Actualizado 12 de Agosto de 2014
KATH.NET / ReL
A música juvenil e amar o Papa é compatível: "Somos católicos pelo que a nossa fé se manifesta de forma natural na nossa música e letras de canções”. Isto afirma Cherrie Anderson cantora principal da banda electro-pop "Ooberfuse". “As mensagens do Papa Bento XVI são fonte de inspiração e influíram na nossa música e nossas letras". Na visita ao Reino Unido em Setembro de 2010 do Papa Bento XVI, foram eles que protagonizaram o hino de boas-vindas durante a vigília da juventude em Hyde Park. E mais tarde, na Jornada Mundial da Juventude de Madrid, também participaram e, inclusive, ganharam um prémio.
Entre outras muitas canções que lhes pertencem, destacam por exemplo “Call my Name”, onde aludem ao tema da vocação pessoal, escutando o plano que Deus tem preparado para cada um de nós. "Blood Cries Out" e "Free Asia Bibi” tem um som Bollywood, e as suas letras dramáticas tratam a perseguição religiosa inspiradas em pessoas reais, como Shahbaz Bhatti e Asia Bibi.
KATH.NET / ReL
A música juvenil e amar o Papa é compatível: "Somos católicos pelo que a nossa fé se manifesta de forma natural na nossa música e letras de canções”. Isto afirma Cherrie Anderson cantora principal da banda electro-pop "Ooberfuse". “As mensagens do Papa Bento XVI são fonte de inspiração e influíram na nossa música e nossas letras". Na visita ao Reino Unido em Setembro de 2010 do Papa Bento XVI, foram eles que protagonizaram o hino de boas-vindas durante a vigília da juventude em Hyde Park. E mais tarde, na Jornada Mundial da Juventude de Madrid, também participaram e, inclusive, ganharam um prémio.
Entre outras muitas canções que lhes pertencem, destacam por exemplo “Call my Name”, onde aludem ao tema da vocação pessoal, escutando o plano que Deus tem preparado para cada um de nós. "Blood Cries Out" e "Free Asia Bibi” tem um som Bollywood, e as suas letras dramáticas tratam a perseguição religiosa inspiradas em pessoas reais, como Shahbaz Bhatti e Asia Bibi.
Para coincidir com o lançamento do Ano da Fé, em 11 de Outubro de 2012, Ooberfuse publicou uma nova obra, “Credo”, uma canção que explora o mistério da fé através dos sons contemporâneos de electro-pop. Cherrie explica: "Estamos muito contentes e muito honrados de ser parte do Ano da Fé em todo o mundo para partilhar o amor de Cristo com outros que talvez não escutaram a mensagem de Jesus Cristo. ‘Credo’ demonstra que as subtis texturas e os matizes da nossa fé podem expressar-se através de formas culturais modernas e tradições musicais contemporâneas”.
Qual foi o acto mais emocionante de Ooberfuse até agora?
O momento mais impressionante em termos de emoção e nervos - responde Cherri - foi a pré-etapa da nossa interpretação de "Faith in You" perante 2 milhões de peregrinos de todo o mundo que se reuniram na Plaza Cibeles em Madrid em Agosto de 2011. Ganhámos o concurso de “Madrid me encanta”, foi genial poder tocar em directo essa peça. O ambiente estava muito agitado pelo momento da chegada do Papa Bento XVI a acolher os peregrinos no primeiro dia da Jornada Mundial da Juventude. Foi incrível ver tantas pessoas bailar e aplaudir com a nossa música. Outro momento muito emocionante desde então, foi a nossa actuação em Trafalgar Square em Londres para comemorar o primeiro aniversário do assassinato do ministro paquistanês para as Minorias Shahbaz Bhatti.
"Não há nada de bonito num carro crivado por 80 projécteis e um banco ensanguentado", explica Hal, um componente da banda, mas "não podíamos saltar para trás e devíamos mostrar estas imagens terríveis".
Sois uma banda católica. Cantais de Jesus, do Perdão. Numa canção escuta-se o Papa Bento e em outra canção um mártir moderno. Porquê?
Qual foi o acto mais emocionante de Ooberfuse até agora?
O momento mais impressionante em termos de emoção e nervos - responde Cherri - foi a pré-etapa da nossa interpretação de "Faith in You" perante 2 milhões de peregrinos de todo o mundo que se reuniram na Plaza Cibeles em Madrid em Agosto de 2011. Ganhámos o concurso de “Madrid me encanta”, foi genial poder tocar em directo essa peça. O ambiente estava muito agitado pelo momento da chegada do Papa Bento XVI a acolher os peregrinos no primeiro dia da Jornada Mundial da Juventude. Foi incrível ver tantas pessoas bailar e aplaudir com a nossa música. Outro momento muito emocionante desde então, foi a nossa actuação em Trafalgar Square em Londres para comemorar o primeiro aniversário do assassinato do ministro paquistanês para as Minorias Shahbaz Bhatti.
"Não há nada de bonito num carro crivado por 80 projécteis e um banco ensanguentado", explica Hal, um componente da banda, mas "não podíamos saltar para trás e devíamos mostrar estas imagens terríveis".
Sois uma banda católica. Cantais de Jesus, do Perdão. Numa canção escuta-se o Papa Bento e em outra canção um mártir moderno. Porquê?
Somos uma banda de electro-pop, assim utilizamos a última tecnologia quando escrevemos música. O introduzir as vozes reais do Papa Bento XVI e Shahbaz Bhatti deu às pistas uma dimensão mais próxima. Somos católicos pelo que a nossa fé se manifesta de forma natural na nossa música e letras.
No caso da canção Shahbaz Bhatti "Blood Cries Out" que era extremamente difícil justapor sentimentos de indignação pelo seu assassinato a sangue frio com os do Perdão cristão. A mensagem de Jesus confronta os nossos instintos naturais e eleva-os a níveis mais altos. Em lugar de procurar vingança pela indignação que só perpétua o ciclo de violência rezamos pelo Perdão.
Neste sentido, "Blood Cries Out" ("O sangue clama") pode ser tomado como um reflexo musical sobre o texto de Hebreus 12, 24 que diz: "O sangue disperso de Jesus fala do Perdão no lugar de chorar por vingança como o sangue de Abel”.
O Papa Bento XVI, é alguém especial para ti?
Sim, sem dúvida! As suas mensagens são fonte de inspiração e influíram na nossa música e nossas letras. Esperamos que através da nossa música a sua mensagem chegue a um público que tradicionalmente não necessariamente escuta o que disse. Ele tem uma qualidade muito suave na sua voz que fala da sua grande santidade.
Os católicos estão por todo o mundo, o vosso grupo e a sua música chegará a ser internacional?
Ooberfuse trata de reunir as tradições musicais orientais e ocidentais numa espectacular fusão. Alguns poderiam dizer que é uma confusão! Ao fazer isto, fazemos um chamamento a uma audiência universal, porque não podemos estar atados com tanta facilidade. Como consequência desafiamos muitas das convenções que tradicionalmente definiram a indústria do pop. Muita gente pensa que estamos loucos por manter a nossa fé dentro da nossa música, mas de fazê-lo só para agradar à maioria seria profundamente desonesto e conduziria a uma falta de autenticidade.
No caso da canção Shahbaz Bhatti "Blood Cries Out" que era extremamente difícil justapor sentimentos de indignação pelo seu assassinato a sangue frio com os do Perdão cristão. A mensagem de Jesus confronta os nossos instintos naturais e eleva-os a níveis mais altos. Em lugar de procurar vingança pela indignação que só perpétua o ciclo de violência rezamos pelo Perdão.
Neste sentido, "Blood Cries Out" ("O sangue clama") pode ser tomado como um reflexo musical sobre o texto de Hebreus 12, 24 que diz: "O sangue disperso de Jesus fala do Perdão no lugar de chorar por vingança como o sangue de Abel”.
O Papa Bento XVI, é alguém especial para ti?
Sim, sem dúvida! As suas mensagens são fonte de inspiração e influíram na nossa música e nossas letras. Esperamos que através da nossa música a sua mensagem chegue a um público que tradicionalmente não necessariamente escuta o que disse. Ele tem uma qualidade muito suave na sua voz que fala da sua grande santidade.
Os católicos estão por todo o mundo, o vosso grupo e a sua música chegará a ser internacional?
Ooberfuse trata de reunir as tradições musicais orientais e ocidentais numa espectacular fusão. Alguns poderiam dizer que é uma confusão! Ao fazer isto, fazemos um chamamento a uma audiência universal, porque não podemos estar atados com tanta facilidade. Como consequência desafiamos muitas das convenções que tradicionalmente definiram a indústria do pop. Muita gente pensa que estamos loucos por manter a nossa fé dentro da nossa música, mas de fazê-lo só para agradar à maioria seria profundamente desonesto e conduziria a uma falta de autenticidade.
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