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sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

Concerto "Siendo uno Jesús" apresentado no Vaticano

Entrevista com os cantores Martin Valverde e Alex Campos. Francisco foi recebido na Audiência Geral ao som de "Solo le pido Dios cantado por vários artistas latino-americanos


Roma, 05 de Fevereiro de 2015 (Zenit.org) Rocio Lancho García


Quando chegarmos no céu, Deus não vai perguntar quantos discos foram gravados, mas o que fizemos pelas almas. Essa é a idéia que move a voz e as cordas do violão dos cantores Martin Valverde, católico; e Alex Campos, evangélico. Eles apresentaram na quarta-feira à tarde no Vaticano, no IV Congresso Internacional Scholas Occurrentes, o concerto "Siendo uno em Jesús", em resposta a algo que o Espírito Santo suscitou.

ZENIT teve a oportunidade de falar com os dois artistas durante os ensaios. Martin e Alex se conhecem há algum tempo, e estavam esperando uma oportunidade para dividir o palco, “esperando o tempo de Deus”. E assim foi, no tempo de Deus e num lugar especial, como é o Vaticano.

Na Audiência Geral de quarta-feira, com um grupo de artistas latinos, eles tiveram a oportunidade de receber o Papa cantando "Solo le pido Dios". Martin recorda um salmo para dizer que “quando irmãos estão reunidos Deus derrama a Sua bênção” e "isso é o que nós pedimos. E não derrame apenas aqui".

Sobre a união entre os cristãos, os músicos destacaram o trabalho desenvolvido pelo Papa Francisco. Além disso, recordaram que "o fanatismo está matando as pessoas, e alguém precisa colocar um antídoto e isso, em primeiro lugar, cabe a nós".

Ambos Martin e Alex responderam a um chamado muito específico em suas vidas: evangelizar através da música. "Além de ser um chamado é um privilégio", disse Alex. Para explicar como ele vive, recordou de quando ele era pequeno. "Eu venho de uma família muito humilde e muito pobre, e quando o Natal chegava meus vizinhos abriam os presentes à meia-noite. Nós não tínhamos nenhum presente. Mas os nossos vizinhos vinham e mostravam suas bicicletas, camisas e, às vezes, eu ficava com raiva de ver aquilo e pensava 'eu não tenho nada'". “Mas agora (explica Alex) que eu tenho o grande presente que é Jesus no meu coração, Salvação, eu entendo que eles precisavam mostrar o presente que seus pais tinham dado”. Agora, Alex pode dizer: "Como não possuir o maior presente que é a Salvação de Deus?".

Por sua vez, Martin Valverde nos contou que ele “brinca sempre dizendo que isso não é o American Idol ou Operação Triunfo". É um chamado, “e Deus nos escolheu; antes de nascermos Ele já queria isso para nós", explica ele. "Fazemos o que gostamos, somos músicos, e sabemos para quem fazemos, e vemos os frutos que isso produz".

Martin lembrou, mais uma vez, que "é um grande privilégio" e a todos os leitores de ZENIT disse: “não tenham medo, porque o medo leva à ignorância, Jesus é um rio que corre, não é uma lagoa". Sobre essa experiência que estão vivendo estes dias em Roma, Martin disse que "espera deixar um legado para a próxima geração de músicos: que não exista qualquer divisão quando se trata de Jesus”.

Por fim, ambos os artistas falaram sobre os frutos deste projecto. Martin destacou que o “Espírito Santo é imprevisível, portanto, também os frutos. Esperamos que os frutos sejam um ‘sim, é possível’”. E afirma: "quando chegarmos lá em cima, não nos perguntarão quantos discos gravamos, mas o que fizemos com o nosso trabalho e com as almas, e esperemos dizer 'ai está Senhor, não fizemos muito, mas ai estão todos”. E o último comentário dos artistas foi: "Rezem por nós, os filhos do Pai, rezem por nós".

O projecto Enamorar, apoiado pelo Governo argentino, apresentou o concerto "Todos somos Jesús”, com a produção de Lito Vitale e a participação de Juan Carlos Baglietto, Hilda Lizarazu, Rescate, Daniel Poli e Sebastian Golluscio e, pela primeira vez juntos, o artista católico Martin Valverde e o artista evangélico Alex Campos.

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