús", em resposta a algo que o Espírito Santo
suscitou.
ZENIT teve a oportunidade de falar com os dois artistas durante os
ensaios. Martin e Alex se conhecem há algum tempo, e estavam esperando
uma oportunidade para dividir o palco, “esperando o tempo de Deus”. E
assim foi, no tempo de Deus e num lugar especial, como é o Vaticano.
Na Audiência Geral de quarta-feira, com um grupo de artistas latinos,
eles tiveram a oportunidade de receber o Papa cantando "Solo le pido
Dios". Martin recorda um salmo para dizer que “quando irmãos estão
reunidos Deus derrama a Sua bênção” e "isso é o que nós pedimos. E não
derrame apenas aqui".
Sobre a união entre os cristãos, os músicos destacaram o trabalho
desenvolvido pelo Papa Francisco. Além disso, recordaram que "o
fanatismo está matando as pessoas, e alguém precisa colocar um antídoto e
isso, em primeiro lugar, cabe a nós".
Ambos Martin e Alex responderam a um chamado muito específico em suas
vidas: evangelizar através da música. "Além de ser um chamado é um
privilégio", disse Alex. Para explicar como ele vive, recordou de quando
ele era pequeno. "Eu venho de uma família muito humilde e muito pobre, e
quando o Natal chegava meus vizinhos abriam os presentes à meia-noite.
Nós não tínhamos nenhum presente. Mas os nossos vizinhos vinham e
mostravam suas bicicletas, camisas e, às vezes, eu ficava com raiva de
ver aquilo e pensava 'eu não tenho nada'". “Mas agora (explica Alex) que
eu tenho o grande presente que é Jesus no meu coração, Salvação, eu
entendo que eles precisavam mostrar o presente que seus pais tinham
dado”. Agora, Alex pode dizer: "Como não possuir o maior presente que é a
Salvação de Deus?".
Por sua vez, Martin Valverde nos contou que ele “brinca sempre
dizendo que isso não é o American Idol ou Operação Triunfo". É um
chamado, “e Deus nos escolheu; antes de nascermos Ele já queria isso
para nós", explica ele. "Fazemos o que gostamos, somos músicos, e
sabemos para quem fazemos, e vemos os frutos que isso produz".
Martin lembrou, mais uma vez, que "é um grande privilégio" e a todos
os leitores de ZENIT disse: “não tenham medo, porque o medo leva à
ignorância, Jesus é um rio que corre, não é uma lagoa". Sobre essa
experiência que estão vivendo estes dias em Roma, Martin disse que
"espera deixar um legado para a próxima geração de músicos: que não
exista qualquer divisão quando se trata de Jesus”.
Por fim, ambos os artistas falaram sobre os frutos deste projecto.
Martin destacou que o “Espírito Santo é imprevisível, portanto, também
os frutos. Esperamos que os frutos sejam um ‘sim, é possível’”. E
afirma: "quando chegarmos lá em cima, não nos perguntarão quantos discos
gravamos, mas o que fizemos com o nosso trabalho e com as almas, e
esperemos dizer 'ai está Senhor, não fizemos muito, mas ai estão todos”.
E o último comentário dos artistas foi: "Rezem por nós, os filhos do
Pai, rezem por nós".
O projecto Enamorar, apoiado pelo Governo argentino,
apresentou o concerto "Todos somos Jesús”, com a produção de Lito Vitale
e a participação de Juan Carlos Baglietto, Hilda Lizarazu, Rescate,
Daniel Poli e Sebastian Golluscio e, pela primeira vez juntos, o artista
católico Martin Valverde e o artista evangélico Alex Campos.
(05 de Fevereiro de 2015) © Innovative Media Inc.
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