Diz bispo de São Tomé e Príncipe para quem o problema está numa sociedade marcada pela «fragilidade dos compromissos»
“Infelizmente este Sínodo acabou por ser muito centrado em problemas que existem, não há dúvida, mas que são apenas um aspeto da questão. Há questões mais profundas ligadas à família, mais fundamentais”, frisou D. Manuel António dos Santos, numa entrevista veiculada hoje pela Rádio Vaticano.
Para o prelado lusófono, do Sínodo dos Bispos em Roma tem de sair “uma palavra da Igreja acerca do valor e do ideal da Família”.
“Também uma palavra de acolhimento para todos os que têm os seus problemas, as suas dificuldades, como são de facto as pessoas divorciadas e tudo o mais, mas que sobretudo se saliente o valor da família como instituição fundamental para a nossa sociedade, se dê alento àqueles que continuam a lutar pela família, a acreditar que afinal o amor entre o homem e a mulher no matrimónio é possível”, sustentou.
D. Manuel António dos Santos realça ainda a importância do Sínodo ir à raiz do problema, contribuindo para a mudança de uma sociedade e uma cultura muito marcadas pelo “usar e deitar fora”, pela “fragilidade dos compromissos”, pelos “afetos vividos apenas no presente”.
Fenómenos que são transversais e que também sempre “estiveram muito presentes em São Tomé e Príncipe, hoje mais do que nunca”.
“Em São Tomé, encontrarmos famílias bem constituídas, em que o homem e a mulher se amparam mutuamente ao longo da vida, com os seus filhos, é quase um milagre”, salientou.
JCP
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