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quarta-feira, 15 de outubro de 2014

São Calisto I

O martírio de Calisto é um sinal luminoso da força do Evangelho em nossas vidas


Horizonte, 14 de Outubro de 2014 (Zenit.org) Fabiano Farias de Medeiros


Filho da nobre família dos Domícios, Calisto nasceu em Roma no século I. Teve uma vida conturbada e marcada pelos desatinos próprios de sua época chegando a ser preso e mantido como escravo por Aurelius Carpoforus, fugindo para Roma e posteriormente para Sardenha onde foi submetido a trabalhos forçados. Por conta da benevolência do imperador Cômodo, Calisto teve sua liberdade concedida.

Foi então solicitado seus serviços pelo Papa Zeferino, que identificando a mudança de vida, dedicação e zelo de Calisto nas actividades, o nomeou seu secretário. Calisto fez jus à sua nomeação e administrou muito bem suas atribuições e tarefas, empreendendo a organização das catacumbas de Roma, localizadas na Via Ápia, que ficaram conhecidas como as “Catacumbas de Calisto” nas quais muitos cristãos se refugiaram durante as grandes perseguições e foram enterrados 46 Papas e milhares de mártires da Igreja Primitiva. Calisto também administrou a construção da Basílica de Santa Maria em Trastevere.

Com a morte do Papa Zeferino, Calisto foi eleito Papa devido a sua dedicação e piedade. Durante o seu pontificado, ficou exaltada sua benevolência ao decretar que todo aquele que incorresse no pecado do adultério, apostasia e homicídio, estando arrependido e disposto a mudar de vida poderia ser readmitido na Igreja. A este decreto levantou-se violenta objecção por parte de Hipólito e Tertuliano que o declararam antipapa. Seu pontificado foi marcado pelo acolhimento aos mais necessitados e pela conversão de muitos romanos ao cristianismo. Quando o imperador Alexandre Severo assumiu o poder, retomou as perseguições aos cristãos e prendeu Calisto deixando-o por vários dias em um calabouço e sem alimento. Ainda na prisão, curou a mulher do carcereiro que em gratidão baptizou na fé cristã toda a sua família.

Após algum tempo, foi ordenado que Calisto fosse martirizado no dia 14 de Outubro de 222, sendo jogado em um profundo poço que foi coberto de terra e escombros. Foi sepultado na via Aurélia e o Papa Gregório III, no século XIX, o transferiu para a Basílica de Santa Maria, em Trastevere.

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