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quarta-feira, 21 de outubro de 2015

Homilia do Papa: O amor ao dinheiro destrói as famílias

Nesta segunda-feira, Francisco recordou que não é possível “servir a dois senhores”: ou se serve a Deus ou ao dinheiro

Roma, 19 de Outubro de 2015 (ZENIT.org)

O Santo Padre Francisco lembrou que Jesus não condena a riqueza, mas o apego à riqueza, porque divide famílias e causa guerras. Disse isso durante a homilia da missa celebrada nesta segunda-feira (19) na capela da Casa Santa Marta, antes do início do Sínodo.

Ele reiterou que não é possível "servir a dois senhores", ou se serve a Deus ou ao dinheiro. E explicou: Jesus “não é contra as riquezas”, mas adverte contra colocar a própria segurança no dinheiro que pode fazer da religião uma agência de seguros. Além do mais, o apego ao dinheiro divide, como diz o Evangelho que fala de “dois irmãos que brigam por causa da herança”.

“Pensemos nas muitas famílias que conhecemos que brigaram, brigam, não se saúdam, se odeiam por causa de herança”, sublinhou o Papa. “Este é um dos casos. O mais importante não é o amor pela família, o amor pelos filhos, pelos irmãos, pelos pais, não, mais o dinheiro. Isso destrói”. Neste sentido, Francisco acrescentou que "também as guerras que vemos hoje destroem. Existe um ideal, mas por trás está o dinheiro: o dinheiro dos traficantes de armas, o dinheiro daqueles que tiram proveito das guerras”.

O Pontífice destacou que Jesus é claro: “Tenham cuidado e fiquem longe de todos os tipos de cobiça: é perigoso. A cobiça nos dá a segurança que não é verdadeira e nos leva sim a rezar - você pode rezar, ir à igreja, mas também ter um coração apegado, e no fim isso termina mal”.

Jesus conta a parábola de um homem rico, “um empresário bom”, cuja “colheita tinha sido abundante” e “estava cheiro de riquezas”. E, em vez de pensar "vou compartilhar isso com meus trabalhadores para que eles tenham um pouco mais para suas famílias", ele argumenta o contrário: 'O que vou fazer, pois eu não tenho onde colocar a minha colheita?’. Por isso, o Santo Padre explicou que “a sede do apego às riquezas nunca termina. Se você tem seu coração ligado à riqueza - quando você tem tanta - você quer mais. E este é o deus da pessoa que está apegada às riquezas”.

Ele também explicou que o caminho da salvação são as bem-aventuranças: "O primeiro é a pobreza de espírito", não estar apegado às riquezas que se, você possuir, "são para o serviço dos outros, para compartilhar, para levar as pessoas adiante". Francisco afirmou que o sinal de que não estamos "neste pecado de idolatria" é dar esmolas, dar "aos necessitados" e dar não o supérfluo, mas o que me custa “algumas privações" porque talvez "é necessário para mim ".E indicou que este é um bom sinal, significa que é maior o amor por Deus que o apego às riquezas.

Francisco indicou três perguntas que podemos fazer: Dou?. Segunda: ‘Quanto dou?’. Terceira pergunta: 'Como dou? Como Jesus dá, com a carícia do amor ou como quem paga um imposto? Como dou?'. ‘Mas padre, o que o senhor quer dizer com isso?’. Quando você ajuda alguém, você olha nos olhos? Toca a sua mão? É a carne de Cristo, é o seu irmão, sua irmã. E você naquele momento é como o Pai que não deixa faltar o alimento para as aves do Céu. Com quanto amor o Pai dá.

Para concluir, o Papa Francisco convidou a pedir a Deus “a graça de estar livres desta idolatria, do apego às riquezas; a graça de olhar para Ele, tão rico em seu amor e tão rico em generosidade, na sua misericórdia; e a graça para ajudar os outros com o exercício da caridade, mas como ele faz”.

(19 de Outubro de 2015) © Innovative Media Inc.
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