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quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

Santo Hilário de Poitiers

Hilário consagrou toda a sua vida à defesa da fé na divindade de Jesus Cristo, Filho de Deus e Deus como o Pai


Horizonte, 13 de Janeiro de 2015 (Zenit.org) Fabiano Farias de Medeiros


“Hilário consagrou toda a sua vida à defesa da fé na divindade de Jesus Cristo, Filho de Deus e Deus como o Pai”, dizia o Papa Bento XVI sobre Santo Hilário que nasceu por volta do ano 300 em Poitiers, no centro-oeste da França. Vindo de uma família rica e pagã, Hilário recebeu primorosa educação tendo inclusive conhecimento em grego, o que era raro na época. Deu seguimento aos seus estudos aprofundando o conhecimento das Sagradas Escrituras e se convertendo juntamente com a esposa e a filha.

Baptizou-se por volta do ano 345 e a este momento descreveu como de “intenso desejo, não só de compreendê-lo, mas também de conhecê-lo”. Respeitado e considerado por todo o povo, foi sagrado bispo de Poitiers no ano 353. Naquela época o celibato ainda estava sendo estudado no ocidente. Sua missão pastoral deparou-se de início com a heresia ariana, que Hilário combateu vigorosamente se reportando ao imperador Constâncio II sobre as perseguições através do documento “Ad Constantium Augustum liber primus”. No ano 356, participou do Sínodo de Beziers na França, o qual definiu como o “sínodo dos falsos apóstolos”, pois bispos filoarianos tramaram e pediram o exílio Hilário que assim foi executado e ele foi exilado na Frígia. Ao imperador Constâncio, Hilário escrevia duramente: “tu inventas fórmulas de fé, tu substituis os bons bispos pelos maus, tu superas o diabo e persegues sem martirizar”.

Durante seu exílio, escreveu diversos documentos combatendo a heresia ariana e a actuação dos clérigos ligados à ela sendo dentre eles o famoso "De Synodis", o “De Trinitate Libri XII” (Tratado sobre a Santíssima Trindade) e o "Adversus Arianos" pelo qual foi chamado por Santo Agostinho de "o mais ilustre doutor da Igreja".  Em 360, pode então retornar do exílio e assumir suas actividades pastorais e conduzir com esmero seu rebanho. Papa Bento XVI nos diz que: “Era precisamente este o seu dom:  conjugar fortaleza na fé e mansidão na relação interpessoal”.

No final de sua vida ainda escreveu o Tratados sobre os Salmos e teve contacto com o São Martinho de Tours graças a fundação de um mosteiro em Poitiers. Faleceu no ano 368 e em 1851 Pio IX o proclamou Doutor da Igreja.

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