Actualizado 13 de Agosto de 2014
Defiendetufe.org / ReL
Chama-se Erich Picado e é um seminarista da Costa Rica. A sua história é a de um homem que voltou a Cristo e à Igreja graças à experiência de amor que viviam os católicos com os quais descobriu o seu caminho.
“Aos 16 anos – explica Erich -, uma tia minha levou-me à sua seita, denominada ‘Catedral do evangelho’, e depois de uns meses envolvi-me plenamente na actividade protestante”. Nos seus primeiros passos começou a ler a bíblia de acordo com os preceitos do pastor. As ideias que mais forte o calavam eram que o Papa é o anticristo; que a Igreja Católica é a grande rameira descrita no Apocalipse; que os santos e a Virgem eram demónios que serviam a Satanás para usurpar o trono de Deus; que os sacerdotes e as religiosas eram pessoas perversas que enganavam as pessoas e que deviam ser combatidos... Que “tudo era mau – aprendeu na seita Erich -, o mundo era mau, tudo era pecado, até a minha família, incluindo os meus Pais e os meus irmãos. Os católicos eram inimigos de Cristo porque ainda continuavam metidos no catolicismo”.
Do seguimento ao Pastor, chegou a odiar os seus pais e a distanciar-se da sua família. Isso sim, pregava pelas ruas para converter os pecadores, quer dizer a qualquer um que não fosse da sua seita: “Repetia-lhes os ataques que aprendi: Que o Papa era um personagem baseada no erro e submetida ao diabo; além de uma enorme gama de tontarias que se me iam metendo na cabeça pelos líderes religiosos”.
Chegam as primeiras dúvidas
A passagem pela universidade foi-lhe abrindo os olhos e ajudou-o a questionar-se algumas coisas que não havia no interior da seita. O que mais lhe doía era que não tivesse “solidariedade com os mais pobres, porque não se lutava pela justiça social?”. As respostas eram vagas: “Não pertencemos a este mundo, a pobreza deles é fruto do seu pecado e da sua idolatria”, era o mais que esperava conseguir do Pastor e dos dirigentes, por sua vez que Erich sabia que tanto estes como os “seus filhos recebiam somas económicas fortes, porque vi cheques passados em seu nome”.
Depois veio a ruptura, pelo menos o afastamento, da ‘Catedral do evangelho’: “Fiquei no ar quanto à estrutura religiosa. Acreditava em Cristo, em Deus, mas em nenhuma Igreja”.
O descobrimento da Madre Teresa
Um dia vendo televisão, viu uma reportagem sobre a Madre Teresa de Calcutá. Ao vê-la ficou espantado: “Disse para mim: uma mulher como esta, ainda que seja monja, não pode fazer isto com os pobres mais pobres a menos que esteja cheia de Deus”.
Decidiu-se a escrever-lhe uma carta para Calcutá para saudá-la e explicar-lhe quanto o tinha impressionado o seu testemunho, mas as mesmas Missionárias da Caridade que havia na Costa Rica disseram-lhe: “Não se iluda muito, porque ela não responde às cartas pois não tem muito tempo”.
Defiendetufe.org / ReL
Chama-se Erich Picado e é um seminarista da Costa Rica. A sua história é a de um homem que voltou a Cristo e à Igreja graças à experiência de amor que viviam os católicos com os quais descobriu o seu caminho.
“Aos 16 anos – explica Erich -, uma tia minha levou-me à sua seita, denominada ‘Catedral do evangelho’, e depois de uns meses envolvi-me plenamente na actividade protestante”. Nos seus primeiros passos começou a ler a bíblia de acordo com os preceitos do pastor. As ideias que mais forte o calavam eram que o Papa é o anticristo; que a Igreja Católica é a grande rameira descrita no Apocalipse; que os santos e a Virgem eram demónios que serviam a Satanás para usurpar o trono de Deus; que os sacerdotes e as religiosas eram pessoas perversas que enganavam as pessoas e que deviam ser combatidos... Que “tudo era mau – aprendeu na seita Erich -, o mundo era mau, tudo era pecado, até a minha família, incluindo os meus Pais e os meus irmãos. Os católicos eram inimigos de Cristo porque ainda continuavam metidos no catolicismo”.
Do seguimento ao Pastor, chegou a odiar os seus pais e a distanciar-se da sua família. Isso sim, pregava pelas ruas para converter os pecadores, quer dizer a qualquer um que não fosse da sua seita: “Repetia-lhes os ataques que aprendi: Que o Papa era um personagem baseada no erro e submetida ao diabo; além de uma enorme gama de tontarias que se me iam metendo na cabeça pelos líderes religiosos”.
Chegam as primeiras dúvidas
A passagem pela universidade foi-lhe abrindo os olhos e ajudou-o a questionar-se algumas coisas que não havia no interior da seita. O que mais lhe doía era que não tivesse “solidariedade com os mais pobres, porque não se lutava pela justiça social?”. As respostas eram vagas: “Não pertencemos a este mundo, a pobreza deles é fruto do seu pecado e da sua idolatria”, era o mais que esperava conseguir do Pastor e dos dirigentes, por sua vez que Erich sabia que tanto estes como os “seus filhos recebiam somas económicas fortes, porque vi cheques passados em seu nome”.
Depois veio a ruptura, pelo menos o afastamento, da ‘Catedral do evangelho’: “Fiquei no ar quanto à estrutura religiosa. Acreditava em Cristo, em Deus, mas em nenhuma Igreja”.
O descobrimento da Madre Teresa
Um dia vendo televisão, viu uma reportagem sobre a Madre Teresa de Calcutá. Ao vê-la ficou espantado: “Disse para mim: uma mulher como esta, ainda que seja monja, não pode fazer isto com os pobres mais pobres a menos que esteja cheia de Deus”.
Decidiu-se a escrever-lhe uma carta para Calcutá para saudá-la e explicar-lhe quanto o tinha impressionado o seu testemunho, mas as mesmas Missionárias da Caridade que havia na Costa Rica disseram-lhe: “Não se iluda muito, porque ela não responde às cartas pois não tem muito tempo”.
A carta foi escrita, foi enviada e, quatro meses depois, foi respondida: “A santa vivente tinha-me escrito a mim, um miserável que odiava a sua Igreja. Disse-me palavras de consolo, animou-me a amar até que doesse, disse-me que a minha vida valia, que orasse todas as noites com ela assim:
Maria mãe de Jesus dá-me o teu coração,
tão cheio de amor e de misericórdia,
tão cheio de doçura e de paz,
para poder encontrar o teu Filho no Pão da Vida,
escondido entre os mais pobres dos pobres”.
Obviamente, pode cada um imaginar o choque emocional e espiritual que experimentou nesse momento o protestante Erich Picado: “Eu… Orar a Maria?”
Viria o "segundo golpe do Espírito Santo"
Deus continuava insistindo. Desta vez fez-se presente através dos seus próprios estudos. Na sua universidade tive a oportunidade de optar a uma bolsa de estudos por sete meses no estrangeiro. Uma vez apresentados os papéis fui eleito para ir, nada mais e nada menos, que a um curso de comunicação pastoral do Celam (Conferencia Episcopal Latino-americana), em Puebla, México.
Quando chega a esse país, o próprio Erich qualifica como “experiência assustadora” o que o esperava. Tratava-se na realidade de um estudo da comunicação dentro da própria Igreja Católica. O ambiente estava infestado de católicos, sacerdotes, missas, rosários, virgens Maria...
Por estranho que parecesse: “Fiz-me amigo de sacerdotes. E pouco a pouco comecei a fazer-lhes perguntas: Porque vocês adoram os ídolos? Porque seguem o Papa que é o Anticristo? Porque adoram a Virgem? Onde fala a Bíblia da Missa? Onde fala a Bíblia sobre a Igreja Católica?”
Amor à mudança de dúvidas
“O seu amoroso acto de amizade, a sua sinceridade, mas principalmente o seu compromisso real e prático com os pobres acabaram de me derrubar”. A isso somou-se que certo dia, Erich estava lendo um livro sobre a história da Igreja. Aproximou-se um dos sacerdotes e perguntou-lhe: “Onde estavam vocês os protestantes no século II ou III ou quarto ou quinto? Não se dá conta que chamar-se cristão no mundo por mais de 1000 anos foi chamar-se católico dado que não havia outra Igreja. Não sabe você que por 1500 anos antes da aparição de Lutero para ser cristão cada um devia ser católico ou ortodoxo?”
Uma pergunta mais lhe trovejou nos seus ouvidos: “Crê você que Deus mandou o seu amado filho para continuar deixando a humanidade na obscuridade por 1500 anos mais até que aparecesse Lutero?”
No silêncio, sem chamar a atenção, tentando passar desapercebido, o protestante Erich Picado decidiu ir assiduamente a uma pequena capela que havia na universidade. Sabia por um amigo “que no sacrário, quer dizer a caixa que está ao lado da vela acesa, aí estava o Senhor Jesus. Eu sem crer nem deixar de crer, a sós e às escondidas, comecei a escapulir-me todos os dias até à pequena capela, fechava a porta e ficava ali uma hora e dizia ao Senhor: ‘A verdade não sei se estás ou não estás mas se estás ajuda-me, diz-me que caminho escolher: Ele respondeu-me”.
De regresso a ´casa´
Ainda não ia à missa. Foi um 3 de Novembro quando Erich explicou a um dos seus amigos sacerdotes que queria voltar à Igreja. Para sua surpresa este respondeu-lhe: “Olha, se se vai fazer católico por nós, seus amigos, é melhor ficar como está. Se é por convicção clara pense-o um mês e logo falamos”. Passou o mês e disse-lhe: “Já estou pronto. Quero confessar-me depois de 18 anos de não fazê-lo, quero pertencer à Igreja fundada por Jesus no Apóstolo Pedro”.
Antes de voltar à Costa Rica, Erich passou pela Cidade do México e teve a oportunidade de visitar o santuário de Nossa Senhora de Guadalupe: “Que emoção mais intensa senti ao rezar a oração que a Madre Teresa me enviou em frente da imagem santa da Madre de Deus no Tepeyac”.
Maria mãe de Jesus dá-me o teu coração,
tão cheio de amor e de misericórdia,
tão cheio de doçura e de paz,
para poder encontrar o teu Filho no Pão da Vida,
escondido entre os mais pobres dos pobres”.
Obviamente, pode cada um imaginar o choque emocional e espiritual que experimentou nesse momento o protestante Erich Picado: “Eu… Orar a Maria?”
Viria o "segundo golpe do Espírito Santo"
Deus continuava insistindo. Desta vez fez-se presente através dos seus próprios estudos. Na sua universidade tive a oportunidade de optar a uma bolsa de estudos por sete meses no estrangeiro. Uma vez apresentados os papéis fui eleito para ir, nada mais e nada menos, que a um curso de comunicação pastoral do Celam (Conferencia Episcopal Latino-americana), em Puebla, México.
Quando chega a esse país, o próprio Erich qualifica como “experiência assustadora” o que o esperava. Tratava-se na realidade de um estudo da comunicação dentro da própria Igreja Católica. O ambiente estava infestado de católicos, sacerdotes, missas, rosários, virgens Maria...
Por estranho que parecesse: “Fiz-me amigo de sacerdotes. E pouco a pouco comecei a fazer-lhes perguntas: Porque vocês adoram os ídolos? Porque seguem o Papa que é o Anticristo? Porque adoram a Virgem? Onde fala a Bíblia da Missa? Onde fala a Bíblia sobre a Igreja Católica?”
Amor à mudança de dúvidas
“O seu amoroso acto de amizade, a sua sinceridade, mas principalmente o seu compromisso real e prático com os pobres acabaram de me derrubar”. A isso somou-se que certo dia, Erich estava lendo um livro sobre a história da Igreja. Aproximou-se um dos sacerdotes e perguntou-lhe: “Onde estavam vocês os protestantes no século II ou III ou quarto ou quinto? Não se dá conta que chamar-se cristão no mundo por mais de 1000 anos foi chamar-se católico dado que não havia outra Igreja. Não sabe você que por 1500 anos antes da aparição de Lutero para ser cristão cada um devia ser católico ou ortodoxo?”
Uma pergunta mais lhe trovejou nos seus ouvidos: “Crê você que Deus mandou o seu amado filho para continuar deixando a humanidade na obscuridade por 1500 anos mais até que aparecesse Lutero?”
No silêncio, sem chamar a atenção, tentando passar desapercebido, o protestante Erich Picado decidiu ir assiduamente a uma pequena capela que havia na universidade. Sabia por um amigo “que no sacrário, quer dizer a caixa que está ao lado da vela acesa, aí estava o Senhor Jesus. Eu sem crer nem deixar de crer, a sós e às escondidas, comecei a escapulir-me todos os dias até à pequena capela, fechava a porta e ficava ali uma hora e dizia ao Senhor: ‘A verdade não sei se estás ou não estás mas se estás ajuda-me, diz-me que caminho escolher: Ele respondeu-me”.
De regresso a ´casa´
Ainda não ia à missa. Foi um 3 de Novembro quando Erich explicou a um dos seus amigos sacerdotes que queria voltar à Igreja. Para sua surpresa este respondeu-lhe: “Olha, se se vai fazer católico por nós, seus amigos, é melhor ficar como está. Se é por convicção clara pense-o um mês e logo falamos”. Passou o mês e disse-lhe: “Já estou pronto. Quero confessar-me depois de 18 anos de não fazê-lo, quero pertencer à Igreja fundada por Jesus no Apóstolo Pedro”.
Antes de voltar à Costa Rica, Erich passou pela Cidade do México e teve a oportunidade de visitar o santuário de Nossa Senhora de Guadalupe: “Que emoção mais intensa senti ao rezar a oração que a Madre Teresa me enviou em frente da imagem santa da Madre de Deus no Tepeyac”.
“Chorei como um menino enquanto rezava – confessa -, a todos os irmãos presentes contava-lhes o meu regresso à Igreja, tão emocionado como um menino. Regressei à Costa Rica. Em casa, todos ficaram surpreendidos ao ver-me carregado de rosários e estampas da Virgem. Pedi perdão ao pai e há minha família pelos anos perdidos na fé, vivendo com ódio e sem amor”.
Seminarista para a Glória de Deus
Já no seu país, Erich deixou o seu trabalho profissional e ingressou no seminário: “Quero ser sacerdote do Senhor Jesus Cristo, para anunciar a virtude do amor d’Aquele que me chamou do erro à luz. Deus é grande, é maravilhoso. Que lugar tão formoso é a Igreja Católica, lugar onde reside a Palavra de Deus, a presença de Jesus na Eucaristia e onde se luta pela justiça, pelo amor, pela vida”.
Seminarista para a Glória de Deus
Já no seu país, Erich deixou o seu trabalho profissional e ingressou no seminário: “Quero ser sacerdote do Senhor Jesus Cristo, para anunciar a virtude do amor d’Aquele que me chamou do erro à luz. Deus é grande, é maravilhoso. Que lugar tão formoso é a Igreja Católica, lugar onde reside a Palavra de Deus, a presença de Jesus na Eucaristia e onde se luta pela justiça, pelo amor, pela vida”.
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