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quinta-feira, 15 de maio de 2014

Lombardi: não há programação de nenhuma viagem de Parolín à Venezuela

O presidente Maduro, em seu programa de rádio semanal, afirmou que o cardeal poderia estar presente nesta quinta-feira na reunião entre governo e oposição


Roma, 14 de Maio de 2014 (Zenit.org)


O director da Sala de Imprensa da Santa Sé, pe. Federico Lombardi, afirmou que não há previsão de nenhuma viagem do cardeal Pietro Parolín à Venezuela. Diante das perguntas dos jornalistas sobre uma possível viagem do Secretário de Estado do Vaticano à Venezuela, no contexto do diálogo nacional em andamento, o padre Lombardi declarou que, "no tocante ao cardeal Parolín, a situação permanece como já dito: há disponibilidade em termos gerais, mas não há, de facto, nenhuma viagem programada no momento".

Há vários dias, os meios de comunicação têm falado de uma possível viagem do Secretário de Estado à nação em que, até poucos meses atrás, ele foi núncio apostólico.

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, disse ter sido informado da viagem para esta semana. Maduro declarou: "Acho que vem o Secretário de Estado do Vaticano, Pietro Parolín. Bem-vindo à Venezuela. As portas da nossa pátria estão abertas para dialogar, para conversar". O presidente fez o pronunciamento no seu programa semanal de rádio, “Em contacto com Maduro”. Ele declarou ainda: "Ninguém venha chantagear dois sectores políticos nacionais distintos".

Maduro revelou que, segundo investigações dos serviços de inteligência venezuelanos, um grupo de 60 mascarados pretendia, na segunda-feira passada, invadir a sede da Nunciatura Episcopal “para armar um show internacional”. Diante disso, o presidente enfatizou que, por decisão de Estado, protegerá a paz da capital da República. “Não permitirei destroços nem violência. Não vão entrar em Caracas antes que haja novas regras de jogo e até garantirmos que não vai haver violência e destruição”.

Maduro também afirmou, durante o seu programa: "Eu não vou me levantar da mesa de diálogo e espero que eles também não se levantem. O facto de estarmos dialogando, debatendo, já é um avanço democrático importante".

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