Natal…na província neva.
Nos lares aconchegados,
Um sentimento conserva
Os sentimentos passados.
Coração oposto ao mundo,
Como a família é verdade!
Meu pensamento é profundo,
Estou só e sonho saudade.
E como é branca de graça
A paisagem que não sei,
Vista de trás da vidraça
Do lar que nunca terei.
Nos lares aconchegados,
Um sentimento conserva
Os sentimentos passados.
Coração oposto ao mundo,
Como a família é verdade!
Meu pensamento é profundo,
Estou só e sonho saudade.
E como é branca de graça
A paisagem que não sei,
Vista de trás da vidraça
Do lar que nunca terei.
Este poema de Fernando Pessoa faz-me pensar na felicidade imensa de todos os que têm um lar e que não sabem o que é solidão. Por tudo isto e não só, parece-me evidente para qualquer um a importância da família.
O homem não veio ao mundo para ser solitário e Deus que nos criou quer a nossa felicidade e por isso, e para nos resgatar de todo o mal, trazido pelo pecado, enviou ao mundo o Seu próprio Filho, Jesus Cristo, que nasceu exactamente numa família, a família de Nazaré.
Gosto de pensar no lar de Nazaré, um lar humilde, constituído por um artesão, talvez um carpinteiro, que tinha por nome José e pela mãe, provavelmente dona de casa; já ouvi também que talvez costurasse mas o que certamente faria muito bem era cuidar do filho e do marido. Perdoem-me, se não resisto a transcrever parte dum Hino de Amor de João de Deus:
Andava um dia em pequenino, nos arredores de Nazaré, em companhia de São José, o bom Jesus, o Deus Menino.
Continua o poema falando da gratidão dum pequeno rouxinol que cantava continuamente agradecendo ao Menino Deus tê-lo salvo de uma serpente que o enfeitiçara. Porque é que não somos gratos como o pequeno rouxinol, vivendo com alegria a nossa vida, o nosso dia-a-dia.
O Papa Francisco ensinou-nos os 10 mandamentos da felicidade:
- Viver e deixar viver
- Esquecer o que é negativo, não falar mal, dizendo apenas o que é positivo
- Procurar a paz com todas as nossas forças
- Viver os domingos em família
- Brincar com as crianças
- Respeitar quem pensa diferente de nós
- Ajudar os jovens a encontrar trabalho
- Agir respeitosamente com todos
- Juntar-se aos outros sendo um membro activo da comunidade
- Respeitar a natureza.
O Papa diz que estamos a viver numa época de muitas guerras e o apelo à paz deve ser gritado e aí sim, poderemos deixar de ser tranquilos e calmos, para nos enchermos de dinamismo. Pensemos em todos os imigrantes mas principalmente nos que são expulsos das suas terras, dos seus lares, por causa da guerra.
Ter tempo para os filhos, brincar com as crianças apesar do ritmo de vida de hoje é essencial para a harmonia da família; as refeições conjuntas, sem a televisão, muitas vezes a debitar notícias de guerra e violência, é fundamental para o desenvolvimento das crianças e o bom relacionamento entre todos.
O Papa, lembrando que as águas paradas geralmente se tornam salobras, diz ainda que as pessoas devem ser abertas e generosas com os outros porque se se aceitarem apenas as próprias opiniões tornam-se egocêntricas e paralisadas.
Só a união faz a força e a diversidade na unidade, com a comunicação entre todos é fundamental para a harmonia e paz. É desnecessário dizer que não é possível falar de paz a quem tudo falta, daí a importância da solidariedade da ajuda entre todos.
A natureza é um presente de Deus e por isso deve ser cuidada e respeitada como um dos maiores desafios da humanidade, como Jesus criança protegeu o rouxinol.
Começamos o tempo de Advento, que significa espera e preparação, com a mensagem “Vigiai”, por isso tentaremos vigiar-nos a nós próprios para não termos o lamento do poeta:
Estou só e sonho saudade do lar que nunca terei.
O homem não veio ao mundo para ser solitário e Deus que nos criou quer a nossa felicidade e por isso, e para nos resgatar de todo o mal, trazido pelo pecado, enviou ao mundo o Seu próprio Filho, Jesus Cristo, que nasceu exactamente numa família, a família de Nazaré.
Gosto de pensar no lar de Nazaré, um lar humilde, constituído por um artesão, talvez um carpinteiro, que tinha por nome José e pela mãe, provavelmente dona de casa; já ouvi também que talvez costurasse mas o que certamente faria muito bem era cuidar do filho e do marido. Perdoem-me, se não resisto a transcrever parte dum Hino de Amor de João de Deus:
Andava um dia em pequenino, nos arredores de Nazaré, em companhia de São José, o bom Jesus, o Deus Menino.
Continua o poema falando da gratidão dum pequeno rouxinol que cantava continuamente agradecendo ao Menino Deus tê-lo salvo de uma serpente que o enfeitiçara. Porque é que não somos gratos como o pequeno rouxinol, vivendo com alegria a nossa vida, o nosso dia-a-dia.
O Papa Francisco ensinou-nos os 10 mandamentos da felicidade:
- Viver e deixar viver
- Esquecer o que é negativo, não falar mal, dizendo apenas o que é positivo
- Procurar a paz com todas as nossas forças
- Viver os domingos em família
- Brincar com as crianças
- Respeitar quem pensa diferente de nós
- Ajudar os jovens a encontrar trabalho
- Agir respeitosamente com todos
- Juntar-se aos outros sendo um membro activo da comunidade
- Respeitar a natureza.
O Papa diz que estamos a viver numa época de muitas guerras e o apelo à paz deve ser gritado e aí sim, poderemos deixar de ser tranquilos e calmos, para nos enchermos de dinamismo. Pensemos em todos os imigrantes mas principalmente nos que são expulsos das suas terras, dos seus lares, por causa da guerra.
Ter tempo para os filhos, brincar com as crianças apesar do ritmo de vida de hoje é essencial para a harmonia da família; as refeições conjuntas, sem a televisão, muitas vezes a debitar notícias de guerra e violência, é fundamental para o desenvolvimento das crianças e o bom relacionamento entre todos.
O Papa, lembrando que as águas paradas geralmente se tornam salobras, diz ainda que as pessoas devem ser abertas e generosas com os outros porque se se aceitarem apenas as próprias opiniões tornam-se egocêntricas e paralisadas.
Só a união faz a força e a diversidade na unidade, com a comunicação entre todos é fundamental para a harmonia e paz. É desnecessário dizer que não é possível falar de paz a quem tudo falta, daí a importância da solidariedade da ajuda entre todos.
A natureza é um presente de Deus e por isso deve ser cuidada e respeitada como um dos maiores desafios da humanidade, como Jesus criança protegeu o rouxinol.
Começamos o tempo de Advento, que significa espera e preparação, com a mensagem “Vigiai”, por isso tentaremos vigiar-nos a nós próprios para não termos o lamento do poeta:
Estou só e sonho saudade do lar que nunca terei.
professora aposentada
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