Na Antiguidade Clássica, foi Platão o primeiro a formular e responder explicitamente à pergunta: “O que é o belo? “ – Identificando-o com o bem, com a verdade e a perfeição. Uma coisa é mais ou menos bela conforme a sua participação na ideia suprema de beleza…
Aristóteles concebe a arte como uma criação especificamente humana. Por isso considera que o belo não pode ser desligado do homem. Separa a beleza da arte, concluindo que, por vezes, a fealdade, o estranho ou o surpreendente, se converte no principal objectivo da criação artística. Mais tarde Santo Agostinho concebeu a beleza como um todo harmonioso, isto é, com unidade, número, igualdade, proporção e ordem. Concluindo que a beleza do mundo não é mais do que o reflexo da suprema beleza de Deus, de onde tudo emana. A partir da beleza das coisas podemos chegar à Beleza Suprema!...
S. Tomás de Aquino, filósofo italiano do século XIII, descreveu a beleza pelos seus efeitos. “Belo, é aquilo cuja contemplação agrada”, escreveu. Deste modo, em síntese, podemos citar três níveis de beleza capazes de provocar deleite no ser humano:
. Beleza inteligível, própria da vida espiritual e que está vinculada à verdade e bondade moral;
. Beleza natural, a que procede dos seres e objectos;
. Beleza artificial, como produto da criação humana: a música, o cinema, as artes plásticas em geral, a literatura e tantas outras manifestações artísticas.
“O Mundo precisa da Beleza”
Palavras do Papa Bento XVI numa manhã em que se reuniu na Capela Sistina com 260 artistas de todo o mundo, entre pintores, escultores, arquitectos, actores, directores, músicos e escritores. Um encontro que celebrava dez anos da carta aos artistas, de João Paulo II e 45 anos do histórico encontro do Papa Paulo VI com o mundo da arte.
Bento XVI iniciou o seu discurso, afirmando que, em continuidade com os seus predecessores, expressa e renova a amizade da Igreja com o mundo da arte – uma amizade consolidada no tempo… Falando das obras-primas que adornam a Capela, Bento XVI falou do Juízo Universal, de Miguel Ângelo, que recorda que, por um lado, “a história da humanidade é movimento de ascensão, mas por outro, coloca diante dos nossos olhos o perigo da queda definitiva do homem”, considerando o conjunto como um forte grito profético contra o mal, contra qualquer forma de injustiça; mas ao mesmo tempo, nos convida a percorrer com alegria, coragem e esperança o itinerário da vida.
Analisando o momento actual, de crise económica, social e financeira, o Papa considera que, infelizmente, está marcado também por um enfraquecimento da esperança e desconfiança nas relações humanas, que manifestam sinais de resignação mas, sobretudo, de agressividade e de desespero.
Aristóteles concebe a arte como uma criação especificamente humana. Por isso considera que o belo não pode ser desligado do homem. Separa a beleza da arte, concluindo que, por vezes, a fealdade, o estranho ou o surpreendente, se converte no principal objectivo da criação artística. Mais tarde Santo Agostinho concebeu a beleza como um todo harmonioso, isto é, com unidade, número, igualdade, proporção e ordem. Concluindo que a beleza do mundo não é mais do que o reflexo da suprema beleza de Deus, de onde tudo emana. A partir da beleza das coisas podemos chegar à Beleza Suprema!...
S. Tomás de Aquino, filósofo italiano do século XIII, descreveu a beleza pelos seus efeitos. “Belo, é aquilo cuja contemplação agrada”, escreveu. Deste modo, em síntese, podemos citar três níveis de beleza capazes de provocar deleite no ser humano:
. Beleza inteligível, própria da vida espiritual e que está vinculada à verdade e bondade moral;
. Beleza natural, a que procede dos seres e objectos;
. Beleza artificial, como produto da criação humana: a música, o cinema, as artes plásticas em geral, a literatura e tantas outras manifestações artísticas.
“O Mundo precisa da Beleza”
Palavras do Papa Bento XVI numa manhã em que se reuniu na Capela Sistina com 260 artistas de todo o mundo, entre pintores, escultores, arquitectos, actores, directores, músicos e escritores. Um encontro que celebrava dez anos da carta aos artistas, de João Paulo II e 45 anos do histórico encontro do Papa Paulo VI com o mundo da arte.
Bento XVI iniciou o seu discurso, afirmando que, em continuidade com os seus predecessores, expressa e renova a amizade da Igreja com o mundo da arte – uma amizade consolidada no tempo… Falando das obras-primas que adornam a Capela, Bento XVI falou do Juízo Universal, de Miguel Ângelo, que recorda que, por um lado, “a história da humanidade é movimento de ascensão, mas por outro, coloca diante dos nossos olhos o perigo da queda definitiva do homem”, considerando o conjunto como um forte grito profético contra o mal, contra qualquer forma de injustiça; mas ao mesmo tempo, nos convida a percorrer com alegria, coragem e esperança o itinerário da vida.
Analisando o momento actual, de crise económica, social e financeira, o Papa considera que, infelizmente, está marcado também por um enfraquecimento da esperança e desconfiança nas relações humanas, que manifestam sinais de resignação mas, sobretudo, de agressividade e de desespero.
Assim, afirmou Bento XVI: somente a beleza pode oferecer novamente, entusiasmo e confiança… A beleza, segundo o Papa, pode provocar no ser humano “uma saudável sacudidela que o leve a sair de si mesmo, que o arranque da resignação, da comodidade diária; como um dardo que o fere, mas que o desperta, abrindo-lhe novamente os olhos do coração e da mente, dando-lhe asas, empurrando-o para o alto”.
Respondendo àqueles que apresentam a beleza como ilusória e superficial, Bento XVI acrescentou: “ A beleza é o contrário de tudo isso, na medida em que pode converter-se em caminho rumo ao Transcendente, ao assumir um valor religioso e transformar-se em um percurso de profunda reflexão interior e de espiritualidade”. Por isso, salientou: “O caminho da beleza, conduz-nos a colher o Tudo no fragmento, o Infinito no finito, Deus na história da humanidade”.
Dirigindo um apelo aos artistas, apelidando-os de guardiães da beleza, disse: “É graças ao vosso talento que tendes a possibilidade de falar ao coração da humanidade, de tocar a sensibilidade individual e coletiva, de suscitar sonhos e esperanças, de ampliar os horizontes do conhecimento e do empenho humano. “E não tenhais medo de relacionar-vos com a fonte primeira e última da beleza, de dialogar com os crentes, com quem, como vós, se sente peregrino no mundo e na história, rumo à Beleza Infinita!”
“A fé não elimina nada da vossa criatividade, da vossa arte; mas sim que vos exalta e vos nutre, animando-vos a atravessar o limiar e a contemplar, com olhos fascinados e comovidos, a meta última e definitiva, o sol sem crepúsculo que ilumina e torna belo o presente”, concluiu Bento XVI.
Maria Helena Marques
Prof.ª Ensino Secundário
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