Páginas

sábado, 10 de outubro de 2015

“Da pertinência de pensar o óbvio”

17 de outubro
Dia mundial contra a pobreza e a exclusão social.

O Dia internacional para a erradicação da Pobreza celebra-se a 17 de outubro. A data foi comemorada pela primeira vez em 1992, com o objetivo de alertar a população para a necessidade de defender um direito básico do ser humano.

A erradicação da pobreza e da fome é um dos oito objetivos de desenvolvimento do milénio, definidos no ano de 2000 por 193 países membros das Nações Unidas e várias organizações internacionais. 

Apesar da pobreza mais severa se encontrar nos países subdesenvolvidos, é uma realidade que existe em todo o mundo. Nos países desenvolvidos manifesta-se na existência dos sem-abrigo, de subúrbios pobres e noutras situações igualmente desfavorecidas e desumanas.

Aqui ficam algumas reflexões que o Papa Francisco nos propõe na sua Carta Encíclica “Laudato Si" sobre a pertinência e o dever de ajudarmos os mais desfavorecidos:

1. São Francisco de Assis “manifestou uma atenção particular pela criação de Deus e pelos mais pobres e abandonados. Amava e era amado pela sua alegria, a sua dedicação generosa, o seu coração universal [...] Nele se nota até que ponto são inseparáveis a preocupação pela natureza, a justiça para com os pobres, o empenhamento na sociedade e a paz interior”. (10) 

2.Todos podemos colaborar, como instrumentos de Deus, no cuidado da criação, cada um a partir da sua cultura, experiência, iniciativas e capacidades”. (14) 

3.Este mundo tem uma grave dívida social para com os pobres que não têm acesso à água potável, porque isto é negar-lhes o direito à vida radicado na sua dignidade inalienável. Esta dívida é parcialmente saldada com maiores contribuições econômicas para prover de água limpa e saneamento as populações mais pobres”. (30) 

4. “Mas, hoje, não podemos deixar de reconhecer que uma verdadeira abordagem ecológica sempre se torna uma abordagem social, que deve integrar a justiça nos debates sobre o meio ambiente, para ouvir tanto o clamor da terra como o clamor dos pobres”. (49) 

5. “É preciso revigorar a consciência de que somos uma única família humana. Não há fronteiras nem barreiras políticas ou sociais que permitam isolar-nos e, por isso mesmo, também não há espaço para a globalização da indiferença”. (52) 

6. “Os jovens têm uma nova sensibilidade ecológica e um espírito generoso, e alguns deles lutam admiravelmente pela defesa do meio ambiente, mas cresceram num contexto de altíssimo consumo e bem-estar, o que torna difícil a maturação doutros hábitos. Por isso, estamos perante um desafio educativo”. (209) 

7. “Na família, cultivam-se os primeiros hábitos de amor e cuidado da vida, como, por exemplo, o uso correto das coisas, a ordem e a limpeza, o respeito pelo ecossistema local e a proteção de todas as criaturas”. (213) 

8. “É necessário voltar a sentir que precisamos uns dos outros, que temos uma responsabilidade para com os outros e o mundo, que vale a pena ser bons e honestos”. (229)

José M. Esteves


Sem comentários:

Enviar um comentário