O martírio de Calisto é um sinal luminoso da força do Evangelho em nossas vidas
Horizonte, 14 de Outubro de 2014 (Zenit.org) Fabiano Farias de Medeiros
Filho da nobre família dos Domícios, Calisto nasceu em Roma
no século I. Teve uma vida conturbada e marcada pelos desatinos próprios
de sua época chegando a ser preso e mantido como escravo por Aurelius
Carpoforus, fugindo para Roma e posteriormente para Sardenha onde foi
submetido a trabalhos forçados. Por conta da benevolência do imperador
Cômodo, Calisto teve sua liberdade concedida.
Foi então solicitado seus serviços pelo Papa Zeferino, que
identificando a mudança de vida, dedicação e zelo de Calisto nas
actividades, o nomeou seu secretário. Calisto fez jus à sua nomeação e
administrou muito bem suas atribuições e tarefas, empreendendo a
organização das catacumbas de Roma, localizadas na Via Ápia, que ficaram
conhecidas como as “Catacumbas de Calisto” nas quais muitos cristãos se
refugiaram durante as grandes perseguições e foram enterrados 46 Papas e
milhares de mártires da Igreja Primitiva. Calisto também administrou a
construção da Basílica de Santa Maria em Trastevere.
Com a morte do Papa Zeferino, Calisto foi eleito Papa devido a sua
dedicação e piedade. Durante o seu pontificado, ficou exaltada sua
benevolência ao decretar que todo aquele que incorresse no pecado do
adultério, apostasia e homicídio, estando arrependido e disposto a mudar
de vida poderia ser readmitido na Igreja. A este decreto levantou-se
violenta objecção por parte de Hipólito e Tertuliano que o declararam
antipapa. Seu pontificado foi marcado pelo acolhimento aos mais
necessitados e pela conversão de muitos romanos ao cristianismo. Quando o
imperador Alexandre Severo assumiu o poder, retomou as perseguições aos
cristãos e prendeu Calisto deixando-o por vários dias em um calabouço e
sem alimento. Ainda na prisão, curou a mulher do carcereiro que em
gratidão baptizou na fé cristã toda a sua família.
Após algum tempo, foi ordenado que Calisto fosse martirizado no dia
14 de Outubro de 222, sendo jogado em um profundo poço que foi coberto
de terra e escombros. Foi sepultado na via Aurélia e o Papa Gregório
III, no século XIX, o transferiu para a Basílica de Santa Maria, em
Trastevere.
(14 de Outubro de 2014) © Innovative Media Inc.
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