Na comunidade Novos Horizontes
Actualizado 21 de Junho de 2013
Zenit / ReL
A vida da italiana Angela Croce parecia perdida entre violência, droga e desespero.
"Vivi trinta anos debaixo o signo da droga, sexo de usar e tirar, e desvio", explicou ela mesma perante o Papa Francisco no encontro de novos movimentos de 18 de Maio de 2013, em véspera de Pentecostes.
Uma menina não querida
"Nasci sem ser desejada vivendo num ambiente marcado por sucessos difíceis que desencadeavam querelas e incompreensões", assinala.
"O que rompeu definitivamente os meus delicados sonhos de jovem foi uma violência sofrida aos 12 anos. Começou assim a minha imparável descida aos infernos começando a drogar-me para não sentir a dor. Ninguém se deu conta de nada".
A violência levou à dor, a dor levou à droga; a droga camuflava-se atrás de uma aparência normal.
Raiva, soberba e droga
"Aparentemente tudo andava bem, mas pouco a pouco me apagava perdendo as ganas de viver. Construí uma fortaleza inexpugnável em torno do meu coração. Cresciam em mi dor e raiva, muita necessidade de amor transformada em soberba e presunção".
"A minha única companheira era a heroína. Logo foi a cocaína, numa escalada de dinheiro e poder no campo imobiliário".
Angela reconhece que "estava disposta a tudo pelo dinheiro e a consideração. Mas a que preço?"
"Ao preço de usar as pessoas para logo tirá-las quando já não me serviam", admite.
Um vazio que corrói
"Eu não conhecia limites, mas o vazio interior estava-me corroendo. Sentia-me cada vez mais terrivelmente só".
Debaixo a aparência de êxito nos negócios, havia um vazio levava ao suicídio. E o tentou, afirma, cinco vezes.
"Por cinco vezes tentei acabar com tudo, mas não o consegui. Porquê? Perguntava-me. Porque não havia descoberto todavia que Alguém havia pensado em mim desde a eternidade e me havia amado até ao ponto de dar-se a si mesmo por mim".
Evangelizadores na rua
Tudo mudou quando conheceu o movimento Novos Horizontes, muito estendido em Itália, que se dedica à evangelização na rua.
Decidiu dar uma oportunidade a essas pessoas e a Deus.
"Decidi-me a entrar na comunidade, onde encontrei uma verdadeira família que me acompanhou passo a passo num caminho reabilitador baseado no Evangelho".
Uma família contra a solidão
"Desde aquele momento, a minha vida mudou: conheci o infinito amor de Deus através dos irmãos que acolheram comigo o meu grito de dor e solidão".
À medida que desaparecia a solidão e o vazio, chegava a "experiência de alegria e perdão", e a "capacidade de voltar a dar gratuitamente a minha existência".
"O Amor pode fazer milagres porque Deus é Amor!", disse hoje Angela.
"Jesus se baixou nos meus infernos e transfigurou-os com o seu imenso Amor. Quero gastar cada momento da minha vida em ser instrumento da alegria da Ressurreição", conclui o seu testemunho.
Actualizado 21 de Junho de 2013
Zenit / ReL
A vida da italiana Angela Croce parecia perdida entre violência, droga e desespero.
"Vivi trinta anos debaixo o signo da droga, sexo de usar e tirar, e desvio", explicou ela mesma perante o Papa Francisco no encontro de novos movimentos de 18 de Maio de 2013, em véspera de Pentecostes.
Uma menina não querida
"Nasci sem ser desejada vivendo num ambiente marcado por sucessos difíceis que desencadeavam querelas e incompreensões", assinala.
"O que rompeu definitivamente os meus delicados sonhos de jovem foi uma violência sofrida aos 12 anos. Começou assim a minha imparável descida aos infernos começando a drogar-me para não sentir a dor. Ninguém se deu conta de nada".
A violência levou à dor, a dor levou à droga; a droga camuflava-se atrás de uma aparência normal.
Raiva, soberba e droga
"Aparentemente tudo andava bem, mas pouco a pouco me apagava perdendo as ganas de viver. Construí uma fortaleza inexpugnável em torno do meu coração. Cresciam em mi dor e raiva, muita necessidade de amor transformada em soberba e presunção".
"A minha única companheira era a heroína. Logo foi a cocaína, numa escalada de dinheiro e poder no campo imobiliário".
Angela reconhece que "estava disposta a tudo pelo dinheiro e a consideração. Mas a que preço?"
"Ao preço de usar as pessoas para logo tirá-las quando já não me serviam", admite.
Um vazio que corrói
"Eu não conhecia limites, mas o vazio interior estava-me corroendo. Sentia-me cada vez mais terrivelmente só".
Debaixo a aparência de êxito nos negócios, havia um vazio levava ao suicídio. E o tentou, afirma, cinco vezes.
"Por cinco vezes tentei acabar com tudo, mas não o consegui. Porquê? Perguntava-me. Porque não havia descoberto todavia que Alguém havia pensado em mim desde a eternidade e me havia amado até ao ponto de dar-se a si mesmo por mim".
Evangelizadores na rua
Tudo mudou quando conheceu o movimento Novos Horizontes, muito estendido em Itália, que se dedica à evangelização na rua.
Decidiu dar uma oportunidade a essas pessoas e a Deus.
"Decidi-me a entrar na comunidade, onde encontrei uma verdadeira família que me acompanhou passo a passo num caminho reabilitador baseado no Evangelho".
Uma família contra a solidão
"Desde aquele momento, a minha vida mudou: conheci o infinito amor de Deus através dos irmãos que acolheram comigo o meu grito de dor e solidão".
À medida que desaparecia a solidão e o vazio, chegava a "experiência de alegria e perdão", e a "capacidade de voltar a dar gratuitamente a minha existência".
"O Amor pode fazer milagres porque Deus é Amor!", disse hoje Angela.
"Jesus se baixou nos meus infernos e transfigurou-os com o seu imenso Amor. Quero gastar cada momento da minha vida em ser instrumento da alegria da Ressurreição", conclui o seu testemunho.
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